Como é medida a magnitude de um terremoto como o de Mianmar e Tailândia?

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Um forte terremoto de até 7,7 na escala Richter atingiu nesta sexta-feira (28) Mianmar e Tailândia, deixando pelo menos 153 mortos. O número de feridos, até o momento, é de 732 pessoas.

 

COMO SE SABE O QUÃO FORTE FOI UM TERREMOTO?

O terremoto de Mianmar e Tailândia aconteceu “em ondas”. Seu epicentro foi registrado a 16 km a oeste de Mandalai. Após o primeiro tremor mais intenso, um segundo foi registrado pelo Serviço Geológico dos EUA cerca de 12 minutos depois, com intensidade de 6,4 na escala Richter. Outros cinco tremores posteriores foram registrados, todos em torno de magnitude 4 na escala.

Tremores são registrados por uma rede sismográfica. Cada estação espalhada por diferentes pontos do globo possui variantes de um aparelho chamado sismógrafo, capaz de medir o quanto o solo se movimentou.

Sismógrafos, no geral, têm uma base ligada ao solo e um peso pendurado. Quando o terremoto faz o chão começar a tremer, a base do sismógrafo também vibra, mas o peso não. Em vez disso, o fio ligado a ele é que recebe a energia do movimento, explica o Serviço Geológico dos EUA.

Este fio, ligado a uma agulha, registra no papel o sismograma. As ondas representam a diferença em posição entre a parte do sismógrafo que treme e aquela que segue imóvel. Linhas curtas representam um terremoto menor, enquanto linhas longas no sismograma indicam um grande tremor.

A partir dos comprimentos de ondas registradas pelo sismógrafo, os cientistas são capazes de determinar a magnitude e a intensidade do terremoto. Magnitude indica o tamanho do terremoto no ponto que iniciou o abalo, por isso, terremotos têm apenas uma magnitude e isso não depende de onde as medidas são feitas.

Já a intensidade do terremoto reflete a quantidade de vibrações em um local. As pessoas -além de animais e estruturas- “sentem” diferentes intensidades, dependendo do quão perto do epicentro do terremoto estão. Por isso, um terremoto é medido com escalas diferentes.

A escala Richter, a mais “famosa”, foi criada pelo cientista Charles Richter nos anos 30, e já é considerada ultrapassada por cientistas. Ela não reflete bem as nuances de grandes tremores. Esta escala atribuía números próximos a zero aos tremores mais leves, mas nesta sexta-feira (28) sismógrafos são mais sensíveis e capazes de captar tremores ainda mais discretos, que acabam entrando tendo “magnitude negativa” na escala.

Esta escala é logarítmica, ou seja, cada ponto a mais na Richter representa um aumento de 10 vezes na magnitude do terremoto e uma liberação de cerca de 31 vezes mais energia do que no nível anterior. Na prática, a escala Richter não tem um limite máximo; o maior terremoto já registrado nela foi o chileno de 1960, com magnitude 8,6 (ou 9,5 na escala de magnitude de momento).

Nesta sexta-feira (28), cientistas utilizam mais a escala de magnitude de momento, também conhecida como MMS ou Mw. Criada nos anos 70 pelos sismólogos Hiroo Kanamori, do Japão, e Thomas C. Hanks, dos EUA, ela mede a energia liberada pelo terremoto. Ao contrário da Richter, ela abandonou o uso de amplitudes máximas das ondas em seus cálculos e considera o momento sísmico do tremor.

O que é o tal momento sísmico do tremor? Na prática, a nova escala calcula a distância de deslocamento da falha geológica em toda a área do terremoto multiplicada pela força utilizada para mover o chão. Assim como a Richter, esta escala é logarítmica, o que permite a comparação e até resultados semelhantes entre as escalas de terremotos, ao menos para tremores de magnitude inferior a 8, segundo a Encyclopædia Britannica.

ESCALA DE MAGNITUDE DOS TERREMOTOS

(Tabela da Michigan Tech University; MMS e Richter são, na sua maioria, equivalentes)

Até 2,5 – Terremoto geralmente não é sentido, mas registrado pelo sismógrafo;
2,5 a 5,4 – Frequentemente sentidos, mas causam apenas pequenos danos;
5,5 a 6,0 – Pequenos danos a prédios e outras estruturas;
6,1 a 6,9 – Muitos danos são causados em áreas bem povoadas;
7,0 a 7,9 – Grande terremoto, causa sérios danos;
8,0 ou mais – Enorme terremoto, pode destruir comunidades inteiras próximas ao epicentro.

Os geólogos e geofísicos ainda utilizam outras escalas, como a Mercalli Modificada (MMI) e a Rossi-Forel, para medir a intensidade do tremor em um determinado ponto. O Serviço Geológico dos EUA, por exemplo, adota a MMI para descrever os danos causados por um terremoto dos níveis I a XII (1 a 12). Os sismogramas ainda ajudam os cientistas a determinar, através das medições comparadas entre eles, onde o terremoto aconteceu e quanto tempo durou.

ESCALA DE MERCALLI MODIFICADA

I – Sentido por muito poucas pessoas, mal pode ser notado;
II – Sentido por poucas pessoas, especialmente em andares superiores;
III – Notável dentro de prédios, especialmente em andares superiores, mas não é reconhecido como terremoto;
IV – Sentido por muitos do lado de dentro, por poucas pessoas ao ar livre. Pode parecer como um caminhão pesado passando por perto;
V – Sentido por quase todos, algumas pessoas se acordam. Objetos pequenos se movem, árvores e postes podem tremer;
VI – Sentido por todos. Difícil se manter em pé. Móveis pesados se movem, gesso cai. Chaminés podem ser danificadas;
VII – Dano leve a moderado em estruturas bem construídas. Dano considerável a estruturas mal construídas. Paredes podem cair;
VIII – Pequeno dano a estruturas especialmente robustas. Dano considerável a prédios comuns, dano grave a estruturas mal construídas. Algumas paredes podem entrar em colapso;
IX – Dano considerável a estruturas especialmente robustas, prédios podem ter fundações movidas. Chão se parte notavelmente. Destruição em massa e deslizamento de terra;
X – Maioria de construções de alvenaria, estruturas e fundações são destruídas. Chão se parte gravemente. Deslizamentos de terra e destruição em massa;
XI – Dano total. Poucas, se alguma, estrutura ainda de pé. Pontes destruídas, grandes aberturas no solo. Ondas são vistas no chão;
XII – Dano total. Ondas são vistas no chão e objetos são jogados nos ares.

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