A líbero da Seleção Brasileira de vôlei, Natinha, medalhista de bronze nos Jogos Olímpicos de Paris, usou as redes sociais para tranquilizar os fãs após relatar ter descoberto uma traição do namorado, João Pedro, massagista e fisioterapeuta. Em um vídeo publicado nesta segunda-feira (10), a atleta afirmou estar segura e abrigada na casa de uma amiga. “Amanhã, vou direto para o aeroporto, mas estou bem. Muito obrigada pelas mensagens”, disse Natinha.
No fim de semana, Natinha fez uma live emocionada contando que viajou de surpresa para encontrar João Pedro, que estava no Rio de Janeiro, mas descobriu que ele estava com outra mulher. Segundo a jogadora, o namorado chegou a postar um vídeo com a pessoa envolvida. “Tanto esforço para estar aqui com ele. E sabe o que o ‘Natinho’ fez? Me traiu”, afirmou. A atleta, que joga pelo Praia Clube, também desabafou sobre o momento difícil que enfrenta na carreira.
A jogadora continua recebendo apoio de fãs e colegas de esporte nas redes sociais.
TETÉ RIBEIRO SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O sinal de que uma festa estava prestes a virar um freak off era a mudança da iluminação: luzes vermelhas, para Diddy, deixam todo mundo mais a fim de sexo, com menos vergonha e censura.
No documentário “Diddy: The Making of a Bad Boy”, lançado pelo canal de streaming Peacock, ligado à NBCUniversal, há trechos inéditos de festas com iluminação toda vermelha, em que o rapper, bebendo champanhe no gargalo, dança e faz um gesto como se convidasse o tinhoso a tomar posse da noite.
Em outra situação, em um dos famosos “bailes brancos” que promovia em sua casa de praia nos Hamptons e que era frequentado por diversas celebridades, ele aparece em uma varanda suspensa, de frente para a área da piscina, onde ficam os convidados, e diz: “em mais ou menos 15 minutos, vamos botar as crianças para dormir”, o que seria o anúncio oficial de que, dali para a frente, ninguém era de ninguém.
Dos freak offs, é isso. Trechos de festas em que a luz é toda vermelha e em que as pessoas parecem intoxicadas, dançando com pouca roupa e se beijando pelos cantos. Já é alguma coisa, mas não tem nenhum crime sendo cometido ali. Não espere um momento “batom na cueca”.
A única imagem desse tipo é a mesma de sempre, o vídeo divulgado em maio do ano passado, pelo canal CNN, que apareceu em todas as TVs e canais noticiosos de internet. Gravado por câmeras de segurança de um hotel em Los Angeles em 2016, Combs de toalha na cintura corre pelos corredores e empurra, arrasta e chuta sua ex-namorada Cassie Ventura.
Ela não dá nenhuma declaração, o que deve ser parte do acordo fora dos tribunais feito por Diddy menos de 24 horas depois de Ventura entrar com um processo contra ele por agressão sexual, abuso físico e psicológico, em novembro de 2023.
A grande diferença deste documentário para a série documental da HBO Max, lançado dias depois de “The Making of a Bad Boy”, além das cenas das festas da luz vermelha, é que este se propõe a contar a história completa de Diddy, incluindo suas conquistas e polêmicas, enquanto “The Fall of Diddy” foca apenas nas alegações de abuso.
E, traçando um panorama mais abrangente de sua trama, o documentário da Peacock começa com a história de seus pais, Janice e Melvin, assassinado por traficantes de drogas rivais que provavelmente descobriram que ele estava colaborando com a polícia, quando Diddy tinha apenas dois anos.
Janice e o filho se mudaram do Harlem para Mount Vernon, um subúrbio de Nova York, e Janice convidou uma amiga e o filho, Tim Patterson, um pouco mais velho que Sean, para dividirem a casa. Patterson trabalhou com Diddy desde o começo da carreira do rapper e produtor, mas abandonou o mundo da música há quase 20 anos e se mudou para uma cabana no meio de uma floresta.
Ele conta que Combs era um menino estranho, que sempre gostou de roupas boas, joias e peças de grife e sofria bullying dos outros garotos, que o chamavam de fracote, filhinho de mamãe e outras maldades do tipo.
Nos finais de semana, Janice promovia festas em casa em que o consumo de drogas e sexo rolavam soltos, na frente das crianças. Eram como mini freak offs, segundo o ex-amigo e colaborador.
A mãe de Diddy também é apontada pelo seu ex-segurança, Gene Deal, como a causa do rompimento dele com o rapper. Segundo Gene, ela dizia que quem trabalhava para o seu filho tinha que fazer tudo que ela pedisse.
Gene insinua que Combs pode ter sido o mandante da morte de Notorious B.I.G., um dos rappers da gravadora criada por ele, a Bad Boy Records, e a inspiração por trás do maior hit da carreira de músico de Diddy, “I’ll Be Missing You”, de 1997.
Na canção, Diddy, que ainda assinava seus trabalhos como Puff Daddy usou, sem permissão, trechos do hit “Every Breath You Take”, da banda inglesa The Police. E aí foi sua vez de ser processado por Sting, o criador da música original. O processo favoreceu Sting e, desde então, Diddy paga US$ 2 mil por dia para o cantor inglês, e o fará até seu último suspiro.
O cantor Al B. Sure! (nome real Albert Joseph Brown III), ex-namorado de Kim Porter, que o trocou por Combs, diz que a ex-modelo, que morreu aos 47 anos, em 2018, foi assassinada pelo rapper porque estava prestes a processá-lo. “Ela seria a próxima Cassie Ventura”, diz Al B. Sure. O laudo médico da autópsia diz que a causa da morte de Kim foi pneumonia.
Al B. Sure e Kim Porter tiveram um bebê, Quincy, antes do relacionamento dela com Diddy. Depois, ela e Combs tiveram outros três filhos, Christian Combs e as gêmeas D’Lila Star e Jessie James. Diddy sempre afirmou que teria adotado o filho mais velho de Kim Porter, Quincy, o que Al B. Sure nega veementemente.
Os advogados de Combs argumentam na queixa que o documentário acusou seu cliente de “assassinar o amor de sua vida e mãe de seus filhos”, apesar do Departamento de Medicina Legal do Condado de Los Angeles ter concluído que Kim Porter morreu de causas naturais e que “nunca houve qualquer evidência de crime.”
Diddy está preso no Metropolitan Detention Center, no Brooklyn, NY, como resultado de uma investigação federal que levou às acusações de tráfico sexual, extorsão e transporte para envolvimento em prostituição. Ele nega tudo e se declara inocente.
O julgamento deve começar no dia 5 de maio de 2025, e pode durar até três semanas. Não será transmitido ao vivo, mas deve ter ampla cobertura jornalística, com repórteres, fotógrafos e câmeras no tribunal. Se for condenado, Combs terá pena mínima de 15 anos. A máxima é a prisão perpétua.
Bruna Biancardi está vivendo uma fase feliz. De volta ao Brasil, a influenciadora agora se adapta à nova realidade.
A namorada de Neymar, que está grávida pela segunda vez de uma menina chamada Mel, não hesita em compartilhar fotos do dia a dia e exibir sua barriguinha.
“A última foto somos nós o dia todo… Eu apertando e ela fugindo”, escreveu a influenciadora na legenda de uma publicação onde aparece com a pequena Mavie no colo, exibindo a gestação.
Vale lembrar que Bruna e Neymar deixaram a Arábia Saudita, já que o jogador agora faz parte do time do Santos, no Brasil.
O ator Kevyn Major Howard, conhecido por seu papel como o fotógrafo de guerra em Nascido para Matar (1987), morreu aos 69 anos. Segundo o site TMZ, ele estava internado em um hospital de Las Vegas devido a problemas respiratórios, mas a causa oficial da morte não foi divulgada. O ator canadense também ficou marcado por participações em filmes como Scarface (1983) e Impacto Fulminante (1983).
