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Nadadora brasileira expulsa se pronuncia e relata denúncia de assédio

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A nadadora brasileira Ana Carolina Vieira, expulsa das Olimpíadas de Paris 2024 pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) por indisciplina, desabafou sobre a situação em seu perfil no Instagram na noite de domingo, 28 de julho.

 

Em seus stories, a atleta gravou alguns vídeos comentando o ocorrido e afirmou que iria provar que “não teve má conduta” nos Jogos Olímpicos. Além disso, ela revelou que havia feito uma denúncia de assédio sexual na seleção brasileira para o COB, mas que sua queixa foi ignorada. O COB ainda não se pronunciou sobre o assunto.

“Estou passando para agradecer as mensagens de carinho. Não consegui contato com ninguém quando saí da sala onde me anunciaram que estava fora por má conduta. Graças a Deus, vou provar que não tive má conduta nenhuma”, disse Ana Carolina, que gravou os vídeos de um aeroporto em Portugal.

“Desde o momento que saí da sala, minha cara já estava em todas as páginas possíveis”. Segundo a nadadora, ela não conseguiu contato com ninguém, exceto uma “moça que me acompanhou o tempo todo”. Ana tentou falar com um psiquiatra, mas o pedido foi negado.

“Saí de lá, deixei meus materiais, não sabia o que fazer. Minhas coisas estão lá, fui para o aeroporto de shorts e tive que abrir minha mala toda. Deixei minha mala e saí de lá. Estou em Portugal, vou para Recife e depois para São Paulo. Estou desamparada”.

Ainda de acordo com Ana Carolina, a funcionária que a acompanhou disse para ela entrar em contato com os canais do COB. “Mas como eu vou falar com o COB? Já fiz uma denúncia de assédio sexual dentro da seleção e nada foi resolvido”, revelou. Ela disse que falará com seus advogados e que ainda se pronunciará sobre o caso.

“Estou bem, estou triste, mas com o coração em paz. Sei quem eu sou, sei do meu caráter, sei da minha índole e é isso que me conforta. Espero ainda poder defender a natação brasileira feminina, só peço tempo e um pouco de paciência”, concluiu.

Entenda o caso

Ana Carolina Vieira foi expulsa pelo COB após cometer um ato de indisciplina durante os Jogos Olímpicos de Paris. O incidente ocorreu na sexta-feira, 26, dia da Cerimônia de Abertura do evento.

Ana Carolina saiu da Vila Olímpica sem autorização ao lado do namorado Gabriel Santos, que também faz parte do time de natação do Brasil. Além disso, a atleta contestou de forma agressiva mudanças feitas no revezamento da prova 4×100 metros livre, realizado na manhã de sábado (no Brasil). Essas ações levaram à sua expulsão da equipe.

Este não foi o primeiro incidente envolvendo Ana Carolina Vieira em uma competição. Em junho do ano passado, ela teve um desentendimento físico com a nadadora Jhennifer Alves durante o Troféu Brasil de Natação, em Recife. Jhennifer, que havia conquistado a medalha de ouro nos 100m peito, prova em que Ana Carolina ficou com o bronze, teria trocado provocações com Ana Carolina, que, segundo relatos, a agrediu em seguida.

Esta era a segunda Olimpíada de Ana Carolina, de 22 anos, natural de São Paulo e atleta do Esporte Clube Pinheiros, uma das equipes mais tradicionais nos esportes olímpicos do Brasil. Em Tóquio, em 2021, ela também participou do revezamento 4×100 metros livre feminino, onde o Brasil ficou em 12º lugar e não conseguiu vaga para as finais da categoria.

Leia Também: Nadadora brasileira é expulsa de Paris-2024 por deixar Vila Olímpica à noite sem autorização

Celebridades que têm filhos com deficiência

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Ter uma deficiência não significa que uma pessoa será limitada quando se trata de realizar os seus sonhos. Na verdade, existem algumas celebridades de sucesso que convivem com certas condições! Mas ter um filho com uma deficiência pode, de fato, mudar muita coisa sobre como vivenciamos a paternidade e a maternidade.

Muitos famosos passaram por isso e falaram sobre como criam filhos com necessidades especiais. Na galeria, veja como os astros e estrelas lidaram com as condições de seus herdeiros.

O casal mais popular no ano que você nasceu!

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Como resumir décadas de casamentos, romances e affairs no mundo das celebridades? Uma boa maneira é lembrar dos casais que dominaram as manchetes em cada ano… Por isso, temos uma lista dos pares mais icônicos de Hollywood de 1950 até 2018! Alguns casaram, outros se separaram, mas certamente esses foram os companheiros que mais deram o que falar em certas épocas!

Então, qual terá sido o casal mais popular do ano que você nasceu? Veja na galeria!

Mega-Sena, concurso 2.754: prêmio acumula e vai a R$ 100 milhões

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Nenhuma aposta acertou as seis dezenas do concurso 2.754 da Mega-Sena, e o prêmio para o próximo sorteio acumulou em R$ 100 milhões. O sorteio foi realizado na noite de sábado (27), em São Paulo.

Os números sorteados foram: 10 – 14 – 44 – 55 – 56 – 58.

De acordo com a Caixa, 66 apostas acertaram cinco dezenas e vão receber, cada uma, R$ 68.839,98.

Outras 5.216 apostas acertaram 4 números e vão ganhar R$ 1.244,36

O próximo sorteio da Mega-Sena está marcado para terça-feira (30)..

