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Não é uma situação confortável, diz Maeve Jinkings sobre personagem lésbica em ‘Vale Tudo’

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ANA CORA LIMA
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Maeve Jinkings não fez testes para o remake de “Vale Tudo”. Ela foi convidada pela autora Manuela Dias e pelo diretor Paulo Silvestrini para interpretar Cecília Catanhede, irmã do vilão Marco Aurélio (Alexandre Nero). A primeira informação que recebeu foi que, ao contrário da versão original, sua personagem não morreria no início da novela, dando continuidade à ideia concebida por Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères em 1988: jogar luz sobre as relações homoafetivas.

 

Cecília vive um casamento feliz com com Laís (Lorena Lima), e elas adotarão uma criança. “Achei incrível, porque há uma importância política nessa afirmação de a personagem seguir na narrativa, né?”, diz, para logo completar: “Se você olhar o arco da história e das representações da comunidade LGBTQIA+ nas narrativas de ficção, a morte desses personagens era -e ainda é- muito comum. Estamos lutando um pouco contra isso”.

Na primeira versão, a trama da advogada engajada na defesa do meio ambiente, interpretada por Lala Deheinzelin, que também dividia a administração de uma pousada em Paraty, no litoral do Rio de Janeiro, com sua esposa, Laís (Cristina Prochaska), sofreu com cortes da ditadura militar.

A “Vale Tudo” original foi a última novela das 21h da Globo a ter seu texto submetido ao crivo da Divisão de Censura de Diversões Públicas. Segundo o jornalista Mauricio Stycer, colunista da Folha, a morte de Cecília estava prevista no roteiro original porque Gilberto Braga queria usar o acontecimento para discutir o direito de herança entre homossexuais.

Maeve lembra ter assistido à primeira versão de Vale Tudo aos 12 anos e decidiu rever a novela. “É um clássico, né? Os diálogos são fortes e ela merecia ser remontada com essas atualizações históricas, tecnológicas, éticas, morais e políticas”, explica a atriz, que considera Cecília a personagem mais parecida com ela. “Ela doce e forte ao mesmo tempo e tem a questão da ética, honestidade como nortes”.

A atriz é bissexual e namora a cineasta Carolina Marcowicks desde 2022. “Olha não acho que seja uma situação confortável (interpretar também uma representante da comunidade LGBTQIA+). Acho que o princípio do ator é exatamente ser oposto do personagem para poder fazer o exercício do encontro do outro. Esse é o grande barato da atuação”, explica Maeve. “Mas, eu entendo que exista uma luta e como muitas pessoas acabam sendo marginalizadas no mercado, é importante representar a nossa própria comunidade. Então tudo bem”, completa.

Para Maeve, essa experiência na novela das 21h na Globo será uma chance de “sair da bolha” em que vive. Segundo ela, apesar de ter acolhimento entra familiares e amigos, existe outra a realidade para muitas pessoas da comunidade LGBTQIA+.

“A gente não pode esquecer que o Brasil é o país que mais mata pessoas trans e travestis no mundo. Vivo em uma pequena bolha, porque a comunidade do meu trabalho me acolhe, a minha família me acolhe, a família da minha namorada acolhe e isso não acontece para muitos dos meus e das minhas”.

Quadro de Preta Gil é estável após transferência em UTI aérea para SP

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RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – A cantora Preta Gil, internada no último domingo (06) em São Paulo, teve seu estado de saúde atualizado por meio de um boletim divulgado pela assessoria de imprensa.

 

Segundo a nota, a artista está bem. “Estável e sendo bem assistida pela equipe clínica do hospital”, disse a assessoria da cantora.

Preta Gil foi transferida de Salvador (BA) para a capital paulista em uma UTI aérea. A cantora estava acompanhada da irmã, Bela Gil, e da amiga, Ju de Paulla. Antes de pousar em São Paulo, Preta compartilhou a viagem através de publicações nas redes sociais.

Recentemente, em participação no programa Domingão com Huck, Preta Gil revelou que pretende continuar o tratamento fora do país. “Sou grata por passar por tudo isso podendo me tratar com dignidade. Entro numa fase difícil. No Brasil, já fizemos tudo que podíamos, agora a minha chance de cura está no exterior, e é para lá que eu vou”, disse na ocasião. A viagem internacional, no entanto, ainda não foi realizada.

CBF afasta árbitros após expulsão do Cruzeiro e pênalti para o Palmeiras

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IGOR SIQUEIRA
RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – A Comissão de Arbitragem da CBF afastou os árbitros que trabalharam nos jogos Internacional x Cruzeiro e Sport x Palmeiras, pela segunda rodada do Brasileirão. A medida abrange quem estava em campo e também no VAR.

 

Os lances que motivaram essa decisão foram a expulsão do zagueiro Jonathan Jesus, do Cruzeiro, ainda aos 20 minutos do primeiro tempo.

O pênalti marcado para o Palmeiras, contra o Sport.
Os árbitros de campo e VAR envolvidos são:
– Bruno Arleu Araújo
– Rodrigo Nunes de Sá (VAR)
– Marcelo de Lima Henrique
– Daiane Muniz (VAR)

A comissão de arbitragem informou que se baseou também no parecer do Comitê Consultivo de Especialistas Internacionais (CCEI), que constatou equívocos cometidos pelos profissionais nos jogos. Os árbitros afastados passarão por novas instruções.

“Infelizmente, existem momentos de instruir, coibir e também de afastar. Neste momento, a Comissão de Arbitragem afasta para instrução as equipes das partidas em que, na visão do CCEI, houve equívocos. O afastamento não é simplesmente uma punição vazia, é para que possamos cuidar dos árbitros, instruí-los e que, na sequência, não haja mais equívocos nesse sentido, colocando o VAR e o árbitro de campo em sintonia”, disse Rodrigo Cintra, que comanda a arbitragem brasileira, em comunicado da CBF.

