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Adolescente volta para pegar material escolar e morre em ataque no Líbano

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A brasileira Mirna Raef Nasser, de 16 anos, morreu após ser atingida por um bombardeio israelense no Líbano, ao lado de seu pai, Raef Hussein Nasser, de 46 anos. O ataque aconteceu quando ambos voltaram para sua casa, localizada no norte do país, para buscar roupas e material escolar, após terem abandonado a residência devido à intensificação dos bombardeios na região. Mirna é a segunda vítima brasileira dos recentes conflitos na região.

 

A família de Mirna, que havia se mudado para o Líbano quando ela ainda era criança, já havia deixado a casa na última semana, temendo os bombardeios. No entanto, decidiram retornar brevemente para recolher pertences essenciais. “Ela foi com o pai dela buscar roupa para os irmãos e as coisas da escola. Na hora que chegaram lá, eles sofreram um ataque”, relatou Ali Bu Khaled, tio da jovem, em entrevista ao canal.

Os ataques de Israel, que começaram no dia 23, já causaram a morte de pelo menos 620 pessoas, incluindo 50 crianças, além de deixarem 1.835 feridos, conforme informou o Ministério da Saúde do Líbano.

Nascida em Balneário Camboriú, Santa Catarina, Mirna se mudou para o Líbano com a família ainda pequena. Sua morte, junto com a do pai, trouxe mais dor para a comunidade local e para os familiares no Brasil, que agora lamentam a perda precoce da adolescente.

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Após 56 anos no corredor da morte, homem é absolvido aos 88 anos

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Após 56 anos de prisão e uma condenação à morte, o prisioneiro mais antigo do mundo, Iwao Hakamada, de 88 anos, foi finalmente absolvido por um tribunal japonês. Hakamada, que foi acusado de assassinar seu patrão, a esposa dele e os dois filhos do casal em 1968, teve sua sentença revertida pelo Tribunal Distrital de Shizuoka, no sudoeste de Tóquio, nesta quinta-feira.

 

A decisão marca o fim de uma longa batalha judicial que começou quando roupas manchadas de sangue, encontradas um ano após o crime, foram apresentadas como prova fundamental para incriminar Hakamada. No entanto, ele sempre manteve sua inocência, negando qualquer envolvimento no assassinato. Em 2014, surgiram indícios de que as provas usadas no julgamento original poderiam ter sido forjadas, levando à concessão de um novo julgamento e sua libertação provisória.

Devido a problemas de saúde, o ex-prisioneiro não compareceu à audiência, sendo representado por sua irmã, Hideko, de 91 anos, que expressou respeito ao juiz com uma série de vénias. O caso, que se tornou amplamente conhecido no Japão, atraiu centenas de pessoas que fizeram fila para acompanhar a decisão final.

Hakamada é o quinto prisioneiro condenado à morte no Japão a ter a chance de um novo julgamento, e, como nos quatro casos anteriores, a decisão resultou em absolvição. Ao longo dos anos, ele passou a maior parte de sua vida encarcerado em isolamento, devido à sua saúde debilitada. Seu advogado, Hideyo Ogawa, afirmou que o cliente, em muitos momentos, parecia viver em um “mundo de fantasia”.

Durante décadas, ativistas e apoiadores de Hakamada lutaram incansavelmente para que seu caso fosse reaberto, acreditando que ele havia sido vítima de um erro judicial. Em uma entrevista à AFP em 2018, o próprio Hakamada afirmou que estava “lutando todos os dias” para alcançar sua absolvição e expressou confiança de que, mesmo com todos os obstáculos, havia um caminho para a vitória.

Deolane revela como foram os dias na prisão: ‘Senti medo’

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Deolane Bezerra, que recentemente foi libertada após passar mais de 20 dias presa, compartilhou com seus seguidores no Instagram na última quinta-feira (26) algumas reflexões sobre sua experiência na cadeia. A influenciadora revelou que passou por momentos difíceis e confessou ter sentido medo durante o tempo em que esteve detida.

 

“Estou tentando colocar as coisas em ordem por aqui, já que fiquei parada por mais de 20 dias. Imagine a bagunça! Mas tudo vai se resolver”, disse Deolane em seus stories. Ela também mencionou a curiosidade dos fãs sobre o período na prisão, garantindo que em breve compartilhará mais detalhes sobre o que aconteceu. “Tenho muitas coisas para resolver primeiro, mas vocês vão saber de tudo, inclusive sobre os meus medos. Apesar das risadas e da pose de confiança, eu senti medo”, confessou.

Em tom mais descontraído, ela brincou: “Passei por maus bocados, viu? Deus me vê como um soldado de elite, tipo o Rambo”, acrescentou, rindo.

Ainda durante a interação, Deolane mostrou alguns dos presentes que recebeu de fãs após sua saída da prisão, incluindo uma sandália de grife e uma joia. “Essas meninas vieram de longe, mais de 18 horas de viagem para me ver. Elas estavam na porta do presídio! Fiquei chocada”, relatou.

Deolane e sua mãe, Solange Bezerra, foram liberadas na última terça-feira (24) após uma decisão do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), que ordenou a soltura de 17 suspeitos no âmbito da ‘Operação Integration’, uma investigação que envolve crimes de lavagem de dinheiro e jogos ilegais.

 

InfoGripe indica aumento de síndromes respiratórias por covid-19

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Em seis estados e no Distrito Federal, o cenário de aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por covid-19 tem se mantido, segundo o Boletim InfoGripe divulgado hoje (26) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O crescimento do número de casos foi registrado em Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná e São Paulo.

A análise aponta que, nos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, já se observa a desaceleração do crescimento dos casos graves de SRAG por Sars-CoV-2. Já as ocorrências de SRAG por rinovírus, que atingem principalmente crianças e adolescentes de até 14 anos, mantêm a desaceleração ou queda em grande parte dos estados da região Centro-Sul e Nordeste, exceto no Ceará e Pernambuco, que ainda apresentam aumento do vírus.

Segundo a Fiocruz, dez das 27 unidades federativas apresentam indícios de crescimento de SRAG na tendência de longo prazo (últimas seis semanas): Acre, Ceará, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Roraima e Tocantins.

