Um a cada cinco idosos internados por gripe morreu no ano passado

(FOLHAPRESS) – Dados do Sivep-Gripe (Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe) mostram que, em 2024, as hospitalizações de brasileiros com 60 anos ou mais por Srag (Síndrome Respiratória Aguda Grave) causada pelo vírus influenza cresceram 189% em relação ao ano anterior. Na mesma comparação, as admissões em UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) aumentaram 187% e, as mortes, 157%. A taxa de letalidade foi de 21,7%, ou seja, em média, a cada cinco idosos infectados, um morreu.

 

O cantor, compositor e apresentador Ronnie Von, 80, foi um dos pacientes que precisou ser internado. Foram dez dias na UTI com H1N1. O artista conversou com a reportagem na manhã desta quarta-feira (26) num evento promovido pela Sanofi para discutir os riscos e impactos provocados pelo vírus.

Na época, a doença causou pneumonia viral e uma complicação cardíaca. “Quando você é hospitalizado, não entende a gravidade. Eles acharam que eu devia ir para a UTI porque estava com um problema respiratório e alteração cardíaca de certa importância. Eu disse, estou aqui por prevenção, os médicos são meus amigos, frequentam minha casa. Não, a coisa era séria”, relata.

“Fiquei dez dias internado com cateter enfiado no pescoço. Ouvi um papo, uma noite, de dois médicos amigos, um pneumologista e um cardiologista: ‘você acha que daqui a pouco vai ter que intubar?’ Ai, meu Deus! E eu acordadinho, fingindo que estava dormindo… Eu tinha um plano de saúde que cobria tudo. E quem não tem? R$ 80 mil por dia dentro de uma UTI é a morte anunciada. Sabe quanto custa a vacina? É de graça.”

Anos atrás, Ronnie Von já havia sido vítima da doença. Na época, ele se curou graças a um tratamento com antiviral. Nas ocasiões em que contraiu influenza, Ronnie Von não estava vacinado.

A vacinação é a única forma de proteger contra as complicações causadas pela doença. A vacina da gripe entrou no Calendário Nacional de Vacinação para crianças de seis meses a menores de seis anos, gestantes e idosos, e estará disponível em todos os locais de vacinação durante todo o ano a partir deste mês.

O início oficial da campanha de vacinação contra o vírus influenza está marcado para 7 de abril, mas o Ministério da Saúde recomenda que a estratégia comece assim que estados e municípios receberem as doses.
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Além de idosos, crianças e gestantes, o público-alvo da campanha também é formado por:
– trabalhadores da saúde;
– puérperas;
– professores dos ensinos básico e superior;
– povos indígenas;
– pessoas em situação de rua;
– profissionais das forças de segurança e de salvamento;
– profissionais das Forças Armadas;
– pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais (independentemente da idade);
– pessoas com deficiência permanente;
– caminhoneiros;
– trabalhadores do transporte rodoviário coletivo (urbano e de longo curso);
– trabalhadores portuários
– funcionários do sistema de privação de liberdade;
– população privada de liberdade, além de adolescentes e jovens sob medidas socioeducativas (entre 12 e 21 anos).

O que é gripe e quais os sintomas?

A gripe é uma doença respiratória infecciosa e transmissível. Coriza, febre, dor de cabeça e no corpo, tosse e mal-estar.

A doença pode se apresentar de forma leve, que dura três a cinco dias, ou grave. Não é possível saber com antecedência como o paciente vai evoluir. O quadro grave pode levar a complicações que vão desde pneumonia viral até a infartos e AVCs.

A vacina contra a gripe causa a doença?

Não. A vacina é de vírus inativado. O que pode acontecer é a pessoa tomar a vacina e pegar outro vírus respiratório que esteja em circulação naquele momento. Não tem relação com a vacina.

Quais os efeitos adversos da vacina contra a influenza?

Dor e desconforto no local de aplicação, dor no corpo, de cabeça e febre baixa durante 24 ou 48 horas. No pós-vacina, uma pequena porcentagem de pessoas -cerca de 1%- pode ter esses efeitos adversos.

Há contraindicação?

Poucas. Anafilaxia com dose prévia e alergia grave a ovo.

Quem não faz parte do grupo de risco deve tomar a vacina?

