Louisiana executa detento com inalação de nitrogênio, método comparado com tortura pela ONU

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Um homem condenado à morte no estado da Louisiana, no sul dos Estados Unidos, foi executado nesta terça-feira (18) por inalação de nitrogênio, um método usado pela primeira vez no ano passado e comparado com tortura por especialistas da ONU.

 

Jessie Hoffman, 46, foi condenado pelo sequestro, estupro e assassinato de Molly Elliott, uma executiva de publicidade de 28 anos de Nova Orleans, em 1996. Trata-se da primeira execução no estado em 15 anos.

Segundo a organização Equal Justice Initiative, que combate o encarceramento em massa, o método nunca havia sido aplicado por nenhum sistema de justiça do mundo até janeiro do ano passado, quando o Alabama o fez, provocando uma onda de indignação. Antes disso, o país norte-americano já havia usado outros tipos de gases até adotar as injeções letais, há quatro décadas.

Após o uso inédito no Alabama, no começo de 2024, o republicano Jeff Landry tomou posse como governador da Louisiana com uma retórica dura em relação a segurança pública. Em fevereiro, pouco mais de um ano depois de sua chegada ao cargo, funcionários das prisões do estado adotaram um protocolo para execuções usando nitrogênio.

O método é uma alternativa aos desafios legais à injeção letal. Alguns estados americanos têm enfrentado dificuldades para obter os medicamentos necessários para as execuções após a União Europeia proibir empresas farmacêuticas de vender drogas para penas de morte.

“Por muito tempo, Louisiana falhou em cumprir as promessas feitas às vítimas dos crimes mais violentos do nosso estado”, disse ele quando os protocolos foram adotados. “Executaremos essas sentenças, e a justiça será feita.”

A defesa de Hoffman criticou o percurso legal. “O estado o executou após impor um novo protocolo e definir datas de execução para evitar uma revisão judicial cuidadosa”, afirmou Cecilia Kappel, para quem a morte foi “sem sentido”.

Hoffman “era um pai, um marido e um homem que mostrou uma capacidade extraordinária de redenção”, disse ela em um comunicado. “Jessie não tinha mais nenhuma semelhança com o jovem de 18 anos que matou Molly Elliott”, afirmou ela.

O secretário do Departamento de Segurança Pública e Correções do estado, Gary Westcott, disse que Hoffman recusou-se a dar uma declaração final. Ele foi declarado morto após os executores injetarem gás nitrogênio em uma máscara fixada a seu rosto por 19 minutos, segundo Westcott.

Já o chefe de operações do departamento de segurança pública e correções, Seth Smith, disse que Hoffman teve convulsões por cerca de dois minutos após o início do fluxo de gás. “Ele tremeu muito brevemente”, afirmou.

A descrição da morte difere daquelas feitas da execução com nitrogênio de Kenneth Smith, 58 anos, no Alabama. Ele foi amarrado a uma maca e uma máscara foi colocada em seu rosto. Testemunhas disseram que ele parecia lutar por vários minutos após o início do fluxo de gás.

Um jornalista no Alabama que testemunhou cinco execuções disse que “nunca viu uma reação tão violenta”. Mike Sennett, cuja mãe foi morta por Smith, chamou o processo de difícil de assistir. “É algo que eu nunca mais quero ver novamente”, disse ele ao jornal americano The New York Times no ano passado.

Os esforços de última hora dos advogados para impedir a execução foram rejeitados pelos tribunais no início do dia. Os advogados de Hoffman argumentaram que a hipoxia por nitrogênio interferiria na respiração meditativa de Hoffman, que, segundo eles, fazia parte de sua prática religiosa como budista.

Desde o início do ano, a pena de morte foi aplicada em outras seis ocasiões no país -uma delas por fuzilamento, na Carolina do Sul.

O uso do nitrogênio, que provoca a morte por deficiência de oxigênio, é criticado pela ONU, que o qualifica de “método não testado” que poderia “constituir tortura ou tratamento cruel, desumano ou degradante”. A União Europeia o considera “particularmente cruel”.

O impulso na Louisiana é parte de um esforço dos republicanos para aplicar a pena de morte na esteira da volta ao poder do presidente Donald Trump.

Em seu primeiro dia no cargo, em janeiro, o republicano emitiu um decreto no qual exige que os promotores federais busquem a pena de morte em todos os casos envolvendo o assassinato de um policial e sempre que uma pessoa nos EUA sem permissão legal estiver sendo processada por um crime capital.

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