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Raphinha brilha no Barcelona e recebe elogios de Romário

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Aos 27 anos, Raphinha está vivendo uma de suas temporadas mais produtivas com a camisa do Barcelona. Em 17 partidas oficiais pelo clube nesta temporada, o atacante já marcou 12 gols e distribuiu oito assistências, consolidando-se como uma peça fundamental na equipe catalã.

 

Esses números impressionantes não passaram despercebidos, inclusive para Romário, uma das maiores lendas do futebol brasileiro. Durante um evento organizado pelo Barcelona, clube pelo qual o ex-jogador atuou entre 1993 e 1995, Romário elogiou o compatriota.

“Para mim, Raphinha é um dos melhores jogadores do mundo neste momento. Ele tem mostrado um desempenho incrível, tanto no Barcelona quanto na seleção brasileira”, afirmou o ex-jogador, em declarações reproduzidas pelo jornal espanhol Sport.

Romário também destacou o impacto de Raphinha para o futebol brasileiro: “Raphinha é um orgulho para todos nós, e estou convencido de que ele nos dará muitas alegrias e coisas especiais”, completou, referindo-se ao papel do jogador na seleção canarinha.

Com sua performance em alta, Raphinha continua sendo uma das grandes apostas tanto para o Barcelona quanto para a seleção brasileira, mostrando regularidade e talento em nível mundial.
 
 

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Ataque israelense em Gaza deixa 72 mortos, a maioria mulheres e crianças

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Neste domingo, um ataque israelense a um edifício residencial em Beit Lahiya, no norte da Faixa de Gaza, resultou na morte de pelo menos 72 pessoas e deixou várias outras feridas. O prédio abrigava dezenas de civis deslocados, e entre as vítimas, a maioria eram mulheres e crianças.

 

De acordo com um comunicado do Exército israelense, a ofensiva tem como objetivo combater militantes do Hamas, responsáveis por ataques na região, além de impedir o reagrupamento do grupo. Tanques israelenses foram enviados para Beit Lahiya, Beit Hanoun e Jabalia há cerca de um mês como parte das operações militares.

No mesmo dia do ataque em Gaza, dois foguetes foram disparados contra a residência do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, na cidade de Cesareia. Apesar de os projéteis terem explodido no jardim da casa, ninguém ficou ferido, já que Netanyahu e sua família não estavam no local. Este foi o segundo ataque contra a residência do líder israelense em um mês; em outubro, um drone lançado pelo Hezbollah também atingiu a casa, mas não causou feridos.

Na Cisjordânia ocupada, colonos israelenses realizaram ataques em Beit Furik, a leste de Nablus, incendiando veículos e danificando propriedades palestinas, incluindo estruturas agrícolas e residências.

Enquanto isso, em Tel Aviv, milhares de manifestantes se reuniram pedindo um cessar-fogo imediato e esforços mais consistentes para a libertação de reféns, ressaltando a crescente insatisfação com a escalada do conflito.

A Jihad Islâmica confirmou que dois de seus líderes foram mortos em um ataque israelense em Damasco, na Síria, ampliando ainda mais as tensões na região. Segundo relatos, as operações militares têm se intensificado em diversos territórios, aumentando o número de vítimas e a instabilidade.

A situação na Faixa de Gaza e nas regiões ocupadas da Cisjordânia reflete a complexidade e a gravidade do conflito israelense-palestino. Enquanto esforços internacionais tentam negociar um cessar-fogo, os ataques contínuos ressaltam o desafio de alcançar a paz em meio à escalada de violência.

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Peixe com ‘rosto humano’, batizado de Bob, viraliza na web

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Bob, uma carpa koi de 4 anos, tornou-se uma sensação nas redes sociais devido às suas marcas faciais que lembram um rosto humano. De acordo com o Daily Mail, seu dono, Malcolm Pawson, de 48 anos, adquiriu Bob por 150 libras esterlinas (aproximadamente R$ 1.100) há três anos. 

 

Malcolm construiu um tanque em seu quintal em Leeds, Inglaterra, onde Bob vive com outros peixes. As marcas faciais de Bob, que se assemelham a olhos, nariz e até um bigode, desenvolveram-se gradualmente, tornando-o uma atração local. Amigos e familiares de Malcolm frequentemente visitam para ver e alimentar Bob, e até mesmo transeuntes param para observá-lo quando o portão está aberto.

Malcolm expressou surpresa e alegria com a atenção que Bob tem recebido, destacando a natureza amigável do peixe desde que o adquiriu.

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Fundador da igreja Bola de Neve, pastor Rinaldo Seixas, morre em acidente

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O pastor Rinaldo Luiz de Seixas, de 52 anos, fundador da Igreja Evangélica Bola de Neve, faleceu na noite deste domingo (17), vítima de um acidente de moto em uma estrada de Campinas, no interior de São Paulo. O acidente causou graves ferimentos, principalmente nas costelas, segundo relatos de pessoas que o acompanhavam no momento.

 

Após a queda, Rinaldo foi levado consciente ao Hospital das Clínicas da Unicamp. Apesar dos esforços médicos, ele não resistiu aos ferimentos e veio a óbito no mesmo dia. As circunstâncias do acidente ainda não foram detalhadas.

A Igreja Bola de Neve confirmou a notícia por meio de suas páginas oficiais nas redes sociais. “Com profunda dor, informamos o falecimento do Apóstolo Rinaldo Luiz de Seixas Pereira, fundador da Igreja Bola de Neve, ocorrido neste dia 17 de novembro de 2024, em um fatídico acidente de moto no interior de São Paulo”, diz o comunicado.

A publicação destacou ainda o legado deixado pelo pastor: “Neste momento de grande tristeza, nos colocamos em oração por sua família, amigos e toda a igreja que foi tão abençoada por seu ministério, deixando um legado que jamais será esquecido.”

Rinaldo Seixas foi uma figura marcante no cenário evangélico brasileiro. Como fundador da Igreja Bola de Neve, ele consolidou um movimento que impactou a vida de milhares de pessoas com uma abordagem contemporânea e inclusiva do evangelho.

Detalhes sobre o velório e o sepultamento do pastor ainda não foram divulgados. 
 

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Morre Vladimir Shklyarov, um dos mais famosos bailarinos do mundo

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Na noite deste sábado (16), o mundo do balé perdeu um de seus maiores talentos. Vladimir Shklyarov, bailarino russo reconhecido internacionalmente, faleceu em São Petersburgo, na Rússia. A notícia foi confirmada pelo Teatro Mariinsky, onde ele se apresentava, mas as causas da morte ainda não foram oficialmente divulgadas.