Nascido no Canadá em 1956, Howard mudou-se jovem para Los Angeles em busca de uma carreira no cinema. Ele estreou em O Atrevido Jogo da Burguesia (1980) e atuou em sucessos como Desejo de Matar 2 (1982) e Miami Vice. Paralelamente à atuação, ele se dedicava à fotografia, com foco em retratos, e também fundou uma instituição de apoio a veteranos de guerra e órfãos de militares, demonstrando sua dedicação a causas sociais.
Howard manteve uma amizade duradoura com Matthew Modine, colega de elenco em Nascido para Matar. O TMZ informou que os dois conversaram recentemente, enquanto o ator já estava internado. Kevyn Major Howard deixa a esposa, Tiffanie, uma enteada e dois irmãos.
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A cantora Anitta realizou um show em Curitiba neste sábado (15) e mandou um recado para o vereador Guilherme Kilter (Novo).
O vereador tentou proibir a realização do evento na cidade. Em proposta apresentada na Câmara Municipal de Curitiba, ele afirmou que ‘Anitta subverte os valores da sociedade e que suas músicas estariam em desacordo com os princípios da família tradicional brasileira”.
Antes de subir ao palco, a cantora comentou a tentativa de Guilherme Kilter. “Só acho que, na política, há muitas coisas sérias a serem resolvidas, muitos problemas importantes para cuidar. Perder tempo com uma coisa dessas é jogar o voto do cidadão no lixo, né? Em vez de se preocupar com algo que a população realmente precisa, fica aí se preocupando com uma bobagem dessas. Ninguém é obrigado a reconhecer nada meu, mas, na política, é importante usar bem o tempo de trabalho”, disse em coletiva de imprensa realizada nos bastidores dos Ensaios da Anitta.
A artista já havia se pronunciado sobre o assunto nas redes sociais. “Tanto problema sério, e o cara perdendo tempo com isso. Obrigado, querido”, escreveu.
FABIO DONATO SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O golaço de falta de Hulk pelo Atlético-MG contra o Tombense ontem (16) fez o super-heroi do Galo alcançar uma marca expressiva: chegou aos 439 gols na carreira e igualou Neymar como o maior artilheiro brasileiro em atividade.
Hulk marcou um de pênalti e um de falta, resolvendo o jogo para o Atlético-MG. Com os dois gols de ontem, Hulk alcançou Neymar, que não balança as redes há 501 dias, desde outubro de 2023.
Desde o último gol de Neymar, Hulk balançou as redes mais 26 vezes para alcançar os números do camisa 10 santista.
Aos 38 anos, Hulk já tem sete gols em oito jogos em 2025 e é o artilheiro do Campeonato Mineiro.
Os números de Hulk por clubes e seleção brasileiro o colocam, junto com Neymar, como oitavo maior artilheiro do mundo em atividade, na lista encabeçada por Cristiano Ronaldo e Messi.
Pelo Galo, Hulk empilha recordes: é o maior goleador do clube na Libertadores (16 gols), da Arena MRV (17 gols), do Novo Mineirão e do Atlético-MG na era de pontos corridos do Brasileirão (56).
Veja a lista dos maiores goleadores em atividade no mundo: – Cristiano Ronaldo: 925 gols – Messi: 850 gols – Lewandowski: 698 gols – Suárez: 583 gols – Benzema: 488 gols – Cavani: 461 gols – Dzeko: 444 gols – Hulk e Neymar: 439 gols – Kane: 437 gols
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Italo Ferreira é o primeiro campeão da etapa da WSL na piscina de ondas de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. Ele confirmou o título quando o rival ainda estava na água e terminou sua apresentação surfando com a bandeira do Brasil.
O brasileiro se sagrou campeão antes mesmo do fim das segundas tentativas. A comemoração veio quando ele estava em solo, logo após a terceira onda de Rio Waida, que não poderia mais ultrapassá-lo matematicamente.
Ele registrou 17,27 no somatório de suas primeiras notas de direita e esquerda e confirmou o título antecipadamente. O indonésio não podia mais superar o brasileiro e terminou com 14,50 no combinado.
O potiguar se emocionou com o título e vestiu a bandeira do Brasil para voltar à água. O surfista amarrou a bandeira no pescoço como uma capa e se apresentou com ela. Italo encerrou sua participação levantando a bandeira, mesmo encharcada, enquanto pegava a onda na esquerda e até deu um aéreo, mas a bandeira encharcada grudou em seu rosto e ele caiu.
“[Comemoração] estilo Senna aqui, lancei o Senna na esquerda [levantando a bandeira]. É um orgulho representar o Brasil, que tem grandes guerreiros, grandes histórias, isso me motiva muito. Venci essa competição, campeonato que acabei ficando em segundo, me motivou, me fez treinar muito mais, dedicar 100% a isso. Sou muito grato pela oportunidade”, disse Italo Ferreira, à TV Globo.
Italo conquista seu primeiro título na piscina e aumenta a hegemonia brasileira nas ondas artificiais. Ele foi vice-campeão da última edição do Surf Ranch, disputada em 2023. Com o título de Italo, o Brasil venceu quatro das cinco etapas disputadas na piscina.
Como foi a final O indonésio foi o primeiro a pegar as ondas e teve performance protocolar. Waida não chegou a completar a sua direta, recebendo 6,17. Foi melhor na esquerda e recebeu nota 7,83, mas sem conseguir ameaçar o brasileiro.
Italo mostrou a que veio logo de cara, superando a casa do 17 nas notas combinadas. A primeira tentativa do campeão olímpico e mundial foi avaliada em 8,67, sua maior nessa direção. Ele também subiu o nível na esquerda, com nota 8,60. O brasileiro foi o único em toda a etapa que passou dos 16 no somatório.
Waida voltou à piscina pressionado, não aumentou o que precisava na direita e ficou com o vice antes mesmo da segunda esquerda. Com os 6,67 que recebeu na terceira onda, precisaria de mais do que a nota máxima (10) para conseguir bater a marca inicial Italo. Não seria possível.
Com isso, Italo começou a comemorar quando ainda estava na areia. Ele foi para as tentativas finais apenas para cumprir com o regulamento e aproveitou para celebrar com a bandeira do brasil.
Caminho de Italo À final em Abu Dhabi Classificatório (bateria 6) – Italo Ferreira: 12,90 (5,50 de direita + 7,40 de esquerda) – Bronson Meydi: 11,30 – Joel Vaighan: 10,50 Oitavas (bateria 5) – Italo Ferreira: 15,17 (6,67 de direita + 8,5 de esquerda) – Mateus Herdy: 12,6 Quartas (bateria 3) – Italo Ferreira: 16,80 (7,67 de direita + 9,13 de esquerda) – Kanoa Igarashi: 13,30 Semi (bateria 2) – Italo Ferreira: 17,37 (8,17 de direita + 9,20 de esquerda) – Jack Robinson: 15,03 Final – Italo Ferreira: 17,27 (8,67 de direita + de esquerda) – Rio Waida: 14,5
Neymar adquiriu uma mansão no Morro Santa Terezinha, área nobre de Santos, para facilitar sua rotina como jogador do Santos. Antes, o craque morava em Mangaratiba, na Costa Verde do Rio de Janeiro, e utilizava um helicóptero particular para se deslocar até o centro de treinamento Rei Pelé. O imóvel, que possui vista para o mar, piscina com borda infinita e paredes de vidro com vista para a orla, foi projetado com uma decoração sofisticada, conforme imagens divulgadas pela arquiteta Rafaella Bittencourt.
O condomínio onde o jogador passará a residir é conhecido por sua exclusividade e já teve moradores ilustres, como Pelé. Mansões na região podem chegar a R$ 35 milhões. Neymar já possui propriedades no Guarujá e em Santos, mas optou pela nova residência devido à proximidade com o clube, tornando sua rotina mais prática.
