Policiais da 82ª DP (Maricá) prenderam, na manhã desta terça-feira, o ex-policial militar Renato Nascimento dos Santos, apontado como um dos líderes da quadrilha de Orlando Curicica, apontado como suspeito de envolvimento nas mortes da vereadora Marielle Franco e Anderson Gomes. Ele foi preso em Guapimirim, na Baixada Fluminense. Uma linha de investigação apura se Renatinho estava no carro que levava o assassino da vereadora e do motorista. As informações foram dadas inicialmente pelo site G1.
Contra Renatinho Problema, como o ex-PM é conhecido, há dois mandados de prisão preventiva por homicídio e associação criminosa (emitidos em junho de 2016 e em julho deste ano). Ao contrário do que informado anteriormente, nenhuma das ordens judiciais tem relação com o caso Marielle, mas o preso será ouvido pela Delegacia de Homicídios e será apurada sua participação no crime contra a parlamentar e o motorista.
“Não está preso por esse crime (Marielle e Anderson). Ele é um dos cabeças da quadrilha de Orlando Curicica, suspeito das mortes, então a Delegacia de Homicídios que vai investigar sua ligação, o caso é sigiloso”, disse a delegada Carla Tavares, da 82ª DP. A Divisão de Homicídios foi informada da prisão e deve ouvir ainda hoje Renatinho e o outro preso.
Além dos mandados cumpridos contra Renatinho, ele o outro ex-PM foram presos em flagrante, pois estavam em posse de um revólver e uma pistola Glock com alongador, além de munições das armas. A ação foi desencadeada pela 82ª DP e pelo 4º Divisão de Polícia Administrativa (DPA) — Região dos Lagos, Niterói e São Gonçalo.
Existe a suspeita de que Renatinho estava no veículo de onde partiu os tiros que mataram Marielle Franco e Anderson Gomes. Em depoimento na 82ª DP após a prisão, ele negou participação na milícia, mas disse que era motorista de Orlando Curicica, contou a delegada Carla Tavares disse à TV Globo.
Em julho deste ano, Orlando Curicica, Renatinho Problema e outras duas pessoas tiveram a prisão decretada por conta de uma execução ocorrida em 2015 em Jacarepaguá, na Zona Oeste. Uma mulher sobreviveu ao ataque. O ataque seria motivado por disputas por sinal clandestino de TV na região de Curicica.
O outro mandado de prisão de Renatinho é por conta da execução de Wagner Raphael de Souza, conhecido como Dádi, presidente da escola de samba Parque de Curicica, em junho de 2015. Neste crime, Orlando Curicica também é apontado como mandante. Uma mulher, sobrinha de Dádi, sobreviveu ao ataque. O motivo seria a compra de um terreno para um circo realizada pela vítima sem consultar Orlando.
Marielle e Anderson foram mortos a tiros, na noite de 14 de março deste ano, no Centro do Rio de Janeiro, dentro do carro em que estavam. Até hoje, nove meses após os crimes, não há conclusão sobre autores, mandantes e motivações do crime.

