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Netanyahu diz que Israel conduzirá plano para retirar palestinos de Gaza

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MARINA COSTA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou em entrevista à Fox News no sábado (8) que as tropas israelenses, não as americanas, conduzirão a proposta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de retirar os palestinos da Faixa de Gaza. O republicano propôs o deslocamento forçado na última terça-feira (4), em entrevista coletiva em Washington, ao lado do premiê israelense.

 

“Sabe o que eu digo? Nós faremos o trabalho.” Netanyahu defendeu a proposta de Trump como “a primeira ideia nova em anos” e disse que a ação “tem o potencial de mudar tudo em Gaza”. “O que ele está dizendo é: quero abrir a porta e dar-lhes a opção de se realocar temporariamente enquanto reconstruímos o lugar fisicamente.”

Segundo o primeiro-ministro, a condição para que os palestinos realocados pudessem retornar ao território após a intervenção seria a de “rejeitar o terrorismo”.

Tel Aviv tomou a Faixa de Gaza em 1967 e manteve uma presença militar no território até 2005, quando retirou seus colonos e tropas. Israel e grupos armados em Gaza travaram vários conflitos nos últimos anos, mas o último, iniciado após o ataque da organização terrorista Hamas em 7 de outubro de 2023, foi o mais mortal e destrutivo.

Para os palestinos, a tentativa de obrigá-los a sair de Gaza evoca o trauma da Nakba (termo em árabe para catástrofe), como é chamada a expulsão de centenas de milhares de pessoas de suas casas durante a guerra que criou o Estado de Israel, em 1948.

Neste domingo (9), o Hamas anunciou que as tropas israelenses deixaram o corredor Netzarim –faixa de terra de 6,4 km que divide as porções norte e sul de Gaza, ocupada desde os primeiros meses da guerra– liberando o retorno dos palestinos deslocados ao norte do território. A saída dos combatentes faz parte do acordo de cessar-fogo que entrou em vigor no dia 19 de janeiro.

“As forças israelenses desmontaram suas posições e postos militares e retiraram completamente seus tanques do corredor Netzarim na estrada Salahadin, permitindo que os veículos passem livremente em ambas as direções”, disse um membro do Ministério do Interior da Faixa de Gaza, sob controle do grupo terrorista.

O norte de Gaza foi transformado em ruínas após as ofensivas de Israel. Depois de encontrar os escombros dos locais em que viviam, alguns palestinos voltaram para o sul, enquanto outros montaram tendas onde suas casas ficavam.

Multidões de pessoas foram vistas atravessando o corredor neste domingo, e uma longa fila de carros se formava para aguardar a passagem. A força policial administrada pelo Hamas foi enviada à área para gerenciar o fluxo de travessia.

Na quinta-feira (6), o governo de Israel determinou que o Exército prepare um plano de “saída voluntária” da população palestina, medida que foi celebrada por líderes da extrema direita do país. “Dei instruções para preparar um plano que permita a saída de qualquer residente de Gaza que deseje, para qualquer país que queira aceitá-los”, disse o Israel Katz, ministro da Defesa.

No mesmo dia, em entrevista à emissora Channel 14, Netanyahu sugeriu o estabelecimento de um estado palestino dentro da Arábia Saudita. A fala foi condenada pelo Ministério das Relações Exteriores do Catar, país mediador das negociações de cessar-fogo entre Israel e Hamas.

Para especialistas ouvidos pela agência de notícias AFP, a proposta de desalojar a população palestina dificulta o reconhecimento de Israel pela Arábia Saudita. Se ocorresse, o reconhecimento seria considerado um grande feito na diplomacia do Oriente Médio e poderia acalmar as tensões regionais.
Ao propor que Gaza fosse esvaziada, Trump também afirmou que o Egito e a Jordânia poderiam receber os palestinos, ideia rejeitada por ambos. A acolhida de refugiados pelos dois países poderia causar instabilidade nas fronteiras e na segurança sauditas, afirma o pesquisador Aziz Alghashian.

A proposta de Trump e o apoio de Netanyahu, avalia Alghashian, “mostram que eles não são verdadeiros parceiros para a paz aos olhos de Riad”, sobretudo o líder israelense, que “quer todos os benefícios sem fazer nenhuma concessão”.

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Campo de Marte registrou 126 ocorrências envolvendo aeronaves em 10 anos

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Nos últimos 10 anos, o Aeroporto Campo de Marte, em São Paulo, registrou 126 ocorrências envolvendo aeronaves, sendo cinco considerados graves. Segundo registros do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), também foram contabilizados oito acidentes, alguns deles fatais.

 

O aeroporto voltou ao centro das atenções após mais um acidente aéreo nas proximidades. Nesta sexta-feira (7), duas pessoas morreram e seis ficaram feridas após um avião de pequeno porte cair na avenida Marquês de São Vicente, na zona oeste de São Paulo, a cinco quilômetros de distância do aeroporto.

Ao longo dos anos, vários acidentes marcaram a história do aeroporto. Há vários registros no bairro da Casa Verde, zona norte da capital paulista, cujas residências ficam localizadas no trajeto das aeronaves.

Em março de 2023, um helicóptero caiu na Barra Funda, zona oeste da cidade, deixando quatro mortos. A aeronave atingiu uma árvore de aproximadamente 15 metros entre as ruas Padre Luís Alves Siqueira e James Holland, antes de se chocar contra o chão de uma empresa desativada.

Em julho de 2020, uma aeronave de pequeno porte caiu e pegou fogo próximo ao aeroporto. A queda aconteceu quando o avião se preparava para pousar no aeroporto, pouco depois das 18h, na Avenida Braz Leme. Uma pessoa morreu. O avião, um bimotor BE-58, prefixo PR-OFI, havia partido de Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, e pousaria no Campo de Marte. Ele foi comprado em 2016 e não tinha permissão para operar como táxi aéreo.

Em 29 de julho de 2018, uma pessoa morreu e seis ficaram feridas após um avião bimotor turboélice fabricado em 2008 pela Hawker Beechcraft cair em chamas na pista do aeroporto, após três tentativas de pouso frustradas. O piloto, Antonio Traversi, não resistiu aos ferimentos. O acidente ocorreu devido a problemas no trem de pouso.

No dia 30 de novembro do mesmo ano, um monomotor Cessna C-210, prefixo PR-JEE, caiu em uma área residencial na região de Santana, zona norte de São Paulo, logo após decolar do Aeroporto Campo de Marte com destino a Jundiaí. O acidente resultou na morte de duas pessoas, deixou seis feridos e levou ao fechamento temporário do aeroporto. A queda ocorreu na rua Antonio Nascimento Moura, atingindo casas e veículos, com o fogo se espalhando pelo asfalto devido ao vazamento de combustível.

Em 2016, o ex-presidente da Vale, Roger Agnelli, sua esposa Andrea e seus filhos João e Anna Carolina morreram na queda de um avião no Jardim São Bento, Zona Norte de São Paulo. Outras três pessoas também morreram, e um morador ficou ferido quando a aeronave atingiu uma residência. O acidente ocorreu logo após a decolagem do Aeroporto Campo de Marte, onde o monomotor, de prefixo PRZRA e registrado em nome de Agnelli, estava estacionado no hangar da Infraero. O voo tinha como destino o Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro.

Confira abaixo uma lista oficial do aeroporto com outros acidentes registrados:
– 2007 – Jato Learjet 35 cai sobre casas no bairro da Casa Verde: Em 4 de novembro, um jato Learjet 35 caiu minutos após decolar do Campo de Marte, atingindo imóveis residenciais no bairro da Casa Verde. O acidente deixou 10 mortos, incluindo ambos os pilotos e uma família que morava em uma das casas atingidas.