Com a mudança, Neymar poderá economizar nos custos de transporte. Atualmente, ele gasta cerca de R$ 7 mil por dia apenas para abastecer a aeronave nos trajetos de ida e volta entre Mangaratiba e Santos. A aquisição da mansão elimina a necessidade dessas viagens diárias e reforça sua conexão com a cidade que marcou o início de sua carreira. Veja as imagens na galeria cima!
LIVIA CAMILLO SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O time reserva do Corinthians empatou com a Portuguesa por 2 a 2 neste sábado (15), na Mercado Livre Arena Pacaembu, pela 10ª rodada do Campeonato Paulista.
Jajá e Maceió marcaram os gols da Lusa, um em cada tempo. Matheus Bidu e Talles Magno balançaram as redes para os visitantes, ambos nos 45 minutos finais.
Esse foi o retorno do Corinthians ao Pacaembu após seis anos. O estádio passou por uma grande reforma após privatização.
Classificado antecipadamente, o Timão segue na liderança absoluta da tabela e do Grupo A, com 26 pontos.
A Portuguesa fica em segundo no Grupo B, com 10 pontos. O resultado é bom para o Santos, que pode entrar na zona de classificação da chave neste domingo (16), caso vença o Água Santa.
As equipes voltam a campo no meio de semana, mas por competições diferentes. O Timão visita a Universidad Central de Venezuela, em Caracas, pela pré-Libertadores, na próxima quarta-feira (19). Já a Lusa recebe o São Bernardo no Pacaembu, pela 11ª rodada do Paulistão, na quinta.
Como foi o jogo O Corinthians quase não teve poderio ofensivo durante os primeiros 45 minutos, enquanto a Portuguesa criou as melhores oportunidades. A Lusa assustou em dois lances, inclusive com uma bola na trave, antes de abrir o placar com o Jajá, aos 38 minutos. A equipe alvinegra demorou para entrar no jogo e teve muita dificuldade na troca de passes.
Já na segunda etapa, o Timão retornou elétrico ao gramado, chegou a virar o palcar, mas cometeu erros defensivos e levou o empate. O Corinthians fez 1 a 1 antes dos 10 minutos, em boa jogada de Matheus Bidu. Talles Magno buscou o campo a todo momento e virou o placar de pênalti. No entanto, em nova bobeira da zaga, a equipe alvinegra sofreu o empate.
Gols e destaques Donelli em cima do lance. Lucas Hipólito arriscou um chute rasteiro e cruzado da intermediária, com categoria. A bola passou por entre as pernas de dois adversários, assustando Donelli, que precisou se esticar todo para evitar o gol da Lusa.
No um contra um. Talles Magno recebeu lançamento na medida perto da meia-lua, gingou para cima do marcador e finalizou de perna esquerda por baixo. O goleiro defendeu em dois tempos.
Lusa assustou o Timão no contra-ataque. Talles fez bom lançamento para Renan Peixoto, que ganhou de Cacá na corrida pelo corredor direito. Peixoto finalizou rasteiro, no cantinho esquerdo, mas a bola foi para a linha de fundo. Donelli estava firme no lance.
Bola na trave! Jajá errou um domínio na intermediária, mas salvou o lance no toque seguinte, mandando de canhota uma finalização bem colocada. A bola subiu e explodiu na trave direita de Donelli, que sequer se mexeu.
Jajá abre o placar para a Portuguesa. A Lusa balançou a rede em bela jogada dentro da área do Corinthians. Talles cruzou da direita, Maceió ajeitou de peito para trás. Jajá apareceu para finalizar de canhota de fora da área no canto esquerdo de Donelli, que não alcançou.
De Talles para Romero. Talles abriu espaço pelo meio, entre dois marcadores, e enfiou para Romero na entrada da área. O camisa 11 dominou e ajeitou para bater no cantinho, mas colocou força demais no chute. A bola explodiu na placa de publicidade ao lado da trave direita de Rafael Santos.
Bidu deixa tudo igual no Pacaembu. Na volta do intervalo, o Timão estava elétrico e buscando o gol. Talles Magno recebeu de Igor Coronado entre as linhas de marcação da Portuguesa e deu ótimo passe em profundidade para o lado esquerdo da área. Com pouco ângulo, o lateral finalizou por baixo de Rafael Santos, que se posicionou mal, e empatou o jogo.
Talles vira para o Timão e dança. Talles Magno invadiu a área pela esquerda, pedala para cima do xará Talles, levou para o fundo e é derrubado por carrinho do lateral da Portuguesa. O atacante chamou a responsabilidade e cobrou o pênalti. Rafael Santos nem saiu na foto. A comemoração foi com a tradicional dancinha.
Maceió deixa tudo igual de novo. Talles arrancou em velocidade pela direita e cruzou rasteiro da entrada da área. Rildo não alcançou, Maceió recebeu pelo meio, finaliza de primeira e mandou no cantinho esquerdo para deixar tudo igual.
FICHA TÉCNICA
PORTUGUESA 2 x 2 CORINTHIANS
Data e horário: 15 de fevereiro, às 18h30 (de Brasília) Competição: 10ª rodada do Campeonato Paulista Local: Mercado Livre Arena Pacaembu, em São Paulo (SP) Árbitra: Daiane Muniz Assistentes: Evandro de Melo Lima e Daniel Luis Marques VAR: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral Público: 17.087 pessoas Renda: R$ 1.914.620,00 Cartões amarelos: Gustavo Henrique, Lucas Hipólito (POR); Cacá, Félix Torres (COR) Cartões vermelhos: não houve Gols: Jajá (38’/1ºT), Matheus Bidu (8’/2ºT), Talles Magno (19’/2ºT), Maceió (28’/2ºT)
PORTUGUESA: Rafael Santos, Talles, Gustavo Henrique (Hudson), Eduardo Biazus, Lucas Hipólito, Fernando Henrique, Tauã, Cristiano (Rildo), Jajá (Everton), Maceió (Pedro Henrique) e Renan Peixoto (Barba). Técnico: Cauan de Almeida.
CORINTHIANS: Matheus Donelli; Léo Mana (Jacaré), Félix Torres, Cacá e Matheus Bidu; Ryan (Pedro Raul), Alex Santana (Bahia), Charles (Maycon) e Igor Coronado; Talles Magno (Héctor Hernández) e Romero. Técnico: Ramón Díaz.
“Essa exposição e um luxo! Acho que artista nenhum merece morrer sem ter uma exposição desta”. É assim que a cantora maranhense Alcione resume o sentimento por ser tema de uma mostra em comemoração aos mais de 50 anos de carreira. E com 42 álbuns lançados e e uma trajetória de sucesso, ela conta em entrevista à Agência Brasil que prepara um disco para ser lançado no primeiro semestre de 2025.
Batizada de Com amor, Alcione, a exposição está disponível no Centro Cultural Vale Maranhão, no centro histórico de São Luís, cidade natal da Marrom, com registros de apresentações da cantora em mais de 30 países, do cotidiano, das parcerias e rende uma justa homenagem à obra de uma das maiores vozes brasileiras.
Visitantes poderão ver figurinos usados pela Marrom – Alcione Instagram
“Sou muito feliz pelo trabalho dessa exposição, ainda mais por ter sido realizada em São Luís”, celebrou a cantora durante entrevista na abertura
O roteiro leva o visitante a várias versões da cantora: os passos da sambista nas ladeiras do Morro de Mangueira, a amizade com os mais diversos artistas, as viagens ao redor do mundo e a amante da cultura maranhense que gira ao som das matracas do bumba meu boi.