Sim. Na opinião da infectologista do Instituto Emílio Ribas e chefe do Departamento de Infectologia do Grupo Santa Joana, Rosana Richtmann, toda pessoa a partir de seis meses, independentemente da idade, deve ser imunizada. “Você não está em grupo de risco, mas pode conviver com alguém que é de risco, ou faltar em um evento importante, estragar uma viagem por causa de um episódio de influenza. Se estou diante de uma vacina que é segura e oferece proteção importante, faria a vacina quase que universal a partir de seis meses de idade”, afirma.

Qual o grupo de risco mais perigoso para a gripe?

Os idosos e as crianças, principalmente menores de dois anos, são vulneráveis para complicações. Todas as crianças abaixo de nove anos que nunca tomaram a vacina contra a gripe deverão receber duas doses no primeiro ano de vacinação. Nos seguintes, dose única. Gestantes, doentes crônicos e imunossuprimidos também devem ter atenção.

Por que o idoso não pode deixar de se vacinar?

Segundo a geriatra Maisa Kairalla, presidente da Comissão de Imunização da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, a imunossenescência torna os idosos mais vulneráveis a infecções como a gripe.

“Precisamos lembrar que as infecções dos idosos trazem outras complicações graves, como infarto, derrame, piora da cognição, da memória, perda muscular. Ele fica sempre pior, funcionalmente pior, com mais incapacidade, com piora da qualidade de vida”, diz Kairalla.

“Todas as infecções tendem a ser mais graves quando a população envelhece, porque você tem menos imunidade. Não é só a gripe. Para todos os idosos, independentemente da condição física, é importante a vacinação. Aqueles mais graves, mais doentes, precisam mais”, afirma a geriatra.

Há diferença entre a vacina ofertada neste ano em relação a de 2024?

Sim. A vacina é sempre atualizada. Ela cobre os mesmos grupos de vírus: influenza A H1N1, H3N2 e o influenza B, mas a subvariante em circulação é diferente da do ano passado. Quem se imunizou no ano passado deve tomar a vacina neste ano.

Quem é de risco deve tomar duas doses ao ano?

Depende da sazonalidade, da vigilância e do deslocamento da pessoa. “Por exemplo, a campanha começa agora, início de abril. Eu tomei a vacina em abril e em outubro vou me deslocar para uma região onde o influenza está em circulação. Também teve ano que no final houve uma recirculação do vírus. Daí eu indicaria uma segunda dose, sem dúvida, mas na rotina não”, explica.

Por que a imunização precisa acontecer antes do inverno?

O melhor cenário é tomar a vacina antes de o vírus circular. Ela demora até duas semanas para surtir efeito, mas a produção maior de anticorpos ocorre com quatro semanas.

Pode tomar a vacina com sintomas gripais?

Não. Se houver suspeita de qualquer infecção, a aplicação deverá ocorrer de 48 a 72 horas após a melhora do quadro.

Pode tomar a vacina contra a gripe junto com as demais?

Sim. A vacina da gripe pode ser tomada com qualquer outra do calendário de imunização.

Qual é a diferença entre a vacina da rede pública e a da particular?

A do SUS (Sistema Único de Saúde) é trivalente e da rede privada é quadrivalente, ou seja, protege contra quatro vírus. “Eu tenho certeza de que essa não é a diferença mais importante, porque o quarto tipo que tem na vacina da rede privada não está circulando. Então, a trivalente é suficiente. O que muda é que para as pessoas mais vulneráveis, acima de 60 anos, eu tenho uma vacina mais direcionada, de alta dosagem. Eu consigo dar uma proteção melhor para quem mais precisa, porque a quantidade de antígeno é quatro vezes maior. Nesta população específica, acima de 60 anos, eu iria para a rede privada. Se não puder, tome a vacina da rede pública que é excelente”, afirma a médica.

A vacina em questão é a Efuelda, da farmacêutica francesa Sanofi. Ela protege contra duas cepas do Influenza A e duas do B. Apresenta quatro vezes mais antígenos -a vacina de dose padrão tem 15 microgramas para cada cepa e a Efluelda, 60- e proporciona uma eficácia relativa de 24,2% a mais na proteção da população idosa, se comparada ao imunizante de dose padrão.

Leia Também: Planos de saúde podem negar atendimento? Veja o que fazer nesses casos

 

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