– 2006 – Helicóptero contratado pela Eletropaulo sofre queda e explode: Um helicóptero que realizava inspeção de rede elétrica para a Eletropaulo colidiu contra o telhado de um prédio e, em seguida, atingiu uma via pública, causando uma explosão. Os três ocupantes da aeronave morreram. Observadores relataram que o piloto pode ter tentado um pouso de emergência antes da colisão.
– 2003 – Acidente em treinamento de pouso de emergência: Durante um treinamento para pouso de emergência, um helicóptero sofreu uma queda, resultando em um incêndio. O instrutor a bordo morreu no local.
– 1995 – Queda de avião Cessna na Avenida Santos Dumont: Em novembro, um avião Cessna não conseguiu ganhar altitude e caiu sobre a Avenida Santos Dumont, no bairro de Santana. Seis pessoas morreram no acidente.
– 1984 – Táxi-aéreo cai no Carandiru, atingindo três casas: Sete pessoas morreram quando um táxi-aéreo caiu sobre três residências no bairro do Carandiru, pouco tempo após decolar do Campo de Marte.
– 1977 – Acidente fatal com o piloto de Fórmula 1 José Carlos Pace: No dia 18 de março, o avião monomotor do piloto Marivaldo Fernandes, que transportava o piloto de Fórmula 1 José Carlos Pace, colidiu com uma árvore na Serra da Cantareira, no município de Mairiporã. O acidente ocorreu logo após a decolagem, no início de uma forte tempestade, resultando na morte imediata de Pace.
– 1962 – Colisão aérea entre voo da Vasp e um bimotor Cessna: No dia 26 de novembro, uma aeronave da Vasp, que seguia para o Rio de Janeiro, colidiu no ar com um bimotor Cessna 310 que se dirigia ao Campo de Marte. Os aviões voavam em direções opostas e não houve contato visual entre as tripulações. As 26 pessoas a bordo de ambas as aeronaves morreram no acidente.

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Fortes chuvas no Paraná provocam uma morte e afetam cerca de 2 mil pessoas

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As chuvas que atingem o Paraná desde a noite de sexta-feira, 7, afetaram direta ou indiretamente mais de 2 mil pessoas, segundo a Defesa Civil do Estado. Uma pessoa morreu e outra está desaparecida.

 

 

As cidades mais atingidas são Paranaguá, Antonino, Morretes e Guaratuba. De acordo com a Defesa Civil do Estado, em algumas localidades, as chuvas passaram de 150 mm ao dia. Os danos ainda estão sendo contabilizados.

 

Segundo Hudson Leôncio Teixeira, secretário da Segurança Pública do Estado do Paraná, a vítima fatal foi encontrada em uma área de difícil acesso em Limeira, no município de Guaratuba. “A confirmação foi feita pelos bombeiros. A localização foi em uma área afastada”, disse. A polícia científica trabalha na identificação do corpo.

 

Ainda de acordo com o secretário, uma mulher está desaparecida. Inicialmente, as equipes receberam a informação de que se tratava de um casal, mas o homem foi localizado. As buscas estão sendo retomadas com a ajuda de cães farejadores.

 

Pessoas ilhadas

 

Na sexta-feira, 7, um ônibus escolar com crianças ficou ilhado em Guaratuba. Todas as pessoas foram imediatamente resgatadas.

 

“Nós não descartamos a possibilidade de encontrar mais pessoas nessa mesma condição (ilhadas). As casas estão sendo verificadas pelos bombeiros, mas alguns locais são de difícil acesso”, disse Teixeira.

 

O secretário orienta que as pessoas fiquem atentas aos alertas – na sexta-feira, por exemplo, foi enviada uma mensagem para moradores de algumas regiões pelo Sistema Cell Broadcast -, buscando abrigo seguro em caso de necessidade.

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Gramado ‘duro’ do Maracanã irrita Flamengo e Fluminense: ‘uma briga eterna’

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O gramado do Maracanã desagradou tanto o Flamengo quanto o Fluminense. Após empate sem gols no clássico pelo Campeonato Carioca, no sábado (8), técnicos e jogadores de ambas as equipes reclamaram do campo “duro”. O campo passou por manutenção durante o mês de janeiro.

 

Flamengo
“O gramado? É uma briga eterna, mas temos que pensar nos jogadores, fazer esforços e se custar mais caro, temos que fazer o investimento. Se tiver que trocar o gramado, tem que fazer o investimento alto, disse Filipe Luís, técnico rubro-negro.

“O campo vai prejudicar as duas equipes. […] Está bastante duro aqui. A sola do pé dói, a coluna. Mas é o que temos e vamos tentar dar o nosso melhor. Não podemos dar desculpa de campo. Esperamos retribuir com um bom jogo e gols. “, comentou Léo Pereira, zagueiro do Flamengo.

Fluminense
“O gramado está muito duro. Todos os jogadores, de modo geral, estão reclamando de estar muito duro. O pessoal que cuida explicou que no início da temporada é colocada uma resina, que faz com que os primeiros jogos sejam difíceis em termos de piso. Todo mundo saiu reclamando um pouco”, disse Mano Menezes, técnico do Fluminense.

“O campo está muito duro, todo mundo, dos dois times, saiu falando. A bola fica viva, a bola não é das melhores, e deixa o jogo difícil de se jogar. Acabou que o Thiago Silva sentiu as dores na sola do pé por conta do campo. É difícil. A gente vem falando há algum tempo isso. Tem que ver quem é o responsável para tomar alguma atitude para mudar isso. A gente é cobrado todos os dias para apresentar o melhor futebol, qualidade por todo o investimento que é feito, mas fica difícil assim. Isso atrapalha muito. Tem que ver o que precisa ser feito para mudar”, completou Guga, lateral do Tricolor.

O Flamengo volta ao Maracanã na quarta-feira (12) para o clássico contra o Botafogo. A partida está marcada para as 21h30 (de Brasília) e é válida pela sétima rodada do Carioca.

O estádio receberá mais duas partidas no próximo fim de semana. O Fla recebe o Vasco, sábado (15), às 16h30 (de Brasília), enquanto o Flu encara o Nova Iguaçu, domingo (16), às 16h (de Brasília).

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Stênio Garcia acusa TV atual de ser etarista: ‘Não sabem escrever para atores velhos’

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GABRIEL VAQUER
ARACAJU, SE (FOLHAPRESS) – Um dos nomes mais conhecidos da televisão brasileira, Stênio Garcia criticou os atuais autores por não quererem ou não saberem escrever para nomes veteranos como ele. Stênio não fez qualquer trabalho em 2024 e espera ser chamado em 2025.

 

“Os autores novos não sabem mais escrever para as pessoas velhas, mas o Brasil é cheio de idoso”, desabafou em entrevista para a revista Quem.

“Para um idoso trabalhar, o autor tem que saber escrever para ele. Ouvi o Tarcísio Meira dizer isso e bateu fundo em mim. Os grandes autores morreram ou não estão trabalhando”, lamentou.
Para sobreviver, Stênio Garcia tem outras fontes de renda como empresário. Seu último trabalho na televisão foi uma participação na série “Filhas de Eva”, da Globo, gravada em 2019 e exibida em 2021.

“Se o ator não empreende, e depende do audiovisual, que é o que paga melhor, não vive porque não tem constância. Todos os modelos de trabalho são por obra e, de repente, quando o ator é muito bom, são diárias. Não podemos nos deixar leiloar por menos do que valemos”, desabafa.

Stênio Garcia contou uma passagem que ocorreu em sua última novela, “Deus Salve o Rei” (2018), onde um ator, que ele não revelou o nome, disse que não gostava mais da atuação.

“É muito difícil escolher o trabalho e contracenar com pessoas que não tem ideia do que estão fazendo ali. Não tenho pressa mais, já ganhei todos os prêmios, já fiz tudo. Contracenar com um ator que não olha no olho? Não quero. Me brocha. Quero olhar no olho e entender o que ele está pensando”, comentou.

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Neymar tenta ‘quebrar o gelo’ com seus fãs dentro do elenco do Santos

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SANTOS, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Neymar tenta “quebrar o gelo” com seus fãs no elenco do Santos.