A Marrom se tornou conhecida do grande público com a música Não deixe o samba morrer (Edson Conceição e Aloísio Silva) , lançada no disco de estreia A Voz do Samba, em 1975. O álbum também traz outros sucessos marcantes na carreira de Alcione: O Surdo (Totonho e Paulinho Rezende), e A Voz do Morro (Zé Kétti), que inspirou o nome do disco.
A cidade de São Luís foi onde a cantora cresceu e aprendeu valiosas lições com o pai, João Carlos Dias Nazareth. “São Luís foi muito importante na minha vida. Porque aqui eu aprendi a conviver com meus amigos, a convivência que meu pai me ensinou, que a minha mãe me ensinou. Aprendi a ser, a repartir e também a me unir com meus irmãos”, contou.
Alcione passeia pela exposição que a homenageia- Alcione Instagram
Aliás, foi com o pai, mestre da banda da Polícia Militar do Maranhão e professor de música, que a Marrom deu os primeiros passos no mundo da música. Essa caminhada resultou em uma rica trajetória da maranhenses que gravou 42 álbuns, ganhou 26 discos de ouro, 7 de platina e dois de platina dupla, além de DVDs. Alcione também foi homenageada com vários prêmios durante a carreira, um deles, o Grammy Latino, em 2003 na categoria Melhor Álbum.
O fã que quiser conhecer mais a vida da Marrom poderá visitar a exposição até o dia 30 de agosto. A homenagem ecoa as palavras do mestre Nelson Cavaquinho, em Quando eu me chamar saudade: Por isso é que eu penso assim: se alguém quiser fazer por mim, que faça agora!
Cantora concede entrevista exclusiva à Agência Brasil. Aydan Souza/Divulgação
Com dificuldades de locomoção devido a uma espondilolistese, doença que afeta a coluna, provocando grande dificuldade de movimentação das pernas, Alcione concedeu a entrevista em uma cadeira de rodas. O “recurso” foi utilizado pela cantora para descansar após caminhar por todo o espaço da exposição.
Acompanhe abaixo o bate-papo da Agência Brasil com a cantora, na abertura da exposição.
Agência Brasil – Você já viu aqui a exposição. O que você achou?
Alcione- É um luxo, é um luxo essa exposição. É um marco na minha vida. Muito agradecida, muito feliz por isso, muito. Gostei demais!
ABr – É um passeio pela memória…
Alcione – É um passeio pela minha vida, passeio pela memória da gente. Tudo. A minha família, meu trabalho, minha vida toda.
ABr – Então, voltando à sua carreira, sua vida, você começou aqui no Grêmio Lítero Recreativo Português. Como foi isso? Está vivo na sua memória?
Alcione – Ainda está. Eu me lembro que a orquestra do meu pai estava tocando. E meu irmão também era da orquestra, ele era trompetista, Ubiratã. Foi quando o cantor da nossa orquestra ficou rouco, não pode cantar nesse dia. Aí esse irmão disse: “olha, chame Alcione que Alcione canta direitinho”. E meu pai: “é? É!”. Então eu fui cantar: (cantarola) ‘Ao ver passar por mim pombinhas brancas’ e eu gostava de Ângela Maria, Dalva [de Oliveira]. Aí, meu Deus, o povo que estava dançando parou e começou a me aplaudir. E aí virou show. Daí por diante começaram a pedir a orquestra do meu pai comigo cantando. Aí peguei gosto.
ABr – E como foi ser mulher nesse universo? Você rompeu muitas barreiras para se afirmar com a sua potência?
Alcione – É verdade. Como eu disse, mulher não vendia disco, né? A primeira mulher a vender bastante disco foi a Clara Nunes. E aí, na época, ela vendeu 100 mil discos. Depois veio Maria Bethânia, com um milhão. E aí eu entrei na jogada. Eu, Bete Carvalho, todas nós. Começamos a fazer a concorrência na praça. E pronto, teve o espaço da mulher.
ABr – Hoje, as novas gerações escutam mais música na internet, no streaming. Antigamente, a gente tinha o rádio, né?
Alcione – É verdade. O rádio sempre foi o meio transmissor mais importante do Brasil. Ainda acho até hoje. O rádio é muito importante. O rádio leva a notícia a qualquer lugar. Em qualquer lugar, na mata, não sei onde. Lá na Amazônia, o cara tem seu radinho de pilha. E tá escutando o rádio. O rádio é muito positivo na vida do brasileiro.
Abr- O Rio de Janeiro se tornou sua casa. Você tem uma relação muito forte com a cidade, com o samba e com a Mangueira. Ano passado, inclusive, você foi homenageada sendo enredo. Como foi essa experiência de estar ali na avenida sendo homenageada?
Alcione – Isso é uma coisa muito forte. Você ser homenageada pela sua escola é uma responsabilidade. Fizeram um trabalho muito bonito. A Negra Voz do Amanhã era o nome do enredo. Foi muito bonito. Eu me senti super homenageada, super homenageada. Nossa Senhora! Foi uma experiência única.
ABr – Você tem também outra paixão, que é a Mangueira do Amanhã.
Alcione – Aquela eu fundei. Eu que criei a Mangueira do Amanhã. Meus filhos. Hoje eles já são da Mangueira grande. Estão todos na bateria da Mangueira grande. Outros são mestres-sala, outros… Até a nossa rainha de bateria, a Evelyn, ela era da Mangueira do Amanhã.
ABr – É importante você conseguir dar a possibilidade dos jovens, da juventude, desenvolver as suas potencialidades…
Alcione – Isso aí. Criar a Mangueira de amanhã. Que maravilha!
ABr – Saindo do Rio e voltando para o Maranhão. Como é São Luís na sua vida?
Alcione – São Luís foi muito importante na minha vida. Porque aqui eu aprendi a conviver com meus amigos, a convivência que meu pai me ensinou, que a minha mãe me ensinou. Aprendi a ser, a repartir e também a me unir com meus irmãos. Meu pai uma vez pegou um cabo de vassoura e quebrou assim na perna. Ele falou: ‘vocês estão vendo esse cabo de vassoura? Eu posso quebrar um’. Pegou dois [pedaços] e não conseguiu. ‘Se vocês permanecerem unidos, vai ser como esse cabo de vassoura. Ninguém vai separar vocês’. Meu pai era assim.
ABr – Quando você está em São Luís, tem um lugar preferido?
Alcione – Aqui em São Luís eu gosto muito de ir à praia, olhar o mar. Tem coisa muito boa aqui no Maranhão que é você já olhar o mar. E onde tiver um tambor de crioula também. Adoro tambor. Tambor de crioula.
ABr- O Maranhão é muito forte, né? Culturalmente.
Alcione – É muito ancestral, é muito Maranhão. Ninguém tem esse tambor no mundo, só nós.
ABr- E comida? Qual é a comida preferida daqui?
Alcione – Cuxá. Arroz de cuxá, peixe frito, torta de camarão. Chibé com farinha d’água, chibé com jabá.
ABr- Já se foram cinco décadas desde que você deixou São Luís rumo ao Rio de Janeiro. Nesse intervalo você construiu uma carreira super vitoriosa e com um público eclético, de todas as faixas etárias. Como você vê isso?
Alcione – Eu acho que é uma questão de repertório também. Eu sempre tive essa ligação muito com todo mundo. Eu sempre gostei de conversar no palco. O público gosta de saber o que eu tenho para dizer. Sei lá. Essas minhas estripulias, eles gostam.
ABr – As pessoas se sentem muito próximas. Essa energia faz com que as pessoas se sintam como se fossem da sua casa…
Alcione – Isso. Essa é a intenção. Todo mundo chegar perto.
Abr – Que momentos da sua carreira que você acha que são destaque, que foram marcantes? O que você destacaria?
