O prazo para os estudantes de cursos de licenciatura na modalidade presencial fazerem a pré-inscrição no programa Pé-de-Meia Licenciaturas e cadastrarem o currículo termina neste domingo (30).
O preenchimento deve ser feito na Plataforma Freire da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), entidade que executa o programa.
A etapa de pré-inscrição é obrigatória. Porém, o cadastro na plataforma não assegura a concessão da bolsa do programa no
valor de R$ 1.050, conforme previsto no edital de seleção. O resultado preliminar dos selecionados será divulgado em 4 de abril. Os estudantes que discordarem do resultado poderão entrar com recurso entre 5 e 9 de abril. A Capes, então, publicará o resultado final em 14 de abril.
A bolsa do Pé-de-Meia Licenciaturas foi criada para incentivar a formação de novos professores e melhorar a qualidade desses cursos.
Os aprovados irão receber a primeira parcela do benefício mensal em 1º de maio.
Como fazer o cadastro
A plataforma Freire exige o login com Cadastro de Pessoa Física (CPF) e senha do portal Gov.br.Ao acessar a plataforma Freire, na aba de Identificação, o candidato deve cadastrar os dados pessoais, e-mail, telefone e endereço, para prosseguir com o preenchimento do currículo.
Um campo para preenchimento da matrícula na instituição de ensino superior (IES) aparecerá. Caso o estudante já esteja matriculado, deve incluir o número no campo. Caso ainda não possua um número de matrícula, o CPF poderá ser inserido neste local, até o início do seu curso de licenciatura.
Por fim, o candidato à bolsa também deve aceitar o Termo de Ciência e Concordância para concluir a pré-inscrição no Pé-de-Meia Licenciaturas.
Requisitos
O Ministério da Educação (MEC), responsável pelo Pé-de-Meia Licenciaturas, confirma que disponibilizou 12mil bolsas aos estudantes de cursos de licenciatura presenciais.
O estudante deve ter ingressado e estar regularmente matriculado em curso de licenciatura presencial via Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (Prouni) ou pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) Social.
Outro requisito é que o candidato à seleção tenha se destacado no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2024, com a nota igual ou superior a 650 pontos.
Para manutenção da bolsa, o estudante deve cursar a quantidade de créditos obrigatórios de cada período; ser aprovado nas matérias em que está efetivamente matriculado.
Depósitos
O programa concede apoio financeiro aos estudantes dos cursos de licenciatura que se cadastrarem para a bolsa e forem aprovados. O valor mensal é R$ 1.050 dividido da seguinte forma: bolsa mensal de R$ 700 disponíveis para saque, durante o período regular do curso; e incentivo à docência de R$ 350, na modalidade de poupança, que poderá ser resgatado após a conclusão do curso, caso o estudante, ao se formar, se torne professor da rede pública de educação básica, no prazo de até cinco anos após a conclusão do curso.
As bolsas serão pagas pelo MEC, por meio da Capes, do início até o fim do curso. Os valores serão destinados diretamente aos estudantes aprovados em cursos presenciais de licenciaturas.
O incentivo docência mensal é limitado a 48 parcelas.
Pé-de-Meia Licenciaturas
O Pé-de-Meia Licenciaturas, como é chamada a Bolsa de Atratividade e Formação para a Docência, é um dos eixos do programa Mais Professores para o Brasil que integra ações para valorizar o magistério e qualificar a educação básica no país.
O suporte financeiro do Pé-de-Meia Licenciaturas tem a finalidade incentivar a docência, permitindo aos beneficiados que se dediquem integralmente às atividades acadêmicas e de estágio supervisionado obrigatório do curso.
Adicionalmente, o pagamento do incentivo tem os objetivos de atrair estudantes com alto desempenho para as licenciaturas e para a carreira docente; reduzir a evasão nos cursos de licenciatura; e incentivar o ingresso de concluintes das licenciaturas nas redes públicas de ensino.
Para mais informações, o MEC disponibiliza o site do Pé-de-Meia Licenciaturas, o telefone da Central de Atendimento: 0800 616161 – opção 7; e o e-mail: [email protected].
O cineasta palestino que ganhou um Oscar, Hamdan Ballal, foi libertado nesta terça-feira (25) após passar uma noite sendo espancado por soldados em uma prisão militar israelense. A informação é do co-diretor do filme No Other Land, o israelense Yuval Abraham, que ganhou, junto com o colega cineasta palestino, o Oscar de 2025 de melhor documentário.
After being handcuffed all night and beaten in a military base, Hamdan Ballal is now free and is about to go home to his family.
— Yuval Abraham יובל אברהם (@yuval_abraham) March 25, 2025
“Depois de ficar algemado a noite toda, sendo espancado em uma base militar, Hamdan Ballal agora está livre e prestes a voltar para casa com sua família”, disse Abraham, em uma rede social, na manhã de hoje.
O colega de Hamdam afirmou que as informações são da advogada do diretor de cinema palestino.
“Hamdan foi algemado e vendado a noite toda em uma base do Exército, enquanto dois soldados o espancavam no chão, disse sua advogada Leah Tsemel depois de falar com ele agora há pouco”, comentou o cineasta israelense.Hamdan Ballal foi detido após ter seu carro atacado por dezenas de colonos israelenses na aldeia de Susiya, na Cisjordânia ocupada.
The group of armed KKK-like masked settlers that lynched No Other Land director Hamdan Ballal (still missing), caught here on camera. pic.twitter.com/kFGFxSEanY
— Yuval Abraham יובל אברהם (@yuval_abraham) March 24, 2025
Imagens divulgadas nas redes sociais mostram o momento que o carro em que Hamdan estava foi atacado com pedras por colonos mascarados. Segundo relatos, ele foi retirado pelos militares israelenses da ambulância que o transportava após as agressões.
“Um grupo de colonos acabou de linchar Hamdan Ballal, codiretor do nosso filme No Other Land. Eles o espancaram e ele tem ferimentos na cabeça e no estômago, sangrando. Soldados invadiram a ambulância que ele chamou e o levaram”, informou, ontem, o co-diretor do filme, Yural Abraham.
Israel
Por meio de nota, as Forças de Defesa de Israel (FDI) informaram que houve um confronto entre israelenses e palestinos perto de Susya, mas negou que tenha havido a prisão de algum palestino dentro de uma ambulância, como afirmam os relatos envolvendo o cineasta Hamdan Ballal.
