A Polícia Civil investiga uma denúncia de violência psicológica e possíveis práticas de tortura-castigo supostamente cometidas por uma professora contra uma aluna de 8 anos na Escola Municipal Marlene Henriques Alves, localizada no Parque Aeroporto, em Campos dos Goytacazes.
A apuração teve início em maio, após a mãe da criança procurar a delegacia para registrar a ocorrência. Segundo o relato, a estudante vinha sendo submetida a situações que teriam provocado sofrimento emocional dentro da sala de aula.
Entre as denúncias apresentadas, a mãe afirmou que a professora impedia a filha e outros alunos de beber água e utilizar o banheiro durante as aulas. Em uma das situações relatadas, a menina teria retornado para casa com as roupas sujas de urina e fezes por não ter recebido autorização para deixar a sala.
Ainda conforme o registro policial, no início de maio a criança passou mal ao chegar à escola para realizar uma prova. Pouco tempo após entrar na unidade, ela apresentou apatia, aceleração dos batimentos cardíacos, lábios arroxeados e vômito. A estudante foi socorrida pela família e encaminhada ao Hospital Ferreira Machado (HFM). Desde então, segundo a mãe, ela se recusa a retornar à escola.
Em depoimento prestado no fim de maio, a diretora da unidade confirmou aos investigadores que vinha recebendo reclamações de responsáveis desde o final de março relacionadas ao comportamento da professora e às restrições para o uso do banheiro pelos alunos.
A diretora informou ainda que conversou com a profissional após as queixas, orientando mudanças na condução da turma, uma vez que as crianças demonstravam receio de fazer solicitações simples. Sobre o episódio em que a aluna passou mal, a gestora relatou que a mãe optou por aguardar o pai da criança para levá-la ao atendimento médico, recusando alternativas de transporte oferecidas pela escola.
Segundo o depoimento, a professora investigada foi afastada das atividades na unidade logo após o ocorrido.
O caso segue sendo investigado pela 146ª Delegacia de Polícia de Guarus. Até o momento não houve um posicionamento da Secretaria Municipal de Educação.