 

 

Goleira do handebol do Brasil agradece carinho na Olimpíada: ‘Não consigo abrir o Instagram’

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Os Jogos Olímpicos têm o poder de dar visibilidade para esportes que não são tão falados no dia a dia. Um desses exemplos é o handebol, que foi abraçado pelos brasileiros em Paris-2024. A goleira Gabi Moreschi, por exemplo, ganhou quase 200 mil seguidores no Instagram depois de ter fechado o gol e garantido a vitória do Brasil sobre a Espanha, na estreia da equipe, na quinta-feira.

“Mudou tudo. Não consigo abrir meu Instagram direito, fico muito grata com esse carinho de todo mundo. Estou tentando acompanhar, ler as mensagens, ver as fotos que estão marcando a gente. Isso é muito importante para o handebol brasileiro, que é um esporte muito bacana. Fico feliz com esse reconhecimento”, disse Gabi Moreschi.

Embora feliz com o reconhecimento da torcida brasileira, a goleira estava frustrada neste domingo. A seleção esteve à frente do placar durante boa parte do jogo, mas sofreu a virada no último lance e perdeu para a Hungria, por 25 a 24.

“Estou um pouco frustrada. Não esperava esse último gol, achei que ia para fora. A gente estava bem preparada, estava com um sentimento muito bom antes do jogo que a gente ia sair com a vitória. Mas cometemos alguns erros que não poderíamos cometer. Agora é focar na França e bola para frente”, destacou a goleira.

O Brasil vai buscar a reabilitação diante da anfitriã França, na próxima terça-feira, às 14 horas (horário de Brasília), pela 3ª rodada. Depois, a seleção enfrentará Holanda e Angola. “Espero que a torcida do Brasil compareça como compareceu nos outros dois jogos. Eu gosto de jogo que pega fogo, que a torcida grita. Deu para perceber que eu vou bastante para eles, chamo bastante a torcida. Estou bem animada e focada para o jogo contra a França, já estudei bastante e vou estudar mais”, disse Gabi Moreschi.

A derrota para a Hungria fez o Brasil cair para o 4º lugar do Grupo B, com os mesmos dois pontos que França, Hungria e Holanda. As seleções francesa e holandesa ainda entram em campo pela segunda rodada.

Kamala tenta recuperar voto negro, e Trump investe em fatia conservadora do grupo

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FERNANDA PERRIN
ATLANTA, EUA (FOLHAPRESS) – “Vou ser uma das pouquíssimas pessoas a te dizer, como homem negro, que o maior problema de Donald Trump é sua retórica, ele é divisivo. Mas em relação às suas políticas, se eu for bem honesto com você, ele não foi um presidente tão ruim, não.”

 

A opinião é de Horace Robinson, 47, dono da barbearia Silver Star, em Atlanta, no estado-pêndulo (sem definição para democratas ou republicanos) da Geórgia. No quarteirão seguinte, estão a igreja comandada no passado pela família Luther King e o memorial dedicado a Martin Luther King Jr. (1929-1968).

Robinson é um exemplo da frustração de muitos eleitores negros com a política. O grupo foi fundamental para a vitória de Joe Biden em 2020, mas pesquisas apontavam que o democrata vinha perdendo apoio no segmento, sobretudo entre homens mais jovens.

As expectativas por mudanças eram altas, após os protestos em massa contra o assassinato de George Floyd. No entanto, a percepção é a de que as coisas permaneceram as mesmas -não houve reformas profundas da polícia e da Justiça criminal- e, no quesito economia, pioraram por causa da inflação.

“Votei em Biden na última eleição porque parecia que suas políticas eram mais adequadas a nós, mas no fim acabou dando no mesmo. Então realmente não importa em quem você vota”, afirma James Gresham, 32. Funcionário de um Walmart em Atlanta, ele reclama especialmente da disparada do custo de vida.

O democrata venceu Trump em 2020 com o apoio de 92% dos eleitores negros que foram às urnas, segundo o Pew Research Center. Trump teve apenas 8% de apoio do grupo. No entanto, uma pesquisa feita pelo mesmo instituto em abril deste ano mostrou Biden com 77% e Trump com 18%. Entre homens negros de até 49 anos, a vantagem dos democratas caía ainda mais: 68% a 29%.

Com a troca por Kamala Harris, negra e de origem asiática, democratas esperam recuperar esse apoio perdido, mas o caminho não deve ser tão fácil.
Uma pesquisa feita especificamente com eleitores negros nos sete estados-pêndulo -Arizona, Nevada, Geórgia, Carolina do Norte, Pensilvânia, Michigan e Wisconsin- em julho mostrou que a vice obtém uma avaliação mais favorável do que Biden (45% a 40%), mas ainda muito distante do percentual alcançado pelo ex-presidente Barack Obama (74%).

No levantamento, feito antes de Biden sair da corrida, o presidente obtinha 69% das intenções de voto, contra 15% de Trump. No cenário com Kamala, os percentuais mudavam muito pouco: 71% a 14%.

“Essa eleição vai ser menos sobre persuasão do que sobre participação”, afirma a cientista política Andra Gillespie, especialista em política afroamericana na Universidade Emory, de Atlanta.

“A questão é se os democratas vão conseguir manter essa empolgação vista nessa primeira semana, com mais de US$ 100 milhões em doações, nos próximos três meses. É disso que vai depender a vitória de Kamala”, declara.
Gillespie diz que pesquisas mostram que grupos historicamente sub-representados na política, como negros, asiáticos e mulheres, tendem a participar mais de pleitos em que alguém que os representa possa ser eleito pela primeira vez para o cargo -caso de Kamala, que se tornaria a primeira mulher, a primeira negra e a primeira asiática a ocupar a Presidência.

