
Dentro de poucos dias, famílias da comunidade quilombola de Deserto Feliz vão receber os primeiros alimentos cultivados na estufa permanente da localidade. A primeira colheita será de pés de alface e ervas medicinais como hortelã, manjericão, mirra, jambu, espinheira santa, trançagem e boldinho. Os objetivos da estufa são promover a produção agrícola sustentável e direcionar os alimentos para consumo dos moradores locais e para a merenda da Escola Municipal Manoel Azeredo.
Inaugurada em julho do ano passado, a primeira estufa no município do programa “Agricultura Social” é fruto de uma parceria entre a Prefeitura de São Francisco de Itabapoana e o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento e da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos. O programa também tem o apoio da Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento e da Secretaria Municipal de Trabalho e Desenvolvimento Humano.
A Pesagro-Rio auxilia na produção de hortaliças como alface, espinafre e cenoura. Já Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), auxilia na produção de ervas medicinais, que é uma tradição da comunidade. Ambas instituições promovem capacitação técnica e multiplicação de conhecimento.
De acordo com o responsável pela estufa, Maurício Pereira da Silva, de 40 anos, que mora na comunidade quilombola, toda a produção será destinada aos moradores do local e à merenda escolar. “O programa é muito bom porque traz benefícios para a nossa comunidade. Além dos alimentos sem agrotóxicos da horta para as famílias carentes, também vamos conseguir ajudar na merenda da escola”, disse o produtor.
Segundo Maurício, nesse primeiro momento serão colhidos cerca de 300 pés de alface, além das ervas. Em breve outras culturas serão plantadas no local, beneficiando a população com alimentos de qualidade e promovendo a sustentabilidade.
A estufa, que tem aproximadamente 100m², conta com sete canteiros, sistema de irrigação aéreo e uma cisterna de 5 mil litros para captação da água das chuvas.

— A estufa permanente atende a um anseio da comunidade de ter uma horta produzindo com irrigação sustentável, inclusive com captação de água da chuva. É um trabalho de parcerias que beneficia e mantém a tradição da comunidade quilombola de Deserto Feliz — destacou o secretário municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Enaldo Barreto.





