A quarta captação de órgãos de 2026 realizada no Hospital Ferreira Machado (HFM) aconteceu nesta quarta-feira (27) e resultou na doação de seis órgãos para a fila nacional de transplantes. A ação mobilizou equipes médicas e forças de segurança para garantir agilidade em todas as etapas do procedimento.
A doadora foi uma mulher de 30 anos, moradora de Miracema, no Noroeste Fluminense, vítima de um acidente motociclístico que resultou em traumatismo crânio-encefálico grave. Após a confirmação da morte encefálica, a família autorizou a doação.
Foram captados dois rins, duas córneas, fígado e coração. O coração foi o primeiro órgão retirado e seguiu para o Rio de Janeiro em uma aeronave da Secretaria Estadual de Saúde, que pousou no Cais da Lapa, em frente ao 5º Grupamento de Bombeiro Militar (5º GBM).
A operação contou ainda com o apoio de motociclistas do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) e agentes da Guarda Municipal de Campos, responsáveis por garantir rapidez e segurança no deslocamento entre o hospital e o local de pouso da aeronave.
O procedimento foi conduzido pela equipe do NF Transplantes, responsável pela logística e captação dos órgãos.
De acordo com a médica responsável pela Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) do HFM, Patrícia Rangel, o processo envolve uma grande rede de profissionais e exige sensibilidade no acolhimento às famílias.
“A maioria das pessoas não imagina quantos profissionais estão envolvidos em todo o processo de doação e transplante. Desde as equipes que prestaram o primeiro socorro à vítima na via pública até os profissionais que atuaram no HFM e aqueles que vieram do Rio de Janeiro para a captação, todos trabalham contra o tempo, porque cada minuto é precioso. Médicos, equipes de enfermagem, motoristas e pilotos de helicóptero fazem parte dessa corrente pela vida. Nosso papel, no HFM, é mostrar à família que a dor do luto pode ganhar um novo significado ao salvar outras vidas. É o respeito e a compaixão que tornam possível decisões tão generosas e transformadoras como a doação de órgãos e tecidos”, destacou.

