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Golpe de Bolsonaro teria mais resistência e vítimas que o de 1964, avaliam especialistas

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GUSTAVO ZEITEL
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Nos momentos que antecederam a decisão de tornar réu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), acusado de golpe de Estado, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino protagonizou uma daquelas cenas momentosas, comuns em julgamentos televisionados em rede nacional. Em seu voto, comparou as tramas antidemocráticas que culminaram no ataque aos três Poderes à ditadura militar, deflagrada há 61 anos. “Dizem que, em 1º de abril de 1964, não morreu ninguém. Golpe de Estado mata, não importa se é no dia ou anos depois”, disse o ministro.

 

A comparação de Dino deu espaço para o antigo mito de que o golpe fora dado, seis décadas atrás, sem o uso de violência, e suscita agora um questionamento sobre como seria o dia 16 de dezembro de 2022, a data seguinte à Operação Punhal Verde Amarelo, que, segundo as investigações da Polícia Federal (PF), planejou assassinar o presidente Lula (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro do STF Alexandre de Moraes. Se o plano fosse consumado, um golpe para impedir o terceiro mandato do petista desencadearia um cenário ainda mais grave do que o de 1964, com mais mortes, sublevações populares, crise econômica e descrédito internacional, avaliam acadêmicos.

“Haveria confronto direto com a sociedade e mais mortes”, afirma João Roberto Martins Filho, professor da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) e autor do livro “Os Militares e A Crise Brasileira”.

“Os golpistas enfrentariam à bala a escolta dessas autoridades e os opositores nas ruas.” A resistência em 2022, afirma o sociólogo, seria maior, inclusive porque os movimentos sociais articulam as suas ações pela internet. Martins Filho acredita, de todo modo, que seria difícil implantar um governo autoritário depois da operação, porque as conjunturas de 1964 e de 2022 eram bem diferentes.

Há três anos, ele ressalta, a maioria do alto comando do Exército não apoiava uma aventura golpista, tampouco os Estados Unidos incentivaram uma ditadura, tal como fizeram na Guerra Fria, quando disputavam territórios de influência com a União Soviética.

Segundo Martins Filho, a eficiência dos militares é outra diferença entre as épocas. Os oficiais de 1964, diz ele, estavam acostumados a intervenções políticas e sabiam que a divisão das Forças Armadas poderia minar o movimento.

Instituições
De acordo com a PF, a Operação Punhal Verde e Amarelo foi elaborada logo depois das eleições de 2022 pelo general Mario Fernandes, que era o número dois da Secretaria-Geral da Presidência.

As investigações mostram que ele imprimiu o plano no Palácio do Planalto enquanto Bolsonaro estava no local. A operação seria executada por integrantes das Forças Especiais do Exército, mais conhecidos como “kids pretos”.

De acordo com a PF, três dias antes da data marcada para os assassinatos, o então ministro da Defesa, general Braga Netto, recebeu um grupo de militares em seu apartamento para discutir o plano, que estipulava o uso de armas e o envenenamento das autoridades.

Os investigadores afirmam que Braga Netto captou recursos para a operação, que chegou a ser deflagrada. Mas, naquela data, a sessão plenária do STF terminou mais cedo, e os oficiais acabaram abortando a missão. O ex-ministro da Defesa, hoje preso, nega envolvimento com a operação.

Caso tivesse êxito, o plano previa a instituição de um gabinete de crise, comandado por Braga Netto e pelo general Augusto Heleno, então ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.

Professor de ciências políticas da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), Leonardo Avritzer afirma que, por lógica, o dia seguinte a essa operação teria como alvo os Poderes Legislativo e Judiciário. “O STF não existiria mais como nós conhecemos hoje”, diz.

O objetivo seria mudar a composição do STF e do Congresso. Nesse aspecto, Avritzer afirma que o novo regime tomaria medidas similares ao Ato Institucional número 1 (AI-1), promulgado em 9 de abril de 1964, que determinou a cassação de oposicionistas, inclusive do deputado Rubens Paiva, cuja história foi contada no filme “Ainda Estou Aqui”, vencedor do Oscar.

A Operação Punhal Verde e Amarelo foi apenas uma das três tramas antidemocráticas gestadas durante o governo Bolsonaro, afirma o relatório da Polícia Federal.

Nesse período, foram planejadas ainda as operações Luneta, Pacificação Nacional e a 142, que se alicerçava numa leitura enviesada do artigo 142 da Constituição. Em tempos recentes, o artigo tem sido evocado para justificar uma intervenção militar, tese que já foi afastada pelo Congresso e pelo Judiciário.

As consequências de um golpe, em 2022, seriam sentidas em termos geopolíticos e econômicos.

“O Brasil seria suspenso do Mercosul, ficaria isolado dos Estados Unidos, que era comandado pelo [democrata] Joe Biden à época, perderia investidores e sofreria sanções”, enumera Carlos Poggio, especialista em política internacional e doutor pela USP.

Seis décadas atrás, os Estados Unidos deram ao Brasil um empréstimo, à época polpudo, de US$ 500 milhões -o equivalente a R$ 2,5 bilhões-, assim que os militares tomaram o poder.

Poggio avalia que a resistência ao golpe seria maior, com a mobilização dos movimentos populares pela internet, e destaca a diferença de perfil entre os militares de 1964 e de 2022. “Não dá para comparar Castello Branco [primeiro presidente da ditadura] com Braga Netto”, diz.

De todo modo, a possibilidade de mais mortes, em 2022, não significa que, em 1964, não houve resistência.

A declaração de Dino ecoou a versão dos militares, segundo a qual a ruptura democrática, na década de 1960, deu-se sem violência ou protestos.

Na madrugada de 31 de março, o general Olympio Mourão Filho ainda vestia pijamas quando acionou o levante das tropas de Minas Gerais, logo apoiadas pelo Exército de São Paulo. Os militares só tomariam na tarde do dia seguinte o Quartel-General da Artilharia, vizinho ao Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro. Naquela altura, o então presidente João Goulart já deixara o Rio de Janeiro, em fuga.

Pesquisador da ditadura militar, o professor de história da UFMG Rodrigo Patto diz que o dia 1º de abril de 1964 foi marcado por tensão. “A violência já era marcante desde o primeiro dia”, afirma ele, lembrando a existência de protestos nas principais cidades do país.

Com o golpe, pessoas fugiram, e muitas famílias correram para fazer estoque de mantimentos. Nessas manifestações, a ditadura assassinou os estudantes Jonas Albuquerque e Ivan Aguiar, em Pernambuco, Ari Cunha e Labibe Abudch, no Rio de Janeiro.

Em Minas Gerais, foram mortos Otávio Soares Ferreira da Cunha e seu filho, Augusto. O historiador relata ainda que houve prisões de opositores desde o dia 30 de março daquele ano.

Ao analisar a conjuntura de 2022, Patto vê muitas diferenças em relação a 1964, entre as quais a falta de apoio de setores do empresariado à ruptura democrática, embora a sociedade também estivesse dividida politicamente. “Escapamos por pouco. A possibilidade de golpe no Brasil foi grande, mas seria difícil para o novo regime se estabilizar no poder.”

Militares no front na Ucrânia são céticos sobre negociações de paz com a Rússia

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PATRÍCIA CAMPOS MELLO
ARREDORES DE KHARVI, TORETSK E POKROVSK, UCRÂNIA (FOLHAPRESS) – Enquanto o presidente americano, Donald Trump, e o líder russo, Vladimir Putin, negociam um cessar-fogo parcial para a Guerra da Ucrânia, tendo Kiev como coadjuvante, os militares ucranianos não veem nada de novo no front.

 

Maksim Altair Holubok, chefe do Estado-Maior da 13ª Brigada, a Khartia, mostra-se cético sobre as perspectivas de um acordo de paz. “Não muda absolutamente nada no terreno. E é quase impossível. Imagine se fosse no seu país, um vizinho vem e diz: ‘Você precisa me dar quatro dos seus estados e abrir mão de todas as suas armas.’

