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Corpo de cientista italiano é encontrado desmembrado na Colômbia

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O corpo de um cientista italiano, que trabalhava no Reino Unido, foi encontrado desmembrado dentro de uma mala, na Colômbia. Alessandro Coatti era um investigador que trabalhava para a Sociedade Real de Biologia desde 2017.

 

O corpo do especialista foi encontrado desmembrado dentro de uma mala de viagem na cidade de Santa Marta. A polícia diz que encontrou apenas a sua cabeça, mãos e pés e que está à procura do dorso e de outras partes do corpo.

O turista, de 42 anos, estaria hospedado na zona histórica de Santa Marta e foi visto pela ultima vez na sexta-feira. Estaria de férias, segundo informa o Daily Mail.

O corpo foi encontrado por um grupo de crianças, sendo que o prefeito local já anunciou que dará uma recompensa a quem ajudar a capturar os responsáveis pelo homicídio. 

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Pânico a bordo: homem tenta abrir porta de emergência e agride assistente

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Um voo da AirAsia tornou-se numa experiência assustadora para todos que estavam a bordo no último dia 5 de abril.

 

A aeronave seguia de Lumpur, na Malásia, a Sydney, na Austrália, quando um homem se dirigiu para a parte traseira e tentou abrir a porta de emergência.

Os assistentes de bordo o colocaram de volta para o seu lugar, momento em que tentou abrir outra porta de segurança. Quando novamente interpelado, o passageiro agrediu o assistente de bordo.

Shadi Taisser Ayed Alsaaydeh, de 46 anos, foi acusado de três infrações: duas por colocar em risco a segurança da aeronave e outra de agressão. 

“As ações deste homem poderiam ter tido consequências trágicas e os passageiros e o pessoal do avião não deveriam ter de aturar comportamentos indisciplinados, violentos ou perigosos durante os voos”, afirmou Davina Copelin, superintendente detetive interina da Polícia Federal Australiana, em comunicado.

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Prefeito de Angra dos Reis pede apoio federal para construir abrigos

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O prefeito de Angra dos Reis, Cláudio Ferreti, reuniu-se nesta segunda-feira (7) com o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, para tratar de ações emergenciais no município, atingido por forte chuvas no fim de semana.  

 

Na reunião, o prefeito solicitou apoio federal para construção de abrigos comunitários reversíveis, que possam acolher as famílias afetadas sem comprometer o funcionamento de escolas. “Queremos construir abrigos que possam ser usados pela comunidade, mas que estejam prontos para receber pessoas em momentos de crise. Assim evitaremos paralisar as aulas por 15 ou 20 dias”, explicou.

O secretário informou que o governo federal irá oferecer todo o suporte necessário e agilizar a liberação de recursos para atender a população. 

Os dois visitaram áreas afetadas pelas chuvas, como a Estrada Beira Rio, no Bracuí, onde foram feitas obras de contenção. Outro local visitado foi o Parque Mambucaba, onde estão localizadas escolas municipais que atualmente servem como abrigos temporários.  A comitiva também foi ao Quilombo Santa Rita do Bracuí.

A cidade está em situação de emergência por causa dos temporais. O município contabilizou 331 desalojados acolhidos em quatro abrigos abertos pela prefeitura. A orientação é que as pessoas permaneçam nos abrigos até que a Defesa Civil faça a vistoria dos imóveis e ateste que é seguro voltar para casa. Não houve mortes na cidade. As aulas recomeçaram hoje (7) na maioria das escolas do município.

 

Pabllo Vittar convida Nathy Peluso para lançamento da música ‘Fantasía’

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Pabllo Vittar e Nathy Peluso, duas potências musicais da América Latina, se reúnem para o lançamento de uma parceria que será lançada no dia 9 de abril, onde estará disponível em todas as plataformas digitais e o videoclipe que poderá ser conferido, no canal do YouTube da Pabllo Vittar, no dia 16 de abril.

 

A colaboração entre Pabllo Vittar e Nathy Peluso, e o lançamento da música ‘Fantasía’, será lançada como parte da campanha ‘Compartilhe uma Coca-Cola’: a celebração de momentos compartilhados e as experiências únicas vividas entre amigos e família. Como agência criativa por trás da campanha, a VML garante que o videoclipe captura essa conexão, retratando as artistas habitando mundos diferentes até que o simples gesto de compartilhar uma Coca-Cola reduz as distâncias e as reúne em um tempo e espaço compartilhados. Essa collab incorpora perfeitamente a ênfase da campanha em conexões genuínas e em criar momentos especiais por meio de experiências compartilhadas.

“O que eu mais gosto na personalidade da Nathy é que ela é uma mulher muito forte. Ela não tem medo de experimentar, tanto musical quanto estilisticamente,” declara Pabllo Vittar. “Sou fã dela já há bastante tempo. É muito bom poder cocriar com artistas que a gente gosta”, finaliza.

“Há muitos anos queríamos nos conhecer, e nos conhecer fazendo arte juntas é ainda mais especial. Estou muito feliz”, disse Nathy Peluso.

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Léo Dias é internado com pneumonia em São Paulo

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Na noite desta segunda-feira (7), o jornalista Léo Dias foi internado em São Paulo. A assessoria do profissional comentou nas redes sociais sobre o problema de saúde dele.

 

“Após passar 12 dias de férias no continente asiático e se dedicar por mais de cinco horas ao vivo no último dia (29/3) na cobertura do último Luan City Festival, o jornalista Léo Dias precisou se afastar dos seus compromissos após ser diagnosticado com pneumonia”. 

O corpo médico do hospital garante que a evolução é favorável. “O paciente está evoluindo de forma favorável, mantendo-se clinicamente estável, sem febre, com respiração espontânea”. 

Léo Dias tem 49 anos e é conhecido por ser muito polêmico no mundo das celebridades. 

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Maioria dos brasileiros são contra anistia pelo 8/1, aponta Datafolha

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A maioria dos brasileiros, 56% dos ouvidos pelo Datafolha, é contrária à anistia aos responsáveis pelos ataques golpistas do 8 de janeiro. Já a dosimetria das penas aplicadas a eles divide opiniões: 34% as consideram adequadas, enquanto 36% gostariam de vê-las reduzidas e 25%, aumentadas.

 

O instituto ouviu 3.054 eleitores em 172 cidades do país de 1º a 3 de abril, em um levantamento com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou menos.

