LORENA BARROS SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Uma mulher precisou de atendimento médico após ficar com a perna presa no vão entre um trem da linha 11-Coral da CPTM e a plataforma.
Acidente aconteceu na estação Brás, na região central de São Paulo, na tarde deste domingo (6). Testemunhas disseram que a mulher foi empurrada por um ambulante, mas a informação não foi confirmada oficialmente pela CPTM.
Ela precisou de ajuda do Corpo de Bombeiros para ser retirada do local. Em nota, a CPTM informou que a mulher foi encaminhada a uma unidade de saúde da região, mas não detalhou para qual hospital. O estado de saúde dela também não foi informado.
Antes do socorro, a mulher foi amparada por passageiros. Vídeos publicados nas redes sociais mostram que a perna dela ficou presa quase até o joelho, e que ela permaneceu sentada enquanto esperava por socorro.
A linha 11-Coral operava com maior intervalo entre os trens no domingo. A CPTM não informou o quanto a operação foi afetada pelo acidente com a passageira, mas a operação dos trens estava normal na manhã de hoje. Uma investigação foi aberta para identificar o que causou o acidente, disse a CPTM. Em nota, a companhia lamentou o ocorrido.
VICTÓRIA CÓCOLO SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que “não é se atacando as instituições que se encontrará a saída para o momento delicado que o país vive”, em referência aos ataques direcionados ao STF (Supremo Tribunal Federal) durante a manifestação realizada por bolsonaristas em São Paulo, no domingo (6).
A declaração foi dada durante um evento da Associação Comercial de São Paulo, onde Motta participou de uma palestra, na manhã desta segunda-feira (7). Ele também voltou a defender a revisão do que chamou de eventuais exageros nas penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro.
O presidente da Câmara foi provocado a comentar o tema da anistia aos envolvidos nos atos golpistas pelo ex-deputado Vilmar Rocha (PSD).
“Eu defendo dois pontos para que a gente possa vencer essa agenda. O primeiro é a sensibilidade para corrigir algum exagero que vem acontecendo em relação a quem não merece receber punição. E o segundo é a responsabilidade de não aumentarmos a crise institucional que o país já vive”, afirmou.
Motta também criticou a centralidade do tema da anistia no debate político. “Não podemos ficar numa pauta só. O Brasil tem muitos mais desafios do que isso”, disse.
Ainda sobre esse assunto, disse que não cabe ao presidente da Câmara ser censor de pauta de cada partido, afirmou que é preciso respeitar todos os temas e que a obstrução de votações feita pelo PL como forma de pressão pela anistia está prevista pelo regimento.
Nesta segunda-feira (7), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse que falou com o presidente da Câmara na sexta (4) para defender o projeto e que faria isso de novo.
“Faz sentido, eu acho que não faria sentido ter pessoas muito simples, que não sabiam exatamente o que estavam fazendo, que estavam lá, que estão sendo apenadas de forma muito dura”, afirmou. “Eu conversei com o Hugo Motta na sexta-feira sobre isso. Vou voltar a conversar com ele agora após a manifestação.”
Durante a palestra, Motta abordou ainda temas como a taxação imposta pelos Estados Unidos, segurança pública e a reforma política.
Segundo Hugo Motta, o ministro Ricardo Lewandowski, da Justiça e Segurança Pública, tem a intenção de entregar nesta terça-feira (8) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança aos líderes da Casa.
O deputado comparou o impacto do dia em que Donald Trump anunciou tarifas comerciais ao dos ataques às Torres Gêmeas, em 2001. “Assim como o 11 de Setembro mudou a conformação política mundial e levou à readequação de forças, temos agora o 2 de abril como mudança de parâmetro, de comportamento, para os países que tinham como concepção o multilateralismo”, afirmou.
Segundo Motta, ainda não é possível saber se as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos representarão uma oportunidade para o Brasil. Para ele, as medidas levam o mundo de volta a “tempos retrógrados, de bilateralismo e mercantilismo.
Indagado pela Folha sobre qual a situação da PEC da anistia e seu andamento na Câmara neste momento, Motta não quis comentar. * Colaborou Isabella Menon
YURI EIRAS RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – O estado do Rio de Janeiro tem 523 pessoas desalojadas e 48 desabrigadas após as fortes chuvas que começaram na sexta-feira (4). Os número são do Corpo de Bombeiros, que não registrou óbitos relacionados aos temporais.
Bombeiros atenderam 570 ocorrências relacionadas às chuvas em todo o estado, incluindo 18 deslizamentos de terra e 37 alagamentos. Oitenta e uma vítimas foram socorridas sem gravidade, e 174 animais foram resgatados. A corporação atua com cerca de 1.600 militares.
Neste domingo (6), o MIDR (Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional) reconheceu a situação de emergências em Angra dos Reis, na costa verde fluminense, e em Petrópolis, na região serrana. O reconhecimento autoriza as prefeituras a solicitar recurso do governo federal para ações de defesa civil, como compra de cestas básicas, kits de limpeza e água mineral.
As chuvas diminuíram no estado. Em Petrópolis, pontos de apoio foram desmobilizados e aulas na rede pública foram retomadas nesta segunda-feira (7), assim como em Angra dos Reis.
Na noite de domingo, a Defesa Civil estadual chegou a emitir alerta para risco alto de deslizamento em Angra, Petrópolis, Teresópolis e Duque de Caxias (Baixada Fluminense). O restante do estado tinha risco moderado de deslizamento. O boletim valia até as 7h desta segunda.
Nas redes sociais, a Prefeitura de Petrópolis afirmou que passou do estágio de atenção para o de observação, mais brando. O tempo, segundo o sistema meteorológico local, estará mais estável nesta segunda, com possibilidade de chuviscos à tarde.