 

Uma Trajetória de Excelência
Com duas décadas de carreira, Shklyarov construiu um legado de prestígio no balé clássico. Formado em 2003 pela Vaganova Ballet Academy, uma das mais tradicionais escolas de balé do mundo, Shklyarov ingressou em um seleto grupo de artistas formados na instituição, como Natalia Makarova e Mikhail Baryshnikov. Ao longo de sua carreira, dançou em produções icônicas como O Lago dos Cisnes, Dom Quixote e Giselle. Sua dedicação à arte lhe rendeu o prêmio Léonide Massine em 2008 e, em 2020, o título de Artista Homenageado da Rússia.

O bailarino também brilhou em palcos internacionais, como o Metropolitan Opera, em Nova York, e a Royal Opera House, em Londres, consolidando-se como uma das figuras mais respeitadas do balé mundial.

O Comitê Investigativo da Rússia abriu uma investigação para apurar as circunstâncias da morte. Informações preliminares, divulgadas pela RIA Novosti, indicam que a causa provável foi um acidente. De acordo com a ex-bailarina Irina Bartnovskaya, Shklyarov estava em casa, tomando analgésicos e se preparando para uma cirurgia no pé. Ele teria saído para fumar em uma sacada estreita no quinto andar e caído. O site russo Fontanka confirmou que o artista estava tomando medicamentos para dor no período que antecedeu sua morte.

Apesar dessas informações, as circunstâncias do acidente ainda estão sendo investigadas pelas autoridades.

Nascido em Leningrado, durante a União Soviética, Shklyarov deixa um legado que ultrapassa fronteiras e inspira bailarinos ao redor do mundo. Ele era casado desde 2012 com Maria Shirinkina, também bailarina, com quem dividia a paixão pela arte. 

Leia Também: Dentes de adolescente de 1,8 milhão de anos mostram pistas de evolução do crescimento humano

Jogador de 15 anos morre em campo durante partida na Colômbia

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O futebol colombiano está de luto nesta segunda-feira após a morte de Samuel Hodwalker, jogador de apenas 15 anos. O jovem, que integrava a equipe do Caimanes FC, faleceu durante uma partida das categorias de base, realizada no Colegio Alemán, próximo a Barranquilla.

 

Segundo informações do portal sul-americano Infobae, Samuel perdeu os sentidos de forma súbita e caiu no gramado, causando pânico entre companheiros de equipe, treinadores e espectadores presentes. O jogador foi rapidamente socorrido e levado de urgência para a Clínica Portoazul, em Puerto Colombia, mas não resistiu e faleceu pouco depois de chegar ao local. A suspeita inicial é de que a causa tenha sido um problema cardíaco.

O Caimanes FC, clube pelo qual Samuel jogava, divulgou uma nota oficial lamentando profundamente a perda do jovem atleta. “A nossa família CFC está de luto. Lamentamos profundamente o repentino falecimento do nosso querido atleta, Samuel Hodwalker, da categoria de 2009. Enviamos a todos os seus familiares as nossas mais sentidas condolências e muita força para enfrentar esta difícil partida deste ser tão querido”, declarou o clube.

A homenagem seguiu destacando as qualidades de Samuel, tanto como jogador quanto como pessoa. “Samuel, o CFC irá recordar-te desde que chegaste para fazer parte da nossa família, pelo teu compromisso, sentido de pertencimento, pelos teus feitos alcançados, pela tua sinceridade, alegria, entrega, humildade e, sobretudo, por seres um excelente atleta e um grande companheiro.”

O clube encerrou a mensagem com um tom emocionante: “Voa alto, Caimancito. Deus recebe-te com os braços abertos no céu. A tua amizade e talento viverão eternamente nos nossos corações.”

 

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Dentes de adolescente de 1,8 milhão de anos mostram pistas de evolução do crescimento humano

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REINALDO JOSÉ LOPES
SÃO CARLOS, SP (FOLHAPRESS) – Os dentes de um adolescente que morreu há quase 2 milhões de anos estão revelando pistas importantes sobre como os ancestrais dos seres humanos mudaram seu padrão de crescimento, passando a ter uma infância bem mais comprida e segura que a dos demais primatas.

 

Análises detalhadas dos fósseis do jovem, feitas por meio de microtomografias, indicam que seus dentes se formavam num ritmo intermediário entre o das crianças modernas, muito lento e gradual, e o de chimpanzés e outros grandes símios, que já ganham boa parte de sua dentição definitiva nos primeiros anos de vida. Os detalhes do processo podem não parecer muito significativos, mas eles trazem uma série de possíveis implicações para a compreensão do desenvolvimento cognitivo e social dos ancestrais da humanidade.

Originário da atual Geórgia, perto da fronteira com a Armênia, o indivíduo era um membro muito arcaico do gênero Homo, o mesmo ao qual pertencem os seres humanos modernos –a espécie exata na qual ele se classifica ainda é objeto de debate.

Tudo indica que o adolescente e os demais indivíduos achados perto da cidade georgiana de Dmanisi estão entre os primeiros hominínios (membro do grupo de primatas mais próximo do Homo sapiens) a deixar a África e se espalhar por outras regiões do planeta. Os fósseis têm 1,8 milhão de anos, idade um pouco superior à de outros Homo primitivos encontrados na Indonésia.

No novo estudo, publicado na quarta-feira (13) na revista científica Nature, a equipe de Christoph Zollikofer e Marcia Ponce de León, da Universidade de Zurique, reconstruiu todo o desenvolvimento dentário de um hominínio sabidamente “subadulto” cujo crânio é designado pela sigla D2700.

Um dos indícios de que não se trata de um adulto é justamente o fato de que seus terceiros molares (também conhecidos como dentes do siso) não estão totalmente formados -as raízes dos dentes já tinham se desenvolvido bastante, mas ainda não tinham terminado de crescer.

Com a ajuda de uma das formas mais sofisticadas de tomografia disponíveis para a ciência, conduzida num acelerador de partículas em Grenoble, na França, Zollikofer, Ponce de León e seus colegas conseguiram enxergar as camadas de formação do dente ao longo da vida do adolescente.