Apesar da diminuição do crescimento dos casos graves, o estudo mostra que a covid-19 ainda é a principal causa de mortalidade por síndrome respiratória entre os idosos, seguida pela influenza A.

“É muito importante que todos os idosos e pessoas dos grupos de risco  busquem o posto de saúde e se vacinem contra a covid-19”, ressaltou a pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do InfoGripe Tatiana Portella.

“Em relação às recomendações, é importante sempre usar máscaras em locais fechados com maior aglomeração de pessoas e dentro dos postos de saúde. Para as pessoas que moram em estados da Região Norte com aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, é também importante lembrar que já começou a campanha de vacinação contra a influenza A. Então todas as pessoas elegíveis a tomarem essa vacina devem buscar vacinar contra o vírus”, orienta a pesquisadora.

 

Ibama multa fazendeiros em R$ 100 mi por incêndio de 333 mil hectares no pantanal

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) aplicou duas multas que somam R$ 100 milhões a proprietários de uma fazenda em Corumbá (MS). O local seria a origem de um incêndio florestal de grandes proporções no pantanal.

 

De acordo com o órgão vinculado ao MMA (Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas), foram queimados cerca de 333 mil hectares, o que equivale a duas vezes o tamanho da cidade de São Paulo.

Esta é maior área devastada por fogo provocado por uma única propriedade este ano no pantanal –135 imóveis rurais foram afetados. A identidade dos proprietários não foi divulgada.

Ainda segundo o Ibama, o fogo teve início em vegetação nativa típica do pantanal, no interior do imóvel autuado, em junho. Intensificado pelos efeitos das mudanças climáticas, o incêndio levou 110 dias para ser controlado pela força-tarefa envolvida na crise.

Neste ano, a temporada de fogo no bioma se antecipou. Em agosto, cenas de animais carbonizados repetiram a tragédia de 2020, quando a região passou pelas piores queimadas já documentadas. Até agora, em 2024 foram registrados mais de 11 mil focos de incêndio no pantanal, segundo dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

Após mais de 20 dias de investigação e a constatação dos ilícitos ambientais, os dois responsáveis foram identificados e multados por danificar vegetação nativa com uso de fogo sem autorização do órgão ambiental competente. Toda a área incendiada foi embargada pelo Ibama para permitir sua regeneração.

De acordo com o instituto, o fogo causou danos ambientais severos e impactou diretamente os animais silvestres, que tiveram aumento de mortalidade e diminuição de recursos alimentares.

A fumaça gerada, por consequência, contribuiu para o aumento da poluição do ar em grande parte das cidades brasileiras, liberando poluentes atmosféricos, incluindo material particulado, gases tóxicos e compostos orgânicos voláteis. Esses gases e compostos potencializam o efeito estufa, além de gerar sérios riscos à saúde humana.

Na última terça-feira (24), o Ministério da Justiça e Segurança Pública do governo Lula (PT) enviou uma proposta de projeto de lei para Casa Civil aumentando a pena de prisão para quem colocar fogo em florestas.

A proposta prevê que a pena básica para esse crime passaria a variar de três a seis anos (hoje é de dois a quatro), podendo chegar a 18 anos em alguns casos, além do pagamento de multa.

Para enfrentamento das queimadas no país, o Ibama informou que iniciou uma série de notificações preventivas a proprietários de imóveis rurais. O objetivo, segundo o órgão, é exigir a adoção de medidas de prevenção e controle de incêndios em áreas agropastoris, com base na Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, instituída no final de julho.

As notificações orientam os proprietários sobre como proteger suas propriedades contra incêndios e alertam sobre as sanções aplicadas em caso de uso ilegal do fogo. A medida visa, principalmente, dissuadir novas ignições e evitar danos ambientais de grandes proporções.

 

Após tratar depressão, Linn da Quebrada volta às redes sociais

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – “Meninas, voltei”. Foi dessa forma que a cantora Linn da Quebrada anunciou o seu retorno às redes sociais após passar cinco meses tratando uma depressão numa clínica.

 

Foi em abril que a artista interrompeu compromissos profissionais por tempo indeterminado para tratar da doença. Na ocasião, postou um comunicado em seu perfil oficial de Instagram e pediu compreensão.

“Para estar diante das câmeras e dos palcos de forma plena, é preciso estar com a saúde física e mental em dia. Quando algo não vai bem, é necessário parar, respirar e cuidar.”

A última postagem no pefil dela havia sido em julho, quando mostrou a interação com um cavalo e contou mais sobre como andava o tratamento. Também era aniversário dela.

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Vinicius Souza publica fotos românticas com Anitta após assumir namoro

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Um dia depois de assumir o namoro com Anitta, 31, o jogador de futebol Vinicius Souza publicou várias fotos do casal em seu Instagram nesta quinta-feira (26). O volante da equipe Sheffield, que disputa a série B da Inglaterra, compartilhou primeiro um clique do casal jantando em um restaurante. No outro registro, eles aparecem trocando carinhos. “Colecionando momentos”, escreveu Vinicius na legenda.

 

Apesar de expor a relação, o ex-jogador do Flamengo, 25, resolveu fechar os comentários depois que fãs de Anitta invadiram o seu perfil e pediram que ele cuidasse bem da cantora. Já alguns internautas fizeram comentários não tão bacanas e Vinicius apelou para o recurso da rede em bloquear as mensagens.

Anitta também postou foto com o namorado. Ela e Vinicius assumiram romance na noite desta quarta-feira (25), durante o desfile da grife Balmain na Semana da Moda Paris, França. “Parece ter sido um mês, mas foi somente o meu fim de semana”, legendou em inglês a popstar. Das 19 fotos que Anitta postou, duas incluem a presença Vinicius.

A reportagem apurou que Anitta e Vinícius estão juntos há um mês. O jogador esteve presente na festa que a cantora promoveu em um bar na cobertura de um hotel na região nobre dos Jardins, em São Paulo, após o jogo da NFL (liga de futebol americano dos Estados Unidos), entre Philadelphia Eagles e Green Bay Packers, na Neo Química Arena, no dia 6 de setembro.

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McLaren de R$ 3 mi de Deolane é apreendido em apuração de lavagem de dinheiro

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Um McLaren 720S Coupé, de cor roxa, da advogada e influenciadora Deolane Bezerra foi apreendido pela Dise (Delegacia de Investigação Sobre Entorpecentes) de Campinas na noite desta quarta-feira (25), em operação que apura suspeita de lavagem de dinheiro por meio de uma loja de veículos.

