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Vinícius Jr. tenta quebrar marca do Barcelona antes da Bola de Ouro

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Vinícius Júnior é o favorito para a conquista da Bola de Ouro, prêmio dado pela revista France Football ao melhor jogador do mundo, nesta segunda-feira. Antes disso, o brasileiro e o Real Madrid encaram o Barcelona neste sábado, pelo Campeonato Espanhol, no estádio Santiago Bernabéu. É o último passo para o atacante antes de receber a premiação.

O jornal espanhol Marca voltou a cravar Vini Jr. como vencedor da Bola de Ouro. Há um mês, o periódico deu como certa a vitória do atacante na premiação, organizada em parceria com a Uefa nesta temporada. “Estamos diante de um clássico que chega marcado pelo ouro com que Vinicius Junior será banhado na próxima segunda-feira em Paris. A Bola de Ouro aguarda o brasileiro em Paris”, escreveu a publicação.

“Os holofotes apontam para Vinícius Júnior. Ele mereceu, como o banho de ouro na noite de segunda-feira. Ele chegou há seis anos e conseguiu superar todos os obstáculos que foram colocados em seu caminho para chegar ao paraíso do futebol. Seu crescimento não mostra sinais de exaustão. Pelo contrário. A cada jogo mostra melhores e novos recordes que surpreendem e são capazes de levar a sua equipa à vitória quando parece que as coisas estão piores”, continuou.

Invicto na temporada, o Real Madrid chega para o duelo na vice-liderança, mas motivado após virada diante do Borussia Dortmund na Liga dos Campeões e grande atuação do atacante, que fez três gols. Além disso, sem perder há 13 meses, pode igualar o recorde do próprio Barcelona nesta partida, que ficou 43 partidas invicto sob o comando de Ernesto Valverde.

O período de avaliação da France Football considera a temporada 2023/2024 na análise para eleger o melhor jogador do mundo. A partida contra o Borussia Dortmund, portanto, não foi considerada. Na ocasião, Vinícius anotou 24 gols e deu nove assistências com a camisa do Real Madrid, e foi crucial para as conquistas da Liga dos Campeões e do Campeonato Espanhol. Na reta final, superou Jude Bellingham no favoritismo, após o britânico ter um bom início de temporada, que se somou à ausência do atacante brasileiro por lesão.

O desempenho na competição continental, inclusive, é o que faz com que salte à frente de Rodri, eliminado com o Manchester City nas quartas de final, e Bellingham, que passou em branco nas fases finais do torneio. A Uefa ainda escolheu o atacante merengue como o melhor jogador da última edição, com seis gols e cinco assistências na 15ª conquista europeia do Real Madrid. Em 2024, será o primeiro ano que a premiação é realizada em parceria com a Uefa.

Vinícius Jr. foi sondado pelo futebol da Arábia Saudita no início desta temporada, mas a possibilidade de conquistar a Bola de Ouro foi um dos motivos que o fizeram permanecer no Real Madrid, pelo menos até 2025, segundo apurou o Estadão. Desde que a premiação foi criada, todos os vencedores da Bola de Ouro masculina atuavam na Europa à época da cerimônia.

Cristiano Ronaldo recorre às redes sociais para encontrar torcedor que viralizou na internet

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Um torcedor não foi capaz de segurar a emoção ao presenciar o craque Cristiano Ronaldo no estádio na vitória do Al Nassr sobre o Esteghlal, do Irã, em confronto válido pela Liga dos Campeões Asiática, na terça-feira.

Apesar de o capitão não ter saído do banco de reservas, o fã acompanhava a multidão e cantava o nome do ídolo português, enquanto se emocionava ao filmar o momento especial com seu celular.

O vídeo viralizou nas redes sociais, alcançando mais de 90 milhões de visualizações, e chegou até o próprio Cristiano Ronaldo, que agora pede ajuda por meio da plataforma X para encontrar o torcedor.

Em sua conta, Cristiano publicou: “Procurando por ele. Qualquer informação será bem-vinda.” Os fãs do capitão de Portugal repercutiram, procurando informações sobre o homem e também parabenizando Cristiano pela atitude.

Nesta sexta-feira, com Cristiano Ronaldo no banco, o técnico Stefano Pioli apostou no brasileiro Anderson Talisca, que marcou dois gols no empate por 3 a 3 do Al Nassr com o Al Kholood, pela terceira rodada do Campeonato Saudita. O resultado é ruim para o clube de Cristiano, que ocupa a terceira posição, atrás do Al-Ittihad e do Al-Hilal, de Neymar Jr. Também nesta semana, o camisa 10 retornou aos gramados após ficar um ano fora por lesão no joelho esquerdo.

Leila descarta medalhões e confirma bet como provável patrocínio

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Em reta final de seu primeiro mandato, a presidente Leila Pereira falou sobre os planos para o Mundial de Clubes 2025 em caso de reeleição, descartou Gabriel Jesus e Gabigol no Palmeiras e indicou a substituição da Crefisa por uma bet.

 

Leila Pereira deu entrevista ao jornal O Globo. A empresária de 59 anos está prestes a disputar a eleição palmeirense para tentar se reeleger para um novo triênio. A votação acontece no dia 24 de novembro e ela tem Savério Orlandi como concorrente.

A presidente do Palmeiras confirmou que uma bet provavelmente patrocinará o clube alviverde. Segundo a coluna de Danilo Lavieri no UOL Esporte, a Sportingbet avançou e virou a favorita para substituir Crefisa.

Ela ainda descartou a contratação de estrelas para o time para a disputa do Mundial de Clubes, que acontece no ano que vem.

Saída da Crefisa e chegada de bet. “É provável que sim [bet como patrocinadora máster] (…) Quando comecei a patrocinar o Palmeiras, em 2015, éramos o maior patrocínio da América do Sul. Mas as bets mudaram o panorama dos valores, que são muito altos hoje. Não podemos fugir disso. Estamos em busca de empresas com credibilidade e poder financeiro para honrar seus compromissos. Porque não quero assinar um contrato hoje e, daqui a quatro meses, a empresa ir embora porque não pode pagar”.

GABRIEL JESUS
“Nós entramos em contato com o Arsenal, mas eles logo falaram: “Leila, não tem condição nenhuma. Não vamos negociar o atleta”. (Então) o Gabriel Jesus não vem”.

GABIGOL
“Vou falar bem claramente: Gabigol também não vem. É um grande jogador, mas não vem para o Palmeiras. Só para não criar especulações”.

CONTRATAÇÃO DE ESTRELAS
“A nossa base são esses atletas que já estão conosco e são extremamente vencedores. Há algumas posições que Abel gostaria de reforçar, mas já vou te adiantar: esquece estrela. A grande estrela do Palmeiras é o elenco. Eu não acredito em ídolos. O que ganha campeonato é o conjunto. Sei que o torcedor não gosta disso, mas é a pura verdade. Você pode até gostar muito de um atleta porque ele se destacou em um campeonato, mas quem ganha é a equipe”.

Anthony Davis marca 35 pontos e lidera virada do Lakers sobre o Phoenix Suns

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O Los Angeles Lakers contou com 35 pontos de Anthony Davis e outros 26 de Austin Reaves para derrotar o Phoenix Suns por 123 a 116, na sexta-feira. A equipe de LeBron James, que despertou no segundo tempo, período no qual anotou 17 de seus 21 pontos, perdia 22 pontos no segundo quarto da partida.