Ainda na madrugada desta segunda, a Ecovias Rio Minas liberou para veículos o trecho da serra da BR-116, que liga o Rio a Teresópolis. A concessionária realizou vistoria e avaliou que, diante da diminuição das chuvas, o tráfego poderia ser retomado. O trecho estava totalmente interditado desde sábado, com deslizamentos de terra pontuais.
A Enel, concessionária responsável pelo fornecimento de energia na região serrana, afirmou por nota que 837 clientes de Petrópolis seguem sem energia, o que representa 0,48% do total de clientes da empresa na cidade.
“Bolsões de alagamento e a queda de árvores de grande porte seguem sendo desafios para equipes da Enel Rio em diversas áreas”, afirmou.
À exceção de duas ruas ainda fechadas, as linhas de ônibus que circulam em Petrópolis já tiveram o itinerário normalizado. A Defesa Civil municipal disse que recebeu 141 chamados entre sexta e domingo.
Em Angra dos Reis, a prefeitura contabiliza 174 desalojados, acolhidos em dois abrigos da cidade. O município começou nesta segunda o cadastro para o Cartão Recomeçar, benefício estadual de R$ 3.000.
A Secretaria de Saúde reforçou atenção aos sintomas de leptospirose, cujo contato pode ocorrer por meio da água das enchentes.
Em Angra, um vídeo publicado no X mostra o momento em que vacas são arrastadas durante enchente. Segundo a Defesa Civil do município, a gravação foi feita no Parque Mambuca, um dos bairros atingidos. “De qualquer forma”, diz o órgão, “nem a Defesa Civil nem o Corpo de Bombeiros foram acionados para atuar nesta situação”.
Ainda no domingo, o governo federal afirmou em nota que “não procede a alegação de ausência de apoio federal”, em resposta às críticas do governador do Rio, Cláudio Castro (PL), no sábado (5).
“Eles [governo federal] geralmente não se interessam muito no que o povo passa ou não. Não teve nenhuma ligação para o governo do estado, nada. As preocupações deles são outras, não são geralmente da vida das pessoas, não”, afirmou Castro, em entrevista coletiva.
“Já na segunda-feira (31) os órgãos de meteorologia alertaram para o risco de chuvas extremas”, disse o governo federal em nota. O Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), do MIDR, elevou o nível de atenção e realizou, na quarta-feira, uma reunião de preparação com mais de 250 representantes de órgãos municipais, estaduais e federais.
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Clem Burke, o baterista da banda Blondie, morreu na manhã desta segunda-feira (7). A noticia foi compartilhada pelo grupo, que disse que o músico tratava um câncer.
“Clem não era apenas um baterista, era o coração pulsante da Blondie. Seu talento, energia e paixão pela música eram incomparáveis, e suas contribuições para o nosso som e sucesso são incalculáveis”, escreveram os membros da banda no Instagram.
“Além de sua musicalidade, Clem era uma fonte de inspiração tanto dentro quanto fora do palco. Seu espírito vibrante, entusiasmo contagiante e ética de trabalho sólida como uma rocha tocaram todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo.”
A publicação lista algumas das parcerias de Burke, que mostram o alcance da influência do baterista. Ele colaborou com Eurythmics, Ramones, Bob Dylan, Bob Geldof, Iggy Pop, Joan Jett, Nancy Sinatra, Chequered Past, The Fleshtones, The Romantics, Dramarama, The Adult Net, The Split Squad, The International Swingers, L.A.M.F., Empty Hearts, Slinky Vagabond e os Go-Go’s.
A Blondie foi fundada por Debbie Harry e Chris Stein em 1974. Burke entrou para a formação em 1975, e sempre foi considerado um dos membros originais. Ele já estava no grupo o primeiro single, “X-Offender”, e o primeiro álbum, que leva o nome da banda, saíram.
MARIA PAULA GIACOMELLI SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Uma das ex-participantes do reality show musical Estrela da Casa, da Globo, afirmou ter passado por uma situação tensa nos Estados Unicos. Nicole Louise, que participou da 1ª edição do programa, em 2024, disse ter sido dopada em um estúdio de gravação.
A cantora afirmou a seguidores nas redes sociais ter sido convidada por um americano a conhecer seu estúdio para fazer a gravação de uma música, mas teria estranhado o comportamento do homem.
“Tomem cuidado, às vezes precisamos passar por isso para aprender. Ele estava desleixado na forma de se vestir, a casa escura, mas o estúdio era lá. Tinha esculturas macabras, com chifre, quadros bizarros”, afirmou.
De acordo com Nicole, o homem teria oferecido água, que ela bebeu e ele não. “De repente meu corpo começa a esquentar, comecei a ficar mole. Falei que precisava ir ao banheiro, ele foi antes, na frente. Peguei minhas coisas e saí correndo, adrenalina foi lá em cima”, disse.
Depois de sair da casa, a também humorista afirmou ter parado um ônibus que passava pelo local para pedir ajuda porque estaria se sentindo tonta e estranha.
“Aconteceu um livramento, fui ingênua, errei, mas às vezes a gente só aprende passando pela situação, estando em apuros. Mas não vou ficar me culpando, tenho dificuldade de ver maldade.”
Depois do suposto ocorrido, a influenciadora digital, que tem pouco mais de três milhões de seguidores no Instagram, fez um alerta e pediu que as pessoas tomem cuidado com os lugares que frequentam.