No domingo (6), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) liderou um ato na avenida Paulista, em São Paulo, para defender a anistia aos envolvidos no ataque às sedes dos três Poderes em 2023 que foram condenados pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

A manifestação foi mais bem-sucedida do que a anterior, no mês passado no Rio, mas, ao levar às ruas 55 mil pessoas estimadas pelo Datafolha, mostra um apoio minguante ao político em comparação com o evento em São Paulo no começo do ano passado.

Bolsonaro busca demonstrar força para a tramitação de algum tipo de perdão no Congresso não só para os já condenados, mas para si, ciente de sua precária posição judicial: está inelegível até 2030 e tem sua condenação dada como certa no julgamento sobre sua participação na trama golpista do ocaso de seu governo. Mesmo uma hoje improvável anistia parlamentar é vista como fadada a ser derrubada pelo Supremo.

Até aqui, a corte condenou ao menos 480 réus em mais de 1.500 ações penais. Pelo menos 155 deles estão presos.

O gatilho mais recente para os manifestantes foi o caso da cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos. Ela ficou famosa por ter pintado com batom a expressão “perdeu, mané”, usada pelo ministro do STF Luís Roberto Barroso contra manifestantes que o admoestaram em Nova York após a derrota de Bolsonaro para Lula (PT) em 2022.

O relator, Alexandre de Moraes, votou para condená-la a 14 anos de prisão por atentado contra o Estado democrático de Direito, dentre outros crimes, e foi seguido por Flávio Dino. O ministro Luiz Fux, porém, pediu vista, interrompeu o julgamento e indicou uma revisão.

O tamanho da pena virou objeto de discussão na comunidade jurídica, e, após manifestação da PGR (Procuradoria-Geral da República) e autorização de Moraes, Débora passou para a prisão domiciliar.

A pesquisa Datafolha reflete um pouco o impacto do episódio. Há um ano, 31% eram a favor da anistia, número que oscilou para 33% em dezembro passado. Agora, subiu para 37%, não exatamente uma disparada, mas uma sinalização. Já a rejeição ao perdão foi inicialmente de 63% para 62%, deslizando agora para 56%.

A avaliação é bastante homogênea na sociedade, com exceções previsíveis em grupos ideológicos: para 72% dos simpatizantes do PL de Bolsonaro, deveria haver anistia, enquanto 90% dos aderentes do PSOL e 68% dos petistas dizem o contrário.

A esquerda tem organizado algumas manifestações dispersas pelo país contra a anistia, mas com sucesso de público ainda menor do que as da direita.

Entre aqueles que dizem votar no principal nome do bolsonarismo sem Bolsonaro em 2026, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), 61% são a favor da anistia. O aliado esteve ao lado do ex-chefe, de quem foi ministro antes de ser lançado na vida política, nos eventos do Rio e da Paulista.

Eles foram organizados pelo pastor Silas Malafaia, antigo apoiador do ex-presidente. Entre os evangélicos, 40% são pró-anistia, e 50% são contrários. Nesse segmento populacional, a margem de erro é de quatro pontos.

Já em relação ao tamanho das penas, que têm chegado a até 17 anos de prisão em alguns casos, os mais pobres são os que mais acreditam que elas deveriam ser maiores (30%, com uma margem de erro de 3 pontos no segmento).

Já os mais ricos são os que mais querem penas menores (47% no grupo de quem ganha de 5 a 10 salários mínimos, com margem de 5 pontos, e 45% na faixa acima, com margem de 8 pontos).

Não há evolução acerca da questão da dosimetria porque o instituto não havia questionado isso nas duas rodadas anteriores.

O Datafolha também quis saber se os entrevistados aprovam a ideia de mudar a Lei da Ficha Limpa. O Congresso debateu a redução dos prazos de inelegibilidade de políticos condenados pela Justiça Eleitoral, uma forma inicial do grupo de Bolsonaro de tentar recolocá-lo no jogo.

O texto acabou alterado, vedando a possibilidade no caso específico do ex-presidente. Seja como for, a ideia de favorecer os políticos divide a população: 47% são contra e outros 47%, a favor, com 5% dizendo não saber avaliar e 1% demonstrando indiferença ao tema. Os mais ricos são os mais contrários (66% com a margem de 8 pontos do segmento).

Lula viaja a Honduras em busca de integração latino-americana ante Trump

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(FOLHAPRESS) – Após cúpula marcada por cisões na América Latina, a Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos) volta a se reunir nesta quarta-feira (9) em Honduras -desta vez, sob a sombra da retórica agressiva do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra a região.

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) viaja a Tegucigalpa, capital do país centro-americano, nesta terça-feira (8), mesmo dia em que os chanceleres dos países-membros se reunirão para alinhar detalhes do encontro entre chefes de Estado.

A expectativa, no entanto, é que esta seja mais uma cúpula esvaziada, repetindo o padrão dos últimos anos. Líderes de apenas 11 dos 33 países que integram a comunidade confirmaram presença, segundo a agência de notícias EFE. Mas o grupo inclui nomes de peso, caso dos presidentes da Bolívia, Luis Arce; do México, Claudia Sheinbaum; e da Colômbia, Gustavo Petro, que vai receber a presidência da Celac da anfitriã, Xiomara Castro, durante o evento.

O encontro ocorrerá em um momento de menos turbulência na América Latina, ao menos internamente. A cúpula de 2024 aconteceu em março, apenas alguns meses antes das conturbadas eleições na Venezuela, em julho, e a semanas da invasão da embaixada do México no Equador, no início de abril.

Entram em cena, porém, novos desafios impostos pela política externa de Trump, que tem atacado países adversários e mesmo aliados desde seu retorno à Casa Branca, em janeiro.

Na América Latina, a imprevisível atitude expansionista de Trump, observada em relação à Groenlândia e à Faixa de Gaza, manifestou-se em ameaças de tomar o canal do Panamá. Já a imposição de tarifas comerciais foi menos dramática. Com exceção de Venezuela e Nicarágua, taxados em 15% e 18%, respectivamente, e México, que foi poupada da última rodada, toda a região recebeu a tarifa mínima estabelecida pelos EUA, de 10%.

A conjuntura hostil, contudo, pode ser uma oportunidade para os países-membros retomarem o objetivo central da Celac, fundada em 2011, no final do segundo mandato de Lula: integrar a região.