A reportagem apurou que a comissão de arbitragem considerou boa a atuação do árbitro Ramon Abatti Abel no Atlético-MG x São Paulo.

NÃO ERA PARA EXPULSÃO
Ainda que o Internacional seja um dos times organizados e desponte como candidato ao título, a questão é que a vitória por 3 a 0 sobre o Cruzeiro está na lista dos jogos com decisões mais questionadas na rodada do fim de semana.
Chamou a atenção a expulsão do zagueiro Jonathan Jesus, uma decisão tomada pelo experiente árbitro Marcelo de Lima Henrique -não revisada pelo VAR, pilotado por Daiane Muniz.

Marcelo viu uma falta muito contestada pelos cruzeirenses. Na visão dele, fora da área, uma jogada que impediu situação clara e manifesta de gol. Vermelho direto.

A decisão condicionou a partida. Foi crucial para o Internacional vencer e chegar aos quatro pontos.

O Cruzeiro ficou alucinado com isso. Alexandre Mattos, CEO do futebol, classificou como “assalto a mão armada”. A reclamação será formalizada à comissão de arbitragem.

FOI PÊNALTI?
A diretoria do Sport também se revoltou com o segundo pênalti dado ao Palmeiras, que definiu a vitória dos paulistas no Recife.

Matheus Alexandre tocou primeiro na bola, e depois houve contato com Raphael Veiga. O meia do Palmeiras desabou. Bruno Arleu Araújo marcou pênalti. O VAR Rodrigo Nunes de Sá não mudou a marcação.

“O que aconteceu hoje na Ilha do Retiro é uma vergonha para a arbitragem brasileira. O Brasil hoje importa treinador, o Brasil hoje importa jogador. Está na hora de importar árbitro também, porque a arbitragem que está hoje no Brasil não está no nível do Campeonato Brasileiro”, disparou o vice-presidente de futebol do Sport, Guilherme Falcão.

Mais uma decisão que, na prática, aumentou o número de times com quatro pontos no campeonato -neste caso, por causa do Palmeiras.

Mulher de Renato Aragão se irrita com rumores sobre o estado de saúde do humorista

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ANA CORA LIMA
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – A mulher de Renato Aragão, Lilian Aragão, se irritou com os rumores de que o humorista vem enfrentando problemas de saúde. Ela classificou as especulações como “falsas e maldosas” e desabafou: “O Renato vai muito bem e segue cheio de humor”, disse em nota enviada à imprensa.

 

Os boatos de que o ex-funcionário da Globo supostamente não estaria bem começaram por causa de uma entrevista recente do documentarista Rafael Spaca – especializado na história do grupo Os Trapalhões- ao podcast SaladaCast. Ele expressou preocupações sobre a saúde de Renato, conhecido pelo personagem Didi Mocó, e mencionou suspeitas de Alzheimer e demência.

Lilian, que também gerencia a carreira do marido, desabafou: “A insinuação acerca do estado de saúde do Renato Aragão, além de falsa e maldosa, demonstra uma profunda falta de respeito.” Eles estão juntos há 34 anos.

Entre suas aparições mais recentes na TV, Renato, que completou 90 em janeiro, recebeu uma homenagem no Domingão com Huck e participou do Teleton no ano passado.

Justiça do Rio concede liminar para Vasco x Flamengo ser em São Januário

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BRUNO BRAZ
RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – A Justiça do Rio de Janeiro concedeu uma liminar para o clássico entre Vasco e Flamengo, pelo Campeonato Brasileiro, possa ocorrer em São Januário. O duelo está marcado para o próximo dia 19.

 

A juíza Regina Lúcia Chuquer de Almeida Costa de Castro Lima cita o veto do Bepe (Batalhão Especializado de Policiamento em Estádios) e diz que optou pelo “caminho mais fácil”.
A corporação se recusa empregar todas

as suas energias em benefício do serviço, optando, simplesmente, pelo caminho mais fácil “deixar de fazer”, com aparente abandono do entusiasmo, autoridade eeficiência que a instituição exige Trecho do documento

O QUE ACONTECEU
O Bepe vetou o pedido feito pelo Cruz-Maltino na última semana. A Polícia Militar alegou que a decisão foi com “base nas análises estratégicas da unidade que apontam riscos à segurança no perímetro e no interior da praça esportiva em jogos desta natureza”.

A liminar é fruto de uma ação popular movida por Pedro de Menezes Reis e Marcus Vinicius Reis. A informação foi publicada, primeiramente, pelo “ge” e confirmada pelo UOL.

O Vasco ainda não foi notificado. Com a liminar em vigor, a decisão quanto ao palco do jogo caberá à diretoria do clube.

A Justiça liberou o mando de campo com torcida do Vasco, independentemente de qualquer estudo, mas, no caso dos visitantes, será necessária uma a avaliação técnica. O ofício do Cruz-Maltino enviado às autoridades citava a presença das duas torcidas.

Autorizar o mando de campo do Club de Regatas Vasco da Gama no Estádio de São Januário, com a presença de sua torcida, independentemente de qualquer avaliação, e, a depender de avaliação técnicaespecífica devidamente fundamentada, com presença da torcida adversária

A alegação de não ser possível garantir a segurança do público visitante não inviabiliza a realização do evento no local, caso os dirigentes da agremiação esportiva, assim desejem. Isso porque, eventos comtorcida única são possíveis e ocorrem em outros estados do Brasil, inclusive na Região Sudeste do país, onde está situada a arena esportiva objeto dos autos

Moraes diz que presos do 8/1 podem receber visita de autoridade religiosa

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), disse nesta segunda-feira (7) que os condenados pelos ataques de 8 de janeiro têm direito a assistência religiosa.

 

O direito está previsto na Constituição e na Lei de Execuções Penais e, para receber visitas de líderes religiosos, é preciso formalizar o pedido ao Supremo.
Os detalhes estão numa decisão de

Moraes sobre o pedido do líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), para autorizar a visita de autoridade religiosa para a cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos.

