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Santos tenta dominar a ansiedade para superar o Vila Nova e se aproximar do acesso

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Praticamente garantido entre os quatro primeiros colocados da Série B do Campeonato Brasileiro, o Santos entra em campo neste sábado, às 16h30, para enfrentar o Vila Nova, com um desafio em mente: controlar a ansiedade a fim de não frustrar os planos de garantir o acesso já nesta rodada da competição.

Aspectos favoráveis não faltam. O time do técnico Fábio Carille é líder isolado do torneio (62 pontos), vem de duas vitórias consecutivas e ainda tem a vantagem de encarar o rival goiano sob o apoio de sua fanática torcida. A missão agora é controlar os nervos.

Na manhã desta sexta-feira, o treinador santista organizou uma atividade tática para fazer as últimas correções. Para o duelo com o Vila Nova, a única mudança em relação à vitória sobre o Ituano é o retorno de Gabriel Brazão, que cumpriu suspensão, ao gol.

A matemática para o Santos poder cravar o seu retorno à Série A é simples. Um triunfo sobre o Vila Nova neste sábado, aliado a um tropeço do Ceará contra o Avaí, no domingo, recoloca a equipe paulista na elite. Mas, diante de tantas facilidades, a precaução recomenda um cuidado especial com o lado psicológico.

Um dos jogadores mais importantes da equipe e com o peso de ser o artilheiro do time na temporada (12 gols), Guilherme comentou sobre o momento do time e a preparação nesta semana decisiva.

“A ansiedade é natural. Estamos bem próximos do nosso objetivo, temos que fazer a nossa parte e esperar o Ceará no domingo. Então, este sentimento faz parte (do contexto). Mas temos que lidar bem com ela”, afirmou o centroavante.

Na briga pela artilharia da competição, tem nove gols dois a menos do que Caio Dantas e Eric Pulga, Guilherme valorizou a boa fase e a sintonia de todo o elenco. “Trabalhamos para isso e estou conseguindo uma boa temporada. Porém,o mais importante é a entrega de todo o time. Estamos focados e sabemos que estamos próximos do nosso objetivo”, comentou.

A experiência vai ser um fator importante para que Carille deixe a Vila com mais três pontos. No duelo deste sábado ele vai poder contar com a experiência de nomes rodados no elenco como o veterano zagueiro Gil, todo o setor de meio-campo (João Schmidt, Diego Pituca e Giuliano), além do próprio Guilherme na frente.

“Estamos cientes da nossa boa condição, mas no futebol, tudo muda muito rápido. Portanto precisamos ter foco, controle do jogo e não deixar que a ansiedade atrapalhe”, afirmou o volante João Schmidt.

Na sexta colocação, com 52 pontos, o Vila Nova tem chances remotas de terminar entre os quatro primeiros colocados para conseguir o acesso. No entanto, o técnico Thiago Carvalho colocou os jogos que restam como verdadeiras decisões para seus comandados.

Para o confronto na Vila Belmiro, ele vai ter o retorno do zagueiro Dankler. Liberado pelo departamento médico, o volante Arilson também fica à disposição do treinador. No ataque, a esperança de surpreender os donos da casa fica por conta de Alesson, que tem oito gols no campeonato.

FICHA TÉCNICA:

SANTOS X VILA NOVA

SANTOS – Gabriel Brazão; Hayner (JP Chermont), João Basso, Gil e Escobar; João Schmidt, Diego Pituca e Giuliano; Serginho, Wendel Silva e Guilherme. Técnico: Fábio Carille.

VILA NOVA – Dênis Júnior; Danler, Jemmes, Vanderley e Rhuan; Cristiano, João Lucas e Igor Henrique; Emerson Urso, Júnior Todinho e Alesson. Técnico: Thiago Carvalho.

ÁRBITRO – Yuri Elino Ferreira da Cruz (RJ).

HORÁRIO – 16h30.

LOCAL – Estádio Vila Belmiro, em Santos (SP).

Jorge Jesus critica Dorival por ausência de Renan Lodi: ‘Não está vendo os jogos do Al-Hilal’

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A convocação da seleção brasileira para as partidas contra Venezuela e Uruguai, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo repercutiu na Arábia Saudita. Jorge Jesus, técnico do Al-Hilal, questionou a ausência do lateral Renan Lodi na lista divulgada por Dorival Júnior na última sexta-feira. Para o português, Lodi é o melhor da posição atualmente.

“Lodi é o melhor lateral-esquerdo da atualidade. O treinador da seleção brasileira com certeza não está vendo os jogos do Al-Hilal, se não, iria convocá-lo”, declarou Jorge Jesus na coletiva após o empate em 1 a 1 entre Al-Hilal e Al-Nassr pelo Campeonato Saudita.

Para as laterais, Dorival optou por chamar Danilo (Juventus), Vanderson (Monaco), Abner (Lyon) e Guilherme Arana, único que atua no Brasil, no Atlético-MG. Da Liga Saudita foi convocado um atleta, o goleiro Bento (Al-Nassr), que estava em campo no empate com o Al-Hilal.

Lodi não foi o único jogador treinado por Jorge Jesus que ficou de fora da convocação. Neymar também não foi chamado por Dorival. O técnico da seleção disse que os poucos minutos em campo do atacante, que retornou aos gramados depois de um ano, foram determinantes para deixá-lo de fora.

Nesse tema Jorge Jesus “concordou” com o treinador da seleção. “Neymar está há 12 meses sem jogar, com uma lesão grave, tentando ganhar seu espaço. Vai durar algum tempo para que ele possa se recuperar. O campeonato está sendo jogado de três em três dias, e o Neymar não tem condições de jogar de três em três dias”, finalizou.

‘Vilão’ de Massa em 2008 relembra ultrapassagem de Hamilton: ‘Lugar errado na hora errada’

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Atual comentarista da TV Sky Sports Alemanha, Timo Glock volta a Interlagos em uma função diferente da que estava durante boa parte da carreira, que foi no volante de carros da Fórmula 1. Glock, sem qualquer intenção, acabou sendo um personagem crucial da disputa do título de 2008, vencido por Lewis Hamilton contra Felipe Massa.

O brasileiro venceu a prova daquele ano e por cerca de meio minuto era o campeão mundial. Mas, na última curva, já com a chuva castigando Interlagos e Glock com pneus macios sofrendo para controlar o carro, viu o britânico ultrapassá-lo e conseguir o ponto necessário para superar Massa na briga pelo título.

No paddock de Interlagos, Glock conversou brevemente com o Estadão e falou sobre aquela disputa.

“Eu apenas estava tentando sobreviver a essa volta. Na volta anterior eu falei pra equipe que não tinha como sobreviver, mas fecharam os boxes porque começaram a arrumar as cercas pra cerimônia do pódio, então tive que ficar na pista e a onboard está disponível pras pessoas verem. Não tinha chance de ir mais rápido, estava no lugar errado e na hora errada, eu diria”, disse Glock.

Quinze anos depois do ocorrido, Massa tenta na Justiça ser eleito o campeão mundial daquele ano, mas a história não tem a ver com Glock. O brasileiro tenta reverter o título se baseando em um depoimento recente de Bernie Ecclestone, chefão da F1 na época.

Ecclestone disse que sabia do incidente de manipulação do GP de Singapura de 2008 no mesmo ano em que ele ocorreu. Com isso, o resultado da corrida – onde Hamilton chegou em terceiro e Massa não pontuou – teria que ser cancelado. Na ocasião, Nelsinho Piquet admitiu no ano seguinte que bateu de propósito para influenciar um safety car e ajudar Fernando Alonso a vencer a prova.

Pela regra, a partir do momento em que um piloto recebe o troféu de campeão na festa da FIA no final do ano, o resultado não pode ser mudado. Mas Massa alega que Ecclestone sabia do incidente ainda em 2008. O assunto ainda vai se arrastar nos tribunais.

