O anúncio feito pelo governador Luiz Fernando Pezão de que não terá condições de quitar, ainda este ano, os vencimentos devidos (outubro e novembro), o 13º salário de 2016 e a gratificações pendentes desagradou a todos os líderes de categorias ligadas ao funcionalismo estadual. A palavra que sintetizou o sentimento de todos foi “decepção”.
— Existe, além da decepção quanto à promessa não cumprida de encerrar o ano sem atrasos, a preocupação quanto ao empréstimo que foi colocado como a salvação para quitar o que ele nos deve — disse Mesac Eflaín, presidente da Associação dos Bombeiros.
Para Marta Moraes, uma das coordenadoras do Sindicato dos Profissionais da Educação (Sepe), fica a lembrança das promessas descumpridas nos últimos dias.
— Primeiro, tudo seria pago até o dia 27 (de novembro). Depois, até o dia 20 (de dezembro). Agora, vem isso. O governo não tem a menor noção do desespero dos servidores — disse.
Na Uerj, a previsão é de mais sofrimento em 2018:
— Muito possivelmente, apesar da nossa esperança, o governo vai manter esse cenário de atrasos perante os servidores — lamentou Guilherme Abelha, diretor da Associação de Docentes da Uerj.
Categorias agendam assembleias, e greves devem ser debatidas
O primeiro indicativo das categorias diante da nova previsão dada pelo governador Luiz Fernando Pezão é a de convocar assembleia gerais. Foi o que fizeram as lideranças da Polícia Civil e dos agentes penitenciários. No caso das categorias ligadas à Civil, um encontro aconteceu na última quinta-feira. Ficou decidido que, em caso da continuidade dos atrasos — o que deverá acontecer —, uma nova assembleia será convocada antes do fim do ano para deliberar sobre uma possível greve.
No caso dos agentes penitenciários, o debate sobre a situação do governo do estado está marcado para amanhã. Há um indicativo de paralisação diante da possibilidade de novos atrasos.
Vale lembrar que os docentes e os técnicos administrativos da Uerj, assim como os servidores vinculados à Faetec, já estão em greve desde o mês de setembro.
Reunião na 4ª feira será para cobrar datas de pagamento
Para a próxima quarta-feira, dia 20, está marcada uma reunião no Palácio Guanabara entre os líderes do Movimento Unificado dos Servidores Estaduais (Muspe) e o governador Luiz Fernando Pezão. A palavra de ordem é pressionar Pezão quanto ao futuro dos pagamentos salariais. Os servidores querem saber quando e como serão pagos os vencimentos de novembro, dezembro e o 13º de 2017.

