Um homem suspeito de espancar a própria filha, uma bebê de apenas dois meses, foi preso por policiais civis da 134ª Delegacia de Polícia (Centro de Campos) na tarde desta terça-feira (23), na localidade de Conselheiro Josino. A criança ficou internada por quatro dias no Hospital Ferreira Machado (HFM), mas morreu no último sábado (20) em decorrência dos ferimentos.
Segundo a Polícia Civil, durante as investigações do caso, os agentes descobriram que o suspeito estava foragido da Justiça por um crime de roubo. Com isso, foi cumprido o mandado de prisão já existente contra ele. De acordo com a delegada Madeleine Dykeman, o homem pretendia deixar Campos e seguir para o Rio de Janeiro nesta quarta-feira (24), o que reforçou a importância da ação policial.
A delegada informou ainda que a Polícia Civil já solicitou à Justiça a prisão relacionada às agressões sofridas pela bebê, mas a medida ainda aguarda decisão judicial.
As investigações tiveram início após uma denúncia encaminhada pelo Conselho Tutelar à Polícia Civil na sexta-feira (19), apontando a possibilidade de a criança ter sido vítima de tortura. Durante as apurações, foi constatado que apenas os pais estavam com a bebê nos dias que antecederam o surgimento das lesões.
Em depoimento, a mãe relatou que, no dia 14, deixou a filha sob os cuidados do pai por cerca de três horas. Já no dia seguinte, a criança apresentou um inchaço na perna. O quadro se agravou e a bebê precisou ser internada, mas não resistiu.
Familiares chegaram a levantar suspeitas sobre o atendimento prestado pelo Hospital Ferreira Machado, alegando que a criança teria sofrido complicações após o engessamento de uma das lesões. A unidade, porém, negou qualquer irregularidade.
Em nota, o HFM informou que a paciente recebeu acompanhamento multiprofissional desde a admissão, foi submetida a todos os exames e procedimentos necessários e teve o caso comunicado às autoridades policiais e ao Conselho Tutelar. O hospital também afirmou que todos os esclarecimentos solicitados já foram prestados aos familiares e aos órgãos responsáveis pela investigação.