“As forças da IDF e da polícia israelense chegaram para dispersar o confronto, neste ponto, vários terroristas começaram a atirar pedras nas forças de segurança. Em resposta, as forças prenderam três palestinos suspeitos de atirar pedras neles, bem como um civil israelense envolvido no confronto violento. Os detidos foram levados para interrogatório pela polícia israelense”, disse a nota da FDI publicada na noite desta segunda-feira.
No Other Land
O filme No Other Land relata a luta para impedir que militares israelenses destruam as residências dos habitantes de Masafer Yatta, região onde está a vila de Susya e ocorreu a prisão do cineasta.
O filme tem dois realizadores palestinos, Ballal e Basel Adra, ambos moradores de Masafar Yatta, e dois realizadores israelenses, Yuval Abraham e Rachel Szor.
Desde 1967, quando Israel ocupou a Cisjordânia, tem aumentado a ocupação do território palestinos por israelenses, que já somariam mais de 700 mil colonos em todo o território. O direito internacional considera essa ocupação ilegal e pede que Israel se retire das terras palestinas.
Desde o início do ano, estima-se que Israel tem desalojado mais de 40 mil palestinos de suas casas em uma ofensiva que não se via há mais de 20 anos, desde a Segunda Intifada ao longo dos anos 2000, quando uma longa revolta palestina explodiu contra a ocupação da Cisjordânia e de Gaza por Israel.
Na tarde de segunda-feira (24), policiais civis da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de Campos dos Goytacazes prenderam em flagrante um homem identificado pelas iniciais R.G.R., suspeito de agredir e ameaçar a companheira, T.A.G., no bairro Parque Rosário. A ação foi coordenada pela delegada titular, Juliana Oliveira.
Segundo a polícia, a vítima procurou a delegacia na madrugada de segunda-feira para denunciar que o companheiro a ameaçou de morte utilizando uma tesoura. Após registrar a ocorrência, ela retornou à residência para pegar seus pertences e seguiu para a casa da mãe.
Horas depois, o homem foi até o local e começou a agredir verbalmente a vítima. Ele empurrou a mãe de T.A.G. ao tentar invadir a casa e arremessou uma pedra contra a companheira, sem atingi-la. Em seguida, tentou desferir um soco, mas a vítima conseguiu se proteger. Diante da nova agressão e das reiteradas ameaças, a mulher voltou à delegacia para formalizar outra denúncia.
Com base nas informações, os policiais localizaram R.G.R. no bairro Parque Imperial. Ele foi preso sem resistência e encaminhado à unidade policial. O suspeito foi autuado em flagrante por ameaça, vias de fato e violação de domicílio, conforme a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006). Ele será encaminhado ao sistema prisional e permanecerá à disposição da Justiça.
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Caso seja condenado pelos crimes de que é acusado na denúncia sobre a trama golpista de 2022, Jair Bolsonaro (PL) poderá receber pena de 43 anos de prisão, além de agravantes que podem aumentar esse tempo.
A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) analisa nesta terça-feira (25) se torna réus o ex-presidente e outras sete pessoas apontadas pela PGR (Procuradoria-Geral da República) como integrantes do núcleo central que tentou impedir a posse do presidente Lula (PT) após a última eleição presidencial.
Bolsonaro é acusado dos crimes de liderar organização criminosa armada; tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio público e deterioração de patrimônio tombado.
Se condenado às penas máximas, o maior tempo de condenação viria pelo crime de organização criminosa armada, que pode somar 17 anos com as circunstâncias descritas pela denúncia (uso de arma de fogo e participação de funcionário público).
Veja abaixo as penas dos crimes pelos quais Bolsonaro é denunciado:
– Organização criminosa: 3 a 8 de reclusão, aumentada para 17 anos; – Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito: 4 a 8 anos; – Golpe de Estado: 4 a 12 anos; – Dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio público: 6 meses a 3 anos; – Deterioração do patrimônio tombado: reclusão de 1 a 3 anos. A essas sanções podem ainda se somar agravantes como uso da violência.
Eventual condenação às penas máximas não significaria que Bolsonaro passaria todo o tempo preso, pois o limite de cumprimento de pena no Brasil é de 30 anos, e ainda há o direito à progressão de regime no sistema penitenciário.
O ex-presidente já foi condenado pelo TSE por ataques e mentiras sobre o sistema eleitoral e é alvo de diferentes outras investigações no STF (Supremo Tribunal Federal). Neste momento, ele não pode disputar eleições ao menos até 2030.
Na hipótese de uma sentença criminal condenatória em torno de um plano de golpe, o ex-presidente provavelmente também ficará inelegível por mais tempo, em razão da Lei da Ficha Limpa.
Isso porque, pela norma, condenados ficam inelegíveis desde a condenação por órgão colegiado até oito anos depois do cumprimento da pena.
No julgamento desta terça, a defesa do ex-presidente questionou aspectos da denúncia já afastados pelo Supremo, como o julgamento pela Primeira Turma, e negou que ele tenha liderado uma tentativa de golpe.
Em sustentação oral na corte, o advogado Celso Vilardi afirmou que ele ajudou na transição do comando das Forças Armadas.
“Foi o presidente que determinou a transição, que eles [chefes das Forças] atendessem o ministro da Defesa [José Mucio] que assumiria em janeiro. Não é possível dizer que é compatível com uma tentativa de golpe e com o uso do comando militar quando o presidente da República autoriza a transmissão do poderio militar em dezembro”, disse, citando entrevista de Mucio no programa Roda Viva, da TV Cultura.
Caso a denúncia seja aceita pela Primeira Turma, o processo correrá sob a relatoria de Moraes, até o julgamento que decidirá pela condenação ou absolvição dos acusados.
A DENÚNCIA
A denúncia da PGR sobre a trama golpista afirma que Bolsonaro liderou a tentativa de golpe.
A acusação diz que ele adotou um tom de ruptura da normalidade institucional a partir de 2021, com os pronunciamentos em que se mostrava descontentes com as decisões de tribunais superiores e com as urnas eletrônicas.
Essa escalada, diz a Procuradoria, “ganhou impulso mais notável” quando Lula voltou a se tornar elegível após as anulações de suas condenações criminais.
Durante o segundo turno das eleições de 2022, afirma a PGR, “a organização pôs de novo em prática o seu plano de prolongar a permanência do líder no poder”.
