‘Agricultores em fúria’ na França mantêm atos mesmo após terem demanda acatada

MADRI, ESPANHA (FOLHAPRESS) – O primeiro-ministro da França, Gabriel Attal, anunciou na tarde desta sexta-feira (26), em encontro com fazendeiros na região de Toulouse, no sul, uma série de medidas acolhendo as demandas dos “agricultores em fúria”, como foram apelidados os produtores que vêm se manifestando contra o governo nos últimos dias.

Horas depois, porém, o presidente da FNSEA (Federação Nacional dos Sindicatos dos Agricultores), maior sindicato agrícola do país, afirmou que ele e seus pares não ficaram satisfeitos. “Tomamos a decisão de continuar esta mobilização”, disse Arnaud Rousseau ao canal de televisão TF1.

“Os anúncios do primeiro-ministro não respondem a todas as perguntas que fizemos. Há muitas demandas às quais ele não respondeu. O que foi dito nesta noite não acalma a raiva, é preciso ir mais longe”, afirmou Rousseau.

A principal medida tomada pelo governo para aquiescer os fazendeiros foi o fim do aumento gradual do imposto sobre o GNR (gasoil non routier), ou diesel não rodoviário, combustível obrigatório das máquinas agrícolas no país.

O anúncio dela foi feito por Attal em pessoa, em um curral de uma fazenda em Montastruc-de-Salies, perto da fronteira espanhola, sob os olhares de pelo menos 36 vacas e com um monte de feno lhe servindo de púlpito.

“Vamos parar com essa trajetória de aumento do GNR”, disse Attal, cedendo assim a uma das principais reivindicações dos agricultores. A legislação em vigor no governo de Emmanuel Macron estabelece –ou estabelecia– um aumento anual desse imposto até janeiro de 2030.

O sistema funciona assim: o agricultor compra um litro de GNR por EUR 1,29 (R$ 6,88), sendo que EUR 0,25 disso (R$ 0,33) é imposto. Após a compra, ele pode pedir reembolso da taxação e receber de volta cerca de EUR 0,18 (R$ 0,96).

A lei atual –que procurava equiparar os impostos sobre o GNR agrícola com aqueles imputados sobre o combustível comum– previa a diminuição, ano a ano, desse montante a ser reembolsado. Assim, se ela se mantivesse até 2030, naquele ano o agricultor pagaria os mesmos EUR 0,25 de imposto e receberia de volta apenas EUR 0,01 (R$ 0,05).

O primeiro-ministro anunciou também que, pelo menos “até o verão” (junho a agosto, na Europa), os reembolsos fiscais serão deduzidos já no momento da compra, e não mais depois após seu recebimento, em uma tentativa de simplificar o processo. A isenção “será feita de imediato”, disse ele.

Em seu discurso, Attal ainda criticou o acordo União Europeia-Mercosul, avisando que a França não vai assiná-lo. “Volto a dizer aqui, com muita clareza: o presidente da República sempre se opôs a ele, e nós continuamos e continuaremos a fazê-lo.”

O Mercosul e a UE negociam esse acordo há pelo menos 20 anos. Hoje, o que impede sua assinatura são sobretudo questões ambientais. Os fazendeiros franceses, no entanto, reclamam que o texto favoreceria a agricultura sul-americana e traria prejuízos devido ao risco de concorrência desleal. A França é o maior produtor agrícola da União Europeia.

Após a reunião, Gabriel Attal foi a um bloqueio na estrada A64. Perto dali, em Agen, um javali morto foi pendurado em frente ao escritório de um fiscal do trabalho. Em frente à prefeitura da cidade, os manifestantes despejaram lixo e detritos.

Na A13, que liga o noroeste do país a Paris, cerca de 50 agricultores avisaram antes mesmo do pronunciamento do presidente da FNSEA que não tinham se comovido com as medidas anunciadas e continuariam a bloquear a estrada por pelo menos mais esta noite.

Jérôme Canival, que cultiva terras em Surtauville, afirmou ao jornal Le Monde que a ida a Paris não parecia uma boa ideia. “Fui três vezes lá de trator, não adianta. São ótimas fotos, mas somos apenas uma atração.” Em compensação, outro agricultor, Matteo Legrand, disse à agência de notícias Reuters ser a favor de ir à capital “para mostrar nossa raiva, as nossas queixas”.

Segundo um documento visto pela Reuters, a FNSEA planeja instalar 11 bloqueios nos principais eixos suburbanos em torno de Paris, incluindo as rodovias A6, A10 e A13.

Mais cedo, o ministro da Economia, Bruno Le Maire, afirmou que “a questão central são as receitas dos agricultores”, acrescentando que o governo garantiria preços justos a eles.

Le Maire passou meses pressionando gigantes do setor alimentar, como o Carrefour e a Danone, a baixarem os seus preços para o consumidor final, em uma tentativa de fazer frente à alta da inflação.

Despertou com isso a ira dos produtores agrícolas, que dizem enfrentar dificuldades financeiras e sentir que seus meios de subsistência estão sendo ameaçados.

Agora, o ministro prometeu ser “impiedoso” com os mesmos gigantes para ajudar a garantir uma compensação financeira adequada aos fazendeiros.

A poucos meses das eleições europeias de junho, a indignação dos agricultores é motivo de preocupação para Macron, que teme o crescente apoio desse setor à extrema direita antes das eleições para o Parlamento Europeu. O partido Reunião Nacional, de Marine Le Pen, atualmente lidera as sondagens com 29% dos votos, enquanto o Renascimento, sigla de Macron, tem 20% deles.

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