“Mas ela não pode simplesmente dizer ‘oi, eu sou uma mulher negra e do sul da Ásia. Vote em mim’. Ela tem feito isso de outros modos. Nesta semana, por exemplo, discursou em uma sororidade histórica negra”, diz a cientista política.

O outro lado da moeda são os ataques vindos da campanha de Trump. O empresário, que faz questão de pronunciar errado o nome de Kamala (ele fala “Kamála”, não “Kâmala”), está recalibrando sua estratégia para evitar ser acusado de racismo e machismo -segundo a imprensa americana, sua campanha até fez um apelo para republicanos no Congresso não criticaram a democrata evocando sua raça e gênero.

“Sempre houve negros conservadores. Por volta de 30% a 40% desses eleitores se identificam dessa forma nos EUA. Mas, nos últimos 60 anos, apenas um percentual constante de mais ou menos 10% vota em republicanos”, afirma Gillespie. “Isso ocorre por causa do histórico ruim do partido quando se trata de relações raciais.”

O peso da clivagem racial é importante para o eleitorado americano especialmente longe dos grandes centros urbanos. Justin, 26, fala sobre sua própria experiência. Embora viva em Atlanta, onde é atendente de um restaurante, ele vem de uma cidade pequena da Geórgia, quase na divisa com a Flórida, chamada Valdosta.

“De onde eu venho as coisas são diferentes. Tem racismo de verdade, bandeiras confederadas, apoiadores sérios de Trump. Aqui em Atlanta, você vê uma discussão mais sobre questões da eleição, mas lá no sul é simplesmente a cor da pele. Nós, negros, votamos em democratas; os brancos, em republicanos.”

O ex-presidente, por sua vez, tem feito seus próprios esforços junto ao eleitorado negro. Uma dessas iniciativas são os eventos “Charutos, conhaque e Congresso”, organizados pelo deputado conservador Wesley Hunt, do Texas.
Gerente de uma concessionária de carros nos arredores de Atlanta, Najee, 61, participou de um desses encontros em junho. Eleitor de Trump em 2020, pretende votar novamente no empresário neste ano.

“Impostos baixos, parar a imigração ilegal, menos regulação, protecionismo em relação à China e outros países estrangeiros. É por isso que gosto de Trump”, diz ele. Questionado se não se preocupa com o que o empresário pode fazer se eleito, tendo em vista a invasão do Capitólio, Najee é taxativo: “Isso é besteira. O 6 de Janeiro foi um evento infeliz, mas foi uma revolta, não um golpe.”

Brasileira ganha prêmio internacional por modelo que substitui animal em teste de cosmético

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A farmacêutica brasileira Lauren Dalat de Sousa Coelho foi uma das jovens pesquisadoras agraciadas pelo Lush Prize 2024, uma honraria britânica que busca financiar iniciativas para acabar com o uso de animais em testes. Ela receberá um prêmio de £10 mil (cerca de R$69 mil).

Segundo o Conselho Regional de Farmácia de Sergipe (CRF-SE), o projeto da mestranda da Universidade Federal de Goiás (UFG) usa células-tronco de dentes humanos para desenvolver um modelo para testar a teratogenicidade (a presença de agente que pode causar malformações em bebês) de cosméticos.

“Este modelo é crucial, pois atualmente não existem métodos in vitro (que analisa a células fora do contexto do organismo) para avaliar a teratogenicidade de produtos cosméticos disponíveis no Brasil”, destacou o prêmio.

A organização do prêmio destaca que, no Brasil, o uso de animais vertebrados para testes de cosméticos é proibido quando os ingredientes já possuem evidências científicas de segurança e eficácia. No entanto, é permitido quando não há métodos alternativos de testes.

“A avaliação da toxicidade reprodutiva é feita principalmente usando animais, com apenas um teste requerendo milhares de animais. Além disso, a maioria dos modelos in vitro atualmente disponíveis para estudos de toxicidade no desenvolvimento usam células animais, o que exige que os animais sejam sacrificados”, destacou a organização.

Ao CRF-SE, Lauren destacou também que os testes feitos em animais nem sempre refletem com precisão as reações humanas. “Nossa pesquisa oferece um método mais realista e ético, em linha com as novas regulamentações brasileiras que incentivam métodos alternativos”, disse ao conselho.

 

Homem morre após cair de altura de 70 metros durante escalada no interior de São Paulo

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Um homem, ainda não identificado, morreu na tarde da última sexta-feira (26), após cair de uma altura de 70 metros enquanto realizava uma escalada na Pedra do Baú, em São Bento do Sapucaí, (Vale do Paraíba), interior de São Paulo.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Estado, policiais militares foram acionados por especialistas em alpinismo, que teriam informado “que um homem teria feito uma escalada durante o período da tarde e não retornado”.

Os agentes desceram até o local e constataram que a vítima teria caído e estava no solo, já morto. O Corpo de Bombeiros e a perícia foram acionados.

O caso foi registrado como morte suspeita na Delegacia de Campos do Jordão, segundo a pasta. A SSP, Bombeiros e Polícia Militar não informaram se o corpo da vítima já tinha sido removido. O local onde o homem caiu é de difícil acesso.

A Pedra do Baú – também conhecida como Complexo do Baú ou Complexo da Pedra do Baú – é um complexo de rochas elevadas e íngremes, que se localizam entre montanhas da Serra da Mantiqueira, próximas à cidade de Campos do Jordão.