É citado que foram ilicitamente mobilizados aparatos de segurança no Ministério da Justiça para mapear os lugares em que Lula teve votação mais expressiva no primeiro turno e que a Polícia Rodoviária Federal foi levada a realizar operações nesses lugares para dificultar o acesso de eleitores aos locais de votação.
Após as eleições, o PGR afirma que “foram concebidas minutas de atos de formalização de quebra da ordem constitucional”, uma referência às chamadas “minutas do golpe”.
“O presidente da República à época chegou a apresentar uma delas, em que se cogitava da prisão de dois ministros do Supremo Tribunal Federal e do Presidente do Senado Federal. Mais adiante, numa revisão, concentrou a providência na pessoa do ministro presidente do Tribunal Superior Eleitoral”, diz a denúncia.
Depois que as tentativas foram frustradas e Lula tomou posse, o grupo viu a manifestação do 8 de janeiro como “a última esperança da organização”. “Os seus membros trocavam mensagens, apontando que ainda aguardavam uma boa notícia.”
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Rússia e Ucrânia concordaram nesta quarta (25) com o primeiro cessar-fogo por escrito desde que Vladimir Putin atacou o vizinho em fevereiro de 2022. Mediada pelos Estados Unidos, a trégua passa a a valer para o mar Negro, fronteira da guerra que margeia as áreas conflagradas e que vivia uma calma relativa.
O arranjo foi anunciado pelos EUA e confirmado em Kiev e Moscou. Delegações dos rivais tiveram encontros separados nos últimos dias com americanos na Arábia Saudita, e os países divulgaram comunicados semelhantes sobre o acertado -mas com algumas diferenças importantes.
A principal é que a Ucrânia também disse aceitar a trégua nos ataques à infraestrutura energética russa, algo que Volodimir Zelenski havia aceitado após conversar com o presidente americano, Donald Trump. Já o Kremlin, que também havia topado ao telefone, disse que haverá mecanismos para a implementação desse item.
A Casa Branca publicou os dois comunicados, um russo e outro ucraniano, com praticamente os mesmos termos. As partes concordam “garantir a navegação segura, eliminar o uso da força e evitar o uso de embarcações comerciais para fins militares no mar Negro”.
O cessar-fogo parcial tinha 30 dias na área energética foi largamente desrespeitado pelos dois rivais, que se acusaram mutuamente de violar. Diferentemente das conversas anteriores, contudo, desta vez há documentos formais.
A trégua no mar Negro não tem prazo determinado e é o começo de um trabalho, segundo os textos, “para alcançar uma paz duradoura e durável”. Se efetiva na prática, será a primeira do tipo no conflito.
Em janeiro de 2003, os russos propuseram um dia e meio de cessar-fogo para o Natal ortodoxo, que foi observado parcialmente apenas pelo Kremlin. Agora, com a intervenção de Trump, que mudou a orientação americana e passou a negociar inicialmente com Moscou, lentamente parece haver algum avanço.
O mar Negro era o ponto mais fácil para começar, dado que está relativamente calmo nos últimos meses. De julho de 2002 a julho de 2003, esteve em vigor uma iniciativa mediada pela ONU e pela Turquia que permitia o escoamento de grãos vitais para economia ucraniana pelo corpo d’água.
Putin deixou o arranjo acusando Kiev de não cumprir sua parte, ameaçando navios mercantes russos com fertilizantes e petróleo na região -Ancara apoiou Moscou na queixa. A partir daí, passou a bombardear mais sistematicamente os portos ucranianos.
A saída de Zelenski foi concentrar a saída de navios pela costa oeste do mar, procurando abrigo nas águas territoriais da Otan da Romênia, Bulgária e Turquia. Mas seus portos seguiram sendo objetivo de ataques, o que em tese irá parar agora.
Para Moscou, que destruiu praticamente toda a Marinha ucraniana mas passou a ser alvo de uma guerra assimétrica com drones aquáticos, pode ser a retomada da exportação por uma via mais rápida e barata, já que o mar Negro se liga ao Mediterrâneo e, dali, para o resto do mundo.
“O acesso será restaurado”, diz o texto específico russo. Ambas as versões voltam a falar do comprometimento de Trump em buscar a paz, enquanto a versão ucraniana lembra da “troca de prisioneiros” e da “volta de crianças deportadas”, itens caros a Kiev.
Outro ponto diferente é que o texto ucraniano diz que não deve haver movimentação de navios de guerra russos além da região leste do mar Negro. Hoje isso não muda muita coisa, já que os mísseis de cruzeiro Kalibr lançados de embarcações na região não ocorrem perto da costa controlada por Kiev.
Há alguns nós potenciais. Zelenski, ao comentar o acordo, disse que será preciso ainda determinar qual a punição caso a Rússia descumpra o cessar-fogo. Já o Kremlin afirmou que para retomar sua exportação na região é preciso que governos ocidentais retirem as sanções sobre a agência de promoção do setor da Rússia.
RÚSSIA SUGERE ENTRADA DA ONU NA NEGOCIAÇÃO
Mais cedo, a Rússia havia sugerido pela primeira vez a inclusão da ONU e de “certos países” nas negociações para tentar encerrar a guerra. Até aqui, as conversas são comandadas pelos Estados Unidos de forma separada com Moscou e Kiev.
A ideia foi ventilada nesta terça (25) por um dos chefes da delegação russa que encontrou-se com os americanos em Riad, capital da Arábia Saudita, em uma conversa de 12 horas na véspera. Segundo Grigori Karasin, a ampliação poderá contar “acima de tudo com as Nações Unidas e certos países”.
O diplomata, que chefia a Comissão de Relações Exteriores do Senado russo, não elaborou. Dado o protagonismo assumido por Trump, que deu uma guinada de 180 graus na política americana e alinhou-se aos termos gerais de Putin acerca das origem e da resolução possível do conflito, é incerto como tal ampliação ocorreria.
Trump é um notório crítico da ONU e de outras instâncias do multilateralismo, mas já disse que a Europa precisará participar do debate sobre a guerra, em especial quando for a hora de levantar as sanções draconianas impostas à Rússia pela guerra.
O americano também havia concordado com a ideia de uma força de paz europeia para salvaguardar a segurança de Kiev após um eventual cessar-fogo, o que Putin descarta por significar a aproximação da aliança militar Otan de suas fronteiras. Com isso, a hipótese de novos atores à mesa de negociação pode, ou não, incluir até o Brasil.
Na semana retrasada, quando rejeitou um cessar-fogo temporário de 30 dias no conflito, Putin aproveitou a fala para fazer um agradecimento específico aos líderes do Brasil, China e África do Sul, seus colegas no centro do bloco Brics.