 

Deolane não é alvo da operação, segundo a Polícia Civil. Rogério Nunes, advogado que a representa, disse que a defesa vai tomar ciência dos fatos na próxima semana.

O veículo foi comprado de forma parcelada pela influenciadora e seria transferido para o nome dela ao final dos pagamentos. O veículo foi apreendido porque está registrado em nome da loja alvo da operação.

“Policiais civis deram cumprimento a um mandado de busca e apreensão nesta quarta-feira (25), sobre uma investigação de lavagem de dinheiro. No local, encontraram um veículo com bloqueio judicial, que estava na posse de uma mulher de 36 anos. O caso foi registrado como localização/apreensão de veículo na Dise do Deinter (Departamento de Polícia Judiciária do Interior) 2”, afirmou a SSP (Secretaria da Segurança Pública).

No dia 4 deste mês, o mesmo veículo havia sido apreendido em outra ação, a operação Integration, realizada pela Polícia Civil de Pernambuco e que prendeu Deolane e sua mãe, Solange Bezerra. Na ocasião, o carro estava no 30º DP (Tatuapé) desde o dia 30 de agosto, quando o filho de Deolane foi abordado na rua Serra de Bragança, no Tatuapé, zona leste da capital paulista.

Segundo a Polícia Civil de São Paulo, Santos foi abordado porque o veículo estava sem placas. Além disso, o filho de Deolane não tem CNH, segundo a polícia. O carro também apresentava cor diferente daquela que consta no documento. O McLaren era roxo, mas no documento constava que a cor original era vermelho. Por essa razão, o veículo foi apreendido para perícia. Santos foi liberado.

Deolane deixou a Colônia Penal de Buíque, no Agreste de Pernambuco, na tarde de terça (24), após decisão do desembargador Eduardo Guilliod Maranhão, do Tribunal de Justiça, que acatou um pedido de habeas corpus da defesa. A mãe dela também deixou a Colônia Penal Feminina do Recife.

A influencer é investigada por suspeita de envolvimento em uma suposta organização criminosa que atua em jogos ilegais e lavagem de dinheiro e que teria movimentado quase R$ 3 bilhões. Ela diz ser inocente.

CBF libera convocação de Luiz Henrique e Paquetá, suspeitos em apostas

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, não determinou nenhum veto às convocações de Luiz Henrique e Paquetá suspeitos de envolvimento em um esquema de apostas. Durante a semana, reportagem do UOL mostrou que Luiz Henrique recebeu dinheiro de parentes de Paquetá que são apostadores.

 

Nesta sexta-feira, o técnico Dorival Jr poderá convocar ambos os atletas para as eliminatórias em jogos contra Peru e Chile. Os dois estavam na pré-lista do treinador.

“Pode convocar”, disse Ednaldo Rodrigues, que afirmou ter lido a matéria do UOL.

Segundo o dirigente, os departamentos de integridade e compliance da CBF têm constantemente checado os jogadores da seleção. Assim, no entender de Ednaldo, não há nada que impeça as convocações porque não houve condenação por nenhum órgão esportivo.

“A gente não tem constatado que tenha nenhum tipo de situação referente a esses atleta até o momento. Não temos. Já temos noção daquilo que nós na época saiu com relação a Paquetá – arguimos a Liga (Premier League) para saber todos os detalhes. Ela respondeu que não tinha nenhuma situação de pena que estava prevista”, analisou o presidente da CBF.

Paquetá foi denunciado pela Premier League, mas ainda não foi julgado. Ele é suspeito de forçar o cartão amarelo em quatro jogos da competição para favorecer apostas.

Luiz Henrique não tem investigação esportiva contra ele porque a Real Federação Espanhola não fez nada a respeito das suspeitas contra ele e arquivou o caso. Mas há suspeita de pelo menos um jogo em que ele teria forçado cartão amarelo na investigação inglesa.

Além disso, ele recebeu dois pix do tio e sobrinho de Paquetá -no valor total de R$ 40 mil- poucos dias depois de jogos da La Liga em que tornou cartões amarelos.

O presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, no entanto ,entende que não é possível fazer prejulgamento.

“De qualquer sorte, temos por hábito não fazer pré-julgamento de ninguém. E sempre dando condições de ouvir as partes. E cada um possa ter a sua ampla defesa e contraditório em tudo aquilo é falado e especulado. A todos eles damos a presunção da inocência”, disse ele.

Abel Ferreira consegue efeito suspensivo no STJD e poderá comandar o Palmeiras no Brasileirão

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Após ser suspenso com dois jogos por gestos obscenos, Abel Ferreira teve atendido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) um pedido do Palmeiras para um efeito suspensivo da punição. Assim, o técnico está liberado para comandar o time no Campeonato Brasileiro.

 

A suspensão da punição é válida até o julgamento do recurso. No entendimento do auditor relator Marco Aurélio Choy, integrante do Pleno do STJD, o recurso sequer poderia ser julgado, caso Abel já cumprisse os dois jogos fora do comando do time.

Choy também destacou que o gesto obsceno feito por Abel e que lhe causou a suspensão aconteceu na Copa do Brasil, competição da qual o Palmeiras já foi eliminado. “(O Palmeiras) já tem importante partida para disputa pelo Campeonato Brasileiro de Futebol, o que caracterizaria o potencial perigo da demora, ensejadora da presente medida”, escreveu o relator.

O treinador foi julgado pela 4ª Comissão Disciplinar do STJD nesta quinta-feira. Ele foi denunciado no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), por assumir qualquer conduta contrária à disciplina ou à ética esportiva, como desrespeitar os membros da arbitragem. A pena era de um a seis jogos.

O lance que provocou a expulsão do treinador aconteceu aos 38 minutos do segundo tempo após recomendação do VAR que flagrou Abel apontando para a genitália à beira do campo. O Palmeiras venceu o Flamengo por 1 a 0, mas acabou eliminado por ter sido derrotado no jogo de ida, no Rio, por 2 a 0.

Anderson Daronco, árbitro do jogo, justificou a expulsão de Abel como gesto obsceno contra a decisão do juiz. À época, o comandante palmeirense afirmou que o ato não foi direcionado à equipe de arbitragem.

