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Após demissão de Rodrigo Bocardi Globo mira outros 3 jornalistas

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A saída de Rodrigo Bocardi, de 49 anos, do comando do Bom Dia SP por descumprimento de normas éticas da Globo continua repercutindo na emissora. Dez dias após a demissão por justa causa, o clima na redação em São Paulo é de desconfiança, e a emissora monitora outros três profissionais do jornalismo, suspeitos de envolvimento em práticas que desrespeitam o código de conduta interno.

 

De acordo com informações da coluna NaTelinha, dois jornalistas em São Paulo e um no Rio de Janeiro estão sendo investigados por possível ligação com assessores de políticos e empresas privadas. A suspeita é que eles teriam ajudado a viabilizar reportagens por valores extras, recebidos de personagens interessados, em desacordo com os critérios jornalísticos. Caso as irregularidades sejam confirmadas, as demissões ocorrerão de forma discreta para evitar mais exposição do caso.

Rodrigo Bocardi foi desligado da emissora após o Comitê de Auditoria e Compliance, junto com a Comissão de Ética e Conduta da Globo, analisar denúncias contra ele. Segundo o jornalista Daniel Castro, do Notícias da TV, Bocardi foi acusado de exigir pagamentos de empresas para evitar críticas no Bom Dia SP. Ele nega as acusações e afirmou que pretende processar a emissora.

A Globo ainda não comentou oficialmente os desdobramentos envolvendo os três profissionais monitorados. Enquanto isso, Bocardi segue afastado e mantém sua defesa contra as acusações, alegando que tomará as medidas legais cabíveis. O caso segue impactando o jornalismo da emissora.

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Tony Roberts, astro da Broadway, morre aos 85 anos

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Tony Roberts, ator indicado ao prêmio Tony e conhecido por seus papéis no teatro e em filmes de Woody Allen, faleceu nesta sexta-feira (7), aos 85 anos. A morte foi confirmada por sua filha, Nicole Burley, ao The New York Times. Roberts teve uma longa carreira na Broadway, onde originou papéis em musicais como How Now, Dow Jones (1967) e Victor/Victoria (1995), além de atuar em sucessos como The Tale of the Allergist’s Wife (2000).

 

No cinema, ele se destacou por suas colaborações com Woody Allen, aparecendo em filmes como Annie Hall (1977), Hannah and Her Sisters (1986) e Radio Days (1987). Sua presença confiante e carismática na tela servia como contraponto aos personagens neuróticos de Allen, característica destacada pela crítica ao longo dos anos. Roberts também participou de produções como Serpico (1973) e The Taking of Pelham One Two Three (1974), consolidando-se como um ator versátil.

Roberts nasceu em Nova York em 1939, filho do locutor Ken Roberts. Criado em um ambiente artístico, ele decidiu seguir a carreira de ator ainda jovem, formando-se pela Northwestern University. Sua estreia na Broadway ocorreu em 1962, e ele também teve passagens por Londres, além de participações em séries de TV como Law & Order. Ele deixa a filha, Nicole Burley, fruto de seu casamento com Jennifer Lyons.

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Briga entre organizadas deixa feridos antes de clássico em BH; vídeo

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Torcedores organizados de Cruzeiro e Atlético-MG se enfrentaram na manhã deste domingo (9) na avenida Doutor Álvaro Camargos, bairro São João Batista, em Belo Horizonte. O confronto, que ocorreu horas antes do clássico pelo Campeonato Mineiro, envolveu cerca de 100 pessoas e contou com o uso de barras de ferro, pedras e fogos de artifício. Segundo a Polícia Militar, seis pessoas ficaram feridas e foram levadas para a UPA Venda Nova e o Hospital Risoleta Neves.

 

O Tenente-Coronel Luiz Vitor informou que 48 torcedores do Cruzeiro foram detidos para averiguação, mas nem todos serão presos, já que alguns são testemunhas. Torcedores do Atlético-MG envolvidos no confronto conseguiram fugir. Materiais como foguetes, barras de ferro e pedras foram apreendidos no local.

O clássico entre Cruzeiro e Atlético-MG está marcado para as 16h deste domingo, no Mineirão, pela sétima rodada do Campeonato Mineiro. A partida é decisiva para o futuro das duas equipes no torneio. A Polícia Civil acompanha o caso em parceria com a Polícia Militar.

 

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Ônibus perde o controle, atinge veículos, imóvel e derruba árvore em SP

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Um ônibus da companhia Transwolff atingiu veículos, um imóvel e derrubou uma árvore na Rua Jequirituba, na região do Grajaú, zona sul de São Paulo, nesse sábado, 8. Ninguém ficou ferido.

 

 

A Secretaria de Mobilidade Urbana e Transporte e a São Paulo Transporte (SPTrans) informaram que a ocorrência envolveu um coletivo que operava na Linha 6062/10 – Term. Grajaú – Jd. Castro Alves. Ele estava estacionado no ponto inicial, sem passageiros, quando desceu a via.

 

“O ônibus foi conduzido à garagem para identificar as possíveis causas da ocorrência e, assim, adotar medidas para evitar novos episódios como este”, disse a SPTrans.

 

Segundo a Transwolff, um boletim de ocorrência foi elaborado para que as causas do acidente sejam apuradas. A companhia afirmou que seu comitê interventor permanece à disposição dos proprietários do imóvel e dos automóveis afetados.

 

Suspeita de ligação com o PCC

No fim de janeiro, a Prefeitura de São Paulo disse que colocará fim aos contratos com as empresas de ônibus Transwolff e UpBus, investigadas pelo Ministério Público por suspeita de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo o executivo paulistano, as defesas apresentadas pelas concessionárias no âmbito do processo administrativo foram rejeitadas e elas serão substituídas.

 

Na época, a Transwolff afirmou que acionaria a Justiça para contestar a decisão da prefeitura, que classificou como ´”arbitrária” e “ilegal”.

 

Desde o ano passado, as duas empresas são investigadas pela Operação Fim da Linha, que revelou as possíveis ligações com PCC.

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Após incêndio em fábrica, há risco de vazar óleo na Baía de Guanabara

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O Instituto Estadual do Ambiente (Inea), órgão ambiental vinculado ao governo do Rio de Janeiro, considera que o incêndio de grandes proporções que atingiu neste sábado (8) uma fábrica de óleos e lubrificantes traz risco de vazamento de óleo e outros resíduos na Baía de Guanabara. Diante dessa possibilidade, uma equipe foi destacada para avaliar os eventuais impactos.

 

“Em conjunto com a Capitania dos Portos, o governo ativou o Plano de Área da Baía de Guanabara, estratégia voltada para o controle e mitigação de danos ambientais. Além disso, o órgão irá apurar as causas e respostas da empresa ao incêndio e aplicará as sanções cabíveis”, informa nota divulgada pelo estado.

