(UOL/FOLHAPRESS) – O Palmeiras venceu o São Paulo por 1 a 0 com gol quase no último lance, na Arena Barueri, pela 8ª rodada do Brasileiro.
O gol foi marcado por Vitor Roque aos 49 minutos da segunda etapa aproveitando rebote de Rafael após chute de Felipe Anderson. O assistente chegou a anular o gol marcando impedimento, mas o VAR checou a posição e validou.
O clássico contou com duas expulsões nos bancos de reserva: Maxi Cuberas, auxiliar de Zubeldía, recebeu vermelho na primeira etapa, enquanto Abel Ferreira foi expulso por reclamação na segunda etapa.
Com o resultado, o Palmeiras foi a 19 pontos e manteve a liderança do Brasileirão. O São Paulo teve sua primeira derrota no torneio.
O jogo marcou o recorde de público da Arena Barueri: 29.709 pessoas. O número superou por pouco o recorde anterior, que era de 29.647.
O Palmeiras volta a campo nesta quinta-feira, quando recebe o Bolívar (BOL) pela Copa Libertadores. O São Paulo também joga em casa pela competição continental: nesta quarta-feira contra o Libertad (PAR).
PALMEIRAS
Weverton; Giay, Gustavo Gómez e Bruno Fuchs; Aníbal (Vitor Roque), Piquerez, Ríos (Felipe Anderson), Estêvão e Allan (Lucas Evangelista); Paulinho (Maurício) e Flaco López (Raphael Veiga). T.: Abel Ferreira.
SÃO PAULO
Rafael; Ferraresi, Ruan, Alan Franco e Wendell (Enzo Díaz); Alisson, Marcos Antônio (Pablo Maia) e Alves (Oscar); Cédric (Lucas Ferreira), Ferreirinha (Luciano) e André Silva. T.: Luis Zubeldía.
Local: Arena Barueri, em Barueri-SP Árbitro: Rafael Rodrigo Klein (RS) Assistentes: Rodrigo Figueiredo Henrique Correa (RJ) e Michael Stanislau (RS) VAR: Ilberto Estevam da Silva (SP) Gol: Vitor Roque (49’/2ºT) Amarelos: Ruan; Abel Ferreira Vermelho: Maxi Cuberas; Abel Ferreira
Na manhã deste sábado (10), policiais civis da DEAM Campos, sob a coordenação do delegado de plantão Ronaldo Cavalcante, prenderam em flagrante um homem identificado pelas iniciais L.A.S.J., de 30 anos, por agredir a companheira, L.P.P.S., de 20 anos, no bairro Parque Rosário, em Campos.
De acordo com o relato da vítima, ela compareceu à delegacia especializada e informou que foi agredida pelo companheiro na madrugada do mesmo dia após uma discussão. O casal, que já enfrentava problemas no relacionamento, foi envolvido em uma briga, momento em que o homem desferiu socos e tapas no rosto, barriga e braços da mulher, deixando-a lesionada. Após o ocorrido, o agressor fugiu em sua moto.
Com base nas informações fornecidas, os agentes da DEAM, por determinação da autoridade policial, localizaram o agressor no bairro Parque Rosário. O homem não resistiu à prisão e foi conduzido à unidade policial.
O suspeito foi autuado em flagrante pelo crime de lesão corporal, conforme a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006).
Um homem de 32 anos foi morto a tiros na tarde do último sábado (10) em frente ao Mercado Municipal de Peixes, no Centro de Macaé. Segundo informações da Polícia Militar, a vítima teria se desentendido com um colega de trabalho, com quem atuava em uma fábrica de gelo.
Durante a discussão, o suspeito teria deixado o local, ido até sua residência para buscar uma arma de fogo e, ao retornar, efetuado diversos disparos contra a vítima. O homem não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Após o crime, o autor fugiu e ainda não foi localizado. Os agentes do Programa Segurança Presente já identificou o suspeito e realiza buscas para encontrá-lo. O caso será investigado pela 123ª Delegacia de Polícia de Macaé.
Um homem de 32 anos, identificado pelas iniciais J.V.C., foi preso na noite do último sábado (10) durante uma ação conjunta entre policiais militares do 8º BPM e agentes do Comando de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRV), na Avenida Alair Ferreira, em Saturnino Braga, na Baixada Campista.
Contra o suspeito havia um mandado de prisão em aberto pelos crimes de roubo e porte ilegal de arma de fogo. Ele é conhecido pelo vulgo “Da Roça” e também é investigado por suposta participação no ataque a tiros contra a equipe de segurança dos ex-governadores Anthony e Rosinha Garotinho, ocorrido em novembro de 2023.
De acordo com a Polícia Militar, a operação foi deflagrada após informações apontarem que entorpecentes e armas ligadas ao tráfico de drogas estariam sendo guardadas no local. Os agentes cercaram a residência e localizaram o suspeito no interior do imóvel.
Durante a ação, foram apreendidos uma pistola calibre 9mm, um carregador com 17 munições, cerca de 1 kg de cocaína, um caderno com anotações do tráfico e materiais utilizados para endolação de drogas.
Todo o material foi recolhido e o suspeito encaminhado para a 134ª Delegacia de Polícia, onde o caso foi registrado.
Na noite do último sábado (10), um empresário de 38 anos foi feito refém junto com a esposa e os dois filhos durante um assalto à sua residência, localizada na Rua Capitão Victor Cláudio, em Donana, na Baixada Campista. A família foi surpreendida por cinco criminosos armados enquanto estava na garagem de casa com o portão aberto, distraída mexendo no celular.
Os assaltantes, que chegaram em um veículo GM/Classic preto, modelo sedã, invadiram o imóvel exigindo dinheiro e armas. Segundo a Polícia Militar, a ação foi motivada pelo fato de o empresário possuir registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC). Ele também atua nos ramos da construção civil e venda de veículos.
Durante o assalto, a família foi mantida em cárcere privado enquanto diversos bens eram levados. Entre os itens roubados estão: uma pistola calibre 9mm, aproximadamente R$ 90 mil em dinheiro, seis aparelhos celulares (três iPhones, um Samsung, um Redmi 12 e um Motorola), 20 frascos de perfumes, um cordão de ouro avaliado em cerca de R$ 20 mil, um videogame Playstation 5, uma caixa de som Boombox, joias diversas e até um pássaro da espécie papa-capim, avaliado em R$ 5 mil.
Após os criminosos iniciarem a fuga, o empresário conseguiu acessar um revólver calibre 357, que não havia sido encontrado pelos bandidos, e reagiu. Houve troca de tiros, e ele acredita ter atingido o carro e possivelmente algum dos assaltantes. Os disparos feitos pelos criminosos atingiram os vidros da sacada da casa e também de duas residências vizinhas.
Populares informaram que um dos suspeitos teria se escondido em uma creche em construção nas proximidades, identificada como Creche Baronesa. No local, foram encontrados quatro frascos de perfume, uma calça jeans, uma jaqueta preta, uma blusa de manga marrom, uma cueca azul, um par de tênis preto e um boné preto, possivelmente pertencentes a um dos envolvidos. A perícia foi acionada e apreendeu oito estojos de munição calibre .380.
