O secretário de governo Alexandre Bastos disse, hoje, em entrevista a rádio Folha, que “não existe essa história de puxadinho”. Para o articulador político do prefeito Rafael Diniz existe diálogo, atributo inexistente durante o período de supremacia rosácea no Legislativo e Executivo. Mas o outro lado deste alambrado do poder tem gente pensando diferente. É o caso do vereador Alvaro Oliveira, que não poupou comparações, adjetivos e opiniões sobre o que ele chama de “rolo dos rolos”.
– Não era vereador na legislatura passada, nem estou aqui para defender ninguém. Mas o secretário está defendendo o dele. É rolo compressor, sim. É o rolo dos rolos. De tanto assistir Dr. Edson Batista, e de tanto reclamarem dele, aprenderam, mas somente aquilo que não presta.
Alvaro ainda citou a sessão de ontem como exemplo, quando questionou a “urgência” do governo. O vereador rebateu o presidente da Câmara, Fred Machado, e demais parlamentares da base ao questionar tal “urgência” em votar uma matéria, tendo em vista a data do processo judicial da mesma, original de 2014, assim como o simplificado, em 2017. “Gostaria de algum esclarecimento, se possível que vossa excelência lesse o parecer da CCJ. O projeto só chegou hoje, sem discussão. Só fui ler agora quando sentei, não houve diálogo.Leio aqui, também, que o processo judicial é de 2014, e que o processo simplificado foi em 2017. Então, como não houve o tempo hábil em 2 anos pra realizar o concurso? Por isso tenho dúvidas e gostaria de ouvir o parecer da comissão de justiça desta casa”.
Fred Machado havia dito que o projeto era simples, com apenas quatro linhas e não estava entendendo tantas dúvidas. Alvaro rebateu dizendo que só havia pedido uma coisa, o parecer da CCJ sobre a constitucionalidade do projeto.

