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Técnico chileno entra no radar da CBF para assumir a Seleção Brasileira

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A busca por um novo técnico para a Seleção Brasileira segue movimentando bastidores e ampliando o leque de possibilidades. Entre os nomes mais recentes citados para o cargo está o do chileno Manuel Pellegrini, atualmente no comando do Real Betis, da Espanha.

 

Segundo o jornal chileno La Tercera, Pellegrini voltou a ser considerado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que teria demonstrado interesse formal no treinador. A publicação classificou o técnico como “uma antiga saudade” da entidade brasileira, relembrando que ele já foi cogitado para o cargo após a derrota do Brasil na Copa de 2014, quando Felipão deixou o comando da equipe. Na ocasião, o chileno estava no Manchester City, onde conquistou a Premier League naquele mesmo ano, e optou por permanecer na Inglaterra. A vaga acabou ficando com Tite, que seguiu no cargo até 2022.

Desta vez, o bom desempenho de Pellegrini no futebol espanhol reacendeu a conversa. Em março, ele foi eleito o melhor técnico da La Liga e tem comandado o Betis com consistência. O clube vive uma fase positiva, com destaque para o desempenho do brasileiro Antony, que tem se destacado mais do que nos tempos de Manchester United. Segundo fontes ouvidas pelo La Tercera, representantes da CBF já teriam viajado à Espanha para abrir conversas com o treinador.

“Fomos informados de que há um interesse sério vindo do Brasil. Um intermediário da Seleção Brasileira fez contato com representantes de Pellegrini. Sabemos que ele é um nome muito respeitado no mercado e que os resultados nos últimos cinco anos com o Betis chamaram atenção. Ainda assim, ele tem contrato com o clube até junho de 2026”, declarou uma fonte ligada ao clube espanhol.

Apesar das tratativas com o chileno, o plano principal da CBF continua sendo a contratação de Carlo Ancelotti, atualmente no Real Madrid. O técnico italiano, no entanto, já negou qualquer acerto com a Seleção e afirmou que só debaterá o assunto após o Mundial de Clubes, previsto para o meio de 2025.

Outro nome que continua sendo avaliado pela entidade brasileira é o do português Jorge Jesus. Hoje no comando do Al-Hilal, da Arábia Saudita, Jesus já demonstrou disposição em abrir mão de compromissos com o clube saudita para atender a um eventual convite da Seleção.

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Escombros de imóvel demolido no Centro serão removidos neste sábado

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Foto: Divulgação Ascom

A retirada dos escombros do prédio demolido no último fim de semana, no Centro, começará a ser feita no próximo sábado (5), pela empresa privada contratada pelos proprietários do imóvel. A demolição emergencial do prédio na Rua Lacerda Sobrinho foi realizada sábado passado (29), após parte do telhado do prédio ceder. O imóvel já havia sido interditado pela Defesa Civil Municipal e os proprietários notificados para providenciarem a demolição emergencial e a retirada do entulho.

Equipe da concessionária Enel também esteve presente no local durante a demolição, realizando o desligamento do fornecimento de energia elétrica, para que o caminhão munck pudesse operar sem riscos devido à proximidade do prédio com as linhas de energia.

A remoção do entulho será feita pela empresa contratada pelos funcionários. A ação está prevista para depois do horário de funcionamento do comércio no Centro, para não prejudicar o movimento nos estabelecimentos comerciais.

Fonte: Ascom

PRF realiza ação de conscientização sobre o autismo

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Foto: Divulgação PRF

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizou, nesta quarta-feira (2), a campanha “PRF Amiga dos Autistas”, uma ação de conscientização sobre o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). A iniciativa ocorreu na Unidade Operacional (UOP) de Casimiro de Abreu, das 15h às 17h, e teve como foco a abordagem a veículos de transporte coletivo de passageiros, alcançando aproximadamente 180 pessoas.

A ação foi promovida por policiais da 8ª Delegacia da PRF em Campos dos Goytacazes/RJ, integrantes da Base Descentralizada de Direitos Humanos e do Grupamento de Fiscalização de Trânsito. Durante as abordagens, os agentes compartilharam informações sobre o TEA, reforçando a importância do diagnóstico precoce, do acompanhamento adequado e da inclusão das pessoas autistas na sociedade.

A iniciativa também destacou a relevância do Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado em 2 de abril, e buscou sensibilizar a população sobre o respeito e acolhimento dos autistas e seus familiares.

A PRF reafirma seu compromisso com a promoção dos direitos humanos e a realização de ações educativas que aproximam a instituição da sociedade, incentivando a cidadania e a inclusão.

PM recupera carro roubado e apreende drogas em Grussaí

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Foto: Divulgação

A Polícia Militar recuperou um carro roubado e apreendeu drogas na Rua Acre, bairro Telê Santana, em Grussaí, distrito de São João da Barra. Ninguém foi preso.

Durante um patrulhamento por volta das 13h30, os policiais encontraram várias sacolas plásticas grandes e vazias em um terreno baldio. Diante da suspeita, iniciaram buscas em uma área de mata fechada e localizaram um saco enterrado contendo 630 buchas de maconha e outras 117 buchas da mesma droga.

Ao lado do local onde o entorpecente foi encontrado, dentro do terreno de uma casa abandonada, os agentes também localizaram um veículo com a placa traseira coberta. Ao verificarem a placa dianteira, constataram que se tratava de um carro roubado no bairro Jóquei, em Campos dos Goytacazes, no dia 23 de setembro de 2024. No interior da residência, foram encontrados 1.000 pinos vazios de cor amarela, utilizados para armazenar entorpecentes, além de 108 buchas de haxixe.

Dentro do carro, que estava com a chave na ignição, os policiais apreenderam diversos objetos: uma touca ninja preta, três casacos de frio pretos, um macacão laranja, um par de botas, um guarda-chuva azul, uma Bíblia, documentos do veículo, uma carteira de couro marrom, uma panela grill e uma panela com tampa.

Ainda segundo a polícia, o veículo teria sido utilizado em uma tentativa de homicídio na região da ponte do outro lado da lagoa, em fevereiro deste ano. Além disso, as vestimentas encontradas no carro são semelhantes às usadas por criminosos em um furto de R$ 25 mil em um supermercado de Grussaí no ano passado e em um assalto à residência de um policial reformado já falecido.

Todo o material apreendido foi encaminhado para a 145ª Delegacia de Polícia de São João da Barra, onde o caso foi registrado.

Especulação imobiliária força bares e restaurantes desocupar pontos em SP

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(FOLHAPRESS) – “Vamos precisar fechar as portas por tempo indeterminado. Sim, também vamos virar prédio”, dizia mensagem do Pensão Bar, que fica em Pinheiros, em suas redes sociais em janeiro. No começo de fevereiro, foi a vez do Cava Bar, no Jardim Paulista, de anunciar que mudaria de local após a venda do imóvel para uma construtora.