Secretaria Municipal de Qualificação e Emprego/Foto: Divulgação Ascom
O Espaço da Oportunidade, vinculado à Secretaria Municipal de Qualificação e Emprego, está com 391 vagas disponíveis. Segundo a secretaria, todas as vagas divulgadas são destinadas a pessoas com 18 anos ou mais, com diferentes níveis de escolaridade e algumas vagas também pedem experiência na área. Para Pessoas com Deficiência (PCD), ainda estão disponíveis trinta e duas oportunidades. Os interessados podem acessar AQUI para fazer o cadastro. https://sistemas.campos.rj.gov.br/sgbemp/vagas
As oportunidades para trabalhar no setor offshore são para taifeiro (30), ajudante de cozinha (12), chefe de cozinha (12), cozinheiro (12), governança (12), nutricionista (12), padeiro (12), paioleiro (12), recepcionista (12), reparador (12) e saloneiro (12). As demais vagas, para diferentes segmentos, são para auxiliar de serviços gerais (21), auxiliar de cozinha (10), auxiliar de limpeza de salão (10), auxiliar de cozinha (7), auxiliar administrativo (3), auxiliar de loja (2), auxiliar de escritório (1) e auxiliar de logística (1), agente de saneamento (20), operador de Help Desk Jr (15), garçom/garçonete (14), caldeireiro (10), soldador (10), revendedor (10), atendente (7), ajudante (6), vendedor externo (6), motorista de caminhão (5), maquiador (4) e motoboy (4). Para PCD, são 32 oportunidades, 20 para serviços gerais, 4 para auxiliar de limpeza, 4 para auxiliar de cozinha e 4 para a função de atendente de restaurante.
COMO SE CADASTRAR – Para realizar o cadastro, o interessado deve entrar em contato pelo WhatsApp (22) 98175-0085, informando o número do CPF e o código da vaga. Quem preferir o cadastro presencial, deve procurar, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, uma das duas unidades do Espaço da Oportunidade: na Secretaria de Qualificação e Emprego, na Avenida Sete de Setembro, nº 411, Centro, ou na sede de Guarus, na Avenida José Carlos Pereira Pinto, nº 256, Parque Vicente Goncalves Dias. O contato também pode ser feito pelos números (22) 98152-0968para a unidade do Centro e (22) 98175-2194 para a de Guarus. Já para o cadastro pelo site da Prefeitura de Campos, o interessado precisa clicar na barra “Menu”, ir em “Serviços” e, na sequência, clicar em “Espaço da Oportunidade”.
Empregadores interessados em divulgar suas vagas devem entrar em contato com o órgão pelo número (22) 98175-0067e preencher um formulário para o cadastro no sistema. Após o preenchimento do formulário, a vaga será devidamente divulgada no site do Espaço da Oportunidade.
Na noite deste domingo (06), uma residência foi alvo de diversos disparos efetuados por cerca de cinco homens armados na Estrada do Barro Vermelho, na localidade de Conselheiro Josino, em Campos dos Goytacazes. No imóvel estavam um idoso de 72 anos, a esposa e uma criança de 10 anos. Apesar do susto, ninguém ficou ferido.
Segundo relato, os criminosos chegaram por volta das 23h e começaram a atirar em direção à casa. Diante da situação, o idoso rapidamente orientou a esposa e a criança a se abaixarem para se proteger.
A fachada da residência ficou marcada por diversas perfurações de bala e uma janela de vidro foi quebrada. O caso foi registrado na 146ª Delegacia de Polícia de Guarus. Até o momento, não há informações sobre a autoria ou motivação do ataque.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, foi realizado o reconhecimento de um suspeito e o mesmo foi preso em flagrante por homicídio tentado.
O relator da Organização das Nações Unidas (ONU) para Promoção da Verdade, Justiça, Reparação e Garantias de Não Repetição, Bernard Duhaime, encerrou, nesta segunda-feira (7), visita de uma semana pelo Brasil. O enviado especial da ONU vai preparar um relatório sobre como o Estado brasileiro está lidando com os crimes cometidos durante a ditadura civil-militar de 1964 a 1985, que será apresentado em setembro ao Conselho de Direitos Humanos da organização.
“Há vários problemas em relação à compatibilidade da Lei de Anistia com a legislação internacional de direitos humanos. Então, acho que, em 2025, seria importante revisitar esse assunto para garantir que a lei esteja de acordo com a lei internacional de direitos humanos”, afirmou.
Segundo ele, apesar de ser positiva, por exemplo, a restituição dos direitos políticos às pessoas que foram detidas e cassadas pela ditadura, “a decisão de 2010, do Supremo Tribunal Federal, de incluir o perdão a violações de direitos humanos atribuídas a agentes do Estado” permitiu que eles não fossem punidos.
“A ausência de consequências legais para abusos passados reforçou uma cultura de impunidade e estabeleceu condições para repetição, ao permitir que a retórica e a prática autoritária ressurgissem no discurso político como evidência, em janeiro de 2023, de suposta tentativa de golpe”, afirmou Duhaime.
Ele disse ainda que continuará acompanhando atentamente os desdobramentos relacionados ao julgamento de pessoas acusadas e processadas por tentativa de golpe de Estado no Brasil, em 2022 e no início de 2023.
Violações
O relator destacou a continuidade de práticas de violações de direitos humanos nos dias de hoje, mesmo 40 anos depois do fim da ditadura, como os abusos policiais e execuções extrajudiciais pela polícia.
“Durante a minha visita, ouvi testemunhos de variados setores sociais sobre a persistência da violência estatal, nas mãos da polícia e das Forças Armadas. Execuções sumárias, tortura e detenções arbitrárias continuam a permear a sociedade brasileira em índices alarmantes, afetando particularmente povos indígenas, camponeses e pessoas de descendência africana. A responsabilização por tais crimes raramente é feita, o que encoraja e perpetua ainda mais essas práticas”.
