SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O Botafogo quase bobeou, mas venceu o Carabobo por 2 a 0 com direito a gols no fim e somou seus primeiros pontos na busca do bicampeonato da Libertadores. O duelo do Grupo A ocorreu no Nilton Santos, no Rio de Janeiro, teve a rede balançada por Patrick de Paula e Matheus Martins já nos últimos minutos do 2° tempo.
Com o resultado, a equipe carioca chegou aos 3 pontos e igualou o desempenho de Estudiantes e Universidad de Chile, que ainda jogam hoje. Os venezuelanos, por outro lado, seguem zerados na tabela.
Os times voltam a atuar pela Libertadores daqui a duas semanas. O Botafogo encara o Estudiantes fora de casa no dia 23, enquanto o Carabobo, um dia antes, recebe a Universidad de Chile.
COMO FICOU O GRUPO A?
1 – Estudiantes: 3 pontos (1 jogo e saldo +2) 2 – Botafogo: 3 pontos (2 jogos e saldo +1) 3 – Universidad de Chile: 3 pontos (1 jogo e saldo +1) 4 – Carabobo: 0 ponto (2 jogos e saldo -3)
COMO FOI O JOGO
O 1° tempo teve o Carabobo esfriando o ritmo botafoguense. O elenco carioca até encaixou uma bola na trave em lambança do rival, mas pecou na pontaria ao acertar a meta adversária somente duas vezes antes do intervalo. Os visitantes, por outro lado, apostaram em raríssimos contra-ataques puxados pelo atacante Berríos.
Na etapa final, o Botafogo ensaiou uma pressão até os 12 minutos, quando um choque entre Mastriani e Neira obrigou a entrada da ambulância -o atleta do time venezuelano levou a pior, mas deixou o gramado acordado.
O lance desencadeou duas bolas na trave, mas foi Patrick de Paula quem fez o papel de herói. O meio-campista entrou no lugar de Marlon Freitas e caprichou em uma cobrança de falta já na casa dos 43 minutos -a bola ainda desviou caprichosamente na barreira antes de parar nas redes.
Matheus Martins também marcou já no último lance e decretou a festa botafoguense no Nilton Santos, que foi palco de homenagens ao ex-goleiro Manga, morto aos 87 anos.
BOTAFOGO
John; Mateo Ponte (Vitinho), Jair, Alexander Barboza e Alex Telles (Cuiabano); Gregore, Marlon Freitas (Patrick de Paula) e Savarino; Santiago Rodríguez (Matheus Martins), Artur e Mastriani (Rwan Cruz). Técnico: Renato Paiva
CARABOBO
Bruera; Bonilla, Neira (Aponte), Norman Rodríguez e Pernía (López); Gustavo González, Núñez, Carlos Ramos (Congo) e Pérez; Berríos (Londoño) e Cañozales (Hernández). Técnico: Diego Merino
Local: Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ) Árbitro: Guillermo Guerrero (EQU) Assistentes: Cristian Lescano (EQU) e Dennys Guerrero (EQU) VAR: Franklin Congo (EQU) Gols: Patrick de Paula (BOT), aos 43 min do 2° tempo; Matheus Martins (BOT), aos 53 min do 2° tempo
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Após eliminação de João Gabriel do BBB 25 (Globo), um novo Paredão se formou no Modo Turbo com Maike, Renata e Vinicius. O mais votado pelo público será eliminado na quinta-feira (10).
Em uma prova de sorte, Guilherme virou o novo Líder.
QUEM VOTOU EM QUEM
– Vinicius votou em Renata – Joselma votou em Renata – Diego votou em Renata – João Pedro votou em Joselma – Vitória votou em Renata – Renata votou em Joselma – Maike votou em Joselma
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O Corinthians arrancou um empate sofrido do América de Cali, na Colômbia, na noite desta terça-feira (08), no Estádio Olímpico Pascual Guerrero, pela 2ª rodada da fase de grupos da Copa Sul-Americana.
O América de Cali abriu o placar com Luís Ramon, em falha da zaga alvinegra no primeiro tempo.
Matheuzinho deixou tudo igual, em finalização que ainda desviou no zagueiro adversário, na segunda etapa.
A partida foi marcada por homenagens ao colombiano Freddy Rincón, ídolo de Corinthians e América. Em memória a Rincón, as equipes utilizaram patch nos uniformes e o nome da lenda nas camisas. Pelo clube paulista, o ex-volante atuou de 1997 a 2000 e teve outra passagem em 2004, período em que conquistou um estadual (1999), duas vezes o Brasileirão (1998 e 1999) e o Mundial de 2000.
Com o resultado, o Corinthians marcou o primeiro ponto no Grupo C, na terceira colocação. Apenas o primeiro colocado da chave avança direto para a próxima fase, enquanto o segundo passa por uma espécie de repescagem e vai enfrentar um eliminado da Libertadores.
O Corinthians volta a campo no próximo sábado (12), contra o Palmeiras, pela 3ª rodada do Brasileirão. O Dérbi será na Arena Barueri, às 18h30 (de Brasília).
CORINTHIANS RESERVA FAZ FEIO, E MUDANÇAS FUNCIONAM
A ausência da maioria dos titulares pesou para o Corinthians, que não conseguiu ser criativo durante o primeiro tempo. Foram 45 minutos sofríveis diante do América de Cali, com muitos erros de passe e quase nenhum poderio ofensivo. O trio de ataque -Romero, Talles Magno e Héctor Hernández- não conseguiu finalizar nenhuma vez ao gol de Soto.
Por outro lado, os colombianos envolveram o Corinthians na troca de passes e tiveram as melhores chances, mesmo depois de abrir o placar. O primeiro gol do América saiu em erro de marcação de Félix Torres, que não acompanhou Luis Ramos e deixou o camisa 9 livre para finalizar.
Os problemas permaneceram na segunda etapa, e Ramón Díaz decidiu mudar por “atacado”. Carrillo, Bidon e Yuri Alberto entraram nos lugares de Martínez, Maycon e Talles. As mudanças geraram outra dinâmica no sistema ofensivo do time corinthiano, que passou a assustar a defesa adversária.
O Corinthians lutou para conseguir o empate, que saiu em jogada “chorada” de Héctor e Matheuzinho. No entanto, o lance do gol nasceu em uma linda inversão de Carrillo, que saiu do banco para mudar a postura da equipe.