Do lado do conjunto do Arizona, Kevin Durant foi o destaque, com 30 pontos. Devin Booker fez 23. Os Suns acertaram 21 de seus primeiros 30 arremessos, incluindo nove tiros consecutivos de três pontos. No restante da partida, o índice de acertos diminuiu drasticamente: 21 de 52 tentativas.

Os visitantes foram para o intervalo com uma vantagem de 61 a 52, mas não conseguiram segurar a dupla Davis e LeBron no terceiro quarto, levando a virada com parcial de 35 a 24, com 22 pontos da dupla.

O Lakers perdia por 81 a 74 faltando três minutos para o final do terceiro quarto, mas marcou nove pontos consecutivos e assumiu a liderança, deslanchando na última parcial.

Com a vitória de sua equipe, J.J. Reddick se tornou o primeiro técnico dos Lakers a vencer seus dois primeiros jogos da temporada na NBA desde Phil Jackson em 1999.

Em Salt Lake City, Buddy Hield saiu do banco de reservas, ainda no primeiro quarto, quando o confronto estava equilibrado, para anotar 27 pontos e comandar a vitória do Golden State Warriors por 127 a 86 sobre o Utah Jazz, alcançando seu segundo triunfo nesta nova temporada. Stephen Curry somou 20.

Com seis acertos em sete tentativas da marca dos três pontos, Hield fez 24 pontos no primeiro tempo. No início do terceiro quarto, os visitantes tinham uma vantagem de 68 a 32. Curry e a maioria dos titulares ficaram fora do quarto período, quando os Warriors só administraram a larga dominância sobre os anfitriões.

No Oregon, Brandon Ingram acertou um arremesso a 4s9 do final da partida para dar a vitória ao New Orleans Pelicans sobre o anfitrião Portland Trail Blazers por 105 a 103. A equipe de New Orleans perdia até os oito minutos finais do último quarto, quando C.J. McCollum fez uma cesta de três pontos e igualou o placar em 91 pontos para cada equipe. Hawkins foi o maior pontuador dos Pelicans, com 24 pontos, enquanto Grant fez 34 para o time da casa.

Confira os resultados da noite desta sexta-feira:

Orlando Magic 116 x 101 Brooklyn Nets

Cleveland Cavaliers 113 x 101 Detroit Pistons

Toronto Raptors 115 x 107 Philadelphia 76ers

New York Knicks 123 x 98 Indiana Pacers

Atlanta Hawks 125 x 120 Charlotte Hornets

Milwaukee Bucks 122 x 133 Chicago Bulls

Houston Rockets 128 x 108 Memphis Grizzlies

Utah Jazz 86 x 127 Golden State Warriors

Los Angeles Lakers 123 x 116 Phoenix Suns

Portland Trail Blazers 103 x 105 New Orleans Pelicans

Acompanhe os jogos deste sábado:

Denver Nuggets x Los Angeles Clippers

Detroit Pistons x Boston Celtics

Washington Wizards x Cleveland Cavaliers

Charlotte Hornets x Miami Heat

Chicago Bulls x Oklahoma City Thunder

Memphis Grizzlies x Orlando Magic

Minnesota Timberwolves x Toronto Raptors

San Antonio Spurs x Houston Rockets

Phoenix Suns x Dallas Mavericks

Los Angeles Lakers x Sacramento Kings

Brasileira é morta a facadas na frente dos filhos na França; marido é o principal suspeito

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Uma brasileira, de 41 anos, morreu vítima de feminicídio em Émerainville, na França, nesta quinta-feira, 24, segundo a imprensa francesa. Seu marido, também brasileiro, é o principal suspeito de cometer o crime; ele tentou se enforcar logo após o ocorrido e foi levado ao hospital. Não há confirmação sobre o estado de saúde dele.

O socorro foi acionado por um dos três filhos da mulher, de 17 anos, que ficou ferido ao tentar socorrer a mãe, morta a facadas. Dois filhos presenciaram o crime.

Segundo a afiliada da TV Globo no Espírito Santo, a mulher se chamava Juliana de Oliveira Salomão. Nascida em Nova Venécia, no Espírito Santo, ela morava há mais de cinco anos na França com o marido e três filhos.

A irmã da vítima, Danielle Pigatti, deu entrevista à TV e informou que Juliana estava em processo de separação após sofrer violência doméstica e tinha conseguido uma medida protetiva contra o marido, que já não vivia na mesma casa há cerca de três meses.

A família iniciou uma vaquinha nas redes sociais para arrecadar dinheiro para trazer o corpo de Juliana para o Brasil e ajudar os dois filhos menores de idade. Segundo a TV Globo, o homem também teria morrido.

“Morta por diversas facadas, feitas pelo companheiro na garganta e no pescoço”, escreveu o jornal Le Parisien. De acordo com a Rádio França Internacional (RFI), o promotor responsável pelo caso, Jean-Baptiste Bladier, afirmou que “a morte foi claramente resultado de múltiplas facadas”, principalmente no pescoço e na nuca, mas a polícia francesa aguarda os resultados da autópsia, realizada pelo Instituto Médico Legal de Paris, para onde o corpo foi levado.

O promotor afirmou à RFI que logo após a polícia encontrar o corpo da mulher, o marido foi encontrado “pendurado no porão do prédio” em que a vítima morava. O acionamento da polícia foi feito por um dos três filhos da mulher, um menino de 17 anos. “Ele explicou que seu pai, brasileiro, nascido em 1980, esfaqueou sua mãe”, disse o promotor à rádio francesa. “O jovem também ficou ferido ao tentar proteger a mãe”, afirma o veículo.

Outro filho do casal, de 14 anos, também estava na casa no momento do crime, mas não ficou ferido, segundo a RFI. Os dois menores passaram por atendimento médico e serão assistidos por serviços sociais da França. A terceira filha da vítima, maior de idade, estaria no Brasil.

“Um tempo atrás, não sei precisar exatamente o tempo, ele agrediu ela e ela quis se separar. Ele quis voltar e ela não queria. Depois, eles continuaram, mas as agressões continuaram (…) Nos últimos três meses, ela decidiu que não queria mais, que não aceitava (as agressões). Eles estavam morando separados e tinha medida protetiva”, relatou Danielle à TV Gazeta, afiliada da Globo no Espírito Santo.

“Parece que sofreu um corte no braço, mas está fora de perigo”, disse Danielle sobre o sobrinho, de 17 anos, filho da vítima, que se feriu durante o episódio.

Conforme relato do promotor à RFI, os antecedentes criminais do suspeito não mencionam condenações. “No entanto, em 25 de julho de 2024, ele foi preso em flagrante e colocado sob custódia policial por atos de violência doméstica.”

O Estadão procurou o Ministério das Relações Exteriores para informações sobre como estão as tratativas para trazer o corpo de Juliana e os menores ao Brasil, mas ainda não recebeu retorno.

A reportagem não conseguiu contato com a família da vítima, nem com a defesa do suspeito de cometer o crime. O espaço continua aberto.