Apesar das buscas realizadas, nenhum dos criminosos foi localizado até o momento. Ainda segundo a PM, há indícios de que o empresário também atua como agiota, e ele justificou a presença de uma grande quantia em espécie na casa como parte de um pagamento referente à venda de um veículo realizada no mesmo dia do crime. Em suas redes sociais, a vítima exibe armas, veículos e dinheiro.
A casa da vítima não possui câmeras de segurança, mas imóveis vizinhos captaram os sons dos disparos. No entanto, até agora não foram obtidas imagens que identifiquem os autores do crime. A arma utilizada pelo empresário está devidamente registrada e não foi apreendida. O caso foi registrado na 134ª Delegacia de Polícia do Centro.
Uma pesquisa realizada em abril mostrou que 90% dos brasileiros maiores de 18 anos que têm acesso à internet acreditam que adolescentes não recebem o apoio emocional e social necessário para lidar com o ambiente digital, em especial as redes sociais. Foram ouvidos no levantamento mil brasileiros conectados de todas as regiões e classes sociais, com 18 anos ou mais.
A margem de erro é de 3 pontos percentuais para o total da amostra, considerando um intervalo de confiança de 95%.
Segundo a pesquisa, 9 em cada 10 brasileiros acreditam que os jovens não têm apoio emocional e social suficiente, enquanto 70% defendem a presença de psicólogos nas escolas como caminho essencial para mudar esse cenário.
O levantamento foi realizado pelo Porto Digital, em parceria com a Offerwise, empresa especializada em estudos de mercado na América Latina e no universo hispânico, a partir da repercussão de um seriado que abordou o lado sombrio da juventude imersa no mundo digital e o abismo entre pais e filhos.
Para 57% dos entrevistados, o bullying (agressão intencional e repetitiva, que pode ser verbal, física, psicológica ou social, para intimidar uma pessoa) e violência escolar são um dos principais desafios de saúde mental. Também estão entre os principais desafios atualmente enfrentados pelos jovens a depressão e a ansiedade (48%) e a pressão estética (32%).
Adolescência, série apresentada pela Netflix evidenciou necessidade de colocar a questão em debate, diz Pierre Lucena – Divulgação:Porto Digital
Na avaliação do presidente do Porto Digital, Pierre Lucena, a série Adolescência, apresentada pela rede de streaming Netflix, colocou em evidência a necessidade de se debater a questão.
“O cuidado com a juventude deve ser um compromisso compartilhado, que envolve escolas, famílias, empresas e governos. Essa pesquisa evidencia que não basta discutir inovação tecnológica – é preciso humanizá-la e colocá-la a serviço da sociedade”, disse. “O futuro da inovação está diretamente ligado à forma como cuidamos dos nossos jovens. Não basta impulsionar avanços tecnológicos — é fundamental criar pontes entre a tecnologia e a transformação social real”, afirmou.
A pesquisa mostra que uma das ferramentas usadas pelos pais é o controle do tempo de navegação na internet. Segundo o estudo, entre crianças de até 12 anos, o controle tende a ser mais rígido e constante, inclusive com o uso de mecanismos de monitoramento. No entanto, apenas 20% dos pais responderam que pretendem usar futuramente alguma ferramenta de controle.
Já entre os adolescentes de 13 a 17 anos, a supervisão tende a diminuir. Os pais ainda acompanham, mas de forma mais flexível, permitindo maior autonomia.
Para o diretor-geral da Offerwise, Julio Calil, o cenário mostra a necessidade de desenvolvimento de espaços de acolhimento e orientação, tanto para os pais quanto para os filhos, como alternativas para proteção no ambiente digital.
“Os resultados da pesquisa nos mostram que a população enxerga a necessidade de um esforço conjunto para criar espaços mais seguros e de apoio nas escolas, especialmente diante do uso precoce e intenso das redes sociais”, apontou.
Plataformas
Recentemente, as principais plataformas digitais modificaram suas regras para restringir ou excluir a moderação de conteúdos publicados na internet, dificultando a identificação de contas ou publicações com conteúdos considerados criminosos.
Professor Luciano Meira defende regulação de plataformas para manter espaço social online saudável para jovens e crianças que têm menos – Foto: Arquivo pessoal
Para o professor adjunto de psicologia da Universidade Federal de Pernambuco, Luciano Meira, tal decisão parece priorizar interesses comerciais e políticos dos proprietários das redes.
“Essa decisão diminui a responsabilidade social das big techs, das corporações, das organizações controladoras das plataformas. Isso tem um impacto direto na proliferação de ódio, desinformação, conteúdos prejudiciais em diversas camadas, especialmente, entre populações vulneráveis. Muito jovens ficam mais expostos a conteúdos inadequados sem essa moderação e, claro, quando se trata de desinformação, isso ataca instituições e a própria democracia”, avaliou.
Na outra ponta, o Supremo Tribunal Federal (STF) está julgando a constitucionalidade do Artigo 19 do Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014), segundo o qual, provedores, websites e redes sociais só podem ser responsabilizados por conteúdo ofensivo ou danoso postado por usuários caso descumpram uma ordem judicial de remoção.
Ph.D. em educação matemática pela Universidade da Califórnia e mestre em psicologia cognitiva, Meira pontua que a ausência de uma decisão sobre o tema pode levar a uma potencial sobrecarga judicial.
“Pode haver um aumento considerável de casos judiciais justamente pela falta dessas ações preventivas. Então, é possível preservar a liberdade de expressão com moderação responsável. A meu ver, o posicionamento é uma rediscussão do Artigo 19 do Marco Civil da Internet para fortalecer o que seria a proteção social, não só de crianças e jovens, mas de avaliar o que se faz com o grupo de idosos hoje, vulnerabilizados por todo um conjunto de ataques, de cooptação a determinados tipos de ideologia”, acrescentou.
Além disso, tramita no Congresso Nacional o Projeto de Lei 2.630 de 2020, conhecido como PL das Fake News, principal proposta de regulação das plataformas digitais. O texto já foi aprovado pelo Senado e está travado na Câmara dos Deputados. A proposta trata da responsabilidade civil das plataformas e também tem elementos de prevenção à disseminação de conteúdos ilegais e danosos a indivíduos ou a coletividades.
“Regular essas plataformas é vital para que tenhamos a manutenção de um espaço social online, produtivo e saudável para todas as pessoas – principalmente jovens e crianças que têm menos mecanismos individuais de proteção”, afirmou. “Aqueles que defendem a desregulamentação total das redes certamente têm uma uma ideia frágil e inconsistente do que é liberdade. Uma liberdade restrita sem controle social destrói, degenera as bases da nossa capacidade de construir e de fazer evoluir uma civilização. Então, claramente, a autorregulação é insuficiente, especialmente em se tratando de empresas que buscam lucro através, por exemplo, da publicidade, do comércio, enfim, as grandes plataformas, as big techs”, alertou.