Neste sábado, o clube terá pela frente o confronto com o Atlético-MG no estádio Brinco de Ouro, em Campinas. O Palmeiras luta pelo título e está a três pontos do líder Botafogo (53 a 50).

Polícia relata que morte de brasileira na Escócia pode ter sido acidental

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A jornalista brasileira Nathalia Urban, correspondente da TV 247 no Reino Unido, morreu nessa quarta-feira (26) na cidade de Edimburgo, na Escócia. A polícia investiga as circunstâncias da morte de Nathalia. Ela teria caído de uma ponte, em data ainda desconhecida. Os agentes tentam descobrir se foi uma queda acidental, suicídio ou feminicídio.

 

Em nota publicada no site, a equipe da TV 247 lamentou o falecimento da jornalista e destacou seu compromisso com “a luta das mulheres, dos imigrantes e de todos os povos oprimidos do mundo”.

Nathalia criou o programa “Veias Abertas” para abordar as lutas dos povos latino-americanos. Outra causa à qual ela se dedicou foi a luta do povo palestino.

O cartunista Carlos Latuff expressou solidariedade à família, amigos e aos que acompanhavam o trabalho da jornalista. “Vai fazer muita falta. Fez um trabalho muito bacana. É um momento muito triste”, disse Latuff. 

Em artigo publicado site do Brasil 247, a jornalista Sara Goes falou sobre a relação entre as duas e os sonhos em comum. “Eu assistia, torcia por ela e oferecia um ombro amigo quando o machismo e a falta de sororidade entre os nossos doía”, conta Sara. “Ela militava ativamente por um mundo livre, anti-imperialista e justo para todos os povos. Eu assistia, torcia por ela e oferecia um ombro amigo quando o machismo e a falta de sororidade entre os nossos doía.”

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Leandro Lehart se manifesta sobre acusação de estupro e cárcere privado

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Leandro Lehart, 52, decidiu se pronunciar sobre a acusação de estupro e cárcere privado. O cantor, que ficou conhecido por comandar o Art Popular, mostrou estar insatisfeito com todo o processo do caso, iniciado em 2022. No Instagram, ele publicou um vídeo falando sobre o assunto.

 

O artista disse que como prometeu, iria dar uma satisfação ao público. “Conforme prometido, estou aqui para poder esclarecer alguns fatos e o processo que venho sofrendo há mais ou menos uns dois anos. Estou aqui para abrir o meu coração, falar o que eu sinto e dar uma satisfação pública para os meus fãs e pessoas em geral. Que a gente possa discutir aqui a partir de agora dentro dos limites do segredo de Justiça, que eu tenho que respeitar”.

Ele desabafou sobre algumas supostas inconsistências. “Quero falar da minha acusação. Não existe data. Pode ter acontecido no começo, meio ou final de outubro. Na última decisão, falam até que pode ter acontecido em novembro. Como que se constrói uma defesa sem uma data específica. Eu tenho agenda de shows, estúdio, minha família, eventos, dias que faço coisas diferentes… Se eu tivesse uma data, poderia trazer testemunhas e construir as minhas defesas de maneira honesta e justa”.

Leandro continuou apontando alguns acontecimentos. “Um segundo ponto, muito importante, o Ministério Público oferece a denúncia antes do inquérito policial ter acabado. Isso prova que a polícia não estava convencida de que os fatos estavam apurados e me tirou chances de produzir provas da minha inocência. Um exemplo, a ONG que atua no caso queria saber as chamadas de Uber do meu celular no mês de outubro. Como o inquérito acabou precipitadamente, eu que tive que produzir as provas. Sabe o que os aplicativos mostraram? Que ela (suposta vítima) voltou duas vezes aqui. Alguém volta à cena de um crime tão horroroso duas vezes depois? Mas do que voltar, continua a conversar comigo no WhatsApp e me pediu ajuda financeira. Curiosamente, isso acaba virando na minha condenação um dinheiro para comprar o silêncio dela”.

Após afirmar que ajudava financeiramente a acusante, ele disse que se negou a continuar ajudando a mulher. Ela, então, teria decidido entrar na justiça contra ele. Além disso, Leandro acusou a suposta vítima de ter dado quatro testemunhos diferentes do que realmente teria acontecido. “Quem me pedia ajudava financeira era ela e eu ajudava. Assim como ajudo a muita gente. Quando falei que não ia mais ajudar porque a gente estava no meio de uma pandemia, ela fez um boletim de ocorrência. É óbvio que a palavra da vítima em crimes sexuais tem que ser levada séria”.

Ele segue se defendendo. “A palavra da vítima tem muito peso, mas precisa estar coerente com as outras provas. No meu caso, não posso dar detalhes, mais teve quatro versões diferentes do que teria acontecido no tal dia. Como posso me defender de quatro versões diferentes? Sou acusado de ter prendido uma pessoa no meu banheiro contra a sua vontade. Vou lá e mostro que a fechadura só tranca por dentro. Tem mais: a janela do suposto banheiro está a 50 metros de uma delegacia de polícia. Se ela tivesse gritado a madrugada inteira, alguém teria ouvido. Depois de tudo isso ela vai embora com um Uber que chamei… O desembargador que analisou o meu caso com profundidade me absolveu, mas infelizmente ele ficou vencido”.

Leandro finalizou rebatendo as versões da suposta vítima. “Ela diz que no meio de um sexo consentido, eu a levei no banheiro e fiz fantasias bizarras, que nem vou dizer aqui. Venho aqui expor a minha verdade e ao máximo que posso. Sou inocente e vou lutar até o fim dos meus dias pela minha inocência”.

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Goleiro da Ponte Preta pega quatro jogos de suspensão em julgamento do STJD

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A Ponte Preta tem uma preocupação para a sequência da Série B do Campeonato Brasileiro. O goleiro Pedro Rocha foi julgado nesta quinta-feira após expulsão diante do Sport, em 27 de julho, e pegou quatro jogos de suspensão, um já cumprido.

 

A decisão foi da 5ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e o jogador foi representado pelo advogado Ricardo Horta. A tendência é que a Ponte Preta recorra da decisão e tente um efeito suspensivo.