Decisão da família é soberana na hora de doar órgãos, mesmo que o paciente tenha deixado a vontade registrada

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GABRIEL ALVES
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A artista plástica e empresária Maristela Pastro, 61, sempre se achou meio fraquinha e se sentia cansada com alguma facilidade. Achava que era algo seu, constitutivo. Mas com o tempo essa fraqueza se agravou. O pulmão não estava dando mais conta da demanda do corpo. Demorou para entender os impactos da artrite reumatoide, uma doença autoimune, que passou também a afetar o órgão.

 

“Eu fui piorando, precisei de oxigênio. Ficava em casa, com três concentradores [dispositivo que reúne, concentra e fornece oxigênio da atmosfera para o paciente] e com uma mangueira de sete metros, para eu conseguir circular pelo apartamento. Comecei a ter que usar cadeira de roda. Aí vi que eu não tinha mais opção. Ou entrava para a fila de transplante ou não ia viver muito tempo.”

A notícia da chegada do novo pulmão veio no dia 13 de maio, e o transplante aconteceu na madrugada do dia seguinte, no Hospital Sírio-Libanês. “Eu tive essa oportunidade somente porque alguém, alguma família fez essa doação. Então, só tenho a agradecer.”

No Brasil, a doação de órgãos só é possível com o consentimento da família, como explica Suelen Stopa Martins, nefrologista pediátrica e coordenadora da Organização de Procura de Órgãos (OPO) do Hospital São Paulo.

A lei 9.434, de 1997, trazia o conceito de doação presumida, no qual, caso a pessoa não quisesse doar, ela deveria manifestar isso em algum documento oficial. Mas, desde 2001, por meio da lei 10.211, adota-se o conceito de doação consentida, que depende do aceite familiar.

Mesmo que a pessoa tenha expressado em vida o desejo de ser doadora, é a família que toma a decisão final após o momento do diagnóstico de morte encefálica. Nesse estágio, embora órgãos como os rins, o coração e os pulmões ainda estejam funcionando, o cérebro já não pode mais se recuperar.
Legalmente, isso é considerado morte, mas, para os familiares, é um instante em que a aparência de vida do corpo pode causar confusão. Por isso, o processo segue um protocolo rigoroso: dois médicos habilitados realizam o diagnóstico em momentos distintos, para não haver dúvidas sobre a irreversibilidade da condição.

Fabrício Calil, enfermeiro que coordenada o serviço de transplantes do Sírio-Libanês, ressalta que a comunicação nesse momento exige uma abordagem cuidadosa, pois muitas famílias não compreendem imediatamente a situação.

“Quando você vai acolher a família, algumas vezes eles perguntam: ‘Mas ele está morto mesmo? Porque eu estou vendo o coração bater, ele ainda está quentinho’. Quando isso acontece, você percebe que a comunicação entre a equipe médica e os familiares não está ocorrendo da maneira como deveria”, conta.

A morte encefálica é compulsoriamente notificada, e a OPO responsável pela região na qual se situa o hospital recebe o alerta. Cabe aos representantes da OPO conversar com a família sobre a possibilidade de doação, explicam Martins e Calil.

Segundo a ABTO (Associação Brasileira de Transplante de Órgãos), 45% das não concretizações de doações entre janeiro e junho deste ano (1.805) se deram justamente por causa da recusa familiar. O valor é superior à média anual entre 2016 e 2023, de 42,1%.

“As ações de conscientização precisam fazer as pessoas falarem sobre a doação de órgãos em vida, para que a família saiba da vontade. É essa conversa que faz a diferença no momento decisivo”, diz Martins.

Calil explica que a posição da família é tão central nesse momento que ela pode até mesmo contrariar o desejo do doador, seja no sentido de doar ou não doar os órgãos.

“Agora existe um sistema de registro de intenção de doação de órgãos [a AEDO, Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos], no qual as pessoas podem declarar que desejam ser doadoras. Mas mesmo com isso é a família quem decide no final”, afirma.

Além de motivos religiosos, outro fator de recusa é o receio de que o corpo ficaria desfigurado para o velório. No entanto, isso não ocorre, pois mesmo na doação de ossos e pele, a equipe responsável pela coleta deve entregar o corpo íntegro.

Para Martins, é preciso constantemente educar a população a respeito. “Precisamos falar sobre doação o ano inteiro, e não apenas em setembro [mês de conscientização]. O programa de transplantes no Brasil é motivo de orgulho. Ele é idôneo, transparente, e o paciente consegue até acompanhar de casa a lista.”

André Nathan, pneumologista do Sírio-Libanês que acompanhou Maristela, relata que o tempo de espera por um pulmão pode ser de um ano ou mais. “Alguns pacientes, como Maristela, pioram muito enquanto aguardam, por isso ela precisou ser priorizada na fila.”

Para ele, outra questão importante é a estrutura hospitalar. “Muitas vezes não se consegue manter os órgãos em condições ideais para a doação. Acontece de o pulmão ou o coração não estarem funcionando bem o suficiente para serem transplantados.” Felizmente, no caso de Maristela deu tudo certo.

Ela, paranaense que se radicou no Mato Grosso, continua em São Paulo para realizar o acompanhamento pós-transplante. Observa a saturação do sangue (quantidade de oxigênio) com um oxímetro e já voltou a tomar banho sem se cansar e a cozinhar, uma das atividades de que mais sentia falta. “Queria muito comer minha própria comida: canjiquinha, feijoada, bucho… só não faço risoto porque meu marido não gosta (risos).”

Sobre o aceite familiar para doação, um dos maiores gargalos para transplantes de órgãos, Maristela diz faltar conscientização.
“Eu acho que tem que ser mais bem explicado para as pessoas em que momento é tirado o órgão, que é só depois da morte cerebral, para a pessoa não ter medo na hora de decidir doar. Tem que saber que ali é morte mesmo, que você não vai viver mais, mas que você vai fazer muitas pessoas viverem. Eu estou aqui hoje por causa de alguém que foi bom, porque quem doa tem que ser uma pessoa boa, né?”
Como é feito o diagnóstico de morte encefálica
EXAMES CLÍNICOS
Como é feito o diagnóstico de morte encefálica
EXAMES CLÍNICOS
Reflexo pupilar: Verifica a ausência de resposta à luz (pupilas não reagem)
Reflexo córneo-palpebral: Toque na córnea não provoca o fechamento das pálpebras
Reflexo de tosse: Ausência de reflexo ao estímulo nas vias respiratórias
Teste de apneia: Desconecta o paciente do ventilador para observar se há qualquer esforço respiratório. O aumento de CO₂ não desencadeia respiração espontânea
Prova calórica (reflexo óculo-vestibular): Água fria é introduzida no canal auditivo. Em pacientes com morte encefálica, não há movimento ocular (nistagmo)
TESTES COMPLEMENTARES
Eletroencefalograma: Mostra ausência de atividade elétrica no cérebro
Doppler transcraniano: Atesta falta de fluxo sanguíneo cerebral
REQUISITOS PARA O DIAGNÓSTICO
Documentação completa no prontuário
Dois exames clínicos, feitos por médicos diferentes
Testes realizados por médicos capacitados
Intervalo mínimo entre os dois exames: pacientes cima de 2 anos de idade, 1 hora; pacientes de 2 meses a 2 anos de idade, 12 horas; pacientes de 7 dias a 2 meses, 24 horas

 

‘Entendo meu irmão’, diz Marina Lima sobre Antonio Cicero

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Marina Lima afirmou, nesta sexta-feira (25), que o irmão, o escritor Antonio Cicero, foi coerente com o que pensava ao optar pelo procedimento de suicídio assistido na Suíça, onde a prática é legalizada.