AMÉRICA DE CALI
Jorge Soto; Candelo, Pestaña, Medina e Mina; Carrascal, Eder Álvarez (Leys e Lucumí), Barrios, Juan Quintero e Vergara (Cavadia); Luis Ramos. Técnico: Jorge da Silva
CORINTHIANS
Matheus Donelli; Matheuzinho, Félix Torres, André Ramalho (Cacá) e Matheus Bidu; Maycon (Breno Bidon), Martínez (Carrillo) e Ryan (Alex Santana); Romero, Talles Magno (Yuri Alberto) e Héctor Hernández. Técnico: Ramón Díaz
Local: Estádio Olímpico Pascual Guerrero, em Cali (COL) Árbitro: Jesus Valenzuela (VEN) Assistentes: Jorge Urrego (VEN) e Tulio Moreno (VEN) VAR: Juan Soto (VEN) Amarelos: Carrascal, Álvarez, Pestaña e Cavadia (AME); Martínez, Matheuzinho, Félix Torres (COR) Gols: Luís Ramos, aos 23’/2ºT; Matheuzinho, aos 36’/2ºT
BRUNO RIBEIRO SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) disse nesta terça-feira (8) que o tarifaço promovido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cria oportunidades para a economia de São Paulo e que o governo Lula (PT) está lidando com o tema “como tem que ser”.
“Entendo que as tarifas criam para nós oportunidades. Lógico que o americano está olhando o interesse dele. Isso desarruma um pouco o comércio internacional, mas a gente tem que saber aproveitar as oportunidades”, disse Tarcísio.
O governador bolsonarista se declara apoiador de Trump e o vídeo em que usou o boné vermelho da campanha do presidente dos EUA foi lembrado nas redes sociais quando as tarifas foram anunciadas. O adereço trazia a frase de campanha do republicano Make America Great Again (faça os Estados Unidos grandes de novo).
Ele falou com a Folha de S.Paulo no Palácio dos Bandeirantes, na saída de um evento para promoção de rotas turísticas e comerciais do setor do café – cuja produção para exportação deu impulso à economia do estado a partir do século 19.
“A gente tem algumas coisas acontecendo no mundo: a fuga de empresas, a saída de empresas da China, uma sobretaxa muito forte dos Estados Unidos, Europa e Ásia. E isso cria uma oportunidade, sobretudo para a nossa agroindústria, porque é o tipo de indústria que a gente pode proporcionar uma substituição imediata”, afirmou Tarcísio.
“Se a gente souber usar isso como oportunidade, vai ganhar muitos mercados. Na Europa, na Ásia, eu vejo que essa questão pode ser um catalisador do Acordo Mercosul-União Europeia. Então, a gente tem toda a oportunidade para tirar proveito dessa situação”, disse.
Os Estados Unidos são o principal destino das mercadorias exportadas por São Paulo -um cenário diferente do país como um todo, que tem a China como principal parceiro comercial.
No ano passado, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, São Paulo exportou US$ 13,6 bilhões (R$ 76,2 bilhões) aos EUA, com destaque para aviões, equipamentos de engenharia, sucos de laranja e óleos combustíveis. Para a China, o total exportado foi de pouco mais de US$ 8,3 bilhões (R$ 46,5 bilhões).
O republicano determinou uma sobretaxa de 10% para as mercadorias brasileiras importadas, mesmo percentual de vizinhos latino-americanos como Argentina, Colômbia e Chile.
No caso de países do sudeste asiático, o percentual de impostos superou 30% e, nesta terça, a sobretaxa à China chegou a 104%.
“O Brasil pode ingressar no mercado americano, no mercado europeu, no mercado asiático”, afirmou o governador.
Ele também disse avaliar que o governo Lula está lidando com o tema “com cautela” e “como tem que ser”.
“Eu entendo que agora a gente tem que ver os próximos passos. De que maneira a gente vai estruturar o Brasil para ganhar corpo e espaço nesses mercados, porque, obviamente, foi um sinal de alerta para todo mundo”, afirmou.
“Uma rodada de negociação, sem sombra de dúvida, vai se iniciar a partir de agora. Mas, se a gente estiver antenado, vamos conseguir aproveitar essas oportunidades que estão sendo abertas.”
O governador afirmou ainda que o tarifaço era uma promessa de campanha de Trump. “Não tem nada diferente do que ele falou na campanha. Ele está fazendo exatamente o que prometeu. O que a gente tem que saber é como se posicionar e como aproveitar essas oportunidades”, disse.
No evento sobre café, a equipe de Tarcísio defendeu práticas protecionistas para o produto agrícola paulista. O secretário de Turismo, Roberto de Lucena (Republicanos), defendeu que a população deveria procurar comprar, nos supermercados, cafés produzidos no estado.
O aumento do preço do produto é um dos símbolos da atual inflação dos alimentos, que vem trazendo preocupação ao governo Lula.
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Um juiz federal dos Estados Unidos determinou nesta terça-feira (8) a suspensão do veto imposto pelo governo de Donald Trump à agência de notícias Associated Press (AP), cujos profissionais estavam impedidos de acessar o Salão Oval da Casa Branca e o avião presidencial americano, o Air Force One.
A ordem foi emitida pelo juiz Trevor McFadden, nomeado por Trump em seu primeiro mandato. “A Suprema Corte sustenta que, de acordo com a Primeira Emenda, se o governo abre as portas para alguns jornalistas -seja no Salão Oval, na Sala Leste ou em qualquer outro lugar- ele não pode fechar essas portas para outros jornalistas devido aos seus pontos de vista”, escreveu ele na decisão.
Segundo o juiz, a medida não entrará em vigor pelo menos até o próximo domingo (13) para dar tempo ao governo Trump de recorrer às instâncias superiores, o que se tornou praxe neste segundo mandato do republicano.
Trump anunciou a proibição aos jornalistas em fevereiro devido à recusa da agência em adotar a denominação decretada pelo republicano. A AP havia dito que não se referiria ao golfo do México como golfo da América, apesar do decreto do republicano que alterou o nome do acidente geográfico.
Para justificar a decisão à época, a agência disse que a medida do presidente “só tem autoridade dentro dos EUA”. “O México, assim como outros países e órgãos, não reconheceram a mudança de nome.”
Em ação apresentada à Justiça, a AP afirmou que Trump violou o direito constitucional à liberdade de expressão uma vez que ele discordou das palavras que os jornalistas usam. “A decisão deu à AP uma grande vitória em um momento em que a Casa Branca vem desafiando a imprensa em vários níveis”, escreveu a agência nesta terça.
“A decisão de hoje afirma o direito fundamental da imprensa e do público de falar livremente sem retaliação do governo”, disse a porta-voz da AP Lauren Easton. “Essa é uma liberdade garantida a todos os americanos na Constituição dos EUA.”
A AP é um dos meios de comunicação mais respeitados do mundo, e seu manual de Redação é utilizado por uma série de veículos de língua inglesa. Fundada em 1846 por jornais de Nova York, a empresa fornece artigos, fotos e vídeos para vários parceiros, tanto americanos quanto estrangeiros, e emprega mais de 3.000 pessoas.
