Familiares de Ezequiel Souza Crispim, de 18 anos, realizaram uma manifestação na tarde desta terça-feira (13), nas Casinhas do Nolita, em Guarus. O protesto ocorreu após a morte do jovem, baleado durante uma ação policial e que não resistiu aos ferimentos após ser socorrido ao Hospital Ferreira Machado.
Ezequiel morreu por volta das 3h15 da madrugada desta terça no HFM, após ter sido atingido por um disparo durante uma operação da Polícia Militar no Parque Santa Rosa, subdistrito de Campos dos Goytacazes. O corpo foi removido para o Instituto Médico Legal e o caso registrado na 146ª Delegacia de Polícia de Guarus.
De acordo com a Polícia Militar, a ação ocorreu na manhã do dia 9 de janeiro, por volta das 6h30, após informações de que homens armados estariam em uma residência localizada na Rua 1, Casa 4, área conhecida como Casinhas do Nolita. As equipes realizaram cerco ao imóvel, quando dois suspeitos fugiram pelos fundos da casa.
Ainda segundo o registro policial, durante a tentativa de abordagem em uma área de matagal, um dos suspeitos, identificado como Ezequiel Souza Crispim, teria desobedecido à ordem de parada e apontado uma arma de fogo em direção a um policial. Diante da ameaça, o agente efetuou um disparo de fuzil calibre 7,62, atingindo o jovem na coxa. Um revólver calibre .38, municiado, foi apreendido ao lado de Ezequiel. Outro suspeito, menor de idade, foi abordado, mas nada de ilícito foi encontrado com ele.
Ezequiel foi socorrido pelos próprios policiais e encaminhado ao Hospital Ferreira Machado, onde recebeu atendimento médico, passou por exames e cirurgia. Ele ficou em observação no CTI, mas não resistiu. Durante a operação, outros materiais foram apreendidos em uma residência abandonada supostamente utilizada por uma facção criminosa, incluindo munições, rádio transmissor, celular e acessórios.
A Polícia Militar informou ainda que o grupo estaria se preparando para uma invasão ao Parque Prazeres, em meio à disputa entre facções criminosas na região. No entanto, familiares contestam a versão oficial e afirmam que Ezequiel era inocente e não portava arma no momento da ação policial.
O caso segue sendo apurado pelas autoridades competentes.