Alcione- Para te dizer a verdade, eu acho que foi quando eu cantei ‘Não deixe o samba morrer’. Essa música veio para marcar. Quando eu ouvi essa música, eu disse: ‘gente, eu vou rachar o Brasil no meio com essa música’. E Não deixe o samba morrer foi praticamente que mostrou a minha carreira. Dali para adiante os compositores todos queriam me dar música. E eu só queria a boa. E foi bom. Graças a Deus, sempre tive meus poetas para me darem a música boa para cantar.
ABr- Você também dá força para as novas gerações.
Alcione – Com certeza. É muito importante. É muito importante ter uma geração aí escrevendo bem.
ABr- Tem que ter alguém para falar, né, ser a voz dessas pessoas…
Alcione – Eu não sou a voz. Tem outros artistas. O Gilberto Gil, sei que ele também engrandece muitos compositores dele. Caetano, sabe? Tem muitos artistas, cantores, cantoras, que eles enaltecem o compositor. Gostam do bom compositor.
ABr – Recentemente você relatou um episódio de racismo que você sofreu, como você vê essa questão hoje? A importância de falar sobre isso, de a gente combater o racismo?
Alcione – É verdade. Essa falta de cultura. Tanto que eu sofri o racismo e rebati na hora. Às vezes hoje é difícil uma pessoa ser racista comigo. Primeiro porque eu tenho cara de tambor que amanhece, meu filho. Tá? Então, eu não vou bem ali para mandar uma pessoa para aquele lugar. Eu não vou me obrigar porque eu sou preto para ninguém. Tá certo?
ABr – Você já fez um balanço desses 50 anos de carreira? O que a Alcione de hoje diria lá para a Marrom que estava começando?
Alcione – O que eu diria para aquela que está começando? Procure estudar. Procure conhecer a fundo as obras dos compositores. Dê importância a quem está começando. Principalmente também dê importância às letras das músicas. Graças a Deus eu me vi nesse caminho.
ABr – Ano passado foram muitas apresentações, teatro municipal, teve DVD. Esse ano você tem algum projeto previsto?
Alcione – O que eu vou fazer esse ano? Eu tenho previsto um disco para esse ano. No primeiro semestre.
“Essa exposição e um luxo! Acho que artista nenhum merece morrer sem ter uma exposição desta”. É assim que a cantora maranhense Alcione resume o sentimento por ser tema de uma mostra em comemoração aos mais de 50 anos de carreira. E com 42 álbuns lançados e e uma trajetória de sucesso, ela conta em entrevista à Agência Brasil que prepara um disco para ser lançado no primeiro semestre de 2025.
Batizada de Com amor, Alcione, a exposição está disponível no Centro Cultural Vale Maranhão, no centro histórico de São Luís, cidade natal da Marrom, com registros de apresentações da cantora em mais de 30 países, do cotidiano, das parcerias e rende uma justa homenagem à obra de uma das maiores vozes brasileiras.
“Sou muito feliz pelo trabalho dessa exposição, ainda mais por ter sido realizada em São Luís”, celebrou a cantora durante entrevista na abertura
O roteiro leva o visitante a várias versões da cantora: os passos da sambista nas ladeiras do Morro de Mangueira, a amizade com os mais diversos artistas, as viagens ao redor do mundo e a amante da cultura maranhense que gira ao som das matracas do bumba meu boi.
A Marrom se tornou conhecida do grande público com a música Não deixe o samba morrer (Edson Conceição e Aloísio Silva) , lançada no disco de estreia A Voz do Samba, em 1975. O álbum também traz outros sucessos marcantes na carreira de Alcione: O Surdo (Totonho e Paulinho Rezende), e A Voz do Morro (Zé Kétti), que inspirou o nome do disco.
A cidade de São Luís foi onde a cantora cresceu e aprendeu valiosas lições com o pai, João Carlos Dias Nazareth. “São Luís foi muito importante na minha vida. Porque aqui eu aprendi a conviver com meus amigos, a convivência que meu pai me ensinou, que a minha mãe me ensinou. Aprendi a ser, a repartir e também a me unir com meus irmãos”, contou.
Aliás, foi com o pai, mestre da banda da Polícia Militar do Maranhão e professor de música, que a Marrom deu os primeiros passos no mundo da música. Essa caminhada resultou em uma rica trajetória da maranhenses que gravou 42 álbuns, ganhou 26 discos de ouro, 7 de platina e dois de platina dupla, além de DVDs. Alcione também foi homenageada com vários prêmios durante a carreira, um deles, o Grammy Latino, em 2003 na categoria Melhor Álbum.
O fã que quiser conhecer mais a vida da Marrom poderá visitar a exposição até o dia 30 de agosto. A homenagem ecoa as palavras do mestre Nelson Cavaquinho, em Quando eu me chamar saudade: Por isso é que eu penso assim: se alguém quiser fazer por mim, que faça agora!
Com dificuldades de locomoção devido a uma espondilolistese, doença que afeta a coluna, provocando grande dificuldade de movimentação das pernas, Alcione concedeu a entrevista em uma cadeira de rodas. O “recurso” foi utilizado pela cantora para descansar após caminhar por todo o espaço da exposição.
Acompanhe abaixo o bate-papo da Agência Brasil com a cantora, na abertura da exposição.
Agência Brasil – Você já viu aqui a exposição. O que você achou?
Alcione- É um luxo, é um luxo essa exposição. É um marco na minha vida. Muito agradecida, muito feliz por isso, muito. Gostei demais!
ABr – É um passeio pela memória…
Alcione – É um passeio pela minha vida, passeio pela memória da gente. Tudo. A minha família, meu trabalho, minha vida toda.
ABr – Então, voltando à sua carreira, sua vida, você começou aqui no Grêmio Lítero Recreativo Português. Como foi isso? Está vivo na sua memória?
Alcione – Ainda está. Eu me lembro que a orquestra do meu pai estava tocando. E meu irmão também era da orquestra, ele era trompetista, Ubiratã. Foi quando o cantor da nossa orquestra ficou rouco, não pode cantar nesse dia. Aí esse irmão disse: “olha, chame Alcione que Alcione canta direitinho”. E meu pai: “é? É!”. Então eu fui cantar: (cantarola) ‘Ao ver passar por mim pombinhas brancas’ e eu gostava de Ângela Maria, Dalva [de Oliveira]. Aí, meu Deus, o povo que estava dançando parou e começou a me aplaudir. E aí virou show. Daí por diante começaram a pedir a orquestra do meu pai comigo cantando. Aí peguei gosto.
ABr – E como foi ser mulher nesse universo? Você rompeu muitas barreiras para se afirmar com a sua potência?
Alcione – É verdade. Como eu disse, mulher não vendia disco, né? A primeira mulher a vender bastante disco foi a Clara Nunes. E aí, na época, ela vendeu 100 mil discos. Depois veio Maria Bethânia, com um milhão. E aí eu entrei na jogada. Eu, Bete Carvalho, todas nós. Começamos a fazer a concorrência na praça. E pronto, teve o espaço da mulher.
ABr – Hoje, as novas gerações escutam mais música na internet, no streaming. Antigamente, a gente tinha o rádio, né?
Alcione – É verdade. O rádio sempre foi o meio transmissor mais importante do Brasil. Ainda acho até hoje. O rádio é muito importante. O rádio leva a notícia a qualquer lugar. Em qualquer lugar, na mata, não sei onde. Lá na Amazônia, o cara tem seu radinho de pilha. E tá escutando o rádio. O rádio é muito positivo na vida do brasileiro.
Abr- O Rio de Janeiro se tornou sua casa. Você tem uma relação muito forte com a cidade, com o samba e com a Mangueira. Ano passado, inclusive, você foi homenageada sendo enredo. Como foi essa experiência de estar ali na avenida sendo homenageada?