No duelo com o Sport, a Ponte Preta foi derrotada por 3 a 1 na Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata (PE), pela 18ª rodada. Pedro Rocha foi expulso aos 49 minutos do segundo tempo por dar um soco nas costas do adversário, como foi relatado na súmula.

O goleiro da Ponte Preta fez uma defesa na pequena área e acabou se chocando com um defensor do Sport. Pedro Rocha se irritou com a pancada e revidou com um soco.

Ele foi denunciado no artigo 254-A, por ‘praticar agressão física durante a partida’. A punição para esses casos varia de quatro a 12 jogos de suspensão. Luan Ribeiro, reserva direto da vaga, assumirá a vaga titular caso o clube não consiga o efeito suspensivo.

Na última rodada, a Ponte Preta perdeu para o América-MG por 2 a 0 em Campinas (SP). Com isso, tem 32 pontos, em 13º lugar. O time volta a campo na segunda-feira, às 21h, quando visita o Novorizontino no Jorge Ismael de Biasi, em Novo Horizonte (SP), pela 29ª rodada.

Relatório anual do racismo no futebol aponta novo aumento de casos em 2023

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Observatório da Discriminação Racial no Futebol divulgou nesta quinta-feira (26) a décima edição do Relatório da Discriminação Racial no Futebol. De acordo com o documento, foram registrados 136 casos no Brasil em 2023 no esporte mais popular, um aumento de 38,8% em relação à temporada anterior, que teve 98 incidentes anotados.

 

Manteve-se, assim, a tendência de crescimento observada desde 2016 -com exceção de 2020, em função da pandemia de Covid-19, com estádios vazios. Isso não significa necessariamente que os casos aumentaram, mas que houve mais denúncias, motivo pelo qual o resultado do levantamento não foi visto apenas com maus olhos.

“O dado não é só ruim. Também apresenta uma evolução importante, que é uma maior conscientização dos torcedores e dos jogadores. Se a gente tem mais denúncias, é porque a sociedade brasileira está mais atenta a entender o que é racismo e as suas diversas formas de expressão”, afirmou o fundador e diretor-executivo do Observatório, Marcelo Carvalho.

O novo relatório foi apresentado no Rio de Janeiro, na sede da CBF (Confederação Brasileira), parceira do Observatório no projeto, do qual também participou o Grupo de Estudos sobre Esporte e Discriminação da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul). O presidente da confederação, Ednaldo Rodrigues, discursou e prometeu esforço na busca por soluções.

“O aumento dos casos reportados em relação à temporada anterior reforça a gravidade do problema e os desafios persistentes, que urgem, mais do que nunca, ações inovadoras, efetivas e continuadas, de forma a romper com a passividade e a cumplicidade histórica com o racismo”, afirmou o dirigente.

“Acreditamos que a batalha contra o racismo, em suas diferentes formas, não pode ser vencida de forma isolada. Somente a cooperação entre os diferentes agentes que integram nossa sociedade poderá assegurar às futuras gerações um mundo em que o respeito e a dignidade sejam valores universais, não exceções”, acrescentou Ednaldo.

O documento é produzido a partir de informações da mídia nacional e internacional, obtidas por sistemas de monitoramento. Elas passam por uma análise que identifica os detalhes de cada caso, descritos um a um no relatório. As ocorrências, então, são divididas por local: estádios (104, no caso de 2023), internet (19) e outros espaços (13).

O estudo ainda divide geograficamente os itens, de modo a identificar de onde partem as denúncias. Dentre aquelas relativas a situações observadas nas arenas, o estado com mais casos anotados é o Rio Grande do Sul (20), seguido por São Paulo (18), Minas Gerais (10), Santa Catarina (8) e Rio de Janeiro (6).

O grupo responsável pelo estudo incluiu no último ano também outros tipos de discriminação, como LGBTfobia, machismo e xenofobia, incluindo outras modalidades esportivas em seu escopo e ocorrências fora do Brasil com atletas brasileiros. Nesse recorte mais amplo, observou um aumento de quase 7% nos casos em relação ao ano anterior.

Foram 250 incidentes, 222 no Brasil e 28 com atletas do país em terras estrangeiras. A divisão ficou também em 222 a 28, respectivamente, entre as ocorrências no futebol e aquelas vistas em outros esportes. O racismo teve mais registros, com 184, seguido por LGBTfobia (41), xenofobia (14) e machismo (11).

Os números, repete Carvalho, não são totalmente ruins. Em sua conclusão do relatório, ele celebra que, “se, antes, piadas e atitudes racistas passavam como brincadeiras, hoje são identificadas como racismo”. Ele aponta ainda que atualmente existe ao menos um arcabouço legal mais bem organizado com previsão de punições aos agressores.

“Mas, apesar de todos esses avanços, estamos distantes do mundo ideal, afinal a maioria dos casos continua sem punição aos envolvidos, poucos agressores vão presos, e quase nenhum fica detido por muito tempo. Se leis não faltam, o que falta?”, indaga o fundador do Observatório da Discriminação Racial no Futebol.

“O país que ama futebol, que tem a maior população negra fora do continente africano, que venera seus ídolos negros, ainda precisa avançar no combate à discriminação racial e, principalmente, entender que a luta não se resume à punição. Precisamos avançar na conscientização e na educação, precisamos de ações urgentes de inclusão da diversidade nos quadros de comando e gestão.”

Israel nega cessar-fogo e dobra aposta contra Hezbollah

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KIRYAT SHMONA E JERUSALÉM, ISRAEL (FOLHAPRESS) – Buscando mais tempo para degradar a situação militar do Hezbollah ante a pressão dos Estados Unidos por um cessar-fogo visando evitar uma guerra aberta, Israel rejeitou o pedido pela trégua nesta quinta (26) e dobrou a aposta contra os fundamentalistas libaneses.

 

A proposta por um cessar-fogo de 21 dias havia sido feita pelos EUA, principal fiador de Tel Aviv, e aliados como França e Arábia Saudita. A chancelaria israelense a rejeitou enquanto o premiê Binyamin Netanyahu voava para Nova York, onde fala nesta sexta (27) à Assembleia-Geral da ONU.

Foi uma forma de retirar pressão do político também em casa, onde a ideia foi bombardeada pela base extremista do primeiro-ministro e analistas da situação no norte do país.