 

A fábrica está localizada na Ilha do Governador, às margens da Baía de Guanabara. O incêndio teve início na manhã de ontem e ganhou rapidamente grandes proporções. Diante do cenário, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, anunciou a criação de um gabinete emergencial composto por diferentes órgãos para lidar com a situação. A Polícia Militar foi mobilizada para garantir a segurança no entorno e a Polícia Civil abriu investigação sobre as causas do incêndio.

Por volta de 11h, o Corpo de Bombeiros publicou em suas redes sociais que mais de 100 bombeiros militares e agentes da Defesa Civil estadual de 20 unidades diferentes haviam sido enviados ao local e que a situação já estava controlada, sem risco de propagação. Mas as atividades voltadas para o resfriamento e proteção das áreas não atingidas ainda estavam em curso na manhã deste domingo (9).

Apesar da rápida ação dos bombeiros, durante a noite deste sábado (8), diversos moradores da região usaram as redes sociais denunciando os incômodos provocados pelo episódio. Também houve compartilhamento de imagens da espessa fumaça negra, que pôde ser avistada à distância e de diversos ângulos.

A Moove, empresa responsável pela fábrica, divulgou nota afirmando que o incêndio ocorreu na área produtiva da fábrica, sem atingir a área onde ficam tanques de armazenamento. “Todos os protocolos de segurança necessários estão sendo aplicados”, acrescenta o texto. Não houve feridos. A fábrica estava vazia, já que não havia operações no fim de semana.

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea), órgão ambiental vinculado ao governo do Rio de Janeiro, considera que o incêndio de grandes proporções que atingiu neste sábado (8) uma fábrica de óleos e lubrificantes traz risco de vazamento de óleo e outros resíduos na Baía de Guanabara. Diante dessa possibilidade, uma equipe foi destacada para avaliar os eventuais impactos.

“Em conjunto com a Capitania dos Portos, o governo ativou o Plano de Área da Baía de Guanabara, estratégia voltada para o controle e mitigação de danos ambientais. Além disso, o órgão irá apurar as causas e respostas da empresa ao incêndio e aplicará as sanções cabíveis”, informa nota divulgada pelo estado.

A fábrica está localizada na Ilha do Governador, às margens da Baía de Guanabara. O incêndio teve início na manhã de ontem e ganhou rapidamente grandes proporções. Diante do cenário, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, anunciou a criação de um gabinete emergencial composto por diferentes órgãos para lidar com a situação. A Polícia Militar foi mobilizada para garantir a segurança no entorno e a Polícia Civil abriu investigação sobre as causas do incêndio.

Por volta de 11h, o Corpo de Bombeiros publicou em suas redes sociais que mais de 100 bombeiros militares e agentes da Defesa Civil estadual de 20 unidades diferentes haviam sido enviados ao local e que a situação já estava controlada, sem risco de propagação. Mas as atividades voltadas para o resfriamento e proteção das áreas não atingidas ainda estavam em curso na manhã deste domingo (9).

Apesar da rápida ação dos bombeiros, durante a noite deste sábado (8), diversos moradores da região usaram as redes sociais denunciando os incômodos provocados pelo episódio. Também houve compartilhamento de imagens da espessa fumaça negra, que pôde ser avistada à distância e de diversos ângulos.

A Moove, empresa responsável pela fábrica, divulgou nota afirmando que o incêndio ocorreu na área produtiva da fábrica, sem atingir a área onde ficam tanques de armazenamento. “Todos os protocolos de segurança necessários estão sendo aplicados”, acrescenta o texto. Não houve feridos. A fábrica estava vazia, já que não havia operações no fim de semana.

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Como ‘surpresa’ de Dorival fez Firmino repetir drama de Neymar na Arábia

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RENAN LISKAI
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A contratação de uma “surpresa” de Dorival Júnior em uma das convocações recentes da seleção brasileira foi a causa do Al-Ahli decidir cortar Roberto Firmino da lista de inscritos no Campeonato Saudita. Ele, agora, passa pelo mesmo drama que Neymar viveu recentemente.

 

O Al-Ahli contratou o atacante Galeno, que estava no Porto. Com a chegada do reforço de 50 milhões de euros (R$ 305,6 milhões), o clube estourou o limite de 10 estrangeiros permitidos pelo Campeonato Saudita.

O time saudita tem 11 estrangeiros no elenco: o goleiro Edouard Mendy (Senegal), os zagueiros Matteo Dams (Bélgica), Merih Demiral (Turquia) e Ibañez (Brasil), os meio-campistas Alexsander (Brasil), Kessié (Costa do Marfim) e Gabri Veiga (Espanha) e os atacantes Roberto Firmino (Brasil), Galeno (Brasil), Mahrez (Argélia) e Toney (Inglaterra).

Galeno já defendeu a seleção brasileira. Ele foi convocado por Dorival Júnior para suprir a ausência de Gabriel Martinelli nos amistosos contra Inglaterra e Espanha em março do ano passado — o atleta do Arsenal foi cortado por lesão.
O Al-Ahli decidiu cortar Roberto Firmino. O atacante brasileiro, uma das primeiras contratações bombásticas do futebol saudita nos últimos anos, passará a disputar apenas a Champions League da Ásia.

Mesmo drama de Neymar
Roberto Firmino passa a viver a mesma situação que Neymar viveu no Al-Hilal. O camisa 10 do Santos sofreu séria lesão no joelho e não foi inscrito no Campeonato Saudita deste ano por causa do limite de estrangeiros.

Neymar jogou apenas dois jogos pela Champions League da Ásia até rescindir com o Al-Hilal. Ele deixou o clube saudita para assinar contrato até junho com o Santos.

Se ficar no Al-Ahli, Roberto Firmino fará seu próximo jogo no dia 17 de fevereiro. Nesta data, o time saudita encara o Al-Gharafa, do Qatar, pela última rodada da primeira fase da Champions League da Ásia. O clube já está classificado para a próxima etapa, mas ainda sem calendário definido.

Firmino tem 59 jogos disputados, 18 gols marcados e 13 assistências feitas pelo Al-Ahli. Ele tem contrato até junho de 2026 com o clube saudita.

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Mbappé marca, mas Real empata com Atlético e perde chance de disparar

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O Real Madrid bem que tentou, mas apesar de mais um gol de Mbappé, não conseguiu ir além de um empate em 1 a 1 com o Atlético no Santiago Bernabéu, em clássico válido pela 23ª rodada do Campeonato Espanhol, neste sábado (8).

 

Julián Alvarez abriu o placar para o Atlético de Madri no primeiro tempo, de pênalti. A finalização do atacante argentino foi a única – dos dois times – na direção do gol durante os 45 minutos iniciais.