Trump costuma atacar os meios de comunicação americanos desde seu primeiro mandato, de 2017 a 2021, algo sem precedentes para um líder em um país onde a liberdade de imprensa está consagrada na Constituição.
Em várias ocasiões, o republicano já chamou jornalistas de “inimigos do povo” e de “produtores de fake news”. No mês passado, ele chamou de ilegais e corruptos os meios de comunicação americanos que o criticam. Trump afirmou ainda que os meios de comunicação “influenciam os juízes”.
Entre as empresas que passaram a reconhecer o novo nome dado por Trump ao golfo do México está o Google, que alterou a nomenclatura no Google Maps. O presidente também proclamou o dia 9 de fevereiro como o “dia do golfo da América”.
RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – O jornalista Leo Dias recebeu alta hospitalar nesta terça-feira (8), após passar alguns dias internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em São Paulo, para tratar um quadro de pneumonia. A recuperação foi bem-sucedida e ele segue para casa, em Pernambuco.
Nas redes sociais, Leo compartilhou uma mensagem de agradecimento especial à médica responsável pelo seu tratamento. “Dra. Ludhmila tem aquilo de mais precioso em um verdadeiro médico: o espírito humanitário. Seu propósito é, de fato, salvar vidas e levar a medicina a quem não a tem. Principalmente num país como o nosso”, escreveu o jornalista.
Em seu relato, Leo ainda revelou que, um dia antes de receber alta, a médica estava em uma aldeia indígena, em Tocantins. “Ela me mostrava as imagens do atendimento ao povo indígena como uma doutora recém-formada, pronta para desbravar o mundo com seu conhecimento”, completou.
CATARINA SCORTECCI CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) – O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), rejeitou pedido da Faep (Federação da Agricultura do Estado do Paraná) para derrubar o acordo que prevê a compra de 3.000 hectares de terras para indígenas do povo avá guarani, no oeste do Paraná, com dinheiro da Itaipu Binacional. A decisão do ministro foi publicada nesta terça-feira (8).
Segundo Toffoli, a federação não é parte do processo e não possui legitimidade para contestar o acordo. “O fato de [a Faep] representar produtores rurais no estado do Paraná, os quais podem, eventualmente, transigir em negócios jurídicos que envolvam a alienação de terras rurais para a União -posteriormente afetadas às comunidades indígenas-, não é suficiente”, justifica o ministro.
A Itaipu já reservou R$ 240 milhões para a compra de imóveis no ano de 2025. Se houver necessidade de um valor adicional, para se concluir a aquisição, a suplementação será feita pela hidrelétrica no ano de 2026.
A região oeste do Paraná tem um longo histórico de violência envolvendo ruralistas e indígenas. O conflito remonta à época da construção da usina, que avançou em terras onde viviam comunidades da etnia avá guarani.
O acordo, homologado por Toffoli em 25 de março, foi firmado no âmbito de uma ação cível movida pela PGR (Procuradoria Geral da República) e na qual figuram como réus, além da União e da Itaipu, também a Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) e o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária).
Para as partes envolvidas no processo, o acordo integra uma reparação histórica pela violação a direitos fundamentais do povo avá guarani.
Mas, para a Faep, a medida estimula invasões de terras pelos indígenas, criando uma atmosfera de pressão para a aquisição dos imóveis, e também não permite que o produtor rural venda seu imóvel à União “sem livre consentimento”.
“O vício de consentimento nesse caso é evidente, bastando uma pergunta simples para que essa conclusão seja alcançada: em situação normal, em que não houvesse invasão ou pretensão de demarcação, haveria intenção dos produtores na alienação das áreas? A resposta certamente seria negativa”, diz a Faep.
Na petição ao STF, a entidade rural ainda afirma que a comunidade indígena “está sendo privilegiada” por conta da compra das áreas e “ainda assim continua com atos de invasão de propriedade privada”.
“De outro lado, a situação dos produtores rurais é desesperadora, porquanto se trata de pequenas propriedades, de pessoas que dependem de suas áreas para sobrevivência e para arcarem com pesados compromissos financeiros”, continua a entidade.
A federação também sugere na petição ao ministro que os valores “não seriam justos”, na hipótese da venda de um terreno.
“De todos é sabido que o valor de áreas considerado pelo Incra é absolutamente dissonante (menor) da realidade de mercado, antevendo-se, assim, um enorme prejuízo para os produtores rurais que se submeterem – com vontade contaminada – a essa modalidade de negociação”, afirma a entidade.
Na decisão que rejeitou o pedido da Faep, Toffoli pontua que no próprio acordo está estabelecido que a aquisição de terras será feita a partir da “disponibilidade de venda dos atuais proprietários e mediante condições de mercado, de forma a atender interesses múltiplos e não apenas os interesses das comunidades indígenas que reclamam reparação”.
Pelo acordo, as terras serão adquiridas em nome da União e destinadas para mais de 30 comunidades indígenas -com cerca de 5.500 pessoas vivendo nelas- localizadas em cinco municípios.
Após a compra das terras, as autoridades também se comprometem no acordo a fornecer uma estrutura básica para as comunidades indígenas, como água potável, energia elétrica, saneamento básico, acesso à saúde e à educação.
Além disso, outra cláusula do acordo prevê um pedido de desculpas público aos indígenas. União, Funai, Incra e Itaipu devem elaborar e publicar o pedido no prazo de 15 dias contados da publicação da homologação do acordo.
RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – O humorista Victor Sarro utilizou suas redes sociais nesta terça-feira (8) para esclarecer uma declaração feita durante sua participação no programa “Sabadou com Virgínia”. Na ocasião, Sarro mencionou, em tom de brincadeira, que teria presenciado um beijo entre o cantor MC Cabelinho e o influenciador Lucas Guedez.
O beijo teria acontecido em uma festa promovida pela cantora Anitta. A afirmação logo ganhou repercussão nas redes sociais, logo após a exibição do programa no SBT.
Em vídeos publicados nos stories do Instagram, Victor Sarro se explicou. O humorista afirmou que o ambiente do programa era de descontração e improviso, com muitas piadas sendo feitas entre os participantes. Sarro enfatizou que sua declaração sobre MC Cabelinho e Lucas Guedez não passou de uma brincadeira. “Me perguntaram o que eu já vi na festa da Anitta, e eu falei: ‘Eu já vi o Lucas Guedez beijando o MC Cabelinho’. Numa zoeira”, comentou.
