
O sensor de monitoramento contínuo de glicose, fornecido gratuitamente pela Prefeitura, está transformando uma realidade que antes era marcada por dor constante e preocupação diária em alívio e esperança para a gestante Juliana Rangel, moradora de São Francisco de Itabapoana. Acostumada a precisar furar o dedo várias vezes ao dia para controlar a glicose, ela agora vive uma nova rotina com o uso do monitoramento contínuo — uma tecnologia que vem mudando vidas na rede municipal de saúde.
“Era muito difícil… eu precisava me furar o tempo todo para medir o açúcar no sangue. Hoje é totalmente diferente. O sensor apita, a gente acompanha tudo pelo celular, sem dor, sem sofrimento. A qualidade de vida é outra”, conta Juliana, emocionada.
A mudança não impacta apenas o conforto, mas também a segurança. O sensor realiza o monitoramento 24 horas por dia, permitindo identificar rapidamente qualquer alteração nos níveis de glicose — inclusive durante a madrugada, quando os riscos podem ser maiores.
Segundo o secretário municipal de Saúde, Fauazi Cherene, a iniciativa representa um marco importante para o município.
“Estamos falando de um programa pioneiro, que leva mais dignidade, cuidado e tecnologia para quem mais precisa. É um avanço significativo na forma de cuidar das pessoas, garantindo mais segurança e qualidade de vida”, destacou.
O sensor é aplicado diretamente na pele e substituído a cada 14 dias. Ele mede o nível de glicose no sangue 24 horas por dia, de forma contínua e precisa. O dispositivo conta com um alerta sonoro, que apita sempre que os níveis estão muito baixos ou elevados, garantindo mais segurança ao paciente. Além disso, todas as informações podem ser acessadas por meio de um aplicativo instalado no celular, que funciona via Bluetooth, permitindo o acompanhamento em tempo real, de forma prática e sem dor.
Para a enfermeira estrategista da Clínica da Família, Tatiana Nascimento, o avanço vai além do paciente — ele fortalece todo o sistema de saúde.
“Esse sensor é um grande avanço para o município. Ele permite um acompanhamento muito mais preciso, possibilitando monitorar a eficácia dos medicamentos e entender melhor o que pode ser ajustado para melhorar ainda mais a qualidade de vida dos pacientes”, explica.
Já a subsecretária de Saúde, Caroline Leal, reforça que o acesso ao equipamento é garantido para quem se enquadra nos critérios, para crianças da faixa etária de 2 a 12 anos diagnosticadas com diabetes tipo 1 e gestantes com diabetes gestacional.
“Todas as pessoas que estiverem dentro dos critérios podem solicitar o sensor. Basta procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) que tenha Estratégia Saúde da Família e fazer a solicitação. Nosso objetivo é ampliar cada vez mais o acesso e cuidar da nossa população com responsabilidade e de forma humanizada”, orientou.
A iniciativa reforça o compromisso da saúde municipal com a inovação, o cuidado e o acesso a tecnologias que fazem a diferença no dia a dia da população. Para Juliana e tantas outras famílias, o futuro agora é mais leve, seguro e cheio de esperança.