Débora é a mulher que escreveu “perdeu, mané” na estátua em frente ao Supremo durante os ataques de 8 de janeiro. Ela está em prisão domiciliar desde 28 de março após Moraes acatar o pedido da defesa da ré para a saída do presídio no interior de São Paulo.

Moraes disse que o pedido da liderança do PL estava prejudicado porque os condenados nunca tiveram negado o direito de visita de liderança religiosa.

“Todos os presos, sejam provisórios ou definitivos, têm direito à assistência religiosa, nos termos do que dispõe o preceito constitucional, bastando que solicitem, caso queiram encontrar-se com representantes de sua crença religiosa, estando, portanto, prejudicado o pedido formulado”, afirmou o ministro.

Havia dúvida entre a defesa de Débora e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se a mulher poderia receber visita de autoridade religiosa. Isso porque, na decisão que autorizou a prisão domiciliar de Débora, Moraes determinou a “proibição de visitas, salvo de seus advogados regularmente constituídos e com procuração nos autos e de seus pais e irmãos, além de outras pessoas previamente autorizadas por este Supremo Tribunal Federal”.

O próprio deputado Sóstenes Cavalcante pode visitar Débora e os demais presos se formalizar o pedido ao Supremo. O líder do PL é pastor evangélico da Assembleia de Deus e um dos principais aliados de Silas Malafaia no Congresso Nacional.

Israel diz que 6 dos 15 socorristas assassinados em ataque gravado eram membros do Hamas

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Israel diz que identificou seis terroristas do Hamas entre os assassinados em ataque a socorristas que matou 15 pessoas, ocorrido no dia 23 de março em região da cidade de Rafah, no sul do território palestino.

 

“As Forças de Defesa de Israel (IDF) estão conduzindo uma investigação sobre o incidente, que ocorreu em uma zona de combate, para descobrir a verdade. A investigação preliminar indicou que as tropas abriram fogo devido a uma ameaça percebida após um confronto anterior na área, e que seis dos indivíduos mortos no incidente foram identificados como terroristas do Hamas”, afirmaram as Forças Armadas de Israel.

O Crescente Vermelho palestino acusou os militares israelenses de “atirar para matar” em socorristas.

“Instamos o mundo a formar uma comissão independente e parcial de investigação das circunstâncias do assassinato deliberado de equipes de socorristas na Faixa de Gaza”, afirmou Younis Al-Khatib presidente da organização nos territórios palestinos ocupados.

Israel mudou sua versão inicial sobre os assassinatos após um vídeo mostrar ambulâncias sinalizadas e com luzes de emergência ligadas sendo alvejadas por tiros.

Inicialmente, o Exército disse que os soldados israelenses haviam aberto fogo contra veículos sem luzes ou sinalização e matado nove membros do Hamas e do Jihad Islâmico que estariam viajando em veículos do Crescente Vermelho palestino.

A versão de Israel mudou no sábado (5), horas após o Crescente Vermelho palestino tornar públicos vídeos recuperados do celular de um dos homens mortos. As imagens mostram trabalhadores de emergência em seus uniformes e ambulâncias com as luzes acesas sendo alvos de tiros.

Um militar israelense disse a jornalistas no sábado à noite que os investigadores estão examinando o vídeo e que as conclusões devem ser apresentadas aos comandantes do Exército neste domingo (6). Ele disse ainda que o relatório inicial do campo não descrevia luzes, e que a ausência dessa informação está sob apuração.

Ainda segundo a nova versão de Tel Aviv, as tropas abriram fogo contra um veículo por volta das 4h, supostamente matando dois membros do Hamas e levando outro prisioneiro, que teria admitido sob interrogatório também ser do grupo terrorista.

Após um tempo, vários veículos passaram pela estrada, até que, por volta das 6h, as tropas receberam a informação de que um grupo suspeito de veículos estava se aproximando, segundo o militar. Nesse momento, continua, eles abrem fogo.

Os 15 foram mortos na madrugada do dia 23 de março e enterrados em uma cova rasa, onde seus corpos foram encontrados uma semana depois por funcionários da ONU e do Crescente Vermelho. Um homem do grupo ainda está desaparecido.

A ONU afirmou, já na semana passada, que as informações disponíveis indicavam que uma equipe de emergência havia sido morta pelas forças israelenses antes que o mesmo acontecesse com outros socorristas que iam ao local procurar por seus colegas desaparecidos.

Saiba quem era gaúcha que morreu eletrocutada no RN

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Natural de Pelotas (RS), Paula Vergara da Silva, 43, morreu em um hostel de São Miguel do Gostoso (RN), para onde tinha se mudado há menos de um ano.

 

Paula levou um choque elétrico no hostel em que morava na sexta-feira. Ela tinha saído da piscina e foi ligar um aparelho eletrônico em uma tomada, segundo relatório da ocorrência da Polícia Militar.

A mulher se mudou para o Rio Grande do Norte em outubro de 2024. Nas redes sociais, ela compartilhava a rotina aplicando oficinas sobre alimentação e contava que trabalhava, principalmente, com crianças.

Ela deixou um cargo federal para se dedicar ao voluntariado. Paula foi professora no campus Araquari do Instituto Federal de Santa Catarina e do campus Alegrete da Instituto Federal Farroupilha, mas saiu do emprego em 2022 por problemas de saúde mental. Em seus relatos, ela contou que desenvolveu transtorno de ansiedade generalizada e depressão. “Meu corpo colapsou”, afirmou.

A gaúcha passou a fazer trabalho voluntário como uma forma de terapia, orientada por médicos. Ela teve experiências esporádicas nos anos 2000 e se reencontrou no voluntariado em 2022 quando fez uma oficina para ensinar crianças a fazer queijo.

Formada em química de alimentos pela Universidade Federal de Pelotas, ela usou a sua graduação para ajudar nos trabalhos voluntários. “Ganhei a chance de sorrir de satisfação e amar novamente minha função de educadora, ensinando sobre comida”, afirmou.