 

Saídas involuntárias como essas preocupam donos de bares e restaurantes na capital, que temem perder o dinheiro investido em infraestrutura e a clientela. A especulação imobiliária tem obrigado empresários a considerar a chance mudança nos contratos e ter mais atenção a dispositivos de reembolso. É uma preocupação recente do setor.

Rodrigo Silveira, dono do Pensão, diz que gastou R$ 200 mil só em reparos para instalar o bar. “Pegamos o imóvel bem destruído, que precisava de melhorias nas portas, janelas, telhados, parte hidráulica e elétrica”, conta.

Como parte do acordo para sair da casa antes do final do contrato, que venceria na metade de 2025, Silveira recebeu uma indenização, mas, segundo ele, o valor não cobre o investimento feito. “Foi resultado de um contrato fraco”, diz o empresário.

Outra preocupação de Silveira é manter os clientes que conquistou desde 2021. Uma parte importante da renda do local vinha de aniversários que ocupavam salas reservadas do Pensão, vocação que ele pretende manter. O desafio é encontrar um imóvel parecido na mesma faixa de preço e reformá-lo.

O Muquifo, restaurante da família da chef Renata Vanzetto, também teve prejuízos com mudança involuntária por venda de imóvel alugado. Em 2022, teve de trocar a rua da Consolação pela Bela Cintra, onde ficam outros endereços do grupo.

“Investimos praticamente o valor de um restaurante novo, aproveitando só alguns equipamentos, decoração e utensílios”, conta Luiza Vanzetto, uma das sócias. “A compensação que a construtora nos deu foi a isenção de sete meses de aluguel.”

Apesar do prejuízo inicial, Luiza diz que a mudança foi positiva no longo prazo porque trouxe mais movimento para o local.

Segundo Rafael Verdant, especialista em direito imobiliário do escritório Albuquerque Melo Advogados, quem aluga um imóvel pode perder o valor investido em reformas se o contrato não especificar indenização por melhorias.

“A lei obriga o reembolso de reformas necessárias, como consertos emergenciais. Outras melhorias como pintura ou itens decorativos só serão reembolsadas se houver uma cláusula específica no contrato, mas para isso é preciso ter notas fiscais e comprovação da mão de obra”, explica.

Para não ter prejuízos, o inquilino deve fazer a reforma considerando a duração do contrato, pensando no custo distribuído ao longo desse período, diz Verdant.
“Em tese, se um restaurante investe R$ 30 mil em uma cozinha para ser usada durante cinco anos, mas o contrato é rescindido no primeiro ano, ele perde os quatro anos restantes de uso. Nessa situação, ele poderia pleitear uma indenização pelo tempo que não pôde usufruir.”

Outro direito de bares e restaurantes é a indenização pela perda do ponto por meio do fundo de comércio, mecanismo que não existe em lei, mas é reconhecido por decisões da Justiça. “É o valor que o negócio constrói ao longo do tempo, como clientela e reputação”, afirma Verdant.

O advogado ainda recomenda que os locatários assinem contratos de pelo menos cinco anos. O prazo dá o direito à renovação do contrato por meio de ação renovatória, um processo na Justiça, que não depende da vontade do locador. “Contratos com prazos menores não dão direito a essa ação”, diz ele.

O Futuro Refeitório, restaurante em Pinheiros que opera em imóvel vendido para uma construtora, conseguiu renovar o seu contrato de aluguel dessa forma.

O primeiro, assinado em 2017, era de cinco anos. No período, o imóvel foi vendido para uma construtora, mas o Futuro conseguiu renová-lo até 2027.
Como o prédio do restaurante tinha abrigado nos 1930 a Bronzes Artísticos Rebellato, uma fundação que recebia peças de artistas como Lasar Segall, os inquilinos queriam que ele fosse considerado patrimônio histórico pela Prefeitura de São Paulo, o que evitaria sua demolição.

Em março, o Conpresp, órgão responsável pelos tombamentos na cidade, arquivou o pedido.

“Temos visto o desaparecimento [demolição] de casas, vilas e pequenos prédios em Pinheiros. A especulação está expulsando justamente os elementos que tornaram o bairro atrativo”, afirma Gabriela Barreto, uma das sócias do Futuro.

Apesar do revés, Barreto diz que permanecerá no local até esgotarem as suas opções legais. Caso precise sair, afirma que irá atrás do valor investido em reformas, que custaram cerca de R$ 2 milhões, segundo a empresária.

Ela avalia, contudo, que uma mudança pode deixar prejuízos. “É uma aposta sair de um lugar que está funcionando para algo de que não temos certeza”, diz. Segundo a empresária, se o próximo ponto for mais caro, o preço do menu pode subir.

Carla Beni, economista e professora da FGV (Fundação Getulio Vargas), diz que o efeito que uma mudança tem no preço dos menus varia de caso a caso.

De acordo com Beni, se o novo endereço for na mesma região, é mais difícil aumentar os valores porque o mercado já está familiarizado com os custos locais.

Em alguns casos, empreendimentos consideram sacrificar a sua margem de lucro ou reavaliam o tamanho da operação. Mas quem mudar para outro bairro tem flexibilidade maior no preço cobrado, diz a professora.

Incentivos fiscais para construir em áreas com corredores de ônibus ou metrô criaram a base da substituição de restaurantes por prédios, segundo Maria Lucia Martins, pesquisadora de política urbana da USP (Universidade de São Paulo).

Em certas zonas de São Paulo, o Plano Diretor -conjunto de normas de planejamento urbano da cidade- permite que construtoras façam prédios maiores em relação à área do terreno. A medida dá mais metros quadrados para serem explorados comercialmente, diz a pesquisadora. Por isso, os valores oferecidos para desocupar imóveis são altos.

O prédio onde fica o Futuro Refeitório foi vendido por R$ 13 milhões. O conjunto de casas do Pensão Bar, por R$ 16 milhões. Apesar de a legislação dar preferência na compra do imóvel a quem aluga, restaurantes afirmam ser impossível competir com a proposta de construtoras. O dinheiro investido, afirmam, não seria ocupado no longo com a operação.

“Essas mudanças involuntárias fazem parte do jogo e geram novas dinâmicas urbanas que podem ser interessantes”, diz Maria Lúcia.

O processo favorece regiões com imóveis mais baratos, como Santa Cecília, que acabam recebendo negócios deslocados. “Até que o ciclo se repita”.

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Val Kilmer: estado de saúde era frágil e ator ficou anos acamado

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O ator norte-americano Val Kilmer, um dos rostos mais marcantes do cinema nas décadas de 1980 e 1990, faleceu nesta quarta-feira (2), aos 65 anos. A causa da morte, segundo sua filha Mercedes, foi uma pneumonia. No entanto, fontes próximas à família relataram ao site TMZ que o estado de saúde do artista já era bastante delicado há anos, consequência do câncer de garganta diagnosticado em 2014.