 

Os jogadores do elenco do Santos são fãs de Neymar e tiveram dificuldade para se entrosar. Alguns atletas mais jovens sentiram vergonha de se aproximar do principal nome do futebol brasileiro nos últimos anos.

Neymar reforçou o discurso de ser “apenas mais um” para quebrar esse gelo. Passada a primeira semana, esse bloqueio é menor e a resenha já começa a rolar no vestiário.

O camisa 10 fez questão de participar de todos os momentos com os atletas. As conversas foram mais fluídas durante a concentração no CT Rei Pelé para o duelo com o Botafogo-SP, na Vila Belmiro.

Os mais próximos de Neymar são Guilherme e Gil. Guilherme não mostrou essa timidez inicial, enquanto Gil já conhecia o craque.

A ideia agora é que o elenco se acostume com a presença de Neymar. O jogador da seleção brasileira sentiu o grupo ansioso no empate com o Botinha.

Neymar atuou por 52 minutos no segundo tempo contra o Botafogo e vai ganhar nova oportunidade diante do Novorizontino neste domingo, fora de casa. A previsão é de ser titular diante do Corinthians, quarta, na Neo Química Arena.

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Ele vendia balas em semáforos e se tornou campeão no Aberto da Austrália

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ALEXANDRE ARAUJO
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O semáforo fechou e Luiz Calixto aproveitou a fila de carros para oferecer balas e paçocas aos motoristas. Quem estava em um dos veículos era Léo Butija, técnico da seleção brasileira de tênis em cadeira de rodas, que observou o jovem e resolveu lhe fazer um convite. Em janeiro, quase três anos depois daquele encontro, o brasileiro colocou um troféu do Aberto da Austrália na prateleira.

 

“Pelo retrovisor, ele reparou que eu mancava e viu a possibilidade de me colocar no tênis em cadeira de rodas. Nesse dia, o sinal abriu, ele teve de andar com o carro e fez o retorno, mas eu não estava mais lá. Quando eu ia vender bala, se não dava certo em um local, eu já ia para outro. Umas duas semanas depois, ele me viu em uma avenida, perto de um sinal. Parou, conversou e pegou o telefone da minha mãe. No sábado seguinte, eu estava no clube”, disse Luiz Calixto.

Luiz, de 17 anos, nasceu com pseudoartrose (a perna direita é menor que a esquerda), e o trabalho informal nas ruas de Belo Horizonte ajudava no sustento da família, juntamente ao salário que a mãe ganhava como faxineira — ele tem ainda um irmão que hoje tem 7 anos e uma irmã de 19. “Sempre passamos dificuldade. Então, tinha de dar um jeito, correr atrás. A bala e paçoca foi um jeito de levar um pouco mais de grana pra casa”.

“Quando olhei no retrovisor, vi que ele estava mancando. Achei que era uma perna engessada, só depois que eu vi que era uma prótese. O levamos para quadra, e tudo aconteceu de uma forma muito rápida”, relembra Léo.

O jovem chegou ao Butija Social Esporte e Cultura sem conhecimento algum de tênis em cadeira de rodas, e os primeiros contatos com a modalidade foi como catador de bolinhas. Mas logo começou a treinar nas horas livres, e superou os obstáculos iniciais.

“A intenção dele era me tirar da rua, nem era para me trazer para o alto atendimento. Comecei a trabalhar lá e passava o dia inteiro . Depois de um mês, mais ou menos, quis sair e fui parando de ir, Depois de um tempinho, houve uma viagem para competição que acabei não indo e, a partir disso, comecei a focar e ter uma disciplina, um compromisso com o tênis”, comenta Luiz Calixto.

Em 2023, no Parapan de Jovens de Bogotá, o mineiro levou três medalhas: o ouro nas duplas mistas, a prata nas duplas masculinas e bronze no Individual. Agora, na Austrália, conquistou o primeiro Grand Slam -chegou ao topo do pódio nas duplas, ao lado de Charlie Cooper, dos Estados Unidos.

“Eu ainda estou meio que em choque, desacreditado. Não era certo de eu ir [para a competição] por causa do ranking. Quando virou o ano e ficamos sabendo que eu ia foi uma coisa louca. Não estava esperando. Pensei: ‘Como assim? Quase não estive aqui e acabei levando o título’. Ainda estou sonhando”, disse Calixto.

“Ele virou o número 5 do mundo, conseguiu a classificação e fez esse resultado maravilhoso. Todo mundo ficou impressionado com a evolução dele do último ano para cá. Fez jogo duro contra os adversários na Austrália e está aí, de vendedor de paçoca a campeão de Grand Slam em dois anos e meio”, disse Léo Butija.

O Aberto da Austrália, para além de um importante título no currículo, se tornou um divisor de águas para Luiz.

“É um empurrão. Principalmente para mim, que estava meio que desacreditado que ia. Conseguir ir e ainda conseguir trazer um título, é um ‘vai lá que tem mais fruto para sair’. [O título] É bom, claro, pela visibilidade, mas, o tempo todo, o Léo está falando o que tem de fazer, o que tem de ficar de olho. É voltar para a quadra e continuar treinando pesado, porque título não ganha jogo. É treinar intensamente e dobrado”, afirma Luiz Calixto.

O ciclo que está um curso ainda tem competições que Luiz almeja participar -e por que não conquistar-, e não esconde o sonho de se classificar para as Paralimpíadas de Los Angeles, em 2028. Paralelamente a isso, o jovem de 17 anos também indica que quer fazer faculdade, mas ainda não sabe se vai tentar ingressar ainda este ano.

“Tenho de estudar e procurar fazer uma faculdade porque, no tênis em si, a carreira é curta. No máximo, uns 15 anos, então, tem de ter um planejamento futuro. Provavelmente, vai ser alguma coisa voltada para o esporte. Talvez, educação física”.

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Guilherme Prata comanda clínica de beach tennis em Santa Clara

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Guilherme Prata comanda clínica de beach tennis em Santa Clara

Na manhã deste domingo (9), Santa Clara foi palco de uma clínica de beach tennis comandada pelo ex-jogador e ex-técnico da seleção brasileira da modalidade, Guilherme Prata. A ação, voltada para moradores e turistas, ocorreu através de parceria entre a Prefeitura de São Francisco de Itabapoana (SFI) e o projeto Sesc Verão.

— É muito gratificante fazer parte de iniciativas como esta, que proporcionam o primeiro contato com o beach tennis. O esporte chegou ao Brasil em 2008 e, apesar de ser fácil e inclusivo, ainda é desconhecido por muitas pessoas — comentou o ex-jogador, que conquistou o título de campeão mundial por equipes em 2013.

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Durante a clínica, Guilherme orientou os participantes, interagiu com o público e compartilhou curiosidades sobre a história do esporte. A atividade culminou com uma competição que elegeu o Rei e a Rainha do Beach Tennis no Sesc Verão 2025. 

O morador de Campos dos Goytacazes, Maurício Carvalho, acompanhou o filho Hugo, de sete anos, que foi um dos participantes mirins.

— Temos casa em Santa Clara e estamos aproveitando bastante essa oportunidade oferecida pela prefeitura e pelo Sesc. Meu filho está adorando o primeiro contato com o beach tennis — observou. 

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Enquanto a clínica de beach tennis acontecia, o projeto Sesc Verão 2025 também ofereceu parque de brinquedos infláveis. Já a Secretaria Municipal de Esporte promoveu aulas de funcional e oficinas de outras modalidades para o público.

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Moradores e turistas participam de atividades esportivas em Gargaú

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Moradores e turistas participam de atividades esportivas em Gargaú

A programação esportiva itinerante do “Verão do Seu Jeito”, promovida pela Prefeitura de São Francisco de Itabapoana (SFI), aconteceu neste final de semana em Gargaú. Nos dias 8 e 9 de fevereiro, moradores da localidade aproveitaram as aulas de funcional e ginástica laboral oferecidas gratuitamente.

As atividades ocorreram em uma área especialmente preparada na Lagoa de Gargaú. Entre os participantes na manhã deste domingo (9), a moradora do Rio de Janeiro, Denise Nunes, ressaltou a importância de iniciativas como essa para a promoção da saúde e qualidade de vida.

