O ex-governador do Rio, Sergio Cabral, estaria financiando a montagem de dossiês contra o juiz federal Marcelo Bretas, responsável pelos desdobramentos da operação Lava Jato no estado.
Segundo informações obtidas pela TV Globo, a polícia sabe que o grupo ligado à Cabral chegou a acessar registros de ocorrência de três delegacias depois que o político já estava preso, ou seja, em novembro do ano passado.
De acordo com a denúncia, o ex-governador teria um fundo milionário para financiar uma espécie de perseguição contra integrantes da Lava Jato no Rio.
A polícia inclusive já saberia em nome de quais funcionários os acessos foram feitos. No dia 26 de setembro – 6 dias depois de o ex-governador receber a sentença na Operação Calicute – houve 8 acessos para pesquisar registros de ocorrência sobre o juiz Marcelo Bretas e a mulher dele, que também é juíza.
A investigação da Polícia Federal está em andamento, mas é sigilosa porque envolve a segurança dos integrantes da Lava Jato no Rio, do Ministério Público Federal e da Justiça.
A equipe da Lava Jato está com a segurança reforçada desde que as investigações começaram.
A Justiça Federal informou através de nota que o juiz Marcelo Bretas não vai comentar o assunto. Já a defesa de Cabral nega as acusações e diz que o propósito é criar intrigas entre o político e o magistrado, para incentivá-lo a pedir novamente a transferência do ex-governador para um presídio federal.