 

Kilmer passou por uma série de tratamentos ao longo da última década e chegou a ser submetido a uma cirurgia em 2020. Nos últimos anos, sua condição física se agravou, com episódios frequentes de fraqueza e longos períodos acamado, de acordo com a imprensa norte-americana.

O ator teria recebido visitas de amigos e familiares no hospital na semana passada, numa espécie de despedida íntima. Ele já havia estado internado no início deste ano. Fontes ouvidas pelo TMZ afirmam que, apesar de o público não ter conhecimento exato da gravidade de seu quadro clínico, a morte não foi inesperada.

Um dos efeitos mais visíveis da batalha contra o câncer foi a perda da voz, o que afastou Kilmer de trabalhos maiores no cinema. Em 2022, ele fez uma breve participação no filme Top Gun: Maverick, contracenando com Tom Cruise. Na ocasião, foi utilizada inteligência artificial para recriar digitalmente sua voz original.

Val Kilmer ficou famoso por papéis icônicos como o de Tom “Iceman” Kazansky em Top Gun (1986), Jim Morrison em The Doors (1991) e Bruce Wayne em Batman Eternamente (1995). Ao longo da carreira, estrelou dezenas de produções e consolidou-se como um dos grandes galãs de sua geração.

Sua última aparição pública ocorreu em 2019, durante a gala beneficente Thespians Go Hollywood, onde esteve acompanhado da filha Mercedes.

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Ator de ‘Dogs of Berlin’ sofre infarto e morre durante treino em academia

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Vittorio Pirbazari, ator e fisiculturista nascido no Irã e radicado na Alemanha, morreu de forma repentina enquanto corria na esteira de uma academia. Ele tinha 36 anos e ficou conhecido internacionalmente por seu papel na série Dogs of Berlin. A causa da morte foi um ataque cardíaco fulminante, confirmado por amigos próximos nas redes sociais.

 

Pirbazari estava em processo de retomada da rotina de treinos após uma longa pausa. Em postagens recentes, celebrava o retorno à musculação e falava abertamente sobre os desafios físicos enfrentados nos últimos meses. “Fiquei 12 semanas sem treinar. Perdi peso, claro, mas não desisto fácil”, escreveu em uma das legendas, sempre com tom bem-humorado e motivacional.

Apesar do tom leve, o ator demonstrava preocupação com a própria saúde. Em sua última publicação, descreveu o esforço para manter a alimentação equilibrada durante o período afastado e relatou que ainda sentia limitações físicas, especialmente nas pernas. “Estou devagar, mas sigo firme. O importante é não parar. Um passo por vez”, disse ele, enquanto fazia exercícios cardiovasculares na esteira.

A notícia da morte pegou fãs e amigos de surpresa. Homenagens emocionadas se multiplicaram nos comentários de suas redes sociais, onde o artista mantinha uma comunidade ativa de seguidores que acompanhavam sua trajetória no cinema e no esporte. “Vito era um cara de coração gigante. Foi embora cedo demais”, escreveu o também ator Said Ibrahim, amigo pessoal de Vittorio.

Ao longo da carreira, Pirbazari se destacou tanto nas telas quanto no mundo do fisiculturismo. Ele combinava disciplina atlética com paixão pelas artes, e inspirava seguidores com mensagens sobre foco, superação e saúde física e mental.

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STF ordena prisão de parente de Bolsonaro que fugiu para Argentina

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O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a prisão preventiva de Leonardo Rodrigues de Jesus, conhecido como Léo Índio, primo dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes na quarta-feira (3), após a confirmação de que o investigado deixou o Brasil e está na Argentina.

 

Léo Índio, que teve o passaporte retido anteriormente por ordem judicial, é acusado de envolvimento direto nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes — Congresso Nacional, Supremo Tribunal Federal e Palácio do Planalto — foram invadidas e depredadas por apoiadores de Bolsonaro que não aceitaram a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva.

O primo dos filhos do ex-presidente é réu por cinco crimes, entre eles tentativa de golpe de Estado, associação criminosa e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. De acordo com Moraes, a saída do país sem autorização judicial, rumo à Argentina — que dispensa passaporte para brasileiros em razão do acordo do Mercosul — demonstra “intenção clara de se furtar da aplicação da lei penal”.

Os advogados de Léo Índio confirmaram ao STF que ele está fora do território nacional e informaram que o acusado solicitou refúgio ao governo argentino, o que foi interpretado como tentativa de escapar da Justiça brasileira.

Léo Índio é sobrinho da ex-mulher de Jair Bolsonaro, Rogéria Nantes, e primo dos três filhos mais velhos do ex-presidente: o deputado Eduardo Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro e o vereador Carlos Bolsonaro.

O próprio Jair Bolsonaro também é investigado em inquéritos que apuram uma suposta tentativa de golpe de Estado, com apoio de militares e ex-integrantes de seu governo, com o objetivo de impedir a posse de Lula após a vitória nas eleições de 2022. Diversos réus pelos atos de 8 de janeiro já foram condenados, com penas que chegam a 17 anos de prisão.

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Trump impõe tarifas até a ilhas habitadas apenas por animais

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Em mais uma medida voltada à política comercial dos Estados Unidos, o presidente Donald Trump anunciou nesta quarta-feira (2) a aplicação de tarifas retaliatórias a 185 países e territórios. A decisão tem como alvo nações que, segundo a Casa Branca, impõem taxas injustas sobre produtos americanos. Entre os atingidos está o Brasil — e até mesmo um território inabitado: as remotas Ilhas Heard e McDonald.

 

Com tarifas mínimas de 10%, a nova medida entra em vigor no dia 5 de abril e tem gerado surpresa tanto pelo seu alcance quanto pela inclusão de regiões sem população, como é o caso do arquipélago subantártico localizado no Oceano Índico, a mais de 4 mil quilômetros do território continental australiano.

Apesar de não ter residentes nem atividades econômicas regulares, as Ilhas Heard e McDonald foram incluídas na lista porque pertencem à Austrália — país que também foi alvo das tarifas. A explicação foi dada por assessores da Casa Branca ao site Axios, que destacou a incongruência da taxação sobre um território que sequer realiza comércio exterior direto.

As ilhas, que possuem um ecossistema intocado, são conhecidas por sua importância ambiental e científica. Elas abrigam os únicos vulcões ativos da Austrália, colônias de pinguins, focas e aves marinhas, além de diversas espécies únicas nas águas ao redor. A região é protegida e reconhecida como Patrimônio Mundial pela Unesco desde 1997, justamente por seu valor ecológico e geológico.