Na visão do governo brasileiro, a reunião será importante para que os países possam, juntos, fazer uma avaliação sobre essa nova presença dos EUA na América Latina. O Planalto fala em uma política externa americana ditada na Flórida, que tem predominado nas últimas medidas anunciadas pelo governo.

Tanto o secretário de Estado americano, Marco Rubio (senador pela Flórida), quanto o enviado especial para América Latina, Mauricio Claver-Carone (cubano-americano que liderou organização anti-Castro), e o assessor de Segurança Nacional, Mike Waltz (deputado pela Flórida) têm raízes no estado, onde predomina uma visão linha-dura em relação a Venezuela, Cuba e à esquerda na América Latina.

Um funcionário no Planalto que acompanha a situação avalia que região estará, mais do que nunca, no foco da agenda negativa do governo Trump por dois motivos: a disputa com a China por influência e a abordagem radical em relação a migração.

Ao contrário das tarifas, aliás, muito recentes para dominar os trabalhos e serem incluídas em um texto final que exige negociações entre todos os países, a migração deve ser um tema incontornável no evento, de acordo com o funcionário do Itamaraty.

Ainda assim, não há expectativa de concluir a cúpula com uma declaração forte de condenação às ações de Trump em relação a deportações ou em defesa da democracia e dos direitos humanos, já que muitos países-membros da Celac são dependentes dos EUA e temem retaliações.

Desde o início do ano, centenas de migrantes foram deportados do território americano, muitos deles para uma prisão de segurança máxima de El Salvador, governado pelo líder de direita Nayib Bukele, aliado de Trump na América Central.

O envio do grupo, formado em sua maioria por venezuelanos, abriu uma crise entre Washington e Caracas. A presença de Nicolás Maduro na cúpula, aliás, ainda uma incógnita, pode causar mal-estar inclusive entre antigos aliados, como o próprio Lula, após acusações de fraude no pleito que encaminhou o ditador a um terceiro mandato.

Em janeiro, Argentina, Paraguai e Costa Rica, todos países governados por políticos de direita, opuseram-se a uma reunião da Celac para tratar das deportações em massa de Trump.

A falta de união, em geral, pode prejudicar os planos do Brasil de conseguir unir os 33 países-membros da organização em torno da candidatura unificada de uma mulher para o cargo de secretária-geral das Nações Unidas, no lugar do português António Guterres

Diferentemente de instituições mais consolidadas, caso do Mercosul, a Celac tem fragilidades institucionais que deixam a organização vulnerável às ideologias dos governos de turno, afirma Regiane Bressan, professora de relações internacionais da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e especialista em integração da América Latina.

Atualmente, ela descreve a Celac como uma instituição acanhada, mas afirma que o governo Lula deverá aproveitar a cúpula para se posicionar como um articulador regional. “Não vamos conseguir fomentar a integração regional, mas o Brasil poderá aproveitar o espaço para estimular diálogos e fazer propostas de enfrentamento às adversidades internacionais, que possam aumentar o comercio regional e diminuir os impactos do tarifaço, por exemplo.”

Tarifas colocam Casa Branca em caos; direita quer tirar poder de Trump

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As tarifas anunciadas, na semana passada, pelo presidente norte-americano, Donald Trump, deixaram o mundo em alvoroço. Com o perigo de uma recessão global, que já se faz sentir sobretudo nos bolsos dos bilionários que perderam, só na quinta e sexta-feira, quase 500 milhões de dólares, os membros do Partido Republicano, ao qual pertence o próprio chefe de Estado, estão se virando contra Trump e se juntando à oposição democrata para apoiar um projeto lei capaz de limitar o poder para impor tarifas.

 

O projeto de lei que pode concretizar essa limitação chama-se “Lei de Revisão do Comércio” e propõe obrigar o presidente a obter a aprovação do Congresso antes de impor tarifas alfandegárias, que só podem ser prorrogadas por um máximo de dois meses, a menos que a legislatura aprove a sua prorrogação.

Além disso, confere à legislatura o poder de cancelar as tarifas antes do prazo de 60 dias, se houver consenso em ambas as câmaras.

Esta iniciativa está sendo promovida pelo congressista republicano Don Bacon, segundo o site ‘Axios’, e é apoiada por um grupo de sete senadores republicanos, no qual se inclui o ex-líder da Câmara dos Representantes Mitch McConnell.

As hipóteses de qualquer uma destas duas propostas se tornar lei dependem de um maior número de legisladores republicanos romperem as fileiras do partido, pois é necessária uma votação de dois terços em ambas as câmaras para ultrapassar o veto da Casa Branca.

Pausa nas tarifas é “fake news”. Trump recua: “Não sejam fracos!”

Durante alguns minutos de segunda-feira houve esperança de que Trump estivesse considerando fazer uma pausa nas tarifas, com o diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Kevin Hassett, avançando que o presidente poderia introduzir uma pausa de 90 dias nas tarifas aplicadas a todos os países, com a exceção da China. A informação foi concedida durante uma entrevista à CNBC, na qual o responsável assinalou que a queda da bolsa não fazia parte da estratégia de Trump. 

Mas a ‘notícia’ durou pouco. O mesmo meio norte-americano revelou, pouco depois, que a Casa Branca negava as declarações, designando-as como “fake news” [notícias falsas, em português].

Antes desta hipótese surgir, Donald Trump tinha recorrido à sua rede social, Truth Social, para destacar que, com as tarifas, os Estados Unidos estavam tendo a oportunidade de fazer algo que já deveria ter feito “há décadas”, pedindo aos norte-americanos que não sejam “fracos”, após ter imposto tarifas a praticamente todos os países do mundo.

“Os Estados Unidos têm a oportunidade de fazer algo que deveria ter sido feito há DÉCADAS. Não sejam fracos! Não sejam estúpidos! Não sejam ‘PANICAN’ (Um novo partido baseado em pessoas Fracas e Estúpidas!). Sejam Fortes, Corajosos e Pacientes, e a GRANDEZA será o resultado!”, escreveu Trump. 

Em reação, o presidente executivo do banco JPMorgan Chase, Jamie Dimon, alertou que a política tarifária de Donald Trump está levando os mercados ao “ambiente geopolítico e econômico mais perigoso e complicado desde a Segunda Guerra Mundial”. E mostrou não ter dúvidas de que vão “aumentar a inflação” e levar a economia global para uma recessão.

