Se você estivesse dirigindo um filme e a estrela morresse de repente antes que as filmagens terminassem, o que você faria? Muitos diretores se viram nessa exata situação quando um membro importante de seu elenco morreu de repente. De Marilyn Monroe a Heath Ledger, alguns dos maiores protagonistas da história do cinema vivenciaram mortes prematuras trágicas enquanto trabalhavam em grandes produções. Seus colegas precisaram encontrar maneiras criativas de terminar seus filmes de uma forma que fizesse sentido, ao mesmo tempo em que prestavam homenagem à estrela falecida.
Clique na galeria e veja a lista de atores amados que nos deixaram antes que pudessem terminar seu último trabalho e como os filmes foram concluídos (ou não) sem eles.
Pelo menos quatro pessoas ficaram feridas neste domingo em um ataque a facadas em Dublin, na República da Irlanda, nas áreas de North Circular Road, Oxmantown Road e Ben Eadair Road.
De acordo com o jornal The Irish Times, uma das vítimas foi atacada ao chegar em casa.
Segundo as autoridades, citadas pela imprensa irlandesa, nenhuma das vítimas corre risco de vida.
Após o alerta à polícia, foi iniciada uma operação de busca que resultou na prisão do suspeito, um homem sobre o qual ainda não há mais informações.
Uma fonte próxima à polícia disse ao Irish Times que o ataque não parece estar relacionado ao terrorismo. As autoridades informaram que “disponibilizarão mais informações assim que possível”.
No momento, não há risco para a população, pois o suspeito teria agido sozinho. Os agentes estão analisando imagens de segurança que possam ter registrado o ataque.
Um morador da região descreveu à mesma publicação como foi a captura do suspeito:
“Vi vários carros da polícia chegando muito rápido, todos ao mesmo tempo. Depois vi um homem correndo e eles o pegaram. Ele só gritava e gritava: ‘Me deixem em paz’. Parecia apavorado, como se não esperasse ser preso”, relatou.
Parte da pesquisa de ponta em fármacos no Brasil se faz levando amostras de solo de Belém (PA) para um complexo de laboratórios maior que um estádio de futebol em Campinas, no interior paulista. Toda essa viagem é para colocar seres microscópicos no que é, grosso modo, o maior microscópio da América do Sul, o acelerador Sirius, parte do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM). Com essa ferramenta, é possível entender como funcionam os genes das bactérias e quais substâncias elas conseguem criar. As equipes envolvidas buscam substâncias com potencial antibiótico e antitumoral, e os primeiros resultados foram publicados em dezembro em uma revista especializada internacional.
O motivo dessa viagem do solo amazônico é a parceria entre o CNPEM e a Universidade Federal do Pará (UFPA). O trabalho de campo começou recolhendo amostras de solo dos interiores do Parque Estadual do Utinga, reserva de conservação constituída em 1993 e que conta com áreas restauradas e áreas sem intervenção humana recente. O grupo investigou três espécies bacterianas das classes Actinomycetes e Bacilli isoladas, de solo da Amazônia, compreendendo bactérias do gênero Streptomyces, Rhodococcus e Brevibacillus.
O passo seguinte se deu quando os pesquisadores do laboratório EngBio, da UFPA, liderados por Diego Assis das Graças, usou o sequenciador PromethION, da Oxford Nanopore (Reino Unido), “que se destaca por gerar leituras de alta qualidade, permitindo o sequenciamento de genomas complexos com alta produção de dados e baixo custo. A tecnologia de sequenciamento baseada em nanoporos permite a análise em tempo real e a leitura direta de DNA. Além disso, sua portabilidade e flexibilidade o tornam adequado para aplicações em laboratório e campo”, explicou Diego, que é um dos autores do primeiro artigo escrito a partir dessa fase da pesquisa.
Com esse sequenciamento, foi possível olhar para os genes e entender como eles atuam na construção de enzimas, e os caminhos que as tornam moléculas mais complexas. Metade delas era desconhecida.
“Estas moléculas são o foco dos nossos estudos, pois têm grande importância para desenvolvimento de fármacos e medicamentos. Por exemplo, mais de 2/3 (dois terços) de todos os fármacos já desenvolvidos no mundo têm origem em moléculas pequenas naturais, os metabólitos secundários ou metabólitos especializados”, explicou a pesquisadora Daniela Trivella, coordenadora de Descoberta de Fármacos do LNBio (Laboratório Nacional de Biociências).
A análise dos dados foi feita também no LNBio e utilizou o Sirius. Esse sequenciamento é muito mais acessível, em termos de custos e tempo, do que era há uma ou duas décadas. Com isso, é possível analisar o que Trivella explicou serem bactérias “selvagens”, ou seja, aquelas encontradas na natureza. A estimativa atual é que menos de 1 em cada 10 espécies de bactérias selvagens sejam cultiváveis em laboratório, e quando o são menos de 10% dos genes que carregam são expressos em laboratório. Todo o resto é “perdido” para a ciência, sem estes métodos de ponta. “Então, existem muitas bactérias que ainda não conhecemos e muitos produtos naturais que não conseguíamos produzir em laboratório, ou os produzíamos em baixíssimo rendimento”, completou Daniela.
Em resumo, o lugar importa, e muito. “Os agrupamentos de genes biossintéticos são responsáveis pela produção de substâncias com potencial biológico, como medicamentos. Mesmo em organismos já estudados, como as bactérias do gênero Streptomyces, vimos que ainda há muitas substâncias desconhecidas nos exemplares isolados do solo da Amazônia. Isso mostra como o ecossistema é essencial para novas descobertas. A Amazônia, nesse sentido, continua sendo uma área rica e pouco explorada para desenvolver novos produtos”, disse em nota outro dos participantes, o pesquisador Rafael Baraúna (EngBio-UFPA), que coordenou o trabalho pela UFPA.
O passo final foi levar a produção para uma escala de laboratório. Entendendo quais os genes que produzem cada substância, com uma técnica avançada chamada metabologenômica, os pesquisadores “convenceram” espécies de bactérias de manejo comum no laboratório a aceitarem esses genes e produzirem as substâncias, produzindo quantidades que possam ser testadas e trabalhadas. “Com o DNA codificante alvo, a bactéria domesticada, que não produzia o metabólito de interesse, passa a produzi-lo, pois recebeu artificialmente a sequência de DNA que vimos na floresta. Assim temos acesso a esta molécula para desenvolver novos fármacos a partir dela. Ou seja, um acesso a novas moléculas a partir de uma rota biotecnológica”, disse Trivella.
Esse conjunto de testes não isola uma ou duas moléculas. Com toda a estrutura do CNPEN um laboratório dedicado, como o LNBio, pode realizar até 10 mil testes em um único dia. Essa velocidade compete com outra, voraz, a da devastação. O ano de 2024 teve o maior número de queimadas e incêndios na Amazônia nos últimos 17 anos. Para tentar ajudar na corrida, pelo lado da ciência, os investimentos para pesquisas no bioma, anunciados na última reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) estão no patamar de R$ 500 milhões nesta década, com potencial de ajudar a valorizar economicamente o território e sua cobertura original.
Como parte dos alvos são moléculas para tratar infecções e tumores, o retorno tem potencial superior ao dos investimentos. “Todos estes métodos estão condensados na Plataforma de Descoberta de Fármacos LNBio-CNPEM. Esta plataforma realiza a pesquisa em novos fármacos, indo desde a preparação de bibliotecas químicas da biodiversidade e seleção de alvos terapêuticos para o desenvolvimento de fármacos, até a obtenção da molécula protótipo (a invenção), que então passa por etapas regulatória para chegar na produção industrial e aos pacientes na clínica”, ilustra Trivella. Segundo ela as próximas fases da pesquisa levarão as equipes de campo longe até de Belém, para a Amazônia oriental. Lá esperam confirmar o potencial imenso de novas moléculas do bioma e comeár a entendê-lo ainda melhor.
