Maioria das capitais do Brasil não tem plano de mudanças climáticas

 (FOLHAPRESS) – Das 26 capitais dos estados brasileiros, 15 delas não têm plano municipal de mudanças climáticas. O instrumento, voltado a enfrentamento e prevenção de tragédias, é considerado importante por especialistas para evitar desastres de proporções e perdas maiores.

O dado consta em levantamento realizado pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), autarquia vinculada ao governo do Espírito Santo, com base nas informações disponíveis nos sites oficiais das prefeituras. Brasília também foi avaliada no estudo e possui um plano disponível na internet.

As capitais dos estados que não possuem plano são: Porto Alegre (RS), Vitória (ES), Goiânia (GO), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Maceió (AL), Aracaju (SE), Natal (RN), São Luís (MA), Belém (PA), Manaus (AM), Macapá (AP), Porto Velho (RO), Boa Vista (RR) e Palmas (TO).

Pablo Lira, diretor-geral da IJSN, conta que iniciou o estudo após observar que Porto Alegre não possuía um plano finalizado. A capital do Rio Grande do Sul sofre, assim como outros mais 400 municípios do estado, com as consequências de enchentes desde o dia 29 de abril.

“A maioria das capitais não contam com esse importantíssimo instrumento de gestão territorial para prevenção, mitigação e adaptação aos eventos climáticos extremos entre elas, cidades que se destacam sob o ponto de vista econômico como Porto Alegre, que passa pela mais grave catástrofe climática, e Vitória, sendo a única capital do Sudeste sem o plano”, diz.

Para Lira, a capital deveria ser referência para outros municípios por possuir maior arrecadação de contas e administração mais estruturada que as demais cidades -exceto Joinville (SC), que tem maiores PIB (produto interno bruto) e quantidade populacional que Florianópolis.

Em nota, Porto Alegre disse o estudo para elaboração do plano começou em janeiro de 2023, financiado pelo Banco Mundial a fundo perdido, em um acordo feito na COP27 (conferência da ONU sobre mudança climática realizada em 2022).

O diretor-geral do IJSN destaca que os municípios precisam ser apoiados pelos governos federal e estadual para elaboração de estudos e ações preventivas. Pablo Lira ressalta que os planos municipais de mudanças climáticas precisam contar ainda com colaboração de instituições de pesquisas, sem vínculos com a gestão municipal, e da sociedade civil, que é afetada pelos possíveis eventos.

“O Ministério das Cidades foi extinto no último governo federal. Isso foi um retrocesso para as políticas urbanas, ambientais e de gestão do território. Agora, a pasta foi retomada, mas ainda está tímida essa atuação”, afirma.

“Os governos estaduais têm um papel relevante, pois nos estados ficam as coordenações da Defesa Civil, junto com as equipes de Corpos de Bombeiros. Então, os estados têm um papel de articular as fiscalizações nas áreas de risco”, continua.

Suely Araújo, coordenadora de políticas públicas do Observatório do Clima, rede com mais de cem entidades ambientalistas, frisa que os municípios devem se atentar às novas realidades causadas pelas mudanças climáticas.

“O planejamento municipal para lidar com as mudanças climáticas e os eventos extremos é fundamental. É nos municípios que a maioria das medidas concretas nessa perspectiva se concretizarão.”

Araújo orienta que os planos municipais de enfrentamento abranjam a mitigação e, principalmente, a adaptação, com a previsão de meios para implementar o que for planejado. As cidades têm de elaborar, também, os planos de contingência requeridos pela legislação de proteção e defesa civil, diz a especialista.

“A tragédia do Rio Grande do Sul necessita funcionar como um marco de aprendizado direcionado às políticas públicas. Municípios, estados e o governo federal precisam agir de forma forte e articulada, agora, pautando a crise climática como prioridade máxima.”

O que dizem as capitais?

A reportagem procurou todas as capitais que, segundo o levantamento, não possuem planos de mudanças climáticas.
Vitória, em nota, afirma estar se preparando para questões climáticas adversas com a seleção de oito empresas especializadas do Brasil e do exterior para elaborar o plano.

Goiânia diz que está tramitando um PL (projeto de lei) para criar o Fórum de Mudanças Climáticas (Gynclima), que discutirá o tema com diversos atores, incluindo secretarias municipais e instituições de ensino. A partir disso elaborará o instrumento.

Cuiabá lembra que recebeu o certificado MCR 2030 (Making Cities Resilient) por ações de resiliência, incluindo o planejamento para resiliência climática e o plantio de árvores, que faz parte do plano diretor da capital.