China recusa ceder a “ameaças” e promete retaliar

Perante as ameaças de Trump, que prometeu aumentar ainda mais as tarifas alfandegárias sobre os produtos chineses, a embaixada chinesa nos Estados Unidos quis “deixar claro” que “pressionar ou ameaçar a China não é a forma correta de lidar” com o país, que irá “salvaguardar firmemente os seus direitos e interesses legítimos”.

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Butantan desenvolve primeira vacina brasileira contra gripe aviária

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O Instituto Butantan desenvolveu a primeira vacina brasileira contra a gripe aviária e aguarda a liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para realizar testes clínicos em humanos.  

 

Rafael Dhalia, pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Pernambuco, ressalta a importância do desenvolvimento dessa vacina aqui no Brasil.

“Ao contrário do que aconteceu na pandemia de covid-19, quando dependemos de vacinas e tecnologia vindas de outros países, agora podemos assumir um protagonismo com a vacina brasileira contra a gripe aviária. O Brasil tem a oportunidade de estar à frente no controle de uma futura epidemia, oferecendo imunização com a vacina desenvolvida e produzida 100% no Brasil”, afirma.

Entre os anos de 2003 a 2024, segundo o pesquisador, 954 pessoas foram infectadas em 24 países com o vírus da gripe aviária. Destas, 464 não resistiram à doença.

“Em humanos, embora ainda sejam raros os casos, o que chama atenção é a gravidade. A taxa de letalidade é em torno de 48,6%, bem maior do que a registrada para covid-19, que é de menos de 1%. Então a busca por uma vacina eficaz contra a gripe aviária não é apenas uma questão de prevenção individual, mas, sim, de uma estratégia global. Isso porque conter o surto desse vírus é essencial para evitar que ele se transforme em pandemia com consequências devastadoras.”

Pessoas maiores de 18 anos, com exceção de gestantes, podem se apresentar como voluntarias para participar dos testes da vacina. A inscrição é restrita a interessados dos estados de Pernambuco, Minas Gerais e São Paulo. Mais informações podem ser obtidas no número (81) 99487-6755.

Os candidatos devem assinar um termo de consentimento e é importante que estejam com a saúde em dia. No momento em que a Anvisa liberar os testes, os 700 voluntários selecionados deverão tomar as duas doses da vacina.

 

Ator de ‘Round 6’ é condenado por assédio sexual

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O ator sul-coreano Oh Yeong Su, conhecido pelo papel de Jogador 001 na saga “Round 6”, da Netflix, foi condenado a um ano de prisão por assédio sexual.

 

A defesa de Yeong Su, de 80 anos, alega sua inocência. Ele já havia sido condenado em primeira instância no ano passado, mas recorreu.

O ator foi condenado por molestar uma mulher de 22 anos em duas ocasiões, ambas ocorridas em 2017. Os promotores descreveram o ator como “um veterano com quase cinco décadas de carreira no teatro que assediou uma jovem e indefesa integrante da trupe”. As informações são do jornal India Today.

No tribunal, o ator falou: “Estou envergonhado de estar em um tribunal com a minha idade. Se minhas palavras ou ações foram erradas, eu aceito as consequências. No entanto, mesmo após refletir, eu acredito que não cometi nenhum ato que possa ser considerado assédio”, disse ele.

“Se minhas palavras ou ações feriram alguém, me arrependo disso. Meus 80 anos de vida foram transformados em pó. Me sinto vazio. Só quero voltar para casa”, falou.

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Após duas rodadas, Brasileiro já tem crise no apito e árbitros afastados

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Iniciado há pouco mais de uma semana, o Campeonato Brasileiro já vive uma crise de arbitragem. A segunda rodada, realizada no sábado (5) e no domingo (6), teve erros evidentes, reclamações e os primeiros afastamentos de profissionais pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol).

 

Foi um péssimo início de competição para a nova Comissão de Arbitragem da CBF, anunciada em fevereiro. A equipe agora é coordenada por ex-juiz paulista Rodrigo Martins Cintra, que substituiu o demitido Wilson Luiz Seneme e é auxiliado por Luiz Flávio de Oliveira, Marcelo Van Gasse, Fabrício Vilarinho, Luis Carlos Câmara Bezerra, Eveliny Almeida e Emerson Filipino Coelho.

O grupo conta com o apoio do CCEI (Comitê Consultivo de Especialistas Internacionais), formado pelo argentino Néstor Pitana, que apitou a final da Copa do Mundo de 2018, pelo italiano Nicola Rizzoli, responsável pelo apito na decisão do Mundial de 2014, e pelo brasileiro Sandro Meira Ricci, que atuou nas Copas de 2014 e 2018. O CCEI analisa as partidas e produz relatórios.

Segundo nota da CBF, o colegiado “constatou equívocos cometidos pelos profissionais” nas partidas Internacional x Cruzeiro e Sport x Palmeiras. Por isso, foram afastadas as equipes de arbitragem de campo e de vídeo (VAR) que atuaram nesses confrontos.

“Infelizmente, existem momentos de instruir, de coibir e também de afastar. Neste momento, a Comissão de Arbitragem afasta para instrução as equipes das partidas em que, na visão do CCEI, houve equívocos. O afastamento não é simplesmente uma punição vazia, é para que possamos cuidar dos árbitros, instruí-los”, disse Cintra.

Os dois duelos citados tiveram influência direta dos juízes nos resultados.

Em Porto Alegre, o Cruzeiro jogou com um atleta a menos desde os 20 minutos do primeiro tempo, quando Jonathan Jesus foi expulso por uma falta em Wesley. A infração, na visão unânime dos ex-juízes que hoje trabalham como comentaristas de TV -e na visão do próprio comitê da CBF-, não ocorreu.

Em 11 contra 10, o Internacional construiu uma tranquila vitória por 3 a 0. O jogo teve Marcelo de Lima Henrique (CE) no apito e Daiane Muniz (SP) na cabine do VAR. Ela disse: “Marcelo, cartão vermelho muito bem aplicado”.

Já o embate entre Sport e Palmeiras, no Recife, teve seu lance decisivo no finalzinho, um pênalti apitado em disputa de Raphael Veiga com Matheus Alexandre. Nem o ex-goleiro Marcos, ídolo histórico alviverde, viu a irregularidade. “Eu prefiro perder do que ganhar com um pênalti desses. É constrangedor.”