Enquanto não há uma decisão sobre o tema, o professor considera necessário construir um ambiente de confiança, na escola, na família e nos demais espaços onde crianças e jovens são acolhidos para evitar que crianças e adolescentes acabem sendo submetidos a situações de disseminação de ódio e bullying, entre outras.
“O principal é a construção da confiança entre as pessoas. Sem a construção desses laços, desse relacionamento baseado na confiança, qualquer dessas estratégias não terá os efeitos desejados. A primeira orientação é estabelecer um diálogo aberto. Então, pais, mães, filhos e filhas, eles têm que, de alguma forma, estabelecer, manter, ou evoluir essa interlocução confiante.
De acordo com Meira, esse ambiente propicia a realização de conversas sobre os riscos online e também sobre a forma como se dão os relacionamentos com e nas redes sociais. “Eu entendo que essas são conversas íntimas que, baseadas na confiança, podem progredir de forma saudável”, afirmou.
Outro ponto defendido pelo professor é o estabelecimento de limites claros sobre o uso da internet e de redes sociais como, por exemplo, de tempo e de tipos de relacionamento.
“Isso não vai ser realizado, não vai ser cumprido se não existir um diálogo aberto em que crianças e adolescentes entendam que existem conteúdos inadequados e que precisam ter senso crítico, ter seu pensamento e formas de raciocínio. No entanto, nessa faixa etária, eles simplesmente ainda não conseguem capturar os riscos. Por isso, precisam de um adulto que tenha pelo menos uma intuição mais apurada para identificar formas de cyberbullying, de exposição excessiva, de conteúdos inadequados, de contato com estranhos entre outros tipos de relacionamentos”, disse.
Luciano Meira ressalta que pais e responsáveis tendem a simplesmente restringir ou proibir o uso de redes sociais, sem um diálogo consistente sobre o porquê da decisão.
“Sinto dizer que os responsáveis o proíbem de uma forma muito autocrática e que talvez não surta efeito, porque não se tem controle absoluto sobre o que acontece na vida de absolutamente ninguém. Você pode estabelecer uma forma de monitoramento participativo, em que busca conhecer, e esse monitoramento pode ser apoiado, do ponto de vista técnico, inclusive por softwares, com aplicações computacionais que você instala no notebook, no computador de mesa ou no dispositivo móvel dessa criança ou jovem para ter acesso ao que está acontecendo nesses dispositivos”, sugeriu.
Por fim, o professor afirma defende que não se deve deixar de lado o mundo real e exemplifica com a legislação que proíbe o uso de celulares nas escolas.
“Mais recentemente, as escolas têm visto alguma movimentação em torno das crianças voltarem a construir relações no mundo físico. Por exemplo, ao proibir o uso de dispositivos nas escolas, convidam as crianças para uma existência que é também offline. No final das contas, um equilíbrio é necessário entre esses mundos para que no final a gente tenha a construção de relacionamentos sociais mais duradouros e que ganhe sustentação na confiança entre as pessoas e não apenas em algoritmos”, concluiu.
Uma pesquisa realizada em abril mostrou que 90% dos brasileiros maiores de 18 anos que têm acesso à internet acreditam que adolescentes não recebem o apoio emocional e social necessário para lidar com o ambiente digital, em especial as redes sociais. Foram ouvidos no levantamento mil brasileiros conectados de todas as regiões e classes sociais, com 18 anos ou mais.
A margem de erro é de 3 pontos percentuais para o total da amostra, considerando um intervalo de confiança de 95%.
Segundo a pesquisa, 9 em cada 10 brasileiros acreditam que os jovens não têm apoio emocional e social suficiente, enquanto 70% defendem a presença de psicólogos nas escolas como caminho essencial para mudar esse cenário.
O levantamento foi realizado pelo Porto Digital, em parceria com a Offerwise, empresa especializada em estudos de mercado na América Latina e no universo hispânico, a partir da repercussão de um seriado que abordou o lado sombrio da juventude imersa no mundo digital e o abismo entre pais e filhos.
Para 57% dos entrevistados, o bullying (agressão intencional e repetitiva, que pode ser verbal, física, psicológica ou social, para intimidar uma pessoa) e violência escolar são um dos principais desafios de saúde mental. Também estão entre os principais desafios atualmente enfrentados pelos jovens a depressão e a ansiedade (48%) e a pressão estética (32%).
Na avaliação do presidente do Porto Digital, Pierre Lucena, a série Adolescência, apresentada pela rede de streaming Netflix, colocou em evidência a necessidade de se debater a questão.
“O cuidado com a juventude deve ser um compromisso compartilhado, que envolve escolas, famílias, empresas e governos. Essa pesquisa evidencia que não basta discutir inovação tecnológica – é preciso humanizá-la e colocá-la a serviço da sociedade”, disse. “O futuro da inovação está diretamente ligado à forma como cuidamos dos nossos jovens. Não basta impulsionar avanços tecnológicos — é fundamental criar pontes entre a tecnologia e a transformação social real”, afirmou.
A pesquisa mostra que uma das ferramentas usadas pelos pais é o controle do tempo de navegação na internet. Segundo o estudo, entre crianças de até 12 anos, o controle tende a ser mais rígido e constante, inclusive com o uso de mecanismos de monitoramento. No entanto, apenas 20% dos pais responderam que pretendem usar futuramente alguma ferramenta de controle.
Já entre os adolescentes de 13 a 17 anos, a supervisão tende a diminuir. Os pais ainda acompanham, mas de forma mais flexível, permitindo maior autonomia.
Para o diretor-geral da Offerwise, Julio Calil, o cenário mostra a necessidade de desenvolvimento de espaços de acolhimento e orientação, tanto para os pais quanto para os filhos, como alternativas para proteção no ambiente digital.
“Os resultados da pesquisa nos mostram que a população enxerga a necessidade de um esforço conjunto para criar espaços mais seguros e de apoio nas escolas, especialmente diante do uso precoce e intenso das redes sociais”, apontou.
Recentemente, as principais plataformas digitais modificaram suas regras para restringir ou excluir a moderação de conteúdos publicados na internet, dificultando a identificação de contas ou publicações com conteúdos considerados criminosos.
Para o professor adjunto de psicologia da Universidade Federal de Pernambuco, Luciano Meira, tal decisão parece priorizar interesses comerciais e políticos dos proprietários das redes.
“Essa decisão diminui a responsabilidade social das big techs, das corporações, das organizações controladoras das plataformas. Isso tem um impacto direto na proliferação de ódio, desinformação, conteúdos prejudiciais em diversas camadas, especialmente, entre populações vulneráveis. Muito jovens ficam mais expostos a conteúdos inadequados sem essa moderação e, claro, quando se trata de desinformação, isso ataca instituições e a própria democracia”, avaliou.
Na outra ponta, o Supremo Tribunal Federal (STF) está julgando a constitucionalidade do Artigo 19 do Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014), segundo o qual, provedores, websites e redes sociais só podem ser responsabilizados por conteúdo ofensivo ou danoso postado por usuários caso descumpram uma ordem judicial de remoção.