No ano passado, o Brasil aliou-se à China na elaboração de uma proposta de paz que envolvia uma cúpula envolvendo os rivais e outros países. A iniciativa foi elogiada por Putin, ao menos de forma protocolar, mas nunca andou -não menos porque aos olhos do Ocidente Pequim, como aliada principal do Kremlin, não seria um agente neutro.
Isso não demoveu países ocidentais de realizar, na Suíça, uma conferência de paz que igualmente excluía os russos e trabalhava apenas a proposta maximalista de Zelenski para o fim da guerra. O evento acabou esvaziado pela falta de apoio de países mais neutros, como os integrantes dos Brics.
Nos meios diplomáticos brasileiros, todas as insinuações de participação do país no atual estágio das negociações são vistas com desconfiança, o que não significa que não possam eventualmente avançar. Sugestões de que Brasília poderia colaborar com tropas em uma eventual “força de paz dos Brics” são vistas nos bastidores como diversionistas, e a chancelaria chinesa foi a público negar a hipótese.
Na prática, a postergação do debate é vista como favorável a Putin, que vem buscando completar a conquista das quatro regiões que anexou em 2022 no vizinho, e deseja seu reconhecimento -o que Trump, segundo relatos, poderá fazer ao lado da aceitação da absorção da Crimeia, ocorrida em 2014.
Militarmente, os russos avançam lentamente, mas não parece haver recursos suficientes para por exemplo cruzar o rio Dnieper e tomar Kherson, a capital da província homônima. Assim, a troca mais chamativa de fogo segue sendo pelo ar.
Os ucranianos disseram ter abatido 78 de 139 drones russos nesta noite de terça, e Moscou ainda não divulgou seu balanço na via inversa. Ambos os lados têm ignorado na prática a trégua parcial de ataques contra a infraestrutura energética acertado por Trump com Putin e Zelenski na semana passada
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O centroavante Jonathan Calleri iniciou a última semana livre de treinos do São Paulo sem limitações após lidar com uma sobrecarga física.
Calleri foi preservado do jogo-treino contra o São Bernardo no último final de semana. O departamento médico do São Paulo identificou uma sobrecarga no atacante, que realizou trabalhos à parte enquanto o restante do elenco participava da atividade a portas fechadas no Morumbis.
No entanto, o argentino tranquilizou ao participar normalmente do primeiro treino da semana. Ele, que vinha cumprindo um cronograma de carga individualizada, esteve junto dos companheiros sem limitações na atividade de ontem.
O camisa 9 é o 4º jogador de linha com maior minutagem na temporada de 2025. Calleri disputou 13 dos 14 jogos do Tricolor no ano, sendo dez deles como titular, e esteve em campo por cerca de 848 minutos (excluindo acréscimos), de acordo com a plataforma especializada OGol. Ele só fica atrás de Arboleda (1080), Oscar (914) e Lucas (907).
O caso do centroavante não necessita de atenção especial, diferentemente de Lucas, que é dúvida. Calleri só será reavaliado caso volte a apresentar algum desconforto físico durante os treinamentos. Já o camisa 7 ainda não foi a campo e segue se recuperando do trauma no joelho direito sofrido na semi contra o Palmeiras.
O Tricolor está em sua última semana completamente livre antes da estreia no Brasileirão. O técnico Zubeldía ainda comanda mais quatro atividades diárias até encerrar a preparação para o jogo contra o Sport, no próximo sábado, dia 29, na casa são-paulina.
Foto: Esporte é Vida/Movimento é Vida - Divulgação
A Prefeitura Municipal, através do projeto Esporte e Vida/Movimento é Vida, está oferecendo aulas gratuitas de musculação para idosos, por meio de uma parceria com a Universidade Estácio de Sá, que disponibiliza a academia e os equipamentos. As aulas acontecem às segundas e quartas-feiras das 7h30 às 9h30 e, às terças e quintas-feiras, das 14h às 16h, na academia da universidade, na Avenida 28 de Março, 423, Centro.
O coordenador Geral do projeto, Leonardo Mantena, conta que cerca de 100 idosos estão matriculados e participam das aulas. Ainda segundo ele, as aulas de musculação para idosos funcionam há dois anos, surgindo de uma demanda de atividade para atender o público da terceira idade, melhorando a qualidade de vida deles.
“É muito necessário que haja esse trabalho, pois já foi comprovado cientificamente o quanto é importante a musculação na terceira idade, e os seus benefícios. Os idosos são acompanhados por profissionais extremamente capacitados, que dão total suporte a eles. Nós recebemos idosos até de localidades distantes, que participam das aulas de forma 100% gratuita. É algo bem significativo, porque nós ajudamos a promover mais qualidade de vida para essas pessoas”, destacou Mantena.
O coordenador disse que a atividade auxilia na redução de dores ósseas e musculares, entre outros benefícios. “Já ouvimos relatos de idosos que deixaram de tomar medicamentos por causa da atividade, depois que passaram a frequentar as aulas, porque reduz dores diversas, reforça a musculatura. Muitos deles estavam privados de realizar até atividades rotineiras, como amarrar o cadarço, sair de casa para fazer compras, devido a dores e doenças. Com os exercícios, o idoso consegue um prolongamento da sua vida funcional”, concluiu o coordenador do Esporte é Vida/Movimento é Vida.
Nessa terça-feira (25), policiais do 8º BPM realizaram uma operação na Rua José Alves Dias, no bairro Jockey, em Campos, resultando na apreensão de dois menores envolvidos com o tráfico de drogas.
Após uma breve vigilância no local, a equipe policial abordou os menores. Durante a revista, nada de ilícito foi encontrado, mas ao serem questionados, eles confessaram estar traficando na área e indicaram onde a droga estava escondida. No quintal de uma residência abandonada, os agentes encontraram uma sacola contendo 27 buchas de maconha, além de R$ 15,00 em espécie e dois celulares.
Os menores foram encaminhados para a 134ª DP/Centro, onde foram autuados por fato análogo ao artigo 33 da Lei 11.343/06, permanecendo apreendidos à disposição da Justiça.
Um jovem de 22 anos, identificado pelas iniciais C.H., foi preso na manhã desta terça-feira (25) durante uma operação da Polícia Militar no Parque Santa Rosa, em Campos dos Goytacazes. Ele é apontado como um dos responsáveis por homicídios na região de Guarus e foi localizado na Rua Genário Bastos.