Mbappé empatou para o Real Madrid logo no início do segundo tempo. Os donos da casa tiveram várias chances de virar o jogo, mas pararam em uma atuação inspiradíssima de Oblak, que terminou como o grande responsável pelo empate.

Com o resultado, o Real Madrid chega a 50 pontos e segue na liderança do Espanhol, seguido de perto pelo próprio Atlético, que soma 49. O Barcelona (45), que ainda joga na rodada, pode aproveitar o empate para encostar na dupla.

Antes da partida, Marcelo foi homenageado no Santiago Bernabéu. Ele entrou no gramado com os filhos, e foi ovacionado pelos jogadores e torcedores. Depois, ele recebeu de Luka Modric uma camisa emoldurada, assinada pelo elenco.

O Real Madrid visita o Manchester City na próxima terça (11). A partir das 17h (de Brasília), as equipes se enfrentam pelo jogo de ida dos playoffs da Liga dos Campeões da Europa, em Manchester.

Já o Atlético, com lugar garantido nas oitavas da Champions, só volta a jogar no próximo sábado (15). Os comandados de Simeone encaram o Celta de Vigo, pelo Espanhol, a partir das 14h30 (de Brasília).

Como foi o jogo
O Real Madrid ditou o ritmo do jogo no primeiro tempo, mas o Atlético abriu vantagem. Os donos da casa tiveram mais de 60% da posse de bola, mas não conseguiram criar chances reais de gol. Os visitantes praticamente só se defenderam – muito bem, por sinal -, e acabaram premiados com um pênalti em uma das raras investidas no ataque. Alvarez bateu bem para tirar o zero do placar.

A virada não veio nos primeiros minutos do segundo tempo por um detalhe. Em seis minutos, o Real Madrid foi muito mais perigoso que em todo o primeiro tempo, e criou três chances claras. Bellingham foi travado dentro da área, mas viu Mbappé aproveitar o rebote e empatar. Dois minutos depois, o meia inglês acertou o travessão após cabecear à queima-roupa.

O Real Madrid seguiu em cima do Atlético, mas parou em grande atuação de Oblak. O goleiro esloveno fez, ao menos, cinco intervenções importantíssimas. Quando ele não defendeu, Rodrygo mandou para fora. Apesar da pressão dos anfitriões até o fim, a igualdade permaneceu.

Gols e principais lances
Passou perto! Aos 13′, Samuel Lino dominou com liberdade pelo meio e avançou até a entrada da área. Ele bateu forte, rasteiro, e a bola saiu por muito pouco.

Para fora! Aos 19′, Valverde recuperou a bola no campo de ataque e acionou Vini Jr, que avançou até a entrada da área, cortou para o meio e bateu. A bola passou perto e assustou Oblak.

0x1: Pênalti! Aos 33′, após revisão no VAR, o árbitro marcou pênalti de Tchouaméni em Samuel Lino. Julián Alvarez bateu com cavadinha, no meio do gol, e deslocou Courtois, que caiu para a direita

1×1: Aos 4′ do segundo tempo, Rodrygo se desvencilhou bem da marcação pela direita e cruzou rasteiro. Bellingham bateu de primeira, mas foi travado. No rebote, Mbappé finalizou de primeira e deixou tudo igual.

No travessão! Aos 6′, Vini Jr recebeu pela esquerda, invadiu a área com liberdade e cruzou. Bellingham chegou cabeceando e acertou o travessão.
Oblak! Aos 11′, em lance muito parecido ao anterior, Vini Jr invadiu a área pela esquerda e cruzou para Bellingham. Desta vez, o inglês acertou o alvo, mas o goleiro esloveno segurou.

Oblak de novo! Aos 25′, Rodrygo recebeu de Vásquez na área e, mesmo sem ângulo, bateu forte. O goleiro do Atlético fez boa defesa.
Que pressão! Aos 26′, Vini Jr. fez uma linda jogada pela esquerda, deixou dois marcadores para trás, invadiu a área e bateu cruzado, muito forte. Oblak espalmou de novo.

Salva Oblak! Aos 28′, Rodrygo bateu falta da esquerda com muita curva. A bola passou por todo mundo na área e foi direto para o gol, no cantinho. O goleiro do Atlético estava lá para espalmar e evitar o rebote na sequência.

Quase um golaço! Aos 37′, Vini Jr. aplicou um drible da vaca no marcador e cruzou para Rodrygo, que dominou com liberdade na entrada da área e bateu colocado. A bola saiu rente à trave. Desta vez, Oblak não alcançaria.

FICHA TÉCNICA

REAL MADRID 1 X 1 ATLÉTICO DE MADRI

Data e horário: 8 de fevereiro (sábado), às 17h (de Brasília)
Competição: Campeonato Espanhol – 23ª rodada
Local: Estádio Santiago Bernabéu, em Madri, na Espanha
Árbitro: César Soto Grado
Assistentes: Carlos Álvarez Fernández e Rubén Becerril Gómez
Cartões amarelos: Ceballos (RMA); Lenglet, Galán, Sorloth (ATM)
Gols: Julián Alvarez (ATM), aos 33 minutos do primeiro tempo; Mbappé (RMA), aos 4 minutos do segundo tempo.

Real Madrid: Courtois; Lucas Vázquez (Modric), Tchouaméni, Asencio e Fran García; Ceballos (Camavinga), Valverde e Bellingham; Rodrygo (Brahim Díaz), Vinícius Júnior e Mbappé. Técnico: Carlo Ancelotti.

Atlético de Madri: Oblak; Llorente, Giménez, Lenglet e Javi Galán (Reinildo); De Paul (Correa), Barrios, Simeone (Molina) e Samuel Lino (Koke); Griezmann e Julián Alvarez (Sorloth). Técnico: Diego Simeone.

 

Netanyahu diz que Israel conduzirá plano para retirar palestinos de Gaza

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MARINA COSTA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou em entrevista à Fox News no sábado (8) que as tropas israelenses, não as americanas, conduzirão a proposta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de retirar os palestinos da Faixa de Gaza. O republicano propôs o deslocamento forçado na última terça-feira (4), em entrevista coletiva em Washington, ao lado do premiê israelense.

 

“Sabe o que eu digo? Nós faremos o trabalho.” Netanyahu defendeu a proposta de Trump como “a primeira ideia nova em anos” e disse que a ação “tem o potencial de mudar tudo em Gaza”. “O que ele está dizendo é: quero abrir a porta e dar-lhes a opção de se realocar temporariamente enquanto reconstruímos o lugar fisicamente.”

Segundo o primeiro-ministro, a condição para que os palestinos realocados pudessem retornar ao território após a intervenção seria a de “rejeitar o terrorismo”.

Tel Aviv tomou a Faixa de Gaza em 1967 e manteve uma presença militar no território até 2005, quando retirou seus colonos e tropas. Israel e grupos armados em Gaza travaram vários conflitos nos últimos anos, mas o último, iniciado após o ataque da organização terrorista Hamas em 7 de outubro de 2023, foi o mais mortal e destrutivo.