Ainda em vídeo na rede social, Vitor Sarro falou diretamente para Cabelinho. “Então, MC Cabelinho, pelo amor de Deus, mano. É óbvio que é uma piada! É só assistir ao programa. Sou teu fã! É uma brincadeira que a gente fez com o Lucas Guedez ali”, se explicou.
RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – O humorista Victor Sarro utilizou suas redes sociais nesta terça-feira (8) para esclarecer uma declaração feita durante sua participação no programa “Sabadou com Virgínia”. Na ocasião, Sarro mencionou, em tom de brincadeira, que teria presenciado um beijo entre o cantor MC Cabelinho e o influenciador Lucas Guedez.
O beijo teria acontecido em uma festa promovida pela cantora Anitta. A afirmação logo ganhou repercussão nas redes sociais, logo após a exibição do programa no SBT.
Em vídeos publicados nos stories do Instagram, Victor Sarro se explicou. O humorista afirmou que o ambiente do programa era de descontração e improviso, com muitas piadas sendo feitas entre os participantes. Sarro enfatizou que sua declaração sobre MC Cabelinho e Lucas Guedez não passou de uma brincadeira. “Me perguntaram o que eu já vi na festa da Anitta, e eu falei: ‘Eu já vi o Lucas Guedez beijando o MC Cabelinho’. Numa zoeira”, comentou.
Ainda em vídeo na rede social, Vitor Sarro falou diretamente para Cabelinho. “Então, MC Cabelinho, pelo amor de Deus, mano. É óbvio que é uma piada! É só assistir ao programa. Sou teu fã! É uma brincadeira que a gente fez com o Lucas Guedez ali”, se explicou.
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Karoline Leavitt, porta-voz da Casa Branca, minimizou hoje a briga entre o dono do X, Elon Musk, e Peter Navarro, conselheiro econômico do governo Donald Trump.
A disputa pública é um sinal de transparência, disse Karoline. O CEO da Tesla também ocupa um cargo no governo, como chefe do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE, na sigla em inglês). “Esses são obviamente dois indivíduos que têm visões muito diferentes sobre comércio e tarifas. Meninos serão meninos, e deixaremos que suas disputas públicas continuem”, afirmou.
Mais cedo, Musk chamou Navarro de imbecil e completo idiota. “Navarro é realmente um idiota. O que disse é falso e fácil de provar”, atacou em publicação no X.
O post do bilionário é uma resposta a entrevista dada ontem pelo assessor de Trump à CNBC. Navarro criticou o discurso do dono do X de tarifas zero entre EUA e a Europa e o definiu como montador de carros.
Musk é apenas um montador de automóveis, disse Navarro. “Quando se trata de tarifas e comércio, todos nós entendemos na Casa Branca -e o povo norte-americano entende- que Elon é um fabricante de automóveis, mas ele não é um fabricante de automóveis. Ele é um montador de carros”, afirmou, acrescentando que muitas peças da Tesla vêm de Japão, China e Taiwan.
Os planos de Trump exigem que os países da União Europeia enfrentem uma tarifa geral de 20%. Musk defendeu, dias após Trump anunciar tarifas recíprocas contra dezenas de países, que a Europa e os EUA concordassem com uma zona de livre comércio.
As vendas trimestrais da Tesla caíram drasticamente em meio a uma reação contra o trabalho de Musk no governo. As ações da empresa estavam sendo negociadas a US$227,32 na manhã de segunda-feira (7), cerca de metade de sua maior alta em 52 semanas.
A Câmara dos Deputados realizou, nesta terça-feira (8), uma sessão em homenagem à 21ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL). Maior mobilização indígena do país, o evento, organizado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), começou na segunda-feira (7) e segue até a sexta-feira (11), com a expectativa de atrair entre 6 mil e 8 mil participantes de ao menos 135 etnias de todo o país.
A sessão de homenagem foi proposta pela deputada federal Célia Xakriabá (Psol-MG) e contou com as presenças de lideranças do movimento indígena; das ministras dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, e dos Direitos Humanos e Cidadania, Macaé Evaristo, além da presidenta da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Joenia Wapichana, e do secretário de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Ricardo Weibe Tapeba.
“Este é o Congresso Nacional que sonhamos para o futuro. O Congresso de um Brasil que começa conosco [indígenas], os primeiros brasileiros, e que, no entanto, somos o último [grupo] a chegar ao Congresso Nacional”, comentou a deputada Célia Xakriabá.
A parlamentar presidiu a sessão ─ marcada pela presença, no plenário, de dezenas de indígenas paramentados com adereços tradicionais, muitos deles usando as pinturas corporais típicas de seus povos.
Direitos
Durante a sessão da Câmara, um dos coordenadores executivos da Apib convidados a discursar, Dinamam Tuxá, criticou iniciativas parlamentares que afrontam os direitos indígenas. A seu ver, as proposições desfiguram o texto constitucional, com propostas como o chamado Marco Temporal – tese jurídica segundo a qual os indígenas só teriam direito às terras que ocupavam em outubro de 1988, quando a Constituição Federal foi promulgada.
“Temos uma Constituição [Federal], aprovada por esta Casa, que ainda não foi implementada na sua totalidade. [Consequentemente] a violência impera dentro dos territórios indígenas. Neste exato momento, por exemplo, há fatos ocorrendo no território Pataxó [no sul da Bahia], bem como em outras áreas sob ataque. Esta violência se estende por todo o território nacional e nós sabemos quem são os mandantes. Enquanto isso, esta mesma Casa está se articulando e mobilizando proposituras de PECs [Propostas de Emenda à Constituição] e PLs [Projetos de Lei] que afrontam os direitos fundamentais dos povos indígenas”, afirmou Dinamam.
A defesa da Constituição em vigor desde 1988 é uma das pautas da atual edição do Acampamento Terra Livre. Em parte porque, embora não tenha sido integralmente implementada, pode ser considerada um marco na conquista e garantia de direitos pelos povos indígenas, estabelecendo que as diversas etnias têm direitos sobre os territórios tradicionalmente ocupados por seus antepassados, e que cabe à União proteger estas áreas.
Acampamento
Com o tema “Apib Somos Todos Nós: Em Defesa da Constituição e da Vida”, o 21º Acampamento Terra Livre está estruturado em cinco eixos: “Apib Somos Todos Nós”, “Resistência e Conquista”, “Desconstitucionalização de Direitos”, “Fortalecendo a Democracia” e “Em Defesa do Futuro – A Resposta Somos Nós”.
Segundo os organizadores do ATL, o evento “destaca o empenho dos povos indígenas na garantia dos seus direitos, previstos na Constituição Federal, além de celebrar a união e a resistência da Apib”, organização criada em 2005, durante a segunda edição do ATL.