Esse trabalho faz parte de um esforço maior para criar um centro de pesquisa multiusuário na UFPA, apoiado pelo CNPEM e por projetos nacionais como o Iwasa’i, recentemente implementado no contexto da chamada CNPq/MCTI/FNDCT Nº 19/2024 – Centros Avançados em Áreas Estratégicas para o Desenvolvimento Sustentável da Região Amazônica – Pró-Amazônia.
Parte da pesquisa de ponta em fármacos no Brasil se faz levando amostras de solo de Belém (PA) para um complexo de laboratórios maior que um estádio de futebol em Campinas, no interior paulista. Toda essa viagem é para colocar seres microscópicos no que é, grosso modo, o maior microscópio da América do Sul, o acelerador Sirius, parte do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM). Com essa ferramenta, é possível entender como funcionam os genes das bactérias e quais substâncias elas conseguem criar. As equipes envolvidas buscam substâncias com potencial antibiótico e antitumoral, e os primeiros resultados foram publicados em dezembro em uma revista especializada internacional.
O motivo dessa viagem do solo amazônico é a parceria entre o CNPEM e a Universidade Federal do Pará (UFPA). O trabalho de campo começou recolhendo amostras de solo dos interiores do Parque Estadual do Utinga, reserva de conservação constituída em 1993 e que conta com áreas restauradas e áreas sem intervenção humana recente. O grupo investigou três espécies bacterianas das classes Actinomycetes e Bacilli isoladas, de solo da Amazônia, compreendendo bactérias do gênero Streptomyces, Rhodococcus e Brevibacillus.
O passo seguinte se deu quando os pesquisadores do laboratório EngBio, da UFPA, liderados por Diego Assis das Graças, usou o sequenciador PromethION, da Oxford Nanopore (Reino Unido), “que se destaca por gerar leituras de alta qualidade, permitindo o sequenciamento de genomas complexos com alta produção de dados e baixo custo. A tecnologia de sequenciamento baseada em nanoporos permite a análise em tempo real e a leitura direta de DNA. Além disso, sua portabilidade e flexibilidade o tornam adequado para aplicações em laboratório e campo”, explicou Diego, que é um dos autores do primeiro artigo escrito a partir dessa fase da pesquisa.
Com esse sequenciamento, foi possível olhar para os genes e entender como eles atuam na construção de enzimas, e os caminhos que as tornam moléculas mais complexas. Metade delas era desconhecida.
“Estas moléculas são o foco dos nossos estudos, pois têm grande importância para desenvolvimento de fármacos e medicamentos. Por exemplo, mais de 2/3 (dois terços) de todos os fármacos já desenvolvidos no mundo têm origem em moléculas pequenas naturais, os metabólitos secundários ou metabólitos especializados”, explicou a pesquisadora Daniela Trivella, coordenadora de Descoberta de Fármacos do LNBio (Laboratório Nacional de Biociências).
A análise dos dados foi feita também no LNBio e utilizou o Sirius. Esse sequenciamento é muito mais acessível, em termos de custos e tempo, do que era há uma ou duas décadas. Com isso, é possível analisar o que Trivella explicou serem bactérias “selvagens”, ou seja, aquelas encontradas na natureza. A estimativa atual é que menos de 1 em cada 10 espécies de bactérias selvagens sejam cultiváveis em laboratório, e quando o são menos de 10% dos genes que carregam são expressos em laboratório. Todo o resto é “perdido” para a ciência, sem estes métodos de ponta. “Então, existem muitas bactérias que ainda não conhecemos e muitos produtos naturais que não conseguíamos produzir em laboratório, ou os produzíamos em baixíssimo rendimento”, completou Daniela.
Em resumo, o lugar importa, e muito. “Os agrupamentos de genes biossintéticos são responsáveis pela produção de substâncias com potencial biológico, como medicamentos. Mesmo em organismos já estudados, como as bactérias do gênero Streptomyces, vimos que ainda há muitas substâncias desconhecidas nos exemplares isolados do solo da Amazônia. Isso mostra como o ecossistema é essencial para novas descobertas. A Amazônia, nesse sentido, continua sendo uma área rica e pouco explorada para desenvolver novos produtos”, disse em nota outro dos participantes, o pesquisador Rafael Baraúna (EngBio-UFPA), que coordenou o trabalho pela UFPA.
O passo final foi levar a produção para uma escala de laboratório. Entendendo quais os genes que produzem cada substância, com uma técnica avançada chamada metabologenômica, os pesquisadores “convenceram” espécies de bactérias de manejo comum no laboratório a aceitarem esses genes e produzirem as substâncias, produzindo quantidades que possam ser testadas e trabalhadas. “Com o DNA codificante alvo, a bactéria domesticada, que não produzia o metabólito de interesse, passa a produzi-lo, pois recebeu artificialmente a sequência de DNA que vimos na floresta. Assim temos acesso a esta molécula para desenvolver novos fármacos a partir dela. Ou seja, um acesso a novas moléculas a partir de uma rota biotecnológica”, disse Trivella.
Esse conjunto de testes não isola uma ou duas moléculas. Com toda a estrutura do CNPEN um laboratório dedicado, como o LNBio, pode realizar até 10 mil testes em um único dia. Essa velocidade compete com outra, voraz, a da devastação. O ano de 2024 teve o maior número de queimadas e incêndios na Amazônia nos últimos 17 anos. Para tentar ajudar na corrida, pelo lado da ciência, os investimentos para pesquisas no bioma, anunciados na última reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) estão no patamar de R$ 500 milhões nesta década, com potencial de ajudar a valorizar economicamente o território e sua cobertura original.
Como parte dos alvos são moléculas para tratar infecções e tumores, o retorno tem potencial superior ao dos investimentos. “Todos estes métodos estão condensados na Plataforma de Descoberta de Fármacos LNBio-CNPEM. Esta plataforma realiza a pesquisa em novos fármacos, indo desde a preparação de bibliotecas químicas da biodiversidade e seleção de alvos terapêuticos para o desenvolvimento de fármacos, até a obtenção da molécula protótipo (a invenção), que então passa por etapas regulatória para chegar na produção industrial e aos pacientes na clínica”, ilustra Trivella. Segundo ela as próximas fases da pesquisa levarão as equipes de campo longe até de Belém, para a Amazônia oriental. Lá esperam confirmar o potencial imenso de novas moléculas do bioma e comeár a entendê-lo ainda melhor.
Esse trabalho faz parte de um esforço maior para criar um centro de pesquisa multiusuário na UFPA, apoiado pelo CNPEM e por projetos nacionais como o Iwasa’i, recentemente implementado no contexto da chamada CNPq/MCTI/FNDCT Nº 19/2024 – Centros Avançados em Áreas Estratégicas para o Desenvolvimento Sustentável da Região Amazônica – Pró-Amazônia.
GABRIEL VAQUER ARACAJU, SE (FOLHAPRESS) – A Globo começou neste fim de semana a gravar as primeiras cenas de Débora Bloch como Odete Roitman no remake de “Vale Tudo”. Com isso, a trama chega em sua “fase definitiva”, com a chegada da grande vilã.