Para os palestinos, a tentativa de obrigá-los a sair de Gaza evoca o trauma da Nakba (termo em árabe para catástrofe), como é chamada a expulsão de centenas de milhares de pessoas de suas casas durante a guerra que criou o Estado de Israel, em 1948.

Neste domingo (9), o Hamas anunciou que as tropas israelenses deixaram o corredor Netzarim –faixa de terra de 6,4 km que divide as porções norte e sul de Gaza, ocupada desde os primeiros meses da guerra– liberando o retorno dos palestinos deslocados ao norte do território. A saída dos combatentes faz parte do acordo de cessar-fogo que entrou em vigor no dia 19 de janeiro.

“As forças israelenses desmontaram suas posições e postos militares e retiraram completamente seus tanques do corredor Netzarim na estrada Salahadin, permitindo que os veículos passem livremente em ambas as direções”, disse um membro do Ministério do Interior da Faixa de Gaza, sob controle do grupo terrorista.

O norte de Gaza foi transformado em ruínas após as ofensivas de Israel. Depois de encontrar os escombros dos locais em que viviam, alguns palestinos voltaram para o sul, enquanto outros montaram tendas onde suas casas ficavam.

Multidões de pessoas foram vistas atravessando o corredor neste domingo, e uma longa fila de carros se formava para aguardar a passagem. A força policial administrada pelo Hamas foi enviada à área para gerenciar o fluxo de travessia.

Na quinta-feira (6), o governo de Israel determinou que o Exército prepare um plano de “saída voluntária” da população palestina, medida que foi celebrada por líderes da extrema direita do país. “Dei instruções para preparar um plano que permita a saída de qualquer residente de Gaza que deseje, para qualquer país que queira aceitá-los”, disse o Israel Katz, ministro da Defesa.

No mesmo dia, em entrevista à emissora Channel 14, Netanyahu sugeriu o estabelecimento de um estado palestino dentro da Arábia Saudita. A fala foi condenada pelo Ministério das Relações Exteriores do Catar, país mediador das negociações de cessar-fogo entre Israel e Hamas.

Para especialistas ouvidos pela agência de notícias AFP, a proposta de desalojar a população palestina dificulta o reconhecimento de Israel pela Arábia Saudita. Se ocorresse, o reconhecimento seria considerado um grande feito na diplomacia do Oriente Médio e poderia acalmar as tensões regionais.
Ao propor que Gaza fosse esvaziada, Trump também afirmou que o Egito e a Jordânia poderiam receber os palestinos, ideia rejeitada por ambos. A acolhida de refugiados pelos dois países poderia causar instabilidade nas fronteiras e na segurança sauditas, afirma o pesquisador Aziz Alghashian.

A proposta de Trump e o apoio de Netanyahu, avalia Alghashian, “mostram que eles não são verdadeiros parceiros para a paz aos olhos de Riad”, sobretudo o líder israelense, que “quer todos os benefícios sem fazer nenhuma concessão”.

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Campo de Marte registrou 126 ocorrências envolvendo aeronaves em 10 anos

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Nos últimos 10 anos, o Aeroporto Campo de Marte, em São Paulo, registrou 126 ocorrências envolvendo aeronaves, sendo cinco considerados graves. Segundo registros do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), também foram contabilizados oito acidentes, alguns deles fatais.

 

O aeroporto voltou ao centro das atenções após mais um acidente aéreo nas proximidades. Nesta sexta-feira (7), duas pessoas morreram e seis ficaram feridas após um avião de pequeno porte cair na avenida Marquês de São Vicente, na zona oeste de São Paulo, a cinco quilômetros de distância do aeroporto.

Ao longo dos anos, vários acidentes marcaram a história do aeroporto. Há vários registros no bairro da Casa Verde, zona norte da capital paulista, cujas residências ficam localizadas no trajeto das aeronaves.

Em março de 2023, um helicóptero caiu na Barra Funda, zona oeste da cidade, deixando quatro mortos. A aeronave atingiu uma árvore de aproximadamente 15 metros entre as ruas Padre Luís Alves Siqueira e James Holland, antes de se chocar contra o chão de uma empresa desativada.

Em julho de 2020, uma aeronave de pequeno porte caiu e pegou fogo próximo ao aeroporto. A queda aconteceu quando o avião se preparava para pousar no aeroporto, pouco depois das 18h, na Avenida Braz Leme. Uma pessoa morreu. O avião, um bimotor BE-58, prefixo PR-OFI, havia partido de Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, e pousaria no Campo de Marte. Ele foi comprado em 2016 e não tinha permissão para operar como táxi aéreo.

Em 29 de julho de 2018, uma pessoa morreu e seis ficaram feridas após um avião bimotor turboélice fabricado em 2008 pela Hawker Beechcraft cair em chamas na pista do aeroporto, após três tentativas de pouso frustradas. O piloto, Antonio Traversi, não resistiu aos ferimentos. O acidente ocorreu devido a problemas no trem de pouso.

No dia 30 de novembro do mesmo ano, um monomotor Cessna C-210, prefixo PR-JEE, caiu em uma área residencial na região de Santana, zona norte de São Paulo, logo após decolar do Aeroporto Campo de Marte com destino a Jundiaí. O acidente resultou na morte de duas pessoas, deixou seis feridos e levou ao fechamento temporário do aeroporto. A queda ocorreu na rua Antonio Nascimento Moura, atingindo casas e veículos, com o fogo se espalhando pelo asfalto devido ao vazamento de combustível.

Em 2016, o ex-presidente da Vale, Roger Agnelli, sua esposa Andrea e seus filhos João e Anna Carolina morreram na queda de um avião no Jardim São Bento, Zona Norte de São Paulo. Outras três pessoas também morreram, e um morador ficou ferido quando a aeronave atingiu uma residência. O acidente ocorreu logo após a decolagem do Aeroporto Campo de Marte, onde o monomotor, de prefixo PRZRA e registrado em nome de Agnelli, estava estacionado no hangar da Infraero. O voo tinha como destino o Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro.

Confira abaixo uma lista oficial do aeroporto com outros acidentes registrados:
– 2007 – Jato Learjet 35 cai sobre casas no bairro da Casa Verde: Em 4 de novembro, um jato Learjet 35 caiu minutos após decolar do Campo de Marte, atingindo imóveis residenciais no bairro da Casa Verde. O acidente deixou 10 mortos, incluindo ambos os pilotos e uma família que morava em uma das casas atingidas.