Sem qualquer infraestrutura ou presença humana permanente, as ilhas só recebem visitas esporádicas de cientistas. Expedições são organizadas a cada três anos, durante o verão do Hemisfério Sul, e mesmo essas demandam autorização do governo australiano. O turismo comercial, por sua vez, é inexistente.

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Ataques israelenses matam 24 pessoas em Gaza nesta quinta-feira

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Pelo menos 24 pessoas morreram nesta quinta-feira (4) após ataques israelenses em áreas do norte e sul da Faixa de Gaza, de acordo com a imprensa palestina. Os bombardeios atingiram a Cidade de Gaza e Khan Yunis, além do campo de refugiados de Al Bureij, no centro do enclave.

 

Segundo o jornal Filastin, ligado ao Hamas, três das mortes ocorreram após a destruição de uma casa em um bairro da Cidade de Gaza. Outros 15 palestinos ficaram feridos, e há desaparecidos.

A ofensiva israelense foi intensificada na quarta-feira (3), com o ministro da Defesa, Yoav Gallant, anunciando uma operação militar de larga escala para “tomar grandes áreas” e promover a retirada em massa da população.

As autoridades de saúde de Gaza, controladas pelo Hamas, afirmam que o número de mortos desde o início da guerra em 7 de outubro de 2023 ultrapassou 50.400, com dezenas de milhares de feridos.

Enquanto os ataques continuam, negociações para um cessar-fogo seguem paralisadas. O Hamas rejeitou nesta quarta-feira a mais recente contraproposta israelense mediada por Egito e Qatar, que previa uma trégua de 50 dias em troca da libertação de reféns israelenses e prisioneiros palestinos.

A proposta incluía a libertação de cinco soldados israelenses, entre eles um com cidadania norte-americana, e a soltura de 250 palestinos presos, incluindo 150 condenados à prisão perpétua. Também estavam previstas a retirada total do exército israelense de Gaza e o envio de ajuda humanitária ao território sitiado.

O gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, no entanto, afirmou que Israel apresentou uma contraproposta em “total coordenação com os Estados Unidos”, indicando impasse nas negociações.
 
 
 

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Filha de Tom Hanks investiga crime brutal revelado em diário da mãe

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Elizabeth Anne Hanks, escritora e filha do ator Tom Hanks, viu sua vida mudar em 2019 ao encontrar, entre objetos antigos da mãe, um diário que revelava mais do que lembranças pessoais. Escondidas entre as páginas, estavam descrições perturbadoras que acusavam o avô de um crime brutal envolvendo estupro, assassinato e até canibalismo.

 

A mãe de Elizabeth, Susan Dillingham, morreu em 2002 após uma batalha contra um câncer no pulmão. Até então, o passado da família era cercado por silêncios. Mas o conteúdo do diário foi impossível de ignorar. “Ela descreveu um crime horrível que o pai dela teria cometido contra uma menina. Era um relato gráfico, com datas e detalhes”, contou Elizabeth à revista People.

O acusado nas anotações é Raymond Dillingham, avô materno da escritora, morto em 1981. A revelação deixou Elizabeth dividida entre o amor pela mãe e a incredulidade diante das palavras que leu. Decidida a não conviver com dúvidas, ela embarcou em uma jornada por 10 estados norte-americanos em busca de pistas sobre a história da família. O ponto final da viagem foi a Flórida, onde os Dillingham viveram por anos.

Esse mergulho nas memórias e segredos resultou em um livro: The 10: A Memoir of Family, Secrets and the Road to Understanding (“Os 10: Memórias de Família, Segredos e a Estrada para a Compreensão”, em tradução livre). Na obra, Elizabeth relata a experiência de descobrir esse passado sombrio e reconstrói a história de seus pais, Susan e Tom Hanks, que se separaram em 1985 após cinco anos de casamento.

Segundo ela, o relacionamento deles foi marcado por traumas antigos. “Era a união de duas pessoas machucadas tentando se curar juntas”, escreve. A autora também narra como a mãe fugiu de casa quando jovem, escapando do pai, e como lutou contra questões emocionais durante toda a vida.

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Mourinho aperta nariz de técnico rival após derrota do Fenerbahçe; veja

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O técnico português José Mourinho voltou a chamar atenção nesta quarta-feira (2) por um gesto inusitado durante o confronto entre Fenerbahçe e Galatasaray, válido pelas quartas de final da Taça da Turquia. Após a derrota por 2 a 1 em casa, que culminou na eliminação de sua equipe, o Fenerbahçe, Mourinho protagonizou uma cena polêmica com o técnico adversário, Okan Buruk.

 

Imagens registradas no gramado mostram Mourinho se aproximando de Buruk e, em um gesto inesperado, apertando o nariz do treinador do Galatasaray. A reação de Buruk foi teatral: ele caiu no chão após o toque, simulando um impacto maior do que o real.

O episódio gerou repercussão imediata nas redes sociais e alimentou ainda mais a rivalidade entre os dois clubes, que vivem clima de alta tensão nesta fase decisiva da temporada.

Confira as imagens abaixo. 

Moraes nega pedido para prender Bolsonaro

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta quarta-feira (2) o pedido de prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.  

 

Moraes acolheu parecer enviado mais cedo pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, contra a medida.

A decisão é resposta a uma notícia-crime protocolada no mês passado pela vereadora Liana Cirne (PT-PE) pedindo que a medida fosse adotada. Na petição, a parlamentar alegou que Bolsonaro cometeu incitação ao crime ao convocar manifestações de seus apoiadores para defender a anistia para os condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro, quando apoiadores do ex-presidente invadiram as sedes dos Três Poderes em Brasília. 

Segundo Moraes, a vereadora não tem legitimidade para solicitar a prisão.

“Diante do exposto, acolho a manifestação da Procuradoria-Geral da República e não conheço dos pedidos formulados por ilegitimidade de parte”, decidiu.
No parecer enviado ao STF, a PGR acrescentou que já avaliou a necessidade de prisão de Bolsonaro na denúncia sobre a trama golpista. A prisão do ex-presidente não foi solicitada. 

Israel anuncia expansão militar e diz que vai tomar partes da Faixa de Gaza

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SÃO PAULO, SP E BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Israel anunciou expansão das operações militares na Faixa de Gaza, nesta quarta-feira (2), dizendo que grandes áreas do território seriam apreendidas e adicionadas às suas zonas de segurança, e que a população palestina seria retirada em larga escala desses locais.

 

“Estamos agora isolando a Faixa e aumentando a pressão passo a passo, para que eles [Hamas] nos devolvam nossos reféns. Quanto mais tempo eles se recusarem a entregá-los, mais a pressão aumentará até que o façam”, disse o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu.

“Esta noite, mudamos de marcha na Faixa de Gaza. O Exército israelense está tomando território, atingindo os terroristas e destruindo infraestrutura. E também estamos fazendo outra coisa -tomando o ‘corredor Morag’. Esta será o segundo corredor Filadélfia”, afirmou Netanyahu, em declaração por vídeo.