O juiz era Bruno Arleu de Araújo (RJ), auxiliado -ou quase isso- por Rodrigo Nunes de Sá (RJ), que, de algum jeito, enxergou “um calço”. “O árbitro estragou o jogo, decidiu para eles”, lamentou o meia Lucas Lima, do Sport, derrotado por 2 a 1 com o pênalti convertido nos acréscimos.

Gabigol, do Cruzeiro, também ficou bravo: “Enquanto isso, a preocupação é subir na bola”.

Era uma referência ao ofício enviado pela CBF aos clubes e federações estaduais, na última semana, a respeito de “um comportamento específico que tem provocado transtorno”, “prejudicando sobremaneira a imagem do esporte que tem longa abrangência nacional e internacional”. “Trata-se de um jogador subir na bola com os dois pés, com o intuito de provocação à equipe rival”, esclareceu Rodrigo Cintra, que assina o documento. Pisar na bola agora resulta em cartão amarelo.

Memphis Depay usou esse artifício para ganhar tempo na decisão do Campeonato Paulista, no último dia 27, com triunfo de seu Corinthians sobre o Palmeiras. E se irritou no sábado, quando o time alvinegro teve dois gols anulados pela dupla Anderson Daronco (RS)/Rodrigo D’Alonso Ferreira (SC), decisões contestadas que não impediram a vitória preta e branca por 3 a 0.

Daronco não apitou nem falta, e D’Alonso não recomendou a revisão em vídeo quando Memphis levou uma entrada dura de Lucas Piton. Com o tornozelo bastante inchado, o holandês virou desfalque e nem viajou à Colômbia, onde o Corinthians enfrentará o América de Cali nesta terça-feira (8), pela Copa Sul-Americana.

“O VAR viu tudo”, ironizou, no Instagram, exibindo a região machucada. “Era falta para cartão vermelho, mas, em vez de ver isso, eles preferem fazer regras como a de não subir na bola. O Brasil é o país do futebol, e futebol não se joga só com os pés, joga-se com a mente. Eles têm que fazer um trabalho melhor.”

Pressionada, além de afastar os árbitros de duas partidas, a CBF anunciou uma jornada de treinamento para os árbitros na próxima segunda (14), no Rio de Janeiro. Os problemas não vão se resolver em um dia, com “uma série de atividades no campo do Clube da Aeronáutica (CAER) e no Centro de Excelência da Arbitragem Brasileira (CEAB)”, mas era preciso dar alguma resposta no campo das relações públicas.

A rodada terrível da arbitragem se deu logo após a publicação de uma reportagem da revista piauí que apontou a gastança do presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, enquanto verbas de arbitragem eram cortadas. Mesmo com uma receita anual de mais de R$ 1 bilhão, a confederação engavetou um projeto de R$ 60 milhões de um centro de treinamento de árbitros.

A solução da vez é uma dinâmica de grupo no dia 14. O dia 15 já terá jogo de verdade, com o início da terceira rodada do Brasileiro.

“Estamos antecipando a profissionalização da arbitragem, que começa com esse projeto-piloto já na próxima semana. Como ex-árbitro de futebol, a gente entende que esse trabalho no campo é fundamental, como técnica de corrida, para o árbitro buscar posicionamentos, ângulos e decidir corretamente”, disse Alício Pena Júnior, coordenador-geral do CEAB, mais um órgão da arbitragem brasileira. “Vamos trabalhar no campo para produzir resultados positivos!”

Bolsonaro diz concordar com fala de Malafaia sobre ‘generais frouxos’

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) chamou de “verdades” trechos do discurso do pastor Silas Malafaia, feito no domingo (6) em ato na avenida Paulista, atacando o Alto Comando do Exército.

 

O líder evangélico, em tom exaltado durante a manifestação, disse que os generais de quatro estrelas são uma “cambada de frouxos, cambada de covardes, cambada de omissos” que “não honram a farda que vestem”.

Malafaia afirmou ser preciso “marcar posição” e negou defender um golpe de Estado.

Em entrevista à revista Oeste nesta segunda-feira (7), o ex-mandatário citou o “desabafo ontem lá na Paulista” feito pelo pastor.

“Não vou repetir aqui porque sou capitão do Exército, né? Fiquei muito triste não com o Malafaia, mas com as verdades que ele falou. Realmente é revoltante a gente ouvir isso daí. Ele fala: ‘Ninguém quer dar um golpe nenhum, não, mas o que está acontecendo é isso’ e se dirigiu aí a algumas autoridades fardadas.”

Bolsonaro reclamou na entrevista das condições de prisão do general Walter Braga Netto, seu ex-ministro e companheiro de chapa em 2022. Também afirmou haver “uma pessoa no Brasil que pega uma caneta e te bota na cadeia”, em referência ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Na entrevista, ele também comentou a reunião com sete governadores antes da manifestação na capital paulista. Ele posou para foto com Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, Ratinho Jr. (PSD), do Paraná, Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás, Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina, Mauro Mendes (União Brasil), de Mato Grosso, e Wilson Lima (União Brasil), do Amazonas.

Os quatro primeiros são cotados como presidenciáveis em 2026.

O ex-presidente disse que ninguém será obrigado a apoiar “um ou outro candidato” no próximo ano. “Se cada partido tiver um candidato, sem problema. No segundo turno a gente vê com quem se alia”, diz Bolsonaro
Ele também afirmou que não fará críticas a eventuais concorrentes desse campo político.

Bolsonaro está inelegível até 2030 devido a condenação na Justiça Eleitoral, mas diz que vai registrar candidatura no próximo ano. Ele também se tornou réu no STF sob acusação de liderar uma trama golpista após derrota na eleição de 2022.

Lula aparece com curativo na testa após procedimento para retirar pinta

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CATARINA SCORTECCI
CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) – O presidente Lula (PT) apareceu nesta segunda-feira (7) em uma cerimônia em Minas Gerais com um curativo na testa após retirar uma pinta.

 

De acordo com a Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República), foi um procedimento dermatológico simples realizado neste final de semana, em São Paulo.

Nesta segunda, ele usava uma bandagem adesiva discreta, logo acima da sobrancelha direita.

Lula participou nesta segunda de uma cerimônia realizada pela empresa Novo Nordisk, que anunciou um plano de expansão de sua unidade na cidade mineira de Montes Claros, com um investimento de R$ 6,4 bilhões.

Com sede na Dinamarca, a empresa diz que vai aumentar a capacidade de produção de tratamentos injetáveis para pessoas com obesidade, diabetes e outras doenças crônicas graves.