– 2006 – Helicóptero contratado pela Eletropaulo sofre queda e explode: Um helicóptero que realizava inspeção de rede elétrica para a Eletropaulo colidiu contra o telhado de um prédio e, em seguida, atingiu uma via pública, causando uma explosão. Os três ocupantes da aeronave morreram. Observadores relataram que o piloto pode ter tentado um pouso de emergência antes da colisão.
– 2003 – Acidente em treinamento de pouso de emergência: Durante um treinamento para pouso de emergência, um helicóptero sofreu uma queda, resultando em um incêndio. O instrutor a bordo morreu no local.
– 1995 – Queda de avião Cessna na Avenida Santos Dumont: Em novembro, um avião Cessna não conseguiu ganhar altitude e caiu sobre a Avenida Santos Dumont, no bairro de Santana. Seis pessoas morreram no acidente.
– 1984 – Táxi-aéreo cai no Carandiru, atingindo três casas: Sete pessoas morreram quando um táxi-aéreo caiu sobre três residências no bairro do Carandiru, pouco tempo após decolar do Campo de Marte.
– 1977 – Acidente fatal com o piloto de Fórmula 1 José Carlos Pace: No dia 18 de março, o avião monomotor do piloto Marivaldo Fernandes, que transportava o piloto de Fórmula 1 José Carlos Pace, colidiu com uma árvore na Serra da Cantareira, no município de Mairiporã. O acidente ocorreu logo após a decolagem, no início de uma forte tempestade, resultando na morte imediata de Pace.
– 1962 – Colisão aérea entre voo da Vasp e um bimotor Cessna: No dia 26 de novembro, uma aeronave da Vasp, que seguia para o Rio de Janeiro, colidiu no ar com um bimotor Cessna 310 que se dirigia ao Campo de Marte. Os aviões voavam em direções opostas e não houve contato visual entre as tripulações. As 26 pessoas a bordo de ambas as aeronaves morreram no acidente.

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Fortes chuvas no Paraná provocam uma morte e afetam cerca de 2 mil pessoas

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As chuvas que atingem o Paraná desde a noite de sexta-feira, 7, afetaram direta ou indiretamente mais de 2 mil pessoas, segundo a Defesa Civil do Estado. Uma pessoa morreu e outra está desaparecida.

 

 

As cidades mais atingidas são Paranaguá, Antonino, Morretes e Guaratuba. De acordo com a Defesa Civil do Estado, em algumas localidades, as chuvas passaram de 150 mm ao dia. Os danos ainda estão sendo contabilizados.

 

Segundo Hudson Leôncio Teixeira, secretário da Segurança Pública do Estado do Paraná, a vítima fatal foi encontrada em uma área de difícil acesso em Limeira, no município de Guaratuba. “A confirmação foi feita pelos bombeiros. A localização foi em uma área afastada”, disse. A polícia científica trabalha na identificação do corpo.

 

Ainda de acordo com o secretário, uma mulher está desaparecida. Inicialmente, as equipes receberam a informação de que se tratava de um casal, mas o homem foi localizado. As buscas estão sendo retomadas com a ajuda de cães farejadores.

 

Pessoas ilhadas

 

Na sexta-feira, 7, um ônibus escolar com crianças ficou ilhado em Guaratuba. Todas as pessoas foram imediatamente resgatadas.

 

“Nós não descartamos a possibilidade de encontrar mais pessoas nessa mesma condição (ilhadas). As casas estão sendo verificadas pelos bombeiros, mas alguns locais são de difícil acesso”, disse Teixeira.

 

O secretário orienta que as pessoas fiquem atentas aos alertas – na sexta-feira, por exemplo, foi enviada uma mensagem para moradores de algumas regiões pelo Sistema Cell Broadcast -, buscando abrigo seguro em caso de necessidade.

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Gramado ‘duro’ do Maracanã irrita Flamengo e Fluminense: ‘uma briga eterna’

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O gramado do Maracanã desagradou tanto o Flamengo quanto o Fluminense. Após empate sem gols no clássico pelo Campeonato Carioca, no sábado (8), técnicos e jogadores de ambas as equipes reclamaram do campo “duro”. O campo passou por manutenção durante o mês de janeiro.

 

Flamengo
“O gramado? É uma briga eterna, mas temos que pensar nos jogadores, fazer esforços e se custar mais caro, temos que fazer o investimento. Se tiver que trocar o gramado, tem que fazer o investimento alto, disse Filipe Luís, técnico rubro-negro.

“O campo vai prejudicar as duas equipes. […] Está bastante duro aqui. A sola do pé dói, a coluna. Mas é o que temos e vamos tentar dar o nosso melhor. Não podemos dar desculpa de campo. Esperamos retribuir com um bom jogo e gols. “, comentou Léo Pereira, zagueiro do Flamengo.

Fluminense
“O gramado está muito duro. Todos os jogadores, de modo geral, estão reclamando de estar muito duro. O pessoal que cuida explicou que no início da temporada é colocada uma resina, que faz com que os primeiros jogos sejam difíceis em termos de piso. Todo mundo saiu reclamando um pouco”, disse Mano Menezes, técnico do Fluminense.

“O campo está muito duro, todo mundo, dos dois times, saiu falando. A bola fica viva, a bola não é das melhores, e deixa o jogo difícil de se jogar. Acabou que o Thiago Silva sentiu as dores na sola do pé por conta do campo. É difícil. A gente vem falando há algum tempo isso. Tem que ver quem é o responsável para tomar alguma atitude para mudar isso. A gente é cobrado todos os dias para apresentar o melhor futebol, qualidade por todo o investimento que é feito, mas fica difícil assim. Isso atrapalha muito. Tem que ver o que precisa ser feito para mudar”, completou Guga, lateral do Tricolor.

O Flamengo volta ao Maracanã na quarta-feira (12) para o clássico contra o Botafogo. A partida está marcada para as 21h30 (de Brasília) e é válida pela sétima rodada do Carioca.

O estádio receberá mais duas partidas no próximo fim de semana. O Fla recebe o Vasco, sábado (15), às 16h30 (de Brasília), enquanto o Flu encara o Nova Iguaçu, domingo (16), às 16h (de Brasília).

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Stênio Garcia acusa TV atual de ser etarista: ‘Não sabem escrever para atores velhos’

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GABRIEL VAQUER
ARACAJU, SE (FOLHAPRESS) – Um dos nomes mais conhecidos da televisão brasileira, Stênio Garcia criticou os atuais autores por não quererem ou não saberem escrever para nomes veteranos como ele. Stênio não fez qualquer trabalho em 2024 e espera ser chamado em 2025.

 

“Os autores novos não sabem mais escrever para as pessoas velhas, mas o Brasil é cheio de idoso”, desabafou em entrevista para a revista Quem.

“Para um idoso trabalhar, o autor tem que saber escrever para ele. Ouvi o Tarcísio Meira dizer isso e bateu fundo em mim. Os grandes autores morreram ou não estão trabalhando”, lamentou.
Para sobreviver, Stênio Garcia tem outras fontes de renda como empresário. Seu último trabalho na televisão foi uma participação na série “Filhas de Eva”, da Globo, gravada em 2019 e exibida em 2021.