“É uma decisão difícil a se fazer, até para ele também por ter ido por esse caminho. Não sei se ele irá ganhar a causa, mas é passível de questionar por que ele está fazendo isso agora, mas imagino que ele tenha os motivos dele”, disse Glock.

Processo de elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico será apresentado na próxima terça (5)

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Processo de elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico será apresentado na próxima terça (5)

A Prefeitura de São Francisco de Itabapoana (SFI) e o Projeto Plansanear da Univasf (Universidade Federal do Vale do São Francisco) vão apresentar o processo de elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB). O evento, aberto à participação da população, será realizado no Centro Cultural Barracão de Gargaú, na próxima terça-feira (5), às 14h.

“A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema) participou de um edital do Ministério das Cidades e além de SFI, somente mais nove municípios do Estado do Rio de Janeiro foram contemplados com o PMSB, que será elaborado gratuitamente para o nosso município. É mais uma grande conquista na área ambiental no Governo da prefeita Francimara Barbosa Lemos”, destacou a secretária da pasta, Luciana Soffiati, acrescentando:

“Titulares das secretarias municipais e técnicos das pastas de Meio Ambiente, Saúde, Obras, Trabalho e Desenvolvimento Humano, com a participação também da concessionária Águas do Rio integram a comissão técnica que prestará auxílio à equipe da Univasf, já que cada cidade tem sua especificidade”.

Durante o encontro será apresentada a estratégia participativa, reforçando a importância do papel essencial da comunidade em cada etapa do processo do PMSB.

 

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Eleição americana tem abismo de gênero, mas nuances entre homens e mulheres acirram disputa

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FERNANDA MENA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A eleição presidencial americana reflete um abismo de gênero que tem se intensificado desde 1980 no país. Homens votam majoritariamente no republicano Donald Trump; mulheres, na democrata Kamala Harris. Mas há nuances, e grupos dentro desses eleitorados estão em disputa pelos dois candidatos.

 

Kamala tem 12 pontos percentuais a mais que Trump no eleitorado feminino (50% contra 38%), segundo pesquisa de outubro da Reuters/Ipsos com 14 mil eleitores. Em 2020, a vantagem de Joe Biden entre mulheres era de 5 pontos. Já Trump tem 7 pontos de vantagem sobre Kamala entre os homens (48% a 41%). Em 2020, era apenas 1 (45% a 44%).

Já um levantamento do Emerson College com mil entrevistados coloca Trump em vantagem de 13 pontos sobre Kamala no eleitorado masculino, e ela tem 10 pontos de dianteira no voto feminino –uma vantagem menor do que a de Biden em 2020 sobre Trump, o que sugere um avanço do republicano entre as mulheres.

É apenas a segunda vez na história dos Estados Unidos que uma mulher é candidata à Presidência por um grande partido –e isso não é um detalhe, para o bem e para o mal.

A pioneira, Hillary Clinton, perdeu para Trump em 2016 numa campanha marcada por ataques sexistas que colocaram o republicano no campo da misoginia, mas galvanizaram em torno do ex-presidente correntes conservadoras antifeministas, neopatriarcais e religiosas.

Agora, 42% das mulheres democratas afirmam que o gênero, a raça e a etnia de Kamala vão pesar contra ela nas urnas, enquanto apenas 14% dos homens eleitores afirmam que o gênero, a raça e a etnia o prejudicariam na corrida.
Kamala evitou focar sua identidade durante a campanha, enquanto Trump evocou as mulheres para dizer que será “seu protetor”, quer elas queiram ou não –um comentário considerado apelativo e infantilizador.

Pesam também na atual divisão de gênero do eleitorado os marcadores de idade (quanto mais jovens, mais mulheres votam em Kamala, e homens, em Trump), de escolaridade (mais instruídos votam na democrata, menos instruídos no republicano) e de raça (negros a preferem, brancos vão mais com ele).

“Há uma homogeneização de identidades, como se mulheres e negros sempre votassem em democratas enquanto homens e brancos sempre votassem em republicanos. Mas essas identidades são muito mais fluídas do que se imagina”, aponta Alessandra Devulsky, professora de direito da Universidade do Québec, em Montreal, e pesquisadora de gênero e raça.

Além disso, questões culturais mais difusas, como percepções sobre equidade e papéis de gênero, sobre o movimento woke e o politicamente correto têm ampliado a polarização entre os dois sexos.

Hoje, há mais homens e mulheres que dizem acreditar que seus respectivos gêneros os colocam em uma situação de desvantagem social nos EUA. Segundo pesquisa do American Enterprise Institute, think tank conservador baseado em Washington, 70% dos apoiadores de Trump afirmam que o país não faz o suficiente para que meninos se tornem homens de sucesso, mas só 35% consideram o mesmo no caso de meninas. Entre os democratas, as porcentagens são 61% e 68%, respectivamente.

Oito em cada dez (82%) eleitoras democratas afirmam que há poucas mulheres em altos cargos políticos dos EUA, ao passo que apenas 19% dos homens republicanos têm a mesma avaliação, indica estudo do Pew Research Center.

“Grande parte da divisão de gênero não vem apenas do fato de Kamala ser uma mulher, já que mulheres foram amplamente favoráveis a Biden em 2020. As diferentes posições dos dois partidos foram ampliadas nos últimos anos pela decisão da Suprema Corte de 2022 de revogar as proteções aos direitos reprodutivos do caso Roe versus Wade”, afirma o cientista político Jonathan Hanson, professor de estatística da Universidade de Michigan, em referência à decisão que derrubou o direito em âmbito federal ao aborto.

Hanson aponta que muitas unidades da Federação, incluindo Michigan, um estado-pêndulo, correram para criar referendos que pudessem restaurar localmente esses direitos. “Essa foi uma questão chave nas eleições para governador e parlamentares de 2022 e favoreceu os candidatos democratas. É ainda uma preocupação muito forte.”

Para Kendall Thomas, professor de direito da Universidade Columbia, em Nova York, especialista em teoria crítica de raça, feminismo e sexualidade, além de Roe vs. Wade pesam contra Trump as revelações de assédio sexual, na esteira do movimento MeToo, que levaram o ex-presidente aos tribunais.
“Há um segmento de mulheres que se uniram a Kamala Harris e que se distinguem não apenas pelo fato de serem mulheres, mas pelo fato de serem instruídas. Acho que existe um abismo de formação tão grande quanto o de gênero”, afirma Thomas.

Cientes desse racha, as campanhas de Kamala e Trump têm reforçado essa trincheira. Ela reforçou às eleitoras que elas “podem votar em quem quiserem, e ninguém nunca vai saber”, como anunciado em vídeo narrado pela atriz Julia Roberts.

Kamala avançou também sobre a fatia de mulheres brancas que votaram em Trump nas duas últimas eleições presidenciais. A democrata supera o republicano em 2 pontos percentuais neste grupo, segundo a pesquisa Reuters/Ipsos. Em 2020, Trump tinha 16 pontos a mais que Biden nesse eleitorado.

O republicano corteja o eleitorado masculino branco, mas também negro e latino conservador. Investiu em ícones de força e de poder para seus comícios, que tiveram o ex-lutador Hulk Hogan e o bilionário Elon Musk como garotos-propaganda.

Ele também fez turnês pela chamada manosfera, rede de comunidades online, entre blogs, podcasts e fóruns, de caráter misógino e antifeminista que promovem a masculinidade tradicional e seus ideais, condenando as restrições impostas pelo que chamam de politicamente correto. Para Hanson, “é um apelo a uma certa masculinidade, do cara durão, que ecoa nos homens em geral, independentemente de sua raça.”