O que acontece é que, num ritmo diário, os dentes que estão crescendo recebem novas camadas de dentina (mais funda) e esmalte (mais superficial), até adquirir seu formato “pronto”. Isso corresponde a linhas de crescimento que a microtomografia é capaz de divisar. E, a partir disso, os pesquisadores estimam qual teria sido o ritmo de formação dos dentes, o que corresponde, indiretamente, à idade do indivíduo.

Resultado da análise: o “subadulto” teria morrido com pouco mais de 11 anos de idade (a margem de erro é de seis meses para mais ou para menos). Ainda faltava cerca de um ano e meio para ele alcançar a maturidade dentária “completa”. Ou seja, em termos humanos modernos, ele seria mais ou menos equivalente a alguém nos anos finais da adolescência, já que a nossa maturidade dentária costuma chegar entre os 18 anos e os 22 anos.

Além disso, o ritmo geral do desenvolvimento dos dentes se revelou bastante significativo. Os chimpanzés, nossos parentes vivos mais próximos, têm um pico de formação dos dentes muito cedo, com dois anos de vida. Nos humanos modernos, o pico vem apenas aos sete anos de idade, depois de começar muito devagar e de perder velocidade depois. Já o padrão do jovem georgiano também começa lento, só que alcança um pico antes, aos cinco anos, e também termina antes, num momento não muito diferente do visto entre os chimpanzés.

Os impactos de tudo isso ainda não estão claros. Algo que certamente vale no caso do Homo sapiens é o fato de que o desenvolvimento infantil, nos primeiros anos de vida, é muito mais lento em vários aspectos porque há uma priorização do desenvolvimento cerebral –o cérebro das crianças é muito imaturo no começo e cresce um bocado nessa primeira fase. A dentição de desenvolvimento mais lento seria um aspecto dessas tendências mais tardias, o que inclui longos anos de infância e adolescência.

A questão, porém, é que os indivíduos da Geórgia ainda tinham cérebros de tamanho modesto, embora já maiores que os dos grandes símios de hoje. Ou seja, o grande crescimento cerebral na primeira infância não explicaria o que acontecia com eles.

A equipe de Zurique propõe, porém, que um elemento importante poderia ter sido o uso, já corrente naquela época, de ferramentas de pedra para processar a comida antes da ingestão. Isso permitiria que as crianças mais novas não precisassem lidar com alimentos tão abrasivos e difíceis de mastigar. Segundo esse modelo, as mudanças na dentição poderiam ter vindo antes das mudanças cerebrais, e o maior cuidado dos pais para com os filhos, preparando os alimentos, estaria incluído no pacote.

Debbie Guatelli-Steinberg, especialista em evolução humana da Universidade do Estado de Ohio (EUA) que comentou o estudo a pedido da Nature, diz que pode ser prematuro, porém, tirar conclusões com base no adolescente de Dmanisi. É preciso considerar, por exemplo, que os pesquisadores ainda não contam com dados sobre vários indivíduos da mesma espécie para ter uma ideia da variabilidade do desenvolvimento. Infelizmente, esse problema é comum em estudos com hominínios, cujos fósseis costumam ser raros.

“Esse é um dos desafios clássicos da paleoantropologia: como podemos aproveitar ao máximo as parcas evidências que existem, as quais, em geral, correspondem a fósseis isolados?”, disse Zollikofer à Folha.

Embora a mesma técnica pudesse ser aplicada aos adultos de Dmanisi, ela teria duas limitações. “Primeiro, não teríamos como determinar a idade exata do indivíduo na hora de morte. Em segundo lugar, as coroas dentárias [a parte superior dos dentes] de hominínios adultos normalmente mostram um desgaste substancial, de modo que a informação sobre as fases iniciais do desenvolvimento dos dentes acaba se perdendo.”

 

Inundações no Saara: Qual a explicação para o raro fenômeno das chuvas intensas no deserto?

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Chuvas pesadas incomuns atingiram recentemente o Deserto do Saara, com cenas de inundações repentinas transformando sua típica paisagem arenosa. Cientistas associam essas condições às alterações climáticas, impactando como comunidades locais e a vida selvagem são capazes de lidar com esses raros eventos climáticos e extremos. De fato, há uma necessidade crescente de lugares como o Saara se adaptarem a um clima em mudança. Mas como?

 

Curioso para saber a explicação da ciência para as fortes tempestades no deserto? Fique por dentro sobre a surpreendente inundação do Saara clicando nesta galeria.

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Corinthians mira manutenção do elenco e idas pontuais ao mercado em 2025

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ALEXANDRE ARAÚJO
RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – O Corinthians já começa a traçar o planejamento para 2025, e indica iniciar a próxima temporada de forma diferente. Após a reformulação no elenco para este ano, a diretoria pretende levar a base do grupo e ir ao mercado com menos necessidades.

 

O time pretende ir ao mercado para contratações mais pontuais. A diretoria, que assumiu em janeiro, já admitiu em oportunidades anteriores que cometeu erros na janela de janeiro e teve de corrigir a rota no meio do ano.

O Corinthians avança no trâmite para a compra de Hugo Souza. O goleiro está emprestado pelo Flamengo e a diretoria trabalha para concluir o trâmite antes do prazo final, que é 30 deste mês. Hugo chegou ao Parque São Jorge no meio do ano e se tornou um dos destaques da arrancada do time no Brasileiro.

O Timão também tem no radar segurar Yuri Alberto. Em boa fase -com 10 gols no Brasileiro-, o atacante despertou o interesse de clubes do exterior, mas, no momento, a cúpula corintiana não demonstra intenção em uma negociação. O contrato vai até o fim de 2027.

Garro já teve o contrato renovado. O argentino, que também vem se destacando, tinha vínculo até 2027 e, em agosto, o prazo foi estendido até o fim de 2028.

O futuro do técnico Ramón Díaz, porém, ainda é uma incógnita. A atual comissão tem vínculo até o fim do ano que vem, mas a cúpula vai avaliar a permanência após o fim da temporada.

Romero também não teve os próximos passos definidos. O paraguaio tem contrato até o fim do ano, e as conversas para uma renovação ainda não avançaram -um dos motivos é o cenário do Corinthians ainda na luta para fugir totalmente das chances de rebaixamento no Brasileiro.