Segundo ele, as violações cometidas por agentes do Estado contra pessoas não são prevenidas e nem levadas à Justiça.
“A reforma de instituições envolvidas em violações de direitos humanos durante a ditadura é um princípio crucial da transição judicial, que visa a prevenir a recorrência da violência. No entanto, tais processos não foram o foco do processo de transição do Brasil”, disse o relator da ONU.
Duhaime se mostrou preocupado também com a falta de iniciativas de preservação da memória de alguns locais relacionados a violações de direitos humanos durante a ditadura, como os prédios do DOI-Codi, em São Paulo, do Dops, no Rio de Janeiro, e da Casa da Morte, em Petrópolis.
“Eu endosso totalmente as demandas da sociedade civil para que essas instalações sejam preservadas e estabelecidas como locais de memória, sob a jurisdição das autoridades civis”, afirmou o relator, completando que também geram preocupações “o ato de negacionismo de violações passadas e a glorificação da ditadura” por alguns setores da sociedade.
O relator da Organização das Nações Unidas (ONU) para Promoção da Verdade, Justiça, Reparação e Garantias de Não Repetição, Bernard Duhaime, encerrou, nesta segunda-feira (7), visita de uma semana pelo Brasil. O enviado especial da ONU vai preparar um relatório sobre como o Estado brasileiro está lidando com os crimes cometidos durante a ditadura civil-militar de 1964 a 1985, que será apresentado em setembro ao Conselho de Direitos Humanos da organização.
Em entrevista à imprensa, hoje no Rio de Janeiro, Duhaime destacou alguns pontos que geram preocupação, como a aplicação da Lei da Anistia (Lei 6.638/79). O relator destacou que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), em 2010, de considerar que as violações de direitos humanos, cometidas por agentes de Estado, eram passíveis de anistia, “abriu as portas para a impunidade”.
“Há vários problemas em relação à compatibilidade da Lei de Anistia com a legislação internacional de direitos humanos. Então, acho que, em 2025, seria importante revisitar esse assunto para garantir que a lei esteja de acordo com a lei internacional de direitos humanos”, afirmou.
Segundo ele, apesar de ser positiva, por exemplo, a restituição dos direitos políticos às pessoas que foram detidas e cassadas pela ditadura, “a decisão de 2010, do Supremo Tribunal Federal, de incluir o perdão a violações de direitos humanos atribuídas a agentes do Estado” permitiu que eles não fossem punidos.
“A ausência de consequências legais para abusos passados reforçou uma cultura de impunidade e estabeleceu condições para repetição, ao permitir que a retórica e a prática autoritária ressurgissem no discurso político como evidência, em janeiro de 2023, de suposta tentativa de golpe”, afirmou Duhaime.
Ele disse ainda que continuará acompanhando atentamente os desdobramentos relacionados ao julgamento de pessoas acusadas e processadas por tentativa de golpe de Estado no Brasil, em 2022 e no início de 2023.
O relator destacou a continuidade de práticas de violações de direitos humanos nos dias de hoje, mesmo 40 anos depois do fim da ditadura, como os abusos policiais e execuções extrajudiciais pela polícia.
“Durante a minha visita, ouvi testemunhos de variados setores sociais sobre a persistência da violência estatal, nas mãos da polícia e das Forças Armadas. Execuções sumárias, tortura e detenções arbitrárias continuam a permear a sociedade brasileira em índices alarmantes, afetando particularmente povos indígenas, camponeses e pessoas de descendência africana. A responsabilização por tais crimes raramente é feita, o que encoraja e perpetua ainda mais essas práticas”.
Segundo ele, as violações cometidas por agentes do Estado contra pessoas não são prevenidas e nem levadas à Justiça.
“A reforma de instituições envolvidas em violações de direitos humanos durante a ditadura é um princípio crucial da transição judicial, que visa a prevenir a recorrência da violência. No entanto, tais processos não foram o foco do processo de transição do Brasil”, disse o relator da ONU.
Duhaime se mostrou preocupado também com a falta de iniciativas de preservação da memória de alguns locais relacionados a violações de direitos humanos durante a ditadura, como os prédios do DOI-Codi, em São Paulo, do Dops, no Rio de Janeiro, e da Casa da Morte, em Petrópolis.
“Eu endosso totalmente as demandas da sociedade civil para que essas instalações sejam preservadas e estabelecidas como locais de memória, sob a jurisdição das autoridades civis”, afirmou o relator, completando que também geram preocupações “o ato de negacionismo de violações passadas e a glorificação da ditadura” por alguns setores da sociedade.
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A atriz francesa Maria Schneider, que protagonizou aquela que é considerada a “cena mais infame do cinema”, relatou ter se sentido “humilhada” pelo ato gravado ao lado de Marlon Brando para o filme “Último Tango em Paris” (1972).
Na época das gravações, Schneider tinha apenas 19 anos e sua personagem é estuprada pelo personagem de Brando, que usa manteiga como lubrificante. A atriz, que morreu em 2011, já afirmou em entrevistas que a “cena da manteiga”, como ficou conhecida, não estava prevista no roteiro original e foi filmada sem o seu consentimento.
Em entrevistas décadas depois de “Último Tango em Paris”, Schneider relatou que teve problemas decorrentes da cena polêmica. “Aquilo não estava previsto no roteiro original. A verdade é que foi o Marlon que teve a ideia. Eles só me disseram que tínhamos que filmar a cena e eu fiquei realmente brava. Me senti humilhada e, para ser honesta, me senti um pouco violada, tanto pelo Marlon quanto pelo [diretor do filme Bernardo] Bertolucci”. As informações foram repercutidas pelo jornal argentino La Nación.