Ministros também participaram da cerimônia e, durante discursos, o foco foi a reforma tributária da renda.

Ao contrário do que vinha fazendo em atos públicos semelhantes, o presidente leu a maior parte do seu discurso, e falou de improviso apenas no começo.
Durante o evento, Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) também receberam dose da vacina contra a gripe, para marcar o início, nesta segunda, da campanha nacional de vacinação.

A dose foi aplicada em Lula pela própria médica do presidente, Ana Helena Germoglio. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), fez a aplicação em Alckmin.

A meta é imunizar 90% dos chamados grupos prioritários, que incluem idosos, caso de Lula e Alckmin. Gestantes e crianças de 6 meses a menores de 6 anos também integram o grupo.

De acordo com o Ministério da Saúde, o imunizante protege contra um total de três vírus do tipo influenza.

PT pede investigação de Nunes por gasto de R$ 500 milhões acima da meta em ano eleitoral

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CLAYTON CASTELANI
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A bancada do Partido dos Trabalhadores na Câmara Municipal de São Paulo protocolou na última sexta-feira (4) uma representação no TCM (Tribunal de Contas do Município) pedindo apuração sobre o descumprimento da meta fiscal de 2024 pela gestão Ricardo Nunes (MDB), ano em que o prefeito foi reeleito.

 

Em 2024, a prefeitura encerrou o exercício fiscal com um déficit primário de R$ 10,9 bilhões, cerca de R$ 500 milhões além do limite de R$ 10,4 bilhões estabelecido pela Lei de Diretrizes Orçamentárias, segundo o documento assinado pela vereadora Luna Zarattini, líder do PT na Câmara.

A bancada petista, que é oposição à gestão de Nunes, também questiona uma alteração no limite de gastos no ano passado, elevando a previsão inicial de R$ 9,2 bilhões para R$ 10,4 bilhões.
Em resposta, a gestão Nunes afirma ter reduzido a dívida do município e que esse é o melhor indicador para atestar sua solidez fiscal. A prefeitura também diz ver como positiva a participação do TCM na análise para afastar o uso político de um tema técnico.

O TCM confirmou ter recebido a denúncia e que ela será analisada em conjunto com as contas da prefeitura em 2024.

Os gastos da prefeitura no ano passado estão sob avaliação do Tribunal de Contas, como ocorre ao final de cada exercício. O balanço entregue em 31 de março pelo secretário municipal da Fazenda, Luis Felipe Vidal Arellano, deverá ser submetido ao plenário no prazo de até 90 dias após o recebimento. Um parecer será enviado à Câmara, para julgamento.

A prefeitura teve uma receita consolidada de R$ 117 bilhões em 2024, cerca de 16% acima dos R$ 100,5 bilhões de 2023. A maior parte desse ganho se deve aos R$ 62 bilhões arrecadados com taxas, impostos e contribuições, conforme a prestação de contas da Fazenda. O crescimento na arrecadação foi de quase 19% em relação ao ano anterior.

Os gastos, porém, superaram a arrecadação. As despesas totalizaram R$ 123,9 bilhões, gerando um déficit orçamentário de R$ 6,8 bilhões.

Existe uma diferença entre o déficit orçamentário, de R$ 6,8 bilhões, e o déficit primário, de R$ 10,9 bilhões. O segundo é um dado mais global e considera também despesas contraídas em anos anteriores, além de recursos que a prefeitura já tinha em caixa.

Dados apresentados por Arellano em audiência pública na Câmara, no final de fevereiro, também mostram que 2024, ano em que Nunes foi reeleito, marcou um recorde nos investimentos da prefeitura na capital.

O montante de R$ 16,6 bilhões investidos no ano passado superou em quase 17% os R$ 14,2 bilhões de 2023. Além disso, quase dobraram os R$ 8,7 bilhões investidos em 2022, ano em que teve início a série de saltos nos investimentos municipais. Em 2021, esse número foi inferior a R$ 4 bilhões.

Arellano atribuiu o avanço nos investimentos ao acordo para a devolução do aeroporto Campo de Marte à União em troca da baixa de uma dívida de quase R$ 24 bilhões com o governo federal, em 2022.

PREFEITURA DIZ ASSEGURAR SOLIDEZ FISCAL E REDUÇÃO DA DÍVIDA
A Prefeitura de São Paulo respondeu à representação petista afirmando que “a liquidez e solidez fiscal do município seguem asseguradas e os dados apresentados no resultado primário do exercício de 2024 não representam qualquer risco para os cofres públicos”.

Os valores da DCL (Dívida Consolidada Líquida) do município, indicador apontado pela gestão Nunes como o mais adequado para avaliar a saúde fiscal da cidade, foram melhores em 2024 do que os previstos na meta da LDO. A DCL projetada era de R$ 14,3 bilhões e encerrou 2024 em R$ 13,2 bilhões.

Em relação ao resultado primário, a prefeitura justifica que “os dados são reflexo de uma maior liquidação e pagamento de despesas no próprio ano de 2024, com redução dos valores inscritos em restos a pagar, e também da adesão de contribuintes ao PPI (Programa de Parcelamento Incentivado da Prefeitura) apenas no final do ano de 2024, com pagamento da primeira parcela em janeiro de 2025”.

A administração finaliza afirmando que é positivo o envolvimento do Tribunal de Contas do Município na questão, para que o órgão possa “atestar a continuidade da boa situação das contas públicas paulistanas e afastar qualquer uso político de um tema técnico”.

Juiz indicado por decreto de Milei renuncia após ser barrado pelo Senado

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DOUGLAS GAVRAS
BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) – Após o Senado derrubar sua candidatura na última semana e sem receber apoio entre seus pares, Manuel García-Mansilla, um dos juízes do Supremo argentino indicados por decreto por Javier Milei, renunciou nesta segunda-feira (7).

 

Em fevereiro, Milei havia nomeado por decreto dois ocupantes para o Supremo, enquanto os senadores estavam em recesso. Além dele, foi indicado Ariel Lijo, mas ambos enfrentavam dificuldades para aprovação devido à minoria da coligação de Milei na Casa.

Na quinta-feira (3), enquanto Milei estava fora do país para receber um prêmio de organizações republicanas nos Estados Unidos, os senadores barraram as duas candidaturas, algo que não havia ocorrido desde a volta da democracia ao país, há mais de quatro décadas.

Lijo foi rejeitado por 43 votos, teve 27 a favor e uma abstenção; García-Mansilla foi vetado por 51 senadores e apoiado por 20.