Assim como na versão original, Odete deve aparecer aos poucos, primeiro com feições do seu rosto em segredo, e logo em seguida com o seu visual definitivo.
No fim do ano passado, Débora Bloch tinha ficado mais reservada, a pedido da Globo, até que o seu visual como a icônica vilã fosse mostrada ao público. Entre os nomes confirmados no elenco estão Alexandre Nero (Marco Aurélio), Paolla Oliveira (Heleninha), Humberto Carrão (Afonso), Renato Góes (Ivan), Julio Andrade (Rubinho) e Malu Galli (Tia Celina).
Belize Pombal (Consuelo), Karine Teles (Aldeíde), Luis Salem (Eugênio), Pedro Waddington (Thiago Roitman), Ramille (Fernanda), Thiago Martins (Vasco) e Luís Melo também fazem parte do elenco.
“Vale Tudo” é escrita por Manuela Dias e terá direção de Paulo Silvestrini. A novela tem previsão de estreia para 31 de março de 2025.
CRISTINA CAMARGO SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Em cartaz em São Paulo com seu primeiro monólogo, “Prima Facie”, Débora Falabella temeu subir ao palco sozinha e perder o ritmo das cenas. A peça, sob a direção de Yara de Novaes, que estreou uma nova temporada neste final de semana após o sucesso em 2024, exige uma entrega física e emocional intensa ao abordar a história da bem-sucedida advogada Tessa, que revê valores e reflete sobre o sistema judicial após ser vítima de um estupro.
O talento e a concentração de Falabella, no entanto, fazem com que o solo seja visto como o momento mais impressionante de sua carreira. Especialmente na primeira parte do espetáculo, a performance mostra que ela incorporou o texto da dramaturga australiana Suzie Miller ao corpo e transformou as palavras em uma coreografia que inclui gestos enfáticos e nuances na postura, além das trocas de figurino e até de penteados.
Não há pausas ou atalhos para facilitar a interpretação. São falas e movimentos vigorosos, capazes de capturar a atenção do público para a trajetória da criminalista satisfeita com o sucesso nas disputas jurídicas, em que ganha quem for mais eficiente na exploração das brechas da lei. Tessa joga, admite isso, sente orgulho e celebra a vida até virar vítima da violência sexual.
A direção optou por não dramatizar a cena do estupro, que é narrado em detalhes, mas de forma distanciada. É como se Falabella parasse de interpretar por alguns minutos para tocar em uma ferida da sociedade atual sem, no entanto, explorar o fato.
A atriz não perde o fôlego durante os 90 minutos da apresentação e encontrou estratégias para seguir em frente mesmo quando escapa uma palavra ou outra do texto original. No entanto, na segunda parte do espetáculo, o tom é mais baixo, mais realista, mais denúncia.
“Prima Facie” estreou na Broadway e foi montado em vários lugares do mundo em formatos diferentes, mas sempre com a missão de refletir sobre a falta de respostas suficientes para os crimes sexuais contra as mulheres.
Ao questionar o mundo jurídico dominado por homens, a peça chamou a atenção de Raquel Dodge, ex-procuradora-geral da República que se movimentou para levar a montagem a Brasília. Na capital federal, a estreia foi aplaudida por ministros, juízes, promotores e defensores públicos.
Em um cenário que não esconde os bastidores teatrais, uma tendência contemporânea, a hierarquia jurídica é representada por cadeiras empilhadas. No auge do sucesso profissional, a personagem rodeia e escala esse mundo poderoso e ocupa o palco simulando disputas entre gatos e ratos.
“Os taxistas não escolhem os seus clientes”, argumenta, ao explicar que cabe a uma advogada criminalista defender, também, os homens que violentam as mulheres.
Ao passar do êxtase ao desamparo, a advogada perde o rumo e é quase dominada por dúvidas, mas é a força que faz parte de sua personalidade que a leva a seguir em frente, denunciar o estupro e enfrentar a opressão de um sistema que não foi criado ou pensado para as mulheres.
Sozinha no palco, Falabella dá a impressão de contracenar com vários atores ao longo da peça. Após o estupro, acuada, revela, também em seu corpo e na sua voz, a solidão de uma mulher que é vítima da violência estrutural e histórica.
Prima Facie Quando: Sex. e sáb., às 20h; Dom., às 18h. Até 30/3 Onde: Teatro Vivo -av. Doutor Chucri Zaidan, 2460, São Paulo. Preço: R$ 150 Classificação: 12 anos Autoria: Suzie Miller Elenco: Débora Falabella Direção: Yara de Novaes Link: https://bileto.sympla.com.br/event/97960/d/287913/s/1963618 Avaliação: Excelente
A atriz Daniele Valente, nora de Marília Gabriela, usou as redes sociais para lamentar a morte de seu ex-marido, o empresário Nedio José Mocellin. Em publicação nesta quinta-feira (6), Daniele revelou que conseguiu se reconciliar com ele poucos dias antes do falecimento. “Esta semana senti no meu coração que precisava falar com ele. Na terça-feira, nos falamos por mais ou menos 40 minutos, e foi lindo”, contou.
Daniele relatou que, durante a conversa, planejou apresentar a filha Valentina, de seu atual casamento com Christiano Cochrane, filho de Marília Gabriela, ao ex-marido. “Passei o dia agradecendo por essa alegria. Até que, à noite, recebo um telefonema em que não consigo acreditar. Nedio foi atropelado e faleceu ontem. Menos de 24 horas depois que nos falamos”, disse a atriz.
Abalada, Daniele descreveu a última conversa como uma despedida inesperada. “Estou arrasada e em choque. Que Jesus te receba com todo o amor que você merece. Por aqui, ainda estou chorando bastante, mas lembrando da nossa conversa com muito carinho”, declarou. Nedio José Mocellin faleceu após ser atropelado, e as circunstâncias do acidente não foram detalhadas.
A saída de Rodrigo Bocardi, de 49 anos, do comando do Bom Dia SP por descumprimento de normas éticas da Globo continua repercutindo na emissora. Dez dias após a demissão por justa causa, o clima na redação em São Paulo é de desconfiança, e a emissora monitora outros três profissionais do jornalismo, suspeitos de envolvimento em práticas que desrespeitam o código de conduta interno.
De acordo com informações da coluna NaTelinha, dois jornalistas em São Paulo e um no Rio de Janeiro estão sendo investigados por possível ligação com assessores de políticos e empresas privadas. A suspeita é que eles teriam ajudado a viabilizar reportagens por valores extras, recebidos de personagens interessados, em desacordo com os critérios jornalísticos. Caso as irregularidades sejam confirmadas, as demissões ocorrerão de forma discreta para evitar mais exposição do caso.
Rodrigo Bocardi foi desligado da emissora após o Comitê de Auditoria e Compliance, junto com a Comissão de Ética e Conduta da Globo, analisar denúncias contra ele. Segundo o jornalista Daniel Castro, do Notícias da TV, Bocardi foi acusado de exigir pagamentos de empresas para evitar críticas no Bom Dia SP. Ele nega as acusações e afirmou que pretende processar a emissora.
A Globo ainda não comentou oficialmente os desdobramentos envolvendo os três profissionais monitorados. Enquanto isso, Bocardi segue afastado e mantém sua defesa contra as acusações, alegando que tomará as medidas legais cabíveis. O caso segue impactando o jornalismo da emissora.
Tony Roberts, ator indicado ao prêmio Tony e conhecido por seus papéis no teatro e em filmes de Woody Allen, faleceu nesta sexta-feira (7), aos 85 anos. A morte foi confirmada por sua filha, Nicole Burley, ao The New York Times. Roberts teve uma longa carreira na Broadway, onde originou papéis em musicais como How Now, Dow Jones (1967) e Victor/Victoria (1995), além de atuar em sucessos como The Tale of the Allergist’s Wife (2000).