Morag é o nome de um antigo assentamento israelense entre Rafah e Khan Yunis em Gaza. Já o uso do termo segundo corredor Filadélfia é referência à área colada à fronteira de Gaza com o Egito, em Rafah, que já é controlada por Israel.

Netanyahu viajou à Hungria nesta quarta a convite do primeiro-ministro Viktor Orbán, em desafio ao mandado de prisão aberto contra ele no Tribunal Penal Internacional (TPI). Signatária da corte, Budapeste deveria, em tese, cumprir mandados como este, mas Orbán afirmou que não faria isso quando convidou o israelense, em novembro do ano passado.

Em comunicado, o ministro da Defesa Israel Katz disse que as retiradas ocorreriam em áreas onde havia combates, enquanto exige que o Hamas devolva os reféns israelenses como a única solução para encerrar a guerra.
Katz afirmou que a operação limparia integrantes do grupo terrorista e infraestrutura “e apreenderia grandes áreas que seriam adicionadas às zonas de segurança do Estado de Israel”.

Basem Naim, alta autoridade do Hamas, disse à agência Reuters que reféns israelenses só seriam libertados por meio de negociações, não por pressão militar.

O Exército de Israel já havia emitido avisos de remoção de palestinos em Gaza que vivem ao redor da cidade de Rafah e em direção à cidade de Khan Yunis, ambas no sul do território, indicando que eles se deslocassem para a área de Al-Mawasi, na costa, já anteriormente designada como zona humanitária.

O Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, disse que 41 pessoas foram mortas em ataques israelenses nesta quarta, com 19 pessoas, incluindo crianças, mortas em um ataque a uma clínica da ONU (Organização das Nações Unidas) usada para abrigar pessoas deslocadas.

Emissoras de rádio palestinas relataram que a área ao redor de Rafah estava quase completamente vazia após as ordens de retirada.

No local de um ataque em Khan Yunis, Rida al-Jabbour segurava um sapato pequeno e apontava para uma parede manchada de sangue enquanto relatava como um vizinho havia sido morto junto com seu bebê de três meses. “Desde o momento em que o ataque ocorreu, não conseguimos sentar, dormir ou fazer qualquer coisa”, disse ela, descrevendo como as equipes de resgate não conseguiram separar os restos mortais.

Israel retomou os ataques aéreos em Gaza no mês passado e voltou a enviar tropas por terra após dois meses de relativa calma que se seguiram à conclusão de um cessar-fogo, apoiado pelos Estados Unidos, para permitir a troca de reféns por prisioneiros palestinos em cadeias israelenses.

Centenas de palestinos foram mortos desde a retomada dos ataques, e Israel também bloqueou a entrada de a ajuda humanitária ao território sob o argumento de que o material que entrava estava sendo tomado pelo Hamas.

Os esforços liderados por mediadores do Qatar e do Egito para retomar as negociações destinadas a encerrar a guerra até agora não conseguiram progredir. A volta de operações terrestres do Exército israelense alimentou protestos em Israel, principalmente puxados por famílias de reféns, apoiadores do fim da guerra e críticos do premiê Binyamin Netanyahu.

Nesta quarta-feira, o Fórum das Famílias de Refén s disse estar horrorizado com a notícia da operação expandida em Gaza.

À medida que a operação no território palestino se intensifica, Israel também atinge alvos no sul do Líbano e na Síria, com um ataque a um comandante do Hezbollah nos subúrbios do sul de Beirute nesta terça (1º). Nesta quarta, o aeroporto de Hama, na Síria, foi alvo de bombardeio, de acordo com a agência de notícias estatal da Síria -Israel não comentou.

As ações aumentam ainda mais a tensão nas frágeis tréguas fogo que em grande parte interromperam os combates em janeiro também na frente norte do conflito mais amplo envolvendo Israel e aliados do Irã na região. Há também em andamento grande operação na Cisjordânia ocupada.

Israel invadiu Gaza após o ataque no sul do país perpetrado por milhares de homens armados liderados pelo Hamas que mataram 1.200 pessoas. Foram 251 reféns levado ao território palestino no total.

A campanha israelense matou mais de 50 mil palestinos até aqui, de acordo com autoridades de saúde palestinas ligadas ao Hamas, e devastou a Faixa de Gaza, forçando quase toda a população de 2,3 milhões de pessoas a deixarem suas casas e se deslocarem entre regiões do território em meio aos combates.

Fióti nega desvio de R$ 6 milhões e diz estar arrasado por briga com Emicida

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O músico e empresário Fióti disse, em nota divulgada nesta quarta-feira (2), que a exposição da disputa com Emicida pelo controle da Laboratório Fantasma o deixou arrasado. No comunicado, ele “refuta veementemente” a acusação pública de desvio de R$ 6 milhões que o irmão faz em um processo que corre na Justiça de São Paulo.

 

“Fiz uma retirada de lucros significativa recentemente, de um valor que me era de direito, com a ciência de todos os sócios”, escreve Fióti na mensagem. “É importante destacar que meu irmão e sócio também fez retiradas de lucros significativas nos últimos anos, que alcançam montantes muito mais altos -mas tudo sempre acordado entre nós.”

O empresário afirma ainda que, há algum tempo, Emicida manifestou o desejo de fazer uma cisão no grupo empresarial Lab Fantasma, que é composto por algumas empresas, negociando a separação de patrimônio sob a orientação de advogados.

“Infelizmente, ainda não chegamos a um acordo”, diz o músico, lamentando que o caso tenha chegado à imprensa.

Em outro trecho, Fióti diz que segue “buscando resolver essa situação da forma mais respeitosa e justa possível, infelizmente agora com a intermediação da Justiça” e afirma respeitar o irmão como artista.

“O que construímos juntos é muito maior que esse lamentável e triste episódio em que estamos imersos -e que não traduz os valores que trouxemos de casa, nem os que nos conduziram nessa trilha de sucesso artístico e empresarial que inspirou tanta gente”, afirma.

O rompimento dos irmãos veio a público na sexta (28), quando Emicida anunciou nas redes que Fióti não o representava mais, mas os atritos vêm de antes. No fim do ano passado, os dois chegaram a um acordo para realizar a separação da sociedade, num processo que deveria durar entre três e seis meses. A ideia era inclusive nomear um executivo para dirigir provisoriamente as operações do Laboratório Fantasma.

Mas, em janeiro, Emicida diz ter descoberto uma retirada de R$ 1 milhão da empresa para a conta de Fióti. Por isso, ele resolveu fazer uma pesquisa -e com isso localizou outras retiradas ao longo de nove meses, que somam os R$ 6 milhões.

O rapper então anulou uma procuração que dava ao irmão poderes de gestão na sociedade, barrando o acesso dele às contas do Laboratório Fantasma.