“Se o ator não empreende, e depende do audiovisual, que é o que paga melhor, não vive porque não tem constância. Todos os modelos de trabalho são por obra e, de repente, quando o ator é muito bom, são diárias. Não podemos nos deixar leiloar por menos do que valemos”, desabafa.

Stênio Garcia contou uma passagem que ocorreu em sua última novela, “Deus Salve o Rei” (2018), onde um ator, que ele não revelou o nome, disse que não gostava mais da atuação.

“É muito difícil escolher o trabalho e contracenar com pessoas que não tem ideia do que estão fazendo ali. Não tenho pressa mais, já ganhei todos os prêmios, já fiz tudo. Contracenar com um ator que não olha no olho? Não quero. Me brocha. Quero olhar no olho e entender o que ele está pensando”, comentou.

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Neymar tenta ‘quebrar o gelo’ com seus fãs dentro do elenco do Santos

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SANTOS, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Neymar tenta “quebrar o gelo” com seus fãs no elenco do Santos.

 

Os jogadores do elenco do Santos são fãs de Neymar e tiveram dificuldade para se entrosar. Alguns atletas mais jovens sentiram vergonha de se aproximar do principal nome do futebol brasileiro nos últimos anos.

Neymar reforçou o discurso de ser “apenas mais um” para quebrar esse gelo. Passada a primeira semana, esse bloqueio é menor e a resenha já começa a rolar no vestiário.

O camisa 10 fez questão de participar de todos os momentos com os atletas. As conversas foram mais fluídas durante a concentração no CT Rei Pelé para o duelo com o Botafogo-SP, na Vila Belmiro.

Os mais próximos de Neymar são Guilherme e Gil. Guilherme não mostrou essa timidez inicial, enquanto Gil já conhecia o craque.

A ideia agora é que o elenco se acostume com a presença de Neymar. O jogador da seleção brasileira sentiu o grupo ansioso no empate com o Botinha.

Neymar atuou por 52 minutos no segundo tempo contra o Botafogo e vai ganhar nova oportunidade diante do Novorizontino neste domingo, fora de casa. A previsão é de ser titular diante do Corinthians, quarta, na Neo Química Arena.

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Ele vendia balas em semáforos e se tornou campeão no Aberto da Austrália

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ALEXANDRE ARAUJO
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O semáforo fechou e Luiz Calixto aproveitou a fila de carros para oferecer balas e paçocas aos motoristas. Quem estava em um dos veículos era Léo Butija, técnico da seleção brasileira de tênis em cadeira de rodas, que observou o jovem e resolveu lhe fazer um convite. Em janeiro, quase três anos depois daquele encontro, o brasileiro colocou um troféu do Aberto da Austrália na prateleira.

 

“Pelo retrovisor, ele reparou que eu mancava e viu a possibilidade de me colocar no tênis em cadeira de rodas. Nesse dia, o sinal abriu, ele teve de andar com o carro e fez o retorno, mas eu não estava mais lá. Quando eu ia vender bala, se não dava certo em um local, eu já ia para outro. Umas duas semanas depois, ele me viu em uma avenida, perto de um sinal. Parou, conversou e pegou o telefone da minha mãe. No sábado seguinte, eu estava no clube”, disse Luiz Calixto.

Luiz, de 17 anos, nasceu com pseudoartrose (a perna direita é menor que a esquerda), e o trabalho informal nas ruas de Belo Horizonte ajudava no sustento da família, juntamente ao salário que a mãe ganhava como faxineira — ele tem ainda um irmão que hoje tem 7 anos e uma irmã de 19. “Sempre passamos dificuldade. Então, tinha de dar um jeito, correr atrás. A bala e paçoca foi um jeito de levar um pouco mais de grana pra casa”.

“Quando olhei no retrovisor, vi que ele estava mancando. Achei que era uma perna engessada, só depois que eu vi que era uma prótese. O levamos para quadra, e tudo aconteceu de uma forma muito rápida”, relembra Léo.

O jovem chegou ao Butija Social Esporte e Cultura sem conhecimento algum de tênis em cadeira de rodas, e os primeiros contatos com a modalidade foi como catador de bolinhas. Mas logo começou a treinar nas horas livres, e superou os obstáculos iniciais.

“A intenção dele era me tirar da rua, nem era para me trazer para o alto atendimento. Comecei a trabalhar lá e passava o dia inteiro . Depois de um mês, mais ou menos, quis sair e fui parando de ir, Depois de um tempinho, houve uma viagem para competição que acabei não indo e, a partir disso, comecei a focar e ter uma disciplina, um compromisso com o tênis”, comenta Luiz Calixto.

Em 2023, no Parapan de Jovens de Bogotá, o mineiro levou três medalhas: o ouro nas duplas mistas, a prata nas duplas masculinas e bronze no Individual. Agora, na Austrália, conquistou o primeiro Grand Slam -chegou ao topo do pódio nas duplas, ao lado de Charlie Cooper, dos Estados Unidos.

“Eu ainda estou meio que em choque, desacreditado. Não era certo de eu ir [para a competição] por causa do ranking. Quando virou o ano e ficamos sabendo que eu ia foi uma coisa louca. Não estava esperando. Pensei: ‘Como assim? Quase não estive aqui e acabei levando o título’. Ainda estou sonhando”, disse Calixto.

“Ele virou o número 5 do mundo, conseguiu a classificação e fez esse resultado maravilhoso. Todo mundo ficou impressionado com a evolução dele do último ano para cá. Fez jogo duro contra os adversários na Austrália e está aí, de vendedor de paçoca a campeão de Grand Slam em dois anos e meio”, disse Léo Butija.

O Aberto da Austrália, para além de um importante título no currículo, se tornou um divisor de águas para Luiz.

“É um empurrão. Principalmente para mim, que estava meio que desacreditado que ia. Conseguir ir e ainda conseguir trazer um título, é um ‘vai lá que tem mais fruto para sair’. [O título] É bom, claro, pela visibilidade, mas, o tempo todo, o Léo está falando o que tem de fazer, o que tem de ficar de olho. É voltar para a quadra e continuar treinando pesado, porque título não ganha jogo. É treinar intensamente e dobrado”, afirma Luiz Calixto.

O ciclo que está um curso ainda tem competições que Luiz almeja participar -e por que não conquistar-, e não esconde o sonho de se classificar para as Paralimpíadas de Los Angeles, em 2028. Paralelamente a isso, o jovem de 17 anos também indica que quer fazer faculdade, mas ainda não sabe se vai tentar ingressar ainda este ano.

“Tenho de estudar e procurar fazer uma faculdade porque, no tênis em si, a carreira é curta. No máximo, uns 15 anos, então, tem de ter um planejamento futuro. Provavelmente, vai ser alguma coisa voltada para o esporte. Talvez, educação física”.