A Pedra do Baú possui 1964 metros de altitude e 340 metros de altura, uma formação favorável para atividades de escaladas. O ponto costuma atrair turistas interessados em roteiros de aventuras e ecoturismo.

 

Thiago Wild é superado por Tomás Etcheverry e cai na estreia em simples em Paris-2024

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O tenista brasileiro Thiago Wild esteve neste domingo no saibro do complexo de Roland Garros para a sua estreia nos Jogos Olímpicos de Paris-2024. O número 1 do Brasil fez um jogo muito equilibrado, mas acabou sendo derrotado pelo argentino Tomas Etcheverry por 2 sets a 0, com parciais de 7/6 (9/7) e 6/2, em 1h58min de partida.

Com a eliminação de Thiago Wild, número 72 do mundo, a esperança brasileira fica com Thiago Monteiro, Beatriz Haddad Maia e Laura Pigossi, que entrarão em quadra ainda neste domingo. Bia também jogará nas duplas, formando parceria com Luisa Stefani, medalhista de bronze em Tóquio, em 2021, com Laura. E Wild jogará com Monteiro nas duplas masculinas.

Já Etcheverry, 35º do ranking, aguarda o vencedor do duelo entre o chileno Alejandro Tabilo (21º) e o russo Roman Safiullin (67º) para conhecer seu adversário na próxima fase.

O primeiro set foi muito equilibrado, com uma quebra de serviço para cada lado. Wild chegou a estar vencendo por 6/5, mas acabou sofrendo o empate e levando para o tie-break, onde o brasileiro teve um set point, mas não conseguiu confirmar a vitória. Com isso, deu moral para o argentino virar e confirmar a vitória por 9/7.

Wild começou firme no segundo set até que perdeu a concentração quando o argentino pediu atendimento médico no quarto game. O jogo ficou paralisado por cinco minutos. Quando recomeçou, o brasileiro teve o game quebrado e não conseguiu mais se recuperar. Com isso acabou perdendo por 6/2.

Entidades da Igreja Católica reagem à Santa Ceia da abertura das Olímpiadas de Paris

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A conferência dos bispos da Igreja Católica Francesa e líderes religiosos espalhados pelo mundo protestaram neste sábado, 27, contra uma encenação associada à Santa Ceia, que fez parte do roteiro de atrações da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Paris.

Para a entidade francesa, o retrato bíblico de Jesus Cristo com os seus apóstolos recriado pelos organizadores da festa foi um “escárnio” e uma “zombaria com o Cristianismo”. Ainda disse lamentar por “todos os cristãos” que foram “feridos pela ofensa e provocação de certas cenas”.

“Nossos pensamentos estão com todos os cristãos de todos os continentes que foram feridos pela ofensa e provocação de certas cenas”, disse o coletivo de bispos, em nota. “Esperamos que eles entendam que a celebração olímpica se estende muito além das preferências ideológicas de alguns artistas”, acrescentou.

A conta oficial das Olimpíadas no X (ex-Twitter) descreveu parte da cena como representando “o deus grego Dionísio” conscientizando as pessoas “do absurdo da violência entre seres humanos”.

Os religiosos, porém, interpretaram que a adaptação como uma zombaria da famosa pintura de Leonardo da Vinci.

O diretor artístico do espetáculo, Thomas Jolly, negou que a sua intenção, ao recriar a cena, foi de provocar e fala em celebração da diversidade. “Meu desejo não é ser subversivo, nem zombar ou chocar,” disse Jolly. “Acima de tudo, eu queria enviar uma mensagem de amor; de inclusão e não de divisão.”

Protestos pelo mundo

Outros líderes religiosos também endossaram as críticas e reclamações da Conferência dos Bispos da Igreja Católica Francesa, segundo a agência de notícia CNA (Catholic News Agency).

O bispo Andrew Cozzens, presidente do Comitê Episcopal dos Estados Unidos para Evangelização e Catequese, publicou declaração pedindo aos católicos “que respondam ao incidente de Paris com oração e jejum”.

“Jesus viveu sua Paixão novamente na sexta-feira à noite em Paris, quando sua Última Ceia foi publicamente difamada”, disse Cozzens. “Não ficaremos de lado e ficaremos quietos enquanto o mundo zomba de nosso maior presente do Senhor Jesus”, escreveu o bispo.

“Em vez disso, por meio de nossa oração e jejum, pediremos ao Espírito Santo que nos fortaleça com a virtude da fortaleza para que possamos pregar Cristo – nosso Senhor e Salvador, verdadeiramente presente na Eucaristia – para a Glória de Deus e a Salvação das Almas.”

O bispo alemão Stefan Oster chamou a cena da “Última Ceia queer” de “um ponto baixo e completamente supérfluo na encenação”, em publicação da Conferência Episcopal Alemã, segundo a CNA. O arcebispo Peter Comensoli de Melbourne, na Austrália, usou o X (antigo Twitter) para dizer que prefere “o original”, com a foto da obra de Da Vinci.

Já bispo Robert Barron, de Winona-Rochester (EUA), chamou a paródia da Santa Ceia de “grosseira”, enquanto o arcebispo de Santiago do Chile, Dom Fernando Chomali, disse estar decepcionado com a encenação “grotesca” do que ele chama de “a coisa mais sagrada que nós, católicos, temos, a Eucaristia”.

