Apesar de ainda ser uma incógnita para deputados da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), o governador eleito Wilson Witzel (PSC) não enfrentará dificuldades para costurar o apoio da maioria dos 70 parlamentares. Improvável candidato com chances de vitória no início da campanha, Witzel terá uma trégua ao menos nos primeiros meses de administração para tentar construir uma relação de boa governabilidade.
Durante o segundo turno, Witzel teve na aliança o PSD, PRB e PROS, além do PSC. Alguns políticos do PSL, do presidente eleito Jair Bolsonaro, fizeram campanha informalmente. No total, os cinco partidos elegeram 22 deputados. Mas isso não significa que todos farão parte da sua base de sustentação, já que a maioria pediu votos para o adversário derrotado Eduardo Paes (DEM).
Witzel, porém, encontrará na Alerj um ambiente de colaboração ao governo, inicialmente. De imediato, apenas nove deputados devem ensaiar formar um bloco de oposição: os cinco do PSOL, dois do PT (Zeidan e Waldeck Cardeiro), um do PCdoB (Enfermeira Rejane) e um do PSB (Carlos Minc).
Segundo Pacheco, os interlocutores políticos do governo Witzel com a Alerj serão ele e o vice-governador eleito Cláudio Castro (PSC), atualmente vereador.
“Primeiro, vamos ouvir o que ele (Wilson Witzel) terá a dizer. Não poderemos agir de forma precipitada. Mas a previsão é de que a relação seja complicada. Ele não tem vivência política para administrar”, afirma o deputado Eliomar Coelho (PSOL).