 

“Estou bem. Entendo meu irmão. Cícero foi coerente com tudo que pensava, desde o fim”, escreveu a cantora nas redes sociais.

Um dos mais célebres poetas e letristas da literatura brasileira e membro da ABL (Academia Brasileira de Letras), Cícero morreu aos 79 anos, ao lado do marido, Marcelo Pies. Ele havia recebido diagnóstico de Alzheimer e passado por várias internações.

“Eu fico por aqui. Ainda me sinto potente pra próxima parada. E obrigada gente, por tanto carinho”, continuou Marina. “Nos veremos em breve no Circo Voador”.

A cantora fará o show Rota 69 dia 23 de novembro na casa de espetáculos localizada na Lapa, região central do Rio de Janeiro. Ela comemora 69 anos de idade e 45 de carreira com um repertório de hits.

Na postagem sobre o irmão, Marina publicou a letra da música “Próxima Parada”, dela e de Cicero. “E o meu coração festeja. O encontro que aconteceu”, diz trecho da canção.

O poeta colaborou com as letras de grandes sucessos da irmã mais nova, como “Fullgás”, “Charme do Mundo” e “Pra Começar”. Com Claudio Zoli, compós “À Francesa”, também obrigatória nas apresentações de Marina.

Rainha Camilla revela curiosidade sobre as noites do rei Charles III

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A rainha Camilla fez uma rara confissão pessoal relacionada com a sua rotina antes de ir dormir.

 

Durante o evento CHOGM Women’s Fórum, que aconteceu em Samoa – onde se encontra em turnê real – a monarca lembrou uma lenda do país que conta a história de um homem e de uma mulher que competem um com o outro enquanto constroem o telhado do chefe. 

“Embora comecem ao mesmo tempo, a mulher termina o lado dela primeiro, porque trabalhou durante a noite enquanto o homem dormia”, refletiu.

No entanto, no que diz respeito ao marido, o rei Charles III, Camilla garantiu que ele não “dorme” quando há trabalho para fazer. “Enquanto alguém cujo marido muitas vezes trabalha até altas horas da madrugada, muito depois da minha cabeça deitar na almofada, devo enfatizar que há muitas exceções!”, garantiu. 

Depois de revelar que o soberano gosta de trabalhar até tarde, Camilla regressou à lenda de Samoa. “A moral do provérbio é: as mulheres vão aceitar qualquer tarefa e trabalhar duro até a concluirem. Peço desculpa aos homens da sala, mas acho que podíamos tornar este o lema do dia”, completou. 

O casal encontra-se numa turnê de nove dias, que começou na Austrália e que terminará em Samoa.

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Grêmio promete ir para cima do lanterna Atlético-GO no retorno da Arena com capacidade máxima

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Com o objetivo de confirmar a sua permanência na elite do futebol nacional, o Grêmio enfrenta o lanterna e virtual rebaixado Atlético-GO, neste sábado, às 16h30, na Arena do Grêmio, que voltará a contar com capacidade máxima após as enchentes que causaram destruição em toda Porto Alegre (RS). O jogo é válido pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O Grêmio viu a pressão aumentar após a derrota para o arquirrival Internacional por 1 a 0 e precisa dar uma resposta aos torcedores. O clube tricolor também continua correndo riscos de rebaixamento, apesar da confiança do técnico Renato Gaúcho. Atualmente, é o 13º colocado, com 35 pontos. O Corinthians, primeiro dentro do descenso, está logo atrás, com 32.

O Atlético-GO, por sua vez, já jogou a toalha, ao menos, é o que o próprio presidente Adson Batista afirmou diversas vezes durante suas entrevistas. O clube goiano, que vem de um empate sem gols com o Cuiabá, é o lanterna, com 22 pontos. O Vitória, no 16º lugar, tem 32.

Há um tabu a ser quebrado no duelo. O Grêmio não vence o Atlético-GO desde 2020. No retrospecto geral, no entanto, tem vantagem. Foram oito vitórias gremistas, cinco atleticanas e cinco empates.

Renato Gaúcho indicou que poderá colocar em campo uma equipe mais ofensiva para buscar a vitória. Como o volante Dodi está suspenso, o treinador ensaiou colocar Pepê ou até mesmo Edenílson no meio de campo.

Renato também preparou algumas mudanças no setor ofensivo. Cristaldo e Aravena devem ficar como opções, com Soteldo e Pavón cotados para iniciar o jogo. Monsalve é outro que tem grandes chances de iniciar entre os titulares.

Desfalque contra o Inter, o zagueiro Kannemann ainda não tem retorno confirmado. Caso o veto se confirme novamente, a dupla defensiva será formada mais uma vez por Jemerson e Rodrigo Ely. Além de Dodi, o atacante Diego Costa também está suspenso.

“No geral, há uma enorme pressão sobre os jogadores aqui. Todos têm opinião sobre você. O futebol é a vida das pessoas aqui, e você sente isso em todo lugar. Estamos usando isso como motivação”, disse o atacante Braithwaite.

Do outro lado, o Atlético-GO terá reforços importantes. O técnico Umberto Louzer poderá contar com o lateral-esquerdo Guilherme Romão e com o atacante Luiz Fernando. Ambos estavam suspensos.

Com a volta de Guilherme Romão, Alejo Cruz não precisará mais ser improvisado na lateral e poderá atuar no meio de campo, provavelmente, na vaga de Rhaldney. Já Luiz Fernando retorna no lugar de Janderson. Ainda no ataque, Hurtado e Derek brigam por uma vaga.

“O retorno desses atletas e poder contar com boa parte do elenco possibilita alternativas para termos variações. E também a possibilidade de trocas. Isso facilita e pode mudar a partida. Você consegue ter entre os suplentes mais alternativas”, disse Louzer.

FICHA TÉCNICA

GRÊMIO X ATLÉTICO-GO

GRÊMIO – Marchesín; João Pedro, Jemerson, Rodrigo Ely e Reinaldo; Villasanti, Edenílson e Pavón; Monsalve, Braithwaite e Soteldo. Técnico: Renato Gaúcho.

ATLÉTICO-GO – Ronaldo; Bruno Tubarão, Adriano Martins, Luiz Felipe e Guilherme Romão; Roni, Baralhas e Alejo Cruz; Lacava, Derek (Hurtado) e Luiz Fernando. Técnico: Umberto Louzer.

ÁRBITRO – Edina Alves Batista (SP).

HORÁRIO – 16h30.

LOCAL – Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS).

Diniz começa mal no Cruzeiro e vê pouca ‘mentalidade vencedora’ no elenco

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LUCAS MUSETTI PERAZOLLI
SANTOS, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O técnico Fernando Diniz tem início ruim no Cruzeiro e vê a falta de “mentalidade vencedora” no elenco como maior desafio.

 

Diniz crê que o Cruzeiro tem poucos atletas com histórico de títulos. Essa baixa competitividade apareceu no empate por 1 a 1 com o Lanús, no Mineirão, pela ida da semifinal da Sul-Americana. A Raposa tem quatro empates e uma derrota sob novo comando.

O clube investiu alto na SAF do empresário Pedrinho Lourenço, mas trouxe jogadores com poucos títulos nos últimos anos, como Matheus Henrique, Walace e Kaio Jorge. O goleiro Cássio é a exceção.

