Em 2022 o PSDB teve a sua maior derrota no estado do Rio de Janeiro. Nenhum deputado eleito, seja para ALERJ ou para a Câmara Federal. Um resultado completamente atípico para um dos partidos mais tradicionais do Brasil, que havia disputado o segundo turno de praticamente todas as eleições presidenciais até 2014.
A falta de representatividade da legenda no estado do Rio mudou nos últimos meses, principalmente após Luciano Vieira assumir o comando do partido. A virada de chave foi concretizada após o fim do período de filiação, onde o partido garante ter nominata para ultrapassar a casa de 1 milhão de votos para deputado federal.
Isso fez a legenda ganhar peso dobrado na disputa pelo governo do estado. É consenso nos bastidores que com a eleição polarizada, qualquer apoio é necessário, ainda mais se ele vier acompanhado de uma nominata que tem peso de quase 15% dos votos válidos.
Por isso nas últimas semanas uma queda de braço vem acontecendo nos bastidores envolvendo o partido. Eduardo Paes, líder nas pesquisas, corteja Luciano Vieira para ter o apoio da legenda. O “namoro” é reforçado por movimentos da executiva nacional, que vem se aproximando de candidatos da esquerda em outros estados, como São Paulo, por exemplo. Mas há também a proximidade de Douglas Ruas com caciques do PSDB no Rio.
Ruas, assim como Paes, entende que numa eleição polarizada e com a máquina enfraquecida – já que um desembargador é quem governa -, apoios como o do PSDB podem mudar o cenário e alavancar sua popularidade.
A palavra final será de Luciano Vieira, e deve acontecer já nos próximos dias. O partido definirá o seu rumo, e que pode definir o rumo do estado.