Alcione – Isso é uma coisa muito forte. Você ser homenageada pela sua escola é uma responsabilidade. Fizeram um trabalho muito bonito. A Negra Voz do Amanhã era o nome do enredo. Foi muito bonito. Eu me senti super homenageada, super homenageada. Nossa Senhora! Foi uma experiência única.
ABr – Você tem também outra paixão, que é a Mangueira do Amanhã.
Alcione – Aquela eu fundei. Eu que criei a Mangueira do Amanhã. Meus filhos. Hoje eles já são da Mangueira grande. Estão todos na bateria da Mangueira grande. Outros são mestres-sala, outros… Até a nossa rainha de bateria, a Evelyn, ela era da Mangueira do Amanhã.
ABr – É importante você conseguir dar a possibilidade dos jovens, da juventude, desenvolver as suas potencialidades…
Alcione – Isso aí. Criar a Mangueira de amanhã. Que maravilha!
ABr – Saindo do Rio e voltando para o Maranhão. Como é São Luís na sua vida?
Alcione – São Luís foi muito importante na minha vida. Porque aqui eu aprendi a conviver com meus amigos, a convivência que meu pai me ensinou, que a minha mãe me ensinou. Aprendi a ser, a repartir e também a me unir com meus irmãos. Meu pai uma vez pegou um cabo de vassoura e quebrou assim na perna. Ele falou: ‘vocês estão vendo esse cabo de vassoura? Eu posso quebrar um’. Pegou dois [pedaços] e não conseguiu. ‘Se vocês permanecerem unidos, vai ser como esse cabo de vassoura. Ninguém vai separar vocês’. Meu pai era assim.
ABr – Quando você está em São Luís, tem um lugar preferido?
Alcione – Aqui em São Luís eu gosto muito de ir à praia, olhar o mar. Tem coisa muito boa aqui no Maranhão que é você já olhar o mar. E onde tiver um tambor de crioula também. Adoro tambor. Tambor de crioula.
ABr- O Maranhão é muito forte, né? Culturalmente.
Alcione – É muito ancestral, é muito Maranhão. Ninguém tem esse tambor no mundo, só nós.
ABr- E comida? Qual é a comida preferida daqui?
Alcione – Cuxá. Arroz de cuxá, peixe frito, torta de camarão. Chibé com farinha d’água, chibé com jabá.
ABr- Já se foram cinco décadas desde que você deixou São Luís rumo ao Rio de Janeiro. Nesse intervalo você construiu uma carreira super vitoriosa e com um público eclético, de todas as faixas etárias. Como você vê isso?
Alcione – Eu acho que é uma questão de repertório também. Eu sempre tive essa ligação muito com todo mundo. Eu sempre gostei de conversar no palco. O público gosta de saber o que eu tenho para dizer. Sei lá. Essas minhas estripulias, eles gostam.
ABr – As pessoas se sentem muito próximas. Essa energia faz com que as pessoas se sintam como se fossem da sua casa…
Alcione – Isso. Essa é a intenção. Todo mundo chegar perto.
Abr – Que momentos da sua carreira que você acha que são destaque, que foram marcantes? O que você destacaria?
Alcione- Para te dizer a verdade, eu acho que foi quando eu cantei ‘Não deixe o samba morrer’. Essa música veio para marcar. Quando eu ouvi essa música, eu disse: ‘gente, eu vou rachar o Brasil no meio com essa música’. E Não deixe o samba morrer foi praticamente que mostrou a minha carreira. Dali para adiante os compositores todos queriam me dar música. E eu só queria a boa. E foi bom. Graças a Deus, sempre tive meus poetas para me darem a música boa para cantar.
ABr- Você também dá força para as novas gerações.
Alcione – Com certeza. É muito importante. É muito importante ter uma geração aí escrevendo bem.
ABr- Tem que ter alguém para falar, né, ser a voz dessas pessoas…
Alcione – Eu não sou a voz. Tem outros artistas. O Gilberto Gil, sei que ele também engrandece muitos compositores dele. Caetano, sabe? Tem muitos artistas, cantores, cantoras, que eles enaltecem o compositor. Gostam do bom compositor.
ABr – Recentemente você relatou um episódio de racismo que você sofreu, como você vê essa questão hoje? A importância de falar sobre isso, de a gente combater o racismo?
Alcione – É verdade. Essa falta de cultura. Tanto que eu sofri o racismo e rebati na hora. Às vezes hoje é difícil uma pessoa ser racista comigo. Primeiro porque eu tenho cara de tambor que amanhece, meu filho. Tá? Então, eu não vou bem ali para mandar uma pessoa para aquele lugar. Eu não vou me obrigar porque eu sou preto para ninguém. Tá certo?
ABr – Você já fez um balanço desses 50 anos de carreira? O que a Alcione de hoje diria lá para a Marrom que estava começando?
Alcione – O que eu diria para aquela que está começando? Procure estudar. Procure conhecer a fundo as obras dos compositores. Dê importância a quem está começando. Principalmente também dê importância às letras das músicas. Graças a Deus eu me vi nesse caminho.
ABr – Ano passado foram muitas apresentações, teatro municipal, teve DVD. Esse ano você tem algum projeto previsto?
Alcione – O que eu vou fazer esse ano? Eu tenho previsto um disco para esse ano. No primeiro semestre.
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Nem todos os artistas reagiram passivamente às ações e falas antissemitas de Kanye West, que no episódio mais recente, lançou uma camiseta com uma suástica nazista estampada no último domingo (9/2), durante o intervalo do Super Bowl.
O músico Matthew Koma, marido da atriz Hilary Duff, pagou na mesma moeda e usou suas redes para botar à venda uma camiseta com a frase “FUCK YE” (Foda-se Ye, em português). Ye é como Kanye também é conhecido, e a mensagem está estampada assim mesmo, em letras maiúsculas.
A iniciativa vai além de um protesto e de um ato de repúdio ao rapper. O lucro arrecadado com as vendas da camiseta será destinado ao The Blue Card, uma organização sem fins lucrativos dedicada a fornecer apoio financeiro e social aos sobreviventes do Holocausto.
Mais de 70 mil pessoas curtiram a postagem, e a repercussão da ação solidária e, ao mesmo tempo, de repúdio às atitudes do rapper, tiveram repercussão positiva nos comentários.
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Italo Ferreira brilhou novamente e é finalista na primeira edição da etapa da WSL na piscina de ondas de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.
O brasileiro campeão olímpico foi avassalador, não deu chances para Jack Robinson e avançou na semifinal com somatório de 17,37, o maior de todo o evento. Ele passaria de fase somente com suas primeiras tentativas, mas ainda aumentou as notas na sequência, registrando suas melhores direita e esquerda na etapa. O australiano não foi páreo, com 15,03 no combinado.
Seu adversário na final será o indonésio Rio Waida, que derrubou o australiano Ethan Ewing na primeira bateria. Waida se classificou com somatório de 15,93, diante de 15,70 do oponente. O rival do brasileiro ainda não venceu nenhuma etapa e vai para a sua segunda final do circuito.
É uma etapa que adoraria vencer, fui muito bem na [última edição na piscina de ondas da] Califórnia [em 2023], fiquei em segundo. Tenho chance de repetir isso e fazer melhor, sair daqui com vitória. É o objetivo. Italo Ferreira, ao Sportv
A decisão será disputada por volta das 11h (de Brasília). Antes, na final feminina, a australiana Molly Picklum enfrenta a norte-americana Caitlin Simmers.
Italo está de volta a uma final na piscina de ondas e pode aumentar a hegemonia brasileira. Ele foi vice-campeão do Surf Ranch na última edição, disputada em 2023. A etapa da Califórnia deixou o circuito na temporada passada, mas a estreia da etapa de Abu Dhabi promoveu o retorno da piscina de ondas em 2025. Até agora, o Brasil venceu três das quatro etapas realizadas em ondas artificiais.