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— Para mim, saúde é essencial. Por isso, a oferta de atividades gratuitas e de qualidade como esta é tão importante. Fico muito feliz em poder participar, pois sei que a comunidade onde meus pais moram merece — afirmou Denise.

O circuito itinerante continua no próximo final de semana em Manguinhos. Além disso, as arenas de Santa Clara seguirão com as ações aos sábados e domingos, sempre a partir das 8h.

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Ônibus pega fogo após acidente no México e deixa pelo menos 41 mortos

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Pelo menos 41 pessoas morreram na madrugada deste domingo, perto da cidade de Escárcega, no México, após um ônibus colidir com um caminhão e pegar fogo.

 

O ônibus, que transportava 48 pessoas, viajava entre Cancún e Tabasco.

Trinta e oito passageiros, além dos dois motoristas do ônibus, perderam a vida. O motorista do caminhão também não resistiu aos ferimentos, informaram as autoridades do estado de Tabasco, citadas pela Sky News.

Imagens do local mostram que o ônibus foi completamente consumido pelo fogo, restando apenas a estrutura metálica.

A empresa Tours Acosta, proprietária do ônibus, lamentou profundamente o “trágico acidente” e afirmou estar colaborando com as autoridades para investigar as causas.

“É com profundo pesar e consternação que nos unimos neste momento de luto para recordar as vidas que foram subitamente ceifadas no trágico acidente de ônibus de hoje. As nossas palavras são insuficientes para o vazio deixado pela perda de tantos entes queridos. Famílias inteiras, amigos e comunidades estão marcados pela dor de despedidas inesperadas, sonhos interrompidos e histórias inacabadas”, publicou a empresa em sua página no Facebook.

O governador de Tabasco, Javier May Rodriguez, declarou que o governo estadual está coordenado com as autoridades para “prestar a assistência necessária”. “O secretário de governo está acompanhando de perto a situação”, acrescentou.

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Homem ganha viagem mas fica doente e acaba com conta de R$ 273 mil

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O americano Mike Cameron, morador de Minnesota, embarcou em uma viagem de cruzeiro para o Caribe com sua namorada, Tamra Masterman, após vencer uma promoção. O passeio, planejado para fugir do frio intenso de sua região, foi interrompido quando ele contraiu influenza a bordo. O quadro se agravou, e Mike precisou de internação no serviço médico do navio da Norwegian Cruise Line por três dias. Ao receber alta, foi surpreendido com uma conta médica de US$ 47 mil (cerca de R$ 273 mil).

 

Mike afirmou que não estava preparado para uma despesa tão alta e que o seguro de viagem que adquiriu cobria apenas US$ 20 mil. “Comecei a pensar: vou perder a minha casa, vou perder os meus carros”, desabafou à Fox 9. Ele também tentou acionar seu seguro-saúde, mas a solicitação foi negada porque os custos ocorreram fora do território americano.

A Norwegian justificou os valores cobrados como “justos e razoáveis” em carta enviada ao passageiro, alegando que estavam alinhados ao mercado de viagens. Mike agora enfrenta dificuldades para quitar a dívida e declarou: “Não sei como vou pagar a eles. Vou ter que fazer isso, mas não sei como”.

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Jornalista Cecília Flesch surpreende ao revelar quanto ganhava na Globo

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A jornalista Cecília Flesch revelou em um podcast que recebia um salário bruto de R$ 8 mil na GloboNews, quando foi demitida em junho de 2023. “Isso porque eu recebi um aumento na maternidade”, disse. Ela também comentou sobre a remuneração no jornalismo: “O mercado de jornalismo não paga bem.” Flesch confirmou que apenas grandes nomes, como William Bonner e Renata Vasconcellos, recebem salários considerados altos na Globo, enquanto a maioria ganha valores medianos.

 

Cecília foi demitida após a repercussão de um comentário feito no podcast “É Noia Minha?”, no qual criticou a linha editorial da GloboNews. “Tá um saco, a GloboNews só tem política e economia, economia e política”, afirmou. Ela contou que apelidou a emissora de “Rivonews”, em referência ao tranquilizante Rivotril, por conta do conteúdo repetitivo e exaustivo.

Após a saída da emissora, Cecília recebeu uma proposta para atuar na internet, onde criou os programas “RivoNews” e “Rivo Talks” no YouTube. Além de explorar sua liberdade editorial, ela destacou a vantagem de não precisar mais madrugar para trabalhar.

A jornalista comandava o matinal “Em Ponto”, com três horas de transmissão ao vivo na GloboNews. Sua demissão reforçou debates sobre salários e condições de trabalho no jornalismo televisivo no Brasil.

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Decisões monocráticas no STF disparam em 15 anos, com picos sob Bolsonaro

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CÉZAR FEITOZA
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Para contornar a falta de espaço na pauta do plenário, os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) intensificaram a partir de 2009 a concessão de decisões monocráticas em ações de controle de constitucionalidade.

 

Levantamento feito pela Folha mostra que o número de liminares individuais em ADIs (ação direta de inconstitucionalidade) e ADPFs (arguição de descumprimento de preceito fundamental) foi de apenas 6 em 2007 e chegou a um pico de 92 em 2020. No ano passado, foram 71.

As liminares monocráticas nesse tipo de ação são alvo de discussão há anos no Judiciário brasileiro. O Congresso Nacional aproveitou uma brecha para tentar impor um revés ao Supremo, com o avanço de uma PEC (proposta de emenda à Constituição) que restringe o poder individual dos ministros do STF.
Os novos presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), deram recados ao Supremo em discursos no último sábado (1º). Eles não trataram especificamente das decisões monocráticas, mas o tema está em pauta no Congresso.

As leis sobre as ações de controle de constitucionalidade, chamadas de ADI e ADPF, foram aprovadas pelo Congresso em 1999. Elas surgiram como proposta de um grupo de juristas, cujo relator era o professor (e ainda não ministro) Gilmar Mendes.

A legislação define regras para a concessão de medidas cautelares nessas ações -uma espécie de análise provisória e urgente do processo. Pelo texto, as liminares das ADIs só podem ser decididas por maioria absoluta do Supremo (seis ministros) ou individualmente pelo presidente da corte durante o recesso do Judiciário.

Para as ADPFs, a lei define ainda que as liminares podem ser concedidas individualmente pelo relator “em caso de extrema urgência ou perigo de lesão grave ou, ainda, em período de recesso”.

No entanto, em 2009, com Gilmar já presidente do Supremo, integrantes do tribunal passaram a reclamar com frequência da dificuldade de levar seus processos ao plenário. Cada um, então, passou a dar suas liminares.

“É uma distorção, a meu ver. Enquanto eu tive a capa sobre os ombros e assento no Supremo, nos 31 anos em que lá estive, eu nunca atuei substituindo o colegiado. Isso é de um impropriedade marcante: aí vale tudo, é a ótica de cada qual”, disse à Folha o ministro aposentado Marco Aurélio Mello.

O ministro lembra as reclamações da sobrecarga do plenário. “Mas paga-se um preço -e é módico- de se viver em um Estado de Direito, ou seja, a observância irrestrita ao que está estabelecido”, disse.

Marco Aurélio deu 24 decisões monocráticas em ADIs e ADPFs de 2000 a 2021, quando deixou a corte.

O problema criado pela profusão de liminares monocráticas e a falta de espaço no plenário para referendo das decisões foi a permanência por longos períodos de decisões provisórias sem aval dos demais ministros.

O cenário criou distorções. Para o advogado e professor Lenio Streck, o caso mais emblemático foi a ADI dos Royalties. A ministra Cármen Lúcia suspendeu, em 2013, trecho de uma lei e acabou alterando as regras sobre quais estados deveriam receber os valores advindos da exploração de petróleo.