Fióti, então, entrou na Justiça para ter o acesso restabelecido. No processo, ele também pede que o irmão seja impedido de retirar dinheiro da empresa ou assinar novos contratos -e que também não possa se apresentar publicamente como único sócio.

A Justiça negou o pedido de liminar que ele tinha feito para voltar a ter acesso aos recursos da empresa.

O empresário afirma que a acusação de desvio não tem fundamento e que as transferências eram retiradas de lucros a que tinha direito -e que elas foram comunicadas a Emicida em um email.

Numa nota, Fióti diz que todas “as movimentações feitas durante sua gestão foram transparentes, registradas e seguindo os procedimentos financeiros adotados pelos gestores”. Segundo ele, a acusação de desvio “é falsa e inverte os fatos” -e Emicida recebeu valores superiores, incluindo distribuição de lucros, o que estaria provado nos próprios documentos do processo.

Segundo o contrato da sociedade, Emicida tem 90% de participação na empresa, enquanto Fióti tem 10% das cotas.

A defesa de Fióti argumenta que, apesar da composição societária formal, as empresas do grupo pretendem criar divisão de lucros meio a meio entre os irmãos.

Emicida se queixa também da prestação de contas de sua carreira artística por um longo período -embora o Laboratório Fantasma represente outros nomes, o rapper diz que 80% do faturamento da empresa vem de seu trabalho musical.

LEIA A ÍNTEGRA DO COMUNICADO DE FIÓTI

“A exposição da situação contratual e jurídica da Lab Fantasma -além de questões familiares- na esfera pública me deixou arrasado. Quem trabalha ou trabalhou ao meu lado sabe da minha conduta, transparência e ética. Estou lidando com tudo isso com o máximo de cuidado e respeito. Apesar das divergências, sigo buscando resolver essa situação da forma mais respeitosa e justa possível, infelizmente agora com a intermediação da Justiça.

Criamos a Lab Fantasma há 16 anos, e sinto que conseguimos transformar um sonho independente em uma referência nacional de inovação, representatividade e impacto cultural. A ideia sempre foi ultrapassar o entretenimento, criando oportunidades para artistas de origens como as nossas, ampliando narrativas periféricas e promovendo mudanças na indústria da música, da moda e da comunicação no Brasil. O sucesso da Lab é coletivo porque se sustenta na valorização de identidades historicamente marginalizadas, provando que é possível crescer sem abrir mão de princípios.

Como em qualquer sociedade ou relação familiar de longa data, divergências podem surgir -é natural. Há algum tempo, meu irmão manifestou o desejo de fazermos uma cisão no grupo empresarial Lab Fantasma. Ficou combinado que faríamos uma avaliação do grupo, composto por algumas empresas, e negociaríamos a separação do patrimônio, orientados por nossos advogados. Infelizmente, ainda não chegamos a um acordo, e nossa negociação foi exposta na imprensa, na esfera pública, onde jamais deveria estar -especialmente em respeito à nossa família e a todos que trabalham com a gente.

Eu só vim aqui porque sou empresário e não posso deixar de responder a uma acusação pública de desvio de dinheiro, o que refuto veementemente. Gostaria de deixar claro que todas as movimentações realizadas durante a minha gestão, incluindo a distribuição de lucros para os sócios, foram transparentes e registradas de acordo com os procedimentos padrão das áreas administrativa e financeira da Lab Fantasma.

Fiz uma retirada de lucros significativa recentemente, de um valor que me era de direito, com a ciência de todos os sócios. É importante destacar que meu irmão e sócio também fez retiradas de lucros significativas nos últimos anos, que alcançam montantes muito mais altos -mas tudo sempre acordado entre nós.

Quero ressaltar que respeito muito o Leandro como artista, e espero que a gente chegue a um lugar comum o quanto antes como sócios. O que construímos juntos é muito maior que esse lamentável e triste episódio em que estamos imersos -e que não traduz os valores que trouxemos de casa, nem os que nos conduziram nessa trilha de sucesso artístico e empresarial que inspirou tanta gente.”

Palmeiras fará clássicos contra Corinthians e São Paulo na Arena Barueri

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A CBF formalizou na tarde desta quarta-feira (2) a mudança de estádio dos clássicos do Palmeiras contra Corinthians e São Paulo, pelo Brasileiro.

 

O Palmeiras solicitou as mudanças por não poder usar o Allianz Parque nas datas. O Dérbi será no dia 12 de abril, no mesmo dia em que Gilberto Gil faz show na arena.

Já o Choque-Rei é no dia 11 de maio, quando a banda System of a Down terá shows no Allianz Parque (10 e 11).

O Palmeiras só tinha perdido um jogo no Allianz Parque em 2025. No dia 25 de janeiro, na derrota por 2 a 1 para o Novorizontino.

A Arena Barueri passou por uma reforma de R$ 50 milhões para receber melhor os atletas do Palmeiras. O projeto incluiu melhoria no gramado, infraestrutura para a imprensa e acessibilidade.

Barcelona elimina Atlético e pega Real na final da Copa do Rei após 11 anos

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O Barcelona contou com mais uma noite iluminada de Ferran Torres, venceu o Atlético de Madri por 1 a 0, no Civitas Metropolitano, e se garantiu na final da Copa do Rei. As equipes empataram por 4 a 4 no jogo de ida.

 

Torres anotou o gol do jogo em chute de bico. O espanhol vive bom momento -são cinco gols nos últimos cinco jogos.

O Atlético de Madri teve um gol anulado. Sorloth foi às redes no segundo tempo, mas estava impedido no lance.

O Barcelona vai encarar o Real Madrid na final da Copa do Rei. Os Merengues eliminaram a Real Sociedad na última terça-feira. Os rivais se encontram na decisão da Copa do Rei após 11 anos – a última foi em 2014 e terminou com título do time de Madri.

A final está prevista para ser disputada no dia 26 de abril. O local e horário serão divulgados pela Real Federação Espanhola de Futebol.

O Barcelona volta a campo no sábado, quando recebe o Betis, às 16h (de Brasília). O Atlético de Madri joga contra o Sevilla, no domingo, às 11h15. Os dois jogos valem pela 30ª rodada do Campeonato Espanhol.

COMO FOI O JOGO

O Barça foi melhor no primeiro tempo e saiu na frente com um biquinho. A equipe visitante criou as principais chances, deu trabalho para a defesa do Atlético de Madrid e abriu o placar com Ferran Torres, aos 26. Yamal deixou o atacante cara a cara com Musso. Ele tocou de bico e venceu o goleiro.

O Atlético dominou o segundo tempo tenso e teve um gol anulado. A equipe da casa voltou com postura mais ofensiva, pressionou o Barça e até empatou com Sorloth, mas o norueguês teve o gol anulado porque estava impedido no momento do passe. Os Colchoneros partiram para o tudo ou nada nos minutos finais – acabaram ficando com o nada.