Enquanto isso, as forças de Israel intensificaram sua campanha aérea contra alvos do Hezbollah não só no sul do Líbano, sua base de operações, mas também contra o coração do grupo: mais um comandante militar, o chefe de operações aéreas Mohammad Surur, foi morto em um ataque em Beirute.

Com isso, chegam a 18 de 19 líderes principais da ala combatente do Hezbollah mortos na atual guerra na região. Ela começou quando os palestinos do Hamas lançaram o mais mortífero ataque contra Israel em 50 anos, em 7 de outubro do ano passado.

Aliado do Hamas e joia da coroa da aliança anti-Israel comandada e financiada pelo Irã, o Hezbollah passou a atacar o Estado judeu com intensidade mais alta do que a usual, mas sem escalar para uma guerra total com potencial de contaminar todo o Oriente Médio.

O frágil equilíbrio teve pontos agudos, mas desde a semana passada Netanyahu decidiu que fazer as 60 mil pessoas que saíram de suas casas devido ao Hezbollah neste ano de conflito voltar para casa seria uma prioridade.

De lá para cá, houve ataques com pagers-bomba e outros dispositivos, morte de comandantes da força Radwan, cujo objetivo declarado era tomar o norte da Galiléia isarelense, e de outros chefes -sendo Surur o mais novo integrante do rol.

O Hezbollah está em momento de baixa. Militares israelenses falam em 40% de perda de seus arsenais, mais isso é bastante difícil de aferir. É fato que o grupo está com desorganização de sua cadeia de comando e sendo duramente atingido.

Só nesta sexta, foram mais de 75 ataques na madrugada, seguido de ações como a que matou o comandante. Ao todo, mais de 600 pessoas já morreram nesta onda renovada de ataques, e 500 mil foram desalojados.

O Hezbollah, por sua vez, buscou mostrar que está vivo empregando sua arma mais abundante, foguetes de curta distância, conta o norte israelense. Foram 150 projéteis lançados, com alguns deles sendo testemunhados pela Folha na região de Kiryat Shmona.

A questão do cessar-fogo é complexa. Por um lado, o presidente Joe Biden quer encerrar o mandato e talvez dar um trunfo à sua vice, Kamala Harris, na disputa com o aliado de Netanyahu Donald Trump na eleição americana de novembro.

Por outro, o premiê segue jogando seu jogo. Segundo relatos da imprensa israelense, ele havia averbado apoio ao cessar-fogo com Biden antes de embarcar. Como o comunicado da proposta foi feito com ele no ar, algo que a Casa Branca disse ter sido combinado, foi medida a reação política.

Previsivelmente, a ala mais dura de seu gabinete ameaçou renunciar caso a medida fosse tomada, o que colocaria a posição de Netanyahu em risco. Ato contínuo, ele mandou seu chanceler descartar a proposta.

Isso não significa que ela não está na mesa. Ao longo do dia, observadores da política palestina disseram que havia um acerto, no pacote, para que o governo da Cisjordânia virasse o administrador da Faixa de Gaza, substituindo o Hamas, e que poderia haver a libertação dos 64 reféns que Israel presume vivos.

Um pacote amplo recompensaria a jogada de Netanyahu contra o Hezbollah, que inclui o anúncio da preparação para uma invasão terrestre do sul libanês. Ao negar a trégua agora, ele ganha dias para tentar acelerar o desmantelamento das capacidades militares do grupo.

“O cessar-fogo sem uma contrapartida clara é o pior cenário. O Hezbollah vai ganhar tempo para se rearticular”, avaliou nesta quinta à Folha Sarit Zehavi, diretora do principal centro de pesquisa sobre a fronteira norte israelense, o Alma.

Ela, que nem de longe pode ser chamada de uma extremista religiosa, não vê muita saída senão seguir pressionando o Hezbollah, por terra inclusive. Mas os custos são imprevisíveis, e um acordo que incluísse o fim da guerra em Gaza, por difícil que seja, valeria a pena em sua opinião.

Críticos de Netanyahu vêm no vaivém apenas cálculo político para ficar no poder, mas é fato que os ataques contra o Hezbollah nunca ocorreram nesta intensidade desde que houve a mais recente guerra aberta entre os rivais, em 2006.

Ao chegar aos EUA, o premiê disse aos repórteres que “vai continuar atacando o Hezbollah com força total e que não vai parar até alcança nossos objetivos, antes de tudo o retorno dos residentes do norte em segurança”.

O fracasso da pressão americana precisa também ser relativizado em termos de apoio: no mesmo dia, os EUA confirmaram um pacote de ajuda militar de US$ 8,7 bilhões (R$ 47 bilhões). Um dos maiores temores israelenses é que sejam fechadas as torneiras bélicas para o país, como o Reino Unido já fez de forma parcial.

O secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, disse que há risco de uma guerra ampla no Oriente Médio, mas que Israel e Líbano “podem escolher um caminho diferente”. Aqui, o americano era ao achar que o Líbano, país que vive sob o poder militar superior do Hezbollah, tem alguma voz nas negociações, apesar de serem seus os civis mortos.

É mais produtivo, no caso, analisar o anúncio de que as chancelarias do Irã e do Iraque, país próximo de Teerã mas que tem laços com os EUA, irão unificar esforços pela paz.

Família diz que brasileira morreu em bombardeio de Israel no Líbano

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Familiares de uma adolescente brasileira de 16 anos afirmam que ela foi morta no Líbano durante ataques aéreos feitos por Israel. Se confirmado, o caso pode configurar a segunda vítima nascida no Brasil em território libanês desde que as forças de Tel Aviv ampliaram as ofensivas contra o Hezbollah.

 

A brasileira foi identificada como Mirna Raef Nasser. A informação foi noticiada primeiro pela Band. À GloboNews Ali Bu Khaled, o tio da vítima, afirmou que ela nasceu em Balneário Camboriú (SC) e se mudou para o Líbano quando tinha 1 ano.

A morte foi confirmada à reportagem por familiares de Ali Kamal Abdallah, o brasileiro de 15 anos que também morreu em ataques israelenses no Líbano. As vítimas moravam no mesmo vilarejo, localizado no vale do Bekaa, e foram atingidas por bombardeios na última segunda-feira (23).