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Guilherme Prata comanda clínica de beach tennis em Santa Clara

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Guilherme Prata comanda clínica de beach tennis em Santa Clara

Na manhã deste domingo (9), Santa Clara foi palco de uma clínica de beach tennis comandada pelo ex-jogador e ex-técnico da seleção brasileira da modalidade, Guilherme Prata. A ação, voltada para moradores e turistas, ocorreu através de parceria entre a Prefeitura de São Francisco de Itabapoana (SFI) e o projeto Sesc Verão.

— É muito gratificante fazer parte de iniciativas como esta, que proporcionam o primeiro contato com o beach tennis. O esporte chegou ao Brasil em 2008 e, apesar de ser fácil e inclusivo, ainda é desconhecido por muitas pessoas — comentou o ex-jogador, que conquistou o título de campeão mundial por equipes em 2013.

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Durante a clínica, Guilherme orientou os participantes, interagiu com o público e compartilhou curiosidades sobre a história do esporte. A atividade culminou com uma competição que elegeu o Rei e a Rainha do Beach Tennis no Sesc Verão 2025. 

O morador de Campos dos Goytacazes, Maurício Carvalho, acompanhou o filho Hugo, de sete anos, que foi um dos participantes mirins.

— Temos casa em Santa Clara e estamos aproveitando bastante essa oportunidade oferecida pela prefeitura e pelo Sesc. Meu filho está adorando o primeiro contato com o beach tennis — observou. 

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Enquanto a clínica de beach tennis acontecia, o projeto Sesc Verão 2025 também ofereceu parque de brinquedos infláveis. Já a Secretaria Municipal de Esporte promoveu aulas de funcional e oficinas de outras modalidades para o público.

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Moradores e turistas participam de atividades esportivas em Gargaú

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Moradores e turistas participam de atividades esportivas em Gargaú

A programação esportiva itinerante do “Verão do Seu Jeito”, promovida pela Prefeitura de São Francisco de Itabapoana (SFI), aconteceu neste final de semana em Gargaú. Nos dias 8 e 9 de fevereiro, moradores da localidade aproveitaram as aulas de funcional e ginástica laboral oferecidas gratuitamente.

As atividades ocorreram em uma área especialmente preparada na Lagoa de Gargaú. Entre os participantes na manhã deste domingo (9), a moradora do Rio de Janeiro, Denise Nunes, ressaltou a importância de iniciativas como essa para a promoção da saúde e qualidade de vida.

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— Para mim, saúde é essencial. Por isso, a oferta de atividades gratuitas e de qualidade como esta é tão importante. Fico muito feliz em poder participar, pois sei que a comunidade onde meus pais moram merece — afirmou Denise.

O circuito itinerante continua no próximo final de semana em Manguinhos. Além disso, as arenas de Santa Clara seguirão com as ações aos sábados e domingos, sempre a partir das 8h.

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Ônibus pega fogo após acidente no México e deixa pelo menos 41 mortos

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Pelo menos 41 pessoas morreram na madrugada deste domingo, perto da cidade de Escárcega, no México, após um ônibus colidir com um caminhão e pegar fogo.

 

O ônibus, que transportava 48 pessoas, viajava entre Cancún e Tabasco.

Trinta e oito passageiros, além dos dois motoristas do ônibus, perderam a vida. O motorista do caminhão também não resistiu aos ferimentos, informaram as autoridades do estado de Tabasco, citadas pela Sky News.

Imagens do local mostram que o ônibus foi completamente consumido pelo fogo, restando apenas a estrutura metálica.

A empresa Tours Acosta, proprietária do ônibus, lamentou profundamente o “trágico acidente” e afirmou estar colaborando com as autoridades para investigar as causas.

“É com profundo pesar e consternação que nos unimos neste momento de luto para recordar as vidas que foram subitamente ceifadas no trágico acidente de ônibus de hoje. As nossas palavras são insuficientes para o vazio deixado pela perda de tantos entes queridos. Famílias inteiras, amigos e comunidades estão marcados pela dor de despedidas inesperadas, sonhos interrompidos e histórias inacabadas”, publicou a empresa em sua página no Facebook.

O governador de Tabasco, Javier May Rodriguez, declarou que o governo estadual está coordenado com as autoridades para “prestar a assistência necessária”. “O secretário de governo está acompanhando de perto a situação”, acrescentou.

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Homem ganha viagem mas fica doente e acaba com conta de R$ 273 mil

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O americano Mike Cameron, morador de Minnesota, embarcou em uma viagem de cruzeiro para o Caribe com sua namorada, Tamra Masterman, após vencer uma promoção. O passeio, planejado para fugir do frio intenso de sua região, foi interrompido quando ele contraiu influenza a bordo. O quadro se agravou, e Mike precisou de internação no serviço médico do navio da Norwegian Cruise Line por três dias. Ao receber alta, foi surpreendido com uma conta médica de US$ 47 mil (cerca de R$ 273 mil).

 

Mike afirmou que não estava preparado para uma despesa tão alta e que o seguro de viagem que adquiriu cobria apenas US$ 20 mil. “Comecei a pensar: vou perder a minha casa, vou perder os meus carros”, desabafou à Fox 9. Ele também tentou acionar seu seguro-saúde, mas a solicitação foi negada porque os custos ocorreram fora do território americano.

A Norwegian justificou os valores cobrados como “justos e razoáveis” em carta enviada ao passageiro, alegando que estavam alinhados ao mercado de viagens. Mike agora enfrenta dificuldades para quitar a dívida e declarou: “Não sei como vou pagar a eles. Vou ter que fazer isso, mas não sei como”.

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Jornalista Cecília Flesch surpreende ao revelar quanto ganhava na Globo

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A jornalista Cecília Flesch revelou em um podcast que recebia um salário bruto de R$ 8 mil na GloboNews, quando foi demitida em junho de 2023. “Isso porque eu recebi um aumento na maternidade”, disse. Ela também comentou sobre a remuneração no jornalismo: “O mercado de jornalismo não paga bem.” Flesch confirmou que apenas grandes nomes, como William Bonner e Renata Vasconcellos, recebem salários considerados altos na Globo, enquanto a maioria ganha valores medianos.

 

Cecília foi demitida após a repercussão de um comentário feito no podcast “É Noia Minha?”, no qual criticou a linha editorial da GloboNews. “Tá um saco, a GloboNews só tem política e economia, economia e política”, afirmou. Ela contou que apelidou a emissora de “Rivonews”, em referência ao tranquilizante Rivotril, por conta do conteúdo repetitivo e exaustivo.

Após a saída da emissora, Cecília recebeu uma proposta para atuar na internet, onde criou os programas “RivoNews” e “Rivo Talks” no YouTube. Além de explorar sua liberdade editorial, ela destacou a vantagem de não precisar mais madrugar para trabalhar.