Três homens colocam fogo em caixa eletrônico do Banco Itaú, em Campos

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134ª DP/Foto: ClickCampos
No final da manhã de domingo (17), três homens incendiaram um caixa eletrônico da agência do Banco Itaú, localizada na Avenida Rui Barbosa, no bairro da Lapa, em Campos. Equipes do Corpo de Bombeiros chegaram rapidamente ao local, que fica a cerca de 250 metros do 5º Grupamento de Incêndio (5º GI/Campos).O gerente do banco informou que as imagens das câmeras de segurança serão fornecidas à Polícia Militar nos próximos dias para auxiliar na investigação.

O caso foi registrado na 134ª DP/Centro, onde será investigado para identificação dos autores.

Polícia Militar prende 2 traficantes e apreende 2 menores com ligações a facção criminosa em Guarus

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146ª DP/Foto: ClickCampos

Na manhã desse domingo (17), guarnições do PATAMO II, PATAMO PPC e GAT II realizaram uma operação na Rua Nova Esperança, Parque Ceasa, em Guarus, que resultou na apreensão de armas, drogas e dinheiro, além da prisão de quatro suspeitos de tráfico ligados à facção TCP.

Com base em informações de inteligência, os policiais localizaram um sobrado ocupado pelos criminosos. Durante a abordagem, um suspeito tentou fugir para outro cômodo ao avistar a viatura. Apesar das dificuldades devido à escada danificada, os agentes conseguiram acessar o local e realizar as apreensões. 4 criminosos foram presos, além disso, foram encontrados 2 revólveres calibre .38, 20 munições, 40 buchas de maconha, 26 pinos de cocaína, R$ 156,50 em espécie, 3 celulares e 1 cordão de prata.

Os suspeitos foram presos e encaminhados à 146ª DP/Guarus. Eles foram autuados com base nos artigos 33, 35 e 16 da legislação penal, permanecendo à disposição da Justiça.

Três pessoas são presas após sinalizadores atingirem casa de Netanyahu

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Três pessoas foram presas após dispararem sinalizadores perto da residência do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, na noite deste sábado (16).

 

Os artefatos caíram na área externa da residência de Benjamin Netanyahu por volta das 19h30 (14h30 de Brasília), mas não causaram danos. Ele e sua família não estavam no local, segundo o jornal israelense Times of Israel. A investigação está sendo conduzida pela unidade Lahav 433 e pelo Shin Bet.

Líderes de diferentes partidos políticos em Israel condenaram o incidente. Isaac Herzog, presidente do país, enfatizou a gravidade do caso e pediu punições rápidas. Líderes de oposição, como Benny Gantz, presidente do partido Unidade Nacional, e Yair Lapid, do partido Yesh Atid, reforçaram a necessidade de responsabilizar os autores do ataque.

Os detidos foram identificados como ativistas anti-governo. Um deles seria oficial da reserva militar israelense, segundo o jornal israelense. Os três foram inicialmente impedidos de acessar advogados, o que gerou críticas sobre possíveis violações de direitos civis.

Vídeos com imagens de câmeras de segurança da residência do ministro se espalharam nas redes sociais. Eles mostram o momento em que os artefatos caem nas proximidades da casa.

Ministros do governo classificaram o ato como parte de uma escalada perigosa. Yariv Levin, ministro da Justiça, chamou o incidente de “tentativa de golpe violento” contra o governo. Ele aproveitou para reiterar a necessidade de reformas judiciais, enquanto outros ministros, como Bezalel Smotrich, alertaram sobre os riscos à democracia.

A incitação política foi apontada como fator agravante. O Times of Israel destacou discursos acalorados em protestos e nas redes sociais, incluindo comparações de Netanyahu a Hitler e ataques que o chamavam de “traidor” e “Satanás”. Esses elementos foram citados como alimentadores do clima de violência.

ATAQUE ANTERIOR
Esta não é a primeira vez que a residência do primeiro-ministro é alvo de ataques. O Hezbollah reivindicou um ataque em outubro, quando um drone do grupo causou danos leves na propriedade em Cesareia. Segundo Mohamad Afif, porta-voz do grupo, “o Hezbollah declarou total, completa e única responsabilidade pela operação de Cesareia […] contra o criminoso de guerra Netanyahu”.

Israel realizou uma ofensiva no Líbano para neutralizar o Hezbollah. Em setembro, forças israelenses lançaram uma operação nas regiões fronteiriças do sul do Líbano, permitindo o retorno de cerca de 60.000 habitantes ao norte de Israel, após mais de um ano de confrontos intensos na fronteira.

O aumento da violência está ligado às tensões na região. O grupo libanês Hezbollah começou um novo conflito com Israel para apoiar o Hamas, que iniciou uma guerra na Faixa de Gaza em 7 de outubro de 2023, após realizar um ataque em território israelense.

Como os EUA se tornaram uma superpotência: A jornada de uma ex-colônia

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Os Estados Unidos detêm um poder militar inigualável, com mais de 800 bases militares em todo o mundo e sendo responsáveis ​​por cerca de 37% dos gastos militares globais. No entanto, o país é virtualmente irreconhecível quando comparado à forma como começou há dois séculos. O expansionismo tem sido a força vital da nação americana, e a disseminação do idealismo dos EUA atingiu o mundo todo, com consequências profundas.

 

Mas como a América deixou de ser uma colônia restrita ao continente para se tornar uma potência global de influência e poder militar? Clique nesta galeria para conhecer o caminho surpreendente que o país percorreu para se tornar um líder militar e econômico no mundo.

Leia Também: Ucrânia acusa Rússia de ‘ataque massivo’ contra sistema elétrico

Murillo celebra contato com ídolos na seleção: ‘Quero saber a história deles e contar a minha’

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Calouro na seleção brasileira, o zagueiro Murillo, do Nottingham Forest, disse sua primeira convocação foi a oportunidade de conviver com alguns jogadores que costuma utilizar no videogame, como o atacante Vinicius Jr., do Real Madrid, e o goleiro Ederson, do Manchester City.

“Todos os jogadores me trataram muito bem. Espero ter contato para conhecer mais da história deles e contar um pouco da minha”, afirmou o jogador de 22 anos revelado pelo Corinthians e que está na Inglaterra desde agosto de 2023.

Murillo contou que estava dormindo quando o técnico Dorival Jr. fez a convocação para os jogos contra Venezuela e Uruguai pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026. “Eu tinha acabado de chegar do treino, estava descansando e pedi pra minha esposa me avisar, me acordar, porque eu queria ver a convocação”, afirmou ele, acrescentado que ela caiu no sono também. “Mas ela acordou primeiro e me falou: ‘Você foi convocado, parabéns’. Fiquei muito feliz.”