Como você reagiria?”, diz Holubok à Folha. “Qualquer cessar-fogo parcial é uma oportunidade para o inimigo descansar, se rearmar e voltar mais forte.”

A Brigada Khartia, que atua no norte da região de Kharkiv, perto da fronteira russa, enviou aos soldados um vídeo de um oficial, recomendando que não perdessem o foco devido às negociações entre ucranianos e russos. “Há muitas notícias negativas”, afirma o militar no vídeo. “Não usem muito as redes sociais, vocês devem focar suas tarefas específicas; outro jeito de não se distrair é exercício físico.”

“Gostaria de estar otimista [com as negociações de paz]. Mas a realidade está aí. Os [drones] FPVs e os KABs [bombas guiadas russas, de 300 quilos] estão voando”, declara o paramédico Andrii, da 68ª Brigada, cuja área de atuação é Pokrovsk, no leste do país.

Trump determinou suspensão de compartilhamento de inteligência e envio de recursos para a área militar após o bate-boca com Zelenski no Salão Oval da Casa Branca, no fim de fevereiro. A ajuda foi restabelecida após o presidente ucraniano aceitar um cessar-fogo parcial proposto pelo republicano -a Rússia fez uma série de exigências para aderir, e a situação ainda é incerta.

Os militares ucranianos não admitem, em público, quão difícil seria lutar sem a ajuda militar americana, caso os EUA voltassem a cortá-la. Mas a maior parte da defesa antiaérea, por exemplo, é fornecida pelos EUA, o que impede mísseis e drones russos de matarem dezenas de civis por dia em Kiev e em outras cidades maiores.

O Starlink, satélite de baixa órbita, é instrumento essencial. Há algumas alternativas, mas não funcionam tão bem no campo de batalha, afirmam os militares. No início de março, o bilionário Elon Musk, dono da rede de satélites, afirmou no X, sua plataforma, que o Starlink era “a espinha dorsal do Exército ucraniano” e que “toda a frente de batalha dos ucranianos entraria em colapso se ele desligasse [os aparelhos]”.

O arsenal de drones da Ucrânia, que compensa, em parte, a inferioridade em tropas e forças aéreas, depende pesadamente do Starlink para localizar e vigiar alvos, reagir a ataques e fazer a logística.

A francesa Eutelsat está em negociações com a União Europeia para fornecer acesso adicional à Ucrânia. A empresa controla a única outra operação de satélites de órbita terrestre baixa de cobertura global, além da Starlink -com a diferença de que esta tem mais de 7.000 aparelhos, e os franceses cerca de 630.

Para Andrii Zahorodniuk, ex-ministro da Defesa da Ucrânia, haverá impactos de um corte de ajuda militar americana, mas as forças ucranianas sobreviverão com ajuda europeia. “Há uma série de capacidades que são exclusivas dos Estados Unidos. Se cortarem completamente, será muito difícil. A Europa substituirá a maior parte disso, mas não tudo”, diz.

Segundo ele, não é possível substituir toda a inteligência, então haveria problemas com alguns dos sistemas de defesa. Também haveria questões com a artilharia, porque grande parte vem dos Estados Unidos, e não é possível substituir munições. “Mas continuar a lutar é uma situação melhor do que simplesmente assinar um acordo nos termos russos.”

Para os soldados de infantaria, a primeira linha de defesa contra o avanço da Rússia, a situação continua crítica. Ficam em buracos cavados por eles mesmos, chamados informalmente de tocas de raposa, que praticamente substituíram as trincheiras tradicionais. A função desses combatentes é não deixar os russos tomarem mais terra.

Cada soldado deveria ficar, no máximo, cinco dias no buraco, tão apertado que mal se consegue sentar-se ereto. “Mas não temos gente suficiente, e está muito difícil fazer rotação, por causa dos drones. Tem gente ficando até um mês”, conta Milka, comandante de um esquadrão de infantaria da 68ª Brigada, de Pokrovsk. Ele comanda 30 homens nesses esconderijos.

Milka recebeu a reportagem em uma casa a poucos quilômetros das posições da infantaria. A construção estava parcialmente destruída -havia sido atingida por estilhaços de uma bomba planadora três dias antes. Ele conta que estava dormindo e acordou com a explosão.

“Em 2023, havia dois, três drones no front, durante algumas horas. Dava para sair da posição, andar, cavar”, diz Milka. “Agora, na maioria das posições, nem dá para sair do buraco para fazer as necessidades. Os soldados precisam deixar a vergonha de lado e fazer em um saco plástico, na frente dos companheiros, em um espaço minúsculo.”

Dentro dos esconderijos, conta Milka, há ratos enormes, então os soldados precisam manter a comida totalmente vedada, para os animais não comerem.
Durante a noite, os drones Vampire fazem as entregas nas tocas de raposa: água, salsicha, carne enlatada, pão, energético, cigarros, vapes, barras de proteína, lenços de papel, meias, cuecas e munição. “Pode faltar comida, mas não pode faltar cigarro e água”, diz Milka.

Os militares se comunicam por walkie-talkie. Levam power bank para recarregar o aparelho, um saco de dormir e, às vezes colchonetes de ioga. Não levam celular.

Nos esconderijos, mantêm armamentos como metralhadoras e lançadores de granadas. Segundo Milka, os russos atacam com bombas de fósforo branco, morteiros de 120 mm, lançadores de foguetes e drones.

Ele acha que seria importante haver um cessar-fogo, mesmo parcial, mas não está otimista. “Minha filosofia é: se eu vejo um borsch [sopa típica ucraniana, à base de beterraba] na minha frente, eu como. Mas, se alguém me diz que vai ter borsch, eu duvido.”

A repórter viajou à Ucrânia a convite da ONG Public Interest Journalism Lab.

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Celebridades que fizeram sucesso sem usarem o sobrenome dos pais famosos!

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Podemos falar com tranquilidade que um sobrenome famoso pode te ajudar a chegar onde você quer. Você não tem automaticamente um passe livre para o sucesso, mas certamente ajuda se seu sobrenome é conhecido no mundo do showbiz. Muitas estrelas nascidas de famílias famosas, no entanto, rejeitaram a antiga tradição do nepotismo. Na verdade, todas as celebridades desta galeria mostraram que poderiam se tornar bem sucedidas sem o peso do sobrenome de seus famosos pais por trás deles.

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Os corpos desses famosos nunca foram encontrados

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Sabemos que as pessoas desaparecem e morrem todos os dias, mas por alguma razão é mais chocante quando acontece com alguém famoso. É como se ser uma celebridade lhes desse alguma proteção extra contra acidentes e infortúnios. Na realidade, eles são tão vulneráveis quanto o resto de nós, às vezes ainda mais devido às suas ambições perigosas.

Ao longo da história, alguns dos maiores governantes, aventureiros e artistas encontraram fins misteriosos. Há inúmeras figuras históricas cujos corpos nunca foram localizados, por isso seu lugar de descanso final ainda é desconhecido. Clique nesta galeria para conhecer alguns dos casos mais fascinantes.

Morre o ator Richard Chamberlain aos 90 anos

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Richard Chamberlain, estrela da série Pássaros Feridos (1983), morreu neste sábado, no Havaí, aos 90 anos.

 

O artista, considerado um galã nos anos 1960 e também famoso pelas séries Dr. Kildare e Shogun, sofreu complicações devido a um acidente vascular cerebral (AVC), de acordo com o que seu agente informou à imprensa.

Chamberlain ficou conhecido como o “rei das minisséries televisivas” e chegou a ganhar Globos de Ouro por seu trabalho em Shogun, Pássaros Feridos e Dr. Kildare.

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Filipe Luís lamenta queda de Dorival e despista sobre seleção: ‘Tenho contrato com o Flamengo’

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Mal iniciou a carreira de treinador, Filipe Luís já chama a atenção com seu trabalho à frente do Flamengo e tem seu nome cotado para assumir o comando da seleção brasileira, apesar da preferência da CBF por técnicos estrangeiros como o italiano Carlo Ancelotti e o português Jorge Jesus.