Segundo a PM, o suspeito é acusado de envolvimento nos assassinatos ocorridos nas Casinhas de Nolita. Ao perceber a presença dos policiais, ele tentou fugir pulando muros e chegou a quebrar o telhado de uma residência, onde acabou sendo capturado dentro de um dos cômodos.
Durante a abordagem, os agentes apreenderam um revólver calibre 38 com 11 munições. Além disso, encontraram 56 buchas de maconha escondidas em um terreno baldio utilizado pelo tráfico. O suspeito e o material apreendido foram encaminhados para a 146ª Delegacia de Polícia de Guarus, onde o caso foi registrado.
Um chimpanzé, de 38 anos, que foi raptado quando era bebê e criado por um ‘barão da droga’, viveu, durante os últimos dois anos, sozinho no Bioparque Ukumari, um jardim zoológico em Pereira, na Colômbia, mas agora foi transferido para o Brasil, onde se juntará a outros macacos, da mesma espécie, num santuário em Sorocaba, São Paulo.
Depois de ter sido retirado do ‘barão da droga’, Yoko foi viver no Bioparque Ukumari, onde tinha a companhia de outros animais mas, em 2023, perdeu a última amiga, Chita, que fugiu do jardim zoológico com Pancho, o rival do chimpanzé. A dupla macacos acabou morta a tiro por soldados colombianos, por razões de segurança.
No domingo, Yoko viajou de avião para o Brasil, em uma transferência apelidada de Operação Arca de Noé, onde ficará no maior santuário de grandes espécies da América Latina.
Yoko usa talheres, joga bola e vê televisão. “Muito humanizado”
Quem cuidou do chimpanzé descreve-o como “muito humanizado”. Usa talheres, joga bola, vê televisão e até faz trabalhos artísticos com lápis de cera em papel e tela.
Os alimentos preferidos do macaco são doces e frango porque, quando vivia com o narcotraficante, cujo nome não foi divulgado, Yoko era alimentado com comida industrializada. É também por isso que atualmente tem apenas quatro dentes – os chimpanzés, tal como os humanos, têm 32.
Nos anos 1990 era comum os líderes das redes de narcotráfico terem animais exóticos como animais de estimação. Tigres, leões, hipopótamos e girafas estavam entre os preferidos destes criminosos.
O ‘barão da droga’ ensinou Yoko a fumar e a vestir roupas humanas, fazendo com que desenvolvesse uma doença de pele e perdesse parte do pelo.
“Yoko é um chimpanzé muito humanizado, o grau de domesticação é muito elevado. Basicamente ele comporta-se como uma criança”, explicou o veterinário Javier Guerrero à AFP.
Devido a estas características, os especialistas temem que o macaco tenha dificuldade em adaptar-se à vida com outros animais da mesma espécie. No santuário no Brasil há mais de 40.
“Yoko não é um chimpanzé no sentido estrito, ele é um animal que se identifica muito mais com os seres humanos. Para dar um exemplo: um sorriso é algo positivo para os humanos, mas para os chimpanzés é algo negativo e Yoko não entende esse tipo de comunicação”, afirmou o coordenador de treino animal do Bioparque Ukumari, Cesar Gomez.
Na natureza, o habitat natural, os chimpanzés morrem por volta dos 40 ou 50 anos. Caracterizam-se por serem animais sociais. Com bons cuidados em cativeiro podem viver até aos 60 anos.
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A fama e o sucesso de Dado Dolabella, 44, fizeram o ator ter contato, ainda jovem, com diversas drogas durante festas de luxo que frequentava. O hábito foi algo difícil de largar, segundo ele.
“Foram dois anos de redemoinho. Graças a Deus, tive um momento em que despertei, um clique, e falei: ‘nunca mais’. Foi quando senti que estava perdendo minha personalidade, quem eu era.”
Longe de novelas há anos e investindo na carreira musical, ele lançou em março a canção “A Gente Faz Amor”. Ele disse em entrevista à revista Veja que o consumo de diversas substâncias, como cocaína e drogas sintéticas, o fizeram agir de uma maneira que não era de seu feitio.
Agora, afirma estar limpo há quase vinte anos. “A gente erra para caramba aos 20 anos, e passa a vida inteira tentando acertar as basteiras daquela fase. Não é um privilégio meu, é da sociedade, que coloca as pessoas numa grande arena.”
Em 2009, aos 29 anos, ele foi preso por desrespeitar ordem judicial de manter distância de Luana Piovani, então ex-namorada, após ser acusado de agredi-la. Em 2018, ele voltou para a cadeia por dois meses por dever pensão alimentícia ao filho fruto do seu relacionamento com Fabiana Vasconcelos Neves.
Na mesma entrevista, ele afirmou que na época não tinha condições financeiras de arcar com as transferências mensais e que as mulheres têm vantagens em tudo.
“Quando a mulher entra com pedido de execução de sentença, porque não quer receber o valor previamente estipulado na Justiça, a prisão vai mais rápido do que a revisão.”
SÃO PAULO, SP, E RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – Julio Casares, presidente do São Paulo, fez críticas à atuação da Conmebol no combate ao racismo no futebol sul-americano e disse que ainda aguarda uma resposta da entidade sobre as propostas apresentadas pelo Tricolor.
Casares afirmou que “está faltando muito” para a Conmebol nas ações contra o racismo no futebol. O dirigente são-paulino esteve nesta segunda-feira (24) na sede da CBF para a eleição presidencial e falou, entre outros assuntos, sobre o tema que está sendo discutido no continente diante dos episódios recorrentes.
Ele reforçou a necessidade de punição esportiva em casos de injúrias raciais e relatou que a entidade não respondeu às propostas sugeridas pelo São Paulo. Na última sexta-feira, no Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial, o São Paulo enviou à Conmebol e à Fifa um documento com seis propostas de sanções mais enfáticas contra o racismo.
“Não há como olhar para o outro lado com os torcedores. [É isso que a Conmebol faz?] Acredito que está faltando, e muito. Levamos esse projeto para a Conmebol, ainda não tive nenhuma resposta, mas acredito que o presidente [Alejandro Domínguez] está preocupado com esse assunto”, afirma Casares.
“O São Paulo repudia [o racismo] e fez mais do que isso, um conjunto de propostas. Tem que ter sanção esportiva, da arbitragem, dos clubes, e até do torcedor que seja punido e depois proibido de voltar à praça esportiva.”
