Ex-agente da PRF diz que policial rodoviário tentou estuprá-la oito meses antes de matar a namorada no ES: ‘A polícia não fez nada’

Ex-policial, que era colega de farda de Diego Oliveira de Souza na cidade de Campos (RJ), criticou a falta de respostas após denunciar o caso, ocorrido em julho de 2025. Ela acredita que desfecho trágico poderia ter sido evitado

O policial rodoviário federal, Diego Oliveira de Souza, que matou a namorada a tiros em Vitória (ES), havia sido denunciado por uma colega de farda por tentativa de estupro oito meses antes do crime, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, onde ele estava lotado.

A vítima, que preferiu não ser identificada e que já não faz mais parte da PRF, afirmou que o crime ocorreu dentro de um posto da corporação em julho de 2025.

Após denúncia na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam), o caso, enquadrado como tentativa de estupro, foi encaminhado à Polícia Federal, mas, segundo a vítima, o processo não teve andamento. Ela disse ainda que passou a ser perseguida por ele, que teria feito diversas ligações.

Diego Oliveira matou a namorada, a comandante da Guarda Municipal de Vitória, Dayse Barbosa de 37 anos, no dia 23 de março deste ano. A motivação, segundo o pai da vítima, foi o fato dele não aceitar o fim do relacionamento. Em seguida, Diego tirou a própria vida.

A ex-colega de farda tenta retomar a rotina, mas carrega as marcas do trauma. Para a ex-agente, o desfecho trágico poderia ter sido evitado.

“Fica um sentimento de que não tem justiça. Eu denunciei, coloquei minha vida e da minha família em risco, e não deu em nada, a polícia não fez nada. Até que ele matou uma mulher e tirou a própria vida para não enfrentar as consequências. Ele sabia o que estava fazendo”, desabafou.

A ex-policial relatou que a tentativa de estupro aconteceu durante uma ronda, quando o agente desviou o trajeto sob o pretexto de checar uma unidade operacional no distrito de Morro do Coco, em Campos.

Ela disse que, nesse posto, o agente passou a fazer investidas físicas e tentou forçá-la a manter contato íntimo.

“Eu falava o tempo todo para ele parar, que não queria aquilo. Ele insistia. Só consegui fazer ele recuar quando percebi que estava com a chave na mão e ameacei reagir”, contou.

Apesar prevê medidas administrativas, como o afastamento do agente de suas funções, para proteger a vítima e garantir a lisura das investigações. No entanto, a vítima afirma que não se sentiu protegida pela instituição.

Ela relata que um processo administrativo disciplinar foi aberto apenas em setembro, dois meses após o ocorrido, e que, apesar de algumas oitivas iniciais, o caso não avançou.

“Os prazos foram se esgotando e nada foi resolvido. Foi a morosidade de um sistema que deveria ter me protegido”, afirmou.

A vítima também critica a atuação da Polícia Federal em Campos. Segundo ela, não houve o devido andamento das investigações.

“Eu sequer fui ouvida formalmente. Não tem um documento no processo da Polícia Federal. A única coisa feita foi um pedido de mais prazo”, disse.

Posicionamentos das autoridades

“De acordo com a delegada da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Campos, o caso foi registrado em julho de 2025 e enquadrado como tentativa de estupro. A vítima foi ouvida e, em seguida, o procedimento foi encaminhado à Polícia Federal, responsável pela apuração. Segundo a delegada, não houve investigação pela Polícia Civil, já que a atribuição para atuar no caso é da Polícia Federal”.

O que dizem a PF e a PRF

Em nota, a Polícia Federal informou que não divulga informações sobre eventuais investigações em andamento.

Já a Polícia Rodoviária Federal (PRF) afirmou que, para informações sobre o andamento do inquérito criminal, é necessário entrar em contato com a assessoria de comunicação da polícia judiciária. Em âmbito administrativo, a Superintendência da PRF no Rio de Janeiro informou que instaurou um procedimento para apurar os fatos.

A PRF também informou que, ao tomar conhecimento do caso, adotou medidas cautelares de gestão para impedir qualquer tipo de contato, direto ou indireto, entre os envolvidos, com o objetivo de evitar revitimização e garantir a segurança da servidora.

Segundo a corporação, a apuração administrativa, que pode resultar na demissão do servidor, está em fase final de conclusão.

Fonte: g1

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