Após o empate por 1 a 1 entre Flamengo e Internacional, na noite de sábado, no Maracanã, o comandante rubro-negro tentou se esquivar ao ser questionado sobre o sucessor de Dorival Júnior, demitido após a goleada sofrida para a Argentina, pelas Eliminatórias, e, assim como Ancelotti, afirmou estar concentrado no clube com o qual tem contrato.

“Minha semana foi o Inter. Totalmente estudando, analisando, treinando… Vocês me conhecem, tenho contrato com o Flamengo. A única coisa que penso é na Libertadores, no (Deportivo) Táchira”, disse Filipe Luís, em coletiva de imprensa, referindo-se ao adversário da estreia na competição continental.

O técnico rubro-negro também lamentou a demissão de Dorival Júnior, de quem é próximo, pela CBF. “Assisti ao jogo da seleção, fiquei muito triste pelo Dorival, que é um grande amigo, tenho um respeito muito grande por ele, me ajudou muito. Desejo sucesso e que em breve estejamos nos enfrentando novamente no campo”, comentou.

Em relação ao empate de sua equipe, uma das fortes candidatas ao título nacional, Filipe Luís lamentou falta de pontaria no setor ofensivo e disse que terá de trabalhar para que o time crie chances e as convertam. Mesmo atuando com quatro atacantes, os anfitriões cansaram de perder gols e contaram com um desvio do zagueiro Léo Pereira para evitar a derrota para o Internacional.

“Obviamente, os atacantes vivem de gols e durante a temporada passam por altos e baixos, precisa estar frio na frente do goleiro. Esses atacantes precisam desses gols. Vão ter dias que a bola não vai entrar, como foi hoje. Haverá dias que eles vão converter até as (bolas) mais difíceis e haverá dias que as fáceis não vão entrar. Isso é do futebol”, afirmou o comandante, que aguarda o retorno de Pedro no próximo mês.

“Contamos com o Pedro em abril. Se nada acontecer fora do previsto, porque ele está na fase final da recuperação dele, esperamos ter o Pedro em campo ainda em abril”, afirmou o comandante. O camisa 9 não joga há mais de seis meses, desde que rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo.

O Flamengo volta a campo na quinta-feira, às 21h30 (horário de Brasília), diante do Deportivo Táchira, em San Cristóbal, na Venezuela, pela primeira rodada do Grupo C da Copa Libertadores.

Tiago Abravanel diz que é comparado ao cantor Teddy Swims, que se apresenta no Lolla

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ANAHI MARTINHO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Acompanhado do marido, Fernando Poli, Tiago Abravanel chegou entusiasmado à área vip do Lollapalooza neste sábado (29). Usando uma bolsa de couro em formato de ursinho, com detalhes que remetem ao BDSM (Bondage, Disciplina, Sadismo, Masoquismo), ele brincou: “É um ursinho carregando outro.”

 

E por falar em urso, Tiago estava ansioso para assistir ao show de Teddy Swims, cantor americano ao qual é comparado.

“Tô louco para ver o Teddy, um cara que eu não conhecia e que as pessoas começaram a me mandar vídeos falar que o timbre e o estilo dele parecem muito comigo. Fiquei apaixonado, a voz dele é inexplicável. Se um dia eu chegar àquela voz estarei feliz pra caramba”, diz Tiago.

Outro show imperdível da noite para ele é o de Alanis Morissette. “Alanis, sempre”, se derrete.

Ao F5, Tiago também contou sobre as novidades profissionais que vêm pela frente. Cheio de mistérios, ele revela quase nada sobre um novo programa que vai apresentar no streaming.

“Será uma revista documental sobre um universo que eu amo”, se limita a dizer. O programa, idealizado por ele, começa a ser gravado no próximo semestre e vai ao ar só em 2026.

Além do novo projeto televisivo, ele prepara para o próximo semestre o novo repertório de seu Baile do Abrava.

Tiago, que participou do BBB 22, diz ainda que “ficou broxado” de assistir à edição atual após a eliminação de Aline – que também estava no Lollapalooza.
“Acabei de encontrá-la. A gente se abraçou e ela disse: ‘eu olhava para aquele botão e pensava em você'”, brinca Tiago, que foi desclassificado do reality por apertar o botão de desistência.

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Shawn Mendes, fã do Brasil, se repete em show no Lollapalooza

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GUILHERME LUIS
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Os grandes festivais de música no Brasil vêm sofrendo de um problema –a repetição de artistas. Exemplo disso é o cantor Shawn Mendes, que encabeçou a programação do Lollapalooza neste sábado, apenas seis meses depois de cantar no Rock in Rio.

 

Os fãs agradecem, claro, mas trazer um artista que veio há pouco ao país ajudou a fazer deste o lineup mais fraco do Lollapalooza nos últimos anos. Mendes cantou no palco Budweiser, às 21h, depois de se apresentarem no Autódromo de Interlagos nomes como Alanis Morissette e Tate McRae.

Mendes não está em alta, há tempos carece de um hit, e nem parece mirar mais o status de pop star que tinha no passado. Depois de enfrentar problemas de saúde mental, e ficar recluso –tendo cancelado uma turnê há três anos para se cuidar–, o cantor fez um disco puxado ao folk, introspectivo, de letras poéticas, nada dançante como os anteriores.

Lançado em novembro, dois meses depois de sua vinda ao Rio de Janeiro, o álbum “Shawn” é o que tornou este show ligeiramente diferente do último. Mas não o suficiente. No Rio, Mendes já tinha adiantado três canções do novo projeto, e não foi muito além disso agora, com poucas inéditas no repertório.
Ele sabe que o novo álbum não colou para o público geral, ainda que tenha agradado aos seus seguidores mais fiéis. Assim, fez o certo para um show de festival –apostou nos sucessos.

E não lhe faltam hits. “There’s Nothing Holdin’ Me Back” e “Treat You Better” abriram o show para euforia da plateia –as faixas têm quase 2,5 bilhões de reproduções no Spotify, o que é impressionante, dado que elas foram lançadas há oito anos, quando o streaming não tinha a força de hoje.

São músicas que tocaram à exaustão nas rádios, dessas que todo mundo já ouviu, bem como “Stitches”, seu maior sucesso, tocada na reta final, depois de uma série de favoritas dos fãs, caso de “Lost in Japan”, “Mercy” e “Señorita”, que Mendes lançou com a ex-namorada, a cantora Camila Cabello.

Mendes se sai bem, pelo menos, ao exibir seu fascínio pelo Brasil. Já tendo dito em um evento no país onde nasceu, o Canadá, que os brasileiros são seu público de show favorito –mais que os próprios canadenses–, ele sempre faz declarações apaixonadas para o país no palco.

Fala em português, muitos “eu te amo”, carrega a bandeira verde e amarela e, desta vez, ainda levou músicos brasileiros ao palco para tocar pandeiro e tambor em “Youth”. No final, tocou um trecho de “Mas que Nada”, de Jorge Ben Jor –mas mesmo isso não foi novidade, um repeteco do que ele fez no Rock in Rio.

Foi um show correto, mas morno, muito menos lotado que o de Olivia Rodrigo, nome mais quente do pop que concluiu a programação de sexta-feira. Era possível caminhar com tranquilidade pelo meio do público, algo impossível nas apresentações de Billie Eilish, há dois anos, e de Miley Cyrus, em 2022, estas sim artistas de peso para um festival do porte do Lollapalooza. Foi a estreia de Eilish no país, e a volta de Cyrus após oito anos.

Mendes encerrou com “In My Blood”, uns poucos fogos de artifício e muitos aplausos dos fã, nada muito exuberante –como foi seu show inteiro.

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Boca Rosa diz que está contente com novo trabalho de Fred: ‘Temos muita maturidade’

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ANAHI MARTINHO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Bianca Andrade, a Boca Rosa, chegou ao Lollapalooza quase no final do festival neste sábado (29). Acompanhada da irmã, a empresária foi ao Autódromo de Interlagos só para ver o show de Shawn Mendes, que encerra o segundo dia do festival.