Como foi a semifinal Italo começou levantando o sarrafo. Não brilhou na sua primeira de direita, mas compensou ao tirar um notão na direita, 8,50, combinando para 15,33 logo em suas tentativas iniciais.
Robinson respondeu à altura, mas largou atrás por 0,3. O rival foi bem logo de cara e anotou 8,43 de direita, mas teve uma esquerda menos inspirada e ganhou 6,60, ficando com 15,03 no somatório.
O brasileiro voltou à água melhorando sua nota e dando mais aéreos. Ele recebeu 8,17 na segunda direita e 9,20 na esquerda, registrando suas maiores notas na competição. Pressionado para seguir vivo no torneio, o australiano caiu nas suas ondas e foi eliminado.
Caminho de Italo À final em Abu Dhabi Classificatório (bateria 6) – Italo Ferreira: 12,90 (5,50 de direita + 7,40 de esquerda)Bronson Meydi: 11,30Joel Vaighan: 10,50Oitavas (bateria 5) – Italo Ferreira: 15,17 (6,67 de direita + 8,5 de esquerda)Mateus Herdy: 12,6Quartas (bateria 3) – Italo Ferreira: 16,80 (7,67 de direita + 9,13 de esquerda)Kanoa Igarashi: 13,30Semi (bateria 2) – Italo Ferreira: 17,37 (8,17 de direita + 9,20 de esquerda)Jack Robinson: 15,03
RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – O Flamengo encerrou a série de clássicos na Taça Guanabara e ficou invicto diante de Fluminense, Botafogo e Vasco.
Filipe Luís viu até “notas artísticas” na vitória sobre os vascaínos, sábado, no Maracanã, que confirmou a classificação às semifinais.
A Supercopa do Brasil, contra o Botafogo, ainda é o melhor jogo do Flamengo no ano.
Mas o time passou sem grandes sustos nos clássicos do estadual até agora. Venceu Vasco e Botafogo, e empatou com o Fluminense.
“Tem coisas que acontecem nos estaduais que não acontecem em nenhuma outra competição no mundo. Estadual, nos times grandes, serve para derrubar o treinador se você não ganha. Se ganha, não acontece absolutamente nada. Por sorte, a diretoria entende que o Carioca serve como preparação. Queremos ganhar, mas como falamos, vamos tentar não tentar hipotecar a temporada toda em função disso. A torcida gosta de ganhar o Carioca”, disse Filipe Luís, técnico do Flamengo.
E tem mais: ao mesmo tempo em que está muito perto de terminar a fase de classificação em primeiro, o Flamengo olha para os rivais ao lado e vê perrengue.
No momento, com a 10ª rodada parcialmente completa, o único grande no G4 no momento é o Vasco. E isso pode mudar, dependendo do que o Fluminense fizer neste domingo, contra o Nova Iguaçu.
A rodada final ainda reserva um duelo direto entre Vasco e Botafogo, que pode ser fatal para quem sair derrotado. Volta Redonda ‘tumultuou’
Com o desempenho do Volta Redonda, é matematicamente impossível que haja espaço para todos os quatro no mata-mata. Alguém vai sobrar. O Madureira está em terceiro e é outro despontando, enquanto há times de menor investimento, como Sampaio Corrêa e Maricá, sonhando com a vaga, mas fora do G4.
“Que não estejam os times grandes dá mais mérito para o Flamengo, que está revezando todo mundo (o time) e está classificado. Não é fácil ganhar. Não é que a gente não leve a sério, temos muito mérito. Os outros times simplesmente não fizeram a mesma campanha”, disse o técnico Filipe Luís. Passar em primeiro é interessante por causa da vantagem do empate na semifinal. E olha que o Flamengo fez quatro jogos iniciais com time só de garotos.
Quem bater na trave e ficar fora do mata-mata, precisará correr atrás da Taça Rio -a disputa entre os que ficam de quinto a oitavo- para não ficar com a pressão no Brasileiro de ter que alcançar uma boa campanha para confirmar vaga na Copa do Brasil 2026.
A manhã de domingo (16) foi marcada por muito esporte e diversão em Santa Clara. A praia recebeu uma clínica de futebol comandada pelos ex-jogadores Mauro Galvão, Odvan e Benjamin. O evento, promovido em parceria entre a Prefeitura de São Francisco de Itabapoana (SFI) e o Sesc Verão 2025, atraiu uma grande quantidade de moradores e turistas de diferentes idades, todos com a expectativa de aprender e se divertir com ídolos do futebol.
O ex-jogador da seleção brasileira de futebol de areia, Benjamin, destacou a importância da clínica para a promoção da cultura esportiva.
— É um privilégio voltar nesta cidade abençoada. Agradeço a parceria entre a prefeitura e o Sesc Verão, que possibilitou este momento único — afirmou.
Os ex-jogadores do Vasco da Gama, Mauro Galvão e Odvan, também ressaltaram o valor da experiência vivida nos gramados e a oportunidade de transmitir os ensinamentos adquiridos ao longo da carreira para as novas gerações.
— Junto com meu parceiro de zaga, o Odvan, vivemos momentos inesquecíveis no Vasco. É uma alegria estar aqui com as crianças para compartilhar um pouco do que aprendemos — disse Mauro, com a empolgação de quem tem paixão pelo esporte.
A clínica também teve o toque especial de torcedores que aproveitaram a oportunidade para conhecer de perto seus ídolos. A moradora de São João da Barra e apaixonada pelo Vasco, Vivian dos Santos, não perdeu a chance de tietar os ex-jogadores e participar da atividade.
— Como temos casa aqui em Santa Clara, não poderia perder a oportunidade de conhecer pessoalmente a melhor zaga que o Vasco já teve. Esporte é tudo e envolver a criançada é muito importante também — afirmou, radiante.
Além disso, a ação foi um grande incentivo para as famílias que viam o evento como uma forma de promover a qualidade de vida e o desenvolvimento das crianças. Gabriela Martins, moradora da Praça João Pessoa, atendeu ao pedido do filho Heitor, de 10 anos, para participar da clínica.
— Ações como essa promovem qualidade de vida, além de serem um incentivo desde cedo. Meu filho estava muito animado para vir e gostou demais — concluiu, satisfeita com a experiência.
Neste domingo (16), alunos da Escola Modelo Municipal Herval Luiz dos Santos Batista e da Escolinha de Futebol de Deserto Feliz participaram da última edição das atividades do Sesc Verão, em Santa Clara. A parceria entre a Prefeitura de São Francisco de Itabapoana (SFI) e o projeto Sesc Verão proporcionou uma manhã de muito esporte, lazer e inclusão.
Além da clínica de futebol ministrada pelos ex-jogadores Mauro Galvão, Odvan e Benjamin, as crianças e adolescentes aproveitaram os brinquedos infláveis, aulas de dança e oficinas de modalidades esportivas, como beach tennis e vôlei.
— Aproximadamente 60 jovens, entre crianças e adolescentes, tiveram a oportunidade de vivenciar uma manhã única, marcada pelo esporte e pela diversão. O evento também promoveu a inclusão de participantes de diferentes faixas etárias e de Pessoas com Deficiência (PCD) — destacou o secretário municipal de Esporte, Luiz Eduardo Pereira. Ele também expressou seu agradecimento à Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Tecnologia (Smect), que contribuiu com transporte para garantir a participação dos alunos da rede municipal.
A Praia de Manguinhos foi o cenário perfeito para uma noite de música, diversão e muita energia no Luau da SMECT, realizado pela Prefeitura de São Francisco de Itabapoana (SFI), neste sábado, (15). O evento reuniu moradores e turistas, que cantaram e dançaram ao som do cantor Cauan Lima.
Amanda Gonçalves, moradora de Guarus, e Gabriel Beraldi, de Travessão de Campos, elogiaram e destacaram a importância para a comunidade. “Eventos como este não só promovem lazer, como também fortalecem nossa cultura”, afirmou Amanda. Gabriel completou: “Foi uma noite mágica. Parabéns à organização por promover um evento tão especial.”