Maceió informa que está em fase de contratação de consultoria técnica especializada para a elaboração de um plano de mudanças climáticas.

São Luís, por sua vez, diz que está atuando com o Iclei (Governos Locais Pela Sustentabilidade) e em parceria com técnicos das universidades estaduais e federais para a elaboração e implantação dos planos para mudanças climáticas ainda no segundo semestre de 2024.

Belém afirma que está acelerando medidas legais para enfrentar eventos extremos, como a criação de lei e elaboração de um plano já em desenvolvimento. O processo envolve representantes de diversos setores e mais de 200 segmentos participam dos debates.

Manaus relata que foram editados dois decretos para formalizar a equipe de mudanças climáticas e nomear titulares e suplentes de instituições municipais, com o total de 18 estruturas envolvidas no processo de elaboração do instrumento.

Macapá diz que possui um plano de assistência emergencial para sinistros. No entanto, estuda a implantação de um novo plano, que atenderá as questões relacionadas diretamente com as mudanças climáticas.

Porto Velho afirma que está em preparação o termo de referência para a regulamentação da Lei 2.273/15, que trata sobre a política de mudanças climáticas no município.

Boa Vista defende que o novo plano diretor da cidade inclui estudos de riscos geológicos e ambientais, como alagamentos e inundações. A revisão do plano, iniciada em janeiro de 2023, está na fase 4, que envolve capacitação e acompanhamento, e tem previsão de conclusão em junho.

Também procuradas pela reportagem, Campo Grande, Cuiabá, Aracaju, Natal e Palmas não responderam.

Leia Também: Brasileiros ficam feridos após bombardeio no sul do Líbano

 

Fique por dentro!

Para ficar sabendo de tudo que acontece em Campos e região, siga o nosso instagram @ClickCampos

SIGA NOSSAS REDES SOCIAIS

ClickCampos: Um portal de notícias de Campos 24 horas por dia

ClickCampos é conhecido por sua cobertura abrangente de eventos locais e outros temas significativos. Além disso, este resumo abordará a estrutura, conteúdo e relevância do site, com atualizações de Campos 24 horas por dia.

Estrutura do ClickCampos

O site desempenha um papel crucial na comunicação regional, servindo como a principal fonte de notícias para Campos dos Goytacazes 24 horas por dia. Portanto, abrange temas variados como política, economia, cultura e esportes, estabelecendo-se como um ponto de referência essencial para os residentes e interessados em notícias locais.

Interface e Usabilidade

A interface do ClickCampos é projetada para facilitar a navegação. Ela apresenta categorias de notícias de maneira clara e inclui uma função de busca eficiente. Consequentemente, a usabilidade do site é vital para seu sucesso, impactando diretamente na experiência do usuário.

Conteúdo e Engajamento com notícias de Campos 24 horas por dia.

O conteúdo do ClickCampos é constantemente atualizado, garantindo que as informações sejam sempre pertinentes e atuais. Além disso, o site proporciona uma variedade de artigos, editoriais e uma seção de vídeos, que enriquecem a oferta de conteúdo e aumentam o engajamento dos usuários de Campos 24 horas por dia. Por outro lado, a seção de comentários estimula a formação de uma comunidade ativa.

Redes Sociais

A presença de ClickCampos nas redes sociais é crucial para ampliar seu alcance e eficácia. Ademais, as redes sociais modernizam o acesso às informações, aumentam a visibilidade das notícias e facilitam o engajamento direto com a comunidade.

Ampliação do Alcance

As redes sociais permitem que ClickCampos alcance uma audiência mais ampla e diversificada. Por exemplo, ao compartilhar notícias no Facebook e no Twitter, o site consegue atrair especialmente os jovens, que talvez não o acessassem diretamente.

Engajamento e Interatividade

As redes sociais oferecem uma plataforma para engajamento direto com o público. Usuários podem comentar, compartilhar e interagir, o que não só aumenta a visibilidade das notícias, mas também promove discussões valiosas para a comunidade.

Resposta Rápida e Cobertura em Tempo Real

ClickCampos utiliza as redes sociais para fornecer atualizações rápidas e cobertura de eventos ao vivo, sendo essencial durante emergências. Essa prática reforça sua posição como uma fonte de notícias locais confiável. Notícias de Campos 24 horas por dia

Conclusão

ClickCampos é mais do que um simples site de notícias com atualizações de Campos 24 horas por dia; é uma plataforma integral para a comunidade de Campos dos Goytacazes. Além disso, a dedicação à reportagem local não só informa, mas também molda a interação comunitária. Finalmente, a otimização contínuaque o site expanda seu impacto e mantenha sua relevância na era digital.