Ph.D. em educação matemática pela Universidade da Califórnia e mestre em psicologia cognitiva, Meira pontua que a ausência de uma decisão sobre o tema pode levar a uma potencial sobrecarga judicial.
“Pode haver um aumento considerável de casos judiciais justamente pela falta dessas ações preventivas. Então, é possível preservar a liberdade de expressão com moderação responsável. A meu ver, o posicionamento é uma rediscussão do Artigo 19 do Marco Civil da Internet para fortalecer o que seria a proteção social, não só de crianças e jovens, mas de avaliar o que se faz com o grupo de idosos hoje, vulnerabilizados por todo um conjunto de ataques, de cooptação a determinados tipos de ideologia”, acrescentou.
Além disso, tramita no Congresso Nacional o Projeto de Lei 2.630 de 2020, conhecido como PL das Fake News, principal proposta de regulação das plataformas digitais. O texto já foi aprovado pelo Senado e está travado na Câmara dos Deputados. A proposta trata da responsabilidade civil das plataformas e também tem elementos de prevenção à disseminação de conteúdos ilegais e danosos a indivíduos ou a coletividades.
“Regular essas plataformas é vital para que tenhamos a manutenção de um espaço social online, produtivo e saudável para todas as pessoas – principalmente jovens e crianças que têm menos mecanismos individuais de proteção”, afirmou. “Aqueles que defendem a desregulamentação total das redes certamente têm uma uma ideia frágil e inconsistente do que é liberdade. Uma liberdade restrita sem controle social destrói, degenera as bases da nossa capacidade de construir e de fazer evoluir uma civilização. Então, claramente, a autorregulação é insuficiente, especialmente em se tratando de empresas que buscam lucro através, por exemplo, da publicidade, do comércio, enfim, as grandes plataformas, as big techs”, alertou.
Enquanto não há uma decisão sobre o tema, o professor considera necessário construir um ambiente de confiança, na escola, na família e nos demais espaços onde crianças e jovens são acolhidos para evitar que crianças e adolescentes acabem sendo submetidos a situações de disseminação de ódio e bullying, entre outras.
“O principal é a construção da confiança entre as pessoas. Sem a construção desses laços, desse relacionamento baseado na confiança, qualquer dessas estratégias não terá os efeitos desejados. A primeira orientação é estabelecer um diálogo aberto. Então, pais, mães, filhos e filhas, eles têm que, de alguma forma, estabelecer, manter, ou evoluir essa interlocução confiante.
De acordo com Meira, esse ambiente propicia a realização de conversas sobre os riscos online e também sobre a forma como se dão os relacionamentos com e nas redes sociais. “Eu entendo que essas são conversas íntimas que, baseadas na confiança, podem progredir de forma saudável”, afirmou.
Outro ponto defendido pelo professor é o estabelecimento de limites claros sobre o uso da internet e de redes sociais como, por exemplo, de tempo e de tipos de relacionamento.
“Isso não vai ser realizado, não vai ser cumprido se não existir um diálogo aberto em que crianças e adolescentes entendam que existem conteúdos inadequados e que precisam ter senso crítico, ter seu pensamento e formas de raciocínio. No entanto, nessa faixa etária, eles simplesmente ainda não conseguem capturar os riscos. Por isso, precisam de um adulto que tenha pelo menos uma intuição mais apurada para identificar formas de cyberbullying, de exposição excessiva, de conteúdos inadequados, de contato com estranhos entre outros tipos de relacionamentos”, disse.
Luciano Meira ressalta que pais e responsáveis tendem a simplesmente restringir ou proibir o uso de redes sociais, sem um diálogo consistente sobre o porquê da decisão.
“Sinto dizer que os responsáveis o proíbem de uma forma muito autocrática e que talvez não surta efeito, porque não se tem controle absoluto sobre o que acontece na vida de absolutamente ninguém. Você pode estabelecer uma forma de monitoramento participativo, em que busca conhecer, e esse monitoramento pode ser apoiado, do ponto de vista técnico, inclusive por softwares, com aplicações computacionais que você instala no notebook, no computador de mesa ou no dispositivo móvel dessa criança ou jovem para ter acesso ao que está acontecendo nesses dispositivos”, sugeriu.
Por fim, o professor afirma defende que não se deve deixar de lado o mundo real e exemplifica com a legislação que proíbe o uso de celulares nas escolas.
“Mais recentemente, as escolas têm visto alguma movimentação em torno das crianças voltarem a construir relações no mundo físico. Por exemplo, ao proibir o uso de dispositivos nas escolas, convidam as crianças para uma existência que é também offline. No final das contas, um equilíbrio é necessário entre esses mundos para que no final a gente tenha a construção de relacionamentos sociais mais duradouros e que ganhe sustentação na confiança entre as pessoas e não apenas em algoritmos”, concluiu.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avalia aceitar um avião da família real do Catar como presente, com a intenção de utilizá-lo como novo Air Force One, aeronave oficial da presidência norte-americana. A informação foi divulgada pela emissora ABC News neste domingo (11), que aponta que o anúncio deve ocorrer durante a viagem de Trump ao Oriente Médio, que inclui Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes Unidos.
Segundo a reportagem, Trump demonstrou insatisfação com os atrasos na entrega dos dois novos Boeing 747-8 encomendados durante seu primeiro mandato. Inicialmente, os aviões deveriam ser entregues em 2024, mas, de acordo com a Força Aérea dos EUA, a Boeing prevê agora a conclusão apenas em 2027.
O presidente chegou a visitar, em fevereiro, o 747-8 pertencente à família real do Catar, que ficou estacionado no aeroporto de Palm Beach, na Flórida, perto da residência de Trump em Mar-a-Lago. À época, a Casa Branca afirmou que a visita foi apenas para que Trump compreendesse como seria a configuração ideal da aeronave presidencial.
Após a repercussão da possível doação, o ex-presidente se manifestou na rede Truth Social:
“O Departamento de Defesa está recebendo um PRESENTE GRATUITO de um 747 para substituir o Air Force One, com 40 anos de idade… e isso perturba os democratas desavergonhados”, escreveu Trump. “Os democratas são uns fracassados de classe mundial!” A ideia, no entanto, gerou forte reação de parlamentares democratas e de organizações de ética pública, que apontam possíveis conflitos legais e constitucionais. O senador Chuck Schumer, líder democrata no Senado, ironizou:
“Nada diz ‘America First’ como um Air Force One dado pelo Catar”, publicou no X (antigo Twitter). “Não é só suborno. É influência estrangeira com espaço extra para as pernas.” A organização CREW (Citizens for Responsibility and Ethics in Washington) questionou a legalidade da proposta, lembrando que a Constituição dos EUA proíbe funcionários públicos de aceitarem presentes de governos estrangeiros sem aval do Congresso. “Parece um presente de US$ 400 milhões vindo de um país com o qual Trump tem negócios pessoais”, afirmou o porta-voz Jordan Libowitz.