A prefeita Yara Cíntia participou da festa junto com a população e falou sobre estas iniciativas para o crescimento do turismo. “O Luau de Manguinhos é uma prova do potencial que nossa cidade tem no turismo e na cultura. Continuaremos investindo em eventos que proporcionem lazer para as famílias e movimentem nossa economia local”, concluiu.
Para fechar a noite, a galera curtiu o som do DJ Aquiles.
A programação cultural de fevereiro continua com a grande final do Festival de Música, que acontece na sexta-feira (21), também na Praia de Manguinhos. E no sábado (22), a diversão segue com o último luau de verão, desta vez em Barra do Itabapoana, prometendo mais uma noite memorável de música, alegria e lazer para toda a família.
O hondurenho Wilson Velásquez, que vivia nos Estados Unidos desde 2022, foi preso por agentes do ICE (agência de imigração americana) enquanto participava de um culto em uma igreja na Geórgia, no início de fevereiro. A informação foi divulgada pelo colunista Jamil Chade, do site UOL.
Segundo documentos do processo judicial movido por igrejas e grupos religiosos contra o governo Trump, Velásquez e sua família haviam solicitado asilo ao chegar no país e cumprido todas as obrigações legais, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. Apesar disso, agentes alegaram estar “procurando pessoas com tornozeleiras” ao detê-lo durante o culto.
O episódio ocorreu em meio a uma política implementada por Trump que autoriza operações de imigração em escolas, hospitais e locais de culto. Representantes religiosos alegam que ações como essa violam a santidade de espaços religiosos e prejudicam o trabalho comunitário. “Prisões durante cultos ou atividades ministeriais abalam o espaço consagrado do santuário, frustram a adoração comunitária e prejudicam o alcance do serviço social”, afirmaram as congregações no processo.
Grupos religiosos destacaram que locais de culto têm acolhido imigrantes vulneráveis, oferecendo serviços como assistência jurídica, aulas de inglês e doações. No entanto, a frequência a cultos e a participação nesses serviços estão diminuindo devido ao medo de ações de imigração. “As congregações devem escolher entre expor seus fiéis à prisão ou adotar medidas de segurança que entram em conflito com seus deveres religiosos de boas-vindas e hospitalidade”, apontaram os líderes religiosos.
No processo, os grupos enfatizam que o acolhimento de estrangeiros é um princípio fundamental de suas tradições religiosas. Citam passagens bíblicas como Levítico 19:34 e Mateus 25:35, que destacam o dever de amar e acolher estrangeiros como parte essencial de sua prática espiritual. A ação busca reverter a política e proteger o exercício religioso e os direitos dos imigrantes nos Estados Unidos.
A Polícia Civil prendeu na tarde da sexta-feira, 14, a dona de uma creche de Osasco, na Região Metropolitana de São Paulo, que é apontada como a mulher que foi flagrada agredindo com tapas no rosto um aluno da instituição, a Escola de Educação Infantil Alegria de Saber. Marina Rodrigues de Lima, de 53 anos, foi capturada na Rodovia Júlio Dal Fabbro, na altura de Ibiúna, no interior de São Paulo, segundo a Secretaria da Segurança Pública.
A reportagem não conseguiu localizar a defesa da dona da creche.
A secretaria afirmou que Marina, que também é diretora da creche, foi localizada por policiais civis.
Agora, ela será apresentada em audiência de custódia e, posteriormente, transferida para Osasco, conforme a secretaria.
O caso foi registrado na Delegacia de Ibiúna como captura de procurado.
Marina tinha um mandado de prisão expedido em 10 de fevereiro pela 3ª Vara Criminal de Osasco, referente a crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente, no Código Penal e na Lei de Tortura, de acordo com a pasta.
Há uma semana, como mostrou o Estadão, a Prefeitura de Osasco já havia cassado o alvará de funcionamento da Alegria de Saber após receber uma denúncia de maus-tratos.
“Na gravação, um menino parece chorar e ser colocado em uma mesa separada dos colegas”, disse a gestão municipal na época. A diretora então “se aproxima e pega a cabeça da criança, forçando-a a beber de uma caneca. Em seguida, bate várias vezes no rosto da criança”, acrescenta.
O prefeito Gerson Pessoa (Podemos) se manifestou sobre o caso na ocasião. “Junto com conselheiros tutelares, recebi no gabinete uma comissão de pais e responsáveis por crianças que estudavam naquela escola particular de Osasco, onde a diretora foi flagrada agredindo um dos alunos”, disse. “Reforcei o nosso compromisso de acolher e oferecer todo o suporte da prefeitura às famílias dos alunos. Continuarei acompanhando esse caso”, acrescentou o prefeito, em vídeo publicado nas redes sociais.
A polícia investiga a diretora por maus-tratos, lesão corporal e tortura. Em nota enviada na época da cassação do alvará, a Secretaria da Segurança Pública afirmou que, já naquele momento, foi aberto um inquérito policial para investigar a ocorrência contra crianças de dois e três anos.
O 8º Distrito Policial de Osasco está investigando o caso. “A autoridade policial analisa imagens de câmeras de segurança e realiza a oitiva de testemunhas, funcionários e demais envolvidos”, disse a secretaria.
Até a última atualização, os laudos dos exames de corpo de delito ainda estavam em análise.
Uma motorista foi presa em flagrante na manhã de sábado, 15, após atropelar duas idosas na calçada da Avenida João Paulo I, no Parque Monteiro Soares, zona norte de São Paulo. O incidente ocorreu por volta das 9 horas, quando a mulher perdeu o controle do veículo GM Prisma e subiu na calçada, atingindo as vítimas.
Uma das idosas, de 66 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
A outra vítima, de 78 anos, sofreu ferimentos na testa e foi levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 21 de Junho.
A motorista, de 62 anos, também sofreu escoriações e foi encaminhada ao Hospital Vila Penteado sob escolta policial.
O caso foi registrado no 72.º Distrito Policial (Vila Penteado), onde a condutora foi indiciada por homicídio culposo (sem intenção de matar), lesão corporal culposa e atropelamento.
A perícia foi solicitada pela autoridade policial.
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A diretoria do Santos só vai pensar em demitir Pedro Caixinha se o time for eliminado na primeira fase do Campeonato Paulista.
O Santos entende que o trabalho de Caixinha está no caminho certo, apesar dos resultados ruins no Estadual.
O Peixe espera que o time melhore com mais tempo de trabalho e reforços, mas também pensa que a classificação às quartas de final é o mínimo. Presidente Marcelo Teixeira é a favor de trabalhos longos. Porém, pensa que o Santos de Carille era pior em 2024 e foi vice para o Palmeiras. O objetivo é pelo menos estar na semifinal.
O clube da Vila Belmiro começou a rodada na terceira colocação do Grupo B, com nove pontos, atrás do Guarani (11) e Portuguesa (10).
O Santos precisa vencer o Água Santa neste domingo (16), na Vila Belmiro, e também derrotar Noroeste e Inter de Limeira para não depender de outros resultados.
Adaptação O Santos mudou o jeito de jogar quando trouxe o ofensivo Caixinha para substituir o criticado Carille.
A teoria, porém, se viu pouco na prática. O Peixe perdeu quatro dos nove jogos e levou mais gols (13) do que marcou (11).
O CEO Pedro Martins acredita que esse processo demanda tempo e que o time vai embalar. A vitória sobre o São Paulo e a boa atuação em parte da derrota para o Corinthians são tidas como boas notícias internamente.
Se o Santos avançar, Caixinha terá alguns dos reforços que pediu. Rollheiser e Deivid Washington estariam à disposição. Thiago Maia também está perto de ser contratado.