“Quero saudar os 20 anos da Apib e os 21 anos do Acampamento Terra Livre, esta grande mobilização que já se tornou não só a maior assembleia dos povos indígenas do Brasil, como também a maior mobilização indígena do mundo”, comentou a ministra Sônia Guajajara.
“O ATL é sinônimo de luta, resistência, teimosia, denúncia, mas não podemos nos esquecer de que ele também é sinônimo de beleza, diversidade, cultura e sabedoria ancestral”, acrescentou a ministra
Sônia Guajajara atribui à mobilização política dos povos originários a eleição de um grupo de parlamentares indígenas que, hoje, forma a chamada “bancada do cocar”. Outra conquista dessa luta, na visão dela, é a própria criação do Ministério dos Povos Indígenas, em 2023, primeiro ano do terceiro governo Lula.
Indígenas de várias etnias participantes do Acampamento Terra Livre (ATL) fazem marcha no Eixo Monumental de Brasília Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Resistência
A presidenta da Funai, Joenia Wapichana, lembrou que, há mais de 500 anos, os indígenas brasileiros resistem ao processo de colonização de seus modos de vida. Joenia também fez coro aos que defendem a demarcação de terras da União destinadas ao usufruto exclusivo indígena como “uma estratégia de enfrentamento às crises climáticas.
“Para isso, as demarcações [de terras indígenas] têm que ser respeitadas. Tem que haver investimento para a proteção dos territórios indígenas, para, assim, termos dignidade, soberania alimentar e para manter esta riqueza cultural que o Brasil sempre mostra nos cartões postais”, comentou Joenia, que, em 2022, foi reeleita deputada federal por Roraima com o apoio da Campanha Indígena, criada pela Apib para apoiar candidatos indígenas comprometidos com o movimento.
Uma das mais importantes lideranças indígenas do país, o cacique Raoni Metuktire, da etnia caiapó, apelou a todos os presentes para que prossigam com a luta de seus antepassados pelo cumprimento dos direitos indígenas.
“Temos que continuar defendendo nosso direito à terra para, um dia, podermos ter nossos territórios […] Temos que estar firmes para continuar lutando contra os não-indígenas que querem destruir o que é nosso. Vocês estão vendo, eu estou cada vez mais cansado. Agora, esta luta é com vocês, [indígenas] mais jovens […]. Vocês não podem entrar em conflitos entre vocês. Têm que se respeitar, lutar e estar juntos, unidos, fortes contra qualquer ameaça”, discursou Raoni.
Aldeamento
O secretário nacional de Saúde Indígena, Weibe Tapeba, frisou que a criação do Ministério dos Povos Indígenas, comandado por uma indígena, bem como o fato de outros representantes indígenas ocuparem postos-chave na administração pública federal com o aval do movimento, é resultado da mobilização e organização indígena, no qual se insere o Acampamento Terra Livre e a criação da Apib.
“Estamos aldeando a gestão pública, aldeando este parlamento, por toda uma conjuntura de defesa dos direitos dos povos indígenas; de combater as violações. Eu queria reconhecer a importância do ATL e da Apib”, reconheceu.
Weibe lembrou que foi durante a edição do acampamento de 2022 que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, então pré-candidato, “assumiu o compromisso de criar o Ministério dos Povos Indígenas e colocar a Funai e a Sesai sob o comando de gestores indígenas”.
“E aqui estamos nós. Isso demonstra a importância da articulação dos povos indígenas do Brasil, a importância do movimento indígena organizado e a importância de ocuparmos estes espaços”, finalizou o secretário nacional.
Indígenas de várias etnias participantes do Acampamento Terra Livre (ATL) fazem marcha no Eixo Monumental de Brasília Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
A Câmara dos Deputados realizou, nesta terça-feira (8), uma sessão em homenagem à 21ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL). Maior mobilização indígena do país, o evento, organizado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), começou na segunda-feira (7) e segue até a sexta-feira (11), com a expectativa de atrair entre 6 mil e 8 mil participantes de ao menos 135 etnias de todo o país.
A sessão de homenagem foi proposta pela deputada federal Célia Xakriabá (Psol-MG) e contou com as presenças de lideranças do movimento indígena; das ministras dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, e dos Direitos Humanos e Cidadania, Macaé Evaristo, além da presidenta da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Joenia Wapichana, e do secretário de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Ricardo Weibe Tapeba.
“Este é o Congresso Nacional que sonhamos para o futuro. O Congresso de um Brasil que começa conosco [indígenas], os primeiros brasileiros, e que, no entanto, somos o último [grupo] a chegar ao Congresso Nacional”, comentou a deputada Célia Xakriabá.
A parlamentar presidiu a sessão ─ marcada pela presença, no plenário, de dezenas de indígenas paramentados com adereços tradicionais, muitos deles usando as pinturas corporais típicas de seus povos.
Durante a sessão da Câmara, um dos coordenadores executivos da Apib convidados a discursar, Dinamam Tuxá, criticou iniciativas parlamentares que afrontam os direitos indígenas. A seu ver, as proposições desfiguram o texto constitucional, com propostas como o chamado Marco Temporal – tese jurídica segundo a qual os indígenas só teriam direito às terras que ocupavam em outubro de 1988, quando a Constituição Federal foi promulgada.
“Temos uma Constituição [Federal], aprovada por esta Casa, que ainda não foi implementada na sua totalidade. [Consequentemente] a violência impera dentro dos territórios indígenas. Neste exato momento, por exemplo, há fatos ocorrendo no território Pataxó [no sul da Bahia], bem como em outras áreas sob ataque. Esta violência se estende por todo o território nacional e nós sabemos quem são os mandantes. Enquanto isso, esta mesma Casa está se articulando e mobilizando proposituras de PECs [Propostas de Emenda à Constituição] e PLs [Projetos de Lei] que afrontam os direitos fundamentais dos povos indígenas”, afirmou Dinamam.
A defesa da Constituição em vigor desde 1988 é uma das pautas da atual edição do Acampamento Terra Livre. Em parte porque, embora não tenha sido integralmente implementada, pode ser considerada um marco na conquista e garantia de direitos pelos povos indígenas, estabelecendo que as diversas etnias têm direitos sobre os territórios tradicionalmente ocupados por seus antepassados, e que cabe à União proteger estas áreas.
Com o tema “Apib Somos Todos Nós: Em Defesa da Constituição e da Vida”, o 21º Acampamento Terra Livre está estruturado em cinco eixos: “Apib Somos Todos Nós”, “Resistência e Conquista”, “Desconstitucionalização de Direitos”, “Fortalecendo a Democracia” e “Em Defesa do Futuro – A Resposta Somos Nós”.
