A Faculdade de Medicina de Campos (FMC) informou que segue apurando um suposto caso de dano e desrespeito a cadáver utilizado em aulas práticas no laboratório de anatomia. A direção aguarda a identificação de possíveis envolvidos para dar andamento ao processo disciplinar interno.
O caso veio à tona após uma técnica do laboratório identificar, no dia 13 de março, que o órgão genital de um cadáver havia sido deslocado e colocado sobre o abdômen de outro corpo. A situação foi comunicada à direção da instituição.
Segundo o diretor da FMC, Edilbert Pellegrini, a hipótese de que a peça teria sido colocada dentro da vagina de um cadáver não procede. Ele explicou que a rigidez dos tecidos impossibilitaria esse tipo de ação. De acordo com o relato, um monitor teria encontrado o testículo na região abdominal de um cadáver feminino e o reposicionado ao lado, o que chamou a atenção da equipe técnica.
Ainda conforme o diretor, não está descartada a possibilidade de vandalismo, mas também há a hipótese de um incidente acidental, considerando as condições de conservação das peças anatômicas. Ele explicou que o material já havia passado por processo de dissecação, o que o torna mais vulnerável a deslocamentos durante a manipulação.
A instituição ressaltou que os alunos recebem orientações sobre os protocolos e regras de uso dos laboratórios. Caso seja confirmada a prática de vandalismo, os responsáveis poderão sofrer sanções conforme o regimento interno.
Edilbert Pellegrini destacou que a apuração depende da identificação de possíveis autores. Segundo ele, até o momento não há suspeitos formalmente apontados.
“A gente tem uma rotina disciplinar a seguir. Só é possível avançar quando há a identificação de algum envolvido, o que ainda não ocorreu. Estamos aguardando uma manifestação para dar continuidade ao processo”, afirmou.