Ventos fortes causam prejuízo bilionário no Brasil

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Os ventos intensos e frequentes no Brasil estão causando prejuízos bilionários e afetando milhares de pessoas. Em outubro, um shopping em São Paulo teve seu teto arrancado, uma árvore tombou em Minas Gerais e uma ventania impactou 51 municípios no Rio Grande do Sul. Matéria exibida no Jornal Nacional desta sexta-feira (1º) aponta que desde 2013, vendavais no país atingiram 10 milhões de pessoas, resultando em perdas financeiras superiores a R$ 12 bilhões.

 

O presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Paulo Ziulkoski, afirma que 1.500 municípios ainda não possuem Defesa Civil organizada, o que dificulta a prevenção e aumenta os danos e o número de vítimas. Dados do Inmet mostram o aumento na frequência e intensidade dos vendavais, que passaram de menos de 10 registros anuais até 2007 para 51 em 2023, e já somam 33 eventos em 2024, alguns com ventos acima de 100 km/h.

Os vendavais, exacerbados pelas mudanças climáticas, apresentam riscos crescentes, alerta o professor de Meteorologia da USP, Ricardo de Camargo. Ele enfatiza a necessidade de maior preparo para eventos extremos. Segundo Camargo, os ventos acima de 80 km/h são capazes de arrancar árvores, e aqueles com mais de 100 km/h causam destruição generalizada, tornando o planejamento essencial para mitigar impactos.

O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) de São Paulo testa medidas para proteger construções. O pesquisador Gilder Nader recomenda que telhados sejam vedados contra frestas e mantenham forros, o que pode minimizar danos como a perda de telhas. Adotar essas precauções ajuda a evitar prejuízos e protege as construções dos impactos dos ventos intensos.

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Na briga pelo título do Brasileiro, Fortaleza desafia o desesperado Juventude em Caxias do Sul

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Ainda sonhando com o título do Campeonato Brasileiro, o Fortaleza desafia o Juventude, que está lutando pela permanência na divisão. O jogo será disputado neste sábado, às 18h30, no Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul (RS), pela 32ª rodada. O duelo pode deixar o time cearense ainda com chances de levar o troféu ou aliviar a pressão sobre o clube gaúcho.

A má fase fez, inclusive, o Juventude mudar sua comissão técnica. Jair Ventura deixou o clube e Fábio Matias, ex-Botafogo, chegou para tentar mexer com os ânimos dos jogadores nesta reta final de Brasileirão. O time gaúcho não vence há cinco jogos e ocupa o 18º lugar, com 34 pontos, mesma pontuação do Athletico-PR, o primeiro fora da zona de rebaixamento.

O Fortaleza, por sua vez, acumula três jogos sem vitória, mas vem de um empate por 2 a 2 com o Palmeiras, no Allianz Parque. A equipe cearense, apesar da instabilidade recente, ocupa a terceira posição, com 57 pontos. O Botafogo lidera com 64, à frente do próprio Palmeiras, com 61.

O tricolor cearense defende um tabu diante do time gaúcho, já que não perde do rival há 15 anos. A última derrota ocorreu em 2009, por 2 a 0, pela Série B daquele ano. No retrospecto geral, a vantagem também é do Fortaleza. Foram 19 jogos, com oito vitórias, nove empates e apenas duas derrotas.

O técnico Fabio Matias não contará com o experiente meia Nenê, que levou o vermelho em uma expulsão polêmica na derrota para o Flamengo por 4 a 2, no Maracanã. Jean Carlos, no entanto, retorna de suspensão e deve ser um dos principais nomes do treinador para estes últimos jogos.

Por ser o jogo da estreia, Matias não deve fazer muitas mudanças, justamente pelo pouco tempo de trabalho à frente do clube. Além de Nenê, ele não poderá contar com os meias Caíque e Peixoto, que estão entregues ao departamento médico.

“Essa mobilização tem que partir também do lado externo. O lado externo que a gente fala é apoio. Apoio do torcedor, da torcida, e das pessoas que estão em volta. A gente tem a vantagem de fazer quatro jogos em casa e três fora. Os jogos em casa são fundamentais para o nosso sucesso”, disse o treinador.

Do outro lado, o Fortaleza terá o retorno do atacante Breno Lopes, que não enfrentou o Palmeiras. O atacante, no entanto, deve ficar como opção no banco de reservas. O técnico Juan Vojvoda ainda não definiu se apostará no atleta ou em Marinho, que vem uma crescente nos últimos jogos.

“Espero poder estar em campo e ajudar meus companheiros a buscar mais um grande resultado na competição. Temos nossos objetivos e uma vitória contra o Juventude seria fundamental para nossa caminhada. Será um jogo complicado. Jogar em Caxias nunca é uma tarefa fácil”, afirmou Breno Lopes.

FICHA TÉCNICA

JUVENTUDE X FORTALEZA

JUVENTUDE – Mateus Claus; João Lucas, Danilo Boza, Zé Marcos e Alan Ruschel; Ronaldo, Jadson e Jean Carlos; Lucas Barbosa, Gilberto e Edson Carioca. Técnico: Fábio Matias.

FORTALEZA – João Ricardo; Brítez, Kuscevic e Titi; Hércules, José Welison, Emmanuel Martínez e Bruno Pacheco; Marinho, Lucero e Moisés. Técnico: Juan Vojvoda.

ÁRBITRO – Raphael Claus (SP).

HORÁRIO – 18h30.

LOCAL – Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul (RS).

Tumor raro muda tonalidade da pele de jovem que busca tratamento

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Sabrina Gomes, uma jovem de Fortaleza, luta há dez meses para obter um medicamento de alto custo que pode melhorar sua condição de saúde. Com um tumor raro, chamado timoma, e Síndrome de Cushing, Sabrina sofre com sintomas graves como dificuldades respiratórias, insuficiência renal, hipertensão e hiperpigmentação da pele. Cada dose do medicamento lutécio, indicado por sua equipe médica, custa cerca de R$ 32 mil, e ela precisa de quatro aplicações para reduzir o tumor.

 

Diagnosticada ainda na adolescência, Sabrina vive com um excesso do hormônio ACTH, produzido pelo tumor, o que causa o aumento do cortisol e resulta em várias complicações como dificuldades respiratórias, insuficiência renal, pressão alta, distúrbios metabólicos que chegaram até mesmo a mudar a tonalidade da sua pele. Após tratamentos convencionais como quimioterapia e cirurgias, a jovem viu seu estado de saúde piorar, sendo agora recomendado o lutécio radioativo, que pode destruir as células do tumor e controlar a doença. Em março de 2024, uma decisão judicial obrigou a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) a fornecer o medicamento, mas a entrega tem enfrentado entraves administrativos.

A Sesa alega que o lutécio não faz parte dos tratamentos do SUS, e por isso o processo de aquisição requer dispensa de licitação, o que atrasou a contratação. Mesmo com uma nova decisão judicial para agilizar a compra, a situação permanece indefinida, e Sabrina tem frequentado a Secretaria na tentativa de resolver a questão.

Enquanto isso, Sabrina enfrenta os impactos da doença, que já afetou seus pulmões e coração. A equipe médica considera o lutécio uma “luz no fim do túnel” e aguarda que o medicamento finalmente seja disponibilizado para controlar a progressão do tumor e possibilitar uma melhoria na qualidade de vida de Sabrina.

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Esposa de MC Poze movimentou R$ 10 milhões com rifas fraudulentas

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Viviane Noronha Geovanini, conhecida como Vivi Noronha e esposa do funkeiro MC Poze do Rodo, foi alvo de uma operação da Polícia Civil chamada “Rifa Limpa” nesta sexta-feira (1º). De acordo com informação revelada pelo O Globo, a ação investiga sorteios ilegais promovidos nas redes sociais, nos quais Vivi teria movimentado cerca de R$ 10 milhões entre 2022 e 2023 com rifas fraudulentas. Ela usava seu perfil no Instagram, com mais de 1,6 milhão de seguidores, para vender bilhetes a R$ 0,99, prometendo prêmios em dinheiro que variavam de R$ 500 a R$ 100 mil para quem comprasse mais bilhetes.