Fernando Diniz pensa em reforços mais experientes para 2025, porém, quer melhorar a mentalidade dos atuais jogadores, como fez no Fluminense campeão da Libertadores.

Diniz não quer meio-termo no Cruzeiro, apesar da temporada de baixa expectativa. Ele entende que a Raposa é capaz de vencer a Sul-Americana e alcançar um lugar melhor no Brasileirão, onde atualmente é a oitava colocada.

RESPONSABILIDADE ASSUMIDA
Apesar de enxergar defeitos no elenco, Fernando Diniz sabe que já poderia ter conseguido desempenho e resultados melhores nesse início. O Cruzeiro não venceu em cinco jogos com o novo treinador.

O empate por 1 a 1 com o Lanús preocupou, principalmente pela forma como o time jogou, sem conseguir se impor em casa.

Diniz busca soluções rápidas e lembra do início no São Paulo. Foram seis jogos sem vencer antes de 18 partidas sem perder.
Entre Fluminense e Cruzeiro, o técnico não vence há 10 partidas e quase cinco meses.

Na seleção brasileira, o Dinizismo durou pouco. Ele teve duas vitórias nos dois primeiros jogos, depois só conseguiu um empate e perdeu três vezes.

Eleição no Japão pode derrubar primeiro-ministro que acaba de assumir

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NELSON DE SÁ
PEQUIM, CHINA (FOLHAPRESS) – A eleição parlamentar deste domingo (27) no Japão, para a Câmara Baixa, pode tirar a maioria do Partido Liberal Democrático (PLD) e, no limite, levar à queda do primeiro-ministro Shigeru Ishiba, que ainda não completou um mês no cargo.

 

Pesquisas divulgadas nesta semana por alguns dos principais jornais japoneses, Asahi Shimbun, Yomiuri Shimbun e o financeiro Nikkei, indicam que o PLD, mesmo quando somado à legenda aliada, Komeito, pode não alcançar as 233 cadeiras necessárias para a maioria. Quando o Parlamento foi dissolvido, no dia 8, o PLD somava 256 cadeiras, o Komeito, 32.

A principal explicação é um escândalo de contas secretas do partido, que está completando um ano e envolveu sua facção dominante até recentemente, identificada com o ex-primeiro-ministro Shinzo Abe (1954-2022) e agora dissolvida.

Fundos de campanha de 600 milhões de ienes (R$ 22,5 milhões) não teriam sido declarados. Ao mesmo tempo, o imposto sobre consumo era elevado em 10% no país, contrastando com o privilégio dado aos políticos governistas.
Izuru Makihara, especialista em política e gestão pública e professor da Universidade de Tóquio, diz não acreditar em queda imediata do PLD, mesmo perdendo a maioria, porque ele pode recorrer a partidos hoje na oposição, inclusive negociando votações, não necessariamente cargos.

Mas seria “um golpe duro”, causando instabilidade até a eleição para a Câmara Alta, em julho do ano que vem, quando teria mais chance de ser derrubado, na visão de Makihara. Antes, avisa o acadêmico, outras alas podem avaliar que Ishiba não tem como conduzir o partido à vitória -e, desde já, retirá-lo.

Ishiba é da ala considerada moderada da legenda governista, em comparação aos grupos anteriores, mais à direita, mas fracassou em se distanciar do escândalo por manter candidatos vinculados aos fundos secretos. Ele havia se comprometido a reformar o partido.

Na última quinta, o jornal Akahata Shimbun, ligado à oposição, publicou que Ishida teria não só mantido os candidatos acusados, mas estaria financiando suas campanhas. O primeiro-ministro negou, dizendo que a distribuição dos recursos é para diretórios locais e visa fortalecer o partido.

Questionado, Makihara afirmou que o escândalo e seus efeitos políticos ameaçam uma das principais bandeiras dos governos japoneses desde Abe, sob incentivo do governo americano: o aumento nos gastos militares do país, para se contrapor à China.

“A dúvida é se o PLD, enfrentando seu próprio problema com os fundos secretos, está qualificado para aumentar os gastos com defesa”, diz ele. “Ishiba falou que vai levar essa questão a uma conclusão firme, mas não creio que será fácil.”

Com a mudança recente de governo, para um grupo moderado que fala em “não desacoplar” da China, Pequim se reaproximou. Nas últimas semanas, o chanceler Wang Yi ligou para membros do novo gabinete, saudando a “retomada estável” das relações.

A pesquisa Nikkei/Yomiuri indica crescimento da principal legenda de oposição, o Partido Constitucional Democrático, que poderia chegar a 150 cadeiras. Mas não houve acordo entre este e outros três partidos, Inovação, Comunista e Democrático para o Povo, para as composições locais, reduzindo o risco para a coalizão governista.

Isso pode mudar, segundo Makihara. “Parecia que, apesar da insatisfação com o LDP, muitos eleitores não se dispunham a votar. De repente, com as notícias de que pode perder a maioria, cresce a visão de que não dá para continuar como está. Candidatos do LPD estão tendo dificuldades [em seus distritos].”

O partido domina a democracia japonesa desde 1955, quando foi formado pela reunião de duas legendas conservadoras, incentivada pelos Estados Unidos diante da reunião, pouco antes, dos grupos de esquerda num único partido. Só esteve fora do poder duas vezes, 1993-94 e 2009-12.

Para o professor da Universidade de Tóquio, o escândalo inviabilizou a “governabilidade interna do LPD”. Após a dissolução das facções envolvidas, há pelo menos nove candidatos disputando a presidência da legenda. “É como uma cobra cuja cabeça foi cortada e que agora está se debatendo, com pedaços do corpo também cortados.”

Mais especificamente, “sem seu financiamento tão obscuro, a capacidade tradicional de governar do PLD diminuirá”. Isso se reflete, por exemplo, “na inabilidade para decidir sobre aumento dos gastos com defesa” ou sobre a reforma política no país, que se tornou uma demanda popular.

Questionado sobre a Igreja da Unificação, cuja ligação com alas do partido foi outro escândalo, a partir de 2020, Makihara diz que “ela não desapareceu, de jeito nenhum”. Citou candidatos que enfrentam dificuldades em seus distritos “exatamente por seus laços com ela”.

Há quatro anos, durante um comício, Shinzo Abe foi assassinado por um jovem que afirmou tê-lo feito pelas ligações do ex-primeiro-ministro com a Igreja da Unificação, que teria levado sua mãe à insolvência financeira. O escândalo que se seguiu derrubou o gabinete da época e forçou o afastamento formal entre a igreja e o partido.

Dos 465 parlamentares a serem eleitos neste domingo, 176 serão representantes de 11 círculos eleitorais em que o país foi dividido. Outros 289 serão representantes de distritos específicos. Os resultados devem ser divulgados na manhã de segunda na Ásia, noite de domingo no Brasil.

Letícia Lima, ex de Ana Carolina, está namorando filho do cantor Samuel Rosa

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – “Apaixonado por você”. É assim -direto ao ponto, pá-pum- que o músico Juliano Rosa, 25, se declara à namorada Letícia Lima, 40, em sua conta no Instagram. Juliano é filho de Samuel Rosa, vocalista do Skank, que segue carreira solo após o fim da banda. Ele também é músico e faz parte do grupo de pop rock Daparte.