A etapa teve momentos de mais tensão, muito pelas faltas firmes – o jogo terminou com oito cartões amarelos.

Réus no STF deturpam conceito de anistia, diz presidente de comissão

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Os réus no Supremo Tribunal Federal por tentativa de golpe de Estado, incluindo os condenados pelos ataques aos prédios dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023, deturpam o conceito de anistia para, na verdade, “pedir perdão pelos crimes cometidos”. Essa é a avaliação da presidente da Comissão de Anistia, Ana Maria Oliveira. O órgão é ligado ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.  

 

“Anistia é um outro conceito. É o que o Estado brasileiro está fazendo contra aqueles que foram perseguidos pelo Estado ditatorial”, disse, em entrevista à Agência Brasil.

Ana Maria, que é procuradora aposentada e está na comissão desde 2004, entende, inclusive, que as pessoas que atacaram recentemente a democracia foram encorajadas pela impunidade de acusados de tortura e morte em prédios públicos, inclusive, que nunca foram responsabilizados. 

Para ela, são urgentes tanto a responsabilização desses crimes, mesmo que passados 61 anos, bem como a atuação na área da educação para que os mais jovens compreendam o impacto para a sociedade brasileira.

Leia trechos da entrevista de Ana Maria Oliveira para a Agência Brasil

Agência Brasil: Como a senhora avalia esse momento de conscientização da sociedade brasileira em relação à anistia?Ana Maria Oliveira: Ainda temos muito caminho pela frente. Precisamos que o Supremo Tribunal Federal não acoberte com o manto da anistia os torturadores da ditadura. Isso porque a lei de 1979, a 6683, não é uma lei de anistia para torturador. Ela é uma lei de memória. 

Temos, nesse momento, algumas coisas para celebrar. Incluindo a importância da cultura para o debate político e o filme Ainda estou Aqui, que narra a vida e a trajetória de lutas de Eunice Paiva por justiça e por memória e por encontrar os restos mortais de Rubens Paiva, ex-deputado federal e marido de Eunice, assassinado nos porões da ditadura. 

O filme trouxe esse debate para a sociedade na medida em que abordou a questão dos desaparecimentos forçados, da morte, de todas as violações, pelo viés da família. 

A Eunice Paiva deu corpo, voz e visibilidade a muitas mulheres que lutaram pelas liberdades e que são a maioria invisibilizadas. Nós fizemos no final de março, na sessão inaugural da comissão, uma sessão especial de homenagem às mulheres do campo, da cidade, das periferias e anônimas que tiveram suas vidas devastadas nesse processo ditatorial. 

É preciso que nós continuemos a trabalhar. É preciso que nós contemos para o Brasil e para o mundo, especialmente para as crianças de hoje, e as de amanhã, o que ocorreu na ditadura. Foi um golpe contra a democracia brasileira, contra o Estado de Direito, contra o povo brasileiro que lutava por melhores condições de vida no governo do presidente João Goulart. 

O resultado da não responsabilização de torturadores, de todos aqueles que violaram a democracia e os direitos humanos, foi o 8 de janeiro (de 2023). É preciso resgatar memória histórica. A sociedade precisa reconhecer nos seus municípios os locais onde foram feitas as prisões e a tortura de muitos brasileiros. 

Agência Brasil: Em relação às pautas no Congresso Nacional que defendem anistia para quem cometeu os ataques no 8 de janeiro, é uma deturpação da palavra anistia? 

Ana Maria Oliveira: O que está sendo pedido no Congresso Nacional não é anistia. O que está sendo pedido no Congresso Nacional é perdão aos crimes cometidos por aqueles que atentaram contra a democracia. 

Anistia é um outro conceito. É o que o Estado brasileiro está fazendo contra aqueles que foram perseguidos pelo Estado ditatorial. Os que pedem anistia, na verdade, não foram perseguidos, não foram presos, não foram torturados. Eles não sofreram violações do Estado. 

Eles estão sendo julgados dentro do Estado Democrático de Direito, com todos os seus direitos sendo respeitados. 

Agência Brasil: Então esse pedido de anistia dos ataques do 8 de janeiro não cabe na legislação?

Ana Maria Oliveira: Isso é uma diferença muito fundamental para que a sociedade entenda. A anistia é se eles tivessem sido presos. Se eles tivessem sido mortos, assassinados, se eles tivessem ou seus familiares perseguidos.

Isso seria um pedido de anistia, que é o que nós estamos fazendo. Hoje nós pedimos desculpas àqueles que lutaram pelas liberdades no regime de exceção e que, portanto, foram perseguidos pelo Estado ditatorial. 

Agência Brasil: Essa é uma consequência do fato de não ter havido responsabilização a torturadores do regime?

Ana Maria Oliveira: Esse país é um país sem memória. Na medida em que você não responsabilizou os torturadores, como o (coronel do exército Carlos) Brilhante Ustra (1932 – 2015), como o (delegado Sérgio) Fleury (1933 – 1979), e todos os outros que violaram os direitos humanos, o que acontece é que isso deu uma sensação de impunidade. 

Agência Brasil: Essa sensação encorajou essas pessoas que são processadas e julgadas pelo STF?

Ana Maria Oliveir:  Exatamente. Como não houve responsabilização no passado, agora eles acham que também podem ser, entre aspas, anistiados, ou ser perdoados pelo que eles fizeram. 

Agência Brasil: Em relação às vítimas da ditadura e seus filhos e netos, o quão longe  estamos de fazer justiça a essas pessoas? 

Ana Maria Oliveira: Nós, na Comissão de Anistia, temos entendido que, com base em estudos científicos de vários psicólogos e psiquiatras, as violações sofridas pelo perseguido é transgeracional. Atinge toda a família, filhos e netos. 

Muitos tiveram que nascer no exílio, longe da convivência com os seus familiares. Viveram com seus pais de forma clandestina. As ações de memória que nós estamos implementando na comissão, especialmente com os pedidos de anistia coletiva, servem para dar visibilidade ao que aconteceu nesse país. 

Ao fim e ao cabo, é um pedido de desculpa para toda a sociedade. 

Agência Brasil: Depois dos efeitos do filme e também da data do golpe, como manter a sociedade brasileira ligada nesse tema? 

Ana Maria Oliveira: Nós precisamos de políticas de memória para que o tempo todo a sociedade brasileira conheça e reconheça o que aconteceu neste país pelo viés da educação. É preciso que nós não só falemos deste tema em março e em abril. 

Nós vamos voltar a fazer as Caravanas da Anistia, que é levar a Comissão de Anistia para os lugares onde ocorreram as violações para que ali a gente não só aprecie os processos daqueles que foram perseguidos lá no lugar. 

Todas essas políticas de memória são importantes para a gente continuar falando sobre o tema o ano inteiro. 