 

“Amanhã também não venho, é dia de ficar com meu filhote”, disse Bianca, questionada se ainda pretendia ver outros shows no festival.

Mãe de Cris, de três anos, seu filho com Fred Bruno, ela se disse contente pelo novo trabalho do ex-marido como âncora do Globo Esporte.

“Nossa relação é muito saudável, é de muita maturidade, não tem nem o que falar”, diz Bianca sobre o ex.

“Estou contente demais por ele e ele pela minha marca. O Cris adora assistir o pai na TV. Ele [Fred] esteve lá em casa esses dias, temos uma relação muito boa”, falou Bianca, que afirmou estar solteira.

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Fátima Bernardes volta à Globo para fazer Encontro sobre 60 anos da emissora

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GABRIEL VAQUER
GABRIEL VAQUER, SP (FOLHAPRESS) – Fátima Bernardes voltará a Globo para uma ocasião especial. No dia 28 de abril, uma segunda-feira, a apresentadora estará no Encontro, atração que apresentou por 11 anos, para falar dos 60 anos da emissora.

 

Fátima estará com Patrícia Poeta, atual titular do programa, e falará de como o Encontro foi criado. Suas histórias na Globo também serão exploradas na edição especial da atração matinal.

A carioca Fátima Bernardes entrou na Globo em 1986 e ficou na emissora até 2024. Foi repórter e apresentadora do Jornal Hoje, Jornal da Globo e Fantástico.

No entanto, seu período de popularidade aconteceu quando dividiu a bancada do Jornal Nacional com William Bonner durante 14 anos, entre 1998 e 2012.
De 2012 a 2022, apresentou o Encontro com Fátima Bernardes, atração que foi seu primeiro pedaço no entretenimento da emissora. O projeto demorou a emplacar, mas fez sucesso com o tempo.

Cansada da rotina diária que tinha desde os anos 1980 e com o desejo de desacelerar, Fátima Bernardes assumiu o comando do The Voice Brasil até o seu encerramento, em 2023.

No ano passado, Fátima Bernardes tentou emplacar um novo projeto na Globo, mas ele não foi aprovado pela empresa.

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Sem Neymar, Santos ‘repaginado’ encara Vasco no Rio, em reencontro com Carille na volta à elite

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O Santos marca a sua estreia no Campeonato Brasileiro neste domingo, às 18h30, em São Januário, contra o Vasco, com três objetivos a cumprir de uma só vez. Colocar à prova a filosofia ofensiva do técnico português Pedro Caixinha, cravar o seu retorno à elite com um resultado positivo e vencer o confronto particular contra o ex-chefe Fábio Carille. Tudo isso, sem a ajuda de Neymar que, machucado, desfalca o time.

 

 

Revigorado pelo bom desempenho na fase eliminatória do Campeonato Paulista, quando só caiu nas semifinais diante do Corinthians, e amparado pela preparação intensa visando o Nacional, o Santos ganhou corpo com os reforços. No lugar do antigo estilo reativo, o conjunto santista tem como norte a filosofia ofensiva do treinador atual. O grande nome da companhia, porém, vai ficar de fora. A ausência de Neymar abre uma disputa no meio-campo e Caixinha aproveitou os treinos da semana para escolher um substituto.

 

Thaciano é quem tem mais chances de compor o setor pela versatilidade. Além da vocação para o ataque, ele também apresenta vitalidade para marcar e isso agrada o treinador, que exercitou a pressão pós-perda nos treinos da semana para recuperar o controle do jogo quando o adversário estiver com a bola.

 

Destaque nas atividades, o recém-chegado Álvaro Barreal pode ganhar uma vaga na equipe. Com dores no músculo adutor da perna direita, o venezuelano Soteldo foi vetado do jogo de estreia no Rio, contra o Vasco. Na contenção, mas com liberdade para sair padara o jogo, os volantes Gabriel Bontempo e João Schmidt são as escolhas mais prováveis.

 

À espera de um Vasco fortalecido por jogar em casa, a tendência é que o ataque tenha, além de Barreal, Guilherme e Tiquinho Soares em São Januário. Bem avaliado no amistoso diante do Coritiba, Benjamín Rolheiser, outro nome pedido por Caixinha, pode ser uma boa opção para o decorrer do confronto.

 

Um dos líderes do time e pilar na conquista da Série B do Brasileiro, o zagueiro Gil comentou sobre o trabalho de Caixinha e importância da preparação para o jogo de estreia do Nacional. Além de elogiar qualidade dos treinos, ele focou a importância de um bom começo nesta volta à elite.

 

“Uma boa preparação é fundamental, pois o Campeonato Brasileiro fica mais competitivo a cada ano. É essencial conseguir pontos nas partidas fora de casa e temos bastante consciência de onde podemos chegar”, afirmou o zagueiro.

 

Por fim, o desafio de encarar Fábio Carille, agora no Vasco, também surge como uma atração para a partida no Rio. Campeão da Série B pelo Santos no ano passado, ele não conseguiu ganhar a simpatia da torcida mesmo conquistando o troféu com duas rodadas de antecedência. Vice-campeão paulista em 2024 no primeiro semestre do ano passado, e conhecedor de boa parte do elenco santista, o agora treinador vascaíno busca recuperar a equipe carioca no cenário nacional.

 

PRESSÃO E CASA CHEIA

Eliminado na semifinal do Campeonato Carioca pelo Flamengo, o Vasco tenta uma retomada no Nacional. E nada melhor do que um apoio extracampo. O clube anunciou que todos os ingressos para a partida deste domingo estão esgotados.

 

Carille usou o treinamento da semana para definir o time titular e também trabalhar jogadas ensaiadas. O treinador cobrou intensidade na marcação e também deu ênfase à bola parada, uma de suas armas para tentar surpreender o Santos em São Januário.

 

FICHA TÉCNICA:

 

VASCO X SANTOS

 

VASCO – Léo Jardim; Paulo Henrique, João Victor, Maurício Lemos e Lucas Piton; Hugo Moura, Tchê Tchê, Coutinho e Nuno Moreira; Rayan (Garré) e Vegetti. Técnico: Fábio Carille.

 

Santos – Brazão; JP Chermont, Gil, Zé Ivaldo e Escobar; Gabriel Bontempo, João Schmidt e Thaciano; Álvaro Barreal, Guilherme e Tiquinho Soares. Técnico: Pedro Caixinha.

 

ÁRBITRO – Rafael Rodrigo Klein (RS).

 

HORÁRIO – 18h30.

 

LOCAL – Estádio São Januário, no Rio (RJ).

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Daniel Alves pode receber indenização por ‘prisão indevida’; veja valores

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THIAGO ARANTES
BARCELONA, ESPANHA (UOL/FOLHAPRESS) – Depois de ter anulada a sentença que o havia condenado a 4 anos e 6 meses de prisão por agressão sexual, Daniel Alves pode voltar aos tribunais por um outro motivo: reclamar uma indenização do Estado espanhol por ter passado 437 dias preso, entre janeiro de 2023 e março de 2024.

 

A legislação espanhola prevê o pagamento de uma indenização por “prisão indevida”. Está no artigo 294 da Lei Orgânica do Poder Judicial.

O texto afirma que “terão direito à indenização aqueles que, após terem sofrido prisão preventiva, forem absolvidos por inexistência do fato imputado ou quando, pelo mesmo motivo, tenha sido proferida decisão de arquivamento definitivo, desde que tenham sofrido prejuízos”.

O artigo não cita valores de indenização, mas casos recentes mostram que as quantias estão distantes dos salários milionários que Daniel recebeu durante a carreira de jogador de futebol.

Em dezembro de 2024, um homem que ficou 184 dias preso recebeu uma indenização de cerca de 5 mil euros (pouco mais de R$ 30 mil), o equivalente a 27 euros (R$ 168) por dia que passou detido.

O caso mais emblemático é de outro personagem do futebol: Sandro Rosell, ex-presidente do Barcelona, que passou 645 dias em prisão preventiva por lavagem de dinheiro – o processo foi arquivado por falta de provas.