Casares ainda disse que o São Paulo não vai desistir dessa luta, mas sem promover rompimentos: “Não precisamos fazer uma guerra, e sim de atitudes propositivas e objetivas”. O futebol da América do Sul passa por uma turbulência nos bastidores diante dos casos de racismo e ficou ainda mais rachado após a fala do presidente da Conmebol sobre a Libertadores sem clubes brasileiros seria como “Tarzan sem [o chimpanzé] Chita”.
“Acho que essa celeuma toda criada vai ser um pilar importante para a criação de uma nova mentalidade. O São Paulo está fazendo sua parte e não vai desistir, vai lutar, mas sem rompimento. (…) Temos posição clara e acredito que temos que amadurecer esse tema. Não adianta dizer que país tal não tem legislação tão forte, cultura diferente. Não importa, isso é dignidade, humanidade, clube de futebol e a CBF tem a obrigação de trabalhar isso junto, ter esse compromisso.”
Uma jovem de 18 anos foi presa na noite de segunda-feira (24) enquanto transportava drogas em uma mochila dentro de um ônibus interestadual. O flagrante ocorreu no km 233 da rodovia Presidente Dutra (BR-116), na Serra das Araras, em Piraí.
Por volta das 22h30, agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), do Grupo de Operações com Cães (GOC), realizavam fiscalização em frente à Unidade Operacional (UOP) de Piraí quando abordaram um ônibus que fazia a linha São Paulo/SP x Vitória/ES.
Durante a inspeção das bagagens, os cães farejadores Cacau, Corona e Faísca indicaram a presença de substância ilícita dentro de uma mochila pertencente à passageira da poltrona 37.
Ao vistoriar a mochila, os policiais notaram um peso desproporcional e encontraram uma caixa contendo 18 tabletes de haxixe, totalizando cerca de 2 kg da droga.
Questionada, a jovem confessou que sabia que transportava entorpecentes e que já havia realizado esse tipo de serviço outras vezes em troca de dinheiro. Ela revelou que pegou a droga na rodoviária de São Paulo e a entregaria na rodoviária de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense.
A ocorrência foi encaminhada para a 94ª Delegacia de Polícia Civil (Piraí-RJ), onde a suspeita permaneceu detida.
Nessa segunda-feira (24), policiais do 8º BPM realizaram uma operação, na Rua Irmã Djanira de Moraes, no bairro Custodópolis, em Campos, resultando na prisão de um suspeito por tráfico de drogas.
Durante o cumprimento da Ordem de Policiamento, os agentes flagraram e prenderam o suspeito, que estava em posse de 57 pinos de cocaína (aproximadamente 570 gramas) e R$ 152,00 em espécie. A abordagem ocorreu na região conhecida como “Beco Custodópolis”.
O caso foi registrado na 146ª DP/Guarus, onde o material foi apreendido e o suspeito autuado com base no artigo 33 da Lei 11.343/06. O detido permaneceu à disposição da Justiça.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta terça-feira (25), que quer recuperar os US$ 6 bilhões de balança comercial que Brasil e Japão perderam na última década. Lula está em visita ao país asiático e se reuniu com empresários brasileiros ligados à Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) para debater a abertura do mercado japonês ao setor.
“Em 2011, o fluxo da balança comercial entre Brasil e Japão chegou a US$ 17 bilhões e hoje caiu para US$ 11 bilhões. Então, significa que, de pronto, a gente tem US$ 6 bilhões para recuperar nessa minha visita aqui”, disse Lula dirigindo-se aos representantes da associação.
Lula lembrou que é papel do presidente da República abrir as portas, mas as negociações devem ser lideradas pelo setor empresarial. “A gente tem que saber quais são as dificuldades que eles têm com relação ao Brasil e aí nós sabemos o que fazer para melhorar, se a gente quer vender e também comprar. Eu espero que a gente consiga convencer o Japão das coisas que o Brasil tem de bom para negociar”, acrescentou.
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, lembrou que o processo de negociação para exportar a carne bovina brasileira para o Japão vem sendo conduzido há mais de 20 anos. O último protocolo já está há cinco anos sendo debatido.
“Vamos trabalhar, então, para que ele caminhe agora para finalização e a abertura desse mercado tão importante. Isso vai garantir mais competitividade aos nossos empresários para fazer com que a carne brasileira ganhe espaço no mundo e também seja mais competitiva no mercado interno”, destacou.
Livre de aftosa
Para Fávaro, o objetivo principal é avançar na abertura para a carne bovina brasileira, mas outros mercados devem se beneficiar.
“É um mercado importante, remunerador, que a nossa indústria das carnes está apta a atender as exigências sanitárias e também comerciais feitas pelo Japão”, disse o ministro.
“O ajuste nos protocolos sanitários de aves e também o reconhecimento do Brasil livre de febre aftosa sem vacinação para mais alguns estados amplia também o mercado de carne suína, muito importante para o Brasil”, acrescentou.
Em maio de 2024, o Brasil se tornou livre de febre aftosa sem vacinação animal. A homologação do novo status sanitário deve ocorreu em maio deste ano, durante a assembleia-geral da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).
Atualmente, no Brasil, somente os estados de Santa Catarina, do Paraná, Rio Grande do Sul, Acre, de Rondônia e partes do Amazonas e de Mato Grosso têm o reconhecimento internacional de zona livre de febre aftosa sem vacinação pela OMSA. A ampliação para o restante do território abre caminho para que o Brasil possa exportar carne bovina para países como Japão e Coreia do Sul, por exemplo, que só compram de mercados livres da doença sem vacinação.
A carne é o quarto principal item da pauta de exportações brasileira, atrás apenas da soja, do petróleo bruto e minério de ferro.
Falando em nome dos produtores, o pecuarista e presidente da Friboi, Renato Costa, afirmou que essa é uma conquista importante para o setor. “Com essa visita, agora, as coisas começam a andar, sim”, destacou. “Estamos bastante confiantes, é um mercado importante, é o terceiro maior mercado importador”, lembrou.
Costa garantiu que não haverá prejuízos para o mercado interno e explicou que, de toda a produção nacional, apenas 30% são exportados. “Com o crescimento do nosso rebanho e acesso ao mercado, isso também dá sustentabilidade para a cadeia como um todo. Então, vejo que é bom para a indústria, para o produtor, para o país”, disse.