 

MC Poze, que possui mais de 15 milhões de seguidores, também é investigado, pois teria ajudado a divulgar os sorteios da esposa, incluindo um sorteio de uma Tesla Cybertruck avaliada em R$ 2 milhões. As investigações apontam que os influenciadores não tinham posse legítima do carro e que, em alguns casos, ele foi oferecido em sorteios repetidos, mesmo após já ter sido sorteado anteriormente. Além disso, outros prêmios em dinheiro também eram oferecidos sem garantias de entrega aos ganhadores.

Entre outros investigados, está Roger Rodrigues dos Santos, o Roginho Du Ouro, que teria movimentado cerca de R$ 15 milhões em cinco meses com sorteios de carros e bebidas. Roger é suspeito de lavar o dinheiro das rifas através de uma distribuidora de bebidas registrada em seu nome. Em sua residência, foram apreendidos R$ 120 mil em dinheiro e itens como uma máquina de contar cédulas e uma mala com notas falsas, supostamente usadas para enganar outros participantes no esquema.

Na manhã de sexta-feira, agentes realizaram buscas na casa de MC Poze e Vivi no Rio de Janeiro, apreendendo celulares, joias, carros de luxo e motocicletas. Poze declarou nas redes sociais que não era alvo direto da operação, mas que acredita que o fato de ter “progresso financeiro” incomoda. Ele afirmou que confia na resolução do caso por meio de seus advogados e que seus bens devem ser devolvidos em breve.

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Chefe de torcida do Palmeiras ganhava R$ 7 mil como assessor de vereador

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Jorge Luiz Sampaio Santos, de 43 anos, presidente da torcida organizada Mancha Alviverde, é suspeito de planejar e participar de uma emboscada contra torcedores do Cruzeiro, da Máfia Azul, que deixou um cruzeirense morto e outros 17 feridos. O ataque ocorreu no domingo (27), em Mairiporã, na Grande São Paulo. De acordo com informação revelada pelo site G1, até dois dias após o ataque, Jorge ainda trabalhava como assessor parlamentar do vereador Isac Félix (PL), mas foi exonerado na terça-feira (29), segundo o Diário Oficial do município.

 

Ele recebia salário mensal bruto de R$ 7.344,92 como assessor parlamentar. Ele foi funcionário de Isac por seis e anos e oito meses,, mas pediu exoneração do cargo um dia antes de sua prisão ser decretada pela Justiça.

A Justiça de São Paulo decretou, a pedido da Polícia Civil e do Ministério Público, a prisão temporária de Jorge e outros cinco membros da Mancha Alviverde, incluindo dirigentes da torcida. Outros dois torcedores também tiveram prisão decretada posteriormente, e Alekssander Ricardo Tancredi, um deles, já foi detido. Jorge possui histórico de boletins de ocorrência por tumultos ligados à torcida e já enfrentou inquérito por supostas ameaças à presidente do Palmeiras, Leila Pereira.

Durante operação na sede da Mancha Alviverde, a polícia encontrou materiais de campanha do vereador Isac Félix e outros itens, como camisas com sangue, uma barra de ferro e computadores, além de um carro suspeito usado no ataque. A investigação tenta esclarecer a possível ligação entre o vereador e a torcida organizada. Ainda de acordo com o G1, o advogado de Jorge e outros seis palmeirenses foi à delegacia, mas não comentou o caso, alegando falta de acesso à investigação.

Em nota, o vereador Isac Félix afirmou que desconhece o envolvimento de Jorge no ataque e defendeu sua integridade como funcionário. Ele também ressaltou que analisará o material de campanha apreendido antes de emitir uma opinião mais detalhada.

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México celebrou o Dia de los Muertos; veja as imagens

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O Dia de los Muertos é uma das mais importantes celebrações no México e voltou a ser celebrado esta semana. 

 

Familiares e amigos de pessoas falecidas marcaram a ocasião no cemitério Xoxocotlan, em Oaxaca, como mostram as imagens da galeria que acompanha esta notícia. 

De acordo com a tradição mexicana, todos os anos os mortos vêm visitar os seus parentes por vários dias, que os aguardam com as suas comidas, bebidas e música favoritas no cemitério onde estão enterrados.

De acordo com os costumes e crenças da população mexicana, as crianças falecidas são lembradas no primeiro dia de novembro e os adultos são lembrados no dia 2 de novembro. Além disso, em algumas regiões, no dia 28 de outubro são lembrados aqueles que morreram acidental ou tragicamente, e no dia 30 de outubro são lembradas as almas daqueles que morreram sem serem batizados. Recentemente, o dia 28 de outubro também foi designado para evocar os animais de estimação.

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Hong Kong registra três mortes ligadas a nova droga sintética

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Este narcótico, normalmente apresentado em cápsulas para cigarros eletrônicos, contém etomidato, um anestésico que só pode ser prescrito por profissionais de saúde.

 

Chong Yeow-kuan, consultor do Laboratório de Referência em Toxicologia do Centro de Controle de Venenos de Hong Kong, disse em uma coletiva de imprensa que, na ausência de outras causas óbvias de morte, a detecção de etomidato nos corpos dos falecidos sugere uma ligação direta com o uso dessa substância.

A crescente preocupação das autoridades com o ‘petróleo espacial’ também se deve ao aumento nas detenções relacionadas a esse composto, que cresceram quase 10 vezes em comparação com o ano anterior.

Até o final de setembro, a polícia de Hong Kong havia detido 98 pessoas em 60 casos, confiscando um total de 2.800 gramas e 510 ml do produto. Entre os detidos, 16 eram jovens com menos de 21 anos.

Em todo o ano de 2023, apenas nove pessoas tinham sido detidas em ligação ao ‘petróleo espacial’.

Essa droga é conhecida em Hong Kong como ‘droga zumbi’ porque pode causar graves danos físicos e mentais, incluindo dependência, perda de memória, convulsões, perda de consciência e até morte, de acordo com o Comitê de Ação contra as Drogas do governo da região chinesa.

As autoridades decidiram tomar uma posição pública mais firme contra o uso e o tráfico do ‘petróleo espacial’, ressaltando a urgência de combater esse problema de saúde pública.

De acordo com a imprensa local, a polícia desmantelou um laboratório que produzia essa droga, apreendendo cerca de 1,5 quilo de etomidato, e deteve um homem de 20 anos.

A polícia descreveu o laboratório como rudimentar e perigoso, alertando que o consumo de ‘petróleo espacial’ poderia facilmente levar a overdoses fatais.

Na semana passada, o secretário de Segurança de Hong Kong, Chris Tang Ping-keung, disse que a região estava trabalhando para incluir o etomidato na lista de produtos perigosos sujeitos a restrições já no início de 2025.

O etomidato é atualmente classificado como uma substância controlada, portanto, a venda ou posse ilegal pode acarretar uma pena de dois anos de prisão e uma multa de 100 mil dólares de Hong Kong (12 mil euros).

“A posse ilegal ou fumar, inalar, ingerir e injetar ‘petróleo espacial’ contendo etomidato será passível de uma pena máxima de sete anos de prisão e uma multa de um milhão de dólares de Hong Kong [750 mil reais]. O tráfico ou importação ilegal dessa substância será passível de uma pena máxima de prisão perpétua e de uma multa de cinco milhões de dólares de Hong Kong [3 milhões e setecentos mil reais]”, acrescentou Tang.

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Enem: cursos populares são oportunidade para alunos de baixa renda

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No próximo domingo (3), o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) aplicará o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), em 1.753 municípios de todas as regiões do país. A edição deste ano teve mais de 4,3 milhões de inscritos, sendo 1,6 milhão deles concluintes do ensino médio.