Atriz disse ter chorado de verdade durante as gravações. “Depois da cena, Marlon não se desculpou, nem me consolou. Ele apenas me disse: ‘Maria, não se preocupe, é apenas um filme’. Mas durante a cena, embora o que ele estivesse fazendo não fosse real, eu estava chorando lágrimas de verdade”. Bertolucci só admitiu após a morte de Schneider que a cena do estupro não estava prevista no roteiro. “Eu queria a reação dela como uma garota, não como uma atriz. Eu queria que ela reagisse humilhada”.
História da “cena mais infame do cinema” é retratada agora no filme “Meu Nome é Maria”. O longa dirigido por Jessica Palud, baseado no livro homônimo da jornalista Vanessa Schneider, prima da atriz, conta os bastidores por trás da filmagem polêmica.
Na cinebiografia, Schneider é interpretada por Anamaria Vortolomei, e Marlon Brando, por Matt Dillon. Filme retrata a trajetória pessoal de Maria, desde seu nascimento, até a vida artística, com foco para a polêmica de “Último Tango em Paris”.
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Hugh Grant, 64, reclamou sobre uma interação de um oficial de imigração do Aeroporto de Heathrow, em Londres, com seus filhos.
O ator usou suas redes sociais para criticar o profissional. Segundo ele, o oficial interagiu de forma “intrusiva, insultante e estranha” durante um encontro com seus filhos.
Hugh contou que os profissionais perguntaram quem eram os pais das crianças. O ator estava acompanhado de sua esposa, Anna Eberstein.
“Acabei de passar por Heathrow com minha esposa e filhos”, escreveu o ator. Todos temos o mesmo sobrenome (Grant) nos nossos passaportes. O oficial de imigração começa a conversar com meus filhos e então sussurra para eles: ‘São esses seus pais?’ Intrusivo, insultante e estranho
Hugh Grant Hugh é pai de cinco filhos. Tabitha Xiao, de 13 anos, e o filho Felix Chang, de 11, frutos da relação com Tinglan Hong, e John Mungo, de 12 anos, e das filhas Lulu Danger, de 9, e Blue, de 6, com Eberstein.
Na manhã desta segunda-feira (07), o corpo de João Marcelo da Silva Barbirato, de 52 anos, foi encontrado em avançado estado de decomposição na casa onde morava sozinho, na Praia de Santa Clara, em São Francisco de Itabapoana.
Familiares, preocupados com o silêncio e a falta de resposta às ligações, acionaram a Polícia Militar. Os agentes, junto com os parentes, entraram na residência e localizaram o corpo.
Não havia sinais de arrombamento e o corpo não apresentava marcas de violência, o que reforça a suspeita de mal súbito, já que João Marcelo sofria de problemas cardíacos.
Ele era bastante conhecido na região, tendo atuado por muitos anos como corretor de imóveis em Santa Clara, além de ter trabalhado em uma empresa de aluguel de andaimes.
Nesta segunda-feira (7), começaram as ações de retirada de vegetação na Lagoa do Salgadinho, localizada no centro de São Francisco de Itabapoana. A iniciativa é resultado de uma parceria entre o Governo do Estado e o município, por meio do programa Limpa Rio.
A prefeita Yara Cinthia destacou a importância dessa parceria para o município e agradeceu aos envolvidos: “Agradeço ao governador Cláudio Castro, ao presidente da ALERJ e deputado estadual Rodrigo Bacellar, e ao INEA pelo trabalho realizado. Poucas cidades possuem uma lagoa tão central e bonita quanto a nossa, e, com essa revitalização, vamos transformar o local em um verdadeiro ponto turístico, acessível para toda a população”, afirmou a prefeita.
Os trabalhos iniciaram com o uso de uma retroescavadeira anfíbia, uma máquina especializada para atuar em ambientes aquáticos, que já está realizando a remoção da vegetação nas primeiras semanas. O superintendente regional do INEA, Leonardo Barreto, esteve presente e explicou que, embora o visual da lagoa já comece a mudar, os trabalhos seguirão. “O nosso objetivo é fazer essa limpeza e disponibilizar novamente essas belezas naturais para a população. Vamos retirar a vegetação e, se possível, os aterros feitos de forma clandestina. O espaço será totalmente limpo, e a lagoa, que hoje está tomada por mato, vai se tornar um lugar visível e agradável tanto para quem mora quanto para quem passa por aqui”, ressaltou Barreto.
Com essas ações, a Lagoa do Salgadinho será totalmente revitalizada, proporcionando mais qualidade de vida para os cidadãos e se tornando um atrativo turístico para o município.
MARIANNA HOLANDA BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O PL recalibrou a pressão pelo projeto de lei que pede a anistia de presos nos atos golpistas de 8 de janeiro e vai realizar uma força-tarefa para recolher 69 assinaturas de deputados pela urgência da proposta nesta semana.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, conversaram com o líder da legenda, Sóstenes Cavalcante (RJ), para que a divulgação dos nomes de deputados indecisos ocorra só na quarta-feira (9) pela manhã.
Sóstenes havia dito, na manifestação deste domingo na avenida Paulista, em São Paulo, que a publicação do placar, com os rostos dos parlamentares, ocorreria nesta segunda (7). A avaliação de Bolsonaro passa pelo fato de que isso pode acabar pressionando indevidamente quem é favorável à proposta, mas ainda não conseguiu assinar.
O líder diz que foi procurado por deputados que já se declararam publicamente favoráveis, mas que não conseguiram assinar o requerimento por um erro no sistema.