Gripe aviária
O ministro Carlos Fávaro lembrou ainda que, nos últimos dois anos, o Brasil abriu 344 novos mercados em todo o mundo para produtos agrícolas e também destacou o esforço para impedir a chegada da gripe aviária. Também houve mudança de protocolo sanitário para aves, visando às exportações.
“A mudança de protocolo é algo que vai trazer a regionalização em nível municipal. Se um município tiver, tanto na criação de subsistência ou em plantas comerciais, gripe aviária, fica restrito o mercado só para aquele município e não para o restante do país. É um avanço, mas também uma segurança para o próprio povo japonês, já que o Brasil é o maior fornecedor de carne de frango para o Japão”, disse.
Apesar dos registros de casos em aves silvestres e de subsistência, em 2023 e 2024, a avicultura comercial brasileira permanece com o status de país livre da H5N1, conforme o protocolo da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).
“A gripe aviária tomou conta de todos os continentes e o Brasil é um dos pouquíssimos países do mundo que não tem gripe aviária nos seus planteis comerciais, garantindo o suplemento de quase 40% da carne de frango consumida no mundo ser brasileira”, destacou o ministro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta terça-feira (25), que quer recuperar os US$ 6 bilhões de balança comercial que Brasil e Japão perderam na última década. Lula está em visita ao país asiático e se reuniu com empresários brasileiros ligados à Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) para debater a abertura do mercado japonês ao setor.
“Em 2011, o fluxo da balança comercial entre Brasil e Japão chegou a US$ 17 bilhões e hoje caiu para US$ 11 bilhões. Então, significa que, de pronto, a gente tem US$ 6 bilhões para recuperar nessa minha visita aqui”, disse Lula dirigindo-se aos representantes da associação.
Lula lembrou que é papel do presidente da República abrir as portas, mas as negociações devem ser lideradas pelo setor empresarial. “A gente tem que saber quais são as dificuldades que eles têm com relação ao Brasil e aí nós sabemos o que fazer para melhorar, se a gente quer vender e também comprar. Eu espero que a gente consiga convencer o Japão das coisas que o Brasil tem de bom para negociar”, acrescentou.
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, lembrou que o processo de negociação para exportar a carne bovina brasileira para o Japão vem sendo conduzido há mais de 20 anos. O último protocolo já está há cinco anos sendo debatido.
“Vamos trabalhar, então, para que ele caminhe agora para finalização e a abertura desse mercado tão importante. Isso vai garantir mais competitividade aos nossos empresários para fazer com que a carne brasileira ganhe espaço no mundo e também seja mais competitiva no mercado interno”, destacou.
Para Fávaro, o objetivo principal é avançar na abertura para a carne bovina brasileira, mas outros mercados devem se beneficiar.
“É um mercado importante, remunerador, que a nossa indústria das carnes está apta a atender as exigências sanitárias e também comerciais feitas pelo Japão”, disse o ministro.
“O ajuste nos protocolos sanitários de aves e também o reconhecimento do Brasil livre de febre aftosa sem vacinação para mais alguns estados amplia também o mercado de carne suína, muito importante para o Brasil”, acrescentou.
Em maio de 2024, o Brasil se tornou livre de febre aftosa sem vacinação animal. A homologação do novo status sanitário deve ocorreu em maio deste ano, durante a assembleia-geral da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).
Atualmente, no Brasil, somente os estados de Santa Catarina, do Paraná, Rio Grande do Sul, Acre, de Rondônia e partes do Amazonas e de Mato Grosso têm o reconhecimento internacional de zona livre de febre aftosa sem vacinação pela OMSA. A ampliação para o restante do território abre caminho para que o Brasil possa exportar carne bovina para países como Japão e Coreia do Sul, por exemplo, que só compram de mercados livres da doença sem vacinação.
A carne é o quarto principal item da pauta de exportações brasileira, atrás apenas da soja, do petróleo bruto e minério de ferro.
Falando em nome dos produtores, o pecuarista e presidente da Friboi, Renato Costa, afirmou que essa é uma conquista importante para o setor. “Com essa visita, agora, as coisas começam a andar, sim”, destacou. “Estamos bastante confiantes, é um mercado importante, é o terceiro maior mercado importador”, lembrou.
Costa garantiu que não haverá prejuízos para o mercado interno e explicou que, de toda a produção nacional, apenas 30% são exportados. “Com o crescimento do nosso rebanho e acesso ao mercado, isso também dá sustentabilidade para a cadeia como um todo. Então, vejo que é bom para a indústria, para o produtor, para o país”, disse.
O ministro Carlos Fávaro lembrou ainda que, nos últimos dois anos, o Brasil abriu 344 novos mercados em todo o mundo para produtos agrícolas e também destacou o esforço para impedir a chegada da gripe aviária. Também houve mudança de protocolo sanitário para aves, visando às exportações.
“A mudança de protocolo é algo que vai trazer a regionalização em nível municipal. Se um município tiver, tanto na criação de subsistência ou em plantas comerciais, gripe aviária, fica restrito o mercado só para aquele município e não para o restante do país. É um avanço, mas também uma segurança para o próprio povo japonês, já que o Brasil é o maior fornecedor de carne de frango para o Japão”, disse.
Apesar dos registros de casos em aves silvestres e de subsistência, em 2023 e 2024, a avicultura comercial brasileira permanece com o status de país livre da H5N1, conforme o protocolo da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).
“A gripe aviária tomou conta de todos os continentes e o Brasil é um dos pouquíssimos países do mundo que não tem gripe aviária nos seus planteis comerciais, garantindo o suplemento de quase 40% da carne de frango consumida no mundo ser brasileira”, destacou o ministro.
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O papa Francisco, 88, correu riscos sérios de morrer durante a sua internação em um hospital de Roma, afirmou o médico responsável por seu tratamento, Sergio Alfieri.
Equipe cogitou interromper o tratamento para que o papa pudesse morrer em paz. Em entrevista ao jornal Corriere Della Sera, Alfieri afirmou que, apesar de correr risco de morte, Francisco esteve consciente durante toda a internação. “Vimos que ele estava em sofrimento”, afirmou.
“Estávamos todos cientes de que a situação tinha piorado e de que havia risco de ele não resistir”, afirmou o médico. Ao todo, Francisco passou 38 dias no hospital, após ser diagnosticado com uma crise respiratória.