Segundo os organizadores do ATL, o evento “destaca o empenho dos povos indígenas na garantia dos seus direitos, previstos na Constituição Federal, além de celebrar a união e a resistência da Apib”, organização criada em 2005, durante a segunda edição do ATL.
“Quero saudar os 20 anos da Apib e os 21 anos do Acampamento Terra Livre, esta grande mobilização que já se tornou não só a maior assembleia dos povos indígenas do Brasil, como também a maior mobilização indígena do mundo”, comentou a ministra Sônia Guajajara.
“O ATL é sinônimo de luta, resistência, teimosia, denúncia, mas não podemos nos esquecer de que ele também é sinônimo de beleza, diversidade, cultura e sabedoria ancestral”, acrescentou a ministra
Sônia Guajajara atribui à mobilização política dos povos originários a eleição de um grupo de parlamentares indígenas que, hoje, forma a chamada “bancada do cocar”. Outra conquista dessa luta, na visão dela, é a própria criação do Ministério dos Povos Indígenas, em 2023, primeiro ano do terceiro governo Lula.
A presidenta da Funai, Joenia Wapichana, lembrou que, há mais de 500 anos, os indígenas brasileiros resistem ao processo de colonização de seus modos de vida. Joenia também fez coro aos que defendem a demarcação de terras da União destinadas ao usufruto exclusivo indígena como “uma estratégia de enfrentamento às crises climáticas.
“Para isso, as demarcações [de terras indígenas] têm que ser respeitadas. Tem que haver investimento para a proteção dos territórios indígenas, para, assim, termos dignidade, soberania alimentar e para manter esta riqueza cultural que o Brasil sempre mostra nos cartões postais”, comentou Joenia, que, em 2022, foi reeleita deputada federal por Roraima com o apoio da Campanha Indígena, criada pela Apib para apoiar candidatos indígenas comprometidos com o movimento.
Uma das mais importantes lideranças indígenas do país, o cacique Raoni Metuktire, da etnia caiapó, apelou a todos os presentes para que prossigam com a luta de seus antepassados pelo cumprimento dos direitos indígenas.
“Temos que continuar defendendo nosso direito à terra para, um dia, podermos ter nossos territórios […] Temos que estar firmes para continuar lutando contra os não-indígenas que querem destruir o que é nosso. Vocês estão vendo, eu estou cada vez mais cansado. Agora, esta luta é com vocês, [indígenas] mais jovens […]. Vocês não podem entrar em conflitos entre vocês. Têm que se respeitar, lutar e estar juntos, unidos, fortes contra qualquer ameaça”, discursou Raoni.
O secretário nacional de Saúde Indígena, Weibe Tapeba, frisou que a criação do Ministério dos Povos Indígenas, comandado por uma indígena, bem como o fato de outros representantes indígenas ocuparem postos-chave na administração pública federal com o aval do movimento, é resultado da mobilização e organização indígena, no qual se insere o Acampamento Terra Livre e a criação da Apib.
“Estamos aldeando a gestão pública, aldeando este parlamento, por toda uma conjuntura de defesa dos direitos dos povos indígenas; de combater as violações. Eu queria reconhecer a importância do ATL e da Apib”, reconheceu.
Weibe lembrou que foi durante a edição do acampamento de 2022 que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, então pré-candidato, “assumiu o compromisso de criar o Ministério dos Povos Indígenas e colocar a Funai e a Sesai sob o comando de gestores indígenas”.
“E aqui estamos nós. Isso demonstra a importância da articulação dos povos indígenas do Brasil, a importância do movimento indígena organizado e a importância de ocuparmos estes espaços”, finalizou o secretário nacional.
PEDRO VILAS BOAS E LORENA BARROS SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O motorista do ônibus envolvido no acidente em Araguari (MG), que deixou 11 mortos, foi liberado pela Polícia Civil após prestar depoimento na delegacia de plantão do município.
Não há elementos suficientes que justifiquem a prisão do motorista, explicou a Polícia Civil. Outras vítimas e testemunhas também prestaram depoimento.
Os corpos estão em análise no IML (Instituto Médico Legal) para identificação.
O motorista perdeu o controle do ônibus, atravessou o canteiro central da via e capotou em uma alça de acesso. Alguns dos passageiros foram ejetados do ônibus e outros ficaram presos às ferragens, segundo o Corpo de Bombeiros.
Dez mortes aconteceram no local do acidente e outra em um hospital. A informação é da Polícia Civil de Minas Gerais.
Ônibus que saiu de Goiás com destino a São Paulo levava 46 pessoas e capotou na MG-223 às 3h40. Após sair de Goiânia, o veículo fez paradas em Anápolis (GO) e em Caldas Novas (GO) para buscar passageiros. O acidente aconteceu no sentido Tupaciguara (MG) da via, próximo ao trevo de Queixinho.
Nove dos feridos foram socorridos em estado grave e ao menos outros nove têm ferimentos leves, informaram os bombeiros pela manhã. Outras 18 pessoas com lesões leves ou sem ferimentos aparentes recusaram atendimento. O UOL tenta contato com as unidades de saúde para atualização da situação dos sobreviventes.
ANA CORA LIMA RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Galã dos anos 1980, Mickey Rourke, 72 anos, aceitou participar do Celebrity Big Brother -uma versão britânica do Big Brother com celebridades- e sua apresentação foi uma das mais comentadas do reality da ITV, que estreou nesta segunda-feira (7), nas redes sociais.
Rourke entrou na casa com um figurino no melhor estilo cowboy: calça jeans, camisa preta, jaqueta vermelha, um par de botas azul e um chapéu preto, além de colares, anéis e cabelos compridos.
A dificuldade para andar, a aparência cansada, o rosto bem diferente de alguns anos atrás e a falta de disposição inicial para interagir com os outros participantes também chamaram a atenção dos fãs. Muitos comentários na web descreviam o ator como “assustador” e “estranho”, enquanto outros sequer reconheceram o astro de “Coração Satânico”(1987).
Ele também enfrentou muitas críticas por suas ações logo no primeiro episódio. Durante sua apresentação pela dupla de apresentadores Will Best e AJ Odudu, Rourke pegou a mão de Odudu, girou-a e, em seguida, puxou-a abruptamente contra seu corpo. Best logo comentou: “Cuidado, Mickey.”
Rourke continuou encarando Odudu, a ponto de ela dizer: “Para de me olhar!” E, ao ser instruído a entrar na casa, ele respondeu a ela: “Quero ficar com você.” Não demorou para que fãs do programa começassem a pedir a saída do ator: “Do jeito que ele foi com a AJ, me senti tão desconfortável. Espero que ela esteja bem”, escreveu uma internauta. “É melhor evitar um problema maior. Tirem Mickey Rourke do programa”, disse outra seguidora.