Desde então, ela viajou o Brasil com ações, seja de forma independente ou com grupos. Entre as cidades onde ela colaborou produzindo alimentos para pessoas em situação de vulnerabilidade estão Joinville, Curitiba e Florianópolis.

Uma das suas ações de voluntariado aconteceu após as enchentes do Rio Grande do Sul. “Ela foi empenhada em cuidar das crianças que estavam nos alojamentos. Ela também liderou a cozinha solidária que estava garantindo as refeições das pessoas desabrigadas”, afirmou, em publicação nas redes sociais, a ONG Amigo Solidário, da qual ela fazia parte.

Família tenta levar corpo para o Rio Grande do Sul. Amigos de Paula anunciaram uma vaquinha nas redes sociais para tentar arrecadar dinheiro e levar o corpo para a cidade natal dela.

 

Vídeo mostra mulher com perna presa entre trem e plataforma em SP

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LORENA BARROS
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Uma mulher precisou de atendimento médico após ficar com a perna presa no vão entre um trem da linha 11-Coral da CPTM e a plataforma.

 

Acidente aconteceu na estação Brás, na região central de São Paulo, na tarde deste domingo (6). Testemunhas disseram que a mulher foi empurrada por um ambulante, mas a informação não foi confirmada oficialmente pela CPTM.

Ela precisou de ajuda do Corpo de Bombeiros para ser retirada do local. Em nota, a CPTM informou que a mulher foi encaminhada a uma unidade de saúde da região, mas não detalhou para qual hospital. O estado de saúde dela também não foi informado.

Antes do socorro, a mulher foi amparada por passageiros. Vídeos publicados nas redes sociais mostram que a perna dela ficou presa quase até o joelho, e que ela permaneceu sentada enquanto esperava por socorro.

A linha 11-Coral operava com maior intervalo entre os trens no domingo. A CPTM não informou o quanto a operação foi afetada pelo acidente com a passageira, mas a operação dos trens estava normal na manhã de hoje.
Uma investigação foi aberta para identificar o que causou o acidente, disse a CPTM. Em nota, a companhia lamentou o ocorrido.

 

Hugo Motta critica ataques ao STF, mas defende corrigir ‘exagero’ em penas do 8 de janeiro

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VICTÓRIA CÓCOLO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que “não é se atacando as instituições que se encontrará a saída para o momento delicado que o país vive”, em referência aos ataques direcionados ao STF (Supremo Tribunal Federal) durante a manifestação realizada por bolsonaristas em São Paulo, no domingo (6).

 

A declaração foi dada durante um evento da Associação Comercial de São Paulo, onde Motta participou de uma palestra, na manhã desta segunda-feira (7). Ele também voltou a defender a revisão do que chamou de eventuais exageros nas penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro.

O presidente da Câmara foi provocado a comentar o tema da anistia aos envolvidos nos atos golpistas pelo ex-deputado Vilmar Rocha (PSD).

“Eu defendo dois pontos para que a gente possa vencer essa agenda. O primeiro é a sensibilidade para corrigir algum exagero que vem acontecendo em relação a quem não merece receber punição. E o segundo é a responsabilidade de não aumentarmos a crise institucional que o país já vive”, afirmou.

Motta também criticou a centralidade do tema da anistia no debate político. “Não podemos ficar numa pauta só. O Brasil tem muitos mais desafios do que isso”, disse.

Ainda sobre esse assunto, disse que não cabe ao presidente da Câmara ser censor de pauta de cada partido, afirmou que é preciso respeitar todos os temas e que a obstrução de votações feita pelo PL como forma de pressão pela anistia está prevista pelo regimento.

Nesta segunda-feira (7), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse que falou com o presidente da Câmara na sexta (4) para defender o projeto e que faria isso de novo.

“Faz sentido, eu acho que não faria sentido ter pessoas muito simples, que não sabiam exatamente o que estavam fazendo, que estavam lá, que estão sendo apenadas de forma muito dura”, afirmou. “Eu conversei com o Hugo Motta na sexta-feira sobre isso. Vou voltar a conversar com ele agora após a manifestação.”

Durante a palestra, Motta abordou ainda temas como a taxação imposta pelos Estados Unidos, segurança pública e a reforma política.

Segundo Hugo Motta, o ministro Ricardo Lewandowski, da Justiça e Segurança Pública, tem a intenção de entregar nesta terça-feira (8) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança aos líderes da Casa.

O deputado comparou o impacto do dia em que Donald Trump anunciou tarifas comerciais ao dos ataques às Torres Gêmeas, em 2001. “Assim como o 11 de Setembro mudou a conformação política mundial e levou à readequação de forças, temos agora o 2 de abril como mudança de parâmetro, de comportamento, para os países que tinham como concepção o multilateralismo”, afirmou.

Segundo Motta, ainda não é possível saber se as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos representarão uma oportunidade para o Brasil. Para ele, as medidas levam o mundo de volta a “tempos retrógrados, de bilateralismo e mercantilismo.

Indagado pela Folha sobre qual a situação da PEC da anistia e seu andamento na Câmara neste momento, Motta não quis comentar.
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Colaborou Isabella Menon

 

RJ tem 523 pessoas desalojadas após chuvas

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YURI EIRAS
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – O estado do Rio de Janeiro tem 523 pessoas desalojadas e 48 desabrigadas após as fortes chuvas que começaram na sexta-feira (4). Os número são do Corpo de Bombeiros, que não registrou óbitos relacionados aos temporais.

 

Bombeiros atenderam 570 ocorrências relacionadas às chuvas em todo o estado, incluindo 18 deslizamentos de terra e 37 alagamentos. Oitenta e uma vítimas foram socorridas sem gravidade, e 174 animais foram resgatados. A corporação atua com cerca de 1.600 militares.

Neste domingo (6), o MIDR (Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional) reconheceu a situação de emergências em Angra dos Reis, na costa verde fluminense, e em Petrópolis, na região serrana. O reconhecimento autoriza as prefeituras a solicitar recurso do governo federal para ações de defesa civil, como compra de cestas básicas, kits de limpeza e água mineral.