O padre dominicano Nelson Medina afirmou que, por conta a recriação da Santa Ceia, “não vai assistir a uma única cena dos Jogos Olímpicos”. “Que repugnante o que fizeram zombando do Senhor Jesus Cristo e seu supremo dom de amor. E eles são covardes: eles não mexeriam com Maomé”, disse o pároco.

E se Rei Charles morrer primeiro? O que acontece com a Rainha Camilla?

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Camilla se tornou Rainha Consorte depois que a Rainha Elizabeth II faleceu em 2022. No entanto, em 6 de maio de 2023, ela foi coroada Rainha Camilla, ao lado de seu marido, o Rei Charles III. Mas você já parou para pensar no que aconteceria com a Rainha Camilla se o Rei morresse antes dela? Camilla teria um novo título? Haveria alguma mudança em suas funções? Ou ela receberia poderes reais de regência?

Seu destino? Nesta galeria, respondemos a estas e muitas outras perguntas sobre o futuro da Rainha Camilla.

Mesmo nas minhas medalhas, não senti emoção tão forte, diz Pérec sobre acender a pira olímpica

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ANDRÉ FONTENELLE
PARIS, FRANÇA (FOLHAPRESS) – Só de falar sobre a honra de acender a pira olímpica na cerimônia de abertura, juntamente com o judoca Teddy Riner, a ex-velocista francesa Marie-José Pérec fica trêmula e quase chora. Pérec, 56, falou à Folha de S.Paulo sobre a emoção que sentiu, maior que a das três medalhas de ouro olímpicas que conquistou em sua carreira (400 metros rasos em Barcelona-1992 e Atlanta-1996 e 200 metros rasos em Atlanta).

 

Ela só não quis comentar o original sistema da pira olímpica, que substituiu a tradicional chama por um efeito visual obtido com vapor d’água e lâmpadas de LED.

O assunto é tratado com visível cautela pelo comitê organizador, supostamente pelo temor de críticas à ideia. A conversa aconteceu enquanto a estrela olímpica acompanhava as provas de esgrima no Grand Palais.

PERGUNTA – Qual foi a emoção ao acender a pira olímpica?
MARIE-JOSÉ PÉREC – Foi in-co-men-su-rá-vel de tão grande que foi. Com Teddy, a emoção foi tão forte que uma hora eu disse a ele, com a maior naturalidade: “Me dá sua mão, me dá sua mão”. E aí sentimos algo muito, muito forte. Ontem eu estava falando: mesmo nas minhas medalhas, mesmo nas minhas vitórias, não senti isso, porque não é uma equipe, é diferente. Ser recompensado sem ter feito um esforço para isso, significa realmente algo. Foi fabuloso, fabuloso.

P. – O presidente do comitê organizador, Tony Estanguet, disse que ligou para a senhora no final da manhã da cerimônia de abertura, para dar a notícia.
MJP – Assim que eu vi o nome dele no meu telefone, eu comecei a chorar. Comecei a chorar. E ele me falou. [Quase chorando] Só de ver o nome dele no telefone, isso já me fez sentir toda essa emoção. Eu não conseguia nem falar.P. – O sistema da pira é bastante original. Ele explicou à senhora que não havia perigo em acendê-la, porque não é uma chama, e sim luz?
MJP – Mas eu não posso falar sobre isso [risos]!

Uso de antibióticos nos primeiros anos de vida pode aumentar risco de alergias na vida adulta, diz estudo

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LIVIA INÁCIO
CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) – O uso excessivo de antibióticos na infância pode provocar um maior risco de desenvolver alergias na fase adulta, revela um estudo experimental conduzido na Austrália.

 

Em um artigo publicado no último dia 15 na revista científica Immunity, pesquisadores da Universidade de Monash, na Austrália, indicam que a o uso frequente dessas medicações provoca uma desregulação das bactérias intestinais, interrompendo a produção de IPA (ácido indol-3-propiônico). Esta substância ajuda a prevenir quadros alérgicos.

O modelo foi testado em camundongos em laboratório. Ao receberem doses contínuas de antibióticos na infância, os roedores se tornaram adultos mais suscetíveis à alergia a ácaros na poeira doméstica. Essa suscetibilidade foi mantida mesmo depois da normalização da microbiota intestinal, desregulada pelo uso exacerbado dos medicamentos.

Os cientistas também constataram que a disbiose diminuiu os níveis de IPA, mas a boa notícia é que, ao isolar a substância e suplementá-la em animais jovens, foi possível protegê-los de inflamações alérgicas na idade adulta.

Por ser feita em camundongos, a pesquisa ainda não oferece conclusões categóricas sobre o modo como antibióticos levam a alergias respiratórias, nem apresenta uma nova forma de tratamento comprovada em humanos, mas traz hipóteses relevantes, explica o médico Fábio Motta, vice-diretor de qualidade e pesquisa clínica do Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba.

No dia a dia do consultório, muitos médicos já notavam a relação entre o abuso de antibióticos e o surgimento de alergias, mas faltava um estudo que conseguisse desvendar um pouco melhor esse mecanismo em laboratório, diz a pediatra, alergista e imunologista Mariana de Gouveia Pereira Pimentel, do Instituto Pensi (Pesquisa e Ensino em Saúde Infantil).

Não é por acaso que a associação entre alergia e disbiose é investigada por cientistas. A microbiota intestinal reúne trilhões de microrganismos fundamentais ao metabolismo humano e ao sistema imunológico, e calcula-se que 70% das células imunes estão presentes no intestino, diz o alergista Alex Lacerda, da Beneficência Portuguesa de São Paulo.

