O Grupo de Apoio ao Promotor (GAP) realizou, nesta quarta-feira (25), uma vistoria na sede da Guarda Civil Municipal de Campos dos Goytacazes para apurar denúncias relacionadas às condições de trabalho na corporação. A equipe permaneceu por várias horas no local, conduzindo uma fiscalização detalhada.
Durante a diligência, os agentes percorreram diferentes setores da unidade, incluindo os alojamentos feminino e masculino, o paiol, onde são armazenadas armas e munições, além do almoxarifado, setor de transporte e outras áreas administrativas e operacionais. Registros em imagem foram feitos como parte do processo de apuração.
De acordo com representantes da associação da categoria, a vistoria representa um avanço nas investigações sobre possíveis irregularidades estruturais e operacionais. Entre as principais queixas apontadas estão a falta de combustível para viaturas, o que comprometeria o patrulhamento, além do custeio de armamentos e munições pelos próprios agentes, sem fornecimento adequado por parte da administração.
A entidade também questiona a falta de transparência na distribuição do Regime Adicional de Serviço (RAS), que, segundo relatos, estaria sendo direcionado a apenas parte do efetivo.
A associação informou ainda que todas as denúncias já haviam sido formalizadas junto ao Ministério Público e manifestou expectativa de que novas diligências sejam realizadas, com adoção de medidas para corrigir as irregularidades e melhorar as condições de trabalho.
Até o momento, o Ministério Público não se pronunciou oficialmente sobre os desdobramentos da vistoria.