Titular no Nottingham Forest, time pequeno da Inglaterra e faz um início de temporada surpreendente com o mesmo número de pontos de gigantes como Chelsea e Arsenal (19) no Campeonato Inglês, Murillo faz planos ambiciosos na seleção. “(Quero) me firmar aqui e mostrar porque eu mereci estar aqui. E continuar fazendo um excelente trabalho para, se Deus permitir, disputar uma Copa do Mundo pela seleção”, disse ele, que ficou no banco contra a Venezuela.

No time de Dorival Júnior, Murillo disputa neste momento um lugar com Marquinhos, Gabriel Magalhães e Léo Ortiz. Marquinhos e Gabriel Magalhães formaram a dupla titular no empate com a Venezuela e devem permanecer no time contra o Uruguai, na terça-feira, em Salvador. Léo Ortiz já foi convocado outras vezes, mas ainda não jogou pela seleção.

Murillo também falou sobre atuar na Inglaterra, que tem o campeonato nacional mais badalado do mundo. “É um sonho. É um baita campeonato e para mim, hoje, é o melhor do mundo. Todos os jogos têm disputa, têm sua dificuldade, nenhum é fácil, às vezes o último ganha do primeiro. É muito disputado, o campeonato tem grandes jogadores”, afirmou ele, que esteve em campo em todos os minutos possíveis nos 11 jogos do Nottingham Forest e marcou um gol.

Além disso, o Nottingham Forest é o time com a segunda melhor defesa do Inglês, com 10 sofridos, atrás apenas do líder Liverpool, que foi vazado apenas 6 vezes.

Polícia localiza cocaína e maconha após denúncia de tráfico em SJB

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145ª DP/Foto: Reprodução
145ª DP/Foto: Reprodução

Na noite desse sábado, a equipe D/23 realizou uma operação, que resultou na apreensão de drogas, na Rua Ubaldo Sena, em Atafona, em São João da Barra, após receber denúncias sobre a prática de tráfico de drogas no local.

Durante a ação, os policiais localizaram e conseguiram apreender 31 pinos de cocaína, pesando aproximadamente 124 gramas, e 7 mariolas de maconha, com peso aproximado de 35 gramas. As drogas foram encontradas no endereço indicado pelas denúncias.

O material apreendido foi encaminhado para a 145ª DP/São João da Barra, onde o caso foi registrado e segue para investigação.

Polícia Militar realiza apreensão de drogas em São Francisco de Itabapoana

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Drogas apreendidas pela polícia em operação na Rua São Paulo, Barra Seca
Drogas apreendidas pela polícia em operação na Rua São Paulo, Barra Seca

Na noite desse sábado (16), a polícia realizou uma operação, que resultou na apreensão de drogas na Rua São Paulo, em Barra Seca, em São Francisco de Itabapoana, após receber denúncias sobre tráfico de drogas na região.

Durante a ação, a equipe avistou um homem, que fugiu para uma área de manguezal ao identificar a polícia, impossibilitando sua captura. Em seguida, os policiais realizaram buscas no local, encontrando 40 buchas de maconha (aproximadamente 120 gramas), 13 sacolés de cocaína (39 gramas) e 8 pinos de cocaína (24 gramas).Todo o material apreendido foi encaminhado para a 147ª DP/São Francisco de Itabapoana, onde o caso foi registrado para as providências cabíveis.

 

Polícia Militar apreende drogas em casa abandonada na Pelinca

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Drogas apreendidas pela polícia em operação na comunidade Tamarino, Pelinca
Drogas apreendidas pela polícia em operação na comunidade Tamarino, Pelinca

Na noite dessa sexta-feira (15), equipes policiais realizaram uma operação, que resultou na apreensão de drogas, na Rua Tenente Coronel Cardoso, ena Pelinca, em Campos, após receberem denúncia sobre armazenamento de drogas em uma laje de residência abandonada, na comunidade Tamarino.

As equipes do GAT I, com apoio do PAT I sob comando do subtenente França, da supervisão do oficial Tenente Melo e da P/2 CPA, foram ao local para verificar a denúncia. Após buscas na área, não foi possível localizar o suspeito indicado, mas, durante revista na laje e nos entulhos próximos, foram encontrados 25 buchas de maconha, 39 pinos de cocaína e 24 pedras de crack.

O material apreendido foi encaminhado para a 134ª DP/Centro onde a ocorrência foi registrada e está em andamento.

Polícia apreende grande quantidade de drogas do tráfico de Ururaí

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Material apreendido pela polícia em Ururaí
Material apreendido pela polícia em Ururaí

Na manhã dessa sexta-feira (15), equipes policiais realizaram uma operação, que resultou na apreensão de grande quantidade de drogas, na Rua da Estação, em Ururai, em Campos, região conhecida por atividades ligadas ao tráfico de drogas.

As equipes do GAT I, PATAMO I, P2 6° CPA e DELTA 3, após receberem informações sobre a atuação de traficantes ligados à facção TCP, se deslocaram ao local. Dois suspeitos foram avistados, mas fugiram para uma área de mata próxima aos trilhos de trem, impossibilitando sua captura. Durante buscas no local, os policiais localizaram uma sacola plástica contendo 225 pinos de cocaína, 50 pedras de crack e 19 buchas de maconha, abandonados sobre os dormentes dos trilhos.

O material apreendido foi encaminhado para a 134ª DP/Centro, onde o caso foi registrado para investigação.

Proibições de livros nos EUA mostram censura velada e refletem eleição de Trump

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EDUARDO MOURA
MIAMI, EUA, E SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Primeiro, ele ficou radiante quando ouviu a notícia. “Fiquei tipo ‘uau'”, diz o escritor nova-iorquino Robert Jones Jr. O motivo? Grupos conservadores americanos queriam que o seu livro de estreia, “Os Profetas”, que foi lançado no Brasil pela editora Companhia das Letras, fosse banido de uma biblioteca pública nos Estados Unidos. “Isso me pôs na mesma categoria que Toni Morrison e James Baldwin”, ele afirma.

 

Nos últimos dois anos, “O Olho Mais Azul”, de Morrison, ganhadora do Nobel de Literatura de 1993, sofreu pelo menos 116 proibições em bibliotecas americanas, de acordo com um relatório da PEN America, organização que defende a liberdade de expressão na literatura.