Rosell processou o governo espanhol e pediu 29 milhões de euros (181 milhões de reais) de indenização, incluindo contratos perdidos, danos morais e rendimentos que deixaram de existir. A resposta do governo foi oferecer 18 mil euros (R$ 112 mil), o equivalente a 27,90 euros (R$ 173) por dia de cadeia.
Caso a Justiça espanhola aplique o mesmo critério, a indenização de Daniel Alves estaria em torno de 11.800 euros (R$ 73 mil).

Advogada aguarda desfecho
A advogada de Daniel Alves, Inês Guardiola, foi questionada a respeito de um pedido de indenização pela rádio catalã RAC1. Ela afirmou que ainda não é o momento de pensar no tema, já que a sentença não é definitiva.

Depois do julgamento em primeira instância e da Seção de Apelações do Superior Tribunal de Justiça da Catalunha, que anulou a sentença condenatória, o caso ainda deve ir ao Tribunal Supremo da Espanha.

Ao UOL, a advogada da denunciante, Ester García, afirmou que “juridicamente, o caminho correto seria apresentar um recurso”. Ela ainda aguarda o aval de sua cliente para recorrer da decisão do STJC.

Além de pedir a indenização ao Estado espanhol, Daniel Alves teria a possibilidade de processar a denunciante, alegando que houve falso testemunho de crime.

No entanto, fontes ouvidas pelo UOL veem uma barreira importante para tal: na sentença da Seção de Apelações do STJC, em nenhum momento há a acusação de que houve falso testemunho da denunciante.

Os juízes afirmam, na decisão final, que o relato da mulher continha inconsistências e que as provas científicas não confirmaram na totalidade o depoimento de nenhuma das partes. “O relato de agressão sexual fica apoiado unicamente no relato da vítima, evidenciando a escassa e insuficiente força da hipótese acusatória”, diz a sentença.

O documento assinado pelos quatro juízes do STJC também afirma que a decisão não é, de nenhuma forma, um endosso da versão apresentada por Daniel Alves para os fatos. “A única hipótese relevante que está em julgamento é a acusatória. Portanto, não afirmamos que a hipótese sustentada pela defesa do acusado seja verdadeira”, diz a sentença publicada na sexta-feira.

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Flamengo e Inter ficam no empate em duelo tático entre Filipe Luís e Roger

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GUILHERME XAVIER E JÚLIA FAVERO
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Flamengo e Internacional ficaram no empate por 1 a 1 no Maracanã, em jogo válido pela rodada inaugural do Campeonato Brasileiro 2025 que aconteceu na noite deste sábado (29).

 

Bruno Henrique marcou para o Internacional no primeiro tempo, enquanto Léo Pereira decretou o empate rubro-negro na etapa complementar. Ambos foram substituídos por seus respectivos treinadores.

Filipe Luís e Roger Machado, inclusive, protagonizaram o duelo mais atrativo na noite deste sábado. Enquanto o Colorado fez um primeiro tempo bastante coeso e seguro na defesa, aproveitando quando a oportunidade se apresentou, o Flamengo soube mudar da água para o vinho na volta do intervalo. A pressão, contudo, não surtiu efeito que resultaria nos três pontos.

Juninho, recém contratado pelo Flamengo, acabou sendo um personagem negativo na partida. O centroavante desperdiçou duas chances claras, uma para empatar e outra para virar a partida.

O Flamengo também sentiu mais falta dos seus desfalques do que o Internacional. Sem Gerson e Arrascaeta, Filipe Luís sofreu para montar um meio-campo criativo e fracassou no primeiro tempo. Depois, fez os ajustes necessários para nivelar e buscar a vitória.

Entre as substituições, uma pouco familiar: o Inter trocou de goleiro no intervalo. Após defesa no primeiro tempo, Rochet sentiu a mão, mas terminou a etapa inicial como titular. Segundo o Premiere, o arqueiro uruguaio se machucou porque usava uma aliança no local. Punido por amar demais.

O Maracanã não estava completamente lotado, já que o anel superior do Setor Leste foi fechado para o público. A festa para receber as equipes no gramado foi bonita, e a quantidade de estrangeiros na torcida do Flamengo assustou.

Como foi o jogo?
Início morno. Cientes das próprias valências e fraquezas, Flamengo e Internacional protagonizaram um jogo bastante estudado nos primeiros 25 minutos. A batalha pelo domínio no meio-campo esteve em evidência e, como consequência, fez com que as chances reais de gol se tornassem escassas. Nesse período, a melhor oportunidade foi dos rubro-negros, em grande cruzamento de Bruno Henrique e cabeçada de Juninho, defendida em dois tempos por Rochet.

Estratégia do Inter dá certo. O Flamengo tinha certo controle da partida no primeiro tempo, propondo mais o jogo e buscando ameaçar a meta defendida por Rochet, enquanto o Inter esperava, fechadinho, uma oportunidade no contra-ataque. Ela veio restando pouco mais de dez minutos para o fim da etapa inicial, quando Bernabei e Wesley combinaram bem pela esquerda, e um cruzamento do lateral argentino encontrou Bruno Henrique livre para balançar as redes.

Jogo fica franco. Depois do gol do Inter, o Flamengo se lançou de vez ao ataque e conseguiu criar mais chances nos dez minutos finais do que no restante do primeiro tempo. Apesar disso, faltou pontaria a Luiz Araújo, Bruno Henrique e, em especial, Juninho. O centroavante foi quem mais finalizou pelo lado rubro-negro, mas sem precisão.

Filipe Luís muda esquema, e pressão dá resultado. Diante das dificuldades no primeiro tempo, esperava-se que Filipe Luís fosse mexer no time. A mudança, contudo, foi bem mais sutil: ao encaixar Alex Sandro mais por dentro, se aproximando de Bruno Henrique e Michael, o treinador criou vantagem numérica na esquerda. Foi dessa válvula de escape que saiu o escanteio aproveitado por Léo Pereira.

Tudo ou nada. Já na reta final, o Flamengo se lançou de vez ao ataque para tentar a virada e proporcionou mais espaços para um Internacional acanhado na etapa complementar. Muitas chances para os dois lados, mas ninguém colocou a bola no fundo do barbante.
Roger e Filipe Luís em destaque

Um tempo para cada. Assim foi o duelo de dois dos melhores técnicos do Brasil tanto na última quanto neste início de temporada. Roger Machado e Filipe Luís protagonizaram um duelo interessante, definido nos mínimos detalhes.

O primeiro tempo foi todo do Internacional, com uma marcação encaixada e certeiro quando teve a oportunidade. Na etapa complementar, contudo, Filipe Luís soube aproveitar as lições deixadas pelo princípio de nó tático e reverteu a situação. O Flamengo foi muito superior e poderia ter virado.

Fica o fator positivo de dois treinadores em ascensão, em meio a escassez de brasileiros considerados aptos a assumir e deslanchar em times de grande expressão no futebol nacional.

Lances de destaque
0x1. Aos 34 minutos do primeiro tempo, o Internacional iniciou boa trama pela esquerda, e a bola chegou nos pés de Bernabei. O lateral-esquerdo ciscou, abriu espaço e acertou excelente cruzamento, encontrando Bruno Henrique livre. Com tapa de qualidade, o meia abriu o placar. Festa colorada no Maracanã.
1×1. Aos nove minutos do segundo tempo, o Flamengo teve escanteio pela esquerda após boa jogada de Bruno Henrique. Pulgar cobrou, a zaga do Inter afastou parcialmente e a bola caiu nos pés de Michael. O chute do camisa 30 saiu mascado, mas encontrou Léo Pereira, que empurrou para o fundo das redes. Empate e explosão da torcida rubro-negra no Maracanã.