No cinema, ele se destacou por suas colaborações com Woody Allen, aparecendo em filmes como Annie Hall (1977), Hannah and Her Sisters (1986) e Radio Days (1987). Sua presença confiante e carismática na tela servia como contraponto aos personagens neuróticos de Allen, característica destacada pela crítica ao longo dos anos. Roberts também participou de produções como Serpico (1973) e The Taking of Pelham One Two Three (1974), consolidando-se como um ator versátil.
Roberts nasceu em Nova York em 1939, filho do locutor Ken Roberts. Criado em um ambiente artístico, ele decidiu seguir a carreira de ator ainda jovem, formando-se pela Northwestern University. Sua estreia na Broadway ocorreu em 1962, e ele também teve passagens por Londres, além de participações em séries de TV como Law & Order. Ele deixa a filha, Nicole Burley, fruto de seu casamento com Jennifer Lyons.
Torcedores organizados de Cruzeiro e Atlético-MG se enfrentaram na manhã deste domingo (9) na avenida Doutor Álvaro Camargos, bairro São João Batista, em Belo Horizonte. O confronto, que ocorreu horas antes do clássico pelo Campeonato Mineiro, envolveu cerca de 100 pessoas e contou com o uso de barras de ferro, pedras e fogos de artifício. Segundo a Polícia Militar, seis pessoas ficaram feridas e foram levadas para a UPA Venda Nova e o Hospital Risoleta Neves.
O Tenente-Coronel Luiz Vitor informou que 48 torcedores do Cruzeiro foram detidos para averiguação, mas nem todos serão presos, já que alguns são testemunhas. Torcedores do Atlético-MG envolvidos no confronto conseguiram fugir. Materiais como foguetes, barras de ferro e pedras foram apreendidos no local.
O clássico entre Cruzeiro e Atlético-MG está marcado para as 16h deste domingo, no Mineirão, pela sétima rodada do Campeonato Mineiro. A partida é decisiva para o futuro das duas equipes no torneio. A Polícia Civil acompanha o caso em parceria com a Polícia Militar.
Mais cedo, confronto entre Máfia Azul x Galoucura.
Um ônibus da companhia Transwolff atingiu veículos, um imóvel e derrubou uma árvore na Rua Jequirituba, na região do Grajaú, zona sul de São Paulo, nesse sábado, 8. Ninguém ficou ferido.
A Secretaria de Mobilidade Urbana e Transporte e a São Paulo Transporte (SPTrans) informaram que a ocorrência envolveu um coletivo que operava na Linha 6062/10 – Term. Grajaú – Jd. Castro Alves. Ele estava estacionado no ponto inicial, sem passageiros, quando desceu a via.
“O ônibus foi conduzido à garagem para identificar as possíveis causas da ocorrência e, assim, adotar medidas para evitar novos episódios como este”, disse a SPTrans.
Segundo a Transwolff, um boletim de ocorrência foi elaborado para que as causas do acidente sejam apuradas. A companhia afirmou que seu comitê interventor permanece à disposição dos proprietários do imóvel e dos automóveis afetados.
Suspeita de ligação com o PCC
No fim de janeiro, a Prefeitura de São Paulo disse que colocará fim aos contratos com as empresas de ônibus Transwolff e UpBus, investigadas pelo Ministério Público por suspeita de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo o executivo paulistano, as defesas apresentadas pelas concessionárias no âmbito do processo administrativo foram rejeitadas e elas serão substituídas.
Na época, a Transwolff afirmou que acionaria a Justiça para contestar a decisão da prefeitura, que classificou como ´”arbitrária” e “ilegal”.
Desde o ano passado, as duas empresas são investigadas pela Operação Fim da Linha, que revelou as possíveis ligações com PCC.
O Instituto Estadual do Ambiente (Inea), órgão ambiental vinculado ao governo do Rio de Janeiro, considera que o incêndio de grandes proporções que atingiu neste sábado (8) uma fábrica de óleos e lubrificantes traz risco de vazamento de óleo e outros resíduos na Baía de Guanabara. Diante dessa possibilidade, uma equipe foi destacada para avaliar os eventuais impactos.
“Em conjunto com a Capitania dos Portos, o governo ativou o Plano de Área da Baía de Guanabara, estratégia voltada para o controle e mitigação de danos ambientais. Além disso, o órgão irá apurar as causas e respostas da empresa ao incêndio e aplicará as sanções cabíveis”, informa nota divulgada pelo estado.
A fábrica está localizada na Ilha do Governador, às margens da Baía de Guanabara. O incêndio teve início na manhã de ontem e ganhou rapidamente grandes proporções. Diante do cenário, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, anunciou a criação de um gabinete emergencial composto por diferentes órgãos para lidar com a situação. A Polícia Militar foi mobilizada para garantir a segurança no entorno e a Polícia Civil abriu investigação sobre as causas do incêndio.
Por volta de 11h, o Corpo de Bombeiros publicou em suas redes sociais que mais de 100 bombeiros militares e agentes da Defesa Civil estadual de 20 unidades diferentes haviam sido enviados ao local e que a situação já estava controlada, sem risco de propagação. Mas as atividades voltadas para o resfriamento e proteção das áreas não atingidas ainda estavam em curso na manhã deste domingo (9).
Apesar da rápida ação dos bombeiros, durante a noite deste sábado (8), diversos moradores da região usaram as redes sociais denunciando os incômodos provocados pelo episódio. Também houve compartilhamento de imagens da espessa fumaça negra, que pôde ser avistada à distância e de diversos ângulos.
A Moove, empresa responsável pela fábrica, divulgou nota afirmando que o incêndio ocorreu na área produtiva da fábrica, sem atingir a área onde ficam tanques de armazenamento. “Todos os protocolos de segurança necessários estão sendo aplicados”, acrescenta o texto. Não houve feridos. A fábrica estava vazia, já que não havia operações no fim de semana.
O Instituto Estadual do Ambiente (Inea), órgão ambiental vinculado ao governo do Rio de Janeiro, considera que o incêndio de grandes proporções que atingiu neste sábado (8) uma fábrica de óleos e lubrificantes traz risco de vazamento de óleo e outros resíduos na Baía de Guanabara. Diante dessa possibilidade, uma equipe foi destacada para avaliar os eventuais impactos.
“Em conjunto com a Capitania dos Portos, o governo ativou o Plano de Área da Baía de Guanabara, estratégia voltada para o controle e mitigação de danos ambientais. Além disso, o órgão irá apurar as causas e respostas da empresa ao incêndio e aplicará as sanções cabíveis”, informa nota divulgada pelo estado.
A fábrica está localizada na Ilha do Governador, às margens da Baía de Guanabara. O incêndio teve início na manhã de ontem e ganhou rapidamente grandes proporções. Diante do cenário, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, anunciou a criação de um gabinete emergencial composto por diferentes órgãos para lidar com a situação. A Polícia Militar foi mobilizada para garantir a segurança no entorno e a Polícia Civil abriu investigação sobre as causas do incêndio.
Por volta de 11h, o Corpo de Bombeiros publicou em suas redes sociais que mais de 100 bombeiros militares e agentes da Defesa Civil estadual de 20 unidades diferentes haviam sido enviados ao local e que a situação já estava controlada, sem risco de propagação. Mas as atividades voltadas para o resfriamento e proteção das áreas não atingidas ainda estavam em curso na manhã deste domingo (9).
