O Tribunal do Júri do caso da universitária Ana Paula Silva Ramos, morta aos 25 anos em Campos dos Goytacazes, já tem nova data para acontecer. A sessão foi marcada para o dia 18 de novembro de 2026, às 10h, na 1ª Vara Criminal do Tribunal do Júri, no Fórum de Campos.
O novo julgamento foi determinado após a 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) anular o júri realizado em julho de 2021. Na decisão, os desembargadores entenderam que houve comprometimento da imparcialidade dos jurados, tornando necessária a realização de uma nova sessão.
No primeiro julgamento, os acusados apontados como executores do crime e a mulher denunciada como mandante foram condenados a penas que variavam entre 13 e 24 anos de prisão. Com a anulação da sentença, eles voltaram a responder ao processo até a realização do novo júri.
Um dos executores, Wermison Carlos Ribeiro, morreu posteriormente em um acidente de motocicleta. Já Marcello Henrique Damasceno, apontado pela investigação como intermediário do crime e julgado separadamente, permanece preso enquanto aguarda o julgamento de um recurso apresentado pela defesa.
Ana Paula Silva Ramos foi baleada em agosto de 2017, no Parque Rio Branco, em Guarus. Ela foi atingida na cabeça e no tórax, chegou a ser socorrida para o Hospital Ferreira Machado (HFM), mas teve morte cerebral confirmada dias depois.
Na época, a Polícia Militar informou que a jovem estava na Rua Comendador Pinto quando foi abordada por homens em uma bicicleta. Embora tenha entregado seus pertences, ela acabou sendo baleada.
As investigações da Polícia Civil concluíram que o crime foi uma emboscada planejada pela cunhada da vítima, Luana Barreto de Sales, que também seria madrinha de seu casamento. As duas se conheciam desde a infância e, no dia do crime, haviam combinado de sair juntas.
O caso teve grande repercussão em Campos dos Goytacazes. Segundo a investigação, os envolvidos se reuniram na véspera para planejar o homicídio.
No julgamento de 2021, Luana Barreto de Sales foi condenada a 24 anos de prisão em regime fechado. Igor Magalhães e Wermison Carlos Ribeiro receberam penas de 13 anos de reclusão, enquanto Marcello Henrique Damasceno também foi condenado a 13 anos de prisão em regime fechado. Com a anulação do júri, as condenações deixaram de produzir efeitos até a realização do novo julgamento.
*com informações do g1*