Há candidatos que enfrentam inúmeras dificuldades para participar do exame, que é uma das principais portas para o ensino superior, senão a única, como acontece em alguns casos. Este ano, por exemplo, mais de 65 mil pessoas solicitaram atendimento especializado para realizar o teste, das quais a maioria, cerca de 30 mil, têm déficit de atenção. Outras 8.622 têm baixa visão.

Estudantes de todo o Brasil aguardam com ansiedade a chegada do Enem, e um grupo, em especial, acredita que é a sua chance de ter acesso à universidade: os de família de baixa renda, que não têm condições de pagar por aulas preparatórias e encontram no cursinho popular uma saída. A desigualdade social impregna também a educação, começando já no ensino básico, no qual alunos com maior renda podem estudar em escolas privadas e contar, muitas vezes, com um ensino de qualidade muito superior à encontrada na rede pública.

No estado de São Paulo, 302.392 dos estudantes que irão prestar a prova estão concluindo o ensino médio na rede pública. Eles representam quase 80% do total de candidatos com esse perfil.

Os professores da Escola Preparatória da UFABC têm de auxiliar cerca de 600 estudantes a estarem prontos para o Enem, anualmente. O cursinho surgiu há 15 anos, por iniciativa de alunos da universidade e passou a ter o professor Leonardo José Steil entre seus docentes quando ele o percebeu como uma oportunidade de entrar no mundo da educação.

Químico de formação, fez carreira acadêmica, mas encerrado em laboratórios, Steil foi aprovado no concurso para docente da UFABC e precisou pensar sobre atividades de extensão. Foi quando alunos da graduação o contataram, perguntando se toparia se juntar a eles para colocar o projeto em prática. A intenção era, como toda atividade dessa natureza, trazer a comunidade do entorno da universidade para dentro dela, o que de fato aconteceu, uma vez que as aulas são dadas dentro da instituição.

“Essa oportunidade acabou, inclusive, mudando toda minha história de vida, minha trajetória acadêmica. Hoje em dia, eu faço pesquisa de ensino, na área de formação de professores. Estou fazendo pedagogia agora, pela Univesp [Universidade Virtual do Estado de São Paulo], porque senti necessidade de ter uma base pedagógica. Para mim, foi muito importante ter esse encontro, esse convite”, afirma ele, que iniciou o curso de pedagogia aos 44 anos de idade.

No início do projeto, os organizadores tiveram que fazer mais esforço para divulgá-lo, visitando escolas e alimentando redes sociais. Com o tempo, porém, a procura começou a ser orgânica, com interessados chegando a ele, até a pandemia de covid-19, período em que o cursinho sofreu, como outros espaços de educação, impactos e o impeliram a retomar os canais de divulgação do serviço.

“A procura por continuar os estudos, aprofundá-los, fazer uma educação continuada tem diminuído. Então, o número de candidatos de vestibulares, que fazem o Enem foi diminuindo. Em 2023, voltou a crescer. Agora em 2024, também. E a gente espera que isso tenha sido um momento difícil para todo mundo e que se recupere o interesse por estudar”, diz ele.

Conforme ressalta o professor, o cursinho acaba tendo diversos fins, podendo até melhorar a autoestima dos estudantes. “Todos os cursinhos populares trabalham no reforço escolar, mas também em outros aspectos, como projeto de vida dos estudantes, autoimagem. E tudo isso acaba sendo fundamental não só para o acesso à educação, mas para a permanência do aluno, porque entrar em uma universidade pública, de qualidade, é um processo difícil, mas conseguir um diploma nessa universidade é mais difícil. Mais do que um projeto de acesso ao ensino superior, é de permanência no ensino superior”, explica Steil.

Um dos fatores que mais contribuem para aumentar a confiança que os estudantes têm em si mesmos é a origem dos professores que lecionam na Escola Preparatória da UFABC: grande parte deles já esteve “do outro lado do balcão”, ou seja, já foi aluno do cursinho e hoje estuda, em cursos de graduação ou pós-graduação, em universidades públicas. O coordenador garante que, mesmo diante de salas com 100 alunos, os alunos se sentem acolhidos porque sempre acabam se identificando com o jeito e a história de algum professor em particular, o que faz com que acreditem mais no seu próprio potencial. “Eles reconhecem naquele professor alguém que é como eles e conseguiu superar essa etapa de entrar no ensino superior”, comenta.

Aspirante a economista, a jovem negra Érika Gonzaga, de 18 anos, reside no bairro da Penha, zona leste, com dez pessoas de sua família materna, sendo a metade de crianças, todas criadas por suas mães solo. Seus pais biológicos trabalharam a vida toda sem carteira assinada, isto é, na informalidade, e sem pisar em uma universidade, mas uma dessas mulheres com quem divide o teto rompeu o ciclo invisível de injustiça e opressão e conquistou o diploma universitário.

“Foi um movimento na família, todo mundo contribuía. Ela conseguiu bolsa de 50%, fazendo uma prova da própria faculdade, e esses outros 50%, as outras mulheres se juntavam para pagar. Na época, ela trabalhava e conseguia pagar uma parte e, quando não conseguia, todo mundo ajudava. A irmã dela tem ensino superior [incompleto], mas não conseguiu manter, porque era particular a faculdade e acabou largando, nunca mais voltou. Foi como um test drive e acabou seguindo. Hoje ela é empreendedora”, compartilha.

Érika fez praticamente todo o ensino básico – fundamental e médio – em uma escola privada, onde tinha uma bolsa de 80%, que durou até o último ano, quando teve que sair da instituição, pela perda do desconto na mensalidade. No período em que morou com sua mãe biológica, que prestava serviços de coffee break e distribuição de brindes, a dedicação aos estudos encolheu, por ter tido que apoiá-la na área profissional, exercendo as funções de copeira e garçonete.

“Quando marcam [o serviço de coffee break], normalmente é para a manhã. Então, ela não tinha ninguém e eu acabava faltando as aulas, porque minha bolsa era para o período da manhã e eu não conseguia estudar direito. Quando precisei sair da escola particular, já estava em defasagem, por causa do trabalho”, observa.

Quando começou a pensar sobre o que queria para sua vida profissional, diversas opções, como História, surgiram na mente de Érika. Ela, contudo, acabou optando por concorrer a uma vaga no curso de Economia, pela maior probabilidade de aprovação e de conseguir um emprego.

A jovem, que tem fortalecido sua segurança para a prova com a ajuda do Cursinho Vito Giannotti, na Praça da Árvore, comenta que diversas colegas, também negras, usaram o mesmo critério para a escolha, sentindo-se pressionadas a ignorar vocações. Outro aspecto abordado por Érika diz respeito à preferência de muitos de seu círculo social pelo ingresso em instituições de ensino particulares e, simultaneamente, a manutenção de um emprego que as permita pagar a mensalidade.

“Não só a questão do mercado de trabalho, mas também por não se sentir capaz mesmo. A maioria das pessoas ao meu redor acabaram desistindo ou mudando de opção”, afirma.

“Sempre falo que foi a maior sorte ter podido fazer o cursinho, porque é justamente esse lugar de crescer, se organizar e ser acolhido. Já estudava, mas lá foi a grande base, minha grande virada. Ter um senso crítico junto à educação. Eles dizem que não dão aulas gratuitas por filantropia, e sim pela consciência de classe, para se ocupar universidades públicas. Organizar um coletivo, dar esse suporte acadêmico, esse suporte crítico, foi incrível, a grande virada. Não desisti da trajetória [do ingresso na universidade], que é longa”, declara Érika.

“O cursinho foi uma casa. Pretendo me formar e voltar para dar aula. É uma comunidade que quero levar para a vida”, acrescenta.