As chuvas diminuíram no estado. Em Petrópolis, pontos de apoio foram desmobilizados e aulas na rede pública foram retomadas nesta segunda-feira (7), assim como em Angra dos Reis.

Na noite de domingo, a Defesa Civil estadual chegou a emitir alerta para risco alto de deslizamento em Angra, Petrópolis, Teresópolis e Duque de Caxias (Baixada Fluminense). O restante do estado tinha risco moderado de deslizamento. O boletim valia até as 7h desta segunda.

Nas redes sociais, a Prefeitura de Petrópolis afirmou que passou do estágio de atenção para o de observação, mais brando. O tempo, segundo o sistema meteorológico local, estará mais estável nesta segunda, com possibilidade de chuviscos à tarde.

Ainda na madrugada desta segunda, a Ecovias Rio Minas liberou para veículos o trecho da serra da BR-116, que liga o Rio a Teresópolis. A concessionária realizou vistoria e avaliou que, diante da diminuição das chuvas, o tráfego poderia ser retomado. O trecho estava totalmente interditado desde sábado, com deslizamentos de terra pontuais.

A Enel, concessionária responsável pelo fornecimento de energia na região serrana, afirmou por nota que 837 clientes de Petrópolis seguem sem energia, o que representa 0,48% do total de clientes da empresa na cidade.

“Bolsões de alagamento e a queda de árvores de grande porte seguem sendo desafios para equipes da Enel Rio em diversas áreas”, afirmou.

À exceção de duas ruas ainda fechadas, as linhas de ônibus que circulam em Petrópolis já tiveram o itinerário normalizado. A Defesa Civil municipal disse que recebeu 141 chamados entre sexta e domingo.

Em Angra dos Reis, a prefeitura contabiliza 174 desalojados, acolhidos em dois abrigos da cidade. O município começou nesta segunda o cadastro para o Cartão Recomeçar, benefício estadual de R$ 3.000.

A Secretaria de Saúde reforçou atenção aos sintomas de leptospirose, cujo contato pode ocorrer por meio da água das enchentes.

Em Angra, um vídeo publicado no X mostra o momento em que vacas são arrastadas durante enchente. Segundo a Defesa Civil do município, a gravação foi feita no Parque Mambuca, um dos bairros atingidos. “De qualquer forma”, diz o órgão, “nem a Defesa Civil nem o Corpo de Bombeiros foram acionados para atuar nesta situação”.

Ainda no domingo, o governo federal afirmou em nota que “não procede a alegação de ausência de apoio federal”, em resposta às críticas do governador do Rio, Cláudio Castro (PL), no sábado (5).

“Eles [governo federal] geralmente não se interessam muito no que o povo passa ou não. Não teve nenhuma ligação para o governo do estado, nada. As preocupações deles são outras, não são geralmente da vida das pessoas, não”, afirmou Castro, em entrevista coletiva.

“Já na segunda-feira (31) os órgãos de meteorologia alertaram para o risco de chuvas extremas”, disse o governo federal em nota. O Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), do MIDR, elevou o nível de atenção e realizou, na quarta-feira, uma reunião de preparação com mais de 250 representantes de órgãos municipais, estaduais e federais.

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Morre Clem Burke, baterista da banda Blondie, pioneira do new wave, aos 70 anos

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Clem Burke, o baterista da banda Blondie, morreu na manhã desta segunda-feira (7). A noticia foi compartilhada pelo grupo, que disse que o músico tratava um câncer.

 

“Clem não era apenas um baterista, era o coração pulsante da Blondie. Seu talento, energia e paixão pela música eram incomparáveis, e suas contribuições para o nosso som e sucesso são incalculáveis”, escreveram os membros da banda no Instagram.

“Além de sua musicalidade, Clem era uma fonte de inspiração tanto dentro quanto fora do palco. Seu espírito vibrante, entusiasmo contagiante e ética de trabalho sólida como uma rocha tocaram todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo.”

A publicação lista algumas das parcerias de Burke, que mostram o alcance da influência do baterista. Ele colaborou com Eurythmics, Ramones, Bob Dylan, Bob Geldof, Iggy Pop, Joan Jett, Nancy Sinatra, Chequered Past, The Fleshtones, The Romantics, Dramarama, The Adult Net, The Split Squad, The International Swingers, L.A.M.F., Empty Hearts, Slinky Vagabond e os Go-Go’s.

A Blondie foi fundada por Debbie Harry e Chris Stein em 1974. Burke entrou para a formação em 1975, e sempre foi considerado um dos membros originais. Ele já estava no grupo o primeiro single, “X-Offender”, e o primeiro álbum, que leva o nome da banda, saíram.

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Nicole Louise, ex-Estrela da Casa, diz que foi dopada nos EUA

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MARIA PAULA GIACOMELLI
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Uma das ex-participantes do reality show musical Estrela da Casa, da Globo, afirmou ter passado por uma situação tensa nos Estados Unicos. Nicole Louise, que participou da 1ª edição do programa, em 2024, disse ter sido dopada em um estúdio de gravação.

 

A cantora afirmou a seguidores nas redes sociais ter sido convidada por um americano a conhecer seu estúdio para fazer a gravação de uma música, mas teria estranhado o comportamento do homem.

“Tomem cuidado, às vezes precisamos passar por isso para aprender. Ele estava desleixado na forma de se vestir, a casa escura, mas o estúdio era lá. Tinha esculturas macabras, com chifre, quadros bizarros”, afirmou.

De acordo com Nicole, o homem teria oferecido água, que ela bebeu e ele não.
“De repente meu corpo começa a esquentar, comecei a ficar mole. Falei que precisava ir ao banheiro, ele foi antes, na frente. Peguei minhas coisas e saí correndo, adrenalina foi lá em cima”, disse.

Depois de sair da casa, a também humorista afirmou ter parado um ônibus que passava pelo local para pedir ajuda porque estaria se sentindo tonta e estranha.