Apesar da rápida ação dos bombeiros, durante a noite deste sábado (8), diversos moradores da região usaram as redes sociais denunciando os incômodos provocados pelo episódio. Também houve compartilhamento de imagens da espessa fumaça negra, que pôde ser avistada à distância e de diversos ângulos.
A Moove, empresa responsável pela fábrica, divulgou nota afirmando que o incêndio ocorreu na área produtiva da fábrica, sem atingir a área onde ficam tanques de armazenamento. “Todos os protocolos de segurança necessários estão sendo aplicados”, acrescenta o texto. Não houve feridos. A fábrica estava vazia, já que não havia operações no fim de semana.
RENAN LISKAI SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A contratação de uma “surpresa” de Dorival Júnior em uma das convocações recentes da seleção brasileira foi a causa do Al-Ahli decidir cortar Roberto Firmino da lista de inscritos no Campeonato Saudita. Ele, agora, passa pelo mesmo drama que Neymar viveu recentemente.
O Al-Ahli contratou o atacante Galeno, que estava no Porto. Com a chegada do reforço de 50 milhões de euros (R$ 305,6 milhões), o clube estourou o limite de 10 estrangeiros permitidos pelo Campeonato Saudita.
O time saudita tem 11 estrangeiros no elenco: o goleiro Edouard Mendy (Senegal), os zagueiros Matteo Dams (Bélgica), Merih Demiral (Turquia) e Ibañez (Brasil), os meio-campistas Alexsander (Brasil), Kessié (Costa do Marfim) e Gabri Veiga (Espanha) e os atacantes Roberto Firmino (Brasil), Galeno (Brasil), Mahrez (Argélia) e Toney (Inglaterra).
Galeno já defendeu a seleção brasileira. Ele foi convocado por Dorival Júnior para suprir a ausência de Gabriel Martinelli nos amistosos contra Inglaterra e Espanha em março do ano passado — o atleta do Arsenal foi cortado por lesão. O Al-Ahli decidiu cortar Roberto Firmino. O atacante brasileiro, uma das primeiras contratações bombásticas do futebol saudita nos últimos anos, passará a disputar apenas a Champions League da Ásia.
Mesmo drama de Neymar Roberto Firmino passa a viver a mesma situação que Neymar viveu no Al-Hilal. O camisa 10 do Santos sofreu séria lesão no joelho e não foi inscrito no Campeonato Saudita deste ano por causa do limite de estrangeiros.
Neymar jogou apenas dois jogos pela Champions League da Ásia até rescindir com o Al-Hilal. Ele deixou o clube saudita para assinar contrato até junho com o Santos.
Se ficar no Al-Ahli, Roberto Firmino fará seu próximo jogo no dia 17 de fevereiro. Nesta data, o time saudita encara o Al-Gharafa, do Qatar, pela última rodada da primeira fase da Champions League da Ásia. O clube já está classificado para a próxima etapa, mas ainda sem calendário definido.
Firmino tem 59 jogos disputados, 18 gols marcados e 13 assistências feitas pelo Al-Ahli. Ele tem contrato até junho de 2026 com o clube saudita.
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O Real Madrid bem que tentou, mas apesar de mais um gol de Mbappé, não conseguiu ir além de um empate em 1 a 1 com o Atlético no Santiago Bernabéu, em clássico válido pela 23ª rodada do Campeonato Espanhol, neste sábado (8).
Julián Alvarez abriu o placar para o Atlético de Madri no primeiro tempo, de pênalti. A finalização do atacante argentino foi a única – dos dois times – na direção do gol durante os 45 minutos iniciais.
Mbappé empatou para o Real Madrid logo no início do segundo tempo. Os donos da casa tiveram várias chances de virar o jogo, mas pararam em uma atuação inspiradíssima de Oblak, que terminou como o grande responsável pelo empate.
Com o resultado, o Real Madrid chega a 50 pontos e segue na liderança do Espanhol, seguido de perto pelo próprio Atlético, que soma 49. O Barcelona (45), que ainda joga na rodada, pode aproveitar o empate para encostar na dupla.
Antes da partida, Marcelo foi homenageado no Santiago Bernabéu. Ele entrou no gramado com os filhos, e foi ovacionado pelos jogadores e torcedores. Depois, ele recebeu de Luka Modric uma camisa emoldurada, assinada pelo elenco.
O Real Madrid visita o Manchester City na próxima terça (11). A partir das 17h (de Brasília), as equipes se enfrentam pelo jogo de ida dos playoffs da Liga dos Campeões da Europa, em Manchester.
Já o Atlético, com lugar garantido nas oitavas da Champions, só volta a jogar no próximo sábado (15). Os comandados de Simeone encaram o Celta de Vigo, pelo Espanhol, a partir das 14h30 (de Brasília).
Como foi o jogo O Real Madrid ditou o ritmo do jogo no primeiro tempo, mas o Atlético abriu vantagem. Os donos da casa tiveram mais de 60% da posse de bola, mas não conseguiram criar chances reais de gol. Os visitantes praticamente só se defenderam – muito bem, por sinal -, e acabaram premiados com um pênalti em uma das raras investidas no ataque. Alvarez bateu bem para tirar o zero do placar.
A virada não veio nos primeiros minutos do segundo tempo por um detalhe. Em seis minutos, o Real Madrid foi muito mais perigoso que em todo o primeiro tempo, e criou três chances claras. Bellingham foi travado dentro da área, mas viu Mbappé aproveitar o rebote e empatar. Dois minutos depois, o meia inglês acertou o travessão após cabecear à queima-roupa.
O Real Madrid seguiu em cima do Atlético, mas parou em grande atuação de Oblak. O goleiro esloveno fez, ao menos, cinco intervenções importantíssimas. Quando ele não defendeu, Rodrygo mandou para fora. Apesar da pressão dos anfitriões até o fim, a igualdade permaneceu.
Gols e principais lances Passou perto! Aos 13′, Samuel Lino dominou com liberdade pelo meio e avançou até a entrada da área. Ele bateu forte, rasteiro, e a bola saiu por muito pouco.
Para fora! Aos 19′, Valverde recuperou a bola no campo de ataque e acionou Vini Jr, que avançou até a entrada da área, cortou para o meio e bateu. A bola passou perto e assustou Oblak.
0x1: Pênalti! Aos 33′, após revisão no VAR, o árbitro marcou pênalti de Tchouaméni em Samuel Lino. Julián Alvarez bateu com cavadinha, no meio do gol, e deslocou Courtois, que caiu para a direita
1×1: Aos 4′ do segundo tempo, Rodrygo se desvencilhou bem da marcação pela direita e cruzou rasteiro. Bellingham bateu de primeira, mas foi travado. No rebote, Mbappé finalizou de primeira e deixou tudo igual.
No travessão! Aos 6′, Vini Jr recebeu pela esquerda, invadiu a área com liberdade e cruzou. Bellingham chegou cabeceando e acertou o travessão. Oblak! Aos 11′, em lance muito parecido ao anterior, Vini Jr invadiu a área pela esquerda e cruzou para Bellingham. Desta vez, o inglês acertou o alvo, mas o goleiro esloveno segurou.
Oblak de novo! Aos 25′, Rodrygo recebeu de Vásquez na área e, mesmo sem ângulo, bateu forte. O goleiro do Atlético fez boa defesa. Que pressão! Aos 26′, Vini Jr. fez uma linda jogada pela esquerda, deixou dois marcadores para trás, invadiu a área e bateu cruzado, muito forte. Oblak espalmou de novo.