Segundo a Associação Americana de Bibliotecas, a ALA, na sigla em inglês, o livro foi o sexto que mais sofreu tentativas de proibição no primeiro semestre deste ano. Baldwin, do celebrado “O Quarto de Giovanni”, outro medalhão da literatura do país, também é habitué das listas de livros proibidos. “Essas pessoas escreveram algo tão revolucionário que as autoridades determinaram que não deveriam ser lidos”, diz Jones Jr.

O deslumbre do autor estreante, porém, logo virou tristeza e raiva. Ele chegou à conclusão de que era “nojento, um absurdo, impensável, que autores como Baldwin e Morrison fossem proibidos em certos lugares”. “Percebi que poderia haver um garoto no Texas ou na Flórida que talvez precisasse ler este livro para saber que não está sozinho, que não há nada de errado com ele -e ele não terá acesso a isso.”

“Os Profetas” conta a história de dois jovens escravizados numa plantação no sul dos Estados Unidos, na década de 1830, que se apaixonam. O livro toca diretamente em questões como raça, sexualidade, gênero e religião. Hoje, em alguns estados americanos, essa é a receita perfeita para chamar a atenção de quem gosta de censurar livros.

De acordo com a ALA, “Os Profetas” foi um dos 63 títulos alvos de um pedido em massa de censura, no estado do Tennessee. A queixa coletiva contra eles era devido à representação de personagens LGBTQIA+. Na obra de Jones Jr, há sexo. Nada escandaloso, principalmente para brasileiros que leem nas escolas obras como “Menino de Engenho” ou “Gabriela, Cravo e Canela”.

“Isaiah deslizou a língua, devagar e gentil, sobre o mamilo de Samuel, que ganhou vida em sua boca. Os dois gemeram”, escreve o autor, por exemplo, num trecho da obra que entrou na mira da censura.

Segundo a PEN, houve ao todo, nos Estados Unidos, 10.046 casos de banimento de livros, o que afetou 4.231 títulos diferentes neste último ano letivo.

O estado da Flórida foi o que mais registrou proibições de livros, com 4.561 casos. Iowa vem em segundo lugar, com 3.671. Os banimentos são feitos pelos distritos escolares de forma autônoma, mas, a exemplo do caso da Flórida, há agora uma grande chancela presente na legislação estadual.

A organização analisou o conteúdo das obras banidas em dois ou mais distritos. Esse grupo contou com 1.091 títulos, cerca de um quarto do total. Destes, 57% tinham conteúdos relacionados a sexo, 44% incluíam personagens não brancos, enquanto 39% apresentavam personagens LGBTQIA+.

Os livros não chegam a ser proibidos de serem vendidos nas livrarias, mas são retirados de prateleiras de bibliotecas públicas ou de escolas. Os opositores argumentam que isso é uma forma de censura, já que dificulta o acesso a obras literárias, principalmente no caso de jovens de baixa renda e em situação de vulnerabilidade.

SER OU NÃO SER (CENSURADO)
Além de Toni Morrison e James Baldwin, muitos outros nomes de peso da literatura mundial tiveram alguns de seus títulos contestados por distritos escolares nos Estados Unidos. É o caso de Margaret Atwood, com “O Conto da Aia”, “Os Testamentos” e outros que, ao todo, foram alvo de 125 proibições.

Stephen King teve pelo menos 74 títulos censurados em bibliotecas. George Orwell teve o clássico “1984” banido em uma dezena de distritos escolares em Iowa e na Flórida. “A Revolução dos Bichos” foi banido em dois. Maya Angelou foi alvo de pelo menos 43 pedidos de censura, quase todos visando “Eu Sei por que o Pássaro Canta na Gaiola”.

Na seara das histórias em quadrinhos, foram proibidos em determinados distritos “Maus”, de Art Spiegelman, “Persépolis”, de Marjane Satrapi, e “Watchmen”, de Alan Moore, além de uma graphic novel feita a partir de “O Estrangeiro”, de Albert Camus, e outra a partir dos diários de Anne Frank.

Entre as publicações mais recentes, fizeram barulho as proibições de “Gênero Queer”, de Maia Kobabe, “Este Livro É Gay”, de Juno Dawson, “Flamer”, de Mike Curato, e “Nem Todos os Meninos São Azuis”, de George M. Johnson.

“Dezenove Minutos”, de Jodi Picoult, foi o livro que mais sofreu proibições -em 98 distritos-, seguido por “Quem É Você, Alasca?”, de John Green, em 97. Em seguida, vem “Os Treze Porquês”, de Jay Asher, que deu origem à série “13 Reasons Why”. Depois, “As Vantagens de Ser Invisível”, de Stephen Chbosky.

Completam a lista a já lembrada Atwood com “O Conto da Aia”, o afegão Khaled Hosseini com “O Caçador de Pipas”, a canadense Sara Gruen com “Água para Elefantes” e a americana Ellen Hopkins com três títulos. Esta última encabeça a lista de autores com maior número de casos de proibições.
E a lista se estende para obras publicadas há mais tempo. Harper Lee teve “O Sol É para Todos” proibido. Gabriel García Márquez teve “O Amor nos Tempos do Cólera” e “Cem Anos de Solidão”. Há ainda “A Casa dos Espíritos”, de Isabel Allende, “Madame Bovary”, de Gustave Flaubert, “O Retrato de Dorian Gray”, de Oscar Wilde, “Por Quem os Sinos Dobram”, de Ernest Hemingway, “Os Miseráveis”, de Victor Hugo, “Ulisses”, de James Joyce. Liev Tolstói teve “Anna Karenina”.

Entre as biografias, a de Malcolm X, Malala Yousafzai e Lady Gaga. Entre os livros para crianças pequenas, “Três com Tango”, livro baseado no caso real de dois pinguins machos do zoológico de Nova York que resolveram chocar um ovo juntos e criar o filhote como um casal. Em maio do ano passado, o Miami Herald mostrou que o livro “The ABCs of Black History”, o ABC da história negra, de Rio Cortez, foi banido de escolas do ensino fundamental do condado Miami-Dade.

A escritora pop Rupi Kaur e a sensação nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie tiveram obras banidas. George R. R. Martin, da série de livros “As Crônicas de Gelo e Fogo”, que deu origem ao seriado “Game of Thrones”, assim como Suzanne Collins, da trilogia “Jogos Vorazes”, também sofreram proibições.
E o Brasil também fez parte da festa. “Pedagogia do Oprimido”, do educador Paulo Freire, foi banido das salas de aula de um distrito da Pensilvânia.