“Aconteceu um livramento, fui ingênua, errei, mas às vezes a gente só aprende passando pela situação, estando em apuros. Mas não vou ficar me culpando, tenho dificuldade de ver maldade.”

Depois do suposto ocorrido, a influenciadora digital, que tem pouco mais de três milhões de seguidores no Instagram, fez um alerta e pediu que as pessoas tomem cuidado com os lugares que frequentam.

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Espaço da Oportunidade com 391 vagas de emprego em Campos

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Secretaria Municipal de Qualificação e Emprego/Foto: Divulgação Ascom

O Espaço da Oportunidade, vinculado à Secretaria Municipal de Qualificação e Emprego, está com 391 vagas disponíveis. Segundo a secretaria, todas as vagas divulgadas são destinadas a pessoas com 18 anos ou mais, com diferentes níveis de escolaridade e algumas vagas também pedem experiência na área. Para Pessoas com Deficiência (PCD), ainda estão disponíveis trinta e duas oportunidades. Os interessados podem acessar AQUI para fazer o cadastro.  https://sistemas.campos.rj.gov.br/sgbemp/vagas

As oportunidades para trabalhar no setor offshore são para taifeiro (30), ajudante de cozinha (12), chefe de cozinha (12), cozinheiro (12), governança (12), nutricionista (12), padeiro (12), paioleiro (12), recepcionista (12), reparador (12) e saloneiro (12). As demais vagas, para diferentes segmentos, são para auxiliar de serviços gerais (21), auxiliar de cozinha (10), auxiliar de limpeza de salão (10), auxiliar de cozinha (7), auxiliar administrativo (3), auxiliar de loja (2), auxiliar de escritório (1) e auxiliar de logística (1), agente de saneamento (20), operador de Help Desk Jr (15), garçom/garçonete (14), caldeireiro (10), soldador (10), revendedor (10), atendente (7), ajudante (6), vendedor externo (6), motorista de caminhão (5), maquiador (4) e motoboy (4). Para PCD, são 32 oportunidades, 20 para serviços gerais, 4 para auxiliar de limpeza, 4 para auxiliar de cozinha e 4 para a função de atendente de restaurante.

COMO SE CADASTRAR – Para realizar o cadastro, o interessado deve entrar em contato pelo WhatsApp (22) 98175-0085, informando o número do CPF e o código da vaga. Quem preferir o cadastro presencial, deve procurar, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, uma das duas unidades do Espaço da Oportunidade: na Secretaria de Qualificação e Emprego, na Avenida Sete de Setembro, nº 411, Centro, ou na sede de Guarus, na Avenida José Carlos Pereira Pinto, nº 256, Parque Vicente Goncalves Dias. O contato também pode ser feito pelos números (22) 98152-0968para a unidade do Centro e (22) 98175-2194 para a de Guarus. Já para o cadastro pelo site da Prefeitura de Campos, o interessado precisa clicar na barra “Menu”, ir em “Serviços” e, na sequência, clicar em “Espaço da Oportunidade”.

Empregadores interessados em divulgar suas vagas devem entrar em contato com o órgão pelo número (22) 98175-0067e preencher um formulário para o cadastro no sistema. Após o preenchimento do formulário, a vaga será devidamente divulgada no site do Espaço da Oportunidade.

Fonte: Ascom

Casa com idoso, mulher e criança é alvo de tiros em Conselheiro Josino

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146ª DP/Foto: ClickCampos

Na noite deste domingo (06), uma residência foi alvo de diversos disparos efetuados por cerca de cinco homens armados na Estrada do Barro Vermelho, na localidade de Conselheiro Josino, em Campos dos Goytacazes. No imóvel estavam um idoso de 72 anos, a esposa e uma criança de 10 anos. Apesar do susto, ninguém ficou ferido.

Segundo relato, os criminosos chegaram por volta das 23h e começaram a atirar em direção à casa. Diante da situação, o idoso rapidamente orientou a esposa e a criança a se abaixarem para se proteger.

A fachada da residência ficou marcada por diversas perfurações de bala e uma janela de vidro foi quebrada. O caso foi registrado na 146ª Delegacia de Polícia de Guarus. Até o momento, não há informações sobre a autoria ou motivação do ataque.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, foi realizado o reconhecimento de um suspeito e o mesmo foi preso em flagrante por homicídio tentado.

Lei da Anistia deveria ser revista, diz relator da ONU

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O relator da Organização das Nações Unidas (ONU) para Promoção da Verdade, Justiça, Reparação e Garantias de Não Repetição, Bernard Duhaime, encerrou, nesta segunda-feira (7), visita de uma semana pelo Brasil. O enviado especial da ONU vai preparar um relatório sobre como o Estado brasileiro está lidando com os crimes cometidos durante a ditadura civil-militar de 1964 a 1985, que será apresentado em setembro ao Conselho de Direitos Humanos da organização.

Em entrevista à imprensa, hoje no Rio de Janeiro, Duhaime destacou alguns pontos que geram preocupação, como a aplicação da Lei da Anistia (Lei 6.638/79). O relator destacou que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), em 2010, de considerar que as violações de direitos humanos, cometidas por agentes de Estado, eram passíveis de anistia, “abriu as portas para a impunidade”.

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“Há vários problemas em relação à compatibilidade da Lei de Anistia com a legislação internacional de direitos humanos. Então, acho que, em 2025, seria importante revisitar esse assunto para garantir que a lei esteja de acordo com a lei internacional de direitos humanos”, afirmou.

Segundo ele, apesar de ser positiva, por exemplo, a restituição dos direitos políticos às pessoas que foram detidas e cassadas pela ditadura, “a decisão de 2010, do Supremo Tribunal Federal, de incluir o perdão a violações de direitos humanos atribuídas a agentes do Estado” permitiu que eles não fossem punidos.