“Isso pode estar acontecendo com alguns outros [deputados]. Aí a gente tem que dar uma marcha atrás para não errar a dose como o STF, que aí mata o paciente”, disse, em referência à crítica pelo tamanho das penas impostas (dosimetria) aos condenados no 8 de janeiro.
A publicação dos nomes de quem ainda não assinou o requerimento de urgência da proposta é uma forma de indicar à militância para quem direcionar a cobrança. Os deputados não gostam desse tipo de pressão, que pode vir tanto nas redes sociais quanto presencialmente.
A estratégia do PL será de realizar uma força-tarefa, passando nas reuniões partidárias, que costumam ocorrer nas terças-feiras. O foco principal será sobre União Brasil, Republicanos e PSD. Os únicos líderes que assinaram a proposta até o momento foram Adriana Ventura (Novo-SP) e Luizinho (PP-RJ), além do próprio Sóstenes.
No caso de Luizinho, sua assinatura é como deputado, não como líder, não valendo por toda a bancada. Apesar disso, o presidente do PP, Ciro Nogueira, anunciou compromisso público de arregimentar 100% dos deputados para apoiar a proposta.
Sóstenes vai escalar pessoas com camisetas nos corredores da Câmara para coletar assinaturas que faltam para atingir as 257 necessárias. Com isso, o projeto pode ir direto para plenário, mas ainda depende do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Motta foi alvo de bolsonaristas na manifestação de domingo. O principal escalado para fazer o ataque foi o pastor Silas Malafaia, também como uma forma de poupar os demais parlamentares presentes de desgaste com o presidente da Câmara.
“Senhor presidente da Câmara, Hugo Motta, disse ‘eu sou arbitro, juiz’. Só se for juiz iníquo, porque ele pediu para os líderes partidários para não assinar urgência do projeto de anistia”, disse Malafaia em cima do carro de som. “Espero, Bolsonaro, se Hugo Motta estiver assistindo isso aqui, que ele mude, porque você, Hugo Motta, está envergonhando o honrado povo da Paraíba”, completou.
Mesmo reconhecendo uma escalada na pressão, aliados do presidente da Casa dizem que ele mantém seu posicionamento de avaliar que não há clima para pautar a proposta. Sobretudo, para não criar uma indisposição com o STF (Supremo Tribunal Federal).
Um aliado próximo de Motta traduz a pressão como “ossos do ofício”. A avaliação é de que ele vai segurar a pauta, até que o PL consiga todas as assinaturas -o que o partido de Bolsonaro diz que ocorrerá nesta semana.
Além disso, ganha força a possibilidade da criação de uma comissão especial, cuja tramitação é mais lenta e foi anunciada por Arthur Lira (PP-AL) no ano passado, mas jamais instalada. O PL diz rechaçar essa possibilidade.
Na semana passada, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) disse em entrevista que Motta age como “esquerdista do PSOL” ao não pautar anistia. Segundo aliados do presidente da Casa, ele deixou chegar ao PL o quanto a fala tinha incomodado dele.
Lindsay Lohan foi elogiada pelo look que escolheu para a CinemaCon, realizada na semana passada em Las Vegas.
A atriz, de 38 anos, usou um visual da Chanel, com destaque para um vestido lilás, que combinou com uma bolsa em tons de rosa e óculos escuros também rosados.
O look foi compartilhado no Instagram e recebeu diversos elogios. “Você está incrível” e “absolutamente deslumbrante” foram alguns dos comentários deixados pelos seguidores na publicação.
(UOL/FOLHAPRESS) – Memphis Depay anunciou nesta segunda-feira (7) nas redes sociais o lançamento de um documentário sobre a sua chegada ao Corinthians.
O documentário será lançado nesta quinta-feira (10), e terá o nome de “Memphis, Ecos de Um Novo Mundo”. O anúncio foi feito pelo jogador no Instagram. “Novo documentário chegando…10/04”, postou o atacante holandês.
Em trechos já revelados no trailer, Memphis diz que nunca experienciou nada parecido no que diz respeito à relação com a torcida. Ele exalta os companheiros e diz ainda que chegou para ajudar a equipe.
“Acho que os fãs me fizeram entender o que é esse clube e os princípios que ele tem. Acho que nunca é fácil quando me transfiro para uma equipe nova, porque eu também chego com muita personalidade fora do futebol. E, você sabe, a maioria dos torcedores ama tanto a equipe que eles estão preocupados apenas com os resultados
Então, obviamente vim aqui para ajudar a equipe. O respeito que vocês têm um pelo outro, mas também pela camisa que vestem, pela energia, pelo espírito de luta. E essas são todas coisas que eu pelo menos tento trazer também. E, claro, eu tento decidir e ganhar jogos para o clube. Mas, sim, sinto que a interação entre mim e a torcida é algo especial, que eu nunca tive antes”, diz Memphis, em trechos disponibilizados do documentário.
Memphis foi contratado pelo Corinthians em setembro de 2024. Ele acumula dez gols e 12 assistências em 32 jogos, sendo como 25 como titular. Já ajudou o time a conquistar o Campeonato Paulista e a conseguir uma vaga na Copa Libertadores, via Brasileiro.
O holandês tem contrato com o Corinthians até a metade de 2026. Ele já admitiu a alguns companheiros que está feliz no clube e pretende renovar o vínculo.
Memphis será desfalque no próximo compromisso do Corinthians. Ele sofreu uma lesão no tornozelo na vitória sobre o Vasco pelo Brasileiro e não foi relacionado para o jogo contra o América de Cali, na Colômbia, pela segunda rodada da Copa Sul-Americana.
