Garantias para a Ucrânia ficam para depois, diz Trump

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta (27) que as garantias exigidas pela Ucrânia para evitar futuras agressões russas ficam para depois de um eventual cessar-fogo entre os países em guerra há três anos.

 

“Temos de chegar à paz”, disse sobre o tema. “A fase 1 é alcançar a paz, depois veremos a fase 2”, afirmou ele ao lado do premiê britânico, Keir Starmer, que antes da entrevista coletiva de ambos havia dito que só haveria “paz duradoura com o garantias de segurança americanas”.

Negociadores americanos já haviam antecipado isso, ao preparar a visita de sexta (27) do presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski. Trump já havia dito que as garantias, na forma provável de uma força de paz, seriam um problema da Europa.

Tratorado, Starmer retomou o discurso proativo e disse novamente que está pronto para oferecer “botas no chão e aviões nos céus” após uma trégua. O problema para eles é que Vladimir Putin insiste que tal ideia é inaceitável, por envolver forças da aliança militar Otan a quilômetros de suas fronteiras.

Trump voltou a falar sobre o acordo de exploração mineral que arrancou de Zelenski, após o ucraniano dizer que não “venderia seu país”. Ele não traz os números mirabolantes levantados pelo americano, mas sugere uma parceria, com destaque às estratégicas terras raras -cujos principais depósitos de todo modo estão nas mãos de Putin.

O americano ignorou quando foi questionado se iria se desculpar por Zelenski por tê-lo chamado de ditador, mas disse que “o respeita muito”. Antes, havia dito que confiava em Putin acerca de qualquer arranjo que for acertado. “Eu acho que ele manterá a palavra.”

Starmer foi o segundo líder europeu a visitar Trump. Na segunda (24), aniversário dos três anos da guerra, foi a vez do francês Emmanuel Macron concordar em discordar educadamente em público com o americano. Ambos o corrigiram sobre o fato de que a Europa não recebeu de volta o dinheiro dado a Kiev, que o republicano acha que irá recuperar em minerais.

O Reino Unido é o terceiro maior doador individual do esforço de guerra de Kiev. Até 31 de dezembro, segundo o Instituto para Economia Mundial de Kiel (Alemanha), enviou o equivalente a R$ 89,8 bilhões, 68% do valor em armamentos. Os EUA lideram esse ranking, com R$ 676,5 bilhões, 56% disso em apoio militar.

O americano, antecipando a visita de sexta, fez aberturas a Zelenski, com quem admitiu ter tido problemas. Disse que “iria ver” como a Ucrânia poderia “ganhar de volta” algo dos 20% o país que estão sob controle russo.

Mais cedo, o Kremlin havia reafirmado os termos mínimos de paz de Putin: neutralidade ucraniana, já reafirmada por Trump, e a cessão das quatro regiões anexadas ilegalmente em 2022. O porta-voz Dmitri Peskov foi sucinto sobre a questão das áreas e da Crimeia, absorvida em 2014: “Elas são inegociáveis”.

Trump até fez um chiste, quando uma repórter perguntou se ele ainda achava que Zelenski era um ditador, como escreveu há uma semana na rede Truth Social. “Eu disse isso?”, afirmou, mudando de assunto. Em Moscou, Putin havia dito que “elites europeias querem minar o diálogo” EUA-Rússia.

O presidente disse que “se não tivermos uma paz logo, não teremos nenhuma”, justificando a abertura de diálogo bilateral com Putin, o que se concretizou com uma reunião de nível ministerial na Arábia Saudita na semana passada, e continuou nesta quinta na Turquia.

A Ucrânia e os europeus ficaram de fora, elevando temores da entrega de um prato feito pela dupla Trump-Putin ou, como se vê, uma tentativa do americano de extrair vantagens de ambos os lados.

Starmer até tentou falar grosso. “O senhor criou uma oportunidade. Mas temos de fazer isso direito. Temos de ganhar a paz, discutimos um acordo duro e justo. Não pode ser uma paz que recompense o agressor, que encoraje regimes como o deles”, afirmou. Trump nada disse.

A abertura do encontro foi aberta à imprensa, e ambos responderam a algumas questões. O clima estava descontraído: ao comentar que os EUA nunca abandonariam militarmente o Reino Unido, apesar de achar “que eles sabem se cuidar”, Trump ainda brincou com Starmer: “Vocês encaram a Rússia?”.

Starmer havia feito “hedge” na questão, ao anunciar na antevéspera que aumentaria para 2,5% do PIB o gasto de defesa do país até 2027, ante os atuais 2,3%. Trump insiste que os países da Otan precisam gastar mais que os 2% da meta atual, sugerindo irreais 5%, mas parecia satisfeito ao falar sobre o caso britânico.

