MPRJ prende 3 PMs por desvios de drogas e de armas para traficantes

Mandados incluem prisões e buscas em batalhões da corporação; investigação começou após apreensão de celular em operação contra milícia

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O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) prendeu nesta terça-feira (7), três policiais militares suspeitos de desviar drogas e armas apreendidas em operações e vendê-las para facções criminosas no Rio de Janeiro.

Promotores do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ), com apoio da Corregedoria da PM, saíram para cumprir 3 mandados de prisão e 8 mandados de busca e apreensão.

Os presos:

Raphael Nascimento Ribeiro, que servia no 14º BPM (Bangu);

Ricardo da Silva Ferreira, sargento do 41º BPM (Irajá);

Thiago Corrêa da Costa, que estava no 41º BPM à época das investigações e hoje atua no 18º BPM (Jacarepaguá).

As diligências ocorrem em endereços ligados aos investigados e nos batalhões. A Justiça autorizou buscas nos armários dos policiais e no setor de serviço reservado (P2) das unidades.

As equipes apreenderam drogas, munição e R$ 5 mil em espécie, além de um caderno.

Segundo a denúncia, os investigadores tiveram acesso a trocas de mensagens entre Ricardo e Raphael, que falavam sobre o desvio de 140 kg de maconha apreendidos por Raphael, que trabalhava no 14º BPM (Bangu). No print, Raphael pergunta se o colega tinha algum contato para “pagar mato” – uma referência para a maconha.

Por fim, o orçamento é dado: R$ 700 o kg e Raphael responde: “R$ 8 mil é seu”.

As investigações tiveram início após um dos policiais ser alvo de um mandado de busca e apreensão durante uma operação contra a milícia em Nilópolis, na Baixada Fluminense.

“Essa investigação começou primeiramente a partir do compartilhamento de provas decorrentes de uma operação no ano de 2022 para atacar a milícia que atua em Nilópolis e Anchieta, já se havia a suspeita de que um dos investigados realizava venda de arma de fogo para esse grupo criminoso”, explica o promotor Eduardo Pinho.

A TV Globo não conseguiu contato com a defesa dos policiais presos na operação. A Polícia Militar disse que os agentes presos vão ser levados para a unidade prisional da corporação e reforçou que não compactua com desvios de conduta ou crimes. Além isso, um processo apuratório disciplinar será aberto.