Morador do bairro de Guaianases, zona leste de São Paulo, o estudante Gabriel Padilha, de 20 anos, completou o ensino fundamental na rede pública, em uma escola mais perto de casa, e fez o ensino médio em uma mais distante, que ficava a uma hora de ônibus de seu endereço, no Tatuapé. Também aluno do Cursinho Vito Giannotti, ele testemunha diariamente a luta de sua irmã, de 22 anos, e sua tia, alunas de Direito, para resistir à dupla jornada. São a primeira geração a ingressar ou tentar ingressar em uma instituição de ensino superior, pois os mais velhos da família pararam de estudar no ensino médio ou tiveram que parar de frequentar a escola nessa fase.

O estudante relata que a primeira, de 22 anos, já exerce a função de analista fiscal, que exige muita atenção, e a segunda precisa se deslocar, todos os dias, de Guaianases à região de Alphaville, mas ele mesmo tem uma rotina puxada. “Trabalho o dia inteiro, das 8h às 18h, e depois eu tenho que sair correndo para o cursinho e chego em casa meia-noite. Aí, acordo às 6h para trabalhar. É uma rotina muito cansativa”, diz ele, salientando que o dia a dia já abre desvantagens em relação a jovens que somente se dedicam a estudar para o Enem.

O jovem encontrou na Física uma razão para seguir na linha da pesquisa acadêmica e confirmou sua escolha, mais por combinar com seu desejo do que por ser uma área bastante demandada por empregadores, segundo ele. “Eu penso também na questão do mercado de trabalho, mas foi mais uma questão pessoal mesmo”, esclarece. “Antes, eu queria muito trabalhar com Física, Astrofísica, principalmente alguma agência espacial, tipo a Nasa ou alguma chinesa que está crescendo bastante. Comecei a mudar um pouquinho e estou pensando mais em trabalhar com acelerador de partículas, de repente, na Unicamp [Universidade Estadual de Campinas].”

Um dos principais pontos da prova do Enem é o bloco de questões sobre fatos da atualidade, algo que requer que os estudantes se debrucem sobre os livros e apostilas, mas também acompanhem o que acontece no Brasil e no mundo. Para Gabriel Padilha, os aliados, nesse caso, são o podcast e o noticiário tradicional. “É podcast e ler jornal, não assisto muito à televisão”, resume.

De acordo com o coordenador pedagógico do cursinho popular da Associação Cultural de Educadores e Professores das Universidades de São Paulo (Acepusp), o professor Renato Marques, na lista de perguntas sobre História do Brasil, deve se destacar o período do país enquanto colônia. “E, quanto a outras coisas gerais, idade moderna e Idade Média. Do ponto de Geografia, a parte que mais se destaca é a de geopolítica, mas também entram espaço agrário e espaço urbano. Na Filosofia, a ênfase maior, tanto no campo da filosofia antiga”, enumera ele, que atua na área de humanidades.

A tendência é a de que haja, ainda, questões sobre movimentos sociais, o papel do Estado e o conceito de cidadania. Em menor número, deverão aparecer perguntas sobre o tema cultura e sociedade. Indagado sobre a possibilidade de os estudantes terem que demonstrar mais conhecimentos sobre o sul global, o professor diz que sim. “A presença de uma leitura de mundo menos eurocêntrica, menos voltada à visão do domínio do norte”, relaciona.

O coordenador explica que o cursinho entende que é sua obrigação fazer com que os alunos compreendam que o contexto socioeconômico em que vivem é algo complexo e resultado de desigualdades sociais que podem ser atenuadas por meio da luta coletiva. “O curso acaba tendo um papel político, de fazer um despertar, uma tomada de consciência no sentido de que essa condição precária em que estão inseridos não acontece por acaso, não pode nunca ser naturalizada, que foi construída. E que o nosso papel é tentar oferecer condições para que tenham ferramentas para fazer o enfrentamento”, opina ele, que também atribui valor à partilha, com os alunos, de diversas dimensões da cultura.

Tamira Paixão, de 18 anos, frequenta o cursinho da Acepusp e tenta equilibrar os estudos, afazeres domésticos e os cuidados de seu irmão de 2 anos, assumidos por ela quando a mãe tem que cumprir expediente presencial no Centro Cultural de São Paulo (CCSP) e seu padrasto, pai da criança, também está no trabalho. Apesar de jamais ter passado necessidade, ela sabe que a concorrência no Enem acaba se tornando uma competição desleal, com candidatos provenientes de escolas estruturadas e outros com mais obstáculos sociais a superar e egressos de escolas com um ensino mais fraco.

“Eu moro em um quintal em que moram minha avó, minha tia e eu. É um pouco barulhento e é, às vezes, difícil de me concentrar. Então, nesse período próximo da prova, estou estudando no cursinho, ficando para as aulas da tarde”, diz ela, moradora de Pirituba, zona norte da capital, e que reduziu as aulas de dança de duas para uma vez por semana e começou a focar mais na preparação para o Enem há um mês.

A mãe de Tamira já ergueu o canudo com o diploma, após vencer a batalha e mãe solo que concilia o cotidiano com um emprego, e seu pai se formou no ano passado, em Logística, com 44 anos de idade. Para ele, o que importava era ter um diploma na área em que já trabalha, diferentemente dela, que quer uma graduação que proporcione realização profissional e pessoal. “O que eu queria realmente fazer é medicina veterinária, mas a nota de corte é muito alta. Estou segura de passar, mas você fica naquela de ‘há pessoas mais preparadas, que estudaram muito mais’. Então, optei por Biologia, que tem uma nota de corte menor e tem a possibilidade de mudar de curso. Pensei muito em ter um emprego no futuro e também numa nota de corte que me deixe mais segura para passar.”

 

Justiça condena jornalista e determina remoção de postagens sobre Israel e Hamas

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ASÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Justiça de São Paulo condenou nesta quinta-feira (31) o jornalista Breno Altman a pagar indenização no valor de R$ 20 mil em razão de cinco postagens consideradas pelo juiz como racistas contra judeus.

 

Altman tem enfrentado uma série de processos na Justiça em razão de seu posicionamento antissionista e contra a atuação do Estado de Israel na guerra contra o Hamas.

Ele alega que sua postura é contra o genocídio estatal, e não contra judeus, não havendo antissemitismo em sua conduta. Altman é judeu e trata do conflito com frequência em sua atuação como jornalista.

Em nota, os advogados do jornalista afirmaram que a “sentença não vislumbrou qualquer ilicitude na maioria das publicações e, por essa razão, rejeitou uma pretendida condenação em valor muito superior.”

Ele já foi condenado, em agosto deste ano, a três meses de prisão em regime aberto pelo crime de injúria contra o economista Alexandre Schwartsman e o presidente da organização pró-Israel StandWithUs Brasil, André Lajst, em contexto também envolvendo publicações sobre o conflito em Gaza. Na época, a Justiça determinou que a detenção fosse convertida em pagamento de multa.

Na decisão desta terça-feira, o juiz Paulo Bernardi Baccarat, da 16ª Vara Cível, considerou pedido de censura e indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 80 mil a respeito de 20 postagens do jornalista sobre o conflito.

O requerente, a Conib (Confederação Israelita do Brasil), também solicitou a desmonetização do perfil de Altman nas redes sociais e a “fiscalização e a proibição de veiculação de manifestação que possa incitar ódio e violência, apologia a terrorismo e defesa de atos praticados pelo Hamas”, além de pagamento de R$ 1.320 a cada israelense com residência no Brasil.

A alegação é a de que, com suas postagens, Altman pode incitar perigo a judeus e israelenses e que sua conduta ultrapassa os limites de expressão.

O magistrado entendeu não haver motivo para indenização ou exclusão em 15 das 20 postagens, às quais disse não serem antissemitas, mas manifestações políticas, caso de quatro delas, ou sobre o Estado de Israel (11 das publicações, na interpretação do juiz).