Ao interferir nesse complexo, matando bactérias desnecessariamente, o uso frequente e inadequado de antibióticos coloca em risco uma dinâmica indispensável ao funcionamento do corpo.

Mas as disbioses intestinais e o aumento da suscetibilidade a alergias não são os únicos riscos do uso excessivo medicamentos, lembra a alergista imunologista Raisa Borges de Castro, do Hospital Sírio-Libanês em Brasília. O consumo inadequado da medicação também pode levar à resistência bacteriana, tornando as infecções mais difíceis de serem tratadas.

O próprio criador da penicilina, Alexander Fleming, alertou sobre esse perigo em seu discurso quando recebeu o prêmio Nobel de Medicina, em 1945. Segundo o biólogo britânico, a banalização do uso poderia fortalecer bactérias a nível global, levando a um problema de saúde pública.

Mais recentemente, em 2022, um relatório divulgado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) mostrou que os óbitos associados à resistência antibacteriana chegaram a 4,95 milhões em 2019 e poderão atingir 10 milhões em 2050, alcançando a mesma quantidade de mortes por câncer registradas em 2020.

Foi pensando nesses riscos que a OMS criou em 2015 o Plano de Ação Global em Resistência a Antimicrobianos, com o objetivo de assegurar a capacidade de tratar e prevenir doenças infecciosas por meio do uso responsável de medicamentos e outras tecnologias em saúde.

No Brasil, desde 2010 a venda de antibióticos só pode ser feita mediante receita médica, seguindo uma resolução da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), no intuito de minimizar a elevação da resistência bacteriana no país.

Além disso, cada vez mais instituições de saúde têm criado protocolos internos para gerenciar o uso de antibióticos de modo inteligente. É o caso do Pequeno Príncipe, que lançou o Programa de Stewardship de Antimicrobianos e oferece formações sobre o tema a hospitais de várias regiões do Brasil.

Mas, além de aprimorar o olhar de profissionais da saúde para a questão, especialistas defendem que é preciso ainda conscientizar a população sobre o problema.

“A criança, por exemplo, deve receber acompanhamento médico contínuo, para que o profissional de saúde que vai atendê-las conheça seu histórico e saiba identificar com mais facilidade se uma condição é mesmo bacteriana e realmente demanda antibiótico”, diz a pediatra do Instituto Pensi. “Essa medicação é importante e foi um divisor de águas na medicina, mas precisa ser usada com a máxima cautela”, reforça.

 

Larissa Pimenta cai para a repescagem; Willian Lima vai às quartas

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BEATRIZ CESARINI E CAROLINA ALBERTI
PARIS, FRANÇA (UOL/FOLHAPRESS) – A brasileira Larissa Pimenta perdeu a atual campeã olímpica Amandine Buchard (FRA) e está na repescagem das Olimpíadas de Paris na categoria até 52kg. Já Willian Lima se classificou para as quartas de final na categoria até 66kg.

 

Larissa estreou com vitória sobre Djamila Silva e na sequência bateu a britânica Chelsie Giles. A brasileira fez uma luta dura contra a britânica medalhista de broze em Tóquio 2020, que só foi definida no golden score.

Em seu terceiro confronto contra Buchard, Larissa também levou para o “ponto de ouro”, mas sofreu uma imobilização e caiu para a repescagem. A arena foi abaixo com a vitória da atual campeã olímpica, que terá pela frente Diuora Keldiyorova, do Uzbequistão.

Larissa enfrenta Mascha Ballhaus, da Alemanha, na repescagem e pode brigar pelo bronze. A disputa por medalhas acontece ainda neste domingo (28).
O judô brasileiro busca a sua primeira medalha nas Olimpíadas de Paris. A modalidade estreou no último sábado, mas os representantes do Brasil não avançaram.

WILLIAN VAI ÀS QUARTAS
Willian Lima estreou com vitória sobre Sardor Nurillaev, do Uzabequistão. O brasileiro precisou de 3min53s para encerrar o combate.

Na sequência, ele fez uma luta intensa contra Serdar Rahimow, do Turcomenistão, e foi às quartas. O brasileiro venceu após seu adversário receber três shidôs (punições) e acabar eliminado.

Agora o brasileiro encara o mongol Baskhuu Yondonperenlei. A luta acontece ainda neste domingo (28).

Brasileiro denunciado por estuprar adolescente em MG é preso nos EUA

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Um brasileiro de 23 anos foi preso nos Estados Unidos na última terça-feira (23). Ele fugiu para o país norte-americano após ser denunciado pelo MP-MG (Ministério Público de Minas Gerais) pelo estupro de uma adolescente de 13 anos.

 

Brasileiro foi preso perto de sua casa em Framingham, no estado de Massachusetts. Procurado pelas autoridades brasileiras, ele fugiu após ser denunciado por estuprar uma menor em Engenheiro Caldas, no Vale do Rio Doce (MG). O crime aconteceu em 27 de maio de 2023.

Estupro do ano passado não foi isolado. Segundo o Ministério Público de Minas Gerais, o homem também responde por outro crime de estupro, praticado por duas vezes contra uma mesma mulher, em 2019 e 2020. O nome do denunciado foi mantido em sigilo pelas autoridades.

O MP-MG avalia que o homem deve retornar ao Brasil para responder aos processos penais na Justiça brasileira. No momento, permanece sob custódia em Boston.

Após entrar ilegalmente nos Estados Unidos, o brasileiro foi detido em julho do ano passado no Arizona. Ele foi liberado dois dias depois com o compromisso de se apresentar a um juiz de imigração do Departamento de Justiça.

