Na tarde desta sexta-feira (14) a Delegada Titular da 134ª Delegacia de Polícia do Centro publicou um vídeo divulgando mais informações sobre o feminicídio seguido de suicídio que ocorreu na manhã desta sexta, no Parque Rosário.
De acordo com a delegada, as vítimas ficaram juntas aproximadamente 12 anos e estavam separados há 8 meses. A filha do casal tem 12 anos de idade. Ainda segundo a delegada, a vítima já havia registrado uma medida protetiva contra o ex-companheiro devido a inúmeras ameaças contra ela.
”No registro da medida protetiva, a vítima relatava que ele ameaçava informando que iria matá-la e posteriormente se matar…” disse a delegada. Ela também informou que a mulher estava morando com a filha na casa da mãe.
“Ontem ele começou a perguntar à filha se a mãe estava indo e voltando sozinha para o trabalho, e se ela estava de plantão. Hoje, quando amiga dela estava a deixando em casa por volta das 7h da manhã, na hora que ela desceu do carro e se encaminhava para frente do portão da residência, ele, que já estava com o carro estacionado em frente a casa, um carro diferente do dele, que provavelmente pegou emprestado com o primo, desceu do carro e efetuou disparo de arma de fogo na cabeça dela”, informou a delegada.
O caso segue em investigação na delegacia. Os corpos foram encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML) de Campos.
Relembre o caso:
Na manhã desta sexta-feira (14) um homem identificado como Fernando Chagas, matou a tiros, a ex-companheira identificada como Eduarda Cristina, de 32 anos. Em seguida, o mesmo se matou dando um tiro na cabeça. O caso aconteceu na Rua Capitão Francisco Costa, no Parque Rosário, em Campos.
Eduarda que era enfermeira estava chegando em casa, quando encontrou o ex-companheiro na frente da residência de carro. Ele atirou em Eduarda que não resistiu aos ferimentos e morreu na hora, caindo na calçada.
Após tirar na ex-namorada, o homem abriu a boca e atirou. Os Bombeiros foram acionados por populares, mas ao chegar no local, a mulher já estava sem vida, mas o homem foi levado ainda vivo para o Hospital Ferreira Machado (HFM), onde não resistiu e veio a falecer.
Segundo os vizinhos, Fernando não aceitava o fim do relacionamento. No local a polícia encontrou o veículo ligado e vários pertences de Fernando.