Ator de filmes como “9 1/2 Semanas de Amor” (1986), “Sin City: A Cidade do Pecado” (2005) e “Sin City: A Dama Fatal” (2014), Rourke sempre teve uma relação próxima com o boxe. Na adolescência e juventude, disputou lutas de boxe amador entre 1964 e 1973, com 27 combates e apenas três derrotas. Seis anos depois, iniciou sua carreira no cinema com “1941 – Uma Guerra Muito Louca”. Há cerca de dez anos, chegou a retornar aos ringues e venceu algumas lutas, mas logo desistiu do esporte.
Rourke sofreu diversas lesões no rosto durante sua trajetória como boxeador, o que o levou a precisar de reconstrução facial. Os médicos usaram cartilagem de outras partes do corpo para reconstruir seu rosto. Ele também se submeteu a vários procedimentos estéticos menos invasivos, como tratamento a laser, lifting facial e aplicação de botox.
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Arsenal construiu uma grande vantagem sobre o Real Madrid nas quartas de final da Champions League. Com todos os gols marcados no segundo tempo -dois em belas cobranças de falta de Declan Rice-, o time inglês venceu por 3 a 0 no Emirates Stadium, em Londres, na noite europeia de terça-feira (8).
O resultado obriga a equipe espanhola a tentar uma difícil virada na partida de volta, marcada para a próxima semana, na quarta-feira (16), no Bernabéu, em Madri. E amplia a pressão sobre o técnico italiano Carlo Ancelotti, que, após uma sequência de grandes conquistas no clube branco, dá sinais de desgaste.
Reportagem publicada nesta semana pelo jornal madrileno As apontou que sua permanência no cargo depende dos resultados na reta final da temporada. O time está em segundo lugar no Campeonato Espanhol, a quatro pontos do líder Barcelona. E enfrentará também o arquirrival Barcelona na decisão da Copa do Rei, no próximo dia 26.
A CBF (Confederação Brasileira de Futebol), a distância, observa. O presidente Ednaldo Rodrigues ainda não definiu um comandante para a seleção brasileira após a demissão de Fernando Diniz e não esconde sua admiração por Ancelotti. O contrato do treinador com o Real vai até o meio de 2026, porém a possibilidade de rescisão cresce.
ARTHUR GUIMARÃES DE OLIVEIRA SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou nesta terça-feira (8) que não faz sentido discutir anistia aos responsáveis pelos atos de 8 de janeiro, mas disse que pode haver abertura para um debate sobre a aplicação de penas a depender do caso.
“Não faz sentido algum discutir anistia nesse ambiente, e os próprios presidentes das duas Casas [Senado e Câmara dos Deputados] têm consciência disso. Isso seria consagração da impunidade a um fato que foi e é extremamente grave”, declarou Gilmar em entrevista à Globonews.
Segundo o ministro, decano da corte, debater anistia não tem cabimento e é diferente de falar das punições. Sobre a matéria, ele afirmou defender a apreciação das situações caso a caso, não uma revisão geral das penas.
“A progressão pode se dar de maneira extremamente rápida a partir da própria avaliação do relator”, disse Mendes ao ser questionado sobre o assunto. “É possível que isso seja discutido e certamente pode haver abertura para isso.”
No mês passado, o ministro Alexandre de Moraes autorizou a prisão domiciliar de Débora Rodrigues dos Santos, a cabeleireira que ficou conhecida por pichar a estátua localizada em frente à sede do STF. Ela está presa preventivamente desde março de 2023.
Ré por participação nos atos de 8 de janeiro, ela responde a processo pelos crimes de associação criminosa armada, abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração do patrimônio tombado.
LONDRINA, PR (UOL/FOLHAPRESS) – Elton John, 78, abriu o coração sobre os impactos emocionais da perda de visão que vem enfrentando desde o ano passado, quando contraiu uma infecção no olho direito.
O cantor britânico admitiu que tem sofrido muito com as limitações que a cegueira parcial lhe provoca. “Não consigo assistir à televisão, não consigo ler. Também não posso mais ver meus filhos jogando rúgbi e futebol, e isso tem sido extremamente difícil. Sempre fui alguém que absorvia o mundo ao meu redor -é angustiante”, desabafou ele, em entrevista ao jornal The Times of London.
Não obstante, John tenta se manter otimista e forte para encarar esse momento de crise. “Você se emociona, claro, mas aprende a lidar. Tenho consciência da sorte que tenho por viver a vida que levo. Ainda tenho minha família maravilhosa, e consigo ver um pouco com o olho esquerdo. Então você diz a si mesmo: continue.”
Recentemente, ele confessou ter pensado na própria morte ao compor a melodia do tema “When This Old World Is Done With Me” (“Quando Este Velho Mundo Terminar Comigo”, em tradução livre). “Eu estava compondo a melodia para a letra do Bernie [Taupin, compositor da letra] e, no início, achei tudo muito bonito. Mas, ao chegar no refrão, percebi que a canção tratava da minha própria despedida. Quando você chega à minha idade, inevitavelmente começa a se questionar sobre o tempo que ainda lhe resta. Pensei em meus filhos, no meu marido? e simplesmente desmoronei. Chorei por 45 minutos sem conseguir parar”, contou ele, ao podcast Smartless.
RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – O Botafogo vai fazer uma homenagem a Manga na camisa do jogo desta terça-feira (8), contra o Carabobo, no Nilton Santos, pela fase de grupos da Libertadores.
O ex-goleiro morreu nesta terça (8), aos 87 anos, no Rio de Janeiro. Ele é um dos grandes ídolos da história botafoguense e também teve passagens marcantes por Internacional, Nacional-URU e seleção brasileira.
O Botafogo terá um “selo” na manga da camisa. Ele terá uma imagem da mão do ex-goleiro com uma estrela, e o nome dele abaixo.
A homenagem ficará em cima do patch em referência ao título da Libertadores. A imagem foi, inicialmente, divulgada pelo programa “Seleção SporTV”.
A morte de Manga foi anunciada pelo Botafogo, mas a causa não foi divulgada. Ele estava no Hospital Rio Barra, na Barra da Tijuca. O velório vai acontecer neta quarta-feira (9) de manhã, na sede do clube.
Manga defendeu o Botafogo de 1959 a 1968 e entrou para a história do clube. Pelo clube carioca, conquistou os bicampeonatos carioca de 1961/62 e de 1967/68. Ele era o paredão do time que tinha, no ataque, Garrincha, Quarentinha, Amarildo e Zagallo.