FICHA TÉCNICA

FLAMENGO 1 x 1 INTERNACIONAL

Campeonato Brasileiro – Primeira rodada
Data e horário: 29 de março de 2025, às 21h (de Brasília)
Local: Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro
Arbitragem: Davi de Oliveira Lacerda (ES)
Assistentes: Neuza Ines Back (SP) e Douglas Pagung (ES)
VAR: Caio Max Augusto Vieira (GO)
Cartões amarelos: Vitinho, Juninho e Alan Patrick (INT); De La Cruz e Pulgar (FLA)
Gols: Bruno Henrique (INT, aos 34′ do 1ºT); Léo Pereira (FLA, aos 9′ do 1ºT)

Flamengo: Rossi, Wesley, Léo Ortiz, Léo Pereira e Alex Sandro; Pulgar, De La Cruz e Luiz Araújo (Gonzalo Plata); Bruno Henrique (Wallace Yan), Michael (Cebolinha) e Juninho. Técnico: Filipe Luís.

Internacional: Rochet (Anthoni); Aguirre, Vitão, Juninho e Bernabei; Fernando, Vitinho (Carbonero), Bruno Henrique (Ronaldo) e Wesley (Thiago Maia); Alan Patrick e Borré. Técnico: Roger Machado.

Calleri perde pênalti e São Paulo empata com Sport na abertura do Brasileiro

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A edição de 2025 do Campeonato Brasileiro teve início neste sábado (29) com dois times paulistas em campo. Jogando em casa, o São Paulo ficou em um empate sem gols com o Sport, enquanto o estreante Mirassol perdeu para o Cruzeiro no Mineirão.

 

Em partida com quase 38 mil torcedores nas arquibancadas do Morumbi, o São Paulo teve a chance de abrir o placar logo aos dois minutos de partida, após Luciano ser derrubado dentro da grande área. O atacante Calleri foi para a batida do pênalti, mas isolou por cima do gol defendido por Caíque França.

“Tenho certeza que faremos jogos melhores e teremos resultados melhores”, afirmou o volante Luiz Gustavo, que não atuava pelo São Paulo desde meados de janeiro, quando fraturou o dedo do pé em partida de pré-temporada contra o Cruzeiro nos Estados Unidos.

No Mineirão, o Cruzeiro saiu na frente do Mirassol, com gols de Dudu e Gabigol, log aos 13 e 21 minutos do primeiro tempo. O time do interior paulista, que disputa a primeira divisão do Brasileiro pela primeira vez, descontou ainda nos acréscimos da etapa inicial, com Lucas Ramon.

Na Arena Castelão, o Fortaleza foi o responsável pelo primeiro gol do campeonato, anotado aos três minutos da partida contra o Fluminense, pelo atacante argentino Lucero. Tinga ampliou para o time da casa aos 20, finalizando de cabeça após batida de escanteio de Pol Fernandéz.

Entre os demais jogos deste sábado, o Grêmio recebeu o Atlético-MG em Porto Alegre e venceu por 2 a 1, com gols de Arezo e Edenílson. Rony descontou para o time mineiro. Em Caxias do Sul, o Juventude bateu o Vitória por 2 a 0, com os dois gols do jogo anotados pelo atacante Gabriel Taliari.

FICHA TÉCNICA

SÃO PAULO 0 x 0 SPORT

Data e horário: 29 de março, às 18h30 (de Brasília)
Competição: 1ª rodada do Campeonato Brasileiro
Local: Morumbis, em São Paulo (SP)
Público: 37.856
Renda: R$ 2.144.747,00
Árbitro: Felipe Fernandes de Lima (MG)
Assistentes: Maira Mastella Moreira (RS) e Felipe Alan Costa de Oliveira (MG)
VAR: Daniel Nobre Bins (RS)
Cartões amarelos: Matheus Alexandre e Lucas Lima (SPT)

SÃO PAULO: Rafael; Alan Franco, Arboleda e Sabino (Ferreira); Igor Vinicius, Luiz Gustavo, Marcos Antônio (Matheus Alves), Alisson (Ryan Francisco) e Wendell (Enzo Díaz); Luciano (Lucas Ferreira) e Calleri (André Silva). Técnico: Zubeldía.

SPORT: Caíque França; Hereda (Matheus Alexandre), João Silva, Chico e Igor Cariús (Lucas Cunha); Rivera, Sérgio Oliveira, Du Queiroz (Fabricio Domínguez) e Lucas Lima (Barletta); Pablo (Arthur Sousa) e Lenny Lobato (Carlos Alberto). Técnico: Pepa.

Messi retorna após lesão e marca o gol da vitória do Inter Miami sobre o Philadelphia Union

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Ausente nas vitórias da Argentina sobre Uruguai e Brasil, na última Data Fifa, por causa de lesão, Lionel Messi voltou a campo na noite de sábado, pelo Inter Miami, e marcou o gol da vitória de sua equipe por 2 a 1 sobre o Philadelphia Union, pela Major League Soccer (MLS), o campeonato nacional dos Estados Unidos.

 

 

O resultado levou o conjunto da Flórida ao primeiro lugar da Conferência Leste da competição, com 13 pontos, superando o próprio Philadelphia, que caiu a vice-liderança – o Inter Miami soma quatro vitórias e um empate e tem uma partida a menos que as demais equipes. Com a mesma pontuação, o canadense Vancouver Whitecaps lidera a Conferência Oeste.

 

O craque argentino, oito vezes vencedor da Bola de Ouro, estava afastado dos gramados havia duas semanas em decorrência de uma lesão no músculo adutor da coxa esquerda, que o fez perder as partidas das Eliminatórias que classificaram sua seleção para a Copa do Mundo de 2026.

 

Messi foi acionado pelo técnico Javier Mascherano no início do segundo tempo, aos 10 minutos, e marcou seu gol menos de dois minutos depois de entrar. O atacante argentino recebeu um passe do uruguaio Luis Suárez no lado direito da área, fez uma jogada rápida e chutou de pé direito, passando por dois defensores e indo para o gol. O tento deu ao Inter Miami a vantagem de 2 a 0 no placar.

 

Robert Taylor, que deu lugar ao camisa 10, havia inaugurado o placar aos 23 minutos do primeiro tempo para o time da casa, em jogada iniciada por Jordi Alba e Cremaschi. Daniel Gazdag, de voleio, descontou para o Philadelphia a dez minutos do apito final.

 

Após marcar seu segundo gol em três partidas da MLS, Messi deve voltar a campo na quarta-feira (madrugada de quinta-feira no Brasil), diante do Los Angeles FC, pelas quartas de final da Liga dos Campeões da Concacaf. No domingo, o time da Flórida recebe o Toronto FC pelo campeonato nacional.

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Fala sobre ‘dona de casa’ irrita filho de Lula com Marisa

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Uma declaração do presidente Lula sobre sua esposa, Janja, durante viagem ao Vietnã, irritou seu filho caçula, Luís Cláudio Lula da Silva. De acordo com o site UOL, ele considerou a frase ofensiva à memória da mãe, Marisa Letícia, que foi dona de casa durante os primeiros mandatos de Lula.

A fala “não nasceu para ser dona de casa” do presidente surgiu em resposta a críticas sobre a viagem de Janja a Paris, onde ela representou o Brasil em um evento internacional.

 

Segundo petistas ouvidos pelo UOL, Lula buscou valorizar o perfil profissional de Janja, que sofre comparações com Marisa Letícia, conhecida por ser discreta e evitar compromissos internacionais. Um ex-parlamentar afirmou que a frase foi uma tentativa de “amainar a barra” da atual primeira-dama. O jornalista Camilo Vannuchi, biógrafo de Marisa, criticou a declaração: “Soa desrespeitosa, porque Marisa foi mulher dele durante muito tempo e foi dona de casa”.

O advogado de Janja, Marco Aurélio de Carvalho, defendeu Lula, dizendo que ele não quis desvalorizar as donas de casa e que suas políticas as beneficiaram. Já a ministra Cida Gonçalves atribuiu as críticas a Janja à misoginia: “Ela é uma pessoa política, participa de debates e não ficará em silêncio”. A cientista política Larissa Peixoto ressaltou que a oposição sempre encontrará motivos para criticá-la.

