A Justiça decretou a prisão temporária dos pais da bebê Rhaylla Beatriz, de apenas dois meses, que morreu após dar entrada no Hospital Ferreira Machado (HFM) com múltiplas lesões. A mãe foi presa na tarde desta quarta-feira (24), enquanto o pai já havia sido detido na noite de terça-feira (23), em Conselheiro Josino. Ambos são investigados pelo crime de tortura seguida de morte.
Em coletiva na 134ª Delegacia de Polícia, a delegada Madeleine Dykeman afirmou que as investigações não deixam dúvidas de que a criança foi vítima de violência. Segundo ela, exames realizados durante a internação identificaram uma ruptura completa do fêmur, além de fraturas no crânio e nas costelas.
Apesar das prisões, a Polícia Civil ainda apura como as agressões ocorreram e quem foi o responsável direto pelos ferimentos. De acordo com a delegada, os dois permanecem na condição de suspeitos. Em depoimento, o pai afirmou ter visto a companheira agredindo a filha com tapas. Já a mãe negou as agressões e declarou ter dado apenas “tapinhas” para fazer a criança dormir.
As investigações também reuniram relatos de testemunhas que estavam no Hospital Ferreira Machado durante o atendimento da bebê. Segundo a Polícia Civil, algumas pessoas afirmaram que a mãe teria apresentado comportamento agressivo com a criança, utilizando palavras ofensivas, recusando-se a amamentá-la e deixando a bebê sozinha em um banco da unidade.
O mandado de prisão temporária expedido pela Justiça tem validade de 30 dias e tem como objetivo permitir o aprofundamento das investigações e a conclusão do inquérito policial.
O caso começou a ser investigado após a bebê dar entrada no HFM com a perna inchada. Durante os primeiros atendimentos, os médicos constataram uma fratura no fêmur. Com a realização de exames complementares, também foram identificadas lesões no crânio e nas costelas. Rhaylla permaneceu internada por quatro dias, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no último sábado (20).
A Polícia Civil segue ouvindo testemunhas e analisando provas para esclarecer as circunstâncias da morte da criança.