Até hoje, 12 anos depois, a liminar não foi julgada pelo plenário do Supremo.
Streck, porém, disse que o problema das decisões monocráticas foi solucionado quando o STF alterou seu regimento interno no fim de 2022 para prever que todas as medidas cautelares seriam levadas automaticamente para julgamento no plenário virtual.

Não haveria razão, na visão dele, para o Congresso intervir no tema. “Proibir [as decisões monocráticas], zerar o sistema é um problema porque, de algum modo, o Parlamento está entrando numa seara de jurisdição constitucional”, diz o advogado.

Ele afirmou que o Congresso é um dos principais alvos de ações diretas de inconstitucionalidade -mecanismo usado por partidos e associações para pedir a derrubada de leis.

“O Parlamento é o maior litigante de controle de constitucionalidade porque as minorias que perdem vão ao Supremo para tentar corrigir aquilo que o Congresso teria feito errado”, disse Streck.

Quatro ministros do Supremo ouvidos pela Folha, sob reserva, concordam que a mudança no regimento interno de 2022, construída pela hoje ministra aposentada Rosa Weber, resolveu o problema das liminares monocráticas de longa duração. Para eles, não há razão para se discutir novas alterações sobre o tema.

As liminares individuais no Supremo alcançaram os patamares mais altos em 2020 a 2021, mantendo as monocráticas em mais de 80 por ano. O período coincide com o governo Jair Bolsonaro (PL) e a pandemia da Covid-19.
Foi nesse período que o ministro Edson Fachin suspendeu portarias de Bolsonaro sobre armas. Alexandre de Moraes também derrubou uma medida provisória de Bolsonaro para restringir a Lei de Acesso à Informação durante a pandemia.

Moraes ainda determinou que o governo federal não podia se sobrepor aos governos estaduais e municipais na definição de medidas de restrição de circulação para conter a Covid-19.

Em 2024, os ministros do STF deram 71 liminares monocráticas em ADIs e ADPFs. O recordista é o ministro Flávio Dino, com 21 decisões individuais -das quais 15 foram referendadas pelo plenário e outras seis aguardam julgamento.
O número inclui decisões sobre as emendas parlamentares. Dino é o relator de três ações que questionam a falta de transparência dos recursos indicados pelos congressistas. Há casos em que uma mesma decisão abrange mais de um processo, por tratarem do mesmo assunto.

Interlocutores de Dino ressaltam que, em todos os processos, o ministro só decidiu após ouvir a PGR (Procuradoria-Geral da República) e as demais partes envolvidas.

Das 71 decisões monocráticas de 2024, 38 foram levadas ao plenário do Supremo para referendo. Os demais 33 casos ainda não foram julgados, seja por pedidos de vista (mais tempo para análise) ou destaques para tirar o processo do plenário virtual e levá-lo à discussão no plenário físico.
Uma das decisões monocráticas de 2024 já confirmadas pelo plenário foi a suspensão dos pagamentos das emendas parlamentares.

A decisão gerou uma reação no Congresso. O então residente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e aliados articularam a votação de duas PECs que limitavam os poderes do Supremo.

Uma delas tenta proibir decisões monocráticas de ministros do STF que suspendam a eficácia de leis ou de atos da Presidência da República e do Congresso Nacional. A outra PEC dá poder ao Legislativo de derrubar decisões do Supremo.

Leia Também: Bolsonaro defende revogar Lei da Ficha Limpa para disputar eleições de 2026

Equador escolhe presidente neste domingo em meio a onda de violência

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Em meio a uma onda de violência, de apagões e de dificuldades econômicas, cerca de 11 milhões de equatorianos devem escolher, neste domingo (9), o presidente do país e os 151 parlamentares da Assembleia Nacional para o período de 2025 a 2029.

 

O atual presidente, Daniel Noboa, enfrenta 15 candidatos, entre os quais, a mais bem posicionada nas pesquisas é Luisa González, da Revolução Cidadã, partido do ex-presidente Rafael Correa, que governou o país de 2007 a 2017. As pesquisas dão resultados divergentes:  algumas dão vitória para Daniel e outras mostram Luisa à frente no primeiro turno.

Em outubro de 2023, o direitista Noboa venceu González, de centro-esquerda, no segundo turno por 52% dos votos. Ele foi eleito para um mandato tampão de 15 meses depois que o então presidente Guilherme Lasso

dissolveu o Parlamento e convocou eleições antecipadas.

 

A socióloga equatoriana Irene León conversou com a Agência Brasil diretamente de Quito, capital do país. Ela explicou que o megaempresário Noboa, cuja família é dona da holding Nobis, que atua em diversos negócios, tendo se consolidado como maior exportador de bananas do país, é próximo aos governos dos Estados Unidos (EUA), da Argentina e de El Salvador.

“Ele é o herdeiro mais rico do país e é parte desse entorno econômico. Se ganhar as eleições, vai continuar colocando à disposição do mercado, do grande capital, tudo o que o país tem. O foco da sua proposta é uma economia associada à visão anarcocapitalista libertária que está em ascensão na América Latina”, afirmou Irene.

De outro lado, está o grupo político do ex-presidente Rafael Correa, que lançou novamente Luisa González para disputar a Presidência. Condenado há oito anos de prisão por corrupção, Correa está exilado na Bélgica. Ela diz que é vítima de perseguição política por vias judiciais, prática conhecida como lawfare.

Segundo a socióloga Irene León, o partido Revolução Cidadã ainda é a principal força política organizada do país. “Luisa González propõe medidas para a reativação da economia com o envolvimento do Estado, mas também de outros atores. Têm uma proposta de menos dependência da exportação do petróleo e também defende a auditoria da dívida externa”, acrescentou.

Para levar a eleição no primeiro turno no Equador, o candidato tem que ter mais de 50% dos votos ou mais de 40% e uma distância de 10% do segundo colocado. Todas as pesquisas têm indicado um segundo turno entre Daniel Noboa e Luisa González.

Criminalidade

Em cinco anos, os homicídios aumentaram 588%, tornando o Equador um dos países mais violentos da América Latina. De uma taxa de 7 assassinatos por 100 mil habitantes, em 2019, o pequeno país de 17 milhões de pessoas registrou, em 2024, 38 homicídios a cada 100 mil pessoas.

Segundo o antropólogo Salvador Schavelzon, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o eleitor equatoriano deve definir seu voto, em boa medida, avaliando como os candidatos se posicionam em relação ao aumento da violência.

“A questão da segurança tem substituído outras que tradicionalmente eram importantes e pautavam as eleições no Equador, como a questão indígena, o extrativismo, a ecologia. Estes foram temas importantes no processo constituinte de 2008. Agora, a eleição é sobre violência e segurança. Isso joga a favor do Daniel”, disse Schavelzon à Agência Brasil.

Conflito armado

Ao menos desde 2021, o Equador é sacudido por rebeliões, motins e guerras entre facções do crime organizado. Menos de três meses após Noboa assumir o governo, explosões, sequestros e até a invasão de um telejornal ao vivo por criminosos levaram o presidente a declarar o país em conflito armado interno, classificar os grupos criminosos como terroristas e ampliar os poderes dos militares na segurança pública.

As medidas resultaram no aumento das denúncias de torturas, execuções e prisões arbitrárias no país, vitimando principalmente a população mais pobre. Em janeiro deste ano, foram achados os corpos de quatro adolescentes que tinham sido presos por militares, em Guayaquil, fato que chocou a opinião pública equatoriana e levou à prisão de 16 agentes das Forças Armadas. 

Para o especialista em América Latina Salvador Schavelzonm a resposta de Noboa de “mão dura” contra o crime tem muito efeito midiático, mas não necessariamente gera soluções. “Muitas vezes tem presos, mas os cartéis continuam funcionando, os grandes nomes do tráfico também não são necessariamente presos, [atuando] inclusive em cumplicidade com militares e com o poder político. Ou seja, é uma violência contra os mais pobres, que acabam pagando o custo. As forças de segurança também não sabem como lidar e vira uma questão mais midiática, e a eleição expressa isso”, afirmou.