Enfermeiro Massimiliano Strappetti foi o responsável por orientar a equipe médica a não desistir. “Tente de tudo, não desista”, disse o profissional de saúde, conforme relatado por Alfieri. “Durante dias, corríamos o risco de danificar seus rins e medula óssea, mas continuamos, e seu corpo respondeu aos medicamentos e a infecção pulmonar diminuiu.”
Após apresentar a primeira melhora, o papa teve um segundo momento crítico, quando aspirou o próprio vômito em uma crise. “Foi terrível”, lembrou o médico. Papa também tinha consciência de que muitos pensavam que ele estava morto. Segundo Alfieri, ele reagiu “com a sua ironia usual” à informação.
Para o médico, o momento mais marcante da internação de Francisco foi a hora em que ele deixou o quarto onde estava internado. “Foi a emoção de ver o homem se tornando papa de novo”, disse.
“Tivemos que escolher se pararíamos por ali e o deixaríamos ir, ou se iríamos em frente e o forçaríamos com todos os medicamentos e terapias possíveis, correndo o maior risco de danificar seus outros órgãos”, disse Sergio Alfieri, ao jornal Corriere della Sera, da Itália.
(UOL/FOLHAPRESS) – O documentarista palestino Hamdan Ballal, que foi atacado por colonos israelenses, passou a noite em uma base do exército sendo espancado por soldados de Israel. A informação foi publicada por um amigo dele, na manhã de hoje.
Após o ataque, ele teria sido levado para uma base do exército de Israel. Segundo o israelense Yuval Abraham, co-diretor da obra vencedora do Oscar, a advogada Leah Tsemel conseguiu contato com Ballal.
Documentarista teria relatado que passou ”a noite toda” sendo espancado por dois soldados israelenses. A situação aconteceu enquanto Hamdan estava “algemado e vendado” no chão, relatou a defesa.
Agora, ele está detido na delegacia de polícia de Kiryat Arba. Não há informações, até o momento, sobre sua liberação.
Palestino venceu Oscar de Melhor Documentário de 2025. Ballal é um dos quatro diretores de “Sem Chão”, filme de israelenses e palestinos que denuncia a destruição da região de Masafer Yatta por soldados israelenses na Cisjordânia ocupada. No Brasil, “Sem Chão” está em cartaz nos cinemas e disponível para aluguel ou compra nas plataformas digitais.
Documentarista foi atacado por israelenses. Um grupo de entre 10 e 20 “colonos mascarados” teria espancado o diretor no vilarejo de Susiya, na Cisjordânia, na tarde de ontem. Segundo Yuval Abraham, enquanto estava “ferido e sangrando, soldados entraram na ambulância que ele havia chamado e o prenderam”. Colegas e familiares ficaram sem notícias até que a advogada conseguiu localizá-lo, na manhã seguinte.
Ativistas judeus-americanos presenciaram o ataque. Ao jornal The Guardian, alguns membros do “Centro para a Não-Violência Judaica” disseram que os colonos “começaram a atirar pedras contra os palestinos e destruíram um tanque de água perto da casa de Hamdan”.
”Os colonos destruíram seu carro com pedras e cortaram um dos pneus. Todas as janelas e para-brisas estavam quebrados”, disseram.
Israel confirmou prisão. Ao jornal Haaretz, as FDI (Forças de Defesa de Israel) afirmaram que “vários terroristas atiraram pedras em cidadãos israelenses, danificando seus veículos”, mas que houve “arremesso mútuo de pedras”. Os militares disseram que levaram quatro pessoas -três palestinos e um israelense- para “mais questionamentos”, mas que ninguém foi detido em uma ambulância. O paradeiro de nenhum dos detidos foi informado.
Alessandro Bastoni pode ser o próximo reforço do Liverpool para a próxima temporada. O defensor do Inter de Milão tem se destacado consistentemente nas suas atuações tanto na Serie A quanto na Liga dos Campeões, e nesta terça-feira, a imprensa inglesa coloca o jogador no radar da equipe de Arne Slot.
Segundo o portal GiveMeSport, o zagueiro italiano está sendo considerado como uma medida preventiva, já que a saída de Virgil Van Dijk parece cada vez mais iminente.
De acordo com a mesma fonte, Bastoni não é o único nome na lista de possíveis reforços para o setor defensivo de Anfield, já que Dean Huijsen e Marc Guehi também estão sendo observados.
Bastoni está no Inter desde a temporada 2017/18, e nesta temporada já disputou 41 partidas com a camisa do clube de Simone Inzaghi, contribuindo com um gol e cinco assistências em todas as competições.
Dois homens ficaram feridos após um acidente ocorrido no início da tarde desta terça-feira (25) na Avenida São Fidélis, no Parque Leopoldina, em Campos. As vítimas ainda não foram identificadas.
Segundo o Corpo de Bombeiros, a colisão envolveu uma motocicleta e uma bicicleta. Os feridos receberam atendimento no local e foram encaminhados para o Hospital Ferreira Machado (HFM).
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Os avós do menino Émile Soleil, que desapareceu e foi encontrado morto em um vilarejo dos Alpes franceses, foram presos por suspeita de envolvimento com o crime.
Ao todo, quatro familiares da criança foram presos por homicídio doloso e ocultação de cadáver, segundo o jornal Le Monde. Os outros dois familiares presos seriam os tios do menino, filhos dos avós maternos de Émile.
Menino tinha dois anos e meio quando morreu. A mãe da criança é a filha mais velha do casal, que tem 10 filhos. Ela não estava com a Émile no momento do desaparecimento.
As circunstâncias do crime ainda não foram detalhadas pela polícia. Quando a história do desaparecimento do menino se tornou popular, jornais locais trouxeram à tona que o avô de Émile foi investigado em um caso de violência sexual contra um estudante na década de 1990. Ele não foi preso.
Equipes policiais também conduziram buscas na casa dos avós do menino. A advogada dos avós não se pronunciou sobre o assunto até o momento.
Émile desapareceu do quintal da casa dos avós maternos em Haut-Vernet, no sudeste francês, em julho de 2023. Voluntários e equipes policiais fizeram buscas na região de Le Haut-Vernet, sem sucesso.
O crânio da criança foi encontrado nove meses depois, a 1,7 km da vila onde ele desapareceu. A princípio, o menino foi identificado pelos dentes. Dias depois, outros ossos e as roupas que ele usava no momento do desaparecimento foram encontradas.
Funeral foi feito para a criança em fevereiro deste ano. Na ocasião, os avós de Émile fizeram um pronunciamento afirmando que “precisam entender e saber” o que aconteceu.