O deputado estadual Rodrigo Bacellar não gostou nem um pouco de ter o seu nome citado pelo secretário de Desenvolvimento Humano Social, Marcão Gomes, afirmando que Rodrigo ” foi ajudado pelo governo direta ou indiretamente”.
Marcão disse a Folha:
“Fiz dobrada com João Peixoto (DC), Gil Vianna (PSL) e Rodrigo Bacellar (SD) na campanha de 2018. Eu candidato a deputado federal e eles, a deputado estadual. Os três se elegeram com apoio direto ou indireto do governo Rafael (Diniz, PPS)”.
O ex-presidente da Câmara cobrou apoio dos deputados eleitos com ajuda da máquina. Rodrigo respondeu com a nota intitulada a “Urna Pune”, rebatendo Marcão, apontando erros de sua gestão na Câmara e alfinetando o governo Rafael Diniz. Bacellar também negou ter recebido apoio do governo e disse que caminhou sozinho, porque estar ligado ao grupo de Marcão era “queimação”.
Segue nota do deputado.
“A Urna Pune
Hoje, logo cedo, fui surpreendido com a nota “Marcão aos Deputados”, publicada na Folha da Manhã. Diante da minha citação nominal, e em respeito aos amigos e eleitores, não posso deixar de me manifestar.
Em primeiro lugar, no que diz respeito a “dobrada” citada, eu não tive dobrada com nenhum candidato ligado ao atual Governo Municipal. Não pude impedir, no entanto, que algumas lideranças que se engajaram em minha campanha apoiassem para Deputado Federal quem quer que fosse.
Ao contrário do que a nota tenta fazer parecer, essa “ligação” chegou a me queimar, pois muitas outras pessoas que estavam na minha campanha se sentiram incomodadas com o simples fato de ver meu nome associado ao ex-Presidente da Câmara, tamanha a sua rejeição.
Em segundo lugar, para ficar claro, eu não sentei com o ex-edil nenhuma vez para tratar de eleição, embora tenha sido procurado insistentemente por integrantes do governo para tal.
Isso quase me gerou problemas, pois nas minhas caminhadas havia pessoas que me apoiavam e queriam distribuir santinhos do candidato “oficial” do Governo. Educadamente, sempre pedia que não o fizessem. Eu caminhei SOZINHO, sem o apoio de nenhuma máquina. Tenho a agradecer aos amigos e militância, e a consciência de não estar devendo nada a ninguém.
Em terceiro lugar, sugiro ao atual Secretário reflexão. Ao invés de ficar inventando factoides para valorizar seu passe (que está em baixa no mercado), deveria atentar para os graves desafios não resolvidos pelo Governo do qual faz parte. Poderia pensar sobre a sua trágica passagem na Câmara, que deixou combalidos os cofres para a atual gestão. Deveria lembrar também que a Câmara chegou a ter “mais porteiros do que portas” em período próximo ao pleito de 2018, fato noticiado pelo jornal O Globo, tamanho o absurdo!
Creio que toda esse celeuma está sendo “criada” por conta das especulações sobre a corrida eleitoral em 2020. Qualquer pessoa que possa aparecer no radar com chances de vencer a eleição será minada por integrantes da atual Administração. Eu NUNCA me lancei candidato a nada, e desafio qualquer jornalista a me mostrar uma fala minha nesse sentido.
Talvez meu nome esteja incomodando a alguns, pois quem trabalha e não puxa saco realmente incomoda. Campos é muito maior que qualquer um, mas ao longo dos últimos 30 anos alguns não entenderam isso.
Como diria o técnico Muricy Ramalho, ‘a bola pune’. Essa frase nos permite entender o sentimento do povo: a urna pune!”.