Não é a primeira vez que Luís Cláudio reage a menções que parecem minimizar o legado da mãe. Em fevereiro, ele protestou quando uma publicação de Lula no X (antigo Twitter) omitiu o nome de Marisa em um texto sobre a história do PT. “A história da minha mãe ninguém apaga”, escreveu. A postagem foi alterada após a repercussão. A sindicalista Junéia Batista, que conheceu Marisa, destacou seu papel na luta social: “Ela cuidava da casa, mas não estava nem aí para rótulos”.

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Acordos do 8/1 chegam a 546, e outros 237 são condenados a 1 ano sem aceitar proposta da PGR

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JOSÉ MARQUES
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Ao menos 546 pessoas que se tornaram rés por incitação aos ataques golpistas de 8 de janeiro firmaram acordos com a PGR (Procuradoria-Geral da República) para escapar de condenações. Outros 237 rejeitaram a proposta e foram condenados nos últimos meses, com pena de um ano de reclusão.

 

Essa pena de prisão aplicada aos réus que recusaram os acordos foi substituída por medidas alternativas, como a prestação de serviços comunitários e a proibição de usar redes sociais. São obrigações similares àquelas que foram impostas às pessoas que aceitaram a proposta.

A diferença principal entre os dois grupos é que os acusados que rejeitaram o acordo passarão a ter uma condenação criminal como antecedente.

O Código Penal prevê que esse tipo de acordo seja oferecido para crimes com penas mínimas de até quatro anos e para réus sem antecedentes criminais, entre outros critérios.

As pessoas que fizeram os acordos, chamados ANPPs (acordos de não persecução penal), tiveram que confessar os crimes e se comprometer a pagar multas e a cumprir obrigações. Essas multas variam de R$ 5 mil a R$ 50 mil. Em alguns casos, não houve aplicação de multas.

Em troca, as ações penais ficam suspensas e só são retomadas em caso de descumprimento dos termos acordados.

Já os réus que não aceitaram a proposta também terão que pagar uma multa e, ainda, uma indenização de R$ 5 milhões que será dividida entre todos os outros condenados pelo 8 de janeiro.

Os acusados de crimes leves são aqueles que não participaram diretamente dos ataques aos prédios públicos, mas estavam, por exemplo, acampados em frente ao quartel-general do Exército em Brasília, pedindo intervenção militar.

Os réus que fecharam acordos tiveram que cumprir um tempo de serviço comunitário menor do que aqueles que rejeitaram a proposta e foram condenados. Além dessa exigência e da proibição de acesso às redes sociais, foi aplicada aos dois grupos a obrigação de assistir a um curso sobre democracia elaborado pela PGR.

Intitulado “Democracia, Estado de Direito e Golpe de Estado”, é exibido em vídeo e tem duração de 12 horas, dividido em quatro módulos. Os réus assistem às aulas em ambiente oficial, com controle de frequência e fiscalização realizada por um agente do Poder Judiciário, com proibição da utilização de celular durante a projeção.

Aqueles que rejeitaram acordos e foram condenados não podem deixar seus locais de residência até a extinção da pena, têm o passaporte suspenso e perdem o registro ou porte de arma de fogo, caso o tenham.

Nessas ações, que foram julgadas no formato do plenário virtual do STF (Supremo Tribunal Federal), normalmente a maioria dos ministros acompanha o voto do relator, Alexandre de Moraes, que propôs essa pena de um ano.

Os ministros André Mendonça e Kassio Nunes Marques, que foram indicados à corte pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), têm votado em diversos casos pela absolvição.

Além dos 237 condenados a um ano de reclusão, há outras 11 pessoas que pegaram penas de dois anos e meio ou três anos.

Ao votar pela condenação, Moraes tem dito que “mesmo após os atos de 8 de janeiro de 2023, o réu permaneceu no acampamento, resultando em sua prisão em flagrante em 9 de janeiro de 2023, o que reforça a demonstração de sua adesão à finalidade golpista e antidemocrática, que visava à abolição do Estado de Direito”.

No levantamento do STF, há 1.589 ações que tratam do 8 de janeiro, com um total de 500 condenações. Até o mês de março, o Supremo tem o registro dos 546 réus que firmaram os acordos de colaboração penal.

No fim do ano passado, o presidente do Supremo, ministro Luís Roberto Barroso, afirmou que foram oferecidos acordos a mais de 1.200 pessoas, e mais da metade recusou. Procurada pela reportagem e questionada sobre quantos acordos foram propostos e seus desdobramentos, a PGR não se manifestou.
Os ANPPs não cabem para acusados por crimes mais graves e com pena maior, como os que tiveram condenações de 14 ou 17 anos de prisão. Essas penas tem sido aplicadas a réus acusados de participar da depredação das sedes dos três Poderes e de seus arredores.

Nos processos, essas pessoas têm sido condenadas por crimes como associação criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça com substância inflamável contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.

Esse é caso do processo de Débora Rodrigues dos Santos, que foi acusada por participar dos atos do 8/1 e que pichou a estátua “A Justiça” na ocasião.
Criminalistas consultados pela reportagem afirmam que a proposição de acordos pela PGR apenas para as pessoas que cometeram crimes menos graves está de acordo com a legislação vigente.

Os acordos só podem ser oferecidos “se a infração penal imputada não envolver violência ou grave ameaça, e desde que a pena mínima prevista em abstrato seja inferior a quatro anos”, diz Fernando Hideo, professor da Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo.

“No contexto do 8 de janeiro, muitos réus respondem por incitação ao crime, cuja pena mínima em abstrato é inferior a 4 anos e não envolve violência direta. Nesses casos, havendo confissão e ausentes os impedimentos legais, é possível e juridicamente coerente– que o Ministério Público proponha o ANPP”, afirma.

“Já nos casos mais graves, como os de abolição violenta do Estado democrático de Direito ou golpe de Estado, com penas elevadas e violência direta ou grave ameaça, o acordo é legalmente inviável.”
Números do 8 de janeiro
Réus nas ações penais
1604
Réus que fizeram acordos
546
Total de condenados
500
Condenados a um ano de prisão
237
Fonte: Supremo Tribunal Federal

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SUS oferece opções antigas e limitadas para reposição hormonal na menopausa, avaliam especialistas

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LAIZ MENEZES
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Principal tratamento para mulheres no climatério e na menopausa, a reposição hormonal disponível no SUS (Sistema Único de Saúde) é baseada em medicamentos antigos e de oferta limitada, avaliam especialistas. A distribuição dos remédios também não é homogênea em todo o país.

 

Listados na Rename (Relação Nacional de Medicamentos Essenciais) do SUS estão estrogênios e progestágenos. Porém, a disponibilidade real depende da compra e distribuição pelos estados e municípios, ou seja, nem todos os postos de UBS (Unidade Básica de Atendimento) terão esses remédios.

“Os medicamentos disponíveis no SUS são adquiridos de forma descentralizada. O Ministério da Saúde repassa recursos financeiros aos estados, que são responsáveis pela compra e distribuição dos hormônios”, diz a pasta.

A terapia hormonal na menopausa repõe parte do estrogênio, progesterona e, em alguns casos, testosterona, hormônios perdidos nessa fase. Hoje, o SUS oferece as seguintes opções: estrogênio conjugado (0,3 mg), acetato de medroxiprogesterona (10 mg), noretisterona (0,35 mg), estrogênio conjugado tópico vaginal (0,625 mg/g) e estriol tópico vaginal (1 mg/g).

Dolores Pardini, endocrinologista da Sbem-SP (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia de São Paulo), diz que o único medicamento fácil de encontrar no SUS é o estriol tópico vaginal, que é uma pomada usada para tratar sintomas como secura e ardência vaginal. “Essa lista de medicamentos dada pelo Ministério da Saúde não reflete a realidade”, afirma.

O estrogênio conjugado, derivado da urina de éguas grávidas, é um medicamento mais antigo. Segundo Pardini, já existem opções mais seguras, modernas e eficazes, como o estradiol, que é um estrogênio natural, idêntico ao produzido pelas mulheres. O hormônio pode ser usado via oral, transdérmica ou tópica vaginal.