Não há confirmação oficial sobre a morte de Mirna. Na véspera, o Itamaraty anunciou a morte de Abdallah, nascido em Foz do Iguaçu (PR). Também informou que a Embaixada do Brasil em Beirute está prestando assistência aos familiares dele.

Em nota divulgada nesta quinta-feira (26), o Itamaraty afirma que o adolescente e seu pai, de nacionalidade paraguaia, foram atingidos por explosão “como resultado dos intensos bombardeios israelenses na região”.

“Ao solidarizar-se com a família, o governo brasileiro reitera sua condenação, nos mais fortes termos, aos contínuos ataques aéreos israelenses contra zonas civis densamente povoadas no Líbano e renova seu apelo às partes envolvidas para que cessem imediatamente as hostilidades”, disse a pasta no texto.

O vale do Bekaa fica a leste de Beirute e se tornou alvo de bombardeios israelenses devido à presença de forças do Hezbollah. Autoridades libanesas e organizações independentes, no entanto, afirmam que civis estão entre as vítimas.

Bombardeios israelenses mataram mais de 600 pessoas e forçaram cerca de 90 mil a fugirem das suas casas no Líbano desde a segunda, segundo a ONU. Entre os deslocados, mais de 30 mil entraram na Síria.

O Exército de Israel afirmou que as forças do país atacaram 75 alvos do Hezbollah, no sul e no leste do Líbano, nesta quinta. O grupo extremista, por sua vez, disparou ao menos 80 foguetes contra o território israelense.

Há cerca de 21 mil brasileiros no Líbano, segundo o Itamaraty. Como mostrou a Folha de S.Paulo, brasileiros relatam rotina de medo diário após ataques de Israel. As consequências dos conflitos recentes são mais sentidas no sul libanês, e milhares de pessoas fogem para o norte.

Cota na USP: juiz dá nova decisão em caso de aluno pardo barrado em Medicina

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A Justiça de Cerqueira César, no interior de São Paulo, deu sentença favorável ao estudante Alison dos Santos Rodrigues, de 18 anos, que foi impedido de se matricular no curso de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) após a instituição não reconhecer sua autodeclaração como pardo. O juiz Danilo Martini de Moraes Ponciano de Paula declarou a nulidade do ato administrativo de não confirmação da autodeclaração e determinou que seja procedida a matrícula na Faculdade de Medicina da USP (FMUSP).

 

A decisão é de primeira instância e a universidade pode entrar com recurso. A USP informou que não se manifestará sobre a sentença.

Alison já estava frequentando o curso de Medicina da USP de forma provisória, devido a uma liminar dada pela Justiça no dia 5 de abril deste ano. Estudante de escola pública, ele havia sido aprovado no Provão Paulista no sistema de cotas, mas foi barrado após receber mensagem de boas-vindas da faculdade e participar da recepção aos calouros. A Comissão de Heteoidentificação da USP não aceitou sua autodeclaração de ser negro, de cor parda.

Na sentença publicada nesta quarta-feira, 25, o juiz afirma que as características do jovem permitem concluir “que este se enquadra na condição de pessoa parda, já que possui nariz largo, pele escura e cabelo crespo”. O juiz considerou que, por ter sido selecionado via Provão e não pela Fuvest, o estudante foi submetido a uma avaliação de forma virtual, à distância.

Para o magistrado, essa forma se mostrou “prejudicial e anti-isonômica, em nítida violação ao princípio constitucional da igualdade”, pois o tratamento é diferente do prestado ao candidato que tenha feito a Fuvest. “Pode-se concluir, portanto, com razoável probabilidade, que o autor foi prejudicado pelas condições externas na ocasião de sua avaliação, que foi realizada de forma virtual, levando a banca da heteroidentificação a entendimento diverso daquele que seria adotado caso a avaliação fosse realizada de forma presencial”, escreveu na sentença, a qual a reportagem teve acesso.

No processo, a universidade disse que o candidato passou pela 1.ª fase da heteroidentificação, análise dos documentos e fotos, “em que nenhuma das bancas confirmou sua auto identificação para os critérios da universidade (sem que uma não soubesse da decisão da outra).”

Já na segunda etapa da análise, por videoconferência, a banca conclui que “o candidato tem pele clara, boca e lábios afilados, cabelos raspados impedindo a identificação, não apresentando o conjunto de características fenotípicas de pessoa negra”.

Alison disse que a decisão do juiz o deixa feliz, após um período de espera. “Foram meses de incertezas e ansiedade, mas me sinto aliviado e, principalmente, grato. Cada etapa serviu como aprendizado e fortalecimento e, ao olhar para trás, posso ver o quanto cresci durante essa trajetória.”

Segundo ele, cursar Medicina na USP sempre foi seu sonho. “A Medicina, para mim, sempre foi muito mais do que uma profissão; é uma vocação, um chamado para cuidar do outro, para fazer a diferença na vida das pessoas”, disse. “Tudo o que passei até agora só fortaleceu minha determinação.”

A advogada Giulliane Basseto Fittipald, que defendeu Juliano através de convênio mantido entre a Defensoria Pública de São Paulo e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), disse que a decisão pode ajudar outras pessoas a estudar em uma universidade como a USP. “Nós sabemos que ainda cabe recurso, mas eu já tenho orgulho de onde chegamos”, afirmou.

Critério mudou

Em julho deste ano, a Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento decidiu uniformizar o processo para todas as formas de ingresso – Fuvest, Enem USP e Provão Paulista -, no que se refere à averiguação das características fenotípicas dos candidatos autodeclarados pretos e pardos, um dos procedimentos criticados na decisão da justiça. Já para o vestibular de 2025, após a análise das fotografias feitas na primeira etapa da averiguação, comum a todos os candidatos pretos ou pardos, os candidatos não aprovados serão convocados para uma oitiva virtual.

Segundo a USP, a existência de dois modelos de entrevista – presencial para a Fuvest e virtual para o Enem USP e Provão Paulista – levou a questionamentos e judicialização por parte de alguns candidatos.

A USP adota as cotas para alunos autodeclarados pretos, pardos ou indígenas nos cursos de graduação desde 2018. A Comissão de Heteroidentificação, criada em 2022 e adotada no vestibular de 2023, era uma demanda dos próprios estudantes, para prevenir fraudes.