Vale lembrar que, no fim de abril, a Organização Trump anunciou um projeto imobiliário no Catar, com a construção de um clube de golfe e moradias em Doha.
Procurado pelo New York Times, o porta-voz da família real do Catar, Ali Al-Ansari, afirmou que a oferta do avião ainda está em análise e nenhuma decisão foi tomada.
Ainda segundo a ABC News, advogados da Casa Branca e do Departamento de Justiça concluíram que a aceitação do avião é legal, desde que seja transferido ao acervo presidencial de Trump ao fim de seu mandato, em 2029. Dessa forma, o ex-presidente poderia continuar usando a aeronave como cidadão privado, sem violar as leis anticorrupção ou a Constituição.
A líder da extrema-direita francesa, Marine Le Pen, criticou duramente o presidente da França, Emmanuel Macron, neste domingo (11), ao acusá-lo de agir como um “guerreiro” e de estar se preparando para um envolvimento mais direto na guerra da Ucrânia. As declarações foram feitas durante entrevista ao jornal italiano Corriere della Sera, à margem de um evento da Liga, partido de direita liderado por Matteo Salvini.
As críticas vêm após o anúncio da chamada “coligação dos dispostos”, formada por França, Alemanha, Reino Unido e Polônia, que promete intensificar o apoio militar à Ucrânia até que a Rússia aceite um cessar-fogo completo e incondicional de 30 dias.
“Eu me pergunto qual é o verdadeiro objetivo dessa coligação. Eles querem realmente um acordo de paz ou estão apenas incentivando a continuidade da guerra?”, questionou Le Pen. “Não posso afirmar com certeza se Emmanuel Macron deseja, de fato, construir a paz. Mas, nos últimos meses, tenho a sensação de que ele está se preparando para a guerra”, completou.
No sábado, Macron se reuniu com os líderes do Reino Unido, Polônia e Alemanha — Keir Starmer, Donald Tusk e Friedrich Merz — na capital ucraniana Kyiv, ao lado do presidente Volodymyr Zelensky. O encontro reforçou o apoio ocidental diante do avanço das tropas russas, que desde fevereiro de 2022 controlam cerca de 20% do território ucraniano.
Neste domingo, Zelensky anunciou que espera um encontro presencial com Vladimir Putin na próxima quinta-feira (15), em Istambul, após o presidente russo propor negociações diretas e sem pré-condições com a Ucrânia.
“Estarei esperando Putin na Turquia. Pessoalmente”, declarou Zelensky. Putin confirmou a disposição da Rússia para negociações imediatas. “Estamos prontos para conversar sem exigências. A proposta está feita para o dia 15 de maio, em Istambul”, afirmou em comunicado no Kremlin.
A guerra na Ucrânia, que já causou dezenas de milhares de mortes, continua sendo o principal foco de tensão geopolítica no continente europeu e um desafio crescente para os líderes ocidentais — tanto na frente diplomática quanto no campo de batalha.
Uma fatalidade marcou o Pantanal Contest, um evento de fisiculturismo realizado no último sábado (10) em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. O atleta Wanderson da Silva Moreira, de 30 anos, natural de Rondonópolis (MT), sofreu uma parada cardiorrespiratória enquanto participava da competição e não resistiu. A Polícia Civil confirmou o óbito, deixando esposa e três filhos.
Wanderson, que estava na capital sul-matogrossense com um amigo para o evento sediado no bairro Jardim Autonomista, passou mal repentinamente. Socorristas do Pantanal Contest prestaram os primeiros atendimentos ao atleta, acionando em seguida o Samu. Informações policiais indicam que Wanderson tinha histórico de pressão alta, segundo relato de seu amigo. Apesar das tentativas de reanimação, incluindo massagem cardíaca, choques, medicação e intubação, o atleta não sobreviveu.
Nas redes sociais, Wanderson compartilhava sua dedicação ao fisiculturismo. Em sua última postagem, dedicou sua participação à esposa, expressando a intenção de conquistar mais um troféu para a família.
Enquanto o Real Madrid amargava uma derrota por 4 a 3 diante do Barcelona no último El Clásico da temporada, uma marca histórica passava longe do placar: Carlo Ancelotti alcançou 350 partidas como técnico do clube merengue. O feito o coloca como o segundo treinador com mais jogos pelo Real, atrás apenas do lendário Miguel Muñoz, que soma 605.
Ao longo de seis temporadas no comando da equipe, o técnico italiano conquistou 15 títulos, mais do que qualquer outro treinador na história do clube. Entre os troféus estão três Champions League, três Mundiais de Clubes, três Supercopas da Europa, duas LaLigas, duas Copas do Rei e duas Supercopas da Espanha.
Os números também impressionam no campo: foram 247 vitórias, 50 empates e 53 derrotas. O Atlético de Madrid foi o adversário mais frequente, com 26 confrontos.
Apesar da comemoração discreta nas redes sociais, o clima nos bastidores é de incerteza. Com o revés diante do Barça, que pode garantir o título espanhol já na próxima rodada, surgem dúvidas sobre a permanência de Ancelotti.
Após o jogo, o técnico desconversou sobre o futuro:
“Temos três partidas pela frente. Vamos encerrá-las da melhor forma possível.”
Questionado se considera a temporada um fracasso, foi direto:
“Cada um pode achar o que quiser.”
Nome da Seleção Brasileira segue em alta
O treinador de 64 anos ainda é visto como o plano ideal da CBF para assumir a Seleção Brasileira. Desde a saída de Tite, após a Copa do Mundo de 2022, Ancelotti passou a ser o principal nome ventilado para o cargo.
A expectativa era que ele assumisse após o fim de seu contrato com o Real em 2024. No entanto, em dezembro de 2023, o técnico renovou com os merengues até 2026 — decisão que teria sido influenciada pela crise política na Confederação Brasileira de Futebol.
Com a recente saída de Dorival Júnior, o nome de Ancelotti voltou a ganhar força. Mesmo com contrato em vigor, muitos acreditam que um novo ciclo na Seleção ainda pode se alinhar ao futuro do técnico italiano.
Na tarde dessa quinta-feira (8), agentes da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de Campos dos Goytacazes cumpriram mandado de prisão preventiva contra J.C.Q., de 21 anos, por descumprimento de medida protetiva. A ordem judicial foi expedida pela Vara de Violência Doméstica, após representação da delegada titular, Juliana Oliveira.
Segundo a polícia, em novembro de 2024, a jovem foi presa em flagrante por tentativa de homicídio ao tentar matar a cunhada com golpes de faca. Ela recebeu liberdade provisória na audiência de custódia, mediante o cumprimento de medidas protetivas, incluindo a proibição de contato com a vítima e a obrigação de manter distância mínima de 300 metros.
No entanto, no último dia 4 de maio, a mulher teria invadido a casa da cunhada e proferido novas ameaças, dizendo: “Vou terminar o que eu comecei!”. Diante da violação das medidas e da gravidade do caso, a delegada representou pela prisão, que foi deferida na mesma semana.