Já Irene León destacou que a política de segurança de Daniel Noboa não considera o setor exportador e a lavagem de dinheiro, onde estariam, segundo a socióloga, os núcleos que permitem ao crime organizado continuar operando no país. “Na guerra de Novoa, esses setores não têm sido tocados, mas quem está sendo agredido muito são os pobres e os afrodescendentes”, afirmou.

Em meio a uma onda de violência, de apagões e de dificuldades econômicas, cerca de 11 milhões de equatorianos devem escolher, neste domingo (9), o presidente do país e os 151 parlamentares da Assembleia Nacional para o período de 2025 a 2029.

O atual presidente, Daniel Noboa, enfrenta 15 candidatos, entre os quais, a mais bem posicionada nas pesquisas é Luisa González, da Revolução Cidadã, partido do ex-presidente Rafael Correa, que governou o país de 2007 a 2017. As pesquisas dão resultados divergentes:  algumas dão vitória para Daniel e outras mostram Luisa à frente no primeiro turno.

Em outubro de 2023, o direitista Noboa venceu González, de centro-esquerda, no segundo turno por 52% dos votos. Ele foi eleito para um mandato tampão de 15 meses depois que o então presidente Guilherme Lasso dissolveu o Parlamento e convocou eleições antecipadas.

A socióloga equatoriana Irene León conversou com a Agência Brasil diretamente de Quito, capital do país. Ela explicou que o megaempresário Noboa, cuja família é dona da holding Nobis, que atua em diversos negócios, tendo se consolidado como maior exportador de bananas do país, é próximo aos governos dos Estados Unidos (EUA), da Argentina e de El Salvador.

“Ele é o herdeiro mais rico do país e é parte desse entorno econômico. Se ganhar as eleições, vai continuar colocando à disposição do mercado, do grande capital, tudo o que o país tem. O foco da sua proposta é uma economia associada à visão anarcocapitalista libertária que está em ascensão na América Latina”, afirmou Irene.

De outro lado, está o grupo político do ex-presidente Rafael Correa, que lançou novamente Luisa González para disputar a Presidência. Condenado há oito anos de prisão por corrupção, Correa está exilado na Bélgica. Ela diz que é vítima de perseguição política por vias judiciais, prática conhecida como lawfare.

Segundo a socióloga Irene León, o partido Revolução Cidadã ainda é a principal força política organizada do país. “Luisa González propõe medidas para a reativação da economia com o envolvimento do Estado, mas também de outros atores. Têm uma proposta de menos dependência da exportação do petróleo e também defende a auditoria da dívida externa”, acrescentou.

Para levar a eleição no primeiro turno no Equador, o candidato tem que ter mais de 50% dos votos ou mais de 40% e uma distância de 10% do segundo colocado. Todas as pesquisas têm indicado um segundo turno entre Daniel Noboa e Luisa González.

Em cinco anos, os homicídios aumentaram 588%, tornando o Equador um dos países mais violentos da América Latina. De uma taxa de 7 assassinatos por 100 mil habitantes, em 2019, o pequeno país de 17 milhões de pessoas registrou, em 2024, 38 homicídios a cada 100 mil pessoas.

Segundo o antropólogo Salvador Schavelzon, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o eleitor equatoriano deve definir seu voto, em boa medida, avaliando como os candidatos se posicionam em relação ao aumento da violência.

“A questão da segurança tem substituído outras que tradicionalmente eram importantes e pautavam as eleições no Equador, como a questão indígena, o extrativismo, a ecologia. Estes foram temas importantes no processo constituinte de 2008. Agora, a eleição é sobre violência e segurança. Isso joga a favor do Daniel”, disse Schavelzon à Agência Brasil.

Ao menos desde 2021, o Equador é sacudido por rebeliões, motins e guerras entre facções do crime organizado. Menos de três meses após Noboa assumir o governo, explosões, sequestros e até a invasão de um telejornal ao vivo por criminosos levaram o presidente a declarar o país em conflito armado interno, classificar os grupos criminosos como terroristas e ampliar os poderes dos militares na segurança pública.

As medidas resultaram no aumento das denúncias de torturas, execuções e prisões arbitrárias no país, vitimando principalmente a população mais pobre. Em janeiro deste ano, foram achados os corpos de quatro adolescentes que tinham sido presos por militares, em Guayaquil, fato que chocou a opinião pública equatoriana e levou à prisão de 16 agentes das Forças Armadas. 

Para o especialista em América Latina Salvador Schavelzonm a resposta de Noboa de “mão dura” contra o crime tem muito efeito midiático, mas não necessariamente gera soluções. “Muitas vezes tem presos, mas os cartéis continuam funcionando, os grandes nomes do tráfico também não são necessariamente presos, [atuando] inclusive em cumplicidade com militares e com o poder político. Ou seja, é uma violência contra os mais pobres, que acabam pagando o custo. As forças de segurança também não sabem como lidar e vira uma questão mais midiática, e a eleição expressa isso”, afirmou.

Já Irene León destacou que a política de segurança de Daniel Noboa não considera o setor exportador e a lavagem de dinheiro, onde estariam, segundo a socióloga, os núcleos que permitem ao crime organizado continuar operando no país. “Na guerra de Novoa, esses setores não têm sido tocados, mas quem está sendo agredido muito são os pobres e os afrodescendentes”, afirmou.

Leia Também: Deportado dos EUA beija chão ao chegar ao Brasil

Mulheres vítimas de violência recebem acolhimento especial nas salas lilás do Rio

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LUANY GALDEANO
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Mulheres vítimas de violência estão ganhando atendimento especial nas salas lilás do Rio de Janeiro, locais em que são acolhidas por servidoras da área de saúde, recebem orientações jurídicas e podem ser encaminhadas a órgãos de assistência social.

 

A violência é entendida como um problema de saúde pública, segundo as integrantes do projeto. Para além dos efeitos da agressão na integridade física da mulher, é comum que elas sofram com transtornos psicológicos após serem vitimadas.

“A saúde não é só não ter doença, mas ter uma boa condição física, mental e financeira”, diz Denise Jardim, superintendente de promoção da saúde da secretaria.

“O cuidado precisa ser continuado porque as histórias dessas mulheres são complexas, que não começaram nem se encerraram com o ato da violência.”
No dia 2 deste mês, o Ministério da Saúde divulgou uma nota técnica para orientar gestores públicos a implantar e operacionalizar salas lilás em todo o país, como resultado da lei 14.847/24. A legislação prevê que vítimas de violência tenham direito a atendimento no SUS (Sistema Único de Saúde), em um ambiente que garanta privacidade.

No Rio de Janeiro, a iniciativa surgiu após determinação do Tribunal de Justiça do estado. O objetivo era tornar o IML (Instituto Médico Legal), onde a vítima ajuda a produzir provas contra o agressor, um ambiente menos hostil. Hoje, o projeto é tocado por uma parceria entre o tribunal, a Secretaria Municipal de Saúde e outros órgãos públicos.

A sala foi inaugurada em Campo Grande, zona oeste da capital fluminense, em 2018. Desde então, foram atendidas 7.000 mulheres e, só em 2024, foram cerca de 2.000 acolhimentos. Ao todo, há sete unidades no estado. A última foi instalada em 2023, em Teresópolis, na região serrana.

A iniciativa foi reconhecida na categoria de saúde da última edição do Prêmio Espírito Público, que homenageia projetos de destaque no setor. A premiação é realizada pelo Instituto República.org, dedicado à gestão de pessoas no serviço público, pela Fundação Lemann e pelo instituto humanize.

Para chegar à sala lilás, a vítima precisa primeiro fazer uma denúncia na delegacia. Depois de registrar um boletim de ocorrência, é encaminhada para o IML, onde é feito o exame de corpo delito. Em seguida, ainda no instituto, ela vai à sala lilás.

As salas contam apenas com servidoras, para que as vítimas se sintam mais confortáveis para falar sobre o que sofreram. Lá, há assistentes sociais e enfermeiras, que são mais aptas para fazer o acolhimento, de acordo com as integrantes do projeto.