O promotor Jonas Junio Linhares Costa Monteiro, responsável pelo pedido de inclusão do denunciado na lista, avalia que a prisão “representa uma enorme vitória para a Justiça e no combate à impunidade e aos crimes sexuais”. A Difusão Vermelha representa a possibilidade de prisão da pessoa que se encontra em país estrangeiro e contra a qual existe mandado de prisão expedido por autoridade brasileira.

Ciclista francesa cai e perde os sentidos em Paris; imagens fortes

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O segundo dia dos Jogos Olímpicos em Paris, este domingo (28), ficou marcado não só pela grave lesão do judoca Nurali Emomali mas também pela queda da ciclista Loana Lecomte enquanto disputava a prova de cross-country olímpico feminino.

 

De acordo com o GloboEsporte, Lecomte foi retirada de maca pelos médicos do evento. Os torcedores presentes gritaram em apoio à ciclista. Ainda não há informações sobre o estado da atleta.

Leia Também: Rayssa Leal chora, ri e vai à final do skate street de maneira dramática

Veja o vídeo abaixo:

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LA CHUTE TERRIBLE DE LOANA LECOMTE QUI FAIT UN SOLEIL SANS SE RELEVER

En espérant qu’elle aille bien #MountainBike #Paris2024 pic.twitter.com/AhlwMl3sz8

— Le Stade (@le_stade) July 28, 2024

 

Um homem foi preso por posse ilegal de armas em Guarus

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Um homem, que não teve sua identidade divulgada, foi preso por porte ilegal de armas nessa sexta-feira (26), na Rua Cidade Lima, no Parque Santa Rosa, em Guarus, em Campos.

Durante um patrulhamento, os militares se dirigiram ao local citado e conseguiram prender um homem que estava em sua posse 01 revólver calibre 38 e 07 munições calibre 38.

O homem foi encaminhado à 146ª DP/ Guarus, onde permaneceu preso.

Polícia Militar apreende grande quantidade de drogas na Comunidade Tira Gosto

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Agentes da Polícia Militar realizaram nessa sexta-feira (26), uma apreensão de drogas, na Rua Adão Pereira Nunes, na Comunidade Tira Gosto, em Campos.

Os militares realizaram uma entrada estratégica na Comunidade, e conseguiram apreender 143 pinos de cocaína, 41 frascos de loló, 34 buchas de maconha, 14 skank’s e 11 haxixes. Ninguém foi preso.

Os materiais foram encaminhados para a 134ª DP/ Centro, onde o caso foi registrado.

Protocolo internacional usado por peritos ajudou a identificar 99% das vítimas no RS

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LUANY GALDEANO
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS0 – Enchentes no Rio Grande do Sul, rompimento da barragem de Brumadinho (MG) e queda do voo da Air France. Eventos com número elevado de mortes exigem trabalho intenso dos servidores que identificam corpos para dar um desfecho aos familiares de quem perdeu a vida. Para isso, eles adotam um protocolo que ajuda peritos a identificar 99% das vítimas.

 

Em desastres, dezenas de cadáveres chegam ao mesmo tempo ao necrotério, desafiando a capacidade dos servidores de atenderem a todos. Somado a isso, não há espaço suficiente para armazenar os corpos, sobretudo em cidades menores.

Nesses casos, a perícia adota o protocolo DVI, sigla em inglês para Identificação de Vítimas de Desastres. O procedimento é diferente de uma investigação de homicídio, em que o objetivo do legista é identificar a causa da morte. No desastre, a prioridade é descobrir quem é a vítima.
Esta é a segunda reportagem da série Não Identificado, de Vida Pública, uma parceria entre a Folha e o Instituto República.org, que mostra o trabalho de peritos.

O protocolo estabelece um planejamento prévio que ajuda os peritos a não perderem tempo para se organizarem quando o desastre ocorre. Cada servidor já sabe sua função, desde o médico legista -que examina o cadáver- até o assistente social –que avisa os familiares das vítimas identificadas.
Em todo o país, os protocolos seguem uma mesma linha de trabalho, baseada em guia da Interpol.

Quando os corpos ainda têm mãos, os peritos tentam identificar a impressão digital, cujas informações estão cadastradas em bancos da polícia. Mesmo nos carbonizados é possível coletar as digitais: quando uma pessoa morre queimada, ela costuma fechar a mão, preservando as impressões.
Também é possível descobrir quem é a vítima pela arcada dentária, quando há exames odontológicos prévios.

Se nada disso for possível, os peritos comparam o DNA do cadáver com o de familiares que indicaram seu desaparecimento. É a última alternativa, pois tem um custo elevado.

No Rio Grande do Sul, a adesão ao protocolo ajudou a perícia a reconhecer 99% dos mortos nas enchentes deste ano. Lá, cinco servidores atuaram ao mesmo tempo para identificar cada corpo, coletando material genético, impressão digital e analisando a arcada dentária.

“Precisamos seguir o protocolo principalmente devido ao grande volume de vítimas. Os profissionais trabalharam simultaneamente no corpo para não perdermos tempo”, diz Rosane Baldasso, perita criminal e coordenadora da comissão permanente de atendimento a desastres em massa no Instituto-Geral de Perícias do estado.

Mesmo nos piores dias de chuva, os gaúchos não deixaram de ir ao IML em busca de respostas sobre seus entes desaparecidos.
Ao chegar ao instituto, eles respondiam a perguntas sobre características da possível vítima que ajudassem a identificá-la, como uso de próteses, aparelhos ou tatuagens. Nessa ocasião, também era coletado material genético dos familiares para exames de DNA.