Após diligências, a acusada foi localizada no bairro Jardim Carioca e levada para a delegacia, de onde será encaminhada ao sistema prisional. Ela permanecerá à disposição da Justiça.
ANDRÉ BORGES BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O estresse que marca a rotina dos controladores de voo, profissão considerada uma das mais desgastantes, costuma ser associado a temas como a responsabilidade sobre a vida de milhares de pessoas e a exigência de vigilância constante, sem espaço para erros. Mas no Brasil parte desses profissionais precisa se desdobrar em outros empregos para garantir renda suficiente.
Glauber Barbosa, 42, atua como controlador de voo há nove anos, no aeroporto de Ilhéus (BA). Em seu turno de nove horas por dia, monitora entre 40 e 50 voos, incluindo pouso, decolagem e cruzamento de espaço aéreo. Para cada três dias trabalhados, há três folgas. Uma escala que varia conforme o aeroporto e o número de profissionais.
O salário bruto de Barbosa é de R$ 5.200. Com os descontos, cai para cerca de R$ 4.200. Casado, ele diz que tem um filho pequeno para criar. E a conta não fecha.
“Nos dias em que não estou no controle de voo, pego o carro e saio para fazer Uber, entregas, o que for possível para ter uma renda paralela”, disse Barbosa à Folha.
“A aviação é apaixonante, gosto do meu trabalho, mas confesso que está difícil. Vivemos uma situação absolutamente desproporcional em relação à responsabilidade que temos e o que recebemos para isso.”
O caso dele não é isolado. O SNTPV (Sindicato Nacional dos Trabalhadores na Proteção ao Voo) fez um levantamento e concluiu que, entre os 530 controladores civis atuantes no país, 40% já recorreram ou recorrem a outra atividade para se sustentar.
“Tem colegas que fazem marmitas, que dão aulas particulares, tem de tudo”, afirma Isabela Pinho, que atua no monitoramento por radares no aeroporto de Macaé (RJ), além de ser diretora do SNTPV. Com 34 anos de idade e 14 de profissão, Isabela diz que ganha R$ 5.000 por mês. Ela afirma que se afastou do trabalho técnico por uma questão de saúde mental e passou a cuidar da área administrativa.
“A verdade é que as pessoas têm uma visão distorcida da nossa realidade. Não conseguimos sequer usufruir daquilo que nós mesmos monitoramos, que é voar e viajar.”
O controle do espaço aéreo é gerenciado pelo Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo), um órgão vinculado à FAB (Força Aérea Brasileira). Apesar do controle militar, nem todos os agentes do setor saem das fileiras verde-oliva.
Dos 4.263 controladores de voo em atuação no país, ao menos 530, o equivalente a 12% do total, são servidores públicos ligados à Nav Brasil, uma estatal criada em junho de 2021, a partir de um desmembramento da Infraero. Os dados são da própria estatal.
Se do lado militar a FAB tem procurado renovar o quadro de controladores, com um sistema de remuneração próprio, do lado civil a situação tem se complicado ano após ano.
“Há mais de uma década não há concurso para renovação do quadro civil. Em média, as pessoas ficam entre 5 e 10 anos na função, mas depois saem, porque não há motivação. O salário, no máximo, chega a cerca de R$ 9.000”, diz Lucas Borba Inácio, que atua na área de controle de voo do aeroporto de Santos Dumont (RJ) e é vice-presidente do SNTPV.
A falta de controladores de voo é um problema mundial. Segundo o sindicato, atualmente a defasagem reconhecida pelos Estados Unidos, por exemplo, é de 3.000 profissionais naquele país. No Brasil, embora não sejam divulgados números precisos sobre o tema, estima-se que o volume atual de profissionais está 25% abaixo do mínimo necessário para os aeroportos que demandam esse tipo de atuação.
“No aeroporto de Guarulhos, por exemplo, há 41 controladores de voo, mas a necessidade exigida para o mínimo operacional é de 65. No Santos Dumont, há 22 controladores, quando deveria ter, no mínimo, 28”, afirma Inácio.
Ao ser perguntada sobre o tema, a FAB declarou que “a carreira militar possui características próprias” e que o Decea já fez “tentativas de promover novos concursos e de reestruturação de cargos, a fim de corrigir as distorções existentes, incluindo a melhoria da estrutura remuneratória do controlador”.
A respeito da remuneração, a FAB disse que os controladores de tráfego aéreo civis e militares costumam receber salários a partir de R$ 6.200 e R$ 6.375, respectivamente. Há uma grande discrepância, porém, quanto aos tipos de benefícios e descontos associados a esses vencimentos.
A estatal Nav Brasil confirmou a dificuldade de renovação de seu quadro de servidores. O último concurso público no setor ocorreu em 2011, com a última contratação deste processo realizada em 2018. São sete anos, portanto, sem que nenhum novo servidor civil.
“A Nav Brasil está em tratativas finais para a implementação de um Plano de Cargos e Salários (PCS) próprio, um documento fundamental para a solicitação de autorização do governo federal para a investidura de profissionais de carreira mediante concurso público”, disse a estatal.
O passo seguinte, segundo a Nav Brasil, será a realização de concurso público para a ampliação dos quadros de carreira, previsto para 2026. Paralelamente, a estatal declarou que está conduzindo um “processo seletivo simplificado para a contratação temporária de profissionais”, incluindo controladores de tráfego aéreo já capacitados.
A estatal afirmou que, em abril de 2025, a média paga aos seus controladores foi de R$ 10.977 e que o novo plano, quando aprovado, trará aumentos imediatos de até 20%. Sobre os trabalhos extras, afirmou que “não tem qualquer ingerência sobre as atividades que os empregados civis realizam em seus horários de descanso”, mas que estes devem “aproveitar ao máximo os períodos de folga/repouso para obter um sono adequado”.
A Nav Brasil é responsável pelo controle realizado em 43 aeroportos do país, incluindo alguns dos mais movimentados, como o de Guarulhos e Campinas, em São Paulo, e Santos Dumont e Jacarepaguá, no Rio de Janeiro.
LEONARDO VOLPATO SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Alerta de treta. O sertanejo Gustavo Mioto contou no Sabadou (SBT) que já discutiu com Luísa Sonza. A revelação foi feita a Virginia Fonseca após ela perguntar se o cantor teria algum desafeto.
Segundo ele, uma piada mal colocada teria sido o motivo do bate-boca. “Uma pessoa já foi desagradável comigo. Aconteceu. Foi a Luísa Sonza”, começou ele antes de falar mais detalhes.
“Foi um momento desagradável. Não tinha intimidade e ela foi fazer uma brincadeira que não podia e que não devia. Rolou um bate-boca rápido, uma alfinetada”, emendou.
De acordo com Mioto, essa não teria sido a única vez que um desentendimento entre ambos aconteceu. “Não sei se é uma pessoa desagradável, porque nunca convivi com a Luísa, mas a situação foi. Quando me perguntam [sobre alguém que foi desagradável comigo] isso que me vem na cabeça”, disse.