Nós vamos também retomar os projetos de Marcas da Memória (para rebatizar espaços e logradouros que ainda têm nome de torturadores brasileiros). 

Nós estamos com 61 anos do golpe e até agora praticamente ninguém foi responsabilizado. É preciso que o Estado brasileiro se empenhe para devolver às famílias os restos mortais daqueles que foram perseguidos. 

Relator do Conselho de Ética pede cassação do deputado Glauber Braga

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O relator do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, Paulo Magalhães (PSD-BA), apresentou, nesta quarta-feira (2), parecer favorável à cassação do mandato do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) por quebra de decoro parlamentar. O parecer ainda precisa ser aprovado pelo conjunto do colegiado. 

 

Braga responde a representação apresentada pelo partido Novo, por ter agredido e expulsado da Câmara um militante do Movimento Brasil Livre (MBL), que insultou a mãe do parlamentar. O relator lembrou que as condutas descritas na representação foram registradas em vídeo, “uma vez que todas foram cometidas nas dependências da Câmara dos Deputados”.

“A violência física cometida pelo representado em resposta à ofensa verbal perpetrada por Gabriel Costenaro foi totalmente desproporcional e, portanto, injustificada, e não há como acatar a tese da legítima defesa”, disse Paulo Magalhães, que, ao rejeitar os argumentos da defesa de Braga, solicitou a perda do mandato do acusado. 

Glauber Braga alega ser vítima de perseguição política movida pelo ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), em parceria com o relator do processo. Ambos negam as acusações.

Segundo o relator, as acusações de Braga atingem a honra do Parlamento. “Cabe frisar que as agressões físicas e verbais praticadas pelo representado, sobretudo as ofensas dirigidas ao presidente desta Casa [ex-presidente Lira], não só maculam a integridade física e moral dos envolvidos, mas também atingem a honra e a dignidade deste Parlamento e de seus membros”, afirmou Magalhães.

O relator sustentou que, “diante das provas produzidas nos autos, verifica-se que o representado extrapolou os direitos inerentes ao mandato” e acrescentou que as ações violam o decoro parlamentar e exigem a “aplicação ao deputado Glauber Braga da sanção de perda do mandato”.

Deputado se defende

Glauber Braga argumentou que a tentativa de cassar seu mandato é uma punição pelas denúncias que fez contra supostas irregularidades do chamado orçamento secreto, que é a destinação de verbas de emendas parlamentares sem transparência e rastreabilidade dos recursos, prática que virou alvo de ação do PSOL no Supremo Tribunal Federal (STF).

“Eu não estou lutando contra o que é o relatório aqui feito pelo deputado Paulo Magalhães. Eu estou lutando contra a compra de apoio político, que já estava pré-datada, prefixada, a partir daquilo que ele indicou de orçamento secreto em articulação com o senhor Arthur Lira”, afirmou. Os deputados Lira e Magalhães negam as acusações.

“Estou com coração tranquilo. Obviamente, indignado. A defesa da honra da minha mãe era uma questão de vida”, afirmou Braga, ao justificar a reação à ofensa do militante do MLB. 

Braga ainda lembrou que Magalhães se absteve de votar pela cassação do deputado Chiquinho Brazão (RJ), que foi preso e é acusado de mandar matar a vereadora Marielle Franco, do Rio de Janeiro, em 2014. O Conselho de Ética aprovou a cassação de Brazão há sete meses, mas o plenário da casa ainda não apreciou o caso.

Caso o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar aprove o relatório pela cassação do mandato de Glauber Braga, o processo segue para análise do plenário da Câmara dos Deputados.

Arthur Lira

Na época em que o processo foi aberto contra Glauber no Conselho de Ética, o então presidente da Câmara, Arthur Lira, repudiou as ofensas e acusações do parlamentar do PSOL.

“Merecem pronta repulsa episódios como o ocorrido por parte de parlamentar que já responde a outro processo perante o Conselho de Ética, por ter agredido uma pessoa presente no interior da própria Câmara dos Deputados “, destacou Lira.

Moraes decreta prisão de Léo Índio, réu pelo 8/1 que está na Argentina

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), decretou a prisão de Léo Índio, primo dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), acusado de participar dos ataques de 8 de janeiro de 2023.

 

A decisão atende a pedido do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Segundo o PGR, Léo Índio fugiu para a Argentina mesmo com o passaporte cancelado pelo Supremo desde janeiro de 2023.

“Verifica-se que o réu demonstrou ampla intenção de sair do território nacional com a finalidade de se evadir do distrito de culpa, uma vez que o acusado tendo plena ciência do cancelamento de seu passaporte, deliberadamente fugiu do Brasil, tendo ingressado na Argentina com o documento de identidade, em razão da desnecessidade de apresentação obrigatória de passaporte em países do Mercosul”, disse Moraes.

A decisão foi tomada por Moraes na terça-feira (1ª) e publicada nesta quarta (2). O ministro diz que o documento de permanência provisória de Léo Índio juntado pela defesa do réu nos autos, que mostra autorização para permanecer no país até junho de 2025, é prova de que o intuito dele era fugir do Brasil diante do risco de condenação.

“A evidente fuga do distrito da culpa em virtude do recebimento da denúncia em face do réu demonstra a legitimidade da imposição da prisão preventiva para assegurar a aplicação da lei penal”, afirmou o ministro.

Léo Índio se tornou réu no Supremo por participação nos ataques de 8 de janeiro em sessão virtual da Primeira Turma encerrada em 28 de fevereiro. Ele é acusado de ter cometido cinco crimes, dentre os quais estão golpe de Estado e associação criminosa armada.

Um mês após se tornar réu, o primo dos três filhos mais velhos de Bolsonaro anunciou nas redes sociais que estava na Argentina. Ele gravou um vídeo ao lado de um corretor condenado pelo STF, foragido desde abril de 2024.

Gonet pediu a prisão preventiva de Léo Índio na terça, dias após a defesa do réu apresentar provas de sua ida à Argentina e comunicar o Supremo sobre um pedido de refúgio para o governo de Javier Milei.

“Ao se evadir para a Argentina, Leonardo Rodrigues de Jesus deliberadamente descumpriu medida cautelar alternativa a prisao, a evidenciar sua insuficiencia, o descaso com a aplicacao da lei penal e desrespeito as decisoes emanadas pelo Supremo Tribunal Federal”, disse Gonet.

Na petição ao Supremo, Gonet afirma que em 19 de janeiro de 2023, o ministro decretou medidas cautelares contra ele, dentre elas o cancelamento de todos os passaportes emitidos em nome do reu, inclusive com a adocao das providencias necessarias para impedir a emissao de novos documentos.

“A ontologia da medida cautelar de cancelamento de passaporte visa a proibicao de fuga do reu do país”, afirmou Gonet.