As profissionais avaliam tanto a saúde física quanto mental da vítima, além de perguntar sobre quem é o agressor e onde a violência está ocorrendo, para analisar os riscos. O espaço atende também a crianças e idosos.

Todas as servidoras que atuam ali têm alguma experiência com o tema, seja por já terem atuado com mulheres que sofreram agressão ou por terem especialização nessa área.

Uma delas é a enfermeira Kelly Curitiba. Ela tem especialização em enfermagem forense, em políticas públicas e sociais para mulheres e impactos da violência na saúde.

Segundo Kelly, muitas vítimas chegam com transtornos psicológicos avançados, como síndrome do pânico e depressão. Em alguns casos, elas ficam mais introspectivas e sentem dificuldade para relatar a violência que sofreram. Cabe às profissionais estabelecer uma relação de confiança com essa mulher para ajudá-la a denunciar o agressor.

As servidoras também precisam ter um acompanhamento psicológico para que não se projetem nos casos, de acordo com a enfermeira.

“É muito difícil lidar com essas situações, mas é um serviço necessário”, diz Kelly. “Elas ficam agradecidas pela ajuda e pelas orientações, porque muitas vezes chegam ali sem o conhecimento jurídico. Saber que as mulheres saem dali com mais esperança do que quando entraram conforta a equipe.”

Para Márcia Vieira, que atuou na criação do projeto, há vítimas com dificuldade para reconhecer o risco de vida de sua situação, seja por dependência financeira ou emocional. Em muitos casos, elas se cuIpabilizam pelo que sofreram.

“Ainda é algo muito presente a ideia de fazer a denúncia para dar um susto ou porque encontrou uma traição, mas não porque corre riscos de vida ou de uma agressão maior”, diz. “É difícil trabalhar o ciclo da violência e hoje ainda não temos, a nível de segurança pública, uma garantia de proteção a essas mulheres.”

 

Santos busca retomada no Campeonato Paulista contra Novorizontino e Neymar pode ser titular

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O Santos enfrenta o Novorizontino neste domingo, às 16h, em Novo Horizonte, pelo Campeonato Paulista, apostando no fator de desequilíbrio que Neymar pode criar mesmo atuando apenas em parte do jogo. O treino deste sábado, no entanto, aumentou as chances de ele ser titular. Ao participar com desenvoltura da atividade, o camisa 10 está cotado para atuar desde o início. Após o inesperado empate diante do Botafogo no meio de semana, a reabilitação se tornou prioridade para o time da Vila Belmiro na competição.

Em meio à essa dúvida sobre o aproveitamento do craque, a comissão técnica utilizou o curto espaço de tempo que teve entre a última partida e a rodada do fim de semana, para conseguir ajustar a equipe visando o confronto com o Novorizontino.

A principal novidade deve mesmo acontecer no setor defensivo. Com a suspensão de Gonzalo Escobar e a lesão de Souza, que seria o substituto natural, Vinícius Lira, joia da base, de 17 anos, deve aparecer na lateral-esquerda. Luan Peres, que apresentou uma tendinopatia na coxa direita, é outro desfalque. Em seu lugar João asso e Gil são as opções. Já Zé Ivaldo, que cumpriu suspensão contra o Botafogo, retorna ao miolo de zaga. Ainda em recuperação de um procedimento oftalmológico, Pedro Caixinha não viajou para Novo Horizonte. Desse modo, o auxiliar Pedro Malta vai estar à beira do campo.

Ciente de que vai ter pela frente uma forte pressão por jogar na casa do adversário, o Santos aposta em um meio-campo forte na marcação para conseguir controlar o ímpeto dos anfitriões. A tendência é que Tomás Rincón e Diego Pituca fiquem responsáveis por proteger a defesa, restando a Soteldo, a missão de criar as jogadas para o trio de atacantes. No setor ofensivo, Gabriel Bontempo terá também a função de armador, com Tiquinho Soares e Guilherme mais adiantados.

Com oito pontos em sete rodadas, a equipe da Vila Belmiro trabalha para melhorar a sua campanha. Com apenas duas vitórias até aqui, o time santista ostenta 38% de aproveitamento. No treino deste sábado, Malta comandou uma atividade tática e deu atenção especial às jogadas de bola parada.

Pelo lado do Novorizontino, o clube tenta quebrar um tabu na atual competição, já que ainda não venceu jogando em casa. Em três duelos, a equipe perdeu para a Ponte Preta e acumulou dois empates diante da Inter de Limeira e do Velo Clube. Na classificação, a equipe do interior tem dez pontos no Grupo C.

Para o embate com o Santos, todos os 11 mil e oitocentos ingressos foram vendidos, de acordo com a assessoria do clube. Satisfeito com o apoio da torcida, o técnico Eduardo Baptista aposta na sequência para tentar a primeira vitória em casa.

“É trabalhar, ir ajustando a equipe e ver o que a gente pode melhorar. O time vem de boas performances e temos que continuar nesse ritmo”, afirmou o técnico do Novorizontino que deve mais uma vez manter a base dos últimos jogos.

FICHA TÉCNICA:

NOVORIZONTINO X SANTOS

NOVORIZONTINO – Jordi; Dantas, César Martins e Patrick; Rodrigo Soares, Luís Oyama, Fábio Matheus, Marlon e Waguinho; Pablo Dyego e Robson. Técnico: Eduardo Baptista.

SANTOS – Brazão; Léo Godoy, Zé Ivaldo, João Basso (Gil) e Vinícius Lira; Tomás Rincón, Diego Pituca e Soteldo; Gabriel Bontempo (Neymar), Tiquinho Soares e Guilherme. Técnico: Pedro Malta (interino).

ÁRBITRO – Flávio Rodrigues de Souza.

HORÁRIO – 16h.

LOCAL – Estádio Jorge Ismael de Biase, em Novo Horizonte (SP).

Jimmy Butler brilha na estreia e lidera virada épica dos Warriors sobre o Chicago Bulls

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Ausente das quadras desde 2 de janeiro, antes de ser suspenso três vezes pelo Miami Heat, sua ex-equipe, Jimmy Butler mostrou que sentiu falta da bola laranja. Logo em sua primeira jogada pelo novo time, o Golden State Warriors, ele aproveitou uma ponte aérea e enterrou com estilo, arrancando suspiros no United Center, onde ajudou a equipe da Califórnia a atropelar o anfitrião Chicago Bulls por 132 a 111 na noite deste sábado.

Butler anotou 25 pontos e deu quatro assistências em sua estreia de gala pelos Warriors, exatamente um ano após a morte do pai, homenageado nas costas da camisa: Butler III. Definitivamente, o seis vezes All-Star recuperou a alegria de jogar basquete contra o clube que defendeu em suas seis primeiras temporadas na NBA.

“Eu sabia que estava indo para algum lugar, não importava se eles estavam me enviando para o Flamengo”, disse Butler, referindo-se ao clube brasileiro no qual pretende ingressar após deixar a NBA. “Mas estou feliz que seja aqui. Sou grato por poder jogar basquete em uma organização de ponta como esta.”

Mesmo sem ter treinado com a equipe, Butler mostrou sintonia com os novos companheiros. “O jogo é muito, muito simples aqui, e eles tornam isso muito fácil para mim”, comentou, exaltando a parceria com Curry, que promete render aos Warriors. “Dizem que os opostos se atraem de muitas maneiras na vida. Não acho que eu poderia ser um complemento melhor para ele e vice-versa. Eu fico com o trabalho fácil, estou jogando um contra um ou com muito espaço.”

A estreia de Butler marca um recomeço para o jogador e também para a franquia, que oscila na temporada na qual busca o quinto título da NBA com o técnico Steve Kerr e os experientes astros Stephen Curry e Draymond Green. Curry, aliás, marcou 34 pontos, incluindo oito cestas de três pontos, e contribuiu para que sua equipe revertesse uma desvantagem de 24 pontos – perdia por 83 a 59 – e arrasasse os Bulls por 21 pontos de diferença.