 

Revelada pelo Porta dos Fundos (ela é a protagonista do episódio “Na Lata”, que fazia piada sobre os nomes próprios impressos em latas de Coca-Cola), Letícia está no ar na segunda temporada de “Rensga Hits”, no Globoplay, e sua última novela foi “Amor de Mãe” (2019).

A atriz namorou por quatro anos a cantora Ana Carolina, e teve um namorico rápido com o ator Daniel Rocha, hoje com Vitória Strada –que, por sua vez, é ex-noiva de Marcella Rica.

A mesma foto, em que Letícia aparece sorrindo e o abraçando por trás, foi compartilhada pelos dois em suas contas pessoais. Nos comentários, amigos comemoram a união, que teria como “madrinha” a autora de “Amor de Mãe”, Manuela Dias. “Coisa mais linda que aconteceu em 2024”, escreveu um seguidor.

Flamengo pega o Juventude para seguir no G-4 e manter sonho do título no Brasileirão

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Apesar de ter ficado um pouco atrás na briga pelo título, o Flamengo ainda tem o objetivo importante de continuar no G-4 do Campeonato Brasileiro, zona de acesso à fase de grupos da próxima Copa Libertadores, caso não seja campeão da Copa do Brasil. Pensando nisso, entra em campo neste sábado, às 16h30, quando recebe o Juventude no Maracanã, no Rio, pela 31ª rodada. Os gaúchos, por outro lado, querem se afastar da zona de rebaixamento (Z-4).

No Brasileirão, o Flamengo vem de derrota no clássico para o Fluminense, por 2 a 0, resultado que o deixou em quarto lugar com 51 pontos, dez a menos do que o líder Botafogo, com 61. O rubro-negro, porém, tem um jogo atrasado, diante do Internacional, marcado para a próxima quarta-feira. O São Paulo, primeiro fora do G-4, soma 50 pontos.

Mesmo assim, o Flamengo chega motivado após avançar à final da Copa do Brasil, eliminando o Corinthians. A decisão do título será diante do Atlético-MG, que passou pelo Vasco.

O técnico Filipe Luís terá três desfalques importantes para montar a escalação. Dois deles já eram conhecidos: o meia De la Cruz teve uma lesão na coxa e o atacante Bruno Henrique está suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Eles darão lugares a Evertton Araújo e Michael, respectivamente.

Quem se juntou à lista de última hora foi o lateral-esquerdo Alex Sandro, que teve um desconforto muscular. Com isso, Ayrton Lucas também será novidade na escalação titular.

Mesmo sabendo da dificuldade, Filipe Luís reforçou que a mentalidade do elenco é brigar pelo título sempre que possível. “O pessoal cobra título, mas é difícil chegar todo ano às finais. Todo mundo quer e o Flamengo está ali todo ano. E às vezes até peca por querer ganhar todos. Com o elenco que tem, o Flamengo pensa muito grande. Fica mais fácil porque são jogadores que sabem lidar com o momento.”

O Juventude está em queda na tabela e não vence há quatro jogos, sendo dois empates e duas derrotas. Na última rodada, em Caxias do Sul (RS), perdeu para o Palmeiras, por 5 a 3. Assim, aparece em 15º lugar com 34 pontos, apenas dois a mais do que o Corinthians, que abre o Z-4, em 17º com 32.

O técnico Jair Ventura também precisará fazer alterações no Juventude. Duas delas são positivas, já que o atacante Gilberto retorna de suspensão e entra no lugar de Carrillo, enquanto o goleiro Gabriel, liberado para acompanhar o nascimento do filho, volta na vaga de Mateus Claus.

No setor ofensivo, Lucas Barbosa não jogará após sofrer uma entorse no tornozelo. Ewerthon e Marcelinho são opções. No meio-campo, o volante Jadson está suspenso pelo terceiro cartão amarelo e deve ser substituído por Luís Oyama, embora Davi Góes e Dudu Vieira também sejam opções.

Nenê volta a ficar à disposição no meio-campo, mas tem a concorrência de Luis Mandaca. Isso porque Jean Carlos, recuperado de lesão, é outro que cumpre suspensão.

Jair Ventura destacou a importância de pontuar para garantir a permanência na elite antes da última rodada. “Não pontuando, ficamos mais perto do Z-4. Internamente, as cobranças são feitas. Não podemos cometer tantos erros. Vamos nos apegar nas coisas boas, nas boas atuações e trabalhar para resolver antes da última rodada.”

FICHA TÉCNICA

FLAMENGO X JUVENTUDE

FLAMENGO – Rossi; Wesley, Léo Ortiz, Léo Pereira e Ayrton Lucas; Erick Pulgar, Evertton Araújo, Arrascaeta e Gerson; Michael e Gabigol. Técnico: Filipe Luís.

JUVENTUDE – Gabriel; João Lucas, Danilo Boza, Zé Marcos e Alan Ruschel; Ronaldo, Luís Oyama e Luis Mandaca; Ewerthon, Edson Carioca e Gilberto. Técnico: Jair Ventura.

ÁRBITRO – Bráulio da Silva Machado (SC).

HORÁRIO – 16h30.

LOCAL – Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ).

Israel encerra ataque, e Irã diz que danos foram limitados

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IGOR GIELOW
MOSCOU, RÚSSIA (FOLHAPRESS) – As Forças Armadas de Israel disseram neste sábado (26) ter dado por encerrado seu ataque retaliatório ao Irã. A teocracia de Teerã, por sua vez, disse que os danos a bases militares foram limitados e ainda não relatou se houve vítimas.

 

Com isso, os rivais no centro da guerra da Oriente Médio sinalizam não estarem dispostos a permitir uma escalda incontrolável do conflito. Tel Aviv admoestou os iranianos a não fazer uma tréplica, sobe pena de receber mais fogo.

“Baseada em inteligência, aviões da Força Aérea atacaram instalações que produziram os mísseis que o Irã disparou conta o Estado de Israel ao longo do último ano”, afirmou o porta-voz das forças israelenses, almirante Daniel Hagari.

“Se o regime do Irã cometer o erro de começar uma nova rodada de escalada, nós seremos obrigados a responder”, completou.

A ação israelense foi uma retaliação ao bombardeio com cerca de 200 mísseis lançados por Teerã no dia 1 de outubro. Aquele foi o segundo ataque da história promovido pelos iranianos contra o arquirrival regional, seguindo uma outra leva de mísseis de drones disparada em abril.
Na primeira ocasião, a reação de Israel foi dar um recado: alvejou de forma superficial áreas próximas de instalações da joia do regime, o seu programa nuclear. Agora, muito suspense foi criado em torno do que o premiê Binyamin Netanyahu atacaria.

Os Estados Unidos fizeram grande pressão para evitar uma ação para decapitar o programa nuclear ou causar caos na indústria petrolífera do país, esteio de sua economia.

Ao mesmo tempo, deram total suporte a Israel ao mover forças para o Oriente Médio e até fazer um ataque de demonstração com bombas destruidoras de bunkers como os das instalações nucleares, no caso contra os rebeldes pró-Irã no Iêmen.

Aparentemente, o movimento deu certo. Ainda há muita névoa informativa sobre o que realmente aconteceu em solo, que deve se dissipar nos próximos dias, mas tudo indica que Israel atacou mesmo bases militares e unidades fabricantes de mísseis.

