Os servidores municipais marcaram para esta segunda-feira (06), uma paralisação de 24h, acompanhada de uma manifestação em frente a sede do poder executivo municipal com início marcado para às 7h da manhã. Várias categorias já confirmaram presença no ato desta segunda-feira.
A paralisação foi deliberada em assembleia realizada na última segunda-feira (29), na sede do SIPROSEP, após todas as categorias recusarem a proposta de reajuste salarial de 4,3%, diferente dos 15% que foi pedido pelos servidores. Além disso, também há a reivindicação da eleição de diretores de escolas, onde os servidores estatutários terão direito a voto e a disputa, redistribuição da carga horária de 40 para 30 horas semanais em algumas categorias, estrutura básica de trabalho e o Plano de Carreira por formação e tempo de serviço.
A manifestação também contará com integrantes do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (SEPE), que já tem agendado uma paralisação a nível estadual para o próximo dia 15, contra a nova reforma da previdência.
O QUE DIZ A PREFEITURA
A prefeitura justifica que a queda na arrecadação seria o principal motivo para uma proposta de reajuste três vezes menor do que foi pedido.
“Campos possui uma folha de pagamento do funcionalismo de R$ 79 milhões, o que compromete 47% da arrecadação própria do município. Um reajuste superior ao que está sendo oferecido (4,18%, de acordo com IPC-A) ultrapassa o limite estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Com o reajuste proposto pelo município, o impacto na folha de pagamento será de R$ 40 milhões, ao ano. Um reajuste de 15% causaria um impacto de R$ 150 milhões na folha de pagamento ao ano. O principal objetivo no momento é manter o pagamento do servidor em dia, como vem acontecendo graças ao planejamento realizado pela equipe econômica da prefeitura”.