Entretanto considerou 5 das postagens racistas, 3 divulgadas no X (antigo Twitter) e 2 no Instagram. Em duas delas, Altman usa a palavra “ratos” em contexto envolvendo o conflito Israel-Hamas. O juiz considerou a referência como racismo necessário de “intervenção estatal e repreensão”, uma vez que o termo “rato” foi historicamente associado a judeus em contexto genocida.

Nas outras 3, o magistrado considerou ter havido racismo direcionado aos judeus sionistas, “tais como os chamar de pequeno-burgueses apodrecidos por doutrina racista, medrosos, racistas etc”.

Ele determinou que as 5 postagens fossem removidas e que Altman pagasse R$ 4.000 por cada uma delas, totalizando os R$ 20 mil de multa por danos morais. O jornalista também foi condenado a pagar 20% do valor da condenação em custas e honorários. O pedido de indenização individual a cada israelense com residência no Brasil foi negado.

Em nota da defesa de Altman, os advogados Pedro Serrano e Anderson Medeiros destacaram que a sentença acolheu apenas uma parte dos pedidos da ação.

Lembraram também que foi negado o pagamento de indenização individual a israelenses. A defesa diz que vai apresentar recurso “com o objetivo de evidenciar a absoluta licitude de todas as publicações, na medida em que estão amparadas nos direitos constitucionais que asseguram a liberdade de expressão e de manifestação do pensamento.”

O recurso pode ser apresentado em até 15 dias úteis desde a condenação.

 

‘Não dava para começar trabalho cansada’, diz Fernanda Torres sobre não ser Odete Roitman

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A atriz Fernanda Torres não aceitou o papel de Odete Roitman, personagem mais famosa da novela “Vale Tudo”, que ganhará um remake em 2025, na Globo. O papel ficou com Debora Bloch.

 

Segundo ela, o motivo foi a falta de tempo para poder se preparar para o papel que foi de Beatriz Segall (1926-2018) na versão original, em 1988.

“Houve o convite lá atrás, mas fui vendo que o filme [‘Ainda Estou Aqui’] estava crescendo. Liguei e disse que não iria dar porque começaria em dezembro. Falaram que talvez desse para segurar até março. Com o resultado de Veneza, a onda cresceu muito. Tudo é muito cansativo e não dava para eu começar um trabalho dessa responsa já cansada”, disse ao jornal O Globo.

Atualmente, Fernanda está em Los Angeles em campanha pelo filme de Walter Salles pelo Oscar e demais premiações internacionais. O filme chegará aos cinemas no próximo dia 7 de novembro.

“Ter feito esse filme foi um divisor de águas para mim. Sou uma atriz diferente depois de ter feito Eunice, ter experimentado os sentimentos que experimentei com ela, de voltar a trabalhar com o Walter, de atuar num registro que há muito tempo eu não vinha trabalhando como atriz”, emendou à publicação.

Na história, Fernanda é Eunice Paiva, mulher do deputado Rubens Paiva (Selton Mello), assassinado durante a ditadura militar.

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Enchente foi armadilha mortal para idosos na Espanha, e cenário é desolador

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VALÊNCIA, ESPANHA (FOLHAPRESS) – O sol ilumina o céu de Valência, no sudeste da Espanha, enquanto o inferno continuava na terra. O temporal que arrasou a província na terça-feira (29) e avançou afetando outras regiões da Espanha matou ao menos 205 pessoas, uma cifra que aumenta a cada dia conforme as equipes de emergência descobrem corpos na lama. Dezenas de milhares de afetados buscam limpar suas casas, ruas e igrejas nesses dias, enquanto clamam por água potável.

 

As chuvas, convertidas em correntes selvagens que arrastaram tudo ao seu redor, foram uma armadilha mortal para os mais velhos, aqueles que mesmo ficando em casa não conseguiram escapar quando se viram com a água literalmente no pescoço.

Na quarta (30), Fernanda Moita observava sua casa no município de Utiel, um dos mais devastados pelo temporal. “Estamos destroçados”, afirma, com o olhar perdido. O rio que atravessa o lugar corre normalmente como um fio d’água, mas aquele dia cresceu mais de três metros e engoliu as casas construídas nas margens.

E assim, com o andar de baixo inundado, morreu Maria, a mãe de Fernanda, uma senhora de 83 anos com muitas dificuldades para caminhar.

“Liguei para a emergência para tirar meus pais daqui, mas me disseram que estavam recebendo muitas ligações. Liguei para todo mundo, mas ninguém apareceu. Ela estava como a água no pescoço, mas a deixaram morrer”, diz Fernanda, que viu como a mãe foi se apagando através de uma espécie de claraboia que conectava os dois andares. “Meu pai tentou fazer boca a boca para salvá-la, mas ela já estava morta.”

Maria não foi a única idosa que morreu em Utiel. Entre as seis vítimas desse município, a maioria eram pessoas entre 80 e 90 anos, segundo uma porta-voz municipal. Também em outras zonas afetadas os mais velhos foram as vítimas mais vulneráveis.

Quatro dias depois da tragédia ainda há centenas de desaparecidos que estão sendo achados dentro dos veículos arrastados pela torrente d’água, nas garagens, nas estradas, nas próprias casas. Alguns ainda vivos, mas conforme passam os dias o medo é que o número de mortos dispare.

“Possivelmente, chegaremos a cem [mortos na cidade] devido às centenas e centenas de carros tombados em todo o município. Toda vez que um cão ou uma pá entra na lama, aparecem corpos”, disse Amparo Fort, prefeita de Chiva.

Com 17 mil habitantes, Chiva exemplifica o caos que se vive esses dias na região. À dor das perdas somam-se dezenas de milhares de pessoas ainda sem água potável, sem comida, sem eletricidade, sem sinal telefônico e, claro, sem internet. Voltaram ao século 19.

Ali, enviar um WhatsApp é um luxo, uma situação que multiplica a angústia porque há famílias inteiras que não conseguem entrar em contato entre si. Por fim, nesta sexta-feira (1º), o Exército foi destacado para reforçar a distribuição de mantimentos à população.

É difícil imaginar uma normalidade na região, nem quando chegará. Ainda há trechos de estradas obstruídos por carros e caminhões tombados.

O cenário não difere do de um filme de zumbis. Na quinta (31), num desses lugares bloqueados por veículos abandonados e destroçados, um homem, em busca do pai, descobriu que ele jazia morto num dos carros, e o silêncio se rompeu com um uivo de dor.

Afundamento do solo em Maceió: PF indicia 20 pessoas por crimes

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A Polícia Federal (PF) indiciou 20 pessoas foram por crimes relacionados à exploração de sal-gema pela petroquímica Braskem, em Maceió. A PF informou, nesta sexta-feira (1º), que o inquérito foi encaminhado para a 2ª Vara Federal de Alagoas para as “devidas providências”. A extração nas minas de sal-gema na capital alagoana foi feita durante pouco mais de 40 anos e terminou em 2019, após o afundamento do solo em pelo menos cinco bairros e o colapso de uma das minas. Cerca de 60 mil pessoas foram atingidas.

 

Os nomes das pessoas indiciadas não foram informados pela PF. Em nota encaminhada à Agência Brasil, a assessoria da corporação explicou que “o caso encontra-se sob segredo de justiça decretado pela Justiça Federal”.

Caso a Justiça acolha o inquérito, os indiciados responderão por crimes como exploração de matéria-prima da União, em desacordo com a autorização concedida e com a legislação ambiental; dano qualificado praticado contra o patrimônio da União, Estado e Município; deterioração ou inutilização de bens alheios, crime ambiental com agravante de apresentação de dados falsos e omissão de informações. As penas variam entre reclusão e multas.

De acordo com o Movimento Unificados de Vítimas da Braskem (MUVB), aproximadamente 60 mil pessoas e 15 mil imóveis foram afetados em razão do afundamento do solo, que levou ao desaparecimento dos bairros do Pinheiro, Bebedouro, Mutange, Bom Parto e parte do Farol.  