Salva Oblak! Aos 28′, Rodrygo bateu falta da esquerda com muita curva. A bola passou por todo mundo na área e foi direto para o gol, no cantinho. O goleiro do Atlético estava lá para espalmar e evitar o rebote na sequência.
Quase um golaço! Aos 37′, Vini Jr. aplicou um drible da vaca no marcador e cruzou para Rodrygo, que dominou com liberdade na entrada da área e bateu colocado. A bola saiu rente à trave. Desta vez, Oblak não alcançaria.
FICHA TÉCNICA
REAL MADRID 1 X 1 ATLÉTICO DE MADRI
Data e horário: 8 de fevereiro (sábado), às 17h (de Brasília) Competição: Campeonato Espanhol – 23ª rodada Local: Estádio Santiago Bernabéu, em Madri, na Espanha Árbitro: César Soto Grado Assistentes: Carlos Álvarez Fernández e Rubén Becerril Gómez Cartões amarelos: Ceballos (RMA); Lenglet, Galán, Sorloth (ATM) Gols: Julián Alvarez (ATM), aos 33 minutos do primeiro tempo; Mbappé (RMA), aos 4 minutos do segundo tempo.
Real Madrid: Courtois; Lucas Vázquez (Modric), Tchouaméni, Asencio e Fran García; Ceballos (Camavinga), Valverde e Bellingham; Rodrygo (Brahim Díaz), Vinícius Júnior e Mbappé. Técnico: Carlo Ancelotti.
Atlético de Madri: Oblak; Llorente, Giménez, Lenglet e Javi Galán (Reinildo); De Paul (Correa), Barrios, Simeone (Molina) e Samuel Lino (Koke); Griezmann e Julián Alvarez (Sorloth). Técnico: Diego Simeone.
MARINA COSTA SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou em entrevista à Fox News no sábado (8) que as tropas israelenses, não as americanas, conduzirão a proposta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de retirar os palestinos da Faixa de Gaza. O republicano propôs o deslocamento forçado na última terça-feira (4), em entrevista coletiva em Washington, ao lado do premiê israelense.
“Sabe o que eu digo? Nós faremos o trabalho.” Netanyahu defendeu a proposta de Trump como “a primeira ideia nova em anos” e disse que a ação “tem o potencial de mudar tudo em Gaza”. “O que ele está dizendo é: quero abrir a porta e dar-lhes a opção de se realocar temporariamente enquanto reconstruímos o lugar fisicamente.”
Segundo o primeiro-ministro, a condição para que os palestinos realocados pudessem retornar ao território após a intervenção seria a de “rejeitar o terrorismo”.
Tel Aviv tomou a Faixa de Gaza em 1967 e manteve uma presença militar no território até 2005, quando retirou seus colonos e tropas. Israel e grupos armados em Gaza travaram vários conflitos nos últimos anos, mas o último, iniciado após o ataque da organização terrorista Hamas em 7 de outubro de 2023, foi o mais mortal e destrutivo.
Para os palestinos, a tentativa de obrigá-los a sair de Gaza evoca o trauma da Nakba (termo em árabe para catástrofe), como é chamada a expulsão de centenas de milhares de pessoas de suas casas durante a guerra que criou o Estado de Israel, em 1948.
Neste domingo (9), o Hamas anunciou que as tropas israelenses deixaram o corredor Netzarim –faixa de terra de 6,4 km que divide as porções norte e sul de Gaza, ocupada desde os primeiros meses da guerra– liberando o retorno dos palestinos deslocados ao norte do território. A saída dos combatentes faz parte do acordo de cessar-fogo que entrou em vigor no dia 19 de janeiro.
“As forças israelenses desmontaram suas posições e postos militares e retiraram completamente seus tanques do corredor Netzarim na estrada Salahadin, permitindo que os veículos passem livremente em ambas as direções”, disse um membro do Ministério do Interior da Faixa de Gaza, sob controle do grupo terrorista.
O norte de Gaza foi transformado em ruínas após as ofensivas de Israel. Depois de encontrar os escombros dos locais em que viviam, alguns palestinos voltaram para o sul, enquanto outros montaram tendas onde suas casas ficavam.
Multidões de pessoas foram vistas atravessando o corredor neste domingo, e uma longa fila de carros se formava para aguardar a passagem. A força policial administrada pelo Hamas foi enviada à área para gerenciar o fluxo de travessia.
Na quinta-feira (6), o governo de Israel determinou que o Exército prepare um plano de “saída voluntária” da população palestina, medida que foi celebrada por líderes da extrema direita do país. “Dei instruções para preparar um plano que permita a saída de qualquer residente de Gaza que deseje, para qualquer país que queira aceitá-los”, disse o Israel Katz, ministro da Defesa.
No mesmo dia, em entrevista à emissora Channel 14, Netanyahu sugeriu o estabelecimento de um estado palestino dentro da Arábia Saudita. A fala foi condenada pelo Ministério das Relações Exteriores do Catar, país mediador das negociações de cessar-fogo entre Israel e Hamas.
Para especialistas ouvidos pela agência de notícias AFP, a proposta de desalojar a população palestina dificulta o reconhecimento de Israel pela Arábia Saudita. Se ocorresse, o reconhecimento seria considerado um grande feito na diplomacia do Oriente Médio e poderia acalmar as tensões regionais. Ao propor que Gaza fosse esvaziada, Trump também afirmou que o Egito e a Jordânia poderiam receber os palestinos, ideia rejeitada por ambos. A acolhida de refugiados pelos dois países poderia causar instabilidade nas fronteiras e na segurança sauditas, afirma o pesquisador Aziz Alghashian.
A proposta de Trump e o apoio de Netanyahu, avalia Alghashian, “mostram que eles não são verdadeiros parceiros para a paz aos olhos de Riad”, sobretudo o líder israelense, que “quer todos os benefícios sem fazer nenhuma concessão”.
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Nos últimos 10 anos, o Aeroporto Campo de Marte, em São Paulo, registrou 126 ocorrências envolvendo aeronaves, sendo cinco considerados graves. Segundo registros do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), também foram contabilizados oito acidentes, alguns deles fatais.
O aeroporto voltou ao centro das atenções após mais um acidente aéreo nas proximidades. Nesta sexta-feira (7), duas pessoas morreram e seis ficaram feridas após um avião de pequeno porte cair na avenida Marquês de São Vicente, na zona oeste de São Paulo, a cinco quilômetros de distância do aeroporto.
Ao longo dos anos, vários acidentes marcaram a história do aeroporto. Há vários registros no bairro da Casa Verde, zona norte da capital paulista, cujas residências ficam localizadas no trajeto das aeronaves.
Em março de 2023, um helicóptero caiu na Barra Funda, zona oeste da cidade, deixando quatro mortos. A aeronave atingiu uma árvore de aproximadamente 15 metros entre as ruas Padre Luís Alves Siqueira e James Holland, antes de se chocar contra o chão de uma empresa desativada.
Em julho de 2020, uma aeronave de pequeno porte caiu e pegou fogo próximo ao aeroporto. A queda aconteceu quando o avião se preparava para pousar no aeroporto, pouco depois das 18h, na Avenida Braz Leme. Uma pessoa morreu. O avião, um bimotor BE-58, prefixo PR-OFI, havia partido de Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, e pousaria no Campo de Marte. Ele foi comprado em 2016 e não tinha permissão para operar como táxi aéreo.
