A mulher acusada de mandar matar o cabo da PM Antônio Carlos Oliveira de Moura, presa na segunda-feira (30), contou em depoimento na 118ª DP que o motivo do desentendimento foi a remoção de uma cama comprada em conjunto com o tio do amigo do PM. O companheiro de Ana Paula de Azevedo Souza, a “Tia”, havia morrido dia 24 de abril e o sobrinho dele queria buscar os pertences pessoais do tio, e levou o cabo De Moura, seu amigo, para ajudá-lo. De acordo com o inquérito, ao saber que Antônio Carlos era policial, a mulher chamou três homens. O policial foi tirado de dentro casa, no último sábado (28), pelo grupo armado e colocado no porta-malas do próprio carro.
Luís Fernando Souza da Silva, o “Sombra”, que também teve a prisão decretada, continua foragido.
Segundo a polícia, o sobrinho do homem que faleceu pediu ajuda do PM para buscar bens pessoais, documentos e a cama na casa da acusada. De acordo com os policiais, a mulher discordou da retirada da cama porque ela havia ajudado na compra do móvel.
RELEMBRE O CASO
Um policial militar de 33 anos, lotado no Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv), foi encontrado morto neste sábado (28) em Iguaba Grande. Segundo a Polícia Militar, o corpo do cabo Antônio Carlos Oliveira de Moura tinha marcas de tiros e foi encontrado na Estrada da Pedreira, nas imediações da comunidade Condomínio II.
Ainda de acordo com a PM, o militar teria sido sequestrado em Araruama e morto por criminosos, que incendiaram o carro dele. O veículo foi encontrado incendiado em uma mata próxima do local onde estava o corpo.
Segundo a Polícia Civil, a equipe da 118ª Delegacia Legal de Araruama já identificou dois suspeitos do crime e diligências estão em andamento.
Em nota, o Comando da Polícia Militar lamentou a morte do policial e informou que ele estava há oito anos na corporação, era casado e sua esposa está grávida.
Com a morte do cabo, o número de policiais militares mortos no Estado do Rio em 2018 subiu para 38.