As mulheres brasileiras receberam salários, em média, 20,9% menores do que os homens em 2024 em mais de 53 mil estabelecimentos pesquisados com 100 ou mais empregados.
A diferença salarial se manteve praticamente estável em relação à 2023, quando foi registrado que as mulheres recebiam 20,7% a menos que os homens. Em 2022, as mulheres recebiam 19,4% a menos.
“Na remuneração média, os homens ganham R$ 4.745,53, enquanto as mulheres ganham R$ 3.755,01. Quando se trata de mulheres negras, o salário médio vai para R$ 2.864,39”, diz o 3ª Relatório de Transparência Salarial e Igualdade Salarial.
O levantamento foi divulgado nesta segunda-feira (7) pelos ministérios da Mulher e do Trabalho e Emprego (MTE). Foram analisados, ao todo, 19 milhões de empregos, um milhão a mais que no relatório de 2023.
Em relação às mulheres negras, a média salarial é 52,5% menor que a dos homens não negros. Em 2023, mulheres negras recebiam 49,7% a menos que os homens não negros.
Alta gestão
Nos cargos de alta gestão, de diretoras e gerentes, a diferença salarial é ainda maior, com mulheres recebendo 26,8% a menos que os homens. Se comparadas as mulheres com nível superior, a diferença em relação aos homens com mesmo nível de escolaridade é ainda maior, com mulheres com diplomas recebendo 31,5% a menos.
A ministra da Mulher, Cida Gonçalvez, considerou que a desigualdade entre mulheres e homens persiste porque ainda é necessário que se sejam feitas mudanças estruturais na sociedade.
“Desde a responsabilidade das mulheres pelo trabalho do cuidado à mentalidade de cada empresa, que precisa entender que ela só irá ganhar tendo mais mulheres compondo sua força de trabalho, e com salários maiores”, disse a ministra.
Os estados como Acre, Santa Catarina, Paraná, Amapá, São Paulo e Distrito Federal foram os que registraram as menores desigualdades salariais.
Mais mulheres no mercado
Os ministérios envolvidos na pesquisa destacaram como positivo o fato de ter caído o número de empresas com menos de 10% de mulheres negras contratadas, de 21,6 mil para 20,4 mil.
“Houve um crescimento na participação das mulheres negras no mercado de trabalho. Eram 3,2 milhões de mulheres negras e passou para 3,8 milhões. Outra boa notícia é que aumentou o número de estabelecimentos em que a diferença é de até 5% nos salários médios e medianos para as mulheres e homens”, informaram as pastas.
Desigualdade estável
A porcentagem da massa de todos os rendimentos do trabalho das mulheres, entre 2015 e 2024, variou de 35,7% para 37,4%, segundo dados do MTE.
A subsecretária de Estatísticas do Trabalho do MTE Paula Montagner avaliou que, apesar das mulheres estarem mais no mercado de trabalho, o rendimento delas se manteve estável entre 2015 e 2024.
“Essa relativa estabilidade decorre das remunerações menores das mulheres, uma vez que o número delas no mercado de trabalho é crescente”, afirmou.
O número de mulheres empregadas aumentou de 38,8 milhões em 2015 para 44,8 milhões em 2024, crescimento de mais de 6 milhões de vagas ocupadas por mulheres. O de homens empregados cresceu no mesmo período em 5,5 milhões, chegando a 53,5 milhões no ano passado.
Caso as mulheres ganhassem igual aos homens na mesma função, R$ 95 bilhões teriam entrado na economia em 2024, apontou o relatório.
BELO HORIZONTE, MG (UOL/FOLHAPRESS) – Um helicóptero de transporte aeromédico caiu no mar ontem, próximo à ilha de Tsushima, no Japão. Três pessoas morreram, incluindo o paciente que estava sendo transportado, segundo a Guarda Costeira do Japão.
A guarda costeira recebeu um alerta de que a aeronave havia desaparecido por volta das 14h50 (horário local, 2h50 em Brasília) de ontem. O helicóptero transportava seis pessoas, incluindo um paciente, de Tsushima até um hospital em Fukuoka – uma viagem de aproximadamente 45 minutos, segundo o The Japan Times.
Pouco tempo depois, as autoridades encontraram a aeronave flutuando no mar. Três pessoas foram encontradas vivas, em coletes salva vidas. Eram eles uma enfermeira, o piloto e um mecânico. Eles estavam com hipotermia, mas conscientes, e estão internados.
Outras três, incluindo o paciente, morreram após sofrerem parada cardíaca. As vítimas são o paciente Mitsuko Motoishi, de 86 anos, seu filho Kazuyoshi Motoishi, de 68 anos, e o médico Kei Arakawa, de 34 anos.
A guarda costeira e a SGC Saga Aviation, empresa responsável pelo helicóptero, investigam as causas do acidente. Em um comunicado divulgado hoje, o presidente da companhia pediu desculpas pelo acidente e afirmou que a Saga Aviation está cooperando com as autoridades.
Ontem, um representante da Saga Aviation afirmou à imprensa que nenhuma anomalia foi encontrada no helicóptero durante uma inspeção recente. Ele também afirmou que ninguém da tripulação tem problemas de saúde que poderiam ter interferido no voo.
A guarda costeira suspeita que o helicóptero teve que fazer um pouso forçado na água. O piloto e os outros sobreviventes serão interrogados para determinar a causa do acidente.
Três moradores da vila de Mammoth Lakes, no estado americano da Califórnia, morreram em decorrência de uma infecção por hantavírus, que vitimou a esposa de Gene Hackman, Betsy Arakawa, em fevereiro.
As autoridades de saúde do condado de Mono anunciaram essa terceira morte por síndrome pulmonar por hantavírus na última quinta-feira, por meio de um comunicado oficial.