Em 29 de julho de 2018, uma pessoa morreu e seis ficaram feridas após um avião bimotor turboélice fabricado em 2008 pela Hawker Beechcraft cair em chamas na pista do aeroporto, após três tentativas de pouso frustradas. O piloto, Antonio Traversi, não resistiu aos ferimentos. O acidente ocorreu devido a problemas no trem de pouso.
No dia 30 de novembro do mesmo ano, um monomotor Cessna C-210, prefixo PR-JEE, caiu em uma área residencial na região de Santana, zona norte de São Paulo, logo após decolar do Aeroporto Campo de Marte com destino a Jundiaí. O acidente resultou na morte de duas pessoas, deixou seis feridos e levou ao fechamento temporário do aeroporto. A queda ocorreu na rua Antonio Nascimento Moura, atingindo casas e veículos, com o fogo se espalhando pelo asfalto devido ao vazamento de combustível.
Em 2016, o ex-presidente da Vale, Roger Agnelli, sua esposa Andrea e seus filhos João e Anna Carolina morreram na queda de um avião no Jardim São Bento, Zona Norte de São Paulo. Outras três pessoas também morreram, e um morador ficou ferido quando a aeronave atingiu uma residência. O acidente ocorreu logo após a decolagem do Aeroporto Campo de Marte, onde o monomotor, de prefixo PRZRA e registrado em nome de Agnelli, estava estacionado no hangar da Infraero. O voo tinha como destino o Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro.
Confira abaixo uma lista oficial do aeroporto com outros acidentes registrados: – 2007 – Jato Learjet 35 cai sobre casas no bairro da Casa Verde: Em 4 de novembro, um jato Learjet 35 caiu minutos após decolar do Campo de Marte, atingindo imóveis residenciais no bairro da Casa Verde. O acidente deixou 10 mortos, incluindo ambos os pilotos e uma família que morava em uma das casas atingidas.
– 2006 – Helicóptero contratado pela Eletropaulo sofre queda e explode: Um helicóptero que realizava inspeção de rede elétrica para a Eletropaulo colidiu contra o telhado de um prédio e, em seguida, atingiu uma via pública, causando uma explosão. Os três ocupantes da aeronave morreram. Observadores relataram que o piloto pode ter tentado um pouso de emergência antes da colisão. – 2003 – Acidente em treinamento de pouso de emergência: Durante um treinamento para pouso de emergência, um helicóptero sofreu uma queda, resultando em um incêndio. O instrutor a bordo morreu no local. – 1995 – Queda de avião Cessna na Avenida Santos Dumont: Em novembro, um avião Cessna não conseguiu ganhar altitude e caiu sobre a Avenida Santos Dumont, no bairro de Santana. Seis pessoas morreram no acidente. – 1984 – Táxi-aéreo cai no Carandiru, atingindo três casas: Sete pessoas morreram quando um táxi-aéreo caiu sobre três residências no bairro do Carandiru, pouco tempo após decolar do Campo de Marte. – 1977 – Acidente fatal com o piloto de Fórmula 1 José Carlos Pace: No dia 18 de março, o avião monomotor do piloto Marivaldo Fernandes, que transportava o piloto de Fórmula 1 José Carlos Pace, colidiu com uma árvore na Serra da Cantareira, no município de Mairiporã. O acidente ocorreu logo após a decolagem, no início de uma forte tempestade, resultando na morte imediata de Pace. – 1962 – Colisão aérea entre voo da Vasp e um bimotor Cessna: No dia 26 de novembro, uma aeronave da Vasp, que seguia para o Rio de Janeiro, colidiu no ar com um bimotor Cessna 310 que se dirigia ao Campo de Marte. Os aviões voavam em direções opostas e não houve contato visual entre as tripulações. As 26 pessoas a bordo de ambas as aeronaves morreram no acidente.
As chuvas que atingem o Paraná desde a noite de sexta-feira, 7, afetaram direta ou indiretamente mais de 2 mil pessoas, segundo a Defesa Civil do Estado. Uma pessoa morreu e outra está desaparecida.
As cidades mais atingidas são Paranaguá, Antonino, Morretes e Guaratuba. De acordo com a Defesa Civil do Estado, em algumas localidades, as chuvas passaram de 150 mm ao dia. Os danos ainda estão sendo contabilizados.
Segundo Hudson Leôncio Teixeira, secretário da Segurança Pública do Estado do Paraná, a vítima fatal foi encontrada em uma área de difícil acesso em Limeira, no município de Guaratuba. “A confirmação foi feita pelos bombeiros. A localização foi em uma área afastada”, disse. A polícia científica trabalha na identificação do corpo.
Ainda de acordo com o secretário, uma mulher está desaparecida. Inicialmente, as equipes receberam a informação de que se tratava de um casal, mas o homem foi localizado. As buscas estão sendo retomadas com a ajuda de cães farejadores.
Pessoas ilhadas
Na sexta-feira, 7, um ônibus escolar com crianças ficou ilhado em Guaratuba. Todas as pessoas foram imediatamente resgatadas.
“Nós não descartamos a possibilidade de encontrar mais pessoas nessa mesma condição (ilhadas). As casas estão sendo verificadas pelos bombeiros, mas alguns locais são de difícil acesso”, disse Teixeira.
O secretário orienta que as pessoas fiquem atentas aos alertas – na sexta-feira, por exemplo, foi enviada uma mensagem para moradores de algumas regiões pelo Sistema Cell Broadcast -, buscando abrigo seguro em caso de necessidade.
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O gramado do Maracanã desagradou tanto o Flamengo quanto o Fluminense. Após empate sem gols no clássico pelo Campeonato Carioca, no sábado (8), técnicos e jogadores de ambas as equipes reclamaram do campo “duro”. O campo passou por manutenção durante o mês de janeiro.
Flamengo “O gramado? É uma briga eterna, mas temos que pensar nos jogadores, fazer esforços e se custar mais caro, temos que fazer o investimento. Se tiver que trocar o gramado, tem que fazer o investimento alto, disse Filipe Luís, técnico rubro-negro.
“O campo vai prejudicar as duas equipes. […] Está bastante duro aqui. A sola do pé dói, a coluna. Mas é o que temos e vamos tentar dar o nosso melhor. Não podemos dar desculpa de campo. Esperamos retribuir com um bom jogo e gols. “, comentou Léo Pereira, zagueiro do Flamengo.
Fluminense “O gramado está muito duro. Todos os jogadores, de modo geral, estão reclamando de estar muito duro. O pessoal que cuida explicou que no início da temporada é colocada uma resina, que faz com que os primeiros jogos sejam difíceis em termos de piso. Todo mundo saiu reclamando um pouco”, disse Mano Menezes, técnico do Fluminense.
“O campo está muito duro, todo mundo, dos dois times, saiu falando. A bola fica viva, a bola não é das melhores, e deixa o jogo difícil de se jogar. Acabou que o Thiago Silva sentiu as dores na sola do pé por conta do campo. É difícil. A gente vem falando há algum tempo isso. Tem que ver quem é o responsável para tomar alguma atitude para mudar isso. A gente é cobrado todos os dias para apresentar o melhor futebol, qualidade por todo o investimento que é feito, mas fica difícil assim. Isso atrapalha muito. Tem que ver o que precisa ser feito para mudar”, completou Guga, lateral do Tricolor.
O Flamengo volta ao Maracanã na quarta-feira (12) para o clássico contra o Botafogo. A partida está marcada para as 21h30 (de Brasília) e é válida pela sétima rodada do Carioca.
O estádio receberá mais duas partidas no próximo fim de semana. O Fla recebe o Vasco, sábado (15), às 16h30 (de Brasília), enquanto o Flu encara o Nova Iguaçu, domingo (16), às 16h (de Brasília).
