O Hospital Geral de Guarus (HGG), em Campos, foi denunciado na primeira semana de 2018 por negligência médica. A denúncia foi feita após a morte de um idoso de 71 anos que ficou internado por dois meses com um quadro de pedra na vesícula que se agravou.
O filho do idoso que morreu, Márcio Martins, procurou a Polícia Civil e denunciou a unidade por negligência médica. Ele conta que o pai deveria estar em uma UTI, mas não estava.
“É muito revoltante. O sentimento que a gente fica é que a gente pode fazer tudo que estiver no nosso alcance, mas não é o suficiente. Aqui no Hospital Geral de Guarus, o descaso com a vida humana é constante. Abri uma reclamação na ouvidoria solicitando uma reavaliação do quadro clínico do meu pai. Eu só recebi essa resposta no dia 2 de janeiro. Não consegui nada desde o dia 27 de dezembro. No dia 2 de janeiro pela manhã recebi o recado da ouvidoria em que a doutora disse que por mais que o quadro do pai tivesse que piorar, ainda não era caso de CTI. O meu pai só foi socorrido para a Unidade Pacientes Graves após minha intervenção com o diretor clínico desse hospital em um teste rápido de 15 minutos”, desabafou Márcio em uma reportagem da Inter TV.
Durante os dois meses que acompanhou o pai, Márcio registrou a falta de estrutura no HGG. Ele flagrou lixo hospitalar espalhado no chão, paredes descascadas e ventilador com fio emendado. De acordo com ele, uma funcionária da unidade teria reaproveitado uma sacola depois de jogar lixo hospitalar fora.
“Condições precárias de higiene. Moscas varejeiras e matos entram na unidade pela janela. Tudo isso fez com que o pai piorasse”, conta o Márcio.
A direção do hospital explicou que o idoso que morreu passou por avaliação do corpo médico e foi encaminhado para a Unidade para Pacientes Graves assim que foi necessário. Ainda de acordo com a direção do HGG, o idoso foi tratado de uma pancreatite aguda e a insuficiência renal crônica estava sendo tratada com hemodiálise. O hospital diz que o quadro de saúde do paciente era estável enquanto ele tava internado na enfermaria da clínica médica, recebendo cuidados constantes.
A direção do HGG garante que insumos estão sendo constantemente repostos no HGG e que o ar comprimido está funcionando regularmente e, caso se faça necessário, os pacientes podem contar com aspiradores portáteis.
Sobre a manutenção da limpeza do local, o HGG diz que ela é feita diariamente, de forma constante, e a unidade toma medidas para intensificação. Em relação ao tomógrafo, uma equipe técnica já foi acionada e trabalha na recuperação do aparelho para retorno o quanto antes. Os pacientes que necessitam do exame de tomografia são encaminhados para o Hospital Ferreira Machado.