Coby White liderou o Chicago com 27 pontos e fez seis cestas de três pontos. Jalen Smith acrescentou 15 pontos, enquanto o novato Matas Buzelis marcou 16, mas o trio não conseguiu impedir a 11ª derrota em 14 jogos.

INÍCIO PROMISSOR

Quem também brilhou na estreia na nova equipe foi Anthony Davis, que comandou a vitória do Dallas Mavericks por 116 a 105 sobre o Houston Rockets, antes de deixar a quadra por lesão no final do terceiro quarto.

O ex-companheiro de LeBron James no Los Angeles Lakers, trocado pelo esloveno Luka Doncic, mostrou seu cartão de visitas diante da torcida, no Texas, anotando um “double-double” com 26 pontos, 16 rebotes, sete assistências e três bloqueios. Max Christie, que acompanhou Davis também vindo dos Lakers, acrescentou 23 pontos para os Mavericks.

Após a partida, Davis disse que sentiu tensão na virilha e no quadríceps, e parte do motivo para não retornar para a última parcial foi que ele ainda estava se recuperando da distensão abdominal, que o havia afastado das quadras desde 28 de janeiro. Segundo o atleta, a lesão não é séria.

Alperen Sengun marcou 30 pontos e Jalen Green, 24, mas o Houston sofreu a sexta derrota consecutiva na NBA. A equipe acertou apenas 40,9% dos arremessos no terceiro quarto, mas se recuperou e chegou a encostar em 104 a 100 a 2min43 do final, antes de Kyrie Irving e Christie ampliarem novamente a vantagem do Dallas.

Confira os resultados da noite deste sábado:

Dallas Mavericks 116 x 105 Houston Rockets

Los Angeles Lakers 124 x 117 Indiana Pacers

Washington Wizards 111 x 125 Atlanta Hawks

Orlando Magic 112 x 111 San Antonio Spurs

Chicago Bulls 111 x 132 Golden State Warriors

Memphis Grizzlies 112 x 125 Oklahoma City Thunder

Minnesota Timberwolves 114 x 98 Portland Trail Blazers

New York Knicks 104 x 131 Boston Celtics

Phoenix Suns 105 x 122 Denver Nuggets

Sacramento Kings 123 x 118 New Orleans Pelicans

Los Angeles Clippers 130 x 110 Utah Jazz

Acompanhe os jogos deste domingo:

Detroit Pistons x Charlotte Hornets

Milwaukee Bucks x Philadelphia 76ers

Houston Rockets x Toronto Raptors

Roger Machado detona regulamento do Gaúcho após expulsão indireta no clássico: ‘Um absurdo’

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O técnico Roger Machado ficou satisfeito com a atuação do Internacional no empate por 1 a 1 diante do Grêmio, neste sábado, mas as discussões táticas ficaram em segundo plano na coletiva de imprensa na Arena do Grêmio. O comandante da equipe colorada demonstrou profunda irritação e não poupou críticas em relação à arbitragem e ao regulamento do Campeonato Gaúcho.

Ainda aos 30 minutos do primeiro tempo, seu auxiliar Roberto Ribas foi expulso por reclamação após chamar a atenção do árbitro Rafael Klein pela dura entrada do gremista João Pedro no atacante Wesley. De acordo com o regulamento da Federação Gaúcha de Futebol, o treinador, como responsável pela comissão técnica, também precisa deixar o banco de reservas. Após relutar, Roger aceitou sair, sob protestos, e o jogo teve sequência.

“É uma regra que a gente aceita, mas eu não concordo, ela é absurda. Demonstra a falência da capacidade da arbitragem de controlar o jogo com os meios possíveis”, reclamou Roger Machado depois da partida. “O árbitro tem o quarto. Tira esse e, se o árbitro sentir algo, colocamos o chefe para apitar. É difícil concordar, mostra a falência do sistema”, acrescentou.

Com a expulsão do auxiliar e, por tabela, do técnico, Adaílton Bolzan, auxiliar da comissão técnica permanente do Internacional assumiu a equipe no banco. “Se eu não tenho dois auxiliares, o meu auxiliar sai e eu sou expulso, quem vai comandar meu time? O médico? O massagista? É um absurdo”, ironizou o comandante.

Mesmo inconformado por ter de deixar a área técnica ainda no primeiro tempo, Roger Machado elogiou o desempenho de sua equipe e o volume de jogo que os atletas apresentaram em campo, criando dificuldades ao rival tricolor, mas lamentou a atuação da arbitragem, que considerou tendenciosa.

“Minha expulsão não mexeu nos atletas dentro de campo, mas, para mim, a escolha do critério que arbitragem adotou dentro de campo deixou o clássico tenso. Nitidamente o árbitro escolheu fazer as vezes da casa”, comentou Roger. “Se a gente pegar os melhores momentos da partida, traduz o que aconteceu dentro do campo. Conseguimos, fora de casa, neutralizar as virtudes do adversário, matando as principais ações ofensivas. Finalizamos muito. Tivemos o controle da partida técnico e tático.”

Cinco reféns tailandeses libertados pelo Hamas voltam a casa

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Os trabalhadores agrícolas foram libertados no dia 30 de janeiro, como parte da primeira fase do cessar-fogo entre Israel e o Hamas, um acordo que tem como objetivo final encerrar a guerra desencadeada em 7 de outubro de 2023, após o ataque do Hamas em território israelense.

 

Watchara Sriaoun, Pongsak Tanna, Sathan Suwannakham, Surasak Lamnau e Bannawat Saethao aterrissaram no Aeroporto Suvarnabhumi, em Bangcoc, às 07h30 no horário local (00h30 em Lisboa), de acordo com a agência de notícias France-Presse (AFP).

O grupo foi recebido por familiares e pelo ministro das Relações Exteriores da Tailândia, Maris Sangiampongsa, segundo a agência de notícias Efe.

Em entrevista à imprensa, Sangiampongsa afirmou que os cinco estão em boas condições físicas, embora ainda estejam sendo avaliados.

“A saúde mental é a próxima questão importante”, destacou o ministro, agradecendo aos países que contribuíram para o cessar-fogo em Gaza.

Somboon Saethao, pai de Bannawat Saethao, disse estar “muito feliz” por reencontrar o filho e pretende realizar uma cerimônia tradicional tailandesa para ele. “Acho que não quero que ele volte a ficar longe de casa”, acrescentou.

Em 7 de outubro de 2023, o Hamas sequestrou 31 tailandeses, dos quais 23 foram libertados antes do final daquele ano, e dois foram declarados mortos em maio de 2024.

Acredita-se que um último refém tailandês ainda esteja vivo em Gaza.

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Deportado dos EUA beija chão ao chegar ao Brasil

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Um brasileiro deportado dos Estados Unidos beijou o chão do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte assim que desembarcou no Brasil, na sexta-feira, em um momento que rapidamente viralizou.

 

Segundo a imprensa brasileira, o homem, identificado como César Diego Justino, corretor de imóveis, explicou que o gesto foi um símbolo de alívio e gratidão.

Natural do estado de Goiás, ele chegou aos Estados Unidos em outubro do ano passado com o objetivo de trabalhar, mas foi detido pouco tempo depois.

“Lá está muito difícil. Eu não aconselho ninguém a fazer isso. Está muito sofrido. Fiquei quatro meses detido e não aconselho ninguém a passar por isso. Estão deportando todo mundo”, afirmou.

O homem também lamentou as condições do voo entre Alexandria, no estado da Louisiana, e Fortaleza, no Ceará.

“Todos algemados, mais de 24 horas algemados, cara, muito sofrimento. Sem comida, sem água. Muita tristeza”, relatou. “Eu não saio mais do Brasil. Nós somos ricos e não sabemos, de verdade. Nossa riqueza está aqui no Brasil”, concluiu.

Vale lembrar que esse foi o segundo voo com brasileiros deportados dos Estados Unidos desde que Donald Trump assumiu a presidência em janeiro.
 

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