Campos recebeu o primeiro lote de nirsevimabe, anticorpo que protege bebês contra infecções graves ocasionadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), como bronquiolite e pneumonia. Inicialmente, o imunobiológico será aplicado para dois grupos: prematuros com idade gestacional menor ou igual a 36 semanas e 6 dias, que acontecerá nas maternidades onde estão internados, e para crianças menores de 24 meses (1 ano, 11 meses e 29 dias) com comorbidades, que será no Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE), mediante agendamento presencial.
As comorbidades elegíveis são doença pulmonar crônica da prematuridade (broncodisplasia), cardiopatia congênita, anomalias congênitas das vias aéreas, doença neuromuscular, fibrose cística, condição de imunocomprometimento grave (inato ou adquirido) e Síndrome de Down.
Para o agendamento dos bebês com comorbidades, os pais ou responsáveis legais devem procurar o Crie, na sede da Secretaria Municipal de Saúde, a partir de segunda-feira (23), das 8h às 17h. Devem apresentar original e cópia dos seguintes documentos: RG ou CPF ou Cartão do SUS do paciente, laudo do médico que acompanha a criança relatando a comorbidade e o CID, prescrição médica da vacina para o paciente e o resumo de alta hospitalar.
Ao apresentar todos os documentos, será marcada uma avaliação com especialistas do Crie, que irão encaminhar a criança para a imunização. A avaliação será feita na própria Secretaria Municipal de Saúde em dia e horário agendados.
Os prematuros com idade gestacional menor ou igual a 36 semanas e 6 dias receberão o anticorpo na própria maternidade onde estiver internado, não há necessidade de agendamento. Os prematuros, sem comorbidades, que já receberam alta médica, deverão aguardar a convocação para receber o imunológico conforme determinação da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES/RJ).
O lote recebido pelo município contém 75 doses de nirsevimabe de 0,5 mL (50 mg) e 50 doses de 1,0 mL (100 mg). “Neste primeiro momento estaremos priorizando os bebês nascidos após a sazonalidade de 2025 e que não tomaram palivizumabe, conforme a orientação do Ministério da Saúde e recomendação da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro”, explica a gerente do Programa Municipal de Imunização (PMI), Amanda Carvalho.
Ainda de acordo com Amanda, os bebês que iniciaram a aplicação do palivizumabe devem finalizar o esquema com o mesmo medicamento, não sendo permitida a intercambialidade para nirsevimabe durante a mesma sazonalidade.
“A nova estratégia se diferencia da anterior por ampliar o público-alvo e facilitar a administração do imunobiológico, que passa a ser aplicado em dose única, ao contrário do palivizumabe, que exigia doses mensais durante o período de sazonalidade do vírus”, completou o coordenador do PMI, Leonardo Cordeiro.
O Vírus Sincicial Respiratório é a principal causa de bronquiolite (75%) e pneumonia (40%). O nirsevimabe é um anticorpo monoclonal, capaz de fornecer proteção imediata. Não há necessidade, neste caso, de estimular o sistema imunológico do bebê a produzir seus próprios anticorpos. O pico de circulação viral é de fevereiro a agosto.