A cantora não se manifestou nas redes sociais sobre o episódio.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para condenar nesta sexta-feira, 9, a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) pela invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Até o momento, votaram os ministros Alexandre de Moraes, relator do processo, Cristiano Zanin e Flávio Dino.
Moraes propôs a condenação a 10 anos de reclusão, em regime inicial fechado, para a deputada. Com a sentença, ela perde o mandato na Câmara. O relator foi acompanhado pelos ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin (presidente da Primeira Turma). Ainda restam votar Cármen Lúcia e Luiz Fux.
O hacker Walter Delgatti Neto, que teria sido cooptado por Zambelli para praticar o crime, também está sendo julgado. Moraes votou pela condenação dele a 8 anos de 3 meses de reclusão.
Até o momento, apenas Moraes apresentou um voto escrito no plenário virtual. Dino, por sua vez, acompanhou o relator.
O ataque aos sistemas do CNJ se deu em janeiro de 2023. No crime, foi emitido um mandado falso de prisão contra Moraes. “Expeça-se o mandado de prisão em desfavor de mim mesmo, Alexandre de Moraes. Publique-se, intime-se e faz o L”, dizia o documento falso.
Também foi produzido um recibo de bloqueio de R$ 22,9 milhões em bens do ministro. O valor corresponde à multa imposta por Moraes ao PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, por questionar as urnas eletrônicas nas eleições de 2022. Havia ainda uma ordem, também falsa, para quebrar o sigilo bancário do ministro.
Veja como votaram os ministros:
Alexandre de Moraes
O ministro relator do processo, Alexandre de Moraes, afirmou no voto que Zambelli e Walter Delgatti mantiveram uma “ligação umbilical” com “objetivos antirrepublicanos”. Moraes também associou o ataque hacker aos atos golpistas de 8 de Janeiro. “A correlação temporal entre esses eventos não é meramente coincidencial”, defendeu.
O ministro também disse que Zambelli buscou atacar a credibilidade do Poder Judiciário. O relator afirma ainda que a prática buscava expor “falsamente suas fragilidades simulando atos judiciais inexistentes” e é uma estratégia “recorrente em processos de erosão democrática”.
O relator descreveu que a participação de Zambelli, segundo a versão de Delgatti, foi corroborada por documentos e relatórios policiais, assim como nos depoimentos das testemunhas ouvidas.
“O elemento probatório mais significativo a corroborar a versão do acusado Walter Delgatti Neto consiste na localização de arquivos idênticos nos dispositivos eletrônicos de ambos os acusados”, apontou Moraes.
Flávio Dino
O ministro Flávio Dino acompanhou o relator. Ele não anexou um voto separado no sistema de votação virtual do STF.
Cristiano Zanin
O presidente da Primeira Turma, Cristiano Zanin, seguiu a linha de Moraes e também associou a invasão hacker aos sistemas do CNJ com os atos de 8 de Janeiro.
“Os crimes praticados se inserem em um contexto mais amplo de tentativa de ruptura da ordem constitucionalmente estabelecida”, disse Zanin.
Ainda segundo o ministro, os sistemas do CNJ não foram invadidos de forma “aleatória” por Zambelli e Delgatti.
“Emerge com nitidez que a conduta de invadir sistemas do Conselho Nacional de Justiça e emitir documentos e expedientes falsos, inclusive mandado de prisão contra Ministro do Supremo Tribunal Federal, não foi aleatória. A materialidade e a autoria estão devidamente comprovadas, nos termos do voto do eminente Relator”, afirmou Zanin.
Os pensionistas do INSS que tiveram descontos indevidos devem começar a ser ressarcidos já a partir do próximo pagamento, quando serão devolvidos R$ 298 milhões, disse o vice-presidente Geraldo Alckmin neste domingo.
Segundo ele, a Advocacia-Geral da União (AGU) pediu o bloqueio de R$ 2,5 bilhões em dinheiro e bens de entidades e empresas para ressarcir aposentados e pensionistas que não autorizaram qualquer desconto, mas foram lesados.
Além disso, o vice-presidente voltou a dizer que o problema começou na gestão anterior e que o atual governo tem atuado para devolver os valores descontados indevidamente e punir os envolvidos na fraude. “É importante dizer que esse problema não começou agora, infelizmente começou lá atrás, mas vai terminar agora”, afirmou durante visita à 5ª Feira Nacional da Reforma Agrária, promovida pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra no Parque da Água Branca, em São Paulo.
Alckmin comentou ainda que a Caixa Econômica Federal avalia meios de atender presencialmente aposentados e pensionistas que não têm acesso aos canais digitais ou não sabe como usá-los.
O vice-presidente também disse que parte das pessoas que foram lesadas já receberam comunicação, mas que é possível informar ao INSS, por meio de aplicativo, se concordou ou não com os descontos.
Cinco pescadores que estavam desaparecidos desde março foram encontrados na quarta-feira da semana passada, após passarem 55 dias à deriva no mar. No sábado, eles chegaram a um porto nas Ilhas Galápagos, próximo ao Equador, depois de serem resgatados por um barco atuneiro, embarcação usada na pesca de atum.
Os homens — três peruanos e dois colombianos — alertaram sobre problemas no alternador da embarcação dois dias após saírem da baía de Pucusana, ao sul de Lima, capital do Peru. A falha acabou comprometendo os sistemas de comunicação e navegação do barco.
“Ficaram sem motor de partida, sem luzes, sem nada do que uma bateria fornece. Eles tiveram que retirar água enferrujada do motor e, quando aparecia um peixe, pegavam e cozinhavam antes de comer”, explicou María Fares, capitã da Marinha do Equador, à agência Associated Press, acrescentando que a embarcação ficou totalmente sem energia.
#Galápagos | Gracias a las coordinaciones realizadas por la @armada_ecuador, fueron recibidos cinco náufragos: tres de nacionalidad peruana y dos de nacionalidad colombiana. Según la información recabada, permanecieron 55 días a la deriva, desde el 12 de marzo hasta el 7 de mayo,… pic.twitter.com/T4UnPYzXzN
— Armada del Ecuador (@armada_ecuador) May 10, 2025
Os pescadores foram encontrados em “condições estáveis”. Agora, a Marinha do Equador está trabalhando com as autoridades locais e estrangeiras para garantir o regresso dos homens aos respetivos países, em segurança.
LEONARDO VOLPATO SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Famosos têm usado as redes sociais neste Dia das Mães para homenagear suas progenitoras. Além delas, muitos têm feito referências às parceiras, que também são mães.
Dentre eles o ator Nicolas Prattes, que em seu perfil no Instagram reverenciou tanto a mãe, Giselle, quanto a esposa, Sabrina Sato. “Duas mães transformaram minha vida. Uma me ensinou a ser quem sou. A outra me ensina todos os dias o que é amor multiplicado”, publicou.
Zé Felipe foi no mesmo embalo e lembrou da mãe dele, Poliana, e da mulher, Virginia Fonseca, que com ele tem três filhos. “Vocês são força, determinação e amor. Sorte a minha poder conviver com vocês todos os dias.”