“A ausência de consequências legais para abusos passados ​​reforçou uma cultura de impunidade e estabeleceu condições para repetição, ao permitir que a retórica e a prática autoritária ressurgissem no discurso político como evidência, em janeiro de 2023, de suposta tentativa de golpe”, afirmou Duhaime.

Ele disse ainda que continuará acompanhando atentamente os desdobramentos relacionados ao julgamento de pessoas acusadas e processadas por tentativa de golpe de Estado no Brasil, em 2022 e no início de 2023.

Violações

O relator destacou a continuidade de práticas de violações de direitos humanos nos dias de hoje, mesmo 40 anos depois do fim da ditadura, como os abusos policiais e execuções extrajudiciais pela polícia.

“Durante a minha visita, ouvi testemunhos de variados setores sociais sobre a persistência da violência estatal, nas mãos da polícia e das Forças Armadas. Execuções sumárias, tortura e detenções arbitrárias continuam a permear a sociedade brasileira em índices alarmantes, afetando particularmente povos indígenas, camponeses e pessoas de descendência africana. A responsabilização por tais crimes raramente é feita, o que encoraja e perpetua ainda mais essas práticas”.

Segundo ele, as violações cometidas por agentes do Estado contra pessoas não são prevenidas e nem levadas à Justiça.

“A reforma de instituições envolvidas em violações de direitos humanos durante a ditadura é um princípio crucial da transição judicial, que visa a prevenir a recorrência da violência. No entanto, tais processos não foram o foco do processo de transição do Brasil”, disse o relator da ONU.

Duhaime se mostrou preocupado também com a falta de iniciativas de preservação da memória de alguns locais relacionados a violações de direitos humanos durante a ditadura, como os prédios do DOI-Codi, em São Paulo, do Dops, no Rio de Janeiro, e da Casa da Morte, em Petrópolis.

“Eu endosso totalmente as demandas da sociedade civil para que essas instalações sejam preservadas e estabelecidas como locais de memória, sob a jurisdição das autoridades civis”, afirmou o relator, completando que também geram preocupações “o ato de negacionismo de violações passadas e a glorificação da ditadura” por alguns setores da sociedade.

O relator da Organização das Nações Unidas (ONU) para Promoção da Verdade, Justiça, Reparação e Garantias de Não Repetição, Bernard Duhaime, encerrou, nesta segunda-feira (7), visita de uma semana pelo Brasil. O enviado especial da ONU vai preparar um relatório sobre como o Estado brasileiro está lidando com os crimes cometidos durante a ditadura civil-militar de 1964 a 1985, que será apresentado em setembro ao Conselho de Direitos Humanos da organização.

Em entrevista à imprensa, hoje no Rio de Janeiro, Duhaime destacou alguns pontos que geram preocupação, como a aplicação da Lei da Anistia (Lei 6.638/79). O relator destacou que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), em 2010, de considerar que as violações de direitos humanos, cometidas por agentes de Estado, eram passíveis de anistia, “abriu as portas para a impunidade”.

“Há vários problemas em relação à compatibilidade da Lei de Anistia com a legislação internacional de direitos humanos. Então, acho que, em 2025, seria importante revisitar esse assunto para garantir que a lei esteja de acordo com a lei internacional de direitos humanos”, afirmou.

Segundo ele, apesar de ser positiva, por exemplo, a restituição dos direitos políticos às pessoas que foram detidas e cassadas pela ditadura, “a decisão de 2010, do Supremo Tribunal Federal, de incluir o perdão a violações de direitos humanos atribuídas a agentes do Estado” permitiu que eles não fossem punidos.

“A ausência de consequências legais para abusos passados ​​reforçou uma cultura de impunidade e estabeleceu condições para repetição, ao permitir que a retórica e a prática autoritária ressurgissem no discurso político como evidência, em janeiro de 2023, de suposta tentativa de golpe”, afirmou Duhaime.

Ele disse ainda que continuará acompanhando atentamente os desdobramentos relacionados ao julgamento de pessoas acusadas e processadas por tentativa de golpe de Estado no Brasil, em 2022 e no início de 2023.

O relator destacou a continuidade de práticas de violações de direitos humanos nos dias de hoje, mesmo 40 anos depois do fim da ditadura, como os abusos policiais e execuções extrajudiciais pela polícia.

“Durante a minha visita, ouvi testemunhos de variados setores sociais sobre a persistência da violência estatal, nas mãos da polícia e das Forças Armadas. Execuções sumárias, tortura e detenções arbitrárias continuam a permear a sociedade brasileira em índices alarmantes, afetando particularmente povos indígenas, camponeses e pessoas de descendência africana. A responsabilização por tais crimes raramente é feita, o que encoraja e perpetua ainda mais essas práticas”.

Segundo ele, as violações cometidas por agentes do Estado contra pessoas não são prevenidas e nem levadas à Justiça.

“A reforma de instituições envolvidas em violações de direitos humanos durante a ditadura é um princípio crucial da transição judicial, que visa a prevenir a recorrência da violência. No entanto, tais processos não foram o foco do processo de transição do Brasil”, disse o relator da ONU.

Duhaime se mostrou preocupado também com a falta de iniciativas de preservação da memória de alguns locais relacionados a violações de direitos humanos durante a ditadura, como os prédios do DOI-Codi, em São Paulo, do Dops, no Rio de Janeiro, e da Casa da Morte, em Petrópolis.

“Eu endosso totalmente as demandas da sociedade civil para que essas instalações sejam preservadas e estabelecidas como locais de memória, sob a jurisdição das autoridades civis”, afirmou o relator, completando que também geram preocupações “o ato de negacionismo de violações passadas e a glorificação da ditadura” por alguns setores da sociedade.

Atriz sobre ‘cena mais infame do cinema’ com Marlon Brando

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A atriz francesa Maria Schneider, que protagonizou aquela que é considerada a “cena mais infame do cinema”, relatou ter se sentido “humilhada” pelo ato gravado ao lado de Marlon Brando para o filme “Último Tango em Paris” (1972).

