Um consultor de gestão de São Paulo procurou a polícia após relatar ter sido vítima de um sequestro por engano em Campos dos Goytacazes. O caso aconteceu na última sexta-feira (12) e terminou somente horas depois, quando a vítima conseguiu retornar ao hotel onde estava hospedada.
Segundo o relato prestado às autoridades, o profissional estava na cidade a trabalho e se hospedava em um hotel localizado na Rua Conselheiro Otaviano, na região central. Na madrugada, por volta das 4h30, ele saiu para ir a uma padaria e afirmou não se lembrar do que aconteceu em seguida.
O homem contou que recobrou a consciência já amarrado dentro de um galpão desconhecido. De acordo com seu depoimento, um criminoso encapuzado e armado exigiu o pagamento de um resgate de R$ 2 milhões e o chamava pelo nome de “Samuel”. A vítima afirmou ter explicado diversas vezes que não era a pessoa procurada, informando que era natural de São Paulo e estava em Campos apenas para cumprir compromissos profissionais.
Ainda segundo o consultor, após algum tempo os sequestradores aparentaram acreditar na versão apresentada. Em seguida, ele teve a cabeça coberta por um capuz e foi colocado em um veículo. Após cerca de uma hora de deslocamento, foi abandonado em uma área de milharal.
A vítima relatou que os criminosos ordenaram que ele caminhasse e se ajoelhasse de olhos fechados. Temendo ser executado, permaneceu imóvel até perceber que os homens haviam deixado o local.
Sozinho, o consultor caminhou por aproximadamente seis horas por estradas de terra até chegar à localidade de Tocos, na Baixada Campista. Com a ajuda de moradores, conseguiu embarcar em uma van e retornar ao hotel por volta das 21h10, quando entrou em contato com familiares e colegas de trabalho.
No dia seguinte, ele comunicou o ocorrido à gerência do hotel e questionou se havia algum hóspede registrado com o nome de Samuel, reforçando a suspeita de que tenha sido confundido com outra pessoa.
O caso foi registrado na 134ª Delegacia de Polícia do Centro. Conforme o depoimento, a vítima manifestou o desejo de não prosseguir com as investigações e informou que retornaria para São Paulo, alegando temor após a experiência vivida.