Até William Shakespeare foi retirado de prateleiras na Flórida e no Texas. O dicionário Merriam-Webster foi banido num distrito da Flórida, por conteúdo sexual, segundo o Washington Post. Outro título que foi banido foi a Bíblia Sagrada, por “vulgaridade e violência”.

Segundo a Associação Americana de Bibliotecas, a ALA, o número de títulos que foram alvo de censura em bibliotecas públicas no ano passado cresceu 92% em relação ao ano anterior. Já as tentativas de censura em bibliotecas escolares cresceram 11% no mesmo período.

Para entender o motivo disso, é preciso olhar para 2020, quando 350 mil americanos morreram de Covid-19, mas foi a morte de um cidadão em específico que gerou revolta no país inteiro e encheu as ruas das cidades em quarentena -George Floyd, homem negro que morreu asfixiado por um policial.

“Tudo o que acontece nos Estados Unidos é resultado dos nossos pecados originais -genocídio e escravidão”, diz Katie Blankenship, advogada e diretora do escritório da PEN America na Flórida. “E hoje em dia nós ainda lidamos com isso de maneiras muito reais.”

O assassinato de Floyd não foi o primeiro do tipo nem é uma exceção -e talvez seja por isso que aquela morte representou a gota d’água para muitos americanos, afirma Blankenship. Para uma parte da população, aquilo fez aflorar a urgência nacional de vestir de vez a camisa do antirracismo. “Desencadeou uma resposta massiva, principalmente de membros extremistas da direita, que querem manter a estrutura de poder patriarcal branco, dominada por homens”, afirma a advogada.

A pandemia, que persistia em não ir embora, também teve papel importante nesse processo. Em julho de 2021, o governador da Flórida, Ron DeSantis, assinou um decreto que desobrigava os alunos de usar máscaras nas escolas.
“Isso ocorreu porque havia uma grande base de apoio de um movimento pelos direitos dos pais que estava crescendo, com muito financiamento. E esse movimento de direitos dos pais, que era contra as restrições da Covid, é exatamente o mesmo grupo que está banindo livros”, afirma Blankenship.
Um dos mais conhecidos desses grupos é o Moms for Liberty, ou mães pela liberdade, que hoje tem como principal bandeira a contestação de livros em bibliotecas públicas e escolares. O grupo tem apoio de DeSantis e de Donald Trump, que já participaram de seus eventos.

O Moms for Liberty, não por acaso, nasceu na Flórida, combatendo justamente o uso obrigatório de máscaras nas escolas durante a pandemia. “A Flórida é, em muitos aspectos, um modelo para uma onda de censura e políticas antidemocráticas”, diz Blankenship.

Em 2021, quando estavam a todo o vapor os protestos do Black Lives Matter, ou vidas negras importam, logo após a morte de Floyd, o Senado estadual da Flórida aprovou a primeira lei que deu início à guerra do governador do estado contra o que a direita chama de “woke”. É a chamada HB 1, que recebeu a alcunha oficial de “combate à desordem pública”.

“Essa é uma lei antiprotestos, que é direcionada diretamente aos manifestantes do Black Lives Matter”, afirma Blankenship. O intuito era “silenciar os manifestantes e começar a criminalizar os protestos”, ela acrescenta.

Daí em diante, começaram a surgir uma série de outras leis que foram dando mais lastro para a onda de censura de livros que estava se formando.
Entre os destaques, o Stop Woke Act, a HB 7 de 2022 . Seu texto versa sobre assuntos ligados a preconceito de raça, nacionalidade e gênero e proíbe, de forma pouco específica, o ensino de ideias ligadas a racismo estrutural, interseccionalidade ou de qualquer tipo de insinuação que as discriminações racial, de gênero e de nacionalidade ocorrem para além da esfera individual.

O segundo destaque é o que a esquerda apelidou de lei “Don’t Say Gay”, ou não diga gay, a HB 1557 de 2022. “O nome já diz. Não vamos discutir ou ensinar sobre nada que tenha a ver com orientação sexual ou identidade de gênero”, afirma a advogada.

“Essas leis são amplas e vagas. A intenção é confundir e fazer com que você não entenda o que é proibido exatamente”, diz Blankenship. “Se você não entende exatamente o que é proibido, e a consequência de violar a lei é perder seu registro profissional, sua carreira, podendo até ser ameaçado com processos criminais, o que uma pessoa normal faria? Ela vai se censurar.”

À medida que essas leis foram aprovadas, o número de pedidos de censura explodiu no país. Em 2020, 223 obras foram contestadas nas bibliotecas dos Estados Unidos, segundo a ALA. No ano seguinte, o número saltou para 1.858 obras. Em 2022, foram 2.571 e, no ano passado, chegou a 4.240.

“Sempre existiu o que chamamos nos Estados Unidos de cláusula de ‘opt-out’ nas bibliotecas escolares”, diz a advogada. Isso significa que pais de alunos podem assinar um formulário dizendo que não querem que seus filhos tenham acesso a determinado livro. “Mas essas pessoas querem tirar o acesso de todo mundo”, ela acrescenta.

Em março deste ano, houve um acordo que decidiu que a HB 1557, a “Don’t Say Gay”, não poderia ter efeito sobre livros. Em julho, um juiz federal considerou inconstitucional partes do Stop Woke Act que restringiam o ensino e o treinamento de assuntos relacionados a raça, gênero, sexualidade e origem nacional no ambiente de trabalho. A decisão também bloqueou partes que limitavam como essas questões poderiam ser abordadas em universidades.

“Muitos escritores ganham boa parte de seu dinheiro fazendo aparições em escolas e bibliotecas”, diz Mitchell Kaplan, cofundador da Feira do Livro de Miami e dono da rede de livrarias Books & Books. “Se seus livros são proibidos, as bibliotecas e escolas param de os convidar. Estou ouvindo de muitos escritores, exceto os mais famosos, que estão tendo dificuldades, e é assustador o impacto que isso tem em sua escrita. Eles estão começando a censurar o próprio trabalho, o que é terrível.”

Ele diz que a situação é muito diferente do que acontecia nas décadas passadas. “Quando eu era um estudante no sistema de ensino público aqui, podia ler qualquer coisa. Nunca houve problema. E, se você olhar para o que eu lia naquela época, provavelmente todos esses livros hoje não seriam permitidos no currículo”, afirma Kaplan.