Evitando alvos civis ou econômicos, deu uma resposta proporcional à do ataque do começo do mês. A reação iraniana de minimizar a operação israelense também pode ser lida como um chamado à calma, mas isso não pode ser dado como certo.

Segundo a agência estatal Irna, foram atacados centros militares nas províncias de Teerã, Khuzestão e Ilam. A capital e a cidade de Karj registraram os estrondos mais fortes “As defesas aéreas interceptaram e contiveram de forma bem-sucedida” os ataques, que segundo o relato “causaram danos limitados”.

O ataque começou por volta das 2h (19h30 de sexta, 25, em Brasília) e durou cerca de três horas, em ondas. Foram empregados caças F-15, em número ainda não sabido, que Hagari disse terem voltado intactos a suas bases. O Irã, por sua vez, diz que os aviões não chegaram a invadir seu espaço aéreo, disparando mísseis de longe.

A aviação comercial foi interrompida pelo Irã até o começo da manhã, quando voos de e para o país, além de rotas que passam por ele, foram liberados.
Os Estados Unidos, fiadores de Israel, disseram que não participaram diretamente do ataque, apesar de darem apoio logístico a Tel Aviv. Segundo a agência Reuters, citando uma autoridade de forma anônima, a ação foi “precisa e extensiva”.

A Arábia Saudita, rival do Irã, criticou o que chamou de “violação de soberania” por parte do Estado judeu. O premiê britânico, Keir Starmer, disse apoiar a retaliação israelense, mas esperar que ambos os lados se contenham agora.

ATAQUE DO HAMAS ABRIU CAIXA DE PANDORA
O ataque é o mais recente episódio da guerra iniciada quando o grupo terrorista palestino Hamas lançou o mega-ataque de 7 de outubro de 2023 contra Israel, matando 1.170 pessoas e sequestrando mais de 250.

Uma caixa de Pandora se abriu, e o contestado Netanyahu usou o trauma nacional em seu favor, abrindo uma guerra punitiva que lhe garantiu apoio político vindo da direita mais radical, que busca um acerto de contas regional mais amplo contra todos os grupo que, a exemplo do Hamas, são bancados por Teerã.

Com efeito, o Hezbollah libanês e os houthis iemenitas abriram frentes secundárias em apoio ao Hamas, com atrito particularmente sério na fronteira norte de Israel, que obrigou 60 mil pessoas a deixarem suas casas.
De seu lado, Israel obliterou a Faixa de Gaza, território que era governado pelo Hamas desde 2007, matou seu líder, Ismail Haniyeh, no Irã, e o sucessor, Yahya Sinwar, além de quase todo seu comando. No processo, foi acusado de crimes de guerra pela morte de quase 43 mil palestinos.

Tel Aviv também voltou suas baterias contra o Hezbollah, maior ativo militar da política iraniana de usar prepostos contra os interesses israelenses e americanos no Oriente Médio. Matou seu líder histórico, Hassan Nasrallah, bombardeou extensivamente suas posições e invadiu novamente o sul do Líbano.

O Irã acabou envolvendo-se diretamente nos dois ataques com mísseis, que vingavam a morte de militares e dos aliados, mas, de forma geral, tem evitado a escalada. O motivo é a fragilidade do regime, que viu o presidente Ebrahim Raisi, sucessor presumido do líder supremo Ali Khamenei, morrer num estranho acidente de helicóptero.

O país vem sofrendo com dificuldades econômicas e agitação social, como nos protestos devido à morte de uma jovem que havia sido presa por não usar o lenço islâmico de forma que as autoridades consideram corretas.

Advogado e cliente tentam enganar juiz e homem se esconde embaixo de mesa em audiência

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O réu de um processo trabalhista se escondeu debaixo de uma mesa durante uma audiência virtual na 18ª Vara do Trabalho de Curitiba nesta quinta-feira, 24. O juiz que conduzia a sessão desconfiou, pelas imagens, que o homem estava na mesma sala que seu advogado. O magistrado pediu para o defensor mostrar o ambiente, mas ele não exibiu todo o espaço.

 

O juiz, então, solicitou nova ronda em vídeo pelo advogado, e o cliente entrou embaixo do móvel. Toda a cena foi registrada pela câmera do próprio réu.

Com a cena envolvendo o advogado Robison de Almeida Albuquerque Maranhão e o réu, Ricardo, o juiz Thiago Mira de Assumpção Rosado, do Tribunal Regional do Trabalho da 9º Região (TRT-9), suspendeu a audiência.

“O Ricardo estava na mesma sala que o senhor?”, indagou o juiz. “Não, ele está na sala de baixo”, respondeu Robison. “O senhor consegue girar a câmera, porque parece que a janela é parecida, só para a gente se precaver aqui”, solicitou o magistrado.

“Por que que o Ricardo entrou debaixo da mesa, doutor? Poxa, vocês estão de brincadeira com o juiz aqui. Só pode ser piada mesmo. Doutor, eu vou oficiar a OAB, é uma palhaçada e uma falta de respeito”, afirmou.

Ricardo não poderia estar no mesmo ambiente que o advogado, já que escutaria, via computador da defesa dele, o depoimento da outra parte. O procedimento está previsto no artigo 385 do Código de Processo Civil (CPC), para não haver interferência nas oitivas. O Estadão procurou a seccional do Paraná e o conselho nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), mas não obteve retorno.

Ao Estadão, Robison Maranhão afirmou que não havia sido advertido pelo juiz anteriormente. Segundo o advogado, o magistrado sabia desde o início da sessão que os dois estavam no mesmo local.

“Nem os advogados nem as partes interviram no momento. No início do processo, não foi feita a advertência para oitiva das partes em separado. Então, a situação foi bizarra. Deve acontecer sempre sem ser visto ou observado”, afirmou o advogado.

Segundo o defensor, o julgamento é sobre uma ação trabalhista onde uma mulher exige reconhecimento de vínculo e diferença de comissão por parte de Ricardo.

Em nota, o TRT afirmou que a possibilidade de Ricardo ter ouvido o depoimento da autora da ação trabalhista “contraria os dispositivos legais”. Segundo a Corte, o advogado tentou “ludibriar o magistrado e a Justiça do Trabalho do Paraná”.

“Diante do fato, o juiz suspendeu a audiência e vai programar os depoimentos das testemunhas da ação em data futura, de maneira presencial. Nos próximos dias, o magistrado deve oficiar formalmente à OAB para que apure a conduta do advogado, que tentou ludibriar o magistrado e, consequentemente, a Justiça do Trabalho no Paraná”, informou o Tribunal.

não gente o cara indo pra debaixo da mesa como se NINGUÉM fosse ver pic.twitter.com/avLMi321KK

— shay (@shaysainz) October 25, 2024 “>

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— shay (@shaysainz) October 25, 2024  

Empresário morre durante ressonância magnética

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Fábio Mocci Rodrigues Jardim, de 42 anos, faleceu durante um exame de ressonância magnética em uma clínica em Santos, conforme informações do G1. Sua esposa, Sabrina Altenburg Penna, aguarda o laudo do Instituto Médico Legal (IML) para entender a causa da morte. Segundo ela, uma médica da clínica afirmou que Fábio sofreu um infarto fulminante. Entretanto, o laudo preliminar do Serviço de Verificação de Óbito (SVO) indicou “morte suspeita”, levando à necessidade de um exame necroscópico completo para esclarecer o ocorrido.