Na ocasião, a Casa Rosada repudiou a decisão dos senadores e disse que eles tiveram o ano passado para analisar as indicações dos dois. O gabinete de Milei havia justificado as nomeações como essenciais para o funcionamento do tribunal, que não poderia operar com apenas três juízes.

A nomeação especialmente de Lijo gerou controvérsia devido a acusações de conspiração, lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito. A decisão de nomeá-lo surpreendeu até os apoiadores de Milei, que em sua campanha em 2023 e ao longo do primeiro ano de seu mandato manteve um discurso de combate à elite política argentina, a quem chama de casta.

O caso de García-Mansilla também era delicado, já que ele havia tomado posse no Supremo e tentava se manter no cargo por meio de uma articulação interna. A oposição afirmava que sua permanência era inconstitucional. Contra ele também pesava uma medida cautelar que o impedia de tomar decisões na Corte por três meses, assinada pelo juiz Alejo Ramos Padilla.

Em uma carta de sete páginas dirigida a Milei, o magistrado escreveu que havia aceitado a nomeação com a convicção de que a falta de integração no Supremo era um grande problema institucional e que isso demandava uma solução urgente.

“Eram duas vagas na Suprema Corte, que ficou reduzida a três pessoas desde dezembro de 2024”, escreveu. “É surpreendente que, apesar da importância e do peso que cada juiz tem em um tribunal com formação reduzida, havia se naturalizado a existência de lugares vagos por um período tão prolongado.”

García-Mansilla escreveu ainda que era um erro pensar que o Supremo pode operar com apenas três juízes. “Isso pode causar um dano maior do que o causado pela demora em aprovar as nomeações para o tribunal.”

Ao lado de Trump nos EUA, Netanyahu fala em liberdade para palestinos em Gaza

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JULIA CHAIB
WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) – O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou nesta segunda-feira (7), ao lado do presidente Donald Trump, que defende liberdade para o povo de Gaza.

 

A declaração contrasta com a posição anunciada por Netanyahu na semana passada, em que anunciou expansão das operações militares na região para tomar áreas do território palestino e adicioná-las às suas zonas de segurança. Israel ainda afirmou que a população local seria retirada em larga escala.

Nesta segunda, Netanyahu disse que o povo da região precisa ter escolha. “Estamos comprometidos em libertar todos os reféns, mas também em eliminar a maligna tirania do Hamas em Gaza, e permitir que o povo de Gaza realmente faça uma escolha para fazer o que quiser.”

O israelense disse ainda ter discutido com Trump a possibilidade de outros países receberem a população da região, ideia defendida pelo americano desde janeiro, quando defendeu o deslocamento forçado dos palestinos para locais como Egito e Jordânia, a despeito da negativa desses países.

“O presidente apresentou uma visão ousada, que também discutimos, incluindo os países que poderiam estar disponíveis e dispostos a aceitar palestinos por livre escolha, se eles optarem por ir”, afirmou Netanyahu.

Enquanto o premiê falava em liberdade, no entanto, Trump voltou a usar termos que indicam a expulsão população de Gaza enquanto os EUA reconstroem o território -um plano que já lhe rendeu acusações de limpeza étnica.

O americano disse que Israel nunca deveria ter entregue Gaza. “Eles pegaram uma propriedade à beira-mar e abriram mão dela em nome da paz”, afirmou. Em janeiro, no primeiro encontro com Netanyahu neste mandato, Trump havia dito que poderia fazer da Faixa de Gaza uma “Riviera do Oriente Médio”.

Ainda no contexto de tensões crescentes na região, o presidente americano afirmou que os EUA terão encontro de “alto nível” com autoridades do Irã a partir do próximo sábado (12). Segundo Trump, a conversa será direta, apesar de o Irã ter dito que rejeita esse tipo de negociação; de acordo com Teerã, os diálogos se dariam por meio de intermediação de países terceiros.

“Não faria sentido negociações diretas com uma parte que constantemente ameaça usar a força e cujos diferentes funcionários expressam posições contraditórias”, disse na noite de sábado (5) o ministro iraniano das Relações Exteriores, Abás Araqchi. “Mas continuamos comprometidos com a diplomacia e estamos prontos para tentar o caminho das negociações indiretas”, acrescentou.

Se confirmado o encontro anunciado por Trump, seria a primeira vez desde 2015 que autoridades iranianas e americanas estarão na mesma sala.

“Estamos tendo conversas diretas com o Irã, e elas começaram. Continuarão no sábado. Temos uma reunião muito importante, e veremos o que pode acontecer. E acho que todos concordam que fazer um acordo seria preferível a fazer o óbvio. E o óbvio não é algo com que eu queira me envolver, ou, francamente, que Israel queira se envolver, se puderem evitar”, disse Trump.

Meghan Markle se desculpa após não conseguir atender demanda de pedidos de empresa

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MARIA PAULA GIACOMELLI
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A marca de gastronomia de Meghan Markle teve de pedir desculpa a alguns clientes após a demanda por um item da nova coleção ser maior do que o estoque disponível.

 

A duquesa de Sussex estreou uma nova linha de produtos na As Ever na última semana e, em menos de uma hora, o mel de flores silvestres com fava esgotou rapidamente no site oficial. O item foi anunciado por US$ 28 (cerca de R$ 160) e demorou a sair da prateleira.

Agora, de acordo com a revista People, os clientes que compraram o produto, mas não o receberão, vão ser ressarcidos e vão poder escolher um outro, de graça.

“A procura criou um volume de tráfego no site que nem nós poderíamos ter previsto… os pedidos estavam acontecendo tão rápido que o site não teve como acompanhar”, disse um email da marca enviado aos afetados.

A ex-atriz, que largou a atuação para se casar com o príncipe Harry, em 2018, também teria enviado uma nota com um pedido de desculpas na qual se disse chateada ao saber do ocorrido.

“Quando nossa próxima entrega de edição limitada acontecer, você não será apenas o primeiro a saber… você será o primeiro a recebê-lo. Não precisa pedir, ele chegará a você pelo correio como um presente meu.”

Outros itens do cardápio são geleias, chás, massa pronta para cremes e bolachas amanteigadas.