A jornalista comandava o matinal “Em Ponto”, com três horas de transmissão ao vivo na GloboNews. Sua demissão reforçou debates sobre salários e condições de trabalho no jornalismo televisivo no Brasil.

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Decisões monocráticas no STF disparam em 15 anos, com picos sob Bolsonaro

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CÉZAR FEITOZA
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Para contornar a falta de espaço na pauta do plenário, os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) intensificaram a partir de 2009 a concessão de decisões monocráticas em ações de controle de constitucionalidade.

 

Levantamento feito pela Folha mostra que o número de liminares individuais em ADIs (ação direta de inconstitucionalidade) e ADPFs (arguição de descumprimento de preceito fundamental) foi de apenas 6 em 2007 e chegou a um pico de 92 em 2020. No ano passado, foram 71.

As liminares monocráticas nesse tipo de ação são alvo de discussão há anos no Judiciário brasileiro. O Congresso Nacional aproveitou uma brecha para tentar impor um revés ao Supremo, com o avanço de uma PEC (proposta de emenda à Constituição) que restringe o poder individual dos ministros do STF.
Os novos presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), deram recados ao Supremo em discursos no último sábado (1º). Eles não trataram especificamente das decisões monocráticas, mas o tema está em pauta no Congresso.

As leis sobre as ações de controle de constitucionalidade, chamadas de ADI e ADPF, foram aprovadas pelo Congresso em 1999. Elas surgiram como proposta de um grupo de juristas, cujo relator era o professor (e ainda não ministro) Gilmar Mendes.

A legislação define regras para a concessão de medidas cautelares nessas ações -uma espécie de análise provisória e urgente do processo. Pelo texto, as liminares das ADIs só podem ser decididas por maioria absoluta do Supremo (seis ministros) ou individualmente pelo presidente da corte durante o recesso do Judiciário.

Para as ADPFs, a lei define ainda que as liminares podem ser concedidas individualmente pelo relator “em caso de extrema urgência ou perigo de lesão grave ou, ainda, em período de recesso”.

No entanto, em 2009, com Gilmar já presidente do Supremo, integrantes do tribunal passaram a reclamar com frequência da dificuldade de levar seus processos ao plenário. Cada um, então, passou a dar suas liminares.

“É uma distorção, a meu ver. Enquanto eu tive a capa sobre os ombros e assento no Supremo, nos 31 anos em que lá estive, eu nunca atuei substituindo o colegiado. Isso é de um impropriedade marcante: aí vale tudo, é a ótica de cada qual”, disse à Folha o ministro aposentado Marco Aurélio Mello.

O ministro lembra as reclamações da sobrecarga do plenário. “Mas paga-se um preço -e é módico- de se viver em um Estado de Direito, ou seja, a observância irrestrita ao que está estabelecido”, disse.

Marco Aurélio deu 24 decisões monocráticas em ADIs e ADPFs de 2000 a 2021, quando deixou a corte.

O problema criado pela profusão de liminares monocráticas e a falta de espaço no plenário para referendo das decisões foi a permanência por longos períodos de decisões provisórias sem aval dos demais ministros.

O cenário criou distorções. Para o advogado e professor Lenio Streck, o caso mais emblemático foi a ADI dos Royalties. A ministra Cármen Lúcia suspendeu, em 2013, trecho de uma lei e acabou alterando as regras sobre quais estados deveriam receber os valores advindos da exploração de petróleo.

Até hoje, 12 anos depois, a liminar não foi julgada pelo plenário do Supremo.
Streck, porém, disse que o problema das decisões monocráticas foi solucionado quando o STF alterou seu regimento interno no fim de 2022 para prever que todas as medidas cautelares seriam levadas automaticamente para julgamento no plenário virtual.

Não haveria razão, na visão dele, para o Congresso intervir no tema. “Proibir [as decisões monocráticas], zerar o sistema é um problema porque, de algum modo, o Parlamento está entrando numa seara de jurisdição constitucional”, diz o advogado.

Ele afirmou que o Congresso é um dos principais alvos de ações diretas de inconstitucionalidade -mecanismo usado por partidos e associações para pedir a derrubada de leis.

“O Parlamento é o maior litigante de controle de constitucionalidade porque as minorias que perdem vão ao Supremo para tentar corrigir aquilo que o Congresso teria feito errado”, disse Streck.

Quatro ministros do Supremo ouvidos pela Folha, sob reserva, concordam que a mudança no regimento interno de 2022, construída pela hoje ministra aposentada Rosa Weber, resolveu o problema das liminares monocráticas de longa duração. Para eles, não há razão para se discutir novas alterações sobre o tema.

As liminares individuais no Supremo alcançaram os patamares mais altos em 2020 a 2021, mantendo as monocráticas em mais de 80 por ano. O período coincide com o governo Jair Bolsonaro (PL) e a pandemia da Covid-19.
Foi nesse período que o ministro Edson Fachin suspendeu portarias de Bolsonaro sobre armas. Alexandre de Moraes também derrubou uma medida provisória de Bolsonaro para restringir a Lei de Acesso à Informação durante a pandemia.

Moraes ainda determinou que o governo federal não podia se sobrepor aos governos estaduais e municipais na definição de medidas de restrição de circulação para conter a Covid-19.

Em 2024, os ministros do STF deram 71 liminares monocráticas em ADIs e ADPFs. O recordista é o ministro Flávio Dino, com 21 decisões individuais -das quais 15 foram referendadas pelo plenário e outras seis aguardam julgamento.
O número inclui decisões sobre as emendas parlamentares. Dino é o relator de três ações que questionam a falta de transparência dos recursos indicados pelos congressistas. Há casos em que uma mesma decisão abrange mais de um processo, por tratarem do mesmo assunto.

Interlocutores de Dino ressaltam que, em todos os processos, o ministro só decidiu após ouvir a PGR (Procuradoria-Geral da República) e as demais partes envolvidas.

Das 71 decisões monocráticas de 2024, 38 foram levadas ao plenário do Supremo para referendo. Os demais 33 casos ainda não foram julgados, seja por pedidos de vista (mais tempo para análise) ou destaques para tirar o processo do plenário virtual e levá-lo à discussão no plenário físico.
Uma das decisões monocráticas de 2024 já confirmadas pelo plenário foi a suspensão dos pagamentos das emendas parlamentares.

A decisão gerou uma reação no Congresso. O então residente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e aliados articularam a votação de duas PECs que limitavam os poderes do Supremo.

Uma delas tenta proibir decisões monocráticas de ministros do STF que suspendam a eficácia de leis ou de atos da Presidência da República e do Congresso Nacional. A outra PEC dá poder ao Legislativo de derrubar decisões do Supremo.

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