 

Sabrina relatou que o exame foi solicitado por um médico devido à sonolência excessiva do marido, na última terça-feira (22), e que, apesar do atraso de duas horas no atendimento, Fábio manteve a tranquilidade durante a espera. Após o início do procedimento, Sabrina saiu para almoçar e, ao retornar, foi informada que ele estava “agitado, mas bem”. Logo em seguida, porém, percebeu uma movimentação estranha e questionou a equipe, sendo informada de que Fábio havia passado mal, mas que estava sendo atendido.

Minutos depois, Sabrina viu a equipe do Samu chegando e relatou que, ao abrirem a porta, encontrou o marido sendo submetido à reanimação cardíaca. “Os médicos do Samu abriram a porta para entrar e vi que ele [Fábio] estava deitado e tinha uma pessoa em cima dele fazendo a massagem [cardíaca]”, disse Sabrina. O marido acabou falecendo pouco depois, e a polícia foi chamada para registrar o caso enquanto o corpo era encaminhado ao SVO para investigações adicionais.

Sabrina, que tem uma filha de 6 anos com Fábio e uma enteada de 14, lamentou a perda, ressaltando as dúvidas sobre o atendimento recebido pelo marido. “Até o Samu chegar foram 40 minutos, o que fizeram lá dentro nesses 40 minutos?”, questionou. Segundo ela, o marido mantinha a pressão alta controlada com medicamentos e não apresentava sintomas graves, apenas sonolência. A prefeitura de Santos informou que o Samu foi acionado às 15h e encontrou o paciente já sendo atendido pela equipe da clínica.

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Testemunhas descrevem comportamento bizarro de Liam Payne em hotel

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Um turista norte-americano que esteve hospedado no mesmo hotel que Liam Payne, o CasaSur Palermo Hotel, em Buenos Aires, Argentina, revelou que o músico desmaiou pouco antes de morrer.

 

“Houve um incidente em que ele, muito frustrado, esmagou um computador portátil no lobby. Depois, da última vez que veio, acabou por desmaiar”, revelou a testemunha na entrevista ‘Impact x Nightline: One Direction: Liam Payne’s Final Days’. 

O turista em questão contou que viu o ex-membro dos One Direction vindo ao lobby do hotel “várias vezes” causando sempre “distúrbios”.

Rebecca, uma outra mulher que estava no hotel, revelou ao jornal Daily Mail que viu Payne agarrando uma mulher, que acredita que estava o acompanhando, e que ele teria fingido que a “estrangulava”. 

Os resultados da autópsia indicam que Liam Payne, de 31 anos, tinha várias drogas no organismo, incluindo cocaína, antidepressivos e uma substância conhecida como ‘cocaína rosa’, que mistura metanfetaminas, ecstasy e outras substâncias.

O músico, de 31 anos, perdeu a vida depois de ter “saltado” do terceiro andar do hotel, segundo as autoridades confirmaram.

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Ucrânia intercepta áudio de tropas russas falando de norte-coreanos

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Um áudio de uma conversa entre militares russos foi interceptado pelos serviços secretos ucranianos, e é possível perceber que os militares estão preocupados com a forma como os soldados de Pyongyang serão comandados.

 

De acordo com a CNN Internacional, nos áudios é possível ouvir os recrutas russos condenando as tropas norte-coreanas, cuja movimentação até à Europa representam uma “escalada no conflito”, tal como já apontado pela comunidade internacional.

A gravação foi captada na noite de 23 de outubro, e mostra os russos falando dos norte-coreanos como “chineses”.

Segundo a mesma gravação, há também um intérprete e três oficiais superiores por cada 30 homens norte-coreanos. “Onde é que os vamos arranjar?”, afirma um dos homens.

Os serviços de informação sul-coreanos garantiram na semana passada que a Coreia do Norte decidiu enviar até 12 mil soldados para ajudar a Rússia.

Nos últimos meses, Pyongyang já tinha sido acusado pelo Ocidente de fornecer bombas e mísseis ao exército russo.

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Número de mortos sobe para 87 nas Filipinas após passagem da Trami

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O balanço anterior contabilizava 60 mortos.

 

As equipes de socorro continuavam tentando ajudar residentes presos em áreas de difícil acesso devido às inundações, que já deixaram meio milhão de pessoas desalojadas, sobretudo no norte do país, disseram as autoridades filipinas.

“Os pedidos de ajuda continuam a chegar”, disse Andre Dizon, chefe da polícia da região de Bicol, 400 quilômetros a sul de Manila.

Muitas pessoas estão presas nos telhados e nos andares superiores de casas. Alimentos e água potável estão a tornando-se cada vez mais escassos, uma vez que algumas das áreas afetadas continuam completamente submersas e de difícil acesso, indicaram.

“Temos de os resgatar o mais rapidamente possível. Estamos recebendo informações de que as crianças já estão ficando doentes”, acrescentou Dizon.

As Filipinas são regularmente atingidas por tempestades e tufões, que causam danos e dezenas de mortes todos os anos.

Mas peritos afirmaram que as tempestades na região da Ásia-Pacífico estão formando-se mais perto da costa, intensificando-se mais rapidamente e durando mais tempo em terra, devido às alterações climáticas.

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Chefe local do Hezbollah quis ataque no Brasil

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A Argentina solicitou à Interpol um alerta vermelho para a prisão de Hussein Ahmad Karaki, apontado como chefe operacional do grupo extremista Hezbollah na América Latina. Segundo o Ministério da Segurança argentino, Karaki é acusado de recrutar militantes e planejar ataques no continente, inclusive no Brasil. A ministra da Segurança, Patricia Bullrich, declarou que a investigação foi realizada com a colaboração do Brasil e do Paraguai.

 

De acordo com Bullrich, Karaki está atualmente no Líbano, mas, enquanto atuou na América Latina, utilizou documentos de Brasil, Colômbia e Venezuela, sendo descrito como “cérebro e recrutador do Hezbollah” na região. Ele é suspeito de envolvimento em dois ataques a alvos judaicos na Argentina: um contra a Embaixada de Israel em Buenos Aires, em 1992, para o qual teria fornecido o carro-bomba, e outro contra a Associação Mutual Israelita Argentina (Amia), em 1994, que resultou em 85 mortes.

A ministra afirmou que Karaki teria fugido para o Brasil com um passaporte colombiano falso horas antes da explosão na embaixada israelense em 1992. Sem entrar em detalhes, Bullrich também relatou que ele “recebeu a ordem direta” para o ataque contra a Amia. Em 2023, a Argentina colaborou com uma investigação da Polícia Federal brasileira que frustrou planos de atentados contra a comunidade judaica no Brasil. Karaki teria tentado organizar um ataque no Peru ainda em março deste ano.

Karaki atuava com diversos pseudônimos, como “Alberto León Nain”, “Abu Ali” e “Rami”, e teria entrado na Argentina em 1992, dois meses antes do ataque à embaixada. Desde 1994, conseguiu manter-se fora do radar dos agentes de inteligência, mas as investigações indicam que, nos anos 2000, recebeu documentos venezuelanos do governo Hugo Chávez. Bullrich destacou que tornar essa investigação pública representa um “golpe muito forte” contra Karaki e que a Argentina conta com o apoio do Brasil e Paraguai para efetivar a captura.

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