Madonna e Elton John fazem as pazes após anos de rivalidade pública

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RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – Após anos de desentendimentos públicos, Madonna e Elton John surpreenderam os fãs ao anunciar que colocaram fim à rivalidade que mantinham desde os anos 2000. A reconciliação aconteceu nos bastidores do Saturday Night Live, onde Elton se apresentou no último fim de semana.

 

Nas redes sociais, Madonna compartilhou o reencontro com o cantor britânico e celebrou o momento de paz. “Finalmente enterramos o machado de guerra!!!”, escreveu a artista, marcando o fim de uma era de trocas de farpas entre os dois ícones da música pop.

Em um relato sincero, a cantora revelou que a inimizade sempre a incomodou. “Ao longo das décadas, me doeu saber que alguém que eu admirava tanto compartilhou sua antipatia por mim publicamente como artista. Eu não entendia”, desabafou.

A Rainha do Pop relembrou quando, ainda na adolescência, assistiu a uma apresentação de Elton John. “Vê-lo se apresentar quando eu estava no ensino médio mudou o curso da minha vida. Eu sempre me senti uma estranha enquanto crescia, e vê-lo no palco me ajudou a entender que não havia problema em ser diferente, se destacar, pegar a estrada menos percorrida. Na verdade, era essencial”.

Segundo Madonna, o momento de reconciliação foi direto e emocionante. “Eu precisava ir aos bastidores e confrontá-lo. Quando o conheci, a primeira coisa que ele disse foi: ‘Perdoe-me’, e o muro entre nós caiu. O perdão é uma ferramenta poderosa. Em minutos, estávamos nos abraçando”, escreveu.

Robert De Niro vai receber Palma de Ouro honorária no Festival de Cannes de 2025

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O ator Robert De Niro vai receber a Palma de Ouro honorária do Festival de Cannes, anunciou o evento, nesta segunda-feira (7).

 

A homenagem ocorre durante a cerimônia de abertura da 78ª edição do evento, no dia 13 de maio. No dia 14, De Niro realizará uma masterclass no Teatro Debussy.

“Há rostos que encarnam a sétima arte e diálogos que marcam para sempre os cinéfilos. Com sua interpretação interiorizada, que aflora na suavidade de um sorriso ou na dureza de um olhar, Robert De Niro se tornou um mito do cinema”, afirmou o festival, em comunicado à imprensa.

De Niro é homenageado não só por sua atuação, mas também por sua atuação como produtor e um dos fundadores do Festival de Tribeca, em Nova York, idealizado em 2002 para revitalizar a cena artística da região.

“Tenho sentimentos tão próximos pelo Festival de Cannes”, disse, sobre a homenagem. “Especialmente agora, quando há tanto no mundo nos separando, Cannes nos une -contadores de histórias, cineastas, fãs e amigos. É como voltar para casa.”

O ator -que já recebeu o Oscar por “Touro Indomável”, de 1980, e “O Poderoso Chefão 2”, de 1975- estreou, em 2023, o longa “Assassinos da Lua das Flores”, de Martin Scorsese, no festival francês.

Em 2011, o ator presidiu o júri do festival, ocasião na qual premiou o drama “Polisse”, de Maïwenn.

A edição de 2024 concedeu três Palmas de Ouro honorárias: à atriz Meryl Streep, ao cineasta e co fundador do Studio Ghibli, Hayao Miyazaki, e ao diretor George Lucas.

Não é uma situação confortável, diz Maeve Jinkings sobre personagem lésbica em ‘Vale Tudo’

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ANA CORA LIMA
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Maeve Jinkings não fez testes para o remake de “Vale Tudo”. Ela foi convidada pela autora Manuela Dias e pelo diretor Paulo Silvestrini para interpretar Cecília Catanhede, irmã do vilão Marco Aurélio (Alexandre Nero). A primeira informação que recebeu foi que, ao contrário da versão original, sua personagem não morreria no início da novela, dando continuidade à ideia concebida por Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères em 1988: jogar luz sobre as relações homoafetivas.

 

Cecília vive um casamento feliz com com Laís (Lorena Lima), e elas adotarão uma criança. “Achei incrível, porque há uma importância política nessa afirmação de a personagem seguir na narrativa, né?”, diz, para logo completar: “Se você olhar o arco da história e das representações da comunidade LGBTQIA+ nas narrativas de ficção, a morte desses personagens era -e ainda é- muito comum. Estamos lutando um pouco contra isso”.

Na primeira versão, a trama da advogada engajada na defesa do meio ambiente, interpretada por Lala Deheinzelin, que também dividia a administração de uma pousada em Paraty, no litoral do Rio de Janeiro, com sua esposa, Laís (Cristina Prochaska), sofreu com cortes da ditadura militar.

A “Vale Tudo” original foi a última novela das 21h da Globo a ter seu texto submetido ao crivo da Divisão de Censura de Diversões Públicas. Segundo o jornalista Mauricio Stycer, colunista da Folha, a morte de Cecília estava prevista no roteiro original porque Gilberto Braga queria usar o acontecimento para discutir o direito de herança entre homossexuais.

Maeve lembra ter assistido à primeira versão de Vale Tudo aos 12 anos e decidiu rever a novela. “É um clássico, né? Os diálogos são fortes e ela merecia ser remontada com essas atualizações históricas, tecnológicas, éticas, morais e políticas”, explica a atriz, que considera Cecília a personagem mais parecida com ela. “Ela doce e forte ao mesmo tempo e tem a questão da ética, honestidade como nortes”.

A atriz é bissexual e namora a cineasta Carolina Marcowicks desde 2022. “Olha não acho que seja uma situação confortável (interpretar também uma representante da comunidade LGBTQIA+). Acho que o princípio do ator é exatamente ser oposto do personagem para poder fazer o exercício do encontro do outro. Esse é o grande barato da atuação”, explica Maeve. “Mas, eu entendo que exista uma luta e como muitas pessoas acabam sendo marginalizadas no mercado, é importante representar a nossa própria comunidade. Então tudo bem”, completa.

Para Maeve, essa experiência na novela das 21h na Globo será uma chance de “sair da bolha” em que vive. Segundo ela, apesar de ter acolhimento entra familiares e amigos, existe outra a realidade para muitas pessoas da comunidade LGBTQIA+.

“A gente não pode esquecer que o Brasil é o país que mais mata pessoas trans e travestis no mundo. Vivo em uma pequena bolha, porque a comunidade do meu trabalho me acolhe, a minha família me acolhe, a família da minha namorada acolhe e isso não acontece para muitos dos meus e das minhas”.