Os deputados estaduais eleitos pelo Rio de Janeiro assumem seus mandatos nesta sexta-feira (1º), na Assembleia Legislativa (Alerj), em meio a uma situação inédita: seis foram presos e não participarão da cerimônia de posse.
Deles, cinco foram presos na Furna da Onça, desdobramento da Lava Jato: André Corrêa (DEM), Chiquinho da Mangueira (PSC), Luiz Martins (PDT), Marcos Abrahão (Avante) e Marcus Vinicius Neskau (PTB). O sexto é Wanderson Gimenes Alexandre, conhecido como Anderson Alexandre (Solidariedade), e foi alvo de operação do Ministério Público estadual.
Dos seis, Chiquinho da Mangueira é o único que deixou a cadeia, por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ele seguiu para prisão domiciliar e tem usado tornozeleira eletrônica.
A Justiça negou nesta quinta-feira (31) o pedido de Marcos Abraão (Avante) e Luiz Martins (PDT) para que deixassem a prisão e pudessem ir à solenidade de posse. Caso não tomem posse em 60 dias, os eleitos correm o risco de perder o cargo. A própria Alerj que vai decidir se os deputados presos vão poder ser empossados na cadeia.
Apesar das prisões, os suplentes não devem ser convocados imediatamente. Com isso, a decisão de 207.570 eleitores — soma das votações dos seis presos — ainda não tem um destino certo.
A Alerj informa que os ausentes têm um prazo de 30 dias após a posse, prorrogáveis por mais 30, para assumirem seus mandatos. Ou seja, somente a partir do dia 3 de abril a Casa deve tomar alguma providência em relação a convocação dos suplentes.