 

Na época das gravações, Schneider tinha apenas 19 anos e sua personagem é estuprada pelo personagem de Brando, que usa manteiga como lubrificante. A atriz, que morreu em 2011, já afirmou em entrevistas que a “cena da manteiga”, como ficou conhecida, não estava prevista no roteiro original e foi filmada sem o seu consentimento.

Em entrevistas décadas depois de “Último Tango em Paris”, Schneider relatou que teve problemas decorrentes da cena polêmica. “Aquilo não estava previsto no roteiro original. A verdade é que foi o Marlon que teve a ideia. Eles só me disseram que tínhamos que filmar a cena e eu fiquei realmente brava. Me senti humilhada e, para ser honesta, me senti um pouco violada, tanto pelo Marlon quanto pelo [diretor do filme Bernardo] Bertolucci”. As informações foram repercutidas pelo jornal argentino La Nación.

Atriz disse ter chorado de verdade durante as gravações. “Depois da cena, Marlon não se desculpou, nem me consolou. Ele apenas me disse: ‘Maria, não se preocupe, é apenas um filme’. Mas durante a cena, embora o que ele estivesse fazendo não fosse real, eu estava chorando lágrimas de verdade”.
Bertolucci só admitiu após a morte de Schneider que a cena do estupro não estava prevista no roteiro. “Eu queria a reação dela como uma garota, não como uma atriz. Eu queria que ela reagisse humilhada”.

História da “cena mais infame do cinema” é retratada agora no filme “Meu Nome é Maria”. O longa dirigido por Jessica Palud, baseado no livro homônimo da jornalista Vanessa Schneider, prima da atriz, conta os bastidores por trás da filmagem polêmica.

Na cinebiografia, Schneider é interpretada por Anamaria Vortolomei, e Marlon Brando, por Matt Dillon. Filme retrata a trajetória pessoal de Maria, desde seu nascimento, até a vida artística, com foco para a polêmica de “Último Tango em Paris”.

“Meu Nome é Maria” está em exibição nos cinemas.

Hugh Grant reclama de ‘tratamento intrusivo’ com seus filhos em aeroporto

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Hugh Grant, 64, reclamou sobre uma interação de um oficial de imigração do Aeroporto de Heathrow, em Londres, com seus filhos.

 

O ator usou suas redes sociais para criticar o profissional. Segundo ele, o oficial interagiu de forma “intrusiva, insultante e estranha” durante um encontro com seus filhos.

Hugh contou que os profissionais perguntaram quem eram os pais das crianças. O ator estava acompanhado de sua esposa, Anna Eberstein.

“Acabei de passar por Heathrow com minha esposa e filhos”, escreveu o ator. Todos temos o mesmo sobrenome (Grant) nos nossos passaportes. O oficial de imigração começa a conversar com meus filhos e então sussurra para eles: ‘São esses seus pais?’ Intrusivo, insultante e estranho

Hugh Grant
Hugh é pai de cinco filhos. Tabitha Xiao, de 13 anos, e o filho Felix Chang, de 11, frutos da relação com Tinglan Hong, e John Mungo, de 12 anos, e das filhas Lulu Danger, de 9, e Blue, de 6, com Eberstein.

Homem é encontrado morto em casa na praia de Santa Clara

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IML de Campos/Foto: Divulgação

Na manhã desta segunda-feira (07), o corpo de João Marcelo da Silva Barbirato, de 52 anos, foi encontrado em avançado estado de decomposição na casa onde morava sozinho, na Praia de Santa Clara, em São Francisco de Itabapoana.

Familiares, preocupados com o silêncio e a falta de resposta às ligações, acionaram a Polícia Militar. Os agentes, junto com os parentes, entraram na residência e localizaram o corpo.

Não havia sinais de arrombamento e o corpo não apresentava marcas de violência, o que reforça a suspeita de mal súbito, já que João Marcelo sofria de problemas cardíacos.

Ele era bastante conhecido na região, tendo atuado por muitos anos como corretor de imóveis em Santa Clara, além de ter trabalhado em uma empresa de aluguel de andaimes.

Ações de retirada de vegetação na Lagoa do Salgadinho começaram nesta segunda (07)

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Ações de retirada de vegetação na Lagoa do Salgadinho começaram nesta segunda (07)

Nesta segunda-feira (7), começaram as ações de retirada de vegetação na Lagoa do Salgadinho, localizada no centro de São Francisco de Itabapoana. A iniciativa é resultado de uma parceria entre o Governo do Estado e o município, por meio do programa Limpa Rio.

A prefeita Yara Cinthia destacou a importância dessa parceria para o município e agradeceu aos envolvidos: “Agradeço ao governador Cláudio Castro, ao presidente da ALERJ e deputado estadual Rodrigo Bacellar, e ao INEA pelo trabalho realizado. Poucas cidades possuem uma lagoa tão central e bonita quanto a nossa, e, com essa revitalização, vamos transformar o local em um verdadeiro ponto turístico, acessível para toda a população”, afirmou a prefeita.

CORPO LAGOA DO SALGADINHO

Os trabalhos iniciaram com o uso de uma retroescavadeira anfíbia, uma máquina especializada para atuar em ambientes aquáticos, que já está realizando a remoção da vegetação nas primeiras semanas. O superintendente regional do INEA, Leonardo Barreto, esteve presente e explicou que, embora o visual da lagoa já comece a mudar, os trabalhos seguirão. “O nosso objetivo é fazer essa limpeza e disponibilizar novamente essas belezas naturais para a população. Vamos retirar a vegetação e, se possível, os aterros feitos de forma clandestina. O espaço será totalmente limpo, e a lagoa, que hoje está tomada por mato, vai se tornar um lugar visível e agradável tanto para quem mora quanto para quem passa por aqui”, ressaltou Barreto.

Com essas ações, a Lagoa do Salgadinho será totalmente revitalizada, proporcionando mais qualidade de vida para os cidadãos e se tornando um atrativo turístico para o município.