Sabrina Sato se derreteu por Zoe, sua herdeira com Duda Nagle. “Ser mãe da Zoe é a maior aventura da minha vida, é viver no improviso e na reinvenção diária”, postou.
A atriz e apresentadora Tata Werneck publicou um carrossel de imagens com a mãe, Claudia, e fez uma declaração. “Eu vou cuidar de você, sempre! Eu vou sempre retribuir seu esforço por mim. Vou te encher de amor.”
Fernanda Paes Leme celebrou o fato de ter gerado uma vida. “O tempo me fez filha, mãe e ver minha mãe virar avó. Feliz Dia das Mães para quem carrega, para quem cuida, para quem é, foi e continua, do seu jeito.”
Mulher de Neymar, Bruna Biancardi se derreteu pela pequena Mavie. “Durante quase dois anos, os meus dias começaram e terminaram com você. Você preencheu meus dias com a sua luz, meu colo foi só seu, e meu coração também.”
Diagnosticada com esclerose múltipla há 25 anos, a atriz Claudia Rodrigues, 54, segue como uma voz ativa para outras pessoas que convivem com a mesma condição. Desde que anunciou o diagnóstico em 2000, ela se dedicou aos cuidados com a saúde e se afastou da televisão. “Por incrível que pareça, me sinto cada vez melhor. Acordo bem a cada dia seguindo os protocolos. Mas tenho altos e baixos… Mais altos do que baixos!”, disse Claudia em entrevista neste sábado (9).
Atualmente, Claudia realiza palestras ao lado de sua noiva e ex-empresária, Adriane Bonato, compartilhando suas experiências com a doença. “Eu vou fazer graça da minha desgraça (risos). Com bom humor, falo coisas que já fiz, as que venho mudando. Eu era louca em chocolate, mas hoje não posso comer mais. Quer dizer, até como, mas outro tipo, amargo”, contou. A atriz também destacou que sua rotina inclui fisioterapia e que se sente um exemplo de superação: “Sou um exemplo de superação e estou vencendo a esclerose.”
Claudia e Adriane estão juntas desde 2022. A relação, que começou como uma amizade, evoluiu para um noivado, e Claudia não economizou palavras ao descrever o impacto de Adriane em sua vida. “Sempre transei com homem e achei que pegar mulher seria uma coisa passageira. Mas sou completamente apaixonada, não vivo sem ela”, revelou. A atriz ainda afirmou que deve à companheira sua força para seguir em frente: “Só estou viva por ‘culpa’ da Adriane.”
IGOR SIQUEIRA E THIAGO ARANTES RIO DE JANEIRO, E BARCELONA, ESPANHA (UOL/FOLHAPRESS) – Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF, convocou uma reunião com todos os presidentes de federações estaduais para terça-feira, na sede da entidade.
O dirigente ligou para todos os cartolas para fazer o convite por telefone – é praxe mandar ofício nesses casos, o que não foi feito.
A intenção de Ednaldo era agilizar os procedimentos para uma reunião presencial – não haverá encontro virtual.
Não foi divulgado qual será o tema da reunião no Rio, apenas que o dirigente quer conversar com seus pares.
CBF no foco
Ednaldo vive um momento conturbado à frente da entidade. Existem pedidos de afastamento do mandatário do cargo ao mesmo tempo em que ele tenta contratar um técnico para a seleção brasileira.
O principal nome é Carlo Ancelotti, que deixaria o Real Madrid para comandar o Brasil nas eliminatórias e Copa de 2026. A reunião, publicada antes pelo portal Léo Dias, será um dia depois da audiência na Justiça do Rio para averiguar a situação de saúde e mental do coronel Nunes.
A assinatura do dirigente está no centro do questionamento sobre o acordo que trouxe validação para a eleição de Ednaldo em 2022. A oposição lança suspeita sobre a existência ou não de falsificação.
IGOR SIQUEIRA E RODRIGO MATTOS RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – O desejo de contar com Carlo Ancelotti na seleção brasileira faz o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, esticar ao máximo a corda à espera do treinador do Real Madrid.
Mesmo que para isso ele precise ignorar conselhos até mesmo dos próprios apoiadores.
O UOL apurou que no círculo mais próximo ao dirigente há quem defenda que o presidente da CBF resolva logo a questão do treinador, até para tentar aplacar a crescente crise política.
Mas Ednaldo puxou para si a responsabilidade do negócio e de aguardar o quanto for possível para que o italiano seja o sucessor de Dorival Júnior.
Hoje, tem um jogo decisivo para o futuro imediato de Ancelotti. Um Barcelona x Real Madrid na Catalunha, com o time madrilenho precisando tirar quatro pontos de diferença, faltando quatro rodadas para o fim do Campeonato Espanhol.
Os sinais da Espanha é que Ancelotti não ficará no Real Madrid na próxima temporada. Os jogadores já foram avisados, como publicou o UOL. E o provável substituto, Xabi Alonso, deixará o Bayer Leverkusen após o Campeonato Alemão.
Só que, pensando em seleção, o fim do casamento lá precisa ser conjugado com o início do trabalho cá. A ideia da CBF é que nesta semana o martelo seja batido.
No domingo, é preciso enviar à Fifa a pré-lista de convocados para os jogos de junho do Brasil pelas Eliminatórias, contra Equador e Paraguai.
A temporada na Espanha acaba dia 25. No dia seguinte, é o prazo que a CBF usa para a convocação final da seleção. Mais problemas
Mas se essa fosse a única dor de cabeça do presidente da CBF, ele estaria bem mais tranquilo.
Ao manter o foco em Ancelotti, Ednaldo deixa em banho-maria a conexão com Jorge Jesus. Mesmo com o português já demitido do Al-Hilal e sem contrato no momento.
Na CBF, há uma ala defendendo a contratação do Mister, mas Ednaldo nunca escondeu que o coração bate mais forte por Ancelotti.
A demora para resolver a situação do técnico faz parte de uma avalanche de problemas que Ednaldo encarou nas últimas semanas.
Tem pressão e movimentos políticos de vários lados. Dentro e fora da CBF.
O que parece mais ameaçador no momento é a discussão sobre assinatura do Coronel Nunes, ex-presidente da entidade, no acordo que “pacificou” uma briga jurídica sobre a validade da eleição de Ednaldo, em 2022.
A dúvida sobre a veracidade da assinatura do dirigente virou assunto na Justiça. Amanhã, tem uma audiência marcada no Tribunal de Justiça do Rio para que Nunes se apresente e comprove que tinha condições mentais para selar o acordo — assinado em janeiro.
A dúvida é porque o ex-dirigente passa por um problema sério de saúde (câncer no cérebro), já foi submetido a uma cirurgia complexa e até ganhou um laudo em 2023 dizendo que estava com déficit cognitivo.
O presidente da CBF convocou para terça-feira uma reunião com as federações. Nesta semana, ainda tem Congresso da Fifa, no Paraguai. Mas o que se espera mesmo é uma luz a respeito de quem vai comandar a seleção — mesmo que o destino de Ednaldo ainda seja incerto.