Do historicamente distante dos republicanos Partido Trabalhista, Starmer buscou ao máximo bajular o ego do anfitrião. Entregou entregou a Trump uma carta do rei Charles 3º convidando o americano para uma visita de Estado pela segunda vez, algo inédito. O republicano esteve lá em 2019, mas a soberana então era Elizabeth 2ª, e aceitou o convite.

Trump também afirmou que apoia os britânicos na planejada devolução das ilhas Chagos, no Índico. Isso importa para os EUA porque sua Força Aérea usa uma base no local, que continuará sob controle de Londres, como principal ponto avançado na região, no atol de Diego Garcia.

Havia expectativa acerca da posição americana, tanto que a devolução foi congelada com a eleição de Trump. Um de seus maiores aliados no Reino Unido, o populista Nigel Farage, passou semanas dizendo que o republicano iria vetar a ideia.

Na entrevista coletiva, Starmer tocou música para Trump, dizendo que é contra regulação excessiva em campos como a inteligência artificial. O americano, por sua vez, sugeriu que haverá “um grande acordo comercial” bilateral entre Washington e Londres, afastando a ideia de colocar o Reino Unido na guerra tarifária proposta a outros atores.

Até um busto do premiê britânico Winston Churchill que havia sido removido por Joe Biden em 2021 do Salão Oval foi tema de afagos. Trump o trouxe de volta a seu escritório na Casa Branca, restando saber o que político que lutou contra o apaziguamento de Adolf Hitler e, no poder, contra as forças nazistas, diria sobre apaziguar Putin.

Fique por dentro!

Para ficar sabendo de tudo que acontece em Campos e região, siga o nosso instagram @ClickCampos

SIGA NOSSAS REDES SOCIAIS

ClickCampos: Um portal de notícias de Campos 24 horas por dia

ClickCampos é conhecido por sua cobertura abrangente de eventos locais e outros temas significativos. Além disso, este resumo abordará a estrutura, conteúdo e relevância do site, com atualizações de Campos 24 horas por dia.

Estrutura do ClickCampos

O site desempenha um papel crucial na comunicação regional, servindo como a principal fonte de notícias para Campos dos Goytacazes 24 horas por dia. Portanto, abrange temas variados como política, economia, cultura e esportes, estabelecendo-se como um ponto de referência essencial para os residentes e interessados em notícias locais.

Interface e Usabilidade

A interface do ClickCampos é projetada para facilitar a navegação. Ela apresenta categorias de notícias de maneira clara e inclui uma função de busca eficiente. Consequentemente, a usabilidade do site é vital para seu sucesso, impactando diretamente na experiência do usuário.

Conteúdo e Engajamento com notícias de Campos 24 horas por dia.

O conteúdo do ClickCampos é constantemente atualizado, garantindo que as informações sejam sempre pertinentes e atuais. Além disso, o site proporciona uma variedade de artigos, editoriais e uma seção de vídeos, que enriquecem a oferta de conteúdo e aumentam o engajamento dos usuários de Campos 24 horas por dia. Por outro lado, a seção de comentários estimula a formação de uma comunidade ativa.

Redes Sociais

A presença de ClickCampos nas redes sociais é crucial para ampliar seu alcance e eficácia. Ademais, as redes sociais modernizam o acesso às informações, aumentam a visibilidade das notícias e facilitam o engajamento direto com a comunidade.

Ampliação do Alcance

As redes sociais permitem que ClickCampos alcance uma audiência mais ampla e diversificada. Por exemplo, ao compartilhar notícias no Facebook e no Twitter, o site consegue atrair especialmente os jovens, que talvez não o acessassem diretamente.

Engajamento e Interatividade

As redes sociais oferecem uma plataforma para engajamento direto com o público. Usuários podem comentar, compartilhar e interagir, o que não só aumenta a visibilidade das notícias, mas também promove discussões valiosas para a comunidade.

Resposta Rápida e Cobertura em Tempo Real

ClickCampos utiliza as redes sociais para fornecer atualizações rápidas e cobertura de eventos ao vivo, sendo essencial durante emergências. Essa prática reforça sua posição como uma fonte de notícias locais confiável. Notícias de Campos 24 horas por dia

Conclusão

ClickCampos é mais do que um simples site de notícias com atualizações de Campos 24 horas por dia; é uma plataforma integral para a comunidade de Campos dos Goytacazes. Além disso, a dedicação à reportagem local não só informa, mas também molda a interação comunitária. Finalmente, a otimização contínuaque o site expanda seu impacto e mantenha sua relevância na era digital.