GABRIEL VAQUER ARACAJU, SE (FOLHAPRESS) – Um dos nomes mais conhecidos da televisão brasileira, Stênio Garcia criticou os atuais autores por não quererem ou não saberem escrever para nomes veteranos como ele. Stênio não fez qualquer trabalho em 2024 e espera ser chamado em 2025.
“Os autores novos não sabem mais escrever para as pessoas velhas, mas o Brasil é cheio de idoso”, desabafou em entrevista para a revista Quem.
“Para um idoso trabalhar, o autor tem que saber escrever para ele. Ouvi o Tarcísio Meira dizer isso e bateu fundo em mim. Os grandes autores morreram ou não estão trabalhando”, lamentou. Para sobreviver, Stênio Garcia tem outras fontes de renda como empresário. Seu último trabalho na televisão foi uma participação na série “Filhas de Eva”, da Globo, gravada em 2019 e exibida em 2021.
“Se o ator não empreende, e depende do audiovisual, que é o que paga melhor, não vive porque não tem constância. Todos os modelos de trabalho são por obra e, de repente, quando o ator é muito bom, são diárias. Não podemos nos deixar leiloar por menos do que valemos”, desabafa.
Stênio Garcia contou uma passagem que ocorreu em sua última novela, “Deus Salve o Rei” (2018), onde um ator, que ele não revelou o nome, disse que não gostava mais da atuação.
“É muito difícil escolher o trabalho e contracenar com pessoas que não tem ideia do que estão fazendo ali. Não tenho pressa mais, já ganhei todos os prêmios, já fiz tudo. Contracenar com um ator que não olha no olho? Não quero. Me brocha. Quero olhar no olho e entender o que ele está pensando”, comentou.
SANTOS, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Neymar tenta “quebrar o gelo” com seus fãs no elenco do Santos.
Os jogadores do elenco do Santos são fãs de Neymar e tiveram dificuldade para se entrosar. Alguns atletas mais jovens sentiram vergonha de se aproximar do principal nome do futebol brasileiro nos últimos anos.
Neymar reforçou o discurso de ser “apenas mais um” para quebrar esse gelo. Passada a primeira semana, esse bloqueio é menor e a resenha já começa a rolar no vestiário.
O camisa 10 fez questão de participar de todos os momentos com os atletas. As conversas foram mais fluídas durante a concentração no CT Rei Pelé para o duelo com o Botafogo-SP, na Vila Belmiro.
Os mais próximos de Neymar são Guilherme e Gil. Guilherme não mostrou essa timidez inicial, enquanto Gil já conhecia o craque.
A ideia agora é que o elenco se acostume com a presença de Neymar. O jogador da seleção brasileira sentiu o grupo ansioso no empate com o Botinha.
Neymar atuou por 52 minutos no segundo tempo contra o Botafogo e vai ganhar nova oportunidade diante do Novorizontino neste domingo, fora de casa. A previsão é de ser titular diante do Corinthians, quarta, na Neo Química Arena.
ALEXANDRE ARAUJO SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O semáforo fechou e Luiz Calixto aproveitou a fila de carros para oferecer balas e paçocas aos motoristas. Quem estava em um dos veículos era Léo Butija, técnico da seleção brasileira de tênis em cadeira de rodas, que observou o jovem e resolveu lhe fazer um convite. Em janeiro, quase três anos depois daquele encontro, o brasileiro colocou um troféu do Aberto da Austrália na prateleira.
“Pelo retrovisor, ele reparou que eu mancava e viu a possibilidade de me colocar no tênis em cadeira de rodas. Nesse dia, o sinal abriu, ele teve de andar com o carro e fez o retorno, mas eu não estava mais lá. Quando eu ia vender bala, se não dava certo em um local, eu já ia para outro. Umas duas semanas depois, ele me viu em uma avenida, perto de um sinal. Parou, conversou e pegou o telefone da minha mãe. No sábado seguinte, eu estava no clube”, disse Luiz Calixto.
Luiz, de 17 anos, nasceu com pseudoartrose (a perna direita é menor que a esquerda), e o trabalho informal nas ruas de Belo Horizonte ajudava no sustento da família, juntamente ao salário que a mãe ganhava como faxineira — ele tem ainda um irmão que hoje tem 7 anos e uma irmã de 19. “Sempre passamos dificuldade. Então, tinha de dar um jeito, correr atrás. A bala e paçoca foi um jeito de levar um pouco mais de grana pra casa”.
“Quando olhei no retrovisor, vi que ele estava mancando. Achei que era uma perna engessada, só depois que eu vi que era uma prótese. O levamos para quadra, e tudo aconteceu de uma forma muito rápida”, relembra Léo.
O jovem chegou ao Butija Social Esporte e Cultura sem conhecimento algum de tênis em cadeira de rodas, e os primeiros contatos com a modalidade foi como catador de bolinhas. Mas logo começou a treinar nas horas livres, e superou os obstáculos iniciais.
“A intenção dele era me tirar da rua, nem era para me trazer para o alto atendimento. Comecei a trabalhar lá e passava o dia inteiro . Depois de um mês, mais ou menos, quis sair e fui parando de ir, Depois de um tempinho, houve uma viagem para competição que acabei não indo e, a partir disso, comecei a focar e ter uma disciplina, um compromisso com o tênis”, comenta Luiz Calixto.
Em 2023, no Parapan de Jovens de Bogotá, o mineiro levou três medalhas: o ouro nas duplas mistas, a prata nas duplas masculinas e bronze no Individual. Agora, na Austrália, conquistou o primeiro Grand Slam -chegou ao topo do pódio nas duplas, ao lado de Charlie Cooper, dos Estados Unidos.
“Eu ainda estou meio que em choque, desacreditado. Não era certo de eu ir [para a competição] por causa do ranking. Quando virou o ano e ficamos sabendo que eu ia foi uma coisa louca. Não estava esperando. Pensei: ‘Como assim? Quase não estive aqui e acabei levando o título’. Ainda estou sonhando”, disse Calixto.
“Ele virou o número 5 do mundo, conseguiu a classificação e fez esse resultado maravilhoso. Todo mundo ficou impressionado com a evolução dele do último ano para cá. Fez jogo duro contra os adversários na Austrália e está aí, de vendedor de paçoca a campeão de Grand Slam em dois anos e meio”, disse Léo Butija.
O Aberto da Austrália, para além de um importante título no currículo, se tornou um divisor de águas para Luiz.
“É um empurrão. Principalmente para mim, que estava meio que desacreditado que ia. Conseguir ir e ainda conseguir trazer um título, é um ‘vai lá que tem mais fruto para sair’. [O título] É bom, claro, pela visibilidade, mas, o tempo todo, o Léo está falando o que tem de fazer, o que tem de ficar de olho. É voltar para a quadra e continuar treinando pesado, porque título não ganha jogo. É treinar intensamente e dobrado”, afirma Luiz Calixto.
O ciclo que está um curso ainda tem competições que Luiz almeja participar -e por que não conquistar-, e não esconde o sonho de se classificar para as Paralimpíadas de Los Angeles, em 2028. Paralelamente a isso, o jovem de 17 anos também indica que quer fazer faculdade, mas ainda não sabe se vai tentar ingressar ainda este ano.
“Tenho de estudar e procurar fazer uma faculdade porque, no tênis em si, a carreira é curta. No máximo, uns 15 anos, então, tem de ter um planejamento futuro. Provavelmente, vai ser alguma coisa voltada para o esporte. Talvez, educação física”.