A reposição hormonal transdérmica, realizada por meio de gel aplicado no antebraço ou na parte interna das coxas, por exemplo, é uma das principais formas de reposição adotadas hoje nos consultórios, segundo André Malavasi, médico assistente da divisão de ginecologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo).

O ginecologista e obstetra explica que o estrogênio é fundamental para a saúde feminina, responsável pela elasticidade da pele, libido, lubrificação vaginal, memória e influencia até na saúde cardiovascular e cerebral.

“Quando os níveis de estrogênio diminuem, surgem sintomas como ondas de calor, secura vaginal, diminuição da libido e perda de memória. A reposição hormonal vem para melhorar a qualidade de vida e reduzir o risco de doenças como osteoporose e doenças cardiovasculares”, afirma.

Segundo a Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), em 2024, o Brasil tinha cerca de 30 milhões de mulheres na menopausa. Apesar desse número expressivo, a ginecologista Fabiane Berta aponta que muitos médicos tratam apenas os sintomas isolados da menopausa, sem considerar a reposição hormonal como uma opção terapêutica.

“Muitas mulheres com menopausa são redirecionadas para psiquiatras, sem que seus sintomas sejam reconhecidos como hormonais. Em vez de um tratamento adequado, recebem medicamentos como antialérgicos para dormir, antidepressivos e ansiolíticos.”

A técnica de segurança do trabalho Fernanda de Souza, 35, enfrentou a menopausa precoce aos 25 anos. Passou por mais de 20 médicos no sistema público de saúde, mas nenhum apresentou a possibilidade de uma menopausa precoce, nem mesmo quando as menstruações pararam de vez, aos 28 anos.
Foi somente aos 30, quando se casou e tentou engravidar, que pagou um médico particular para entender o motivo das dores durante as relações sexuais e se conseguiria gestar o primeiro filho.

“O médico me disse: ‘se você tem 30 anos e não está menstruando é porque tem alguma coisa acontecendo com você. Ninguém nunca te falou sobre menopausa precoce?’ Fiz uma bateria de exames e ele me disse que não teria como ser mãe naturalmente porque estava na menopausa e não tinha mais óvulos. Meu mundo caiu”, relata.

Fernanda tinha sintomas como dores de cabeça, ressecamento vaginal, falta de libido e dores no corpo. A menopausa também a levou para um quadro de depressão e ansiedade. Mas só fez o tratamento hormonal por meio de um implante, que eliminou todas as manifestações do climatério, quando saiu da rede pública de saúde.

Segundo Pardini, que também é chefe do Ambulatório de Climatério e Menopausa da disciplina de endocrinologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), o único implante hormonal aprovado para uso no Brasil é o implanon, que é um chip anticoncepcional que também pode ser usado para controle dos sintomas da menopausa. Ainda não está no SUS.

O Ministério da Saúde informa que estuda a ampliação das opções terapêuticas para o climatério, “avaliando novas tecnologias que possam garantir um atendimento cada vez mais qualificado e acessível às mulheres nessa fase da vida”.

Uso da terapia hormonal caiu após estudo pioneiro na área

André Malavasi, médico assistente da divisão de ginecologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), diz que a queda no uso da terapia hormonal mundialmente é atribuída à divulgação do estudo WHI (Women’s Health Initiative), de 2002. A pesquisa pioneira na área ainda é o único ensaio randomizado de longo prazo sobre a terapia hormonal.

Os resultados iniciais do WHI apontaram para um risco aumentado de doenças cardiovasculares e câncer de mama, mas sem considerar fatores importantes, como a idade das mulheres participantes e suas condições clínicas.

“Com o tempo, percebeu-se que a interpretação inicial do WHI não levou em conta que muitas das mulheres incluídas tinham obesidade mórbida, histórico de infarto e câncer de mama, condições que já aumentavam o risco cardiovascular independentemente da terapia hormonal. Quando esses casos são excluídos da análise, os benefícios da reposição superam os riscos, mesmo com os hormônios antigos, como o estrogênio conjugado, que ainda está na lista do SUS”, afirma Malavasi.

O estudo incluiu mulheres com idade média de 63 anos, muitas já fora da chamada “janela de oportunidade” –ou seja, o período ideal para iniciar a reposição hormonal, entre 50 e 59 anos, explica Pardini.

“Além disso, foi utilizado estrogênio conjugado em doses elevadas e por via oral, o que aumenta a produção de fatores trombogênicos, inflamatórios e hipertensivos devido à metabolização hepática. Isso contribuiu para um risco cardiovascular maior”, acrescenta.

O projeto Saúde Pública tem apoio da Umane, associação civil que tem como objetivo auxiliar iniciativas voltadas à promoção da saúde

 

Homem atropela de propósito colega de 14 anos do filho em São Paulo

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Um homem de 44 anos foi preso em flagrante na terça-feira, 25, por tentativa de homicídio de um adolescente de 14 anos na Vila Prudente, zona leste de São Paulo.

 

 

Ele foi detido por guardas civis metropolitanos em uma escola municipal durante um “desentendimento no local” , segundo informou a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.

 

Imagens de uma câmera de segurança na Rua São Cirilo mostram o adolescente caminhando pela rua com outra estudante, quando um carro se aproxima e atinge o jovem pelas costas, que cai no chão.

 

Um homem e outro adolescente então descem do carro. O mais velho pergunta por que a vítima havia batido em seu filho, o que o jovem nega. O pai ordena que o garoto volte para a escola e diz que chamaria seu pai.

 

A ocorrência foi registrada no 42º Distrito Policial (Parque São Lucas), que requisitou a realização de perícia.

 

Conforme a SSP, o indiciado foi encaminhado para audiência de custódia e liberado após o pagamento de fiança.

 

Diretoria de educação diz que alunos estão afastados

 

A Diretoria Regional de Educação (DRE) do Ipiranga informou que o caso ocorreu nas proximidades da EMEF General Osório e que não há registro de conflito entre os alunos dentro da unidade. Os dois estão afastados das atividades escolares por “motivos médicos”.

 

A divisão afirma que a EMEF conta com uma “estrutura que previne bullying e conflitos, como uma Comissão de Mediação de Conflitos, realização de rodas de conversa, grêmio estudantil e outras atividades.

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Justin Timberlake proíbe que show no Lollapalooza seja transmitido na Globo

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O cantor norte-americano Justin Timberlake vetou a transmissão de sua apresentação no Lollapalooza pela Globo neste domingo (30). Em comunicado, a emissora afirma que “o show, que encerra o evento, não poderá ser exibido pois a produção do festival não conseguiu viabilizar os direitos de transmissão”. No lugar, vai ao ar a banda Sepultura, às 21h30.

 

Esta não é a primeira vez que o artista tem essa postura. Há cerca de uma semana, Timberlake vetou a exibição de seu show na edição argentina do evento, realizado na última sexta-feira (21). Ele foi o único artista com uma atração a proibir a transmissão ao vivo de sua performance no país, segundo a Rolling Stone Brasil.

Nenhuma justificativa para o veto foi apresentada. Em comunicado nas redes sociais, a empresa Flow, responsável pela exibição na Argentina, disse apenas que o cantor “não cedeu os direitos de transmissão de seu show, apesar de um acordo anterior”.

É comum que as principais apresentações do Lollapalooza na América do Sul tenham transmissão ao vivo pela TV ou internet. A Globo promete exibir os shows no Multishow, no canal Bis e no Globoplay, além dos flashes ao vivo na

TV Globo e do programa diário com os melhores momentos.

Entre os destaques do domingo estão a banda indie Foster The People, a inglesa Bush, do vocalista e guitarrista Gavin Rossdale, e a de heavy metal Tool, que se apresenta pela primeira vez no país.
Serviço:

Transmissão do Lollapalooza 2025
Quando: Domingo (30)
Canais pagos: Multishow, Bis e Globoplay, com sinal aberto ao público, a partir das 14h15
TV aberta: Globo exibe os melhores momentos à noite, depois do BBB 25

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