“A ocorrência de três casos em um curto período de tempo me preocupa, especialmente neste começo de ano”, disse o responsável pela saúde pública do condado, Tom Boo, segundo nota divulgada pela NBC News.
Boo comentou que, normalmente, os casos costumam surgir mais no final da primavera e durante o verão.
Até o momento, não se sabe como o jovem adulto foi infectado.
“Vimos alguns ratos no local de trabalho, o que não é incomum em ambientes internos nesta época do ano em Mammoth Lakes. Não identificamos nenhuma outra atividade nas semanas anteriores à infecção que pudesse ter aumentado a exposição dessa pessoa aos ratos ou aos seus excrementos”, destacou.
Vale lembrar que, no mês passado, Betsy Arakawa faleceu em decorrência da síndrome pulmonar por hantavírus. Arakawa e Hackman foram encontrados mortos em casa no dia 26 de fevereiro. O ator testou negativo para hantavírus e, de acordo com a autópsia, a causa da morte foi “doença cardiovascular hipertensiva e aterosclerótica, com a doença de Alzheimer como um fator contribuinte significativo”.
O responsável pela saúde pública de Mono destacou que, até o momento, não há indícios de que as três vítimas da vila tenham participado de atividades associadas à exposição ao hantavírus, como a limpeza de áreas com fezes de ratos ou com pouca ventilação interna. Por isso, ele alertou para a necessidade de atenção por parte da população.
“Já se passou cerca de um mês sem novos casos suspeitos, mas continuamos preocupados com o aumento da atividade”, afirmou.
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Evandro Fióti falou em entrevista ao Fantástico deste domingo sobre o rompimento da parceria com o irmão Emicida. Durante a conversa, ele disse: “Esse lugar da ascensão econômica, não fomos preparados para os desafios que [o lugar] traria, e o que deveríamos mudar individualmente nas nossas vidas.”
“Percebi existir um distanciamento entre nós, foi ali mais ou menos entre 2017 e 2018.”, disse Fióti, em entrevista ao Fantástico.
A desavença entre os irmãos tornou-se pública em 28 de março, quando Emicida anunciou o término da parceria com Fióti. “Eu acredito que a gente construiu coisas muio relevantes, mas chegou o momento que isso se esgotou”, disse.
No último dia 4, Emicida utilizou suas redes sociais para divulgar um comunicado sobre o fim da parceria com seu irmão, Evandro Fióti, e a disputa judicial entre eles pela Laboratório Fantasma, empresa que fundaram juntos em 2009.
Fióti nega as acusações de Emicida, que move um processo judicial contra o irmão, alegando que Fióti realizou saques indevidos e sem comunicação, num montante que chega a R$ 6 milhões.
“Todas as transferências para ambos os sócios e a divisão de lucros desses 16 anos sempre foram feitas seguindo os ritos de governança da área administrativa e financeira. Não trabalhei de maneira anti-ética nenhuma vez na minha vida”, disse Fióti.
Ele continuou, e falou sobre seu passado. “Desde a época que eu era servente de pedreiro, desde a época que fui líder numa grande rede de fast-food, o que me mobiliza é o que quero construir, e na Laboratório Fantasma nunca foi diferente disso”, disse Fióti
Fióti lembrou dos bons momentos com o irmão. “Tenho muita saudades do Leandro [Emicida] que se emocionava quando eu tocava violão. Que foi o que deu energia para construíssemos uma empresa para impulsionar nossos sonhos.”
Na última sexta-feira, Emicida divulgou um novo posicionamento sobre a briga judicial com o irmão, Fióti.
Emicida diz nunca ter utilizado termos como “desvio” ou “roubo” no processo. “Estes nunca foram termos utilizados por Leandro, seja em seus comunicados, seja nas suas manifestações nos autos do processo”, diz o comunicado divulgado hoje pelo músico.
Tribunal fala em “desvios”. Em decisão do dia 31 de março à qual o UOL teve acesso, o juiz Guilherme de Paula Nascente Nunes descreve o caso: “Aventa (…) ter-se surpreendido o requerido com apuradas desvios pelo autor Evandro, minoritário, perpetrados, a totalizarem R$ 6.000.000,00, desde junho de 2024”.
Emicida diz que decisão de romper parceria profissional com o irmão não foi repentina. “Trata-se de uma decisão madura e tomada após diversas tentativas de alcançar uma harmonia entre ambos em relação a inúmeras questões essenciais à gestão do negócio e da carreira do artista Emicida”, diz o comunicado.
Ele ressalta, ainda, que o contato entre os advogados foi retomado. “Feitos esses esclarecimentos, é desejo de Leandro [Emicida] que seja possível alcançar um acordo amigável entre as partes, sendo que a paz volte a reinar entre os irmãos”.
O ator Manuel Masalva foi colocado em coma induzido após contrair uma infecção bacteriana grave enquanto estava de férias. Ele foi levado às pressas para o hospital e permanece em estado crítico.
Sabe-se que o artista — mais conhecido por interpretar Ramón Arellano Félix na série Narcos: México — está recebendo antibióticos potentes enquanto passa por um tratamento intensivo, conforme relata o Mirror.
O amigo próximo e colega do ator, Mario Morán, falou sobre o estado de saúde de Manuel Masalva em um vídeo publicado nas redes sociais no dia 2 de abril.
“Meu irmão está lutando pela vida longe de casa”, disse. “Quero pedir o apoio de vocês neste momento difícil. Ele foi vítima de uma bactéria muito agressiva enquanto estava de férias, e isso fez com que ele entrasse em coma induzido”, explicou.