Isso não quer dizer que a censura seja algo novo para o setor cultural dos Estados Unidos.

Há 65 anos, um livro infantil com dois coelhinhos fofinhos desenhados na capa causou um debate de proporções nacionais. O problema: um coelho preto se casava com uma coelha branca. O Conselho dos Cidadão Brancos de Montgomery, no Alabama, não gostou do matrimônio interracial na obra “O Casamento dos Coelhos”. Junto a um senador do estado, disseram que aquilo se tratava de propaganda pró-integração e que o livro deveria ser retirado das prateleiras e queimado.

A autora de livros infantojuvenis Judy Blume é uma veterana nessa discussão. Seus livros, que tratam de assuntos como puberdade e iniciação sexual, vêm sendo contestados desde os anos 1970. Seu livro “Ei, Deus, Está Aí? Sou Eu, a Margaret”, por exemplo, chegou a ser proibido na escola em que seus próprios filhos estudavam.

Em reportagem de 1981, o New York Times contou que o número de protestos em frente a bibliotecas, que pediam o fim da circulação de certos livros, havia triplicado em relação ao ano anterior. As obras de Blume estavam entre os alvos mais frequentes.

“[Censura] não é recente, mas há uma grande diferença”, diz Kaplan. “Quando Judy estava tendo seus livros banidos, não era o governo que estava fazendo isso. Não havia leis específicas. Quando é o governo que faz isso, então, de uma perspectiva legal, é realmente censura.”

Segundo Kaplan, políticos estão usando essas proibições como uma forma de fazer barulho, arrebanhar apoiadores conservadores e construir uma plataforma política -tática comum nas recentes guerras culturais ao redor do mundo.

“Infelizmente, livros estão sendo usados por nossos políticos para tentar criar uma fissura entre o eleitorado. Estamos começando a ver ataques sérios a livros e escritores, aos currículos escolares, coisas que me levam a acreditar que muitas dessas figuras políticas têm medo de um eleitorado informado”, ele afirma.

Segundo ele, os políticos da ala mais conservadora estão usando essas proibições como uma forma de fazer barulho, arrebanhar apoiadores conservadores e construir uma plataforma política.

O caso dos livros nos Estados Unidos é um dos exemplos mais cristalinos das guerras culturais que vêm acontecendo em democracias ocidentais. De um lado, estão políticos que não raro usam crianças como escudo moral contra as chamadas pautas de costumes. Do outro, um inimigo invisível –um livro, uma peça ou um filme capazes de destruir lares. A partir de denúncias espetacularizadas contra ameaças irreais, criam medo e revolta em uma população calejada pelas sucessivas crises econômicas. O resultado costuma ser a criação de um público cativo, em constante estado de excitação, que se engaja sempre nas polêmicas nas redes, mas também nas urnas. O show não pode parar

A primeira vez que Lisette Fernandez teve contato com a recente onda de censura foi em 2022. Após o pedido de uma mãe de origem cubana, foi banido da uma escola primária “O Monte que Escalamos”, de Amanda Gorman, que ganhou fama ao declamar seus versos durante a cerimônia de posse de Joe Biden, além de dois fotolivros infantis que retratam fotos alegres de criança em Cuba. A mãe que fez o pedido, em entrevista ao Miami Herald, deu a justificativa de que os estudantes deveriam “saber a verdade” sobre Cuba.

Junto a uma amiga, ela decidiu fundar o Moms for Libros, grupo que luta pela liberdade literária nas escolas. “Basicamente, o que tentamos fazer é educar as pessoas sobre o que está acontecendo. Eu acompanho as políticas públicas, o que está acontecendo e o que está por vir”, diz Lisette. “Também tentamos fazer com que os pais se envolvam mais com o que está acontecendo no conselho escolar.”

Ele explica como funciona o processo de proibição de livros em bibliotecas escolares. Um pai ou mãe pode fazer uma reclamação formal, preenchendo um formulário em que explica por que não querem determinado livro na biblioteca. Então, um comitê faz um processo de revisão. Esse grupo costuma envolver representantes pais, professores, bibliotecários e administradores escolares. Dali, sairá a decisão se a escola mantém, restringe ou remove o título. Depois de 2021, esse processo ganhou um lastro legislativo com as bills de DeSantis.

O nome Moms for Libros é um trocadilho à esquerda com Moms for Liberty. A reportagem tentou contato com o grupo conservador, mas não obteve resposta deles, que negam que estejam promovendo censura e discordam do termo “book ban”.

“O que eles estão proibindo são os livros que estão na escola. Não estão proibindo livros para compra, e esse é todo o argumento deles, de que você pode ir na Amazon e comprar o livro”, diz Lisette. Segundo ela, esse pensamento ignora famílias de baixa renda, que nem sempre têm dinheiro para comprar livros na internet ou mesmo um veículo para irem a uma biblioteca mais distante.

“Estão retirando os livros da biblioteca escolar, onde elas poderiam acessá-los muito mais facilmente”, diz. “E depois dizem que não estão banindo [livros]. Eu argumentaria que estão, porque agora estão tirando a acessibilidade delas.”
No horizonte, Lisette vê uma série de desafios -desvalorização dos professores, crenças religiosas se esgueirando cada vez mais em direção ao Estado, autocensura por parte de escritores e desrespeito a minorias. Mas seu medo maior reside em outro lugar.

“Minha preocupação está mais no sentido da representação”, ela afirma. “Se uma criança não se vê representada nos livros, o que isso faz com a confiança dela, com sua saúde mental?”

Dentro da Cientologia: Como Hollywood se envolveu

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Estabelecida em 1952 por L. Ron Hubbard, a Cientologia permanece como um movimento religioso marcado por controvérsias. Ao longo de sua existência, enfrentou questionamentos intensos, com críticos levantando preocupações sobre práticas, finanças e tratamento de membros. Alegações de táticas legais agressivas, controle rigoroso e comportamento abusivo dentro da organização alimentaram controvérsias, inclusive debates sobre seu status de isenção de impostos.

 

Apesar das polêmicas, a Cientologia continua sendo uma organização poderosa e influente, provocando fascínio e preocupação no público. Para descobrir os famosos associados à essa entidade e aqueles que denunciam seus abusos, clique na galeria. A lista vai te surpreender!

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