Por que centro ‘alienígena’ nos EUA para gerar energia fechará após 12 anos

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRES) – (UOL/FOLHAPRESS) – A Usina Térmica Solar Ivanpah, na fronteira entre os estados da Califórnia e de Nevada, nos EUA, fechará em 2026, anunciou em janeiro a empresa coproprietária, a NRG Energy. A informação é da rede americana CNN.

 

O QUE ACONTECEU

Usina no meio do deserto de Mojave era símbolo de inovação quando foi inaugurada, no início de 2014. Seu curioso formato “alienígena”, com centenas de milhares de espelhos apontados para suas torres mais altas que a Estátua da Liberdade, parecia sinalizar um certo futurismo tecnológico.

Energia solar é uma opção de fonte mais limpa, e a usina, com tecnologia “de ponta” para a época, prometia entregá-la com eficiência. O investimento foi alto: a usina ocupa cerca de 13 km km². No entanto, o empreendimento não deu certo e a NRG já começou a comunicar empresas parceiras de seu fechamento.

COMO FUNCIONAVA A IVANPAH?

Seus espelhos ou heliostatos controlados por computadores detectam e “seguem” o sol. Assim, eles concentram seus raios em três torres de mais de 137 metros de altura cada que têm caldeiras cheias de água no seu topo. A energia hiperconcentrada do sol ajuda a aquecer a água até o ponto de vapor, o que movimenta uma turbina que cria eletricidade.

Um dos principais diferenciais desta tecnologia “de outro mundo” era a habilidade de armazenar calor. Isso permitiria a produção de energia mesmo à noite, quando o sol não estivesse brilhando no céu.

Na época de sua concepção, Ivanpah conseguiu US$ 1,6 milhão (R$ 9,1 milhões) em garantias de empréstimo do Departamento de Energia. Empresas de fornecimento de energia, como a Pacific Gas & Electric Company e a Southern California Edison, entraram em acordos de longo prazo para comprar energia gerada em Ivanpah.

Em janeiro, a NRG finalizou a negociação com a Pacific para encerrar o contrato que ia até 2039, o que deverá diminuir tecnicamente a conta de luz dos californianos, prometeu um porta-voz. Já a Southern California Edison ainda negocia o fim do seu contrato.

O QUE DEU ERRADO?

A usina era inconstante e nunca funcionou tão bem quanto deveria. “Estes tipos de usinas são tecnicamente muito difíceis de serem operadas”, opinou a analista de energia solar Jenny Chase, da organização de pesquisa BloombergNEF, ao canal.

Ela combina partes mecânicas de uma usina de combustíveis fósseis (como a turbina) com uma fonte de energia dispersa. Ou seja, ela é totalmente dependente da capacidade de seus “espelhos” de rastrearem o sol de maneira exata para produzir energia de maneira constante. “É muito difícil conseguir que tudo se alinhe perfeitamente o tempo todo”, afirmou Chase.

Tecnologia solar fotovoltaica empregada na usina se tornou muito mais barata com o passar dos anos. Em alguns lugares do mundo, é possível comprar um módulo solar pelo preço de uma cerca.

As pessoas se tornaram mais capazes de atender às próprias necessidades de maneira relativamente independente, com baterias armazenando a energia -e a Ivanpah virou o famoso “elefante branco”. A NRG garante que os preços eram competitivos quando contratos foram assinados, mas admite que nesta segunda-feira (17) há outras opções mais flexíveis, eficientes e econômicas para produzir de energia solar.

ODIADA POR AMBIENTALISTAS E DEFENSORES DOS COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS

Ivanpah foi muito criticada por ambientalistas durante mais de uma década. Em Mojave, vivem tartarugas ameaçadas de extinção. Durante a obra, a empresa se comprometeu a proteger e realocar os animais, mas muitos acreditam que a usina nunca deveria ter sido construída já que há relatos também de pássaros incinerados em voo pelo calor intenso provocado pelos espelhos.

Trump paralisou aprovação de novos projetos de energia renovável em terras federais. O presidente, assim como uma ala mais conservadora da sociedade americana, não acredita que valha a pena investir dinheiro do governo neste tipo de iniciativa. E Ivanpah fortaleceu este argumento.

Era impossível saber quais tecnologias de energia solar seriam econômicas há 15 anos. Na opinião do professor de economia da Universidade de Yale, Kenneth Gillingham, estas iniciativas não são um investimento ruim; algumas se provaram eficientes ao longo dos anos. “Não é um problema que algumas tecnologias sejam superadas por outras, contanto que a inovação continue acontecendo”, disse à CNN.

Apesar de ter se tornado um monumento do desperdício e do dano ambiental ao ecossistema do deserto, o local deve ser reutilizado para o fornecimento de um novo tipo de energia solar, a ser anunciado no futuro.

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