Em princípio, os peritos esperavam receber 500 corpos, já que o número de desaparecidos era alto. Foi montado um IML de campanha em um ginásio para atender a todos, com contêineres para armazenar os cadáveres, algo também previsto em protocolos de DVI.

O número de mortos foi menor que o esperado. Até agora, 182 foram encontrados e 29 continuam desaparecidos, segundo o governo gaúcho.
Outra tragédia climática com elevado número de vítimas foi a da região serrana do Rio de Janeiro, em 2011. Na época, o protocolo do DVI ainda estava sendo criado no estado, o que atrasou a identificação dos corpos. Foram mais de 900 mortos pelo temporal.

Depois disso, a polícia do Rio adotou o protocolo de forma mais ampla, hoje ensinado na formação de novos oficiais. Nas chuvas que afetaram a mesma região em 2022, 98% das vítimas foram identificadas.

“Os poucos não identificados foram por ausência de condições do material humano”, conta Maura Cristina é papiloscopista da polícia do estado e estava no IML de Petrópolis nas chuvas de 2011. “Hoje, os profissionais já entendem as fases e sabem como trabalhar dentro de cada uma, o que facilita a resposta.”

Em Brumadinho, a força da lama que invadiu o entorno da barragem fragmentou os corpos, o que desafiou o trabalho dos peritos. Por isso, houve vítimas que precisaram ser identificadas mais de uma vez.
Na ocasião, os corpos ficaram armazenados em caminhões frigoríficos. Também foram criadas estações de trabalho para que passassem por todas as etapas de identificação.

Se o cadáver não tivesse mãos, era higienizado e passava por outros exames, como o de DNA e odontológico, segundo a papiloscopista Natalia Silva, do IML de Belo Horizonte.

Para Natalia, que passou meses trabalhando em Brumadinho, uma das partes mais difíceis foi lidar com a comoção social. Na época, parentes das vítimas aguardavam na porta do IML, procurando informações sobre os desaparecidos.

“No início, não tínhamos noção do tamanho do acidente. No fim, foi um trabalho que durou meses, porque os corpos levaram muito tempo para serem encontrados”, diz. “Eu tentava trabalhar e não pensar em nada, mas só consegui descansar depois que acabou.”

No desastre da Air France, em 2009, os peritos da Polícia Federal se deslocaram a Fernando de Noronha (PE), onde foi feito um IML de campanha para receber e armazenar o volume elevado de corpos. Ao todo, foram 228 mortos.

Marco Antonio de Souza é papiloscopista da Polícia Federal. Além do desastre da Air France, trabalhou em casos como Brumadinho e na identificação de Dom Phillips e Bruno Pereira, Teori Zavascki e Eduardo Campos.
O papiloscopista diz que, na época do acidente no voo Rio-Paris, o protocolo também ainda não estava bem estabelecido na PF. “Não sabíamos exatamente quantas vítimas seriam encontradas e estávamos com medo de não conseguir capacidade de processamento”, diz.

A lista de passageiros reduziu o campo de busca, mas não foi o suficiente. Apenas 58 eram brasileiros e tinham dados cadastrados em bancos nacionais. Para os estrangeiros, a Interpol teve que buscar material genético e impressão digital nas casas das vítimas, que ajudaram a identificar os demais.
O acidente, além de grandes eventos que ocorreram no Brasil a partir de 2009, fez a PF melhorar e ampliar a adoção do protocolo.

 

Kevin Spacey tem casa leiloada por R$ 18 milhões em execução judicial

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ANAHI MARTINHO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Envolvido em escândalos sexuais e endividado, Kevin Spacey perdeu sua luxuosa mansão em Baltimore, no estado americano de Maryland.

 

O imóvel foi leiloado no tribunal de Baltimore na última quinta-feira (25), por execução hipotecária. Um empresário do ramo imobiliário arrematou a propriedade por US$ 3,24 milhões (cerca de R$ 18 milhões).

Segundo o jornal local Baltimore Banner, uma multidão de curiosos foi ao tribunal assistir ao leilão, que durou apenas 15 minutos. A imprensa local afirma que a casa vale quase o dobro do valor que alcançou no leilão.

A mansão que pertencia ao ator fica em um píer flutuante acima do rio Patapsco e foi anunciada como “a casa mais extraordinária de Baltimore”. O imóvel tem seis quartos, sete banheiros, elevador, sauna, home theater e garagem para quatro carros.

Acusações e absolvição
Kevin Spacey, hoje com 65 anos, foi acusado de assédio sexual pela primeira vez em 2017, pelo ator Anthony Rapp. Na ocasião, ele assumiu sua homossexualidade, mas negou as acusações. Nos anos seguintes, o astro de “House of Cards” (Netflix) foi denunciado por agressões sexuais por vários outros homens.

Em 2022, ele foi inocentado de parte das acusações em um tribunal civil de Nova York e, em julho de 2023, foi absolvido de nove acusações em uma corte de Londres.

Mesmo inocentado, o astro nunca mais fez nenhum trabalho na TV nem no cinema. Seu último filme foi “Billionaire Boys Club”, lançado em 2018. Com a interrupção abrupta de sua carreira, ficou inadimplente e acabou tendo seu imóvel executado para quitar dívidas com o governo.

Kevin Spacey tem dois Oscars, um de melhor ator por “Beleza Americana” (1996) e um de ator coadjuvante por “Os Suspeitos” (1995), além de um Globo de Ouro de melhor ator por “House of Cards” (2014).