O 8º Batalhão de Polícia Militar (BPM) reforçou, desde a última segunda-feira (13), o policiamento em áreas consideradas estratégicas no combate ao tráfico de drogas em Campos dos Goytacazes. A operação inclui a instalação de trailers, viaturas fixas e o aumento do patrulhamento ostensivo em bairros e distritos do município.
As ações foram concentradas no Parque Santa Rosa e no Novo Eldorado, em Guarus, além do distrito de Morro do Coco, onde dois irmãos foram executados dentro de casa no último domingo (12).
No Parque Santa Rosa, uma das regiões de maior atuação do tráfico, conhecida como “Casinhas da Nolita”, passou a contar com um trailer da Polícia Militar e duas viaturas posicionadas de forma permanente.
Já na Comunidade do Sapo 1, no Novo Eldorado, uma viatura permanece fixa para reforçar a segurança e ampliar a presença policial.
Em Morro do Coco, o reforço foi implantado na Estrada do Barro Vermelho, onde uma viatura permanecerá 24 horas por dia. A medida foi adotada após o ataque que terminou com a morte de dois irmãos dentro da própria residência.
O reforço no policiamento ocorre após um fim de semana marcado pela violência no município. Além do duplo homicídio em Morro do Coco, Campos registrou duas mortes e dois baleados em ocorrências distintas em Guarus, além de confrontos armados entre policiais militares e suspeitos em diferentes pontos da cidade.
Enquanto isso, cresce a expectativa pela implantação do 46º Batalhão da Polícia Militar, unidade criada por decreto estadual em janeiro deste ano e que será responsável pelo policiamento de Guarus e de São Francisco de Itabapoana, regiões atualmente atendidas pelo 8º BPM.
Outro ponto que preocupa moradores é o fechamento, há mais de três meses, do Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) de Conselheiro Josino, que atendia localidades como Vila Nova, Murundum, Chave de Paraíso, Vila de Palha, Guandu e o próprio Morro do Coco.
Em março, durante visita a Campos para o lançamento da pedra fundamental do novo batalhão, o então governador Cláudio Castro informou que as obras estavam autorizadas e previu a entrega da unidade em até 90 dias, juntamente com uma escola cívico-militar anunciada para o município. Mais de quatro meses depois, o batalhão ainda não entrou em funcionamento.