Ainda segundo o movimento, as comunidades dos Flexais, de Quebradas, Marquês de Abrantes, do Bom Parto e a Rua Santa Luzia, na Vila Saem, também foram afetadas. No dia 10 de dezembro de 2023, uma das 35 minas da Braskem ruiu sob a Lagoa Mundaú, no Mutange.

Em setembro deste ano, os moradores realizaram um protesto durante reunião dos ministros da Economia dos países do G20, em Maceió, chamando a atenção para a necessidade de reparação ambiental pelos danos causados pela atividade exploratória da Braskem.

Em julho, a Braskem foi condenada por um tribunal da Holanda a indenizar nove vítimas do afundamento provocado pela extração de sal-gema na capital alagoana.

Na decisão, a Justiça holandesa não fixou valores a serem pagos, mas determinou que as partes entrassem em acordo sobre o quanto deve ser indenizado. A Braskem ainda pode recorrer da decisão. A ação é individual, ajuizada por nove pessoas, mas poderá servir de base para outros processos.

No mesmo mês, durante audiência realizada pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), vinculada à Organização dos Estados Americanos (OEA), vítimas do rompimento de barragens em Mariana e Brumadinho, em Minas Gerais, dos incêndios da Boate Kiss, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, e do Ninho do Urubu, no Rio de Janeiro, e do afundamento de bairros em Maceió, cobraram a responsabilização pelas tragédias nos âmbitos judicial e legislativo.

“Solicitamos que a comissão inste o Estado brasileiro a restaurar ou reabrir processos penais ou administrativos, estabelecer um efetivo controle social sobre a atividade do Ministério Público e dos órgãos de fiscalização e análise de riscos e conceber uma legislação específica para casos de tragédias coletivas e de grande impacto social, prevendo mecanismos de prevenção e responsabilização”, disse, na audiência, a advogada Tâmara Biolo Soares, representante da defesa das vítimas.

 

Oasis tocará ‘muito em breve’ no Brasil com turnê de retorno, diz Liam Gallagher

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SÃO PAULO, SP (FOLHARPESS) – Uma publicação nas redes sociais feita por Liam Gallagher, do Oasis, deu a entender que o grupo britânico se apresentará no Brasil durante sua turnê de retorno, no ano que vem. Um fã questionou no X, o antigo Twitter, por que a banda não havia anunciado datas para o Brasil e Argentina, ao que o cantor respondeu “muito em breve”.

 

A banda liderada por Liam e Noel Gallagher confirmou shows da turnê “Oasis Live ’25” no País de Gales, Inglaterra, Escócia, Irlanda, Canadá, Estados Unidos e México. Caso o Oasis se apresente também no Brasil, seria a quarta vez do grupo de rock no país, onde já tocou em 1998, 2001 e 2006.

Há duas semanas, Liam havia dito no X que estava “arrasado” porque Oasis não faria shows no país: “não acho que vamos tocar no Brasil”, respondeu quando um fã o convidou para tomar uma cerveja em São Paulo.

Oasis foi formado em 1991 na cidade inglesa de Manchester e é reconhecido como um dos maiores grupos musicais de sua época. No próximo ano será comeorado o aniversário de 30 anos de “What’s the Story Morning Glory”, álbum aclamado com mais de 22 milhões de cópias vendidas.

O disco inclui algumas das músicas mais icônicas da banda como “Wonderwall”, “Don’t Look Back in Anger” e “Champagne Supernova”. O álbum de estreia “Definitely Maybe” foi relançado em comemoração aos seus 30 anos.

 

LeBron James declara apoio a Kamala Harris e diz que ‘a escolha é óbvia’

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – LeBron James, o maior pontuador da história da NBA, a liga americana de basquete, se juntou a outras celebridades e declarou voto na vice-presidente Kamala Harris nesta quinta-feira (31). “Quando penso nos meus filhos e na minha família e em como eles vão crescer, a escolha é clara para mim”, disse ele nas redes sociais.

 

Entre as celebridades que apoiaram a candidata democrata, estão as cantoras Taylor Swift e Beyoncé, a atriz Meryl Streep, o comediante Chris Rock e a apresentadora Oprah Winfrey.

O ala do Los Angeles Lakers, que está jogando sua 22ª temporada na NBA após liderar a equipe dos EUA ao ouro olímpico nas Olimpíadas deste ano, também postou um vídeo de 75 segundos mostrando ataques contra minorias e imigrantes por Trump e seus apoiadores.

Se vencer a eleição na terça-feira (5), Kamala seria a primeira mulher e a primeira mulher negra a ser presidente dos Estados Unidos. As pesquisas de opinião, no entanto, apontam para uma disputa acirrada entre ela e o ex-presidente Donald Trump.

LeBron James já declarou apoio a candidatos democratas anteriormente. Em 2016, ele apoiou a democrata Hillary Clinton contra Trump, e em 2020 ele apoiou o democrata Joe Biden contra Trump.

Caso dos irmãos Menendez: Entenda tudo o que está acontecendo e os próximos passos

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A cada dia, o caso dos irmãos Menendez, acusados de matar os pais de forma brutal em 1996, ganha novos contornos. Os dois são retratados numa série, lançada em setembro, e num documentário, ambos da Netflix.

 

O passo mais recente do caso é que agora há uma data para uma nova audiência: será no dia 11 de dezembro. Após avaliação de provas, ambos poderão ser soltos imediatamente. Dentre as alegações do advogado está o pedido de alteração da condenação de assassinato para homicídio culposo.
Caso isso seja feito, sairiam do presídio, já que cumpriram três vezes mais o tempo proposto para esse tipo de crime.

ENTENDA O QUE TEM ACONTECIDO NO CASO

Roy Rosselló, de 54 anos, ex-integrante da formação clássica do grupo porto-riquenho Menudo, trouxe, pela primeira vez em 34 anos, um fato novo para a defesa dos irmãos Menendez, Erik e Lyle. O cantor e missionário disse ter sido drogado e estuprado por José Menendez, pai deles, na casa da família.

O depoimento de Roy dá mais força à defesa original dos irmãos Menendez, que sempre disseram ter agido em legítima defesa, pois acreditavam que seriam mortos pelos pais quando ameaçaram levar o abuso ao público.

Em outubro, a família de Lyle e Erik Menendez realizou uma coletiva de imprensa para pedir ao então promotor público George Gascón que libertasse os irmãos, condenados a prisão perpétua.

A equipe de defesa dos irmãos argumentou que novas evidências mostravam que eles foram vítimas de abuso sexual por parte do pai, o empresário Jose Menendez.

Anamaria Baralt, uma prima dos dois, disse que eles foram “vítimas de uma cultura que não estava pronta para ouvir”. “Lyle e Erik merecem uma chance de se curar. Nossa família merece uma chance de se curar com eles.”

No final de novembro, aconteceria uma audiência para decidir se os dois teriam um novo julgamento.

O caso, porém, ganhou novos contornos uma semana depois quando George Gascón decidiu que haveria uma antecipação da decisão de analisar um habeas corpus que poderia libertar os dois.

“Pretendo ter uma decisão até o final desta semana, que é o que prometi quando começamos a receber muitas perguntas. Estávamos analisando este caso há mais de um ano, a propósito”, disse ele em entrevista à CNN americana.

A forte repercussão da série e a pressão por parte dos fãs fizeram com que ele alterasse a data de análise do recurso. “Tínhamos marcado uma data no final de novembro para discutir sobre o habeas corpus, mas dada a atenção pública a este caso, tentei chegar a uma decisão antes disso e farei isso”, comentou.

Os irmãos foram mantidos em prisões separadas pelos primeiros 22 anos da sentença. Hoje, estão no mesmo presídio, no sul da Califórnia, perto de San Diego. Lyle e Erik têm 56 e 53 anos, respectivamente, e já passaram 34 presos.