O ex-goleiro também foi titular da seleção brasileira na Copa de 1966 e multicampeão por Internacional e Nacional. Pelo time do de Porto Alegre, ele se sagrou bicampeão brasileiro em 1975 e 1976, enquanto venceu quatro vezes o Campeonato Uruguaio, a Libertadores de 1971 e o Intercontinental do mesmo ano pelo Nacional.
O Dia do Goleiro no Brasil foi definido em sua homenagem. A data escolhida foi o aniversário de Manga, 26 de abril.
Natural do Recife, Manga começou a carreira no Sport antes de chegar ao Botafogo, onde virou ídolo. Atuou no Uruguai de 1969 a 1974, quando foi repatriado para marcar geração no Internacional. Passou por Operário-MS, Coritiba e Grêmio antes de encerrar a carreira no Barcelona-EQU, em 1982.
PAULO RICARDO MARTINS SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta terça-feira (8) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não deveria achar que pode ditar as regras para o resto do mundo e que as medidas anunciadas são um ‘cavalo de pau’.
“Eu tô vendo o comportamento de Trump nos EUA. Eu não sei o que vocês pensam, mas eu acho que não vai dar certo. Ninguém pega um transatlântico daquele, carregado, e faz as coisas que estão acontecendo. Ninguém brinca que o mundo não existe, com quase 200 países. Ninguém esquece que todos os países têm soberania e querem estabelecer um processo de harmonia”, afirmou.
“De repente, o mundo tem um cavalo de pau em que o cidadão, sozinho, acha que é capaz de ditar regras para tudo que vai acontecer no mundo”, disse, em evento do setor de construção civil.
O presidente também afirmou que o país está “enxugando gelo” há mais de 50 anos e sofre para reduzir o déficit habitacional.
“São 51 anos de coice. Mesmo sendo o meu governo o que mais construiu casas. Desde que nós começamos o Minha Casa, Minha Vida, nós já fizemos 8 milhões de casas, e ainda temos um déficit de 7 milhões. Isso significa que nós estamos enxugando gelo”, disse Lula.
Segundo estudo da FJP (Fundação João Pinheiro), instituição que mede o indicador em parceria com o Ministério das Cidades, o país tinha em 2022 um déficit habitacional de 6,21 milhões de domicílios, o que representava 8,3% do total de habitações ocupadas no país na época.
O presidente discursou no 100º Enic (Encontro Nacional da Indústria da Construção), que acontece em São Paulo durante a Feicon, feira da indústria da construção. Lula compareceu ao evento ao lado dos ministros Jader Filho (Cidades), Fernando Haddad (Fazenda), Rui Costa (Casa Civil) e Márcio França (Empreendedorismo). Também esteve presente o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luís Roberto Barroso.
Na ocasião, Lula também afirmou que, apesar da alta na taxa básica de juros e das tarifas impostas pelo presidente americano Donald Trump, “nesse país está acontecendo um milagre”.
“Não é um milagre da macroeconomia, é o milagre da microeconomia. Eu não tenho curso de economia de Unicamp, USP, FGV ou UFRJ, mas eu tenho a consciência de que o dinheiro tem que circular na mão de todos. O dinheiro não pode ficar concentrado na mão de meia dúzia, gerando especulação”, disse.
A uma plateia com representantes da indústria da construção, Lula também disse que o país precisa de previsibilidade e estabilidade econômica.
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O ministro das Relações Exteriores do Irã demandou, nesta terça-feira (8), que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descartasse a ameaça militar antes das negociações sobre o programa nuclear iraniano, afirmando que Teerã não cederia sob coerção.
Em um artigo de opinião publicado no jornal The Washington Post, o principal diplomata do Irã, Abbas Araghchi, grifou a palavra “indireta” ao se referir às negociações entre os dois países prevista para ocorrer em Omã, a partir do próximo sábado (12). Algumas horas depois, a Casa Branca reafirmou sua posição de que as conversas ocorrerão de forma direta, ou seja, sem mediação do Omã ou outro país.
Os dois lados disputam a forma como os diálogos irão ocorrer desde que o governo abriu uma porta ao diálogo com Teerã ao mesmo tempo em que ameaçou bombardear o país por sua aliança com os houthis no Iêmen. O regime persa também critica a tentativa de diálogo em meio a sanções.
No artigo no Washington Post, Araghchi também reforçou a informação publicada na imprensa estatal iraniana de que a porta sempre estaria aberta para um possível acordo, desde que Washington demonstre boa vontade.
Antes das negociações que os dois países iniciarão no fim de semana em Omã, Araghchi alertou contra um possível ataque militar contra o Irã, uma medida que o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, considerou inevitável nesta terça-feira, caso os diálogos entre Washington e Teerã fracassem.
“Para avançarmos hoje, devemos primeiro concordar que não pode haver nenhuma ‘opção militar’, muito menos uma ‘solução militar'”, escreveu Araghchi, afirmando que “a orgulhosa nação iraniana, em cuja força meu governo se baseia para uma verdadeira dissuasão, nunca aceitará a coerção e a imposição”.
“Não podemos imaginar que o presidente Trump queira se tornar outro presidente americano mergulhado em uma guerra catastrófica no Oriente Médio, um conflito que se espalharia rapidamente por toda a região e custaria mais do que os trilhões de dólares dos contribuintes que seus antecessores queimaram no Afeganistão e no Iraque”, afirmou.
O republicano também repetiu a opção de fazer uso da força militar caso o Irã não aceite um acordo sobre seu programa nuclear, mas tem focado buscar uma solução diplomática. No entanto, na segunda-feira, Trump advertiu Teerã de que o país estaria em “grande perigo” se as negociações fracassassem.
JOSUÉ SEIXAS MACEIÓ, AL (FOLHAPRESS) – A lagoa artificial da Praia da Figueira, um dos balneários mais movimentados de Bonito (MS), foi interditada pelo Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) por causa de uma série de mordidas de peixes em visitantes, segundo o município, no fim de março. A cidade é considerada o melhor destino de ecoturismo do país.
Questionada, a Prefeitura de Bonito, por meio da Secretaria de Turismo e Desenvolvimento Econômico, informou que encaminhou ofício ao Imasul após ser comunicada pelo Hospital João Darci Bigaton sobre a recorrência das mordidas de peixes em visitantes.
A pasta não informou a quantidade de ocorrências nem a gravidade das lesões causadas.
Técnicos da área de fauna do instituto foram enviados ao local para verificar a presença e identificação da espécie registrada dentro da lagoa.
Por causa disso, o Imasul decidiu interromper as atividades aquáticas do espaço. Trilhas e áreas de lazer em terra seguem abertas.
A reportagem entrou em contato com o Grupo Praia Parque, responsável pelo complexo, e com a gerência da Praia da Figueira, mas não obteve retorno.