A banca de heteroidentificação confirma a autodeclaração feita pelos estudantes com base nas características fenotípicas, como os traços físicos de negros, pretos ou pardos. São levados em conta características como a cor da pele, o formato do nariz, os lábios e a textura dos cabelos. A comissão não avalia critérios de ancestralidade, como o fato da pessoa ter parentes negros.

A comissão é formada por cinco membros, sendo um professor da universidade, um servidor técnico-administrativo, um aluno de graduação e um aluno de pós-graduação, ambos indicados pela Coligação dos Coletivos Negros da USP.

 

Parque da Chapada dos Veadeiros é fechado após incêndio

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Goiás, foi fechado nesta quinta-feira (26) por causa de um novo incêndio florestal. O fogo teve início na quarta (25) dentro do parque, próximo à Vila de São Jorge. A informação é da Agência Brasil.

 

Visitantes, incluindo os que estavam na área de acampamento das Sete Quedas, foram retirados pela equipe da concessionária Parquetur.

Mais de 60 brigadistas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e voluntários trabalharam no combate às chamas que foram controladas por volta da meia-noite.

Os trabalhos de rescaldo e monitoramento na região continuam nesta quinta. De acordo com o ICMBio, ainda não há data para reabertura do parque.

No início do mês, um incêndio já havia destruído 10 mil hectares do parque. Na ocasião, o parque ficou mais de quatro dia em chamas.

Parque é patrimônio da humanidade

O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros está localizado no nordeste do estado de Goiás, entre os municípios de Alto Paraíso de Goiás, Cavalcante, Teresina de Goiás, Nova Roma e São João d’Aliança.

Criado em 1961, o local protege uma área aproximada de 240.611 hectares de cerrado. No local, há espécies únicas de vegetais, nascentes e cursos d’água, rochas pré-históricas.

Desde 2001, o local foi declarado Patrimônio Natural da Humanidade, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

 

Brad Pitt alerta fãs após golpistas pedirem dinheiro se passando por ele

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Brad Pitt, 60, divulgou um comunicado alertando seus fãs sobre golpistas que estão se passando por ele. O pronunciamento do ator foi compartilhado por seu agente, Matthew Hiltzik, à revista norte-americana People. Pitt abordou o assunto após a imprensa espanhola noticiar a prisão de uma gangue virtual espanhola composta por cinco indivíduos.

 

Os bandidos enganaram duas mulheres, convencendo-as que elas estavam em um relacionamento com o astro. Ambas doaram mais de US$ 350 mil, o equivalente a mais de R$ 1,9 milhões, aos golpistas.

O agente de Pitt disse à People que “é horrível que criminosos se aproveitem dos vínculos intensos entre fãs e celebridades”. Ele ainda pediu que as pessoas “não respondam a demandas de dinheiro, especialmente de atores sem presença virtual”.

As identidades dos cinco indivíduos presos pelas autoridades espanholas e as duas mulheres vítimas da fraude não foram reveladas. Segundo a imprensa local, as vítimas “acreditavam terem criados vínculos tão próximos com o ator famoso a ponto de estarem em um relacionamento amoroso com ele”.

Em uma das mensagens enviadas pelos criminosos às vítimas, era declarado um amor eterno. “O meu amor por você é real. Um sentimento eterno partindo do meu coração, por favor me aceite? Eu te amo e estou muito apaixonado por você”.

Ainda de acordo com as informações, uma das vítimas é residente da cidade de Biscaia, no norte da Espanha. A outra é de Granada, no sul do país. Os US$ 350 mil roubados pela gangue equivalem à soma de US$ 168 mil doados por uma e US$ 195 mil enviados pela outra mulher.

Fifa inicia no Rio vistoria de cidades candidatas à sede da Copa do Mundo de futebol feminino

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A Fifa iniciou nesta quarta-feira a vistoria das 12 cidades-sedes que disputam o direito de realizar as partidas da Copa do Mundo feminina no Brasil, marcada para 2027. A visitas vão até o dia 11 de outubro. De acordo com a organização, as candidatas serão anunciadas no início do ano que vem.

 

O Maracanã foi o primeiro estádio da lista a ser inspecionado pela equipe técnica da entidade. A ideia é analisar a infraestrutura das praças esportivas e identificar as áreas que precisem ser aprimoradas ou modernizadas para atender os requisitos de organização da Copa do Mundo Feminina.

Além dos estádios, a equipe técnica vai avaliar questões como transporte, aeroportos, infraestrutura técnica e aspectos como venda de ingressos e hospitalidade.

“O Brasil apresentou 12 opções muito boas e estamos felizes de estar aqui para realizar um processo de escolha tão competitivo, que determinará quais cidades e estádios sediarão a décima edição da Copa do Mundo Feminina da FIFA. Não vemos a hora de trazer o torneio para a América do Sul pela primeira vez”, disse Rhiannon Martin, chefe do departamento da Copa do Mundo Feminina da FIFA.

A parte econômica e a relação das cidades com o evento também vai estar sob estudo nesta visita, assim como aproveitar o evento para difundir a prática do futebol feminino.

“Parte do processo de avaliação envolve analisar o custo de organizar o torneio nas cidades-sede e quanto poderia ser gerado como receita. Outro aspecto é entender como as cidades usariam a Copa do Mundo Feminina da FIFA para gerar um impacto positivo sobre suas comunidades e, em particular, para incentivar meninas e mulheres a se envolverem com o futebol”, comentou Martin.

As visitas vão ser importantes nesta análise coletada para definir a escolha. As cidade que disputam o direito de sediar o evento são Belém (Mangueirão), Belo Horizonte (Mineirão), Brasília (Mané Garrincha), Cuiabá (Arena Pantanal), Fortaleza (Arena Castelão), Manaus (Arena da Amazônia), Natal (Arena das Dunas), Porto Alegre (Beira-Rio), Recife (Arena de Pernambuco), Rio de Janeiro (Maracanã), Salvador (Arena Fonte Nova) e São Paulo (Neo Química Arena).

Após a rodada inicial de inspeções, novas avaliações com foco em centros de treinamento e hotéis para as seleções serão realizadas em novembro. Pelo menos oito estádios são necessários para organizar o torneio planejado